30 de abr. de 2007

Deepak Chopra


Chopra nasceu em 1947 na cidade de Nova Delhi,India.
Filho de um cardiologista, graduou-se no All India Institute of Medical Sciences em 1968.
Mudou-se para os Estados Unidos nos anos 70, e lá tornou-se um médico bem-sucedido, professor universitário e chefe de equipe do Memorial Hospital de Nova York.
A grande virada em sua vida começou nos anos 80, quando descobriu a meditação.
Ele parou de fumar e beber, tornou-se discípulo do guru indiano Maharishi Mahesh Yogi e representante nos Estados Unidos de uma empresa de divulgação e venda de produtos tradicionais (óleos, infusões e ervas) da medicina Ayurveda, a mais antiga do mundo, baseada no relacionamento entre ser humano e natureza.
Sua origem indiana, formação em medicina e sucesso profissional fizeram de Chopra o homem certo para criar uma ponte entre Oriente e Ocidente, divulgando não só a Ayurveda (ciência da vida), mas diversos ensinamentos dos "Vedas", antigas escrituras em sânscrito que datam de mais de cinco mil anos e reúnem a sabedoria indiana sobre todos os campos do conhecimento.

O trabalho de Chopra é unir o que há de melhor nessa tradição aos conceitos mais avançados da ciência – tudo explicado em linguagem que faz sentido para o leitor contemporâneo.
Filósofo de reputação internacional, já escreveu mais de 35 livros, um dos mais respeitados pensadores da atualidade.

O Caminho Para O Amor...


A maioria de nós sai à procura do amor levado por duas forças psicológicas poderosas; a fantasia do romance ideal e um medo de que não o encontremos e nunca sejamos amados. Esses dois impulsos são auto-sabotadores, embora de maneiras diferentes. Se você levar consigo uma fantasia idealizada de como deveria ser o amor, vai perder a coisa real quando ela cruzar o seu caminho. O amor real começa com interações cotidianas que possuem a semente da promessa, não com o êxtase total.

Quando você se apaixona, se apaixona por um espelho de suas necessidades mais atuais. Você descobre o caminho não pensando, sentindo ou fazendo, mas se entregando.O medo do compromisso reflete a crença de que o espírito é inalcançável. Desse modo, não há esperança de alcançar o amor.

A união sexual imita a criação divina. O que você expressa através de sua paixão é o amor de Deus por Deus. A energia nascida do amor é criativa – renova tudo que toca.
Qualquer desejo de crescer está seguindo o fluxo do amor.
O amor é o início da jornada, o seu fim e a própria jornada.
Os mestres espirituais nos dizem que o estado de iluminação – que é totalmente livre, extático e ilimitado - é vislumbrado de perto no orgasmo; pelo menos, é este o seu potencial.
Por que o sexo é tão poderoso? Porque estamos constantemente buscando o estado do êxtase original.
Deepak Chopra

Mutantes


"Somos as únicas criaturas na face da terra capazes de mudar nossa biologia pelo que pensamos e sentimos!
Nossas células estão constantemente bisbilhotando nossos pensamentos e sendo modificados por eles.
Um surto de depressão pode arrasar seu sistema imunológico; apaixonar-se, ao contrário, pode fortificá-lo tremendamente.

A alegria e a realização nos mantém saudáveis e prolongam a vida.
A recordação de uma situação estressante, que não passa de um fio de pensamento, libera o mesmo fluxo de hormônios destrutivos que o estresse.

Suas células estão constantemente processando as experiências e metabolizando-as de acordo com seus pontos de vista pessoais. Não se pode simplesmente captar dados brutos e carimbá-los com um julgamento. Você se transforma na interpretação quando a internaliza.

Quem está deprimido por causa da perda de um emprego projeta tristeza por toda parte no corpo – a produção de neurotransmissores por parte do cérebro reduz-se, o nível de hormônios baixa, o ciclo de sono é interrompido, os receptores neuropeptiídicos na superfície externa das células da pele tornam-se distorcidos, as plaquetas sanguíneas ficam mais viscosas e mais propensas a formar grumos e até suas lágrimas contêm traços químicos diferentes das lagrimas de alegria.

Todo este perfil bioquímico será drasticamente alterado quando a pessoa encontra uma nova posição. Isto reforça a grande necessidade de usar nossa consciência para criar os corpos que realmente desejamos.

O processo de envelhecimento, contudo, tem que ser combatido a cada dia.

Shakespeare não estava sendo metafórico quando Próspero disse: “ Nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos.”

Você quer saber como esta seu corpo hoje?Lembre-se do que pensou ontem.
Quer saber como estará seu corpo amanhã? Olhe seus pensamentos hoje!”
Ou você abre seu coração, ou algum cardiologista o fará por você!"

Deepak Chopra

Manoel de Barros


Manoel de Barros nasceu no Beco da Marinha em 1916.
Mudou-se para Corumbá e atualmente mora em Campo Grande.
É advogado, fazendeiro e poeta.
Escreveu seu primeiro poema aos 19 anos, mas sua revelação poética ocorreu aos 13 anos de idade quando ainda estudava no Colégio São José dos Irmãos Maristas, Rio de Janeiro.
Hoje o poeta é reconhecido nacional e internacionalmente como um dos mais originais do século e mais importantes do Brasil. Guimarães Rosa, que fez a maior revolução na prosa brasileira, comparou os textos de Manoel a um "doce de coco".
Foi também comparado a São Francisco de Assis pelo filólogo Antonio Houaiss, "na humildade diante das coisas. (...) Sob a aparência surrealista, a poesia de Manoel de Barros é de uma enorme racionalidade. Suas visões, oníricas num primeiro instante, logo se revelam muito reais, sem fugir a um substrato ético muito profundo. Tenho por sua obra a mais alta admiração e muito amor." Segundo o escritor João Antônio, a poesia de Manoel vai além: "Tem a força de um estampido em surdina. Carrega a alegria do choro."
Millôr Fernandes afirmou que a obra do poeta é "'única, inaugural, apogeu do chão."
Manoel, o tímido Nequinho, se diz encabulado com os elogios que "agradam seu coração".

A arte de infantilizar formigas


Depois de ter entrado para rã, para árvore, para pedra
- meu avô começou a dar germínios
Queria ter filhos com uma árvore.
Sonhava de pegar um casal de lobisomem para ir
vender na cidade.
Meu avô ampliava a solidão.
No fim da tarde, nossa mãe aparecia nos fundos do
quintal : Meus filhos, o dia já envelheceu, entrem pra dentro.
Um lagarto atravessou meu olho e entrou para o mato.
Se diz que o lagarto entrou nas folhas, que folhou.
Aí a nossa mãe deu entidade pessoal ao dia.
Ela deu ser ao dia,
e Ele envelheceu como um homem envelhece.
Talvez fosse a maneira
Que a mãe encontrou para aumentaras pessoas daquele lugar
que era lacuna de gente.

Manoel de Barros

A namorada


Havia um muro alto entre nossas casas.
Difícil de mandar recado para ela.
Não havia e-mail.
O pai era uma onça.
A gente amarrava o bilhete numa pedra presa porum cordão
E pinchava a pedra no quintal da casa dela.
Se a namorada respondesse pela mesma pedra
Era uma glória!
Mas por vezes o bilhete enganchava nos galhos da goiabeira
E então era agonia.
No tempo do onça era assim.

Manoel de Barros

Desiderata


Siga tranqüilamente entre a pressa e a inquietude, lembrando-se que há sempre paz no silêncio.
Tanto quanto possível, sem se humilhar, mantenha boas relações com todas as pessoas.
Fale a sua verdade mansa e claramente e ouça a dos outros, mesmo a dos insensatos e ignorantes, pois eles também têm sua própria história.
Evite as pessoas escandalosas e agressivas. Elas afligem o nosso espírito.
Se você se comparar com os outros, tornar-se-á presunçoso e magoado, pois haverá sempre alguém superior e alguém inferior a você.
Você é filho do Universo, irmão das estrelas e árvores.
Você merece estar aqui, e mesmo sem você perceber, a Terra e o Universo vão cumprir o seu destino.
Desfrute das suas realizações, bem como dos seus planos.
Mantenha-se interessado em sua carreira, ainda que humilde, pois ela é um ganho real na fortuna cambiante do tempo.
Tenha cautela nos negócios, pois o mundo está cheio de astúcias, mas não se torne um cético porque a virtude sempre existirá.
Muita gente luta por altos ideais e em toda a parte a vida está cheia de heroísmo.
Seja você mesmo, principalmente.
Não simule afeição.
Não seja descrente do amor, porque mesmo diante de tanta aridez e tanto desencanto ele é tão perene quanto a selva.
Aceite com carinho o conselho dos mais velhos e seja compreensivo com os arroubos inovadores da juventude.
Alimente a força do espírito que o protegerá no infortúnio inesperado, mas não se desespere com perigos imaginários.
Muitos temores nascem do cansaço e da solidão, e a despeito de uma disciplina rigorosa.
Seja gentil para consigo mesmo.
Portanto, esteja em paz com Deus como quer que você o conceba e quaisquer que sejam seus trabalhos e as aspirações.
Na fatigante confusão da vida, mantenha-se em paz com sua própria alma, apesar de todas as falsidades, fadigas e desencantos.
O mundo ainda é bonito.
Seja prudente e faça tudo para ser feliz !

DESIDERATA - Do Latim Desideratu: Aquilo que se deseja, aspiração.
Este texto foi encontrado na velha Igreja de Saint Paul, Baltimore, datado de 1692.

29 de abr. de 2007

Epicuro

Epicuro nasceu em Atenas, em 341 a.C., mas ainda muito jovem partiu com a família para Samos. Retornou para a terra natal em 323 a.C.
Sofria de cálculo renal, o que contribuiu para que tivesse uma vida marcada pela dor.Epicuro ensinou filosofia até que em 306 a.C. fundou sua própria escola filosófica, chamada O Jardim. Lecionou em sua escola até a morte, em 271 a.C., cercado de amigos e discípulos.
Tendo sua vida marcada pelo ascetismo, serenidade e doçura.


Máximas Fundamentais


A carne considera os prazeres ilimitados e seria mister um tempo infinito para satisfazê-la.
Mas o entendimento, que determina o fito e os limites da carne, e que nos livra do temor em face da eternidade, possibilita-nos uma vida perfeita, onde não temos necessidade de duração infinita.
Ele não foge, contudo, ao prazer e, quando as circunstâncias nos obrigam a deixar a vida, não se crê privado do que a vida oferecia de melhor.
Quem conhece perfeitamente bem os limites que a vida nos traça, sabe quão fácil é obter o que suprime a dor, causada pela necessidade, e faz a vida inteira perfeita, de sorte que não tem mais necessidade de coisas cuja aquisição exija esforço.
Todos os desejos que não provoquem dor quando permanecem insatisfeitos não são necessários, e poderão ser facilmente recalcados se nos parecerem difíceis de ser satisfeitos ou capazes de nos causar danos.
Epicuro

28 de abr. de 2007

Dalai Lama



Tenzin Gyatso nasceu em 1935 na aldeia de Takster em uma família de agricultores. É 14.º Dalai Lama.

Aos 2 anos é reconhecido por monges como a reencarnação do Dalai Lama, autoridade máxima do Budismo Tibetano. Os dalai lamas são tidos como reencarnações do príncipe Chenrezig, , o portador do lótus branco, que representa a compaixão. Aos 4 anos é separado da família, muda-se para o Palácio de Potala, em Lhasa, e é empossado como líder espiritual do Tibet. Passa, então, a se chamar Jampel Ngawang Lobsang Yeshe Tenzin Gyatso. Após uma rigorosa preparação, que inclui o estudo do budismo, de história e filosofia, assume o poder político em 1950, ano em que o Tibet é ocupado pela China.

Em 1959, depois do fracasso de uma rebelião nacionalista contra o governo chinês, exila-se na Índia.Desde 1960, o Dalai Lama reside em Dharamsala, Índia, conhecida como "Pequena Lhasa", a sede do Governo Tibetano no exílio. Ganha o Prêmio Nobel da Paz de 1989, em reconhecimento pela sua campanha pacifista para acabar com a dominação chinesa no Tibet. Ele aceita o prêmio em nome dos oprimidos e também daqueles que lutam por um mundo de Paz para o povo tibetano.

Ele disse na ocasião: "O prêmio reafirma nossa convicção de que com a verdade, coragem e determinação como nossas armas, o Tibet será libertado. Nossa luta deve ser sem violência e livre de ódio."

A Arte da Felicidade


Acredito que o objetivo da nossa vida seja a busca da felicidade. Isso está claro. Quer se acredite em religião ou não, quer se acredite nesta religião ou naquela, todos nós buscamos algo melhor na vida. Portanto, acho que a motivação da nossa vida é a felicidade.

Quando você mantém um sentimento de compaixão, bondade e amor, algo abre automaticamente sua porta interna. Com isso, você pode se comunicar mais facilmente com as outras pessoas. E esse sentimento de calor cria uma espécie de abertura. Você descobre que todos os seres humanos são exatamente iguais a você e se torna capaz de se relacionar mais facilmente com eles. Isso lhe confere um espírito de amizade. Então há menos necessidade de esconder as coisas e, conseqüentemente, sentimentos de medo, dúvida e insegurança se dispersam automaticamente.

Na nossa vida diária, certamente aparecem problemas. Os maiores problemas em nossas vidas são aqueles que temos de enfrentar inevitavelmente, como a velhice, a doença e a morte. Tentar evitar nossos problemas ou simplesmente não pensar neles pode nos dar um alívio temporário, mas acho que há um modo melhor de lidar com eles. Se você enfrentar seu sofrimento diretamente, terá mais condições de avaliar a profundidade e a natureza do problema.

Numa batalha, enquanto você ignorar as condições e a capacidade de combate do inimigo, estará completamente despreparado e paralisado pelo medo. No entanto, se você conhecer a capacidade de luta de seus adversários, os tipos de armas que eles têm e assim por diante, terá muito mais condições de entrar na guerra. Do mesmo modo, se você enfrentar seus problemas em vez de os evitar, terá mais condições de lidar com eles.
Dalai Lama

27 de abr. de 2007

Manuel Bandeira


Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho nasceu no Recife no dia 19 de abril de 1886.
Em 1890 a família se transfere para o Rio de Janeiro e a seguir para Santos e, novamente, para o Rio de Janeiro.
Passa dois verões em Petrópolis.
Em 1892 a família volta para Pernambuco. Manuel Bandeira freqüenta o colégio das irmãs Barros Barreto, na Rua da Soledade, e, como semi-interno, o de Virgínio Marques Carneiro Leão, na Rua da Matriz.
Em 1904, fica sabendo que está tuberculoso, abandona suas atividades e volta para o Rio de Janeiro. Em busca de melhores climas para sua saúde, passa temporadas em diversas cidades: Campanha, Teresópolis, Maranguape, Uruquê, Quixeramobim.
A fim de se tratar no Sanatório de Clavadel, na Suíça, embarca em junho de 1913 para a Europa.
Em virtude da eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914, volta ao Brasil em outubro.
Comemora 80 anos, em 1966, recebendo muitas homenagens.
No dia 13 de outubro de 1968, às 12 horas e 50 minutos, morre o poeta Manuel Bandeira, no Hospital Samaritano, em Botafogo, sendo sepultado no Mausoléu da Academia Brasileira de Letras, no Cemitério São João Batista.

Vou-me embora pra Pasárgada


Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha falsa e demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
- Lá sou amigo do rei -
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

Manuel Bandeira

Estrada


Esta estrada onde moro, entre duas voltas do caminho,
Interessa mais que uma avenida urbana.
Nas cidades todas as pessoas se parecem.
Todo o mundo é igual, todo o mundo é toda a gente.
Aqui, não: sente-se bem que cada um traz a sua alma.
Cada criatura é única.
Até os cães.
Estes cães da roça parecem homens de negócios:Andam sempre preocupados.
E quanta gente vem e vai!
E tudo tem aquele caráter impressivo que faz meditar:
Enterro a pé ou a carrocinha de leite puxada por um bodezinho manhoso.
Nem falta o murmúrio da água, para sugerir, pela voz dos símbolos,
Que a vida passa! que a vida passa!
E que a mocidade vai acabar.
Manuel Bandeira

25 de abr. de 2007

Eu aprendi...



Eu aprendi……que eu não posso exigir o amor de ninguém.

Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência para que a vida faça o resto;…que não importa o quanto certas coisas são importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e jamais conseguirei convencê-las;…que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos.

Eu aprendi……que posso usar meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando;…que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida;…que por mais que você corte um pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo que cortamos de nosso caminho.

Eu aprendi……que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser e devo ter paciência;…que posso ir além dos limites que eu próprio me coloquei;…que eu preciso escolher entre controlar meu pensamento ou ser controlado por ele.

Eu aprendi……que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem;…que perdoar exige muita prática;…que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.

Eu aprendi……que nos momentos mais difíceis, a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar minha vida; que eu posso ficar furioso, tendo o direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel.

Eu aprendi……que a palavra “AMOR” perde o sentido, quando usada sem critério;…que certas pessoas vão embora de qualquer maneira;…que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas que eu acredito.Se aprendessemos algumas coisas, tudo seria mais fácil…certas coisas realmente eu já aprendi…outras…ainda não…estou tentando…o que vale é a intenção…

William Shakespeare

Depois de algum tempo...


"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar a alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se,e que companhia nem sempre significa segurança. E começa aprender que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, com graça de um adulto e não a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair meio em vão."

"Depois de algum tempo, você aprende que o sol queima, se ficar a ele exposto por muito tempo. E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que, não importam quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo (a) de vez em quando, e você precisa perdoa-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá para o resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer, mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos, se compreendermos que os amigos mudam. Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com que você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso, devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos."

"Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm muita influência sobre nós, mas que nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você pode ser. Descobre que leva muito tempo para se chegar aonde está indo, mas que, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados."

"Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer,enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute, quando você cai, é uma das poucas pessoas que o ajudam a levantar-se. Aprende que a maturidade tem mais a ver com tipos de experiências que se teve e o que se aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais de seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes, e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva, tem direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama mais do jeito que você quer não significa que esse alguém não o ame com todas as forças, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, e que algumas vezes, você tem que aprender a perdoar a si mesmo."
"E que, com a mesma severidade com que julga, será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára, para que você junte seus cacos. Aprende que o tempo não é algo que se possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E vocêaprende realmente que pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir mais longe, depois de pensar que não pode mais.


E que realmente a vida tem valor diante da vida !!!"

William Shakespeare

William Shakespeare



William Shakespeare nasceu em 23 de abril de 1554, na pequena cidade inglesa de Stratford-Avon.
Nesta região começou seus estudos e demonstrando grande interesse pela literatura e pela escrita.
Com 18 anos de idade casou-se com Anne Hathaway tendo três filhos. Em 1591 foi morar em Londres, em busca de oportunidades na área cultural. Começa escrever sua primeira peça, Comédia dos Erros, no ano de 1590 e termina quatro anos depois.
Nesta época escreveu aproximadamente 150 sonetos.
Embora seus sonetos sejam até hoje considerados os mais lindos de todos os tempos, foi na dramaturgia que ganhou destaque.
No ano de 1594, entrou para a Companhia de Teatro de Lord Chamberlain, que possuía um excelente teatro em Londres. Neste período, o contexto histórico favorecia o desenvolvimento cultural e artístico, pois a Inglaterra vivia os tempos de ouro sob o reinado da rainha Elisabeth I.
O teatro deste período, conhecido como teatro elisabetano, foi de grande importância. Escreveu tragédias, dramas históricos e comédias que marcam até os dias de hoje o cenário teatral.
Os textos de Shakespeare fizeram e ainda fazem sucesso, pois tratam de temas próprios dos seres humanos, independente do tempo histórico. Amor, relacionamentos afetivos, sentimentos, questões sociais, temas políticos e outros assuntos, relacionados a condição humana, são constantes nas obras deste escritor.
No ano de 1610, retornou para Stratford, sua cidade natal, local onde escreveu sua última peça, A Tempestade, terminada somente em 1613.
Em 23 de abril de 1616 faleceu o maior dramaturgo de todos os tempos, de causa ainda não identificada pelos historiadores.

Amar o perdido...







Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão

Carlos Drummond de Andrade

O Amor


Para os gregos, quatro formas básicas de amar seriam possíveis, às quais eles davam nomes diferentes: Philia, Storgé, Eros e Ágape.

Philia é usado para descrever a afinidade existente entre amigos. Aquela forma de amor que se sente em uma profunda amizade, a afeição aonde sentimos alegria em encontrar, conversar, partilhar, ajudar, abraçar. Aqueles encontros entre amigos afins, onde, entre brincadeiras e risos, sentimos uma satisfação profunda por algo que toca em nosso mais íntimo recôndito de uma forma amena e prazerosa. Uma intensa troca entre seres que partilham profundas afinidades.

Já Storgé tem o sentido de amor entre consangüíneos, entre seres de uma mesma família. O amor materno, o amor paterno, o amor entre irmãos, etc., numa intensidade proporcional ao grau de consangüinidade e de contato diário.

Eros é a face do amor que, geralmente, recebe outro nome derivado do latim passio: paixão. A palavra paixão denota a conexão inevitável entre o amor e o sofrimento: sofrer por amor. Por isso a expressão “Sexta-Feira da Paixão” onde Jesus sofre e morre por amor à humanidade. Sofrimento e felicidade estão intimamente conectados em Eros, um estado psico-neuro-bioquímico amplamente investigado pela ciência desde a década de 1.960.
Sabe-se hoje que Eros mexe com toda a química do organismo, causando aceleração dos batimentos cardíacos e da respiração, insônia e perda de apetite (pelo aumento da dopamina e da noradrenalina), só para dar exemplos de algumas alterações físicas.

Eros é representado na mitologia grega como uma divindade brincalhona que passa o tempo todo flechando o coração das pessoas, fazendo-as, contra a sua vontade consciente, se sentirem atraídas por alguém de seu convívio. Os franceses batizaram a essa paixão incontrolável de amour fou (amor louco), sentimento que derruba todas as barreiras e convenções para se fazer presente entre pessoas que convivem entre si, geralmente pessoas que satisfazem um conjunto de expectativas nossas, semeadas durante a nossa infância e construídas ao longo de uma vida.

É uma das mais poderosas forças da existência, é uma aventura, um legítimo impulso de doação e afeição que traz embutido um desejo intenso de conhecer mais profundamente o outro e de unir-se com ele. É a busca de se conhecer a outra alma. Enquanto se suspeitar haver algo novo para ser conhecido no outro, Eros permanecerá e se manterá ativo. No momento que se acreditar que já se conhece tudo sobre o outro a paixão se dissolverá. Esse é o grande e simples segredo de se manter sempre apaixonado: constatar que o outro sempre será um desconhecido.

Manter Eros aceso numa relação é manter um contínuo revelar-se para o outro. E para esse contínuo revelar-se é imprescindível um contínuo autoconhecer-se. Juntos se autoconhecer, revelar-se um ao outro, ajudarem-se mutuamente e purificarem-se conjuntamente. A experiência erótica, a paixão, muitas vezes é confundida com o desejo sexual. Mas sexo é independente de Eros. Eros é o primeiro contato de alguns com o legítimo impulso de doação e afeição, que de outra forma nunca experimentariam por seu semelhante e muito menos por outro ser vivo. O mais vil criminoso, quando apaixonado, experimenta doação e afeição. É o sentimento mais próximo de Ágape, o amor desinteressado, que uma alma pouco evoluída pode experimentar.

Para Platão, Eros, que se manifesta primeiro como amor por um físico bonito, deve ascender intelectualmente e espiritualmente, sob responsabilidade do ser humano, para algo superior. Em sua obra “O Banquete”, Platão defende que o verdadeiro amor seria a afeição elevada a um plano ideal que transcende o contato físico, mas não o exclui. Esse é o ideal platônico de amor, comumente e erroneamente interpretado como um amor impossível, a afeição sem contato físico.

23 de abr. de 2007

Os cinco mandamentos de Hong Jin Pai, acupunturista


Reclamar da vida só causa stress.
Em vez de resmungar porque faz frio, vista um agasalho.
Passamos a maior parte do dia no trabalho.
Por isso, você precisa amar o que faz.
Aproveite o trânsito para escutar alguma música de que goste, estudar um idioma ou, se não estiver dirigindo, ler.
Seja otimista. Lembre-se de que todas as crises são passageiras.
A terceira idade deve ser a melhor fase da vida.
Estude, exercite-se e leia.
Ficar parado acelera o envelhecimento.

Os cinco mandamentos de Tânia Rodrigues, nutricionista


Acostume-se a beber mais água. Deixe uma garrafa de meio litro sobrea mesa de trabalho e outra dentro do carro.

Inclua pelo menos três frutas na alimentação diária. Elas garantem quantidades mínimas de vitaminas, fibras e minerais, que ajudam aprevenir diversos tipos de câncer. Não saia de casa sem se alimentar.

Se sua refeição for apenas um cafezinho, pelo menos acrescente um pouco de leite à xícara.

O jantar deve ser a refeição mais leve do dia. Se você tem mais fome à noite, faça um esforço e coma menos nesse horário. O corpo se acostumará e você terá mais apetite de manhã.

Coma uma pequena porção de algum alimento rico em carboidrato trinta minutos antes das atividades físicas. Isso vai melhorar seu rendimento

22 de abr. de 2007

Vladimir Maiakovski


Vladimir Maiakovski nasceu e passou a infância na aldeia de Bagdadi, na Geórgia - Rússia.
Lá cursou o ginásio e, após a morte súbita do pai, a família ficou na miséria transferindo-se para Moscou, onde continuou os estudos.
Muito impressionado pelo movimento revolucionário russo e impregnado desde cedo de obras socialistas, ingressou aos quinze anos na facção bolchevique do Partido Social-Democrático Operário Russo.
Detido em duas ocasiões, foi solto por falta de provas, mas em 1909-1910 passou onze meses na prisão.
Entrou na Escola de Belas Artes, onde se encontrou com David Burliuk, que foi o grande incentivador de sua iniciação poética.
Foi homem de grandes paixões, arrebatado e lírico, épico e satírico ao mesmo tempo.
Suicidou-se com um tiro em 1930.
"Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceito, desconfio que há falta de amor."

E Então Que Quereis?

Fiz ranger as folhas de jornal abrindo-lhes as pálpebras piscantes. E logo de cada fronteira distante subiu um cheiro de pólvora perseguindo-me até em casa. Nestes últimos vinte anos nada de novo há no rugir das tempestades. Não estamos alegres, é certo, mas também por que razão haveríamos de ficar tristes? O mar da história é agitado. As ameaças e as guerras havemos de atravessá-las, rompê-las ao meio, cortando-as como uma quilha corta as ondas. Vladimir Maiakovski

21 de abr. de 2007

Blue Moon

Blue Moon, you saw me standing alone
Without a dream in my heart
Without a love of my own
Blue Moon, you knew just what I was there for
You heard me saying a prayer for
Someone I really could care for
And then there suddenly appeared before me
The only one my arms will ever hold
I heard somebody whisper, "Please adore me"
And when I looked, the moon had turned to gold
Blue Moon, now I'm no longer alone
Without a dream in my heart
Without a love of my own

words by Lorenz Hart, music by Richard Rodgers

Adélia Prado

Adélia Prado nasceu em Divinópolis, Minas Gerais,
no dia 13 de dezembro de 1935.
"Moça feita, li Drummond a primeira vez em prosa.
Muitos anos mais tarde, Guimarães Rosa, Clarisse.
Esta é a minha turma, pensei.
Gostam do que eu gosto. Minha felicidade foi imensa.
Continuava a escrever, mas enfadara-me do meu próprio tom,
haurido de fontes que não a minha.
Até que um dia, propriamente após a morte do meu pai,
começo a escrever torrencialmente e percebo uma fala minha,
diversa da dos autores que amava.
É isto, é a minha fala."

A Serenata

Uma noite de lua pálida e gerânios
ele viria com boca e mãos incríveis
tocar flauta no jardim.
Estou no começo do meu desespero
e só vejo dois caminhos:
ou viro doida ou santa.
Eu que rejeito e exproboo que não for natal como sangue e veias
descubro que estou chorando todo dia,
os cabelos entristecidos,a pele assaltada de indecisão.
Quando ele vier, porque é certo que vem,
de que modo vou chegar ao balcão sem juventude?
A lua, os gerânios e ele serão os mesmos-
só a mulher entre as coisas envelhece.
De que modo vou abrir a janela, se não for doida?
Como a fecharei, se não for santa?

Não amo a cor dos olhos, amo o olhar!

Não amo a cor dos olhos, amo o olhar!
Não amo a brancura dos dentes, amo o sorriso!
Não amo o contorno dos lábios, amo o beijo!
Não amo
o formato dos braços, amo o abraço!
Não amo o alongado dos dedos, amo a carícia!
Não amo as curvas das pernas,amo o andar
Não amo o volume dos seios, amo o aconchegar!
E que bom não seja isto uma escultura, seja apenas um poema à-toa
Porque, Não amo um corpo
Amo uma pessoa.

Roberto Romanelli Maia

A Noite na Ilha


Dormi contigo a noite inteira junto do mar, na ilha.
Selvagem e doce eras entre o prazer e o sono, entre o fogo e a água.
Talvez bem tarde nossos sonos se uniram na altura e no fundo,em cima como ramos que um mesmo vento move,embaixo como raízes vermelhas que se tocam.
Talvez teu sono se separou do meu e pelo mar escurome procurava como antes, quando nem existias,quando sem te enxergar naveguei a teu lado e teus olhos buscavam o que agora - pão, vinho, amor e cólera - te dou, cheias as mãos, porque tu és a taça que só esperava os dons da minha vida.
Dormi junto contigo a noite inteira, enquanto a escura terra gira com vivos e com mortos, de repente desperto e no meio da sombra meu braçorodeava tua cintura.
Nem a noite nem o sonho puderam separar-nos.
Dormi contigo, amor, despertei, e tua boca saída de teu sono me deu o sabor da terra,de água-marinha, de algas, de tua íntima vida, e recebi teu beijo molhado pela aurora como se me chegasse do mar que nos rodeia.
Pablo Neruda

20 de abr. de 2007

CONFÚCIO


“O bom proceder consiste em sermos em tudo sinceros e conformarmos a alma com a vontade universal, isto é, fazer aos outros aquilo que desejamos que nos façam.”
"O homem de bem exige tudo de si próprio; o homem medíocre espera tudo dos outros."
"A maior glória não é ficar de pé, mas levantar-se cada vez que se cai."
"Só os grandes sábios e os grandes ignorantes são imutáveis."
“Não são as ervas daninhas que matam a boa semente, mas sim a negligência do camponês.”
“Para onde quer que tu vás, vai todo, leva junto teu coração”
" Transportai um punhado de terra todos os dias, e fareis uma montanha."
“Deixa o caráter ser formado pela poesia, fixado pelas leis do bom comportamento, e aperfeiçoado pela música.”
“A ignorância é a noite da mente, mas uma noite sem lua nem estrelas”.
“Exige muito de ti e espera pouco dos outros.”

Pensamentos de CONFÚCIO ( 551- 479 A.C. )
Filósofo e teórico político cujas idéias e pensamentos exerceram profunda influência sobre a civilização de toda a Ásia Oriental.

Federico García Lorca

García Lorca era escritor, poeta e dramaturgo, um dos mais conhecidos literatos da língua espanhola. Criou o grupo de teatro "La Barraca". Socialistas sem esconder suas idéias, teve suas obras proibidas por Francisco Franco. Foi preso por ordem de um Deputado católico sob a alegação de que ele era "mais perigoso com a caneta do que outros com o revólver". Em 19/08/1936 foi executado pelos franquistas com um tiro na nuca na cidade de Granada, Espanha. Sendo assim uma das primeiras vítimas da Guerra Civil espanhola.

Romance sonámbulo


Verde que te quiero verde.
Verde viento. Verdes ramas.
El barco sobre la mar
y el caballo en la montana.
Con la sombra en la cintura
ella suena en su baranda,
verde carne, pelo verde,
con ojos de fria plata.
Verde que te quiero verde.
Bajo la luna gitana,
las cosas la estan mirando
y ella no puede mirarlas.

Verde que te quiero verde.
Grandes estrellas de escarcha,
vienen con el pez de sombra
que abre camino del alba.
La higuera frota su viento
con la lija de sus ramas,
y el monte, gato garduno,
eriza sus pitas agrias.
Pero quien vendra? y por donde...?
Ella sigue en su baranda,
verde carne, pelo verde,
sonando la mar amarga.

Garcia Lorca

Os cinco mandamentos de Alfredo Halpern, endocrinologista


Não se culpe por ser gordo. Procure ajuda e emagreça!
Fuja das fórmulas mágicas e das dietas milagrosas.
O importante é aprender a comer!
Não há alimento proibido. O segredo é não exagerar em nada!
É possível comer bem e ter um peso normal.
Obesidade é uma doença e, às vezes, seu tratamento requer a intervenção de medicamentos, mas lembre-se: eles precisam ser receitados por um médico!

Onze mandamentos de Nuno Cobra, preparador físico

Durma pelo menos oito horas e tente acordar sem despertador. "Ele é uma agressão ao organismo"

Alimente-se a cada três horas, em pequenas quantidades.

Cheire a comida, pegue as folhas com as mãos e mastigue o mais devagar possível.

Exerça alguma atividade física pelo menos três vezes por semana.Uma hora de caminhada pode ser praticada por qualquer pessoa, em qualquer lugar, e é suficiente para obter os benefícios do esporte

Evite ficar nervoso. Em situações de stress, boceje e espreguice-se.

Dedique pelo menos quinze minutos do dia à meditação. Escolha um local silencioso, sente-se numa posição confortável e esqueça-se da vida.

Tome ao menos dois banhos frios por dia. Esse hábito é energizante.

Nenhum tratamento funciona se não se abandonarem vícios e se não se adquirirem hábitos de higiene de vida.

Quando fizer exercícios físicos, concentre-se apenas neles. Não leia enquanto pedala na bicicleta nem ouça música enquanto corre.

Preste atenção ao fluxo de ar que entra e sai de seu pulmão eprocure respirar mais profundamente.

Faça elogios com mais freqüência. Essa tática funciona como um ímã e faz com que todos queiram estar a seu lado.

19 de abr. de 2007

Eternamente


Dá-me a tua mão:
Vou agora te contar como entrei no inexpressivo que sempre foi a minha busca cega e secreta.
De como entrei naquilo que existe entre o número um e o número dois, de como vi a linha de mistério e fogo, e que é linha sub-reptícia.
Entre duas notas de música existe uma nota, entre dois fatos existe um fato, entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam existe um intervalo de espaço, existe um sentir que é entre o sentir - nos interstícios da matéria primordial está a linha de mistério e fogo que é a respiração do mundo, e a respiração contínua do mundo é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio.
Clarice Lispector

Posso escrever os versos mais tristes esta noite

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Escrever, por exemplo:
"A noite está estrelada, e tiritam, azuis, os astros lá ao longe".
O vento da noite gira no céu e canta.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu amei-a e por vezes ela também me amou.
Em noites como esta tive-a em meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.
Ela amou-me, por vezes eu também a amava.
Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho.Sentir que já a perdi.
Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.
Importa lá que o meu amor não pudesse guardá-la.
A noite está estrelada e ela não está comigo.
Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
A minha alma não se contenta com havê-la perdido.
Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a.
O meu coração procura-a, ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores.
Nós dois, os de então, já não somos os mesmos.
Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei.
Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido.
De outro. Será de outro.
Como antes dos meus beijos.
A voz, o corpo claro.
Os seus olhos infinitos.
Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda.
É tão curto o amor, tão longo o esquecimento.
Porque em noites como esta tive-a em meus braços, a minha alma não se contenta por havê-la perdido.
Embora seja a última dor que ela me causa, e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo.

Pablo Neruda

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