31 de jul. de 2007

Cada pessoa que nasce...


Cada pessoa que nasce deve ser orientada para não desanimar com o mundo que encontra à volta. Porque cada um de nós é um ente extraordinário, com lugar no céu das ideias….seremos capazes de nos desenvolver, de reencontrar o que em nós é extraordinário e transformaremos o mundo.
Agostinho da Silva
picture by José Lubbers

Truman


Se você não pode convencê-los, confunda-os.
Harry S. Truman

Minha força


Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite. Embora não agüente bem ouvir um assovio no escuro, e passos. Escuridão?
Clarice Lispector
picture by John Leslie Talkington

O barbeiro


Um homem foi ao barbeiro para cortar o cabelo como ele sempre fazia.
Ele começou a conversar com o barbeiro sobre vários assuntos. Conversa vai, conversa vem, eles começaram a falar sobre Deus.
O barbeiro disse: - Eu não acredito que Deus exista como você diz.

- Por que você diz isto? - o cliente perguntou.

- Bem, é muito simples. Você só precisa sair na rua para ver que Deus não existe.
Se Deus existisse, você acha que existiriam tantas pessoas doentes? Existiriam crianças abandonadas? Se Deus existisse, não haveria dor ou sofrimento. Eu não consigo imaginar um Deus que permite todas essas coisas.
O cliente pensou por um momento, mas ele não quis dar uma resposta, para prevenir uma discussão.

O barbeiro terminou o trabalho e o cliente saiu.
Neste momento, ele viu um homem na rua com barba e cabelos longos. Parecia que já fazia um bom tempo que ele não cortava o cabelo ou fazia a barba e ele parecia bem sujo e arrepiado.
Então o cliente voltou para a barbearia e disse :

- Sabe de uma coisa ?
Barbeiros não existem!
-Como assim eles não existem? perguntou o barbeiro.
-Eu sou um.
Não! - o cliente exclamou.
Eles não existem, pois se eles existissem não haveriam pessoas com barba e cabelos longos como aquele homem que está ali na rua.

- Ah, mas barbeiros existem, o que acontece é que as pessoas não me procuram, e isso é uma opção delas.
Exatamente! - afirmou o cliente.

É justamente isso. Deus existe, o que acontece é que as pessoas não o procuram, pois é uma opção delas e é por isso que há tanta dor e sofrimento no mundo.
" Deus não prometeu dias sem dor; risos sem sofrimentos; Sol sem Chuva.
Ele prometeu força para o Dia; conforto para as lágrimas e Luz para o Caminho..."
Deus disse: O nome do teu Anjo não tem importância. Tu o chamarás simplesmente de ... Amigo!!!
Encaminhe à seus Anjos...
Eu fiz a minha parte...
Enviado carinhosamente pela Mariana, uma pessoa maravilhosa.

Os primeiros sete anos de vida


Nos primeiros sete anos de vida, a criança não tem o que Sigmund Freud definia como o “eu formado” e depende da mãe para ensinar comportamentos e suprir suas necessidades. Mas, se em um dado momento da vida familiar, há pouca identificação da mãe para o filho, esse “eu” fica incompleto e não se define. Na vida adulta, o problema aparecerá com sintomas de tristeza e solidão. Como não houve uma conclusão daquele processo infantil, a pessoa vai precisar de um complemento numa fase posterior da vida. Falta algo, um sentimento que ficou aberto e que precisa de complemento. É normal que a pessoa não consiga identificar o que está faltando e a tendência é driblar esse sentimento. Eles se dedicam ao trabalho, chegam até a pagar para ter companhia, procuram outra pessoa fora do casamento como forma de completude.
Maria Helena Martins

30 de jul. de 2007

O possível e o impossível


O homem não teria alcançado o possível se, repetidas vezes, não tivesse tentado o impossível.
Max Weber
picture by Vincent van Gogh

Céu e Inferno


Muita coisa foi dita sobre a perplexidade e a solidão do homem depois que o Céu desapareceu da crença ativa. Sabemos que o vazio neutro dos céus e sabemos dos terrores que este desaparecimento acarretou. Mas pode ser que a perda do Inferno tenha sido o deslocamento mais severo. Pode ser que a transformação do Inferno em metáfora tenha deixado uma lacuna formidável nas coordenadas de que a mente ocidental dispõe para a localização, para o reconhecimento psicológico. Não ter nem Céu nem Inferno é ficar intolerantemente carente e solitário em um mundo que se tornou plano. Dos dois, o Inferno demonstrou ser o mais fácil de recriar.
George Steiner
picture by Adolph Gottlieb

A homeopatia e seu fundador


Cristiano Frederico Samuel Hahnemann nasceu em Meissen, Saxônia, em 11 de abril de 1755. Desencarnou em Paris, em 1843. Formou-se em medicina na Universidade de Erlanger. Freqüentou as Universidades de Leipzig e Viena.
Possuía conhecimentos profundos de ciências físicas e naturais além da medicina. José Bonifácio se correspondia com Hahnemann. Conhecia também línguas vivas e mortas – latim, grego, hebraico, alemão, inglês, francês, espanhol, italiano, sírio e árabe.
Era, portanto, de conhecimento invulgar, não aceitando a medicina de sua época.
Abandonou a profissão médica e dedicou-se a tradução de obras científicas. Nesse período passou por grandes privações. Ao traduzir Matéria Médica, de Cuien, no que se refere ao tratamento da febre intermitente pela quina, discordou e resolveu aplicar a droga em si mesmo. Conclui que doses elevadas da quina podiam provocar febre intermitente no homem são, e pequenas doses curam o homem doente.
Surgiu então a nova doutrina terapêutica – a homeopatia. Reviveu a Lei dos Semelhantes, pregada por Hipócrates, 400 anos antes de Cristo. Estávamos em 1796.
Foi o primeiro que teve a idéia de experimentar em um indivíduo saudável as substâncias consideradas medicamentosas.
Experimentou-as, durante quinze anos, em si próprio e em amigos.
Admite um princípio vital que sustém e harmoniza as funções de todo ser vivo.
Em seu livro Organom, afirmou que o corpo material deve ao ser imaterial que o anima, tanto no estado de saúde como no de doença, todas as suas sensações, que o Espiritismo explica como sendo o perispírito.
Os médicos alopatas, que eram seus contemporâneos, não o aceitaram, polemizaram e, inclusive o perseguiram.
Em seu trabalho, recomendou a aplicação de magnetismo como recurso terapêutico.
No mundo espiritual, esteve presente na obra da codificação, através de mensagens psicografadas, inclusive no Evangelho segundo o Espiritismo.
Em terras brasileiras, nos narra Humberto de Campos, a homeopatia chegou em 1840, por intermédio dos médicos Bento Mure e Vicente Martins. Esses médicos eram espíritas de grande envergadura, pois fizeram da medicina verdadeiro apostolado, “conheciam ambos os transes mediúnicos e o elevado alcance da aplicação do magnetismo espiritual. Introduziram vários serviços de beneficência... indescritível foi o devotamento de ambos à coletividade brasileira...”
Conforme explica o Dr. Lauro S. Thiago, “ a ação dos medicamentos homeopáticos não é de natureza material, química, mas sim de ordem dinâmica, verdadeiramente imaterial; ela decorre não da massa ou das propriedades químicas da substância medicamentosa, mas de um dinamismo próprio de algo que, no seu âmago, se encontra com a sua potencialidade de ação como que reprimida e oculta, precisando, para manifestar-se livremente e em toda a sua plenitude de força, que a substância natural que lhe serve de base à preparação seja submetida a um processo especial de desmaterialização”.
Assim vemos que a homeopatia age fundamentalmente sobre o perispírito.
Tal a razão de afirmar-se: “mente sã, corpo são”.
picture by Antonio Maia

Dizer trevas



Como Orfeu, toco
a morte nas cordas da vida
e à beleza do mundo
e dos teus olhos que regem o céu
só sei dizer trevas.
Não te esqueças que também tu, subitamente,
naquela manhã, quando o teu leito
estava ainda úmido de orvalho e o cravo
dormia no teu coração,
viste o rio negro
passar por ti.
Com a corda do silêncio
tensa sobre a onda de sangue,
dedilhei o teu coração vibrante.
A tua madeixa transformou-se
na cabeleira de sombras da noite,
os flocos negros da escuridão
nevavam sobre o teu rosto.
E eu não te pertenço.
Ambos nos lamentamos agora.
Mas, como Orfeu, sei
a vida do lado da morte,
e revejo-me no azul
dos teus olhos fechados para sempre.

Ingeborg Bachmann
picture by Marcel De Jong

29 de jul. de 2007

Sonhar ou despertar...


Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta!
Carl Gustav Jung
picture by Vincent van Gogh

Confúcio


Confúcio (Kung futsé), nasceu no Estado de Lu, na atual província de Xantung, provavelmente no ano 551 a.C., era de descendência nobre, dos duques de Song e da casa real dos Yin.
Nasceu com poucos recursos, quase na pobreza, o que não foi impedimento para que ele se dedicasse desde a adolescência ao estudo. Intrigas na casa ducal do Estado de Lu fizeram com que ele, abandonando a terra natal, se tornasse num sábio itinerante.
Vagou por alguns anos, acompanhado por um punhado de discípulos, de corte em corte atrás de um governante que se dedicasse à construção de um Estado Ideal. Foi talvez o sábio mais influente de todos os tempos.
Sempre exerceu enorme presença junto ao seu povo. Pregador moralista, tratadista e legislador, deixou ao povo dos Han um conjunto de normas e elevados valores morais expressos em frases curtas, de fácil entendimento, educando assim, ao longo dos últimos 2.500 anos, milhões de chineses nos princípios da retidão, parcimônia e busca da harmonia. Faleceu em 479 a.C.

Ensinamentos - Confúcio


Aprende a viver e saberás morrer bem.

O silêncio é um amigo que nunca trai.

Ser ofendido não tem importância nenhuma, a não ser que se continue a lembrar disso.

Para onde quer que tu vás, vai todo, leva junto teu coração.

A virtude da humanidade consiste em amar os homens; a prudência, em conhecê-los.

Confúcio

picture by Jackson Pollock

Campos dos infelizes


Farto da minha busca de ilhas,
rebanhos mudos, verde morto,
quero ser margem, ser baía,
de belos barcos ser um porto.

A minha praia quer sentir-se
pisada a vivo com pés quentes;
queixa-se a fonte a oferecer-se,
quer refrescar sedes ardentes.

E tudo quer a sangue estranho
subir, ir afogar-se a esmo,
até um outro ardor de vida,
nada ficar quer em si mesmo.
Gottfried Benn
Picture by Di Cavalcanti

28 de jul. de 2007

Injustiça


Se sofreu uma injustiça, console-se; a verdadeira infelicidade é cometê-la.
Demócrito
picture by Paul Delvaux

A mentira descoberta


O Dr. Arun Gandhi, neto de Mahatma Gandhi e fundador do Instituto M.K. Gandhi para a Vida Sem Violência, em sua palestra de de junho, na Universidade de Porto Rico, compartilhou a seguinte história como exemplo da vida sem violência exemplificada por seus pais:
"Eu tinha 16 anos e estava vivendo com meus pais no instituto que meu avô havia fundado, a 18 milhas da cidade de Durban, na África do Sul, em meio a plantações de cana de açúcar. Estávamos bem no interior do país e não tínhamos vizinhos. Assim, sempre nos entusiasmava, às duas irmãs e a mim, poder ir à cidade visitar amigos ou ir ao cinema.
Certo dia, meu pai me pediu que o levasse à cidade para assistir a uma conferência que duraria o dia inteiro, e eu me apressei de imediato diante da oportunidade. Como iria à cidade, minha mãe deu-me uma lista de coisas do supermercado, as quais necessitava, e como iria passar todo o dia na cidade, meu pai me pediu que me encarregasse de algumas tarefas pendentes, como levar o carro à oficina. Quando me despedi de meu pai, ele me disse: - Nós nos veremos neste local às 5 horas da tarde e retornaremos à casa juntos. Após, muito rapidamente, completar todas as tarefas, fui ao cinema mais próximo.
Estava tão concentrado no filme, um filme duplo de John Wayne, que me esqueci do tempo. Eram 5:30 horas da tarde, quando me lembrei. Corri à oficina, peguei o carro e corri até onde meu pai estava me esperando. Já eram quase 6 horas da tarde. Ele me perguntou com ansiedade": - Por que chegaste tarde? Eu me sentia mal com o fato e não lhe podia dizer que estava assistindo um filme de John Wayne. Então, eu lhe disse que o carro não estava pronto e que tive que esperar... Isto eu disse sem saber que meu pai já havia ligado para a oficina.
Quando ele se deu conta de que eu havia mentido, disse-me: - Algo não anda bem, na maneira pela qual te tenho educado, que não te tem proporcionado confiança em dizer-me a verdade. Vou refletir sobre o que fiz de errado contigo. Vou caminhar as 18 milhas à casa e pensar sobre isto. Assim, vestido com seu traje e seus sapatos elegantes, começou a caminhar até a casa, por caminhos que nem estavam asfaltados nem iluminados. Não podia deixá-lo só. Assim, dirigi por 5 horas e meia atrás dele... Vendo meu pai sofrer a agonia de uma mentira estúpida que eu havia dito. Decidi, desde aquele momento, que nunca mais iria mentir.
Muitas vezes me recordo desse episódio e penso.. - Se ele me tivesse castigado do modo que castigamos nossos filhos... Teria eu aprendido a lição?... Não acredito... Se tivesse sofrido o castigo, continuaria fazendo o mesmo... Mas, tal ação de não-violência foi tão forte que a tenho impressa na memória como se fosse ontem...

Este é o poder da vida sem violência.
picture by Umberto Boccioni

O sonho


O sonho, é claro, mostra a realização do meu desejo de encontrar um pai que seja o causador da neurose e, desse modo, pôr fim às dúvidas que ainda persistem em mim sobre esse assunto.
Freud
picture by Vito Campanella

Transferência e contra-transferência


Transferência

É uma das maiores contribuições de Freud à ciência, como também o pilar do trabalho psicanalítico. 

Trata-se de um fenômeno geral, universal e espontâneo, que consiste em unir o passado com o presente mediante um falso enlace que superpõe o objeto original ao atual. 

Esta superposição do passado e do presente está vinculada a objetos e desejos pretéritos, inconsciente para o sujeito e que lhe dão à conduta um selo irracional, onde o afeto não aprece ajustado nem em qualidade nem em quantidade à situação real, atual.

Contra-transferência
A conceituação de contra-transferência é um dos mais complexos e controvertidos assuntos nas estudos psicanalíticos. Foi introduzido por Freud em Nuremberg, originalmente como ‘‘Gegenubertragung’’, traduzida por alguns autores como ‘‘transferência recíproca’’. A idéia principal seria oferecer conselhos a médicos não analisados, a precaução da participação emocional nos ‘‘acting out’’ dos pacientes. 

Para Bion, a contra-transferência é um fenômeno inconsciente e, portanto, não pode ser usado conscientemente pelo analista, pelo menos durante a sessão. Raiva do paciente, tédio, cansaço, amor erótico etc, são identificações projetivas de contra-transferência.

27 de jul. de 2007

Nossos castelos de areia...


Se já construístes castelos no ar, não te envergonhes deles; estão onde deviam estar. Agora constrói os alicerces.
Henry David Thoreau
picture by Graham Sutherland

Não encontre defeitos...



Não encontre defeitos, encontre soluções, qualquer um sabe queixar-se.

O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar com mais inteligência.

Pensar é o trabalho mais duro que há. O que é provavelmente o motivo porque tão pouca gente se dedica a fazê-lo.
Henry Ford

A curva da vida


Cada período de sete anos é um ciclo que traz lições importantes para corpo, mente e espírito"Somos atores, diretores e roteiristas do filme de nossas vidas – que é único e exclusivo. Também atuamos nos filmes alheios, como personagens. O trabalho biográfico, sob a forma de coaching, encara essas histórias como um patrimônio existencial formado por nossos encontros e desencontros, emoções e atitudes.

Mais ainda: reconhece essas experiências como uma fonte que revela os potenciais de cada um para a felicidade e para a missão que tem na vida. Apesar da imensa diversidade – afinal, não há duas pessoas iguais neste mundo –, algumas leis biográficas são imutáveis e valem para todos. Conhecer essas leis e entender como elas atuam em nossas vidas é um dos instrumentos mais poderosos para quem deseja tomar o destino nas mãos.

Na linha de pesquisas do pensador austríaco Rudolf Steiner (1861-1925), esse trabalho promove uma aproximação consciente de três aspectos fundamentais de nossa existência: as questões espirituais e as relacionadas à vida e ao trabalho. Com essa visão, a busca da felicidade ganha sentido amplo e envolve aspectos pessoais e familiares, além daqueles ligados à carreira, à liderança e ao nosso papel dentro das organizações.

Quando as pessoas conhecem as leis que regem a vida, encontram coincidências e discrepâncias. Muitos executivos, por exemplo, evoluem precocemente no nível intelectual (pensar) e no querer (agir), em detrimento da maturidade emocional (sentir). O grau de realização profissional depende em grande parte da qualidade de nossas vidas, de nosso equilíbrio interno. Assim, ao conseguir respostas satisfatórias para as questões espirituais, teremos uma chance muito maior de viver uma existência plena.

As referencias para nosso desenvolvimento nas diversas fases da vida são as seguintes:
do momento em que nascemos aos 21 anos há o amadurecimento biológico, do corpo;
dos 21 aos 42 anos, nos desenvolvemos psicologicamente;
e a partir dos 42 anos acontece o amadurecimento espiritual.

Cada uma dessas fases pode ser subdividida em três períodos de sete anos – exatamente como faziam os antigos, que encaravam a vida como uma serie de setênios e os marcavam com ritos de passagem.
Alguns desses ritos sobrevivem até hoje.
Para os católicos, por exemplo, 7 anos é a idade que se faz a primeira comunhão;
aos 14 anos, vem a crisma.
Os 14 anos também marcam o final da fase infantil e o início da juvenil.
Aos 21 anos, segundo tradições romanas, começa a maioridade.

Há também fenômenos fisiológicos ligados à passagem dos setênios.
Aos 7 anos, os dentes de leite caem.
A cada 7 anos, nossos órgão têm todas as suas cédulas renovadas.
É possível usar o mesmo raciocínio em relação à carreira. Se alguém me pedisse para descrever os setênios da vida pessoal e profissional, poderia fazer desta maneira:

Fase emotiva:
Dos 21 aos 28 anos
Para representar essa fase, os gregos usavam a imagem arquetípica do centauro. Metade homem, metade cavalo – querendo dizer que somos “meio bestas” porque ainda não conseguimos dominar as emoções. Nesse setênio as habilidades técnicas tornaram-se mais evidentes. O jovem quer saber como as coisas funcionam e como o conhecimento técnico é aplicado. Muitos trainess chegam à empresa nessa etapa da vida, sem noção da complexidade que os espera.

O 28º ano de vida geralmente é marcado pela crise do talento. Até então, tudo é espontâneo, mas a partir daí as realizações dependem 90% da transpiração – a inspiração contribui com apensas 10% do sucesso. Depois dos 28 anos, muitos talentos vão para o anonimato e não são poucos os profissionais que entram em depressão por não saber lidar com isso.

É mais ou menos assim que acontece.
Dos 21 aos 42 anos, as forças vitais mantêm o equilíbrio,
e a partir dos 42 anos inicia-se o declínio biológico. A individualidade toma posse do corpo ao nascimento, integra-se com ele até o meio da vida. A partir daí começa a desprender-se até desligar-se do corpo físico na morte. É o palco das vivencias e lutas internas e sofre influências do meio ambiente. Na primeira metade da vida, a curva da alma acompanha a curva biológica. Mas depois para onde evolui a curva anímica? Para baixo, acompanhando a curva biológica, ou para cima, seguindo a curva espiritual? Depende de como conduzimos a vida – essa é uma questão de escolha pessoal.

Fase racional:
Dos 28 aos 35 anos
De centauros, nos transformamos em cavaleiros, uma vez que conseguimos controlar mais as rédeas de nossas emoções. A razão domina os impulsos e começamos a ponderar antes de tomar decisões. Nessa fase, desabrocham as habilidades sociais e passamos a considerar os outros em nossas decisões. Saber falar e saber ouvir é uma característica evidente em profissionais dessa faixa etária. É a fase em que o eu está mais ligado ao corpo físico. Até aqui quase todos os ventos nos foram favoráveis. Agora é hora de começar a devolver ao mundo os benefícios que recebemos.
O momento é crucial. Entre os 30 e os 33 anos, vemos a diferença entre a biografia interna (ser) e a externa (ter). É possível ter dinheiro, bens , diplomas, sexo, poder e status. A biografia interna preocupa-se com questões de outra natureza. Do tipo: qual é a qualidade de minhas relações pessoais? Qual é meu papel na família e na comunidade? Qual é o sentido mais profundo de uma experiência, de um encontro ou de uma conversa? Profissionalmente falando, nessa fase muitas pessoas já ocupam cargos de chefia e precisam se preocupar em delegar. Mas há conflito entre delegar responsabilidades reais e delegar apenas tarefas, mantendo o controle da situação. Alguns executivos dessa faixa etária têm uma lógica implacável, muitas vezes marcada pela insensibilidade.
Eles se deixam fascinar por modismos de gestão, planejamento, organização e controle. Desejam o poder e tudo o que os cerca.

Fase consciente:
Dos 35 aos 42 anos
Essa é a época de assumir responsabilidades. Os frutos de nossos esforços começam a aparecer. Sentimos segurança interior, estamos em pleno vigor físico e ainda dispostos a assumir riscos. Conseguimos entender situações complexas. No setênio anterior, vivemos a ilusão de que o céu é o limite – agora, percebemos que nós mesmos é que somos o limite.

Perto dos 40 anos, começamos a nos fazer perguntas como: quem sou eu? Qual é o sentido da vida? O que me dá satisfação? O que faço é coerente com meus valores? Trata-se da crise da autenticidade.
Partimos em busca de algo novo, mais verdadeiro e autêntico. Ninguém tem respostas para nossas questões a não ser nós mesmos. A vivencia é de solidão. As mulheres fazem esse questionamento em torno dos 35 anos. Os homens podem passar por esse conflito um setênio para a frente, quando têm entre 45 e 50 anos.

Depois dos 42 anos, homens e mulheres começam a sentir o declínio das forças físicas. Muitos, no entanto, continuam mantendo o pique anterior. Há casos de exageros que terminam em rupturas, infartos ou estafas que levam a pessoa reavaliar a vida.
Na carreira, essa é uma fase em que se tem consciência de que motivação e entusiasmo são fundamentais. Por causa disso, o profissional que ocupa cargos de comando começa a delegar responsabilidades e a estimular a autoconfiança da equipe. A grande preocupação é administrar pessoas. Nessa fase também é possível perceber se o profissional iniciou seu caminho de autodesenvolvimento ou se ele enveredou pela biografia externa, o que fica claro quando se torna um tirano frustrado. Quanto mais autoridade exerce, menos liderança tem. Em torno dos 42 anos, o eu começa a se retirar aos poucos, iniciando pelo sistema metabólico/sexual/motor.

Aos 49 anos, a mulher tem a menopausa.
Entre os 49 e os 56 anos, o eu se retira do sistema rítmico (formado por coração e pulmões), e a partir dos 56 do neurossensorial. É quando vem o amadurecimento espiritual, resultado das vivencias da alma. A frase que diz que a vida começa aos 40 tem realmente uma razão de ser, já que é mais ou menos nessa faixa etária que temos a noção exata da identidade que procuramos a vida inteira. Aprendemos a dizer não às expectativas dos outros e tentamos ser autênticos. Os detalhes passam a não ter tanta importância – o que vale é o todo e a inter-relação dos fenômenos. Nessa fase conquistamos o dom da visão holística e conseguimos enxergar fatos distantes e ralacioná-los entre si.

Na carreira, seguimos administrando pessoas e nos preocupando com o desenvolvimento da equipe. Percebemos erros como oportunidades e incentivamos a criatividade do grupo. Executivos nessa fase agem com transparência, não seguem modismos e criam conceitos próprios. Eles enxergam a organização num contexto amplo e sabem antecipar-se a situações e desafios. “A partir dos 50 anos enxergamos os problemas de vários ângulos. Com o tempo, a intuição fica mais e mais aguçada”Fase inspirativa: Dos 49 aos 56 anosNo processo de perda da energia vital, o eu afrouxa a ligação com o sistema rítmico. Por isso, nessa fase, recomenda-se cuidado redobrado com os ritmos (dormir, comer e as horas dedicadas ao trabalho e ao lazer, por exemplo), pois eles trazem vitalidade. Na carreira, desenvolve-se a capacidade de enxergar os problemas de vários aspectos.

O profissional que está nessa fase reconhece que todos os caminhos acabam levando a Roma e, por isso mesmo, deixa que seus subordinados encontrem o próprio caminho. Tem consciência de que o sucesso futuro reside nos talentos. Prepara as pessoas para desafios e sente prazer em atuar como coach. Um profissional dessa faixa etária costuma trabalhar com perguntas e entende que os jovens têm direito de errar. Visualiza pontos estratégicos e deixa espaço para auto-realização. Administra o potencial estratégico e “do vir a ser” das pessoas e da empresa em que trabalha. Fase intuitiva: Dos 56 aos 63 anosMais de dois terços das obras da humanidade que resistiram ao tempo foram criadas por pessoas acima dos 60 anos.

Há grandes estadistas, compositores, escritores, pintores e outras celebridades que realizaram seus efeitos nessa faixa etária. À medida que envelhecemos, o eu emancipa-se e fica livre para criar. Perto dos 60 anos, os sentidos, que funcionam como janelas para o mundo exterior, começam a se fechar. Usamos óculos, a capacidade auditiva diminui, o paladar, o tato e o olfato ficam menos aguçados. Isso cria a possibilidade de uma viagem para dentro de nós mesmos, na qual poderemos encontrar nossa essência interior. Enxergamos que cada experiência por que passamos tem a ver com nossa identidade. Um profissional que tem mais de 56 anos de idade desenvolve visões de futuro, inspira as pessoas, é um exemplo de conduta ética, fala pouco e ouve muito.

Ele dá as diretrizes e deixa aos outros a execução das tarefas. Sabe aconselhar e administrar os potenciais espirituais da empresa, zelando por sua missão, seus valores e princípios. Enxerga tendências e dá respostas intuitivas e criativas para as necessidades futuras. Cada vez mais a vida se alonga e temos um período produtivo maior. No entanto, as pesquisas sobre pessoas com mais de 63 anos no contexto empresarial ainda estão sendo realizadas. Mas a experiência mostra que o processo de espiritualização se acentua com o tempo, tornando-nos cada vez mais hábeis em desvendar os mistérios que nos cercam.
Jair Moggi, escritor especializado em Recursos Humanos
picture by Michael Parkes

Diógenes, o cínico



Considera-se Diógenes como o filósofo que desprezou ostensivamente os poderosos e as convenções sociais.
Nasceu em Sínope. Foi discípulo de Antístenes, fundador da filosofia cínica.
Como todos os cínicos desprezava as ideias gerais e as convenções sociais, negando a possibilidade da própria ciência.
Diógenes ficou associado a diversos episódios que exprimem as suas ideias éticas, as únicas a que dava verdadeira importância. A única forma de vida aceitável seria a conforme à natureza, tudo o mais não passava de vento.
Conta-se que Alexandre da Macedónia, o grande imperador da antiguidade, ao encontrá-lo teria lhe perguntado o que mais desejava. Ocorre que devido à posição em que se encontrava, Alexandre, fazia-lhe sombra. Diógenes, então olhando para o sol afirmou: "Não me tires o que não me podes dar!".
Levando ao extremo esta atitude de desprezo pelas convenções sociais, Diógenes, tinha como casa um barril e vestia-se de trapos. Perambulava pela cidade com um lamparina acesa, mesmo de dia, afirmando a quem o interrogava que procurava "um verdadeiro homem".
Aquele que vivia de acordo com a natureza.

26 de jul. de 2007

Na busca de sua alma e do sentido da vida


Na busca de sua alma e do sentido de sua vida, o homem descobriu novos caminhos que o levam para a sua interioridade: o próprio espaço interior torna-se um lugar novo de experiência. viajantes desses caminhos nos revelam que somente o amor é de gerar a alma, mas também o amor precisa da alma. Assim, lugar de buscar as causas, explicações psicopatológicas às nossas feridas e aos nossos sofrimentos, precisamos, em primeiro lugar, a nossa alma, assim como ela é. Deste modo é que poderemos reconhecer que estas feridas e estes sofrimentos nasceram de uma de amor. Por outro lado, revelam-nos que a alma se orienta para centro pessoal e transpessoal, para a nossa unidade e a realização nossa totalidade. Assim a nossa própria vida carregará em si um sentido, o de restaurar a nossa unidade primeira.
Marie Luise Von Franz
picture by Sou Kit Gom

Depressão


Depressão é uma palavra freqüentemente usada para descrever nossos sentimentos. Todos se sentem "para baixo" de vez em quando, ou de alto astral às vezes e tais sentimentos são normais. A depressão, enquanto evento psiquiátrico é algo bastante diferente: é uma doença como outra qualquer que exige tratamento. Nem sempre a depressão significa tristeza, na maioria das vezes o sintoma principal é a queda de energia.
A Depressão não é sinal de fraqueza de caráter e nem passa somente com "pensamento positivo". A pessoa com Depressão geralmente está completamente indecisa com relação a tudo. Alguém tem que tomar decisões inclusive para iniciar o tratamento.
De uma maneira bem simples, o cérebro é formado por inúmeras células que se comunicam entre si através de substâncias químicas chamadas neurotransmissores e por algum motivo eles não estão "circulando" como deveriam. Por isso você se sente sem pique, com a concentração e a memória fracas, meio "devagar".
Se a Depressão apresenta certo grau de intensidade, a medicação tem prioridade absoluta com relação à terapia. A Psicoterapia pode esperar um pouco para ser iniciada, mas a medicação não, pois todas as pesquisas indicam que quanto mais rápido começar o tratamento medicamentoso maior é a chance de não se ter recaídas mais tarde.
Os antidepressivos são remédios que corrigem o metabolismo dos Neurotransmissores. Eles não são calmantes e nem estimulantes, não criam dependência física e nem psíquica. Auxiliam no tratamento da depressão.
A causa exata da depressão permanece desconhecida. A explicação mais provavelmente correta é o desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor. Esta afirmação baseia-se na comprovada eficácia dos antidepressivos. O fato de ser um desequilíbrio bioquímico não exclui tratamentos não farmacológicos.
Ninguém sabe o que um deprimido sente, só ele mesmo e talvez quem tenha passado por isso. Nem o psiquiatra sabe: ele reconhece os sintomas e sabe tratar, mas isso não faz com que ele conheça os sentimentos e o sofrimento do seu paciente.
picture by Kasimir Malevich

Defeitos alheios



Se nós não tivéssemos defeitos, não teríamos tanto prazer em notá-los nos outros
La Rochefoucauld
picture by Helene Schjerfbeck

Amigo eterno



Talvez tenhas notado
A grande dor de perto.
E guardas a impressão
De estar ainda em trevas.
Entretanto, não pares,
Caminha trabalhando.
Não há nuvens eternas,
E o sol triunfa sempre.
Esquece o que passou,
Serve e segue adiante.
Não temas. Vai contigo
O Amigo Eterno: DEUS
Francisco Cândido Xavier - Emmanuel
picture by Marli Pereira Oliveira

25 de jul. de 2007

Santo Agostinho


Agostinho nasceu a 13 de novembro de 354, em Tagaste, pequena cidade da atual Argélia. Na cidade natal transcorreram sua infância e juventude, um ambiente limitado de um povoado perdido entre montanhas. Talhado para a oratória, ele lê e decora trechos de poetas latinos. Aprende elementos de música, física e matemática.
Em Cartago fez seus estudos superiores e ali também entrou em contato com a alegria e esplendor das cerimônias em honras aos deuses protetores do Império.
Embora seja descrito como um jovem ponderado, dedicado aos livros, ele confessa que “amar e ser amado era uma coisa deliciosa”. Ele passou a viver com uma mulher a quem foi fiel, tendo se tornado pai em 373, com apenas 19 anos. Seu filho, de nome Adeodato, morreria aos 17 anos.
Desejava se destacar na eloqüência confessa, por orgulho. Desejava ser o melhor.
Um livro de Cícero o alerta que “a verdadeira felicidade reside na busca da sabedoria.”
Retorna à sua cidade natal e se dedica ao ensino, por treze anos, depois ensina em Cartago e Roma. Dedicou-se ao estudo das Escrituras, contudo, achou seu estilo tão simples que se desiludiu e o abandonou. Em Milão parecia ser um homem feliz: pago pelo Estado, personagem quase oficial (ocupava a cátedra da eloqüência), respeitado como professor. No entanto, ele se mostra inquieto. Busca a verdadeira alegria e não a encontra.
Afeiçoou-se ao maniqueísmo, doutrina do profeta persa Mani. Após 12 anos, insatisfeito com as respostas que a doutrina não lhe dava, recomeça a ler os Evangelhos e assistir os sermões do bispo Ambrósio, que o recebeu como um pai.
Uma canção infantil, na voz cristalina de uma criança que insiste “Toma , lê”, faz com que ele procure o livro a respeito de São Paulo e retorne em definitivo ao cristianismo.
Sua vida daquele momento em diante seria meditar, escrever livros, discursar.
Em 391, é chamado a Hipona, um grande centro comercial de cerca de 30.000 habitantes. Cinco anos depois seria sagrado bispo auxiliar de Hipona. Grande era a luta, à época contra as chamadas heresias. Agostinho, sempre orador oficial, nos sínodos e concílios em Cartago nunca esquece que “mais valioso que a palavra é o amor fraterno... Os olhos dos doentes queimam, por isso são tratados com delicadeza...
Os médicos são delicados até com os doentes mais intolerantes: suportam o insulto, dão o remédio, não revidam as ofensas.”
As palavras que mais aparecem em seus escritos são o amor e caridade. Por vezes, desenvolvendo uma idéia interrompe seu raciocínio para deixar escapar gritos de amor a Deus: “Ó Senhor, amo-Te. Tu estremeceste meu coração com a palavra e fizeste nascer o amor por Ti. Tare Te amei, ó Beleza tão amiga e tão nova, tarde Te amei... Tocaste-me, e ardo de desejo de alcançar a Tua paz.”
Duas vezes por semana falava na Igreja da Paz. Certa vez, discorrendo a respeito de São João se entusiasmou de tal forma que pregou durante cinco dias consecutivos, sempre aplaudido.
Mas, dizia: “Vossos louvores são folhas de árvores; gostaria de ver os frutos.”
Tal era a admiração que tinham por Agostinho, que chegaram a acreditar que ele fosse capaz de produzir curas e lhe levavam doentes.
“Seu eu tivesse poder para curar”, dizia, “curaria a mim mesmo”.
A doença que o tomou durou poucos dias. Percebendo que se avizinhava a morte, pediu que o deixassem a sós, para orar.
Morreu na noite de 28 para 29 de agosto de 430 aos 76 anos.
Não deixou testamento, mesmo porque não tinha bens.
Os pintores medievais o retratam com o livro na mão e o coração e chamas.
O livro simboliza a ciência, o coração inflamado, o amor. Sabedoria e amor foram os seus dons inseparáveis. Interessante anotar que embora seja sempre retratado com muita pompa e luxo, mesmo como bispo ele se recusava a usar o anel e a mitra.

De que lado Deus fica na guerra?


Deus é contra a guerra, mas fica do lado de quem atira bem.
Voltaire
picture by Teodoru Badiu

Um pouco de agitação



Um pouco de agitação faz bem às almas, e o que faz avançar a humanidade é menos a ordem do que a liberdade.
Jean J. Rousseau
picture by Isabel de Sá

A criança que fui


A criança que fui chora na estrada,
deixei-a ali quando vim ver quem sou,
Mas, hoje, vendo que o que sou é nada,
Quero ir buscar quem fui onde ficou.
Fernando Pessoa

A diferença da ética feminina


Não posso fugir à noção (embora hesite em lhe dar expressão) de que, para as mulheres, o nível daquilo que é eticamente normal é diferente do que ele é nos homens. Seu superego nunca é tão inexorável, tão impessoal, tão independente de suas origens emocionais como exigimos que o seja nos homens.
Freud
picture by Vito Campanella

A seleção de parceiros sexuais


A seleção de parceiros sexuais entre homens e mulheres foi similar para muitos domínios, nos quais ambos os sexos defrontaram-se com os mesmos problemas adaptativos ao longo da história evolutiva.
No entanto, dadas as diferenças reprodutivas entre eles do mínimo investimento parental em cada filhote, não seria de surpreender que machos e fêmeas de desenvolvessem e evoluíssem estratégias reprodutivas diferentes (mecanismos psicológicos padronizados) para lidar com tais problemas específicos, selecionando traços sexuais distintos.
O homem tenderia a estratégias de curta duração, minimizando ao máximo o comprometimento com cada fêmea, tendo desejo e freqüência sexual aumentados e sendo capaz de detectar rapidamente sinais de disponibilidade ao sexo e fertilidade feminina.
A fêmea buscaria relacionamentos mais duradouros para garantir a proteção e o investimento paterno nela e em sua prole, ou relacionamentos curtos com provedores de imediato retorno.
Luciana Parisotto
picture by Franz Marc

24 de jul. de 2007

O melhor livro de moral



O melhor livro de moral é a nossa consciência.
Temos que consultá-lo muito freqüentemente.
Blaise Pascal
picture by Daniel Carranza

Instinto humano


Não é fácil perceber por que qualquer instinto humano profundo deva necessitar ser reforçado pela lei. Não há lei que ordene aos homens comer e beber ou os proíba de colocar as mãos no fogo.
Freud
picture by Amadeo de Souza-Cardoso

Mulheres



Uma mulher leva vinte anos para fazer de seu filho um homem e outra mulher leva vinte minutos para fazer dele um tolo.
Helen Rowland
picture by Kenji Fukuda

Retidão...



Porque, não contendo o imperativo, além da lei, senão a necessidade da máxima que manda conformar-se a esta lei, e não contendo a lei nenhuma condição que a limite, nada mais resta senão a universalidade de uma lei em geral à qual a máxima da ação deve ser conforme, conformidade essa que só o imperativo nos representa propriamente como necessária. O imperativo categórico é portanto só um único, que é este: age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal.
Uma vez que a universalidade da lei, segundo a qual certos efeitos se produzem, constitui aquilo a que se chama propriamente natureza no sentido mais lado da palavra (quanto à forma), quer dizer a realidade das coisas, enquanto é determinada por leis universais, o imperativo universal do dever poderia também exprimir-se assim: age como se a máxima da tua ação se devesse tornar, pela tua vontade, em lei universal da natureza.
Kant
picture by Marc Chagall

23 de jul. de 2007

Carta aos Mortos


Amigos, nada mudou em essência.
Os salários mal dão para os gastos, as guerras não terminaram e há vírus novos e terríveis, embora o avanço da medicina.
Volta e meia um vizinho tomba morto por questão de amor.
Há filmes interessantes, é verdade, e como sempre, mulheres portentosas nos seduzem com suas bocas e pernas, mas em matéria de amor não inventamos nenhuma posição nova.
Alguns cosmonautas ficam no espaço seis meses ou mais, testando a engrenagem e a solidão.
Em cada olimpíada há récordes previstos e nos países, avanços e recuos sociais.
Mas nenhum pássaro mudou seu canto com a modernidade.
Reencenamos as mesmas tragédias gregas, relemos o Quixote, e a primavera chega pontualmente cada ano.
Alguns hábitos, rios e florestas se perderam.
Ninguém mais coloca cadeiras na calçada ou toma a fresca da tarde, mas temos máquinas velocíssimas que nos dispensam de pensar.
Sobre o desaparecimento dos dinossauros e a formação das galáxias não avançamos nada. Roupas vão e voltam com as modas.
Governos fortes caem, outros se levantam, países se dividem e as formigas e abelhas continuam fiéis ao seu trabalho.
Nada mudou em essência.
Cantamos parabéns nas festas, discutimos futebol na esquina morremos em estúpidos desastres e volta e meia um de nós olha o céu quando estrelado com o mesmo pasmo das cavernas.
E cada geração , insolente, continua a achar que vive no ápice da história.
Affonso Romano de Sant'anna
picture by Max Ernst

O inimigo mais perigoso...


O inimigo mais perigoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo.
Friedrich Nietzsche
picture by Yugo Mabe

Quando fala o amor


Quando fala o amor, a voz de todos os deuses deixa o céu embriagado de harmonia.
William Shakespeare
picture by Beatriz Bona

Cinema e psicanálise



Desde o início da civilização, o homem, mobilizado pelo desejo, busca a escolha de um recinto escuro e silencioso, onde o mundo é colocado em parênteses, para viver uma experiência imaginária, com todas as emoções, sem riscos e isento de culpas e medos, sabendo que, após ter vivido essas emoções proibidas e perigosas, pode sair delas como se acordasse de um pesadelo. O cinema nos leva ao desconhecido mundo dos sonhos, da fantasia. Quando começou, não se sabe. Estabelecer um marco é impossível. Cinema é sonho, é fantasia, não tem começo nem fim.
A promoção do sonho tem mesmo sido a razão de ser do cinema desde que apareceram as primeiras projeções; daí os aspectos que o liga à psicanálise estarem sempre presentes na teoria e na prática do cinema. Comecemos com uma retrospecção aos primórdios da humanidade, quando o homem buscava as cavernas escuras para desenhar figuras de animais com formas em relevos, superpostas, pintando os sulcos com cores variadas. Mobilizando uma lanterna de tênue luminosidade, percebia o contraste com as trevas, realçando algumas cores e ocultando outras; o animal desenhado aparecia e desaparecia, resultando a impressão de movimento. Esses pintores certamente já tinham os olhos e a alma de cineastas e iam às cavernas para fazer e assistir sessões de cinema.
Analistas, pensadores e estudiosos de cinema, a exemplo de Deleuze, Garcia dos Santos, Iragaray, apontam a extraordinária semelhança entre a Caverna de Platão e a situação reinante na sala de projeção cinematográfica. Ali na caverna, fundamentalmente uma sala de projeção, situada na zona fronteiriça entre a aparência da essência, entre o sensível e o inteligível, a imagem da idéia, a representação do modelo é o lugar onde o mundo sensível desaba e onde caímos literalmente, como animais dominados pelas pulsões. Platão, em relação à Caverna, desempenha a função de um "lanterninha" dos tempos modernos; de um lado é o portador da Luz , conhecimento e razão, representante da idéia do bem, da transcendência, iluminando o caminho dos que estão nas trevas, conduzindo-os a seus assentos ou guiando os prisioneiros libertos para fora da caverna; por outro lado, no papel de "lanterninha" também cabe a ele vigiar a sala escura surpreendendo com sua luz a alucinação que toma conta dos prisioneiros; é aquele que nas salas de projeção ameaça o encan-tamento do recinto escuro com sua presença desveladora. Devem ser segregados em guetos (o que subverte a verdade), em cavernas, em cinemas, como se fossem zonas de perdição, zonas de meretrício. O mito da caverna dá início ao repúdio a todas as construções gratuitas da imaginação, ao menosprezo do prazer dos sentidos, a negação de tudo isso que, passados dois milênios, seria a essência de uma arte, paradoxalmente inventada pelo próprio Platão.
Ana Lúcia Sampaio Fernandes, Psicanalista
picture by Manabu Mabe

Crime e virtudes


Alguns vencem por seus crimes; outros são derrotados por suas virtudes.
William Shakespeare
picture by Adélio Sarro

22 de jul. de 2007

Os males do capitalismo

Nem todo problema que um rapaz tenha com sua namorada se deve ao modo capitalista de produção.
Herbert Marcuse

O ser do devaneio



O ser do devaneio atravessa sem envelhecer todas as idades do homem, da infância à velhice.
Gaston Bachelard
picture by Ignacio Zuloaga

A morte do leitor


...Em meio ao conflito entre os que preconizam a morte do livro e os que consideram o livro como um instrumento fundamental, exorcizando assim a leitura fácil, se encontra o cerne daquele que é, realmente, o verdadeiro problema: a morte do leitor. Leitor que tem atravessado os portões da escola sem ler e tem chegado às universidades tendo lido apenas os resumos dos livros do vestibular. Leitor que tem se tornado um receptador estático de informações, não sendo interpretante e nem produtor de leituras.
Diléa H. de Oliveira Pires
picture by Claudio Tozzi

Mais eles falam...


Quanto menos os homens pensam, mais eles falam.
Montesquieu
picture by Sigmar Polke

A beleza


A beleza provoca os ladrões mais que o ouro.
William Shakespeare
picture by Armando Romanelli

O falso amor


O falso amor de si mesmo transforma a solidão em prisão.
Friedrich Nietzsche
picture by André Derain

Buscas


Nós buscamos outras realidades porque não sabemos como desfrutar da nossa; e saímos de dentro de nós mesmos pelo desejo de saber como é o nosso interior.
Montaigne
picture by Diego Rivera

O livro


Se o livro, como já disseram, é um pássaro com mais de cem asas para voar, a maioria dos brasileiros continua aprisionada ao solo. O prazer da leitura não faz parte do cotidiano da imensa maioria. Não se vê pessoas sistematicamente lendo livros no metrô, ônibus, fila de banco. Raríssimas vezes um personagem de novela é surpreendido com um livro na mão. Não existem dados concretos do Ministério da Educação sobre o hábito de
leitura no país, mas a opinião de especialistas é de que nada avançou muito nas últimas décadas. Aqui, as políticas de incentivo à leitura - como a criação de bibliotecas e campanhas na mídia - podem cair no vazio ou surtir pouco efeito, por falta de uma política de educação abrangente e consistente. Não se sabe se hoje o brasileiro lê mais e melhor do que há 10, 20 anos. Sabe-se, porém, que 45% das vendas de livros no país são de livros didáticos, cuja leitura nas escolas é obrigatória e não voluntária, e que um quarto da produção de livros é comprado pelo governo. Os livros são caros, é verdade. Mas seriam mais baratos se houvesse mais leitores. E mais leitores haveria se o país se empenhasse com seriedade em educar seu povo e em criar uma cultura do livro, tão acalentada em outras sociedades. A criança deve trazer do berço o prazer da leitura, que a escola precisa sedimentar.

Zappa
picture by Antônio Helio Cabral

21 de jul. de 2007

Viver


Viver é desenhar sem borracha.
Millôr Fernandes
picture by Hector Bernabó Carybé

Monólogo comigo mesmo


Freqüentemente tenho longas conversas comigo mesmo, e sou tão inteligente que algumas vezes não entendo uma palavra do que estou dizendo.
Oscar Wilde
picture by Isabel de Sá

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