30 de nov. de 2007

A beleza


A beleza em si nada mais é que a imagem sensível do infinito.
Francis Bacon
Picture by Jean-Marc Nattier

Amigo Oculto

Algumas sugestões bem interessantes: Amigo Oculto Convencional
Separa-se os nomes das pessoas que vão participar do amigo "oculto". Coloca-se os nomes separadamente em papéis e dobra-se um por um. Coloque-os em um saquinho ou caixa para que todos os participantes tirem seu amigo oculto. Cada um deve guardar em segredo o que tirou e em um dia determinado, regado a festa e música entregamos os amigos ocultos. Geralmente isso é feito de diversas maneiras, por exemplo: um inicia, geralmente, de pé declarando características de personalidade e físicas do seu amigo "oculto" os outros participantes tentam adivinhar. Nesta hora vale tudo, inclusive fazer piadas a respeito daquele que tiramos. Quando as pessoas descobrem quem você tirou, o presente é entregue com abraços e coisa e tal. A pessoa geralmente abre o presente e os outros aplaudem. Variação: em alguns países isso é feito com uma maior elaboração, ou seja, ao saber seu amigo oculto você deve se empenhar pelo tempo que resta até o dia da festa de entrega dos presentes, em escrever bilhetes secretos perguntando o que ele quer ganhar ou fazendo piada, e despistar ao máximo o seu amigo oculto. O ideal é despertar nele a desconfiança mas nunca a convicção.
Quero trocar o presente
Coloque todos os pacotes de presente dentro de uma cesta ou cima de uma mesa. Anote o nome dos participantes e coloque em uma caixinha. Sorteie um a um e cada sorteado tem direito a ir ao monte de presente escolher o que mais lhe agradar, pode decidir sem abrir os presentes, quando escolher poderá abrí-lo. O primeiro a escolher não terá direito a trocar o presente mas a partir do 2 se achar que o do número 1 é melhor que o que escolheu tem direito a roubá-lo. E assim por diante. O primeiro que foi sorteado no final terá direito a escolher o presente que quiser. A graça desse tipo de amigo oculto, é caprichar na embalagem, quem sabe colocando presentes pequenos em grandes caixas... vale a criatividade para impressionar.
Amigo da "Onça"
Este tipo de amigo oculto pode ser planejado junto ao amigo oculto convencional. Mas, lembre-se que só poderá ser feito entre pessoas muito amigas e que estão acostumadas a brincar umas com as outras e já se conhecem. Consiste em cada participante desenvolver ou comprar para o "amigo da onça" dele algo que venha contra as suas idéias pessoais, tentando "chatear" no bom sentido aquele quem tirou. Por exemplo: para um careca fazer uma peruca de meia tecida com fios de lã, para um atleticano dar algo do cruzeiro e etc. O que vale é o bom humor de todos na hora de abrir os presentes. Geralmente, essa brincadeira é feita junto a convencional e a pessoa abre os dois presentes deixando o amigo "oculto" para o final.
Amigo "Surpresa"
Este tipo de amigo "oculto" é feito em estilo relâmpago, ou seja, peça para os participantes levarem um presente unisex em valor estipulado anteriormente para a festa. Na hora o nome de todos é anotado e colocado em uma caixa. Cada participante deve tirar um papel e ficará sabendo na hora seu amigo "oculto" e a quem vai presentear aquele presente escolhido com tanto carinho por ele. Esse tipo de amigo "oculto" é feito geralmente quando as pessoas não têm muito tempo para reunirem para decidir sobre a brincadeira, ou seja, é uma maneira de abreviar e facilitar toda a organização da festa de confraternização.
Variação: tira o amigo oculto que o vizinho da direita por exemplo vai dar o presente.
Amigo oculto "as avessas"
Quero sugerir uma variante do amigo oculto tradicional! Muitas vezes acontece que as pessoas não se conhecem muito bem, ou até ficam envergonhadas ao ter que falar algo sobre seu amigo e ficam meio que sem saber direito o que dizer. Nesse caso, em grupos grandes, pode se fazer a seguinte variante: Alguém inicia a brincadeira se virando contra a parede, se escondendo do grupo. O coordenador pede que levante a mão quem tirou o nome daquela pessoa escondida, assim sendo o grupo sabe quem é o amigo oculto daquela pessoa. Aí, será o grupo quem dará as características sobre essa pessoa e a pessoa que se escondeu terá que adivinhar quem a tirou. É bem divertido!
Amigo Oculto da fruta
Escolher o nome do amigo oculto e o presente será uma fruta. (escolher a fruta que mais se pareça com seu amigo oculto).
Tipos de Amigo "oculto"
Apenas de CD's
Apenas de cartões e mensagens anônimas (ou não)
Apenas de versosApenas de chocolates
Apenas de vinhos
Apenas de calcinhas de desenhos
Apenas de bonés
Jogo do Amigo Oculto
O jogo procede como o convencional, sendo que na hora de falar o seu amigo oculto, uma pessoa ficaria questionando:
Se fosse um animal seria qual?
Se fosse um eletrodomestico seria qual?
Se fosse um carro qual o modelo?
E assim dentro da criatividade do grupo e o conhecimento o jogo se tornará bastante motivante e divertido.

29 de nov. de 2007

Os Poetas e os razoáveis


É tão difícil as pessoas razoáveis se tornarem poetas, quanto os poetas se tornarem razoáveis.
Pablo Neruda
Picture by Hieronymus Bosch

Liberdade para o reconhecimento


Somos verdadeiramente humildes quando somos suficientemente livres para reconhecer nossos desempenhos e sucessos.

Estamos também sendo responsáveis, visto que tais dons e realizações fazem parte de nós.
Anne Bryan Smollin
Picture by Jack Vettriano

Passagem do tempo


Pais heróis e mães heroínas do lar.

Passamos boa parte da nossa existência cultivando estes estereótipos. Até que um dia o pai herói começa a passar o tempo todo sentado, resmunga baixinho e puxa uns assuntos sem pé nem cabeça. A heroína do lar começa a ter dificuldade de concluir as frases e dá de implicar com a empregada.
O que papai e mamãe fizeram para caducar de uma hora para outra?
Envelheceram....
Nossos pais envelhecem. Ninguém havia nos preparado pra isso.

Um belo dia eles perdem o garbo, ficam mais vulneráveis e adquirem umas manias bobas. Estão cansados de cuidar dos outros e de servir de exemplo: agora chegou a vez deles serem cuidados e mimados por nós, nem que pra isso recorram a uma chantagenzinha emocional. Têm muita quilometragem rodada e sabem tudo, e o que não sabem eles inventam. Não fazem mais planos a longo prazo, agora dedicam-se a pequenas aventuras, como comer escondido tudo o que o médico proibiu. Estão com manchas na pele. Ficam tristes de repente. Mas não estão caducos: caducos ficam os filhos, que relutam em aceitar o ciclo da vida. É complicado aceitar que nossos heróis e heroínas já não estão no controle da situação. Estão frágeis e um pouco esquecidos, têm este direito, mas seguimos exigindo deles a energia de uma usina. Não admitimos suas fraquezas, seu desânimo.

Ficamos irritados e alguns chegam a gritar se eles se atrapalham com o celular ou outro equipamento e ainda não temos paciência para ouvir pela milésima vez a mesma história que contam como se acabassem de tê-la vivido. Em vez de aceitarmos com serenidade o fato de que as pessoas adotam um ritmo mais lento com o passar dos anos, simplesmente ficamos irritados por eles terem traído nossa confiança, a confiança de que seriam indestrutíveis como os super-heróis. Provocamos discussões inúteis e os enervamos com nossa insistência para que tudo siga como sempre foi. Essa nossa intolerância só pode ser medo. Medo de perdê-los, e medo de perdermos a nós mesmos, medo de também deixarmos de ser lúcidos e joviais.

Com todas as nossas irritações, só provocamos mais tristeza àqueles que um dia só procuraram nos dar alegrias. Por que não conseguimos ser um pouco do que eles foram para nós? Quantas noites estes heróis e heroínas passaram ao lado de nossa cama, medicando, cuidando e medindo febres !! E nós ficamos irritados quando eles esquecem de tomar seus remédios, e ao brigar com eles, os deixamos chorando, tal qual crianças que fomos um dia. É uma enrascada essa tal de passagem do tempo. Nos ensinam a tirar proveito de cada etapa da vida, mas é difícil aceitar as etapas dos outros...

Ainda mais quando os outros são nossos alicerces, aqueles para quem sempre podíamos voltar e sabíamos que estariam com seus braços abertos, e que agora estão dando sinais de que um dia irão partir sem nós. Façamos por eles hoje o melhor, o máximo que pudermos, para que amanhã quando eles já não estiverem mais aqui conosco, possamos lembrar deles com carinho, de seus sorrisos de alegria e não das lágrimas de tristeza que eles tenham derramado por nossa causa.
Afinal, nossos heróis de ontem serão nossos heróis eternamente.
Martha Medeiros
Picture by Hulsey

Além da imaginação


Padeço de um sério mal: minha imaginação. Não preciso de filme, televisão, música; não necessito da minha visão, audição ou olfato; não careço de estímulos, um acidente, uma gostosa, uma voz alta. Basta querer e tudo vive na minha imaginação. Gostos, cheiros, texturas,histórias inteiras, românticas, policiais, pornográficas. E não há hora ou lugar que essa minha imaginação respeite.

Dia desses, estava eu na igreja, missa de sétimo dia de um amigo, e me veio à cabeça um gol histórico de Leandro, jogador do Flamengo, em Paulo Victor, goleiro do meu Fluminense – só com muita imaginação para torcer para o Fluzão –, aos 45 minutos de jogo, em 1985. Estavam lá parentes e amigos consternados com a morte acidental e jovem de um amigo quando dei um soco no banco. Todos me olharam de pronto. Logo me vi novamente traído pela minha imaginação. Quem estava do meu lado, uma tia velha do meu amigo, pegou minha mão:“Não fique assim, meu filho. Vai passar...” Fiquei calado. Como é que um gol de empate aos 45 minutos vai passar?!

Noutro dia, reunião de trabalho, chefe novo e todas as suas perspectivas para a equipe. Chefe novo sempre tem idéias mirabolantes que salvam o mundo e nunca vão para a frente (essa foi, inclusive, minha primeira imaginação antes de começar o blablablá). Dessa vez, lembrei de uma cena de Crime e Castigo, de Dostoiévski. Eu me imaginei dando uma machadada na cabeça da minha vizinha. Coitada. A velhinha é gente boa, mas estava, na minha cabeça, com um machado cravado na testa. Respirei fundo: um misto de dor pela cena e de agonia pelo ato nada cristão. E lá me veio o chefe, achando que eu queria, mas estava sem coragem para falar.

Domingo passado, para lembrar algo mais recente, fui jantar com vários amigos, homens e mulheres. Todos comportados.É claro que tava rolando cerveja e vinho, o que descontraía todo mundo, mas não a ponto de virar o bacanal que visualizei: a dona da casa na cozinha com um amigo de um amigo, duas amigas lésbicas se pegando na chaise-longue, a outra menina bicho-grilo com a boca na botija, e tudo se misturava... Levantei, fui tomar uma água gelada, passei no banheiro, joguei uma água no rosto. E tirei o filme pornô do HD.

É claro que há momentos bons. Sou o rei das filas de banco, das salas de espera de consultório médico, do congestionamento. No trânsito, para ter idéia, a primeira coisa que faço é desligar o som. Música só me atrapalha nessas horas. Começo: e se o motoqueiro der de cara na betoneira? E se esse cara aí do lado for o Michael Douglas e descer do carro dando tiro pra tudo que é canto? E se aquele skinhead na calçada resolver bater naquele casal homossexual que está vindo lá da frente?

No consultório, a coisa é ainda mais divertida: qual será o problema dessa senhora? Velhice? E daquele menino no colo da mãe? Bronquite? E do branquelo ali deitado nas cadeiras? Caganeira? Faço um quase bolão na minha cabeça para saber do que padece cada um. Tenho até vontade de sair perguntando para todo mundo pra ver se acertei.

Mas só percebi que isso me era um problema quando iniciei este texto.Comecei a imaginar se a Karina Bacchi me acharia um devasso. Calculei o editor da revista, olhando torto para estas palavras com cara de intelectual. Fiquei duas horas na frente do computador pra escrever isto. Aí fiquei mais uma vez imaginando: não rola de aumentar esses 200 reais?
Felipe Recondo Freire
Picture by M. Ryerson

28 de nov. de 2007

Evitando conflito


Um dia, um homem cansado da vida de casado disse que ia na esquina comprar cigarros e desapareceu.

Não é força de expressão ou sentido figurado, ele disse exatamente isto:

- Vou ali na esquina comprar cigarro e já volto.

Ficou dez anos desaparecido.
Há algum tempo, reapareceu. Bateu na porta, a esposa foi abrir, e lá estava ele. Dez anos mais velho, quieto, sem dizer uma palavra. A mulher despejou sua revolta em cima dele:

- Seu isso! Seu aquilo! Então você diz que vai na esquina comprar cigarro e desaparece? Me abandona, abandona as crianças, fica dez anos sem dar notícia, me faz criar as crianças sozinho e ainda tem o desplante, a cara de pau, o acinte, a coragem de reaparecer deste jeito? Pois você vai me pagar. Fique sabendo que você vai ouvir poucas e boas. Essa eu não vou lhe perdoar nunca. Está ouvindo? Nunca! Entre, mas prepare-se para...

Nisso, o homem deu um tapa na testa, disse:
- Putz! Esqueci os fósforos! Já volto !

10 dicas para viver com entusiasmo


1) Afastar-se de fatos e de pessoas negativas e negadoras.
Cuidado com as notícias ruins, afaste-se delas;

2) Aceitar e valorizar os "insights" positivos;

3) Não reclamar e não falar mal dos outros;

4) Cultivar alegria, o riso e o bom humor;

5) Iluminar mais o seu ambiente de trabalho e a sua casa.
A escuridão traz a depressão;

6) Ser alguém sempre pronto a colaborar;

7) Surpreender as pessoas com "momentos mágicos";

8) Fazer tudo com sentimento de perfeição, prestando atenção aos detalhes;

9) Andar bem vestido, limpo e perfumado.
Gostar da sua imagem;

10) Agir prontamente. "Do it now!".
Prof. Marins
Picture by Karl Blechen

Entusiasmo


Para vencer na vida, é necessário fazer tudo com entusiasmo.
Paul Nyssens
Picture by Claude Monet

Quem é Deus?


"Um certo dia, a professora perguntou as crianças quem saberia explicar quem é Deus?

Uma das crianças levantou o braço e disse: - Deus é o nosso pai, Ele fez a terra, o mar e tudo que está nela; nos fez como filhos dele.

A professora, querendo buscar mais respostas, foi mais longe:
- Como vocês sabem que Deus existe, se nunca o viram?


A sala ficou toda em silêncio...
Pedro, um menino muito tímido, levantou as mãozinhas e disse:
- A minha mãe me disse que Deus é como o açúcar no meu leite que ela faz todas as manhãs, eu não vejo o açúcar que está dentro da caneca no meio do leite, mas se ela tira, fica sem sabor. Deus existe, e está sempre no meio de nós, só que não o vemos, mas se Ele sair de perto, nossa vida fica...sem sabor.

A professora sorriu, e disse:
-Muito bem Pedro, eu ensinei muitas coisas a vocês, mas você me ensinou algo mais profundo que tudo o que eu já sabia. Eu agora sei que Deus é o nosso açúcar e que está todos os dias adoçando a nossa vida!
Deu-lhe um beijo e saiu surpresa com a resposta daquela criança. A sabedoria não está no conhecimento, mas na vivência de Deus em nossas vidas, pois teorias existem muitas, mas doçura como a de Deus não existe ainda, nem mesmo nos melhores açúcares...
Tenha um bom dia e não se esqueçade colocar "açúcar" em sua vida...
Picture by James Tissot

Princípio 90/10


Que princípio é este?
Os 10% da vida estão relacionados com o que se passa com você, os outros 90% da vida estão relacionados com a forma como você reage ao que se passa com você.
O que isto quer dizer?Realmente, nós não temos controle sobre 10% do que nos sucede. Não podemos evitar que o carro enguice, que o avião atrase, que o semáforo fique no vermelho. Mas, você é quem determinará os outros 90%...
Como?
Com sua reação.

Exemplo:
Você está tomando o café da manhã com sua família. Sua filha, ao pegar a xícara, deixa o café cair na sua camisa branca de trabalho. Você não tem controle sobre isto. O que acontecerá em seguida será determinado por sua reação: Você se irrita. Repreende severamente sua filha e ela começa a chorar. Você censura sua esposa por ter colocado a xícara muito na beirada da mesa. E tem prosseguimento uma batalha verbal. Contrariado e resmungando, você vai mudar de camisa. Quando volta, encontra sua filha chorando mais ainda e ela acaba perdendo o ônibus para a escola. Sua esposa vai pro trabalho, também contrariada. Você tem de levar sua filha, de carro, pra escola. Como está atrasado, dirige em alta velocidade e é multado. Depois de 15 min. de atraso, uma discussão com o guarda de trânsito e uma multa, vocês chegam à escola, onde sua filha entra, sem se despedir de você. Ao chegar atrasado ao escritório, você percebe que esqueceu de sua maleta. Seu dia começou mal e parece que ficará pior. Você fica ansioso pro dia acabar e quando chega em casa, sua esposa e filha estão de cara fechada, em silêncio e frias com você.

Por quê?
Por causa de sua reação ao acontecido no café da manhã.
Pense: por quê seu dia foi péssimo?
a) por causa do café?
b) por causa de sua filha?
c) por causa de sua esposa?
d) por causa da multa de trânsito?
e) por sua causa?

A resposta correta é a letra 'e' !

Você não teve controle sobre o que aconteceu com o café, mas o modo como você reagiu naqueles 5 minutos foi o que deixou seu dia ruim.

Pensando de outra forma:
O café cai na sua camisa. Sua filha começa a chorar. Então, você diz a ela, gentilmente: 'está bem, querida, você só precisa ter mais cuidado'.
Depois de pegar outra camisa e a pasta executiva, você volta, olha pela janela e vê sua filha pegando o ônibus. Dá um sorriso e ela retribui, dando adeus com a mão.
Notou a diferença?
Duas situações iguais, que terminam muito diferentes.

Por quê?
Porque os outros 90% são determinados por sua reação.
Aqui temos um exemplo de como aplicar o Princípio 90/10.
Se alguém diz algo negativo sobre você, não leve a sério, não deixe que os comentários negativos te afetem. Reaja apropriadamente e seu dia não ficará arruinado.
Como reagir a alguém que te atrapalha no trânsito?
Você fica transtornado?
Golpeia o volante?
Sua pressão sobe?
O que acontece se você perder o emprego?
Por quê perder o sono e ficar tão chateado?
Isto não funcionará. Use a energia da preocupação para procurar outro trabalho.
Seu vôo está atrasado, vai atrapalhar a sua programação do dia.
Por quê manifestar frustração com o funcionário do aeroporto?
Ele não pode fazer nada. Use seu tempo para estudar, conhecer os outros passageiros. Estressar-se só piora as coisas.

Agora que você já conhece o Princípio 90/10, utilize-o.
Você se surpreenderá com os resultados e não se arrependerá de usá-lo.
Milhares de pessoas estão sofrendo de um stress que não vale a pena, sofrimentos, problemas e dores de cabeça. Todos devemos conhecer e praticar o Princípio 90/10.
Pode mudar a sua vida!
Stephen Covey
Picture by Edward Potthast
Acrescentando: os 10% seriam o destino e os 90%, o Livre Arbítrio.

27 de nov. de 2007

Saquinhos de risadas

O Cachorro e o coelho


Eram dois vizinhos.
O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos.
Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai.
Ele comprou um cão pastor alemão.
Papo de vizinho:
Mas ele vai comer o meu coelho. De jeito nenhum. Imagina. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos, pegar amizade. Entendo de bicho.

E parece que o dono do cachorro tinha razão. Juntos cresceram e amigos ficaram. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa.
Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho.

Domingo, à tardinha, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche, quando entra o pastor alemão na cozinha. Pasmo, trazia o coelho entre os dentes, todo imundo, arrebentado, sujo de terra e, é claro, morto. Quase mataram o cachorro de tanto agredi-lo.

Dizia o homem:
- O vizinho estava certo, e agora? Só podia dar nisso!
Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar.
E agora?! Todos se olhavam.
O cachorro, coitado, chorando lá fora, lambendo os seus ferimentos.
Já pensaram como vão ficar as crianças?
Não se sabe exatamente quem teve a idéia, mas parecia infalível.
Vamos lavar o coelho, deixá-lo limpinho, depois a gente seca com o secador e o colocamos na sua casinha. E assim fizeram. Até perfume colocaram no animalzinho. Ficou lindo, parecia vivo, diziam as crianças.
Logo depois ouvem os vizinhos chegarem. Notam os gritos das crianças.
- Descobriram!
Não passaram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma.
O que foi? Que cara é essa?
- O coelho, o coelho...
- O que tem o coelho?
- Morreu!- Morreu?
Ainda hoje à tarde parecia tão bem.
- Morreu na sexta-feira!
- Na sexta?
- Foi antes de viajarmos, as crianças o enterraram no fundo do quintal e agora reapareceu!
A história termina aqui. O que aconteceu depois não importa.

Mas o grande personagem desta história é o cachorro. Imagine o coitado, desde sexta-feira procurando em vão pelo seu amigo de infância. Depois de muito farejar, descobre o corpo morto e enterrado.

O que faz ele? Provavelmente com o coração partido, desenterra o amigo e vai mostrar para seus donos, imaginando fazer ressuscitá-lo. E o ser humano continua o mesmo, sempre julgando os outros. Outra lição que podemos tirar desta história é que o homem tem a tendência de julgar os fatos sem antes verificar o que de fato aconteceu.
Quantas vezes tiramos conclusões erradas das situações e nos achamos donos da verdade? Histórias como esta são para pensarmos bem nas atitudes que tomamos.
Às vezes fazemos os outros sofrerem por nosso injusto julgamento, pense !
Picture by Karen Dupré

A importancia de um lar equilibrado



Se cheguei onde cheguei e consegui fazer tudo o que fiz, foi porque tive a oportunidade de crescer bem, num bom ambiente familiar, de viver bem, sem problemas econômicos e de ser orientado no caminho certo nos momentos decisivos de minha vida.
Ayrton Senna

26 de nov. de 2007

Sugestões de presentes para o Natal


Sugestões de presentes para o Natal:
Para seu inimigo, perdão.
Para um oponente, tolerância.
Para um amigo, seu coração.
Para um cliente, serviço.
Para tudo, caridade.
Para toda criança, um exemplo bom.
Para você, respeito.
Oren Arnold
Picture by Tom Browning

Aprendizado


Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.
Cora Coralina
Picture by Sir Chambers

Auto-confiança e arrogância


A distância entre auto-confiança e arrogância é quase imperceptível
Jack Welch
Picture by Brent Lynch

25 de nov. de 2007

Curta do Festival de Berlim

Flôres


Era preciso agradecer às flores
Terem guardado em si,
Límpida e pura,
Aquela promessa antiga
De uma manhã futura.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Picture by Vincent Van Gogh

Uma busca maior


O sexo é um acidente:
o que dele recebemos é momentâneo e casual;
visamos a algo mais secreto e misterioso do qual o sexo é apenas um sinal, um símbolo.
Cesare Pavese



Exclusivo para homens


Não percam:
Novo Curso de Formação para Homens

Inscriçõers abertas ! (vagas limitadas)

Objetivo Pedagógico
Permite aos homens desenvolver a parte do corpo da qual ignoram a existência - o cérebro.

Serão 4 Módulos

Módulo 1:
Introdução (Obrigatório)
1. Aprender a viver sem a mamãe (2.000 horas)
2 Minha mulher não é minha mãe (350 horas)
3. Entender que não se classificar para o Mundial não é a morte (500 hs)

Módulo 2:
Vida a dois
1. Ser pai e não ter ciúmes do filho (50 horas)
2. Deixar de dizer impropérios quando a mulher recebe suas amigas (500 hs)
3. Superar a síndrome do ' o controle remoto é meu' (550 horas)
4. Não urinar fora do vaso (1.000 horas - exercícios práticos em vídeo)
5. Entender que os sapatos não vão sozinhos para o armário (800 hs)
6. Como chegar ao cesto de roupa suja (500 horas)
7. Como sobreviver a um resfriado sem agonizar (450 horas)

Módulo 3:
Tempo livre
1. Passar uma camisa em menos de duas horas (exercícios práticos)
2. Tomar a cerveja sem arrotar, quando se está à mesa (exercícios práticos)

Módulo 4:
Curso de cozinha
1. Nível 1 (principiantes - os eletrodomésticos) ON/OFF = LIGA/DESLIGA
2. Nível 2 (avançado) minha primeira sopa instantânea sem queimar a Panela
3. Exercícios práticos - ferver a água antes de por o macarrão


Cursos Complementares:
Por razões de dificuldade, complexidade e eentendimento dos temas, os cursos terão no máximo 3 alunos.
1. A eletricidade e eu: vantagens econômicas de contar com um técnico competente para fazer reparos;
2. Cozinhar e limpar a cozinha não provoca impotência nem homossexualidade (práticas em laboratório);
3. Porque não é crime presentear com flores, embora já tenha se casado com ela;
4. O rolo de papel higiênico: Ele nasce ao lado do vaso sanitário? (biólogos e físicos falarão sobre o tema da geração espontânea)
5. Como baixar a tampa do vaso passo a passo (teleconferência);
6. Porque não é necessário agitar os lençóis depois de emitir gases intestinais (exercícios de reflexão em dupla);
7. Os homens dirigindo, podem sim, pedir informação sem se perderem ou correr o risco de parecerem impotentes (testemunhos);
8. O detergente: doses, consumo e aplicação. Práticas para evitar acabar com a casa;
9. A lavadora de roupas: esse grande mistério!!
10. Diferenças fundamentais entre o cesto de roupas sujas e o chão (exercícios com musicoterapia);
11. A xícara de café: ela levita, indo da mesa à pia? (exercícios Dirigidos por Mister M);
12. Analisar detidamente as causas anatômicas, fisiológicas e/ou psicológicas que não permitem secar o banheiro depois do banho.
Enviado carinhosamente pela Helena.
Publiquei para desafiar meu lado machista.
Picture by Johanna Kriesel

Guaicaípuro Cuatemoc


Um discurso feito por Guaicaípuro Cuatemoc embasbacou os principais chefes de Estado da Comunidade Européia.

A conferência dos chefes de Estado da União Européia, Mercosul e Caribe, em maio de 2002 em Madri, viveu um momento revelador e surpreendente: os chefes de Estado europeus ouviram perplexos e calados um discurso irônico, cáustico e de exatidão histórica que lhes fez Guaicaípuro Cuatemoc, cacique de uma nação indígena da América Central.

Eis o discurso:

"Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a "descobriram" só há 500 anos. O irmão europeu da aduana me pediu um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financista europeu me pede o pagamento - ao meu país, com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu me explica que toda dívida se pagacom juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros sem pedir-lhes consentimento.

Eu também posso reclamar pagamento e juros.Consta no "Arquivo da Cia. das Índias Ocidentais" que, somente entre os anos 1503 e 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América. Teria sido isso um saque? Não acredito, porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento! Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão.

Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a atual civilização européia se devem à inundação de metais preciosos tirados das Américas!

Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas indenização por perdas e danos.

Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva. Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano "Marshall Montezuma", para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra, da poligamia, e de outras conquistas da civilização. Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional, responsável ou pelo menos produtivo desses fundos? Não.

No aspecto estratégico, dilapidaram nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e várias formas de extermínio mútuo. No aspecto financeiro, foram incapazes, depois de uma moratória de 500 anos, tanto de amortizar o capital e seus juros quanto independerem das rendas líquidas, das matérias-primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar e nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos em cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo.

Nos limitaremos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, com 200 anos de graça. Sobre esta base e aplicando a fórmula européia de juros compostos, informamos aos descobridores que eles nos devem 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, ambas as cifras elevadas à potência de 300, isso quer dizer um número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra.Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam se calculados em sangue? Admitir que a Europa, em meio milênio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para esses módicos juros, seria como admitir seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas. Tais questões metafísicas, desde já, não inquietam a nós, índios da América. Porém, exigimos assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente e que os obriguem a cumpri-la, sob pena de uma privatização ou conversão da Europa, de forma que lhes permitam entregar suas terras, como primeira prestação de dívida histórica...

"Quando terminou seu discurso diante dos chefes de Estado da Comunidade Européia, o Cacique Guaicaípuro Guatemoc não sabia que estava expondo uma tese de Direito Internacional para determinar a Verdadeira Dívida Externa. Agora resta que algum Governo Latino-Americano tenha a dignidade e coragem suficiente para impor seus direitos perante os Tribunais Internacionais. Os europeus teriam que pagar por toda a espoliação que aplicaram aos povos que aqui habitavam, com juros civilizados.
Publicado no Jornal do Comércio - Recife/PE

Dúvidas sobre a verdadeira dívida



A primeira vez que li o texto A Verdadeira dívida (às vezes identificado como "A Dívida externa da Europa" ou "Índio não quer mais apito") foi em junho de 2002. Ele me chegou por e-mail, sendo apresentado como a transcrição de um discurso do cacique indígena Guaicaipuro Cuatémoc em uma reunião de líderes de governo na Europa. E me seduziu, é claro, porque é uma excelente idéia bem desenvolvida: se a América Latina deve à Europa, a recíproca também é verdadeira; se a nossa dívida é enorme e, a essa altura, impossível de ser paga, a deles é imensamente maior e quase incalculável. A única diferença é que, quando do endividamento do terceiro mundo, chama-se financiamento ao que na verdade é a velha usura; antes, quando os recursos naturais do novo mundo foram "transferidos" para a Europa, entre os séculos 16 e 18, não se chamava empréstimo, mas colonialismo, ao que na verdade era roubo puro e simples. A conclusão é velha e óbvia como as bases do marxismo: o arcabouço jurídico do capitalismo, que permite a cobrança de juros na transferência de recursos entre as nações, só é possível sobre uma base histórica de banditismo.


"A Verdadeira dívida" é um lúcido ensaio sobre a dívida do terceiro mundo e sua impossibilidade lógica, podendo inclusive ser aplicado aos países da África e Ásia sem grandes modificações. E se torna mais atual no momento em que novos governos latinoamericanos (em especial o brasileiro) têm o respaldo social e a oportunidade histórica para questionar todo o sistema que gerou a tal dívida que nunca vai ser paga. O problema é que, da forma como me chegou às mãos (da forma como vem circulando na internet), é evidentemente uma peça de ficção.

A maioria das mensagens que espalham o texto, e dos sítios que o reproduzem, não diz que reunião foi esta em que o discurso foi pronunciado. Trata-se simplesmente de uma "reunião de cúpula realizada na Europa", ou especificamente "na Espanha".
Alguns, no entanto, localizam-no na "conferencia dos chefes de estado da União Européia, Mercosul e Caribe", realizada em Madri em maio de 2002. Outros indicam uma "reunión de Jefes de Estado de la Comunidad Europea" que teria ocorrido em 8 de fevereiro de 2002. A fragilidade dessas e de outras versões é que o mesmo texto, com mínimas variações, circula pela Internet há bem mais tempo. Há, por exemplo, uma versão em italiano que foi publicada em outubro de 2000.
O nome "Guaicaipuro Cuatémoc" tem hoje (dezembro de 2002) mais de 800 referências indexadas pelo buscador Google. No entanto, TODAS dizem respeito ao texto "A Verdadeira dívida", em diversas línguas. Nada sobre onde teria estudado esse engenhoso e culto cacique, conhecedor da história da Europa, capaz de citar ironicamente o economista Milton Friedman e até mesmo de produzir trocadilhos associando o plano Marshall (1947) ao soberano asteca Montezuma I (1390-1469).

Antes que alguém me acuse de preconceito ("por que um índio não poderia ser culto e inteligente?"), insisto em que a minha dúvida é de outra natureza: por que esse ser humano singular nunca foi visto ou ouvido em qualquer outra ocasião além desse único discurso magnífico?

O próprio discurso parece interrompido, o último parágrafo dá a impressão de conduzir a uma conclusão que não chega a ser enunciada. Na verdade, existe um parágrafo adicional, que eu só encontrei em umas poucas versões em espanhol e italiano, e que conclui o texto, embora tornando-o, para nós, ainda mais obscuro:

"Dicen los pesimistas del Viejo Mundo que su civilización está en una bancarrota tal que les impide cumplir con sus compromisos financieros o morales. En tal caso, nos contentaríamos con que nos pagaran entregándonos la bala con la que mataron al Poeta. Pero no podrán. Porque esa bala es el corazón de Europa."

Que poeta será esse cuja morte o cacique lamenta? A que "bala" ele está se referindo? A impressão que dá é que o texto é um pouco mais antigo do que tem sido anunciado. A dificuldade de entender, aqui e agora, as circunstâncias em que ele foi escrito poderia ter levado algum copista a eliminar o parágrafo "confuso", deixando o texto inacabado, porém "atual".

Guaicaipuro (ou Guacaipuro) foi realmente um cacique venezuelano, líder dos índios teques e caracas, e um dos maiores opositores à ocupação espanhola, mas viveu no século XVI, portanto dificilmente teria participado de algum encontro de chefes de estado europeus, e muito menos discutido os 500 anos de dominação européia sobre a América.

Em dezembro de 2001, na comemoração dos 433 anos da morte do cacique Guaicaipuro, seus "restos mortais" foram simbolicamente depositados no panteão nacional da Venezuela. Coisa do governo Chávez, sua mística índia, "bolivariana", etc. O irônico é que, hoje, um dos grandes opositores a Chávez se chama justamente Guaicaipuro Lameda, ex-general de brigada e ex-presidente da Petróleos de Venezuela (a Petrobras deles), afastado do cargo e do exército em 21/02/2002.
Cuauhtémoc (ou Cuauhtemotzin, ou Guatimozin, 1502-1525) foi o último dos imperadores astecas, sobrinho de Montezuma II (1466-1520), tendo sido aprisionado, torturado e finalmente assassinado pelos espanhóis em 1525. O nome é bastante comum no México, é só lembrar do ex-prefeito (1997-99) da cidade do México Cuauhtemoc Cárdenas ou do jogador de futebol Cuauhtemoc Blanco, atacante da seleção mexicana.

Ou seja: o autor do texto certamente fez uma síntese entre dois nomes simbólicos da resistência latinoamericana aos europeus, um venezuelano e um mexicano, para criar o seu mítico herói indígena que vai à europa cobrar "a verdadeira dívida". Podemos e devemos admirar o texto, mas não precisamos acreditar na ficção. Mais do que isso: quem escreveu o texto obviamente jamais pensou em apresentá-lo como verdadeiro, coisa de que se encarregou a comunidade "corta-e-cola" da internet.

A questão é: quem escreveu? Confesso que cheguei a pensar que era coisa do Eduardo Galeano. Mas, em uma única fonte, o texto é atribuído a um certo Luis Britto García, "periodista mexicano", e também é dito que se trata de uma "carta publicada en El Nacional de Caracas, el 18 de octubre de 1990."

Bom, Luis Britto García não é um jornalista mexicano, mas um escritor venezuelano, nascido em 1940 e com vários livros publicados, de contos ("Rajatabla", 1970), teatro ("Venezuela tuya", 1971), novela ("Abrapalabra", 1979), textos de humor ("Me río del mundo", 1981), ensaios ("El imperio contracultural: del rock a la postmodernidad", 1990), etc. Li rapidamente alguns textos dele na Internet e o estilo confere, diria que é bem provável que ele seja realmente o autor do texto e o inventor do personagem Guaicaipuro Cuatémoc.
Mas o mais incrível de tudo isso é o tamanho e a dispersão da Internet. É possível achar todas esses dados com poucas horas de pesquisa no Google ou similar, mas a quantidade de informação errada que se encontra no caminho é de espantar. Sem brincadeira, são mais de 800 páginas, em português, espanhol, italiano, inglês e alemão, que simplesmente transcrevem o texto como se ele tivesse sido realmente pronunciado por este tal cacique - mas sem se preocupar em dizer, ou ao menos perguntar, de onde ele veio, que reunião era esta, o que ele fez depois de ter dado esse discurso, em que reserva ele mora, em que escola ele aprendeu (erradamente) a fazer cálculos de juros compostos. É tão fácil "copiar e colar" (e acreditar) que o pessoal simplesmente se esquece do resto.
Giba Assis Brasil

24 de nov. de 2007

Com emoção (4)

Por que?

Por que o Romário só coloca os óculos quando vai dar entrevista?

Por que todo mundo faz as compras de Natal no final de dezembro e reclama que o shopping fica lotado?

Porque, quando alguém nos faz um favor, retribuímos dizendo “obrigado”?

O agradecimento não deveria ser espontâneo?7

Porque soprávamos os cartuchos de Atari para que eles voltassem a funcionar?

Se toda regra tem uma exceção, qual é a exceção para essa regra?

Será que Roberto Carlos não tem um amigo verdadeiro para lhe indicar um cabeleireiro?

Por que as pessoas correm na chuva se dessa forma elas acabam se molhando mais?

Qual é o sinônimo da palavra sinônimo?

Por que quando encontramos alguém perguntamos “tudo bem?” se já sabemos que a resposta é sempre a mesma?

Por que todo mundo que é frio é também calculista?

Se o Pluto e o Pateta são cachorros, por que só um deles anda de pé e fala?

Por que algumas pessoas se abaixam dentro do carro quando passam pela porta da garagem?

Por que o Ronaldinho Gaúcho não faz um tratamento dentário?

Por que as pessoas gritam no telefone quando estão ligando para longe?

Por que se acorda os outros para perguntar se estavam dormindo?

Se a laranja se chama laranja, por que o limão não se chama verde?

Por que os aviões não são construídos com material semelhante ao das caixas-pretas?

Porque as pessoas usam bermuda e blusa de manga comprida ao mesmo tempo?

Por que abaixamos o volume do rádio no carro quando procuramos um endereço pelo número?
Por que as pessoas têm nojo das mariposas mas adoram tocar em borboletas?

Se Deus está em todos os lugares, por que olhamos para o céu quando queremos falar com ele?

Se o gato sempre cai de pé e o pão com o lado da manteiga para baixo, o que acontece se amarrarmos uma torrada nas costas de um gato?
Picture by Jon Bertelli

O que distinguem os homens e as mulheres


Os homens distinguem-se pelo que fazem;
As mulheres, pelo que levam os homens a fazer.
Carlos Drummond de Andrade
Picture by Karen Dupré

Expressões que se ouvem po aí...


AMIGO PESSOAL -
Só existe amigo pessoal. Ainda não inventaram o amigo "impessoal". Se não for amigo mesmo (pessoal), chame de colega, cliente, fã, parente, simpatizante, conhecido, "chegado" etc.

ORÇAMENTO SEM COMPROMISSO -
Todo orçamento é sem compromisso. Se fosse com compromisso, não seria orçamento, mas já a própria compra.

TELEFONE DE CONTATO -
Se você tem um telefone de contato, você não é nenhum privilegiado, pois todo telefone é de contato e, na era atual,todo mundo tem telefone (de contato), porém nem todos têm contato com o dinheiro para pagar a conta do telefone de contato.

DUAS ÚNICAS APRESENTAÇÕES -
Tem dó, né! Se são duas, não são únicas ("única" vem de "um"). Se é única, não são duas. Apenas duas apresentações e estamos conversados.

TRABALHA COM CHEQUE - "Você trabalha com cheque?", pergunta o vendedor, querendo lhe empurrar o duvidoso produto a ser pago em cinco "suaves"prestações, mediante "pré-datados" (outra coisa que não existe é "pré-datado"). Trabalha com cheque não, meu! Trabalha com chefe, comcomputador, telefone, calculadora, lápis, livro, giz, caderno, caneta, borracha, papel, produto, carro, e-mail, cafezinho etc. A gente usa cheque, emite cheque, mas não "trabalha" com cheque. O máximo que dá para aceitar é que trabalhamos PORTANDO cheque.

JOGOS DE IDA E VOLTA -
Essa é demais: "O Cruzeiro faz hoje em BH o jogo de ida pelas finais...". Jogo de ida de quem? O Cruzeiro é de BH e joga em BH Quem está indo? Se for o adversário de outra cidade, ele não está indo, está vindo. É mais uma invenção esdrúxula da crônica esportiva. Só pode ser coisa do Galvão Bueno...

ELE NÃO TEM NADA NA CABEÇA, POIS SÓ PENSA "NAQUILO" -
O certo é: ele só tem "aquilo" na cabeça.

SÃO MEIO-DIA -
Mais um santo na praça! Essa é absolutamente ridícula, mas o povão insiste em que na hora do almoço "são" meio-dia. O plural é só pra mais de um, nunca para a metade de um. Haja santa paciência!

VAMOS ESTAR FAZENDO, VAMOS ESTAR OLHANDO, VAMOS ESTAR PROVIDENCIANDO
Para que usar três verbos, se a parcimônia épossível: faremos, olharemos, providenciaremos etc. Além do mais, gerúndio no futuro é, no mínimo, suspeitíssimo...HAJA CORAÇÃO! - Sem chance, Galvão. No jogo Brasil x Inglaterra, entre outros, o Brasil não correu nenhum risco, a não ser na jogada em que nossa defesa entregou um gol "de graça". O time deles só! tem marketing. Não joga quase nada. E você falando que estava DRAMÁAAATICO. Haja saco! Impeachment "nocê", Galvão. Bom é o Sílvio Luiz, que quando o jogo está sem graça (quase sempre), fica conversando fiado...

FEIA(O) DE ROSTO, MAS BONITA(O) DE CORPO -
Uai! Então quer dizer que rosto não é corpo?! O certo é: feia(o) de rosto, mas bonita(o) de resto.

PERDI MEU VOTO -
O sujeito vota no candidato derrotado e diz que perdeu o voto... Quem sabe o TRE o encontra lá dentro da urna eletrônica e devolve para o pobre eleitor. Tem dó, cidadão! Quem perdeu foi o seu candidato, e não você.

ELE(A) TEM PROBLEMA -
Estamos diante de uma pessoa com graves transtornos emocionais ou neurológicos e alguém diz que ele(a) tem"problema". É preciso ser mais específico. Problema todo mundo tem. Se fosse para prevenir alguém de que outro (improvável) alguém é singular, completamente diferente e certamente nos surpreenderá! deveríamos dizer: ele(a) NÃO tem problema.
Uau!
Picture by Michael Sowa

23 de nov. de 2007

A janela


Um casal recém casados, mudou-se para um bairro muito tranqüilo.
Na primeira manhã na casa nova, enquanto tomavam café, a mulher reparou através da janela, que uma vizinha dependurava lençóis no varal.
-Que lençóis tão sujos, estes que a vizinha no pendura varal ?!...
-Quem sabe ela necessita um sabão novo!…ou não sabe lavar!
-Se pudessemos ajudar e ensinar como se lava seus lençóis !
O marido olhou e ficou calado.

E assim, cada dois a três dias, a mulher repetia o mesmo discurso, enquanto que a vizinha estendia suas roupas ao sol e ao vento.


Ao fim de um mês, a mulher surpreendendo-se ao ver que a vizinha tinha seus lençóis limpos, disse ao marido:
Olha! ela apreendeu a lavar a roupa ! Será que outra vizinha a ensinou a lavar melhor ??...

O marido lhe respondeu:
Não, hoje eu me levantei mais cedo e lavei os vidros de nossa janela!

E a vida é assim!...
Tudo depende da limpeza da nossa janela, através da qual observamos os outros.
Antes de criticar, quem sabe, seria conveniente assegurar se temos realmente limpado o nosso coração, para poder vermos mais claramente os outros.

Sem dúvida, hoje te vejo bem melhor que antes e quero melhorar mais ainda.. continuamente!
Picture by Jane Bellows

O talento


Começa-se a adivinhar o que vale alguém quando o seu talento começa a enfraquecer, quando deixa de mostrar do que é capaz.
O talento também é um adorno; um adorno também é um esconderijo.
F. Nietzsche
Picture by Aurelia Fronty

Grandes realizações


Para realizarmos grandes coisas precisamos viver como se nunca tivéssemos de morrer
William Shakespeare
Picture by Dennis Loren

Esopo


Fábulas são "histórias fictícias que simulam verdades", têm sempre fundo moral ou didático, envolvem freqüentemente deuses e animais falantes e são, muitas vezes, humorísticas.
Dos fabulistas que escreveram em grego, Esopo é sem dúvida o mais importante, e talvez seja também o mais antigo. Ironicamente, embora as fábulas sejam bem conhecidas, pouco se sabe sobre os fabulistas.

Segundo a tradição, Esopo era um ex-escravo procedente da Frígia, região que ficava na parte noroeste da Anatólia, e que viveu em meados do século VI.
Todos os dados que temos a seu respeito são incertos e, ironicamente, fabulosos. Na realidade, as historietas em prosa que circulavam na Antigüidade sob seu nome e das quais conhecemos cerca de duzentas e cinqüenta são totalmente anônimas.
Embora as fábulas já estivessem presentes em alguns dos mais antigos textos gregos (Ilíada, Odisséia, Os rabalhos e os Dias), somente nos séculos -V e -IV alcançaram popularidade, notadamente junto aos filósofos e poetas cômicos.
Eis alguns exemplos: Platão; Aristofanes.
No fim do Período Clássico, foram incorporadas como recurso discursivo pelos oradores.
Apesar da popularidade da fábula, a primeira coletânea, a Coletânea de Discursos Esópicos de Demétrio de Fáleron, surgiu apenas no início do Período Helenístico, e não chegou até nós.
Todas as coleções que sobreviveram datam do Período Greco-Romano.

Dentre as fábulas atribuídas a Esopo, ditas "esópicas", cerca de duzentas e setenta chegaram até nós. Mais ou menos duzentas e trinta foram reunidas na Antigüidade em forma de coletânea nos séculos IV-V e compõem uma coleção que os eruditos modernos chamam de Augustana; outras quarenta, aproximadamente, provêm de manuscritos diversos.
Em geral, a fábula começa pelo título, depois vem uma curta narrativa em prosa e, quase sempre, um epimítio.

No epimítio o fabulista freqüentemente apresenta aquilo que chamamos, na atualidade, de "moral da história". Os personagens são muito variados: homens e mulheres, personagens mais ou menos hist ricos, deuses e deusas, animais falantes — todos descritos de forma sucinta, porém muito viva.

O marido e a mulher difícil
Um homem tinha uma mulher de gênio muito difícil com todos da casa, e quis saber se também com os escravos do pai dela se comportava do mesmo modo; por isso, com uma desculpa bem arranjada, enviou-a ao pai. Depois de alguns dias, ela regressou e o marido perguntou como os
escravos a tinham acolhido. Ela respondeu: "os boieiros e os pastores olharam- me por baixo das sobrancelhas". E ele disse a ela: "Mas, mulher, se você se tornou odiosa a eles, que conduzem os rebanhos de madrugada e à tarde voltam, o que se pode esperar daqueles com quem você convive todos os dias?"
Assim, muitas vezes tornam-se evidentes as coisas grandes a partir das pequenas, e as ocultas a partir das visíveis.

Hermes e o escultor
Hermes, querendo saber da estima que gozava entre os homens, apresentou-se em forma humana na oficina de um escultor. Vendo uma estátua de Zeus, perguntou quanto era. Ao lhe responderem que era uma dracma, riu e perguntou quanto era uma de Hera, e responderam que era ainda mais cara. Vendo também a estátua dele, supôs que, por ser um mensageiro e também favorecer o lucro, era bem considerado por todos os homens. Por isso perguntou quanto era uma de Hermes, e o entalhador disse: " Se você comprar essas, eu a darei de brinde".
A fábula convém aos homens presunçosos, que não gozam de nenhuma consideração junto aos demais.

O lobo e o cordeiro
Um lobo viu um cordeiro bebendo no rio e quis devorá-lo através de um motivo bem fundamentado. Assim, colocou-se mais acima e depois acusou-o de turvar a água e não permitir-lhe beber. O cordeiro disse que bebia com o extremo do lábio e, além disso, não é possível do lado de baixo turvar a água do lado de cima. O lobo, falhando na acusação, disse: "Mas no ano passado você injuriou meu pai". E quando o cordeiro respondeu que nessa época nem tinha nascido, o lobo disse: "Se você tem justificativas de mais, não te comerei de menos".
A fábula mostra que para aqueles cujo propósito é injusto, nenhuma justificativa tem valor.

A leoa e a raposa
A leoa, reprovada pela raposa por ter um só filhote ao invés de muitos, respondeu:
"Sim, mas um leão.". A fábula mostra que a excelência não está na quantidade, mas na qualidade.

Wilson A. Ribeiro Jr.

22 de nov. de 2007

Impressionante

A felicidade


Felicidade é a certeza de que a vida não se está passando inutilmente.
Érico Veríssimo
Picture by Denis Nolet

A vantagem da feiúra


A feiúra tem uma vantagem: dura mais do que a beleza
Millôr Fernandes

O amor...


O amor é muito jovem para saber o que é consciência.
William Shakespeare

O amor não tem sentido...


Nunca consegui entender direito por que um amor acaba. Para Nelson Rodrigues (o maior frasista brasileiro de todos os tempos), “se acabou é porque não era amor”.
De todas as conjecturas, suposições e explicações que ouvi sobre o assunto, talvez a de Nelson seja realmente a mais sensata. E a mais radical, como tudo, aliás, que levava a sua assinatura. Mas, mesmo levando em conta a veracidade da frase rodriguiana, comecei a me perguntar de tempos para cá: quais são os indícios de que um amor acabou (mesmo não sendo amor, já que acabou)?

Semana passada, fui passear com minha superlinda amiga Natali no Jardim Zoológico Municipal. Era uma manhã azulada, realmente bonita, com uma luz propícia para a observação das cores que revestem os animais: as raias dos tigres saltavam aos olhos de tão definidas, as listras das zebras pareciam pinturas em movimento.
De repente, sem que nenhum aroma desagradável tivesse nos atingido (estávamos a milhas da jaula do gambá), Natali virou-se para mim com a seguinte frase: “Olha, Mantraman, terminei com o meu último namorado por causa do cheiro. Pode parecer completamente imbecil, o cara até que era legal, inteligente, bonito, mas, toda vez que eu ia me encontrar com ele, lembrava-me do seu cheiro e quase desistia de ir. Da última vez, não fui. Liguei e simplesmente disse que não queria mais namorar com ele”.

Ele ainda ficou alguns dias à procura de Natali para saber o porquê da súbita separação. Mas ela, com vergonha de lhe falar a verdade, disse-lhe simplesmente que precisava ficar sozinha por um tempo. Comigo também aconteceu algo semelhante tempos atrás. Só que a garota em questão não era uma namorada com quem eu me encontrava duas ou três vezes por semana: ela morava comigo e dormíamos juntos todas as noites.
E o curioso dessa história é que, à medida que fomos nos desentendendo por motivos que não cabem aqui explicar, e a nossa convivência foi ficando cada vez mais difícil e inviável, seu cheiro foi, proporcionalmente, ficando mais e mais insuportável para o meu olfato. Lembro-me que, quando nos separamos definitivamente, tive de fazer uma faxina de uma semana até que seu odor desaparecesse por completo da casa.
Outro indício de que um amor terminou é quando o senso de humor começa a ficar escasso.
O poeta modernista Oswald de Andrade escreveu o mais curto e mais contundente poema em língua portuguesa sobre o assunto. O título é Amor. E o poema em si: Humor. Nada mais. Quando um casal perde de vista a grande diversão que é oamor e começa a levar a coisa a sério, os leitores podem ter certeza: o resultado será estresse com separação imediata. Não estou querendo dizer que devemos nos comportar como hienas ou bobos alegres que riem de tudo e de todos. O senso de humor é uma arma sutil que, quando usado com inteligência e criatividade, pode, além de prolongar, deixar o relacionamento mais leve, e, é claro, divertido.
A mulher que mais amei em toda a minha vida foi a mulher com quem eu mais me diverti. Ela tinha um apuradíssimo senso de humor, algo nato. Rir com a pessoa amada é uma das melhores coisas que Deus colocou sobre a face da Terra. E o seu odor, ah, tanto o perfume que usava quanto o que exalava de seus poros mais secretos entorpeciam meus sentidos e me deixavam completamente louco. Eu disse no começo deste parágrafo “a mulher que mais amei”.
Mas eis um amor que parece que ainda não acabou. Talvez porque era amor. Amor mesmo.
Ciro Pessoa
Picture by Alfred Gockel

É preciso morrer


Nós estamos acostumados a ligar a palavra morte apenas à ausência de vida, e isso é um erro. Existem outros tipos de morte e precisamos morrer todo dia. A morte nada mais é do que uma passagem, uma transformação. Não existe planta sem a morte da semente, não existe embrião sem a morte do óvulo e doesperma, não existe borboleta sem a morte da lagarta, isso é óbvio! A morte nada mais é do que o ponto de partida para o início de algo novo.
É a fronteira entre o passado e o futuro...

Se você quer ser um bom universitário... mate dentro de você o secundarista aéreo que acha que ainda tem muito tempo pela frente.
Quer ser um bom profissional? Então mate dentro de você o universitário descomprometido que acha que a vida se resume a estudar só o suficiente para fazer as provas.
Quer ter um bom relacionamento? Então mate dentro de você o jovem inseguro, ciumento, crítico, exigente, imaturo, egoísta ou o solteiro solto que pensa poder fazer planos sozinho, sem ter que dividir espaços, projetos e tempo com mais ninguém.

Quer ter boas amizades?
Então mate dentro de si a pessoa insatisfeita ou descompromissada que só pensa em si mesmo. Mate a vontade de tentar manipular as pessoas de acordo com a sua conveniência. Respeite seus amigos, colegas de trabalho, vizinhos.

Enfim, todo processo de evolução exige que matemos o nosso "eu" passado, inferior.
E qual o risco de não agirmos assim?
O risco está em tentarmos ser duas pessoas ao mesmo tempo, perdendo o nosso foco, comprometendo essa produtividade, e por fim, prejudicando nosso sucesso. Muitas pessoas não evoluem porque ficam se agarrando ao que eram, não se projetam para o que serão ou desejam ser. Elas querem a nova etapa sem abrir mão da forma como pensavam ou como agiam. Acabam se transformando em projetos acabados, híbridos, adultos infantilizados. Podemos até agir, às vezes, como meninos, de tal forma que não matemos as virtudes de criança que também são necessárias a nós, adultos, como:brincadeira, sorriso fácil, vitalidade, criatividade, tolerância etc. Mas se quisermos ser adultos, devemos necessariamente matar atitudes infantis para passarmos a agir como adultos.
Quer ser alguém (líder, profissional, pai ou mãe, cidadão ou cidadã, amigo ou amiga) melhor e mais evoluído? Então, o que você precisa matar em si, ainda hoje, é o "egoísmo" e o "egocentrismo", para que nasça o SER que você tanto deseja ser !!
Pense nisso e morra! Mas... não esqueça de nascer melhor ainda!
"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."
Fernando Pessoa
Paulo Angelim
Picture by Enrico Bianco

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