30 de jun. de 2008

Um jantar


Existem mulheres que adoram receber os amigos. A facilidade com que organizam um jantar é invejável. Tudo funciona à perfeição e quando as pessoas vão embora elas estão felizes, já pensando no próximo.

Não é o meu caso. Porém, às vezes me dou conta de que não é possível ter tantos amigos e nunca convidá-los para nada; aí, tiro forças do meu peito e começo a sofrer.

Primeiro, com a lista. Quantos vou convidar? Teria que ser uns 30, mas isso seria demais para mim; decido dividir em dois jantares de 15. Abro a agenda, escolhendo as pessoas de quem mais gosto. Em seguida, tenho que ver se elas vão combinar umas com as outras. Lembro que A não se dá com B, que se chamar C não posso convidar D, pois eles tiveram um caso no século passado, essas coisas. É a primeira das complicações. Depois disso, começo a telefonar. Um não pode porque tem que acordar cedo no dia seguinte; o outro vai viajar e não garante se voltará a tempo; a outra fez uma plástica e não sabe se a cara já vai estar desinchada. Refaço a lista e em dois dias o problema fica resolvido. O primeiro deles.É hora de pensar na comida.

Já sei que um não come carne, é vegetariano, e a outra tem alergia a camarão. Decido então por uma massa, um prato de bacalhau e uma salada. A sobremesa vai ser comprada pronta, mas vou ter que servir várias frutas, pois a maioria está de dieta. Aí começa o problema das bebidas. Como era bom o tempo em que todo mundo bebia uísque e continuava com o mesmo copo durante e depois do jantar. Agora tem os copos e os vinhos; daqueles eu não entendo nada, e sei que alguns gostam de beber vinho, sendo que uns preferem o branco, outros o tinto.Vou a um fornecedor que me indicam e estipulo que nenhuma garrafa deve custar mais de 60 reais.

Mas de quantas vou precisar? E quem sabe? Como fui recomendada por um bom cliente, o vendedor me alivia: que eu leve uma caixa de cada um e o que sobrar posso devolver.Chega o dia e tenho que sair para comprar as flores, ir ao cabeleireiro, explicar à empregada como servir e em que travessas etc. etc. Às 7 horas da noite, a vontade é de ter um mal súbito, mas, na impossibilidade, tomo um tranqüilizante – o primeiro. Será que a comida vai dar? E os salgadinhos, meu Deus, os salgadinhos? Saio correndo para um supermercado e compro pacotes e pacotes de nozes, amendoins, damascos secos, que vou espalhando pela casa.

Isso depois de catar nos armários as cumbuquinhas certas, que, claro, não sei onde estão. E sempre sofrendo, sofrendo muito.Chega o primeiro casal e, como não tenho marido nem copeiro, pergunto o que eles gostariam de beber. Começa, então, a abertura dos vinhos. “Tinto ou branco?”E lá vou eu, tendo que ser gentil, alegre, agradável, lutando com o saca-rolhas. É claro que existem também os que bebem uísque ou vodca ou gim-tônica, bebidas que preciso ter de prontidão, fora a club soda, a água tônica normal e a light e o gelo, que não pode faltar.

Cruzes!Acaba dando tudo certo, todo mundo sai dizendo que adorou, quando é que vou fazer outro – ai! –, e eu, que não bebi uma só gota de álcool nem comi uma só migalha de nada, me espicho no sofá, tiro os sapatos e peço à empregada para me preparar um uísque enorme, com bastante gelo, enquanto olho para o teto repetindo: “Nunca mais, nunca mais”.Penso nas mulheres que fazem isso com a maior facilidade, com a maior alegria, que adoram ter gente em casa e se divertem muito quando recebem. E morro de inveja delas.
Danuza Leão

Especialistas alertam para a 'Síndrome da Segunda-Feira'


Depois de passar um final de semana viajando ou emendando uma balada na outra você começa a sentir tristeza, angústia, irritabilidade, desânimo e mal-estar no inicio da noite de domingo?

Você pode ser mais uma vítima da 'Síndrome da Segunda-feira' ou da 'Síndrome do Domingo'. "Durante o sábado e domingo recarregamos as energias para depois retomarmos a rotina.

Quando esse sofrimento é muito grande significa que a pessoa vai deixar de fazer o que gosta para fazer o que não gosta. Ela não encontra prazer no trabalho, está desmotivado", avisa a psicóloga Rita Calegari, chefe do setor de psicologia do Hospital São Camilo."Isso acontece com pessoas para as quais o trabalho tornou-se apenas uma fonte de sobrevivência, numa clara perda de identidade", complementa a psicóloga Heloísa Chiattone.

Nessas circunstâncias, Rita aconselha o indivíduo a rever sua vida profissional. "É preciso avaliar se ele é a pessoa certa na empresa errada, ou a pessoa errada na empresa certa e tentar mudanças. E enquanto elas não acontecem, fazer algo prazeroso como cursos ou trabalho voluntário na área que gostaria de estar atuando. Aí será possível fazer contatos que propiciem chances no futuro", explica.De acordo com Heloísa, é fundamental lembrar que o trabalho é apenas uma faceta na vida das pessoas. "Pode-se considerar que os sinais e sintomas relatados no domingo são a manifestação de insatisfação na vida profissional mas, em nível existencial, também refletem uma insatisfação maior, com a própria vida", enfatiza.

A 'Síndrome da Segunda-feira', no entanto, não é apenas um fenômeno psicológico. Segundo Alexandrina Meleiro, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, normalmente as pessoas desaceleram no final de semana, o que acaba afetando o metabolismo. "Dessa forma, a produção de alguns neurotransmissores - substâncias que fazem a ligação entre as células nervosas e que, entre outros fatores, são responsáveis pelas sensações de prazer - também sofre alterações. Como o efeito só fica evidente depois de mais ou menos um dia e meio, no domingo à noite apareceriam o desânimo e a insatisfação", ressalta Heloísa.
Adriana Bifulco

Solteira e feliz



Como não cair na furada de insistir numa relação frustrante só para não se sentir encalhada

"É melhor se sofrer junto que viver feliz sozinho”, diz um questionável trecho da canção Tomara, de autoria do poeta Vinícius de Moraes. Infelizmente, o verso faz parte da vida de várias de nós.

Mulheres que, apesar de saber da possibilidade de ficarem de bem com a vida sem namorado ou marido, preferem investir numa relação no qual não existe um pingo de amor ou paixão. No fim das contas, seguem à risca a letra da música e se mostram mais dispostas a sofrer junto em vez de buscar sós a verdadeira felicidade!

Exagero? “Muitas mulheres se relacionam com uma fantasia, com a idealização do parceiro, e não com a realidade do casal”, explicou, em entrevista exclusiva à Viva!, o escritor norte-americano Steven Carter, autor de Homens Gostam de Mulheres que Gostam de Si Mesmas. Isso significa não só compartilhar os dias com um homem aquém das expectativas – repetindo mentalmente as qualidades do moço para se convencer dos prós dessa união –, mas também estar com ele apenas pelos “benefícios” (de cunho social ou puramente imaginários) de ter um companheiro.

Uma dessas vantagens, por exemplo, seria diferenciar-se de uma colega solteirona, a “encalhada” da turma. Acompanhe então alguns motivos que aprisionam milhares de pessoas em uma espécie de infelicidade voluntária. Afinal, onde mora o perigo? :: Nas percepções equivocadas, tipo “as comprometidas são mais felizes” ou “solteiras vivem em busca de um parceiro”. Elas alimentam a idéia de que estar com alguém assegura sorriso no rosto. Companheiros não estão na lista dos supérfluos, mas passam longe de ser garantia de alegria irrestrita e infinita!

Algumas mães contribuem para perpetuar o lema “toda mulher precisa se casar”. Mas lembre-se: elas pertencem a outra geração. A nossa, felizmente, é mais libertária em relação às escolhas pessoais do sexo feminino. :: Na incapacidade de ser autosuficiente. Certas pessoas não são elas mesmas, mas o retrato de sua profissão, do local onde moram, das amizades e, claro, do seu companheiro. Assim, se algum dia são demitidas ou terminam a relação, perdem a identidade. “Ao supervalorizarem o status proporcionado por esses títulos, minimizam o vazio das relações superficiais”, diz Steven Carter. Por isso, independentemente do parceiro, as mulheres continuam a ser elas mesmas, repletas de defeitos e qualidades!

No medo de ficar sozinha.
Não há pesquisas indicando quantos homens se interessam por uma mulher no decorrer da vida dela, mas certamente a quantidade supera... um. Mesmo em um relacionamento saudável, essa não é a única chance de realização de alguém no amor. Agora imagine quando ela está mergulhada em uma relação longe da ideal – ou, pelo menos, satisfatória e prazerosa. Não se esqueça: somos responsáveis por nossa felicidade!
Paula Aftimus

A década de 50


A década de 50 foi marcada no âmbito social, político e econômico, por uma série complexa de transformações que insinuavam o perfil de um momento de uma "nova modernidade", que forneceria um ambiente estimulante para o desenvolvimento de sugestões renovadoras nas artes.

Não apenas a sociedade brasileira, mas todo o sistema internacional, experimentou mudanças extraordinárias.

Uma nova arrancada tecnológica ocorreu no interior de um processo de remanejamento das relações internacionais que permitia a certos países tipicamente "subdesenvolvidos", como o Brasil, alcançarem, dentro de certos limites e em determinados setores, um razoável padrão de modernização industrial.

O governo de Juscelino Kubstchek, cujo lema era "50 anos em 5", tinha como finalidade, com o seu "Programa de Metas", modernizar o Brasil dotando-o de indústrias de base e de bens de consumo.


É nesse período que a sociedade brasileira adquiria definitivamente sua feição urbana , movida pela ideologia do desenvovimento e pela associação com capitais externos, com a instalação de um novo e sofisticado parque industrial. Pela primeira vez em sua história, as massas urbanas despontavam no cenário político e a cidade transformava-se, sem possibilidade de retorno, no centro decisório da vida nacional.

Essa configuração de um setor urbano-industrial moderno estreitava, como nunca, os laços entre o processo social interno e a dinâmica do sistema internacional. Uma área considerável da população passava a desfrutar de uma experiência social cada vez mais próxima a dos habitantes dos maiores centros urbanos internacionais. Diminuíam as distâncias e aumentava a sensibilidade para as conquistas tecnológicas que repercutiam rapidamente na configuração do imaginário urbano e na própria conformação do cotidiano das grandes cidades.

Em 1950, o Brasil já tinha transmissões regulares de TV, sabia que um certo Peter Goldmark inventou o Long-play, no mesmo ano (1948) em que três americanos formularam a teoria dos transístores e construíram os primeiros exemplares; já ouvira falar em cibernética e no "cérebro eletrônico", criado em 1946, na Universidade da Pensilvânia, tinha notícia de que a Força Aérea dos EUA havia feito o primeiro vôo a jato cruzando o país e admirava o gênio de Einstein que expandira a fantástica Teoria da Relatividade na Teoria Geral do Campo.

Sete anos depois, já empolgados pela mobilização ideológica do desenvolvimento de JK, os brasileiros - que já haviam se surpreendido com a produção da primeira pílula anticoncepcional, (1952), com a exploração da primeira bomba de hidrogênio (1952), e com outras novidades incríveis como a vitamina B12 ou a invenção dos aparelhos de telefoto - ficaram sabendo que a URSS colocou em órbita um satélite artificial, uma nova lua chamada Sputnik.
Música, literatura, artes plásticas e as próprias jovens artes do século XX, como o cinema e a fotografia, voltavam-se para o espírito da invenção e da radicalidade dos grandes movimentos de vanguarda do início do século.
Após 1945, processou-se em alguns centros da Europa uma espécie de reavaliação e retomada de certos princípios das vanguardas que, de alguma forma, haviam-se perdido no emaranhado das duas grandes guerras.

É o caso do grupo Nova Música (Neue Musik), na Alemanha, que desenvolvia um trabalho de recuperação das sugestões de Webern e Schönberg. Uma nova geração de músicos como Pierre Boulez, Luigi Nono, Bruno Madena e Stockenhausen, passava a generalizar a noção de "série", aprofundando a experiência da música dodecafônica. No Brasil, em 1946, surgia o manifesto do grupo Música Viva, criado pelo regente alemão Hans Joachin Loeklreutter e integrado por jovens músicos, que atacava o conservadorismo nacionalista e retomava idéias de vanguarda, especialmente a partir de Schönberg. Da mesma forma em outras áreas, os primeiros anos do pós-guerra já sugerem a possibilidade de uma guinada no sentido da inovação.

Alguns signos dessa possibilidade podem ser encontrados em fatos com a inauguração dos Museus de Arte Moderna do Rio e São Paulo (1949 e 1948), da I Bienal de Arte de São Paulo(1951) onde pela primeira vez o brasil fazia uma exposição de arte com efetiva repercussão internacional e que trazia ao contato do público e dos artistas locais o que de mais contemporâneo se realizava no exterior, nos trabalhos de Niemeyer com Le Corbusier, e até mesmo a disposição de setores da burguesia paulista de financiar a Cia. Vera Cruz numa tentativa de implantar uma indústria cinematográfica.

29 de jun. de 2008

Fé, uma cahorrinha especial

Fé é uma cadelinha que nasceu em dezembro de 2002 com só três patas, as duas traseiras normais e uma dianteira deformada que foi amputada pouco depois do seu nascimento.

Sua dona, Jude Stringfellow, adotou Fé quando o seu dono original temendo a incapacidade tinha previsto uma eutanásia.

Não imponha limites a si mesmo. Muitas pessoas se limitam naquilo que elas pensam que conseguem fazer
. Você pode ir tão longe quanto sua mente deixar.

O que você acredita, você pode realizar!

Superação é poder fazer acontecer com as ferramentas que temos em mãos.
Superação é trabalhar da melhor forma possível independentemente do que pensem ou falem.

Superação é irmos além do que os outros acham que somos capazes.

Ter um amante


Para a generalidade das mulheres, - ter um amante significa - ter uma quantidade de ocupações, de fatos, de circunstâncias a que, pelo seu organismo e pela sua educação, acham um encanto inefável.

Ter um amante - não é para elas abrir de noite a porta do seu jardim.

Ter um amante é ter a feliz, a doce ocasião destes pequeninos afazeres - escrever cartas às escondidas, tremer e ter susto: fechar-se a sós para pensar, estendida no sofá; ter o orgulho de possuir um segredo; ter aquela ideia dele e do seu amor, acompanhando com uma melodia em surdina todos os seus movimentos, a toilette, o banho, o bordado, o penteado: é estar numa sala cheia de gente, e vê-lo a ele, sério e indiferente, e só eles dois estarem no encanto do mistério; é procurar uma certa flor que se combinou pôr no cabelo; é estar triste por ideias amorosas, nos dias de chuva, ao canto de um fogão; é a felicidade de andar melancólica no fundo de um cupé; é fazer toilette com intenção, o maior dos encantos femininos! Etc.

Estas pequeninas coisas, que enchem a sua existência, que a complicam em cor-de-rosa, que a idealizam - são a sua grande atracção. É o que amam. O homem amam-no pela quantidade do mistério, de interesse, de ocupação romanesca que ele dá à sua existência. De resto, amam o amor. Havia muito deste sentimento nas místicas e nas antigas noivas de Jesus. Amavam a Deus porque ele era o pretexto do culto.
Eça de Queirós
Picture by Danielle Hafod

A arte de viver bem consigo mesmo


Algumas pessoas não parecem fazer nenhum esforço para sentir-se bem consigo mesmas. Outras, no entanto, olham no espelho e nunca ficam felizes com o que vêem.
Por que? Leia e mergulhe nos segredos da auto-estima

“Auto-estima é o conjunto de crenças e atitudes que você tem em relação a si mesmo e ao pensamento de outros com relação às suas capacidades”, avalia o professor Marcos Antonio Françóia, e continua “poderia dizer que auto-estima é ter amor próprio, é se gostar, é ser positivo em relação aos acontecimentos da vida, por piores que pareçam.

Auto-estima é levantar ao amanhecer e lembrar que você está vivo para mais um dia e agradecer ao Ser Supremo por sua vida. É olhar-se no espelho e se achar lindo e gostosão, mesmo com uns centímetros a mais na cintura, cabelos faltando ou muitos já brancos. Ter auto-estima é ter autoconfiança, é ser feliz, ter auto-respeito, ser seguro, ser humilde, franco e transparente. É gostar do mundo.”

Parece impossível ficar tão de bem com a vida? Não desanime. Pelo menos até ter lido toda a entrevista que o Delas fez com o professor Françóia, um especialista em neurolinguística, cujas reflexões vão, com certeza, ajudar você a gostar mais da pessoa que vê no espelho todas as manhãs.

Auto-estima nasce com a gente ou vamos adquirindo?
Se considerarmos como nascimento o momento da nossa concepção, com pai e mãe se amando, no sentido do ato sexual, começamos a aprender a nossa auto-estima neste instante. Permita-me ficar somente nesta concepção de nascimento e início do aprendizado de auto-estima, mas se o amigo leitor quiser pode ainda incluir aprendizados passados que já trazemos conosco ao nascer.

A nossa auto-estima é construída a cada momento de nossa vida. E começa com um ato sexual amoroso, de respeito, de aceitação e responsabilidade por uma vida que pode estar sendo gerada. Depois, pelos pensamentos positivos da mãe, pelas conversas com o bebê. É construída por um pré-natal correto e por um parto tranqüilo. Até mesmo o famoso “tapinha no bumbum” ajuda a moldar nossa auto-estima. A auto-estima é construída pela nossa educação, pelos ambientes em que vivemos e pelas pessoas com quem convivemos.

Então, sem uma educação adequada ou um ambiente saudável uma criança vai ter problemas com a sua auto-estima?Sim, as chances são grandes. Porém, o mundo está cheio de exemplos de pessoas que superaram a tudo e viveram suas vidas de forma digna e feliz.

Nós temos o poder de decidir pela felicidade. Fatores inconscientes formam a nossa auto-estima, mas não significa que por ela estar baixa somente vivenciamos momentos ruins. Podemos acessar em nosso inconsciente nossos pontos fortes, nossos momentos de felicidade e de amor e, alicerçados nestes sentimentos superar nossos limites. Podemos reconstruir nossa auto-estima.

Como saber se a minha auto-estima está baixa?

Convivemos diariamente com pessoas que sinalizam uma “baixa-estima”. São pessoas que não confiam em seu potencial, que não se cuidam, pessoas que reclamam demais, pessoas que querem aparecer demais. Estes sinais, embora não signifiquem necessariamente problemas de auto-estima, sugerem alguma dificuldade nesta área. Para ilustrar vamos comentar alguns destes sinais e sugerir formas de fazer estes comportamentos trabalharem a seu favor e não contra você....

Não se vestir bem ou adequadamente.
Vestir-se bem não é usar roupa de grife ou mesmo o top da moda, mas vestir-se com roupas adequadas ao ambiente que você freqüenta, sóbrias, limpas, passadas, com cheiro de limpa, com calçados limpos;

Não procurar ter uma aparência saudável.
A roupa também ajuda a melhorar a aparência, mas não é só isso que melhora o astral. Mulheres maquiadas e penteadas sem exageros, homens de barba feita ou bem aparada, cabelo penteado, pessoas com cheiro de banho, com olhos abertos e atentos, cabeça erguida, um lindo sorriso no rosto, isto tudo melhora a aparência, e garanto, faz você se sentir um vencedor mesmo não querendo...

Viver reclamando que não consegue aprender nada, que ninguém gosta de você, que todos o desprezam, a vida está difícil etc.
Vá a luta! Ocupe seu espaço na vida! Se você ficar olhando o trem da vida passar ficará o tempo todo no mesmo lugar. Entre nesse trem e viva a vida como passageiro. Vigie seus pensamentos, olhe a vida com os olhos do amor, seja feliz; Fazer das doenças, de coisas negativas e até mesmo da vida alheia seus assuntos prediletos. Novamente, vigie seus pensamentos, pois o seu inconsciente pode se acostumar com tantas coisas ruins e além de te deixar de baixo astral pode resolver lhe presentear com tudo aquilo que você tanto pensa.

Levante a cabeça! Vista-se de campeão;

Não gostar ou ter medo de abraçar, de sorrir, de beijar, ou mesmo de ser abraçada ou beijada. Não gostar do dia do seu aniversário. Anuncie ao mundo que você está vivo e quer ser feliz. Este sentimento irá tomar conta de seu coração e de sua mente, lógico que sempre com uma boa dose de bom senso, mas faça, muitas pessoas vão querer estar do seu lado;

Ser arrogante, presunçoso, se achar sempre o máximo.
Aproveitar-se do desempenho alheio para se valorizar, gostar de levar vantagem em tudo, fazer questão de se mostrar muito seguro de si e gostar de estar em evidência. Este perfil de pessoas é muitas vezes confundido. Dá a impressão falsa de que você está cheio de auto-estima, mas cuidado, muita coisa pode se esconder por traz de tantas penas de pavão, como insegurança, necessidade de reconhecimento e valorização, solidão, incompetência etc.

Tipos como estes agradam por um tempo, mas um dia a máscara cai e aí uma recuperação pode ser difícil. Devemos praticar a humildade sempre. Reconhecer nossas imperfeições para mudar e valorizar os nossos pontos fortes e criar relacionamentos sinceros e duráveis. Quando traímos nossos valores, traímos nosso inconsciente e nossa auto-estima também;

Não ter objetivos, viver ao “sabor dos ventos”.
Não ter opinião e ser uma “Maria vai com as outras”. Estabeleça objetivos para sua vida, de curto e de longo prazo. Organize-se para atingi-los. Escreva o que, quando e como quer os seus objetivos. Vigie seus pensamentos e construa o seu futuro.

Não olhar nos olhos ou estar sempre de cabeça baixa ou, mesmo, não gostar de conviver socialmente, nas festinhas de amigos, restaurantes, show, turismo etc.

Valorize-se, acredite em seu potencial, não tenha nada a esconder, tenha uma vida transparente e digna, valide-se. Em estatística, validar algo é testar e reconhecer o valor do resultado.

Na vida, validar é reconhecer o seu potencial, e mais, o potencial das pessoas que convivem com você. Validar é ensinar, parabenizar, abraçar, beijar, sorrir, corrigir, encaminhar, dizer obrigado, por favor, levantar o polegar em sinal de positivo. Valide mais os outros, certamente os outros vão querer estar sempre perto de você e vão validá-lo. 

Cuide bem de seus relacionamentos sociais.
Poderia citar outros exemplos que caracterizam, porém não definem uma pessoa como tendo uma baixa-estima, mas ficamos com estes. Se sua auto-estima vai mal, a culpa é sempre dos outros?A todo o momento em nossas vidas estamos sujeitos a receber através de olhares, de comentários, de avaliação escrita ou de acontecimentos uma carga de críticas que podem derrubar a nossa auto-estima. Mas nós temos o poder de decidir se estas coisas vão ou não nos afetar.

Nossa auto-estima vai mal por nossa culpa, porque nós permitimos que outros pilotem o avião de nossas vidas. Se o avião bater em algum prédio, fomos nós que permitimos. Qual é o papel dos outros no desenvolvimento ou não de nossa auto-estima?Nossa auto-estima pode ser moldada pela nossa educação e pelo ambiente em que vivemos, mas isto apenas enquanto não aprendemos a tomar decisões ou enquanto dependemos de outros para tocar nossa vida.

A partir do momento em que você tem consciência para decidir sobre o que quer e o que não quer para sua vida, você não permite que os outros afetem sua auto-estima. Não é fácil, mas é uma questão de decisão, de querer ou não estar bem.

Agora, os “outros”, ou melhor nós, temos um papel fundamental para elevar a estima dos outros. Fazemos isto dando atenção, aconselhando às vezes, pegando na mão, sorrindo, mas o fundamental e é ouvir muito. Fazendo isso estaremos elevando a nossa estima. O que mandamos para a vida ela nos devolve potencializado.

Ouvi certa vez, de um amigo, que quando partirmos desta vida seremos muito cobrados pelo bem que deixamos de fazer pelos outros, mais até do que por aquilo que realizamos de bom. Muito do que escrevo ou falo não são palavras minhas, mas ensinamentos que recebi de outros através de diálogo, livros, estudos e observações. Acredito que tenho o dever de compartilhar e isto me faz bem.

Que outras formas existem de lidar com nossa auto-estima que não dependam tanto da aprovação ou não de terceiros?
Penso que mesmo trancando-se em casa para não ver mais a cara de ninguém ou mesmo quando partimos desta vida nunca deixamos de ser alvos de críticas e comentários destrutivos, negativos e muitas vezes injustos. A avaliação de terceiros deve ser encarada como crescimento, mesmo a avaliação negativa.

Certa vez, ouvi a seguinte frase de uma pessoa que considero muito: “Bendito sejam os vencedores que se vangloriam de suas qualidades e apontam nossos defeitos, pois mostram os nossos erros e o caminho para o sucesso.” Ouvi esta colocação de Tadashi Kadamoto. Não sei se é de sua autoria e nem se são exatamente estas as palavras, mas elas marcaram um momento em minha vida. Acredito que encarando a crítica desta forma enfrentaremos os momentos difíceis com sabedoria e dignidade. Com certeza ainda vai doer, mas com menor intensidade e por um tempo menor.

Existem formas ou técnicas ou truques para desenvolver a auto-estima?
Nas respostas anteriores já existem algumas dicas para melhorar a auto-estima, mas poderia resumir assim:

Ame-se incondicionalmente. Admire-se muito, acostume-se com sua imagem. Procure um bom fotógrafo e faça um retrato com uma roupa de “casamento”. Seja modelo por algumas horas. Admire seus traços, seus olhos, seu jeito.

Filme-se com uma câmera caseira. Converse, cante, ria e fale com você mesmo e depois assista ao filme muitas vezes, até se acostumar com sua voz e imagem. Repare que em seu jeito tem muita coisa para ser admirada e talvez você seja muito parecido com pessoas de quem que você gosta, então você também é especial;

Leia muito, leitura saudável, livros de auto-ajuda;

Olhe para os lados e perceba que há pessoas em pior situação que você. Visite orfanatos, hospitais, lares de idosos. Distribua carinho e sentirá uma energia fantástica tomando conta de você;

Desperte seu lado intelectual. Estude, faça cursos, participe de palestras, leia livros técnicos. Agregue valor a sua empresa chamada Você S/A. Você será notado, requisitado;

Tenha uma crença espiritual. Confie em seu Ser Supremo, seu Deus, o Ser de Luz, dentro de sua crença. Ele sabe responder as suas dúvidas;

Exponha-se mais, arrisque-se, mostre-se ao mundo. Viva em sociedade. Crie relacionamentos sinceros e duráveis. Escreva cartas, telefone, talvez até valha a pena arrumar um profissional especializado para te ouvir e te guiar.

Agora, cuidado! Coloque um filtro para: 
Convivência com pessoas negativas, pessimistas, pessoas egoístas e interesseiras; Locais que não condizem com suas crenças e valores; Vícios diversos; Sede de poder, de possuir exageradamente coisas materiais; Despreocupação com sua saúde. Filtre e extraia o que é positivo.

Falamos sobre gente que aparenta uma boa auto-estima, mas que funciona como uma máscara que esconde problemas. Como podemos identificar se não estamos enganando a nós mesmos? Também tenho meus momentos de baixa-estima, porém levanto a cabeça e vou à luta. O importante é aceitar que todos estamos sujeitos a momentos de depressão, mas devem ser apenas momentos. Não podemos confundir amar a si mesmo com egoísmo.

A pessoa que se ama tem um despertar de consciência. Ela procura crescimento, estudo, evolução espiritual e intelectual e isso a leva a se entregar, a se desprender de interesses individuais. A pessoa que realmente se ama gosta de ver os outros felizes.
Porém, pessoas que se amam egoisticamente são infelizes, buscam a posse, o domínio, gostam por interesse, para atender as suas necessidades. Amam somente por prazer e quando ele acaba também acaba o “amor”.

Ame-se! Seja feliz! Arrume um amante! Um texto que recebi recentemente de uma amiga dizia que temos que ter um amante para sermos felizes, seja um amante-trabalho, um amante-estudo, um amante-filhos-para-cuidar, livros para ler, internet para bate-papo, um amante-esporte para praticar, quadros para pintar, ou mesmo um amante-parceiro que te respeite e que pode ser até o que você já tem, mas todos devemos nos ocupar com nossos amantes e ser felizes
Marcos Antonio Françóia

28 de jun. de 2008

A Seguradora nunca vai acreditar...

A Terra do Cobertor


A Terra do Cobertor
Quando fiquei doente e de cama,
Eu tinha dois travesseiros,
E muitos brinquedos ao meu lado,
Por uma hora ou duas,
Assisti meus soldados marcharem,
Imbatíveis, em seus uniformes diferentes,
Entre as colinas e vales dos cobertores.
Algumas vezes, eu mandava meus navios
Para cima e para baixo entre os lençóis,
Ou derrubava minhas árvores e casas
E construía cidades à minha volta.
Eu era o gigante do tipo calmo,
Que senta na montanha de travesseiros
E vê, a sua frente, vales e planícies,
A terra agradável do cobertor.
Robert Louis Stevenson

Belíssima poesia enviada pelo Ilvor de Curitiba, a quem prestamos a homenagem com a imagem do Parque Tanguá.

Árvore solitária


A tempestade arranca a árvore solitária
Ensinamento do Budismo

Para refletir e praticar


Nunca se justifique para ninguém.
Porque a pessoa que gosta de você não precisa que você faça isso, e quem não gosta não acreditará.
Não deixe que alguém se torne uma prioridade em sua vida, quando você é somente uma possível opção na vida dessa pessoa.
Relacionamentos funcionam melhor quando são equilibrados.
De manhã quando você acorda, você tem simplesmente duas opções: voltar a dormir e a sonhar ou levantar e correr atrás dos seus sonhos. A escolha é sua.
Nós fazemos chorar aqueles que cuidam de nós.
Nós choramos por aqueles que nunca cuidam de nós.
E nós cuidamos daqueles que nunca vão chorar por nós.
Essa é a vida, é estranho mas é verdade.
Uma vez que você entenda isso, nunca será tarde demais para mudar.
Não faça promessas quando você estiver alegre.
Não responda quando você estiver triste.
Não tome decisões quando você estiver zangado.
Pense duas vezes.... Seja esperto.
O tempo é como um rio.
Você nunca poderá tocar a mesma água duas vezes, porque a água que passou nunca passará novamente.
Aproveite cada minuto da sua vida...
Se você continuar dizendo que está ocupado, então você nunca estará livre.
Se você continuar dizendo que não tem tempo, então você nunca terá tempo.
Se você continuar dizendo que fará isso amanhã, então o amanhã nunca chegará.
Picture by Mandy Wilkinson

Teste genético para câncer de mama estaria próximo


Cientistas britânicos disseram estar próximos de desenvolver um teste para identificar defeitos genéticos que elevam o risco de câncer de mama.

Em um artigo na publicação New England Journal of Medicine, eles sugerem que os testes poderiam ser aplicados a todas as mulheres acima de 30 anos, para determinar quais delas seriam examinadas regularmente para identificar os sinais da doença.

Os cientistas sabem que o risco de câncer de mama é determinado em parte pela herança genética da mulher e em parte por outros fatores, como o estilo de vida.

Testando pessoas com histórico familiar da doença, eles descobriram quais genes parecem estar contribuindo para este risco. O mais conhecido fator são defeitos nos genes BRCA1 e BRCA2, mas existem vários outros.

Os cientistas afirmam que está se tornando possível descobrir o risco de as mulheres desenvolverem câncer de mama olhando apenas as combinações dos genes.
A técnica seria importante para identificar a idade certa em que as mulheres precisam fazer os caros exames de ressonância magnética para detectar a doença.

Uma mulher com baixo risco, segundo o método desenvolvido pelos cientistas britânicos, poderia começar a fazer testes apenas a partir dos 50 anos, enquanto uma mulher com alto risco teria de realizar os exames a partir dos 30 anos.

"Nós estamos a poucos anos de uma nova e poderosa geração de testes genéticos para câncer de mama", disse o cientista Paul Pharoah, da Universidade de Cambridge.
O teste, segundo ele, seria barato e simples, usando apenas a saliva das mulheres.

"Nós esperamos que essa tecnologia se desenvolva muito rapidamente na próxima década, então é importante pensarmos em como podemos aprimorar os ganhos conquistados até agora", disse Bruce Ponder, do National Institute for Clinical Excellence.
Uma porta-voz do grupo britânico de apoio a pacientes de câncer MacMillan Cancer Support disse que continua apoiando a realização de testes de ressonância magnética para todas as mulheres, independente da composição genética.
"Nós pedimos a todas as mulheres que não evitem as ressonâncias. É um recurso que pode poupar vidas e todas as mulheres deveriam usá-lo."
BBC

27 de jun. de 2008

As fases líquidas da vida


Ciclo da vida

O sucesso é:
Aos 2 anos, conseguir andar.
Aos 4 anos, não mijar nas calças.
Aos 12 anos, ter amigos.
Aos 18 anos, ter carteira de motorista.
Aos 20 anos, fazer sexo.
Aos 35 anos, dinheiro.
Aos 50 anos, dinheiro.
Aos 60 anos, fazer sexo.
Aos 70 anos, ter carteira de motorista.
Aos 75 anos, ter amigos.
Aos 80 anos, não mijar nas calças.
Aos 90 anos, conseguir andar.
Sucesso para você.
Assim é a vida.
Aproveite-a enquanto há tempo!

O inferno (Divina Comédia)


E ele a mim: 'Todos tiveram a mente
tão ofuscada pelo amor às riquezas na vida terrena,
que não despenderam nada com equilíbrio'
Dante Alighieri
Picture by Manabu Mabe

Provações diárias


Muitas situações da vida aparecem como provas para tornar você mais forte. Imagine o mundo como um oceano, cheio de ondas.

Há as ondas grandes, as médias e as pequenas. Algumas delas chegam à praia para pegar coisas; outras despejam coisas fora.

O mundo é igual.

Situações boas e ruins vêm e continuarão a vir, sempre. Portanto, diante do inevitável, o importante é a experiência que você acumula a cada desafio que decide enfrentar.
Brahma Kumaris

Em vez de revelação, tenha percepção


Algumas pessoas acham que de uma hora para outra vão encontrar a sua grande resposta. Passam a vida inteira esperando a revelação que responderá a todos os seus questionamentos, resolvendo as incertezas e mostrando o caminho ideal para o que anseiam.

De tanto acreditar na brilhante descoberta, não percebem que a todo momento recebem sinais que indicam as respostas procuradas. Barry Siskind determinou, no livro Voe como as Águias, Sete estratégias para viver mais confiante. Segundo o autor, uma das estratégias é definir as certezas.

Nesse ponto, ele explica que uma revelação não é um acontecimento. É um despertar. "Muitos de nós esperamos por um momento iluminado, no qual diremos: 'Ah! Achei!' Esse instante é uma ilusão. Não é uma virada, em que, de um lado, existe um vazio e, do outro, a resposta. "O que Barry está dizendo é que você não precisa esperar essa tal revelação, talvez nunca a tenha, mas deve ficar atento, pois a todo momento recebe sinais.

Se ouvir mais, observar melhor, prestar atenção a sua volta e questionar o que acontece, perceberá que há sempre algo indicando outros caminhos, soluções diferentes. Dê mais crédito também a sua voz interior. Pare de procurar lá fora as respostas que estão dentro de você. Quantas vezes você se pegou pensando: "Isso não é certo" ou "Não deveria fazer assim"? Mas fez e depois se arrependeu por não ouvir sua voz interior?

Ou seja, muitas vezes, você tem a informação, pois sabia que estava fazendo errado, mas simplesmente não a enxerga pelo que ela realmente é ou não dá o valor que ela merece. Quais sinais você está ignorando? Será que este texto não é um sinal para prestar mais atenção nos sinais que você recebe? Espero que ajude você a ter uma nova maneira de perceber o que acontece ao seu redor.
Motive-se!
Karen Jardzwski

26 de jun. de 2008

Avareza


Precavei-vos cuidadosamente de qualquer cupidez, pois mesmo na abundância a vida do homem não é assegurada pelos seus bens
Evangelho de Lucas 12,15
Picture by Yugo Mabe

Tolo


Tolo é aquele que naufragou seus navios duas vezes e continua culpando o mar
Publilus Syrus

Amor, estranho amor


A revista francesa "Le magazine des voyages de pêche" na sua edição nº 56, traz uma notícia espantosa: uma história de amor admirável.

Arnold Pointer um pescador profissional do sul da Austrália libertou uma grande fêmea de Tubarão Branco (Carcharodon carcharias) das redes de pesca em que tinha ficado presa, livrando-a de uma morte certa.

Agora este pescador tem um problema: ele afirma :"Há dois anos que ela não me larga. Ela segue-me para toda a parte. A sua presença faz fugir os peixes que quero pescar. Não sei mais o que fazer.

Efetivamente, difícil de se livrar de um tubarão de uma espécie protegida medindo 5 metros, estabeleceu-se uma afeição mútua entre Arnold e "Cindy".

Arnold diz "A partir do momento que paro o barco ela aproxima-se, vira-se de costas para que eu lhe acaricie o ventre e o pescoço, ela grunhe, rola os olhos, bate com as barbatanas...

Estações


Olhe bem para o planeta em que vivemos, existem recantos maravilhosos, praias que lembram o paraíso, florestas que nos convidam para uma expedição, pradarias que se perdem de vista e encantam, mares tão azuis que nos paralizam. Montanhas mostram seu encanto ao longe, geleiras translúcidas e misteriosas convidam para a exploração. Tudo lembra a perfeição...

Mas, existem os lugares inóspitos, desertos que ninguém quer atravessar, vulcões que entram em erupção e matam, penhascos que causam medo, cachoeiras violentas, e até um mar morto...Ninguém quer comprar um pacote turístico para sofrer no meio do deserto, nem visitar aquele país encantador no meio do inverno mais rigoroso. Por isso existem as altas e baixas temporadas...

Assim também é a nossa vida...Em nós, os desertos são as provações, os momentos difíceis em que nos sentimos perdidos; as geleiras são os momentos de solidão, quando nos sentimos abandonados; os vulcões em erupção são nossas explosões, nossa ansiedade, medos e temores. Com certeza vamos passar por muitas situações,assim como podemos viajar para muitos destinos,teremos momentos de puro prazer, como a linda praia no pacífico, e momentos angustiantes, como uma tarde no Saara sem água.

O mais importante é viver cada "paisagem"como quem aprende uma lição, para não sair mais para o deserto sem água, não mergulhar sem o colete salva-vidas, não subir a montanha sem um guia e fugir quando o vulcão começar a vomitar lava. Aprender a reconhecer em nós mesmos, as diferentes paisagens que nós criamos, pode transformar a nossa vida; na serenidade do mar azul que sonhamos, na tranquilidade da montanha silenciosa e seremos tão desejados como a praia no verão.
Enquanto isso, curta a "alta temporada", abasteça-se dos momentos felizes e prolongue-a até onde puder.Tire férias da dor e sorria!
Paulo Roberto Gaefke

25 de jun. de 2008

O intrometido


Certo dia , estava viajando por uma rodovia e parei em um posto de serviços para abastecer o veículo, tomar um café. Aproveitei então para ir ao banheiro e, lá chegando, no sanitário ao lado havia outra pessoa.

Não costumo conversar com desconhecidos, prefiro ficar viajar anonimamente. Principalmente em banheiros públicos não puxo conversa com ninguém, nunca se sabe não é ...
Foi então, que ouvi : Oi, como vai?
E por educação, respondi: Eu vou bem, obrigado!!

Por onde você tem andado?
A pergunta me pareceu estúpida, mas mesmo assim respondi:
Acredito que igual a você, estou viajando!

Posso saber para onde vai?
Embora me sentindo incomodado com a pergunta, novamente respondi:
Sim, claro, estou indo a São Paulo e posteriormente, a Campinas!
Suponho que vai atrás de um bom negócio!
Totalmente arrependido de ter dado sequência à conversa, ainda respondi:
Sim, vou! Espero que o resultado seja positivo!

Olha, logo eu volto a te ligar, é que a bateria do meu celular está no fim e, além disso, tem um intrometido muito inconveniente aqui ao lado que responde tudo que eu te pergunto.

Moral da história:
Limite-se a fazer o que está de acordo com o local onde se encontra.

Caixa de bombons


Há duas épocas na vida, infância e velhice, em que a felicidade está numa caixa de bombons
Carlos Drummond

Sonho


No coração do sonho, estou sozinho. Estou no isolamento perfeito da criatura diante do mundo
Albert Béguin
Picture by Marli Pereira Oliveira

Verdadeira amizade


A felicidade de um amigo deleita-nos.
Enriquece-nos.
Não nos tira nada.
Caso a amizade sofra com isso, é porque não existe
Jean Cocteau
Picture by Dennis Esteves

Azeite a alho

Uma conhecida resolveu experimentar o uso de alho com azeite Leia o relato dela: Uso 3 dentes pequenos ou 2 se for dos maiores, bem picadinho direto no prato, sirvo a comida normalmente no prato e depois coloco 1 colher de sopa de azeite de oliva por cima de tudo e como com muito apetite! Resultado: Iniciei o tratamento em 14/7/2006, em 2 meses eu emagreci 6.800 kg e no dia 23/10/06 voltei na minha endocrinologista e ela boquiaberta me informou que teria que alterar a dosagem do meu remédio para o hipotireoidismo, pois a coisa reverteu. Meu TSH (Thyreoidea-Stimulierendes Hormon = Thyreotropin) que era 9,20 baixou para 0,09 quando a taxa considerada normal, em um organismo em que a tireóide funciona normal vai de 0,27 a 4,20 mUi. Não utilizo mais os remédios de hipertensão, porque já não são mais necessários. Em síntese, estou muito feliz com esse processo todo. E pretendo continuar com o uso, meu principal problema é seguir com somente a medida indicada, porque adoro alho e azeite de oliva! Mais uma dica para pessoas que têm problemas com colesterol e pressão alta. Há dez meses meu coração estava cansado segundo o cardiologista. Fiz eletro, chapa de tórax, exame de sangue. Nessa época estava com derrame de sangue na vista e cego do olho esquerdo. Lí na internet as propriedades do azeite virgem e do alho. Comi alho e azeite de oliva por dez meses, todas as noites, à base de 1 dente/20 quilos de peso. Há 15 dias fui de novo ao cardiologista. Coração forte, fiz eletro, chapa de tórax e exame de sangue. Vindos os resultados o médico me segurou por mais de 30 minutos para que eu explicasse como eu havia conseguido isso. Visão perfeita, coração forte, artéria aorta retificada (estava sinuosa), área cardíaca, pulmonar e vias respiratórias normais, ácido úrico baixo, glicemia baixa, triglicérides baixo, colesterol baixo, THC da tireóide baixo. Azeite virgem É cicatrizante, antiinflamatório, baixa o colesterol e os triglicérides quando se evita outras gorduras e o açúcar refinado. Use, no mínimo, durante 90 dias para que se sinta ótimos resultados. Dosagem: 1 a 2 colheres das de sopa ao dia. Alho 1 dente de alho roxo a cada 20 quilos de peso ao dia. Pode ser tomado engolindo-se inteiro, cru, como pílula. Ex: Pessoas com oitenta quilos, 4 dentes de alho ao dia, espaçando-se um a cada refeição. Impede trombose, facilita a circulação em artérias e arteríolas, melhorando o funcionamento de todos os órgãos, é antibiótico contra vírus e bactérias. Limpa as vias respiratórias. Em três meses caem todas as verrugas. Desaparecem as gripes e os resfriados. Juntar o alho cru esmagado com azeite. Deixar repousar o macerado por pelo menos 2 horas antes de usar. Pode-se tomar com um caldo de carne, galinha ou de legumes bem quente derramado sobre a mistura e adicionar pão, novo ou velho de preferência o integral. É um alimento energético a ser tomado à noite por ser calmante, proporciona um sono profundo e reparador, afora todas as propriedades citadas anteriormente. Indicado principalmente para crianças e idosos. O azeite atenua o cheiro e o gosto do alho e não deixa bafo halitoso no dia seguinte. Como melhora a circulação em geral, melhora todos os órgãos internos, o que é evidente em diabéticos, pois estabiliza em 30 dias os casos menos graves. Neste caso pode-se esmagar o alho como dose única, um dente de alho para 20 quilos de peso, misturados ao azeite. Normaliza a pressão em menos de 30 dias. Dê preferência ao pão integral. Previna-se contra qualquer tipo de gripe ou infecção tipo virótica.

24 de jun. de 2008

Crianças e a responsabilidade


Precisamos de famílias para criar nossas crianças. Os pais precisam entender que a responsabilidade não acaba na concepção. Eles precisam entender que o que faz um homem não é a capacidade de gerar uma criança, mas a coragem para educá-la.
Barack Obama

Australiano é preso por usar cadeira de rodas bêbado


A polícia da cidade de Cairns, no norte da Austrália, indiciou um homem por dirigir bêbado com uma cadeira de rodas motorizada.

Os policiais encontraram o homem, de 64 anos, na manhã de sexta-feira na saída de uma movimentada auto-estrada da região.
A cadeira de rodas estava ligada em alta velocidade, mas o homem estava dormindo. Ele estava com 0,31 de nível de álcool, seis vezes acima do limite permitido.

Quando os policiais o acordaram, o homem disse que estava indo visitar alguns amigos. Ele terá de se apresentar a um tribunal no próximo mês. Bob Walters, o chefe de polícia local, disse que a atitude do homem foi "uma receita para o desastre". "É fora da lei, é inaceitável e as pessoas deveriam perceber que isso pode levar a fatalidades", disse o policial ao jornal local Cairns Post. Ele disse que a polícia também pode punir quem conduz cavalos, bicicletas e skates sob efeito de álcool.

BBC

Minha filha cresceu



Qual seria o objetivo fundamental do namoro?

Primeiramente é o auto conhecimento.
Quando nos relacionamos com alguém, principalmente na intimidade, nossas características positivas ou negativas aparecem.

O outro se constitui num limite para nós, já que não podemos funcionar como uma criança, que imagina ser o centro do universo e que tem o mundo a seu serviço.

O segundo objetivo do namoro é aprender a amar: respeitar o outro como indivíduo, ficar alegre com a alegria dele, partilhar o próprio ser com o outro, incluindo aqui o partilhamento do próprio corpo, afetivo e sexualmente. Ao crescer um pouco, a criança brinca com outras crianças, mas prefere aquelas que se parecem mais com ela, ou seja, as do mesmo sexo.

Menino brinca com menino e menina brinca com menina. E, finalmente, na adolescência chega o momento de arriscar no relacionamento: “brincar” com alguém do outro sexo. Os pais devem ter um pouco de paciência nas primeiras escolhas dos filhos. Tudo na vida é um processo, nada está pronto, nada está terminado. No campo amoroso também é assim, cada relacionamento afetivo é um aprendizado para o próximo.

Aprende-se namorar, namorando. O papel dos pais é ensinar o filho a escolher e a enxergar e não escolher e enxergar no lugar deles. Não é impor a própria percepção e fazer de tudo para que o filho termine o namoro indesejado. É ajudar o filho a enxergar, é ajudá-lo a ter a própria escolha, é falar com ele das suas experiências e deixar que tome as suas decisões. Não há mérito e nem aprendizado no fato de o filho terminar um namoro porque os pais não gostam do namorado.

O mérito está no próprio filho perceber a inadequação da escolha na construção da própria felicidade e escolher, por conta própria, terminar com consciência o relacionamento. Os pais devem focar dois aspectos prioritários: a felicidade do filho e sua capacidade de decisão. O respeito à liberdade do filho sugere que a responsabilidade de ser feliz é dele. Diálogo, orientação, respeito à autonomia é garantia de adultos responsáveis pela construção da própria felicidade. Os pais que tratem do próprio ciúme e deixem os filhos crescerem no caminho do amor.
Antônio Roberto

Cinco Anos Para Mudar De Vida


Quantos anos você tem? Há quanto tempo você trabalha, nem sempre fazendo oque gosta? Está feliz assim? Plenamente feliz?

Responda diante do espelho. Cada pessoa vem ao mundo com uma missão maravilhosa a cumprir, mas poucas descobrem isso a tempo. A maioria segue sendo empurrada pelas tarefas do dia-a-dia, até que as pernas cansam, os olhos nublam e...

Por que isso acontece? Por que há tanta gente chateada, recebendo menos do que têm direito? Por que a vida parece tão injusta para a maioria, enquantoalguns poucos gozam como reis? Diferenças sociais, culturais, falta de oportunidade... Será que é mesmoisso? Ou melhor, será que é SÓ isso? As condições podem ser diferentes no início de nossas vidas, mas estamos cheios de exemplos de pessoas que vencem condições adversas e hoje contam histórias de sucesso.

Da mesma forma, conhecemos muita gente inteligente,capacitada e trabalhadora, penando para sobreviver...Será que o sucesso é realmente definido pelo berço ou pela sorte? Não seja tão ingênuo. Olhe para qualquer pessoa bem-sucedida e veja a sua história de luta. Não estou falando de ricos herdeiros, mas daqueles que desbravam novas terras. Estou falando de empresários, artistas, empreendedores e líderes, de um modo geral. Pessoas que suam a camisa por muitos anos, antes de alcançarem o posto que almejam.

Será que é preciso treino e dedicação para se tornar um Ronaldinho, Guga ou Ayrton Senna? Quanto treino? Quantas horas por dia? Por quantos anos? O que eles fizeram antes de se tornarem ídolos? Pare e pense. Será que o Sílvio Santos teve as condições ideais quando começou? Será queele tinha sábados, domingos e noites livres para se divertir, antes de construir seu império? Ou será que ele trabalhou duro, por vários anos, até chegar aonde está? Artistas de TV e modelos fotográficos: será que é fácil desenvolver esses talentos, manter a forma com exercícios e dietas, mudar o cabelo, viajar e encarar o mundo ainda jovem, em nome de um sonho que a família inteira contesta?

Por quanto tempo Gilberto Gil, Tom Jobim ou Marisa Monte tiveram que estudar música para chegarem ao nível de produção sofisticada e reconhecimento que alcançaram? Quantas noites sem dormir, compondo e treinando, às vezes na estrada, longe dos seus? Exceções existem, mas a regra é clara: visão, determinação e consistência. Basta olhar ao seu redor e pesquisar as pessoas de sucesso, reconhecidas e valorizadas pelo seu trabalho. São pessoas que estudaram muito e abdicaram do lazer por vários anos, antes de se tornarem o que são.

Elas superam provações que talvez você não conseguisse suportar. Reconhecer isso é o primeiro passo para vencer também. Pessoas de sucesso não perdem tempo descansando antes da hora. Tudo é planejado e racionado, até que ultrapassam a linha de chegada. Essas pessoas não se dão desculpas e têm suas prioridades muito claras. Elas mantém oritmo apesar dos obstáculos e não reclamam das condições em que se encontram. Elas simplesmente criam escudos e vão a luta, sem esperar que os outros facilitem as coisas. Nada abala a confiança e a atitude dos vencedores.

A paixão que move montanhas
Um traço de caráter que você vai encontrar em todas essas pessoas é um profundo amor pelo que fazem. Elas entendem claramente sua missão e não desistem jamais. O vencedor nunca desiste de ser feliz. Para chegar a esse grau de comprometimento, só há um meio: descobrir sua verdadeira vocação e focalizar, com toda a energia, um alvo lá na frente. A partir daí, não importam as dores, renúncias, críticas e perdas. Nada pode impedir uma pessoa determinada a perseguir sua realização. Erros e atrasos podem acontecer, desde que a bússola continue apontada para a direção correta. Qual direção? Cada um sabe a sua.

Se você abandona sua vocação por medo de não ter espaço no "mercado de trabalho", pela opinião dos outros ou pelas condições impostas pela vida, fique atento às oportunidades. Você pode mudar isso a partir de hoje. Basta querer realmente buscar sua realização. A maioria das pessoas vivem pela metade porque não sentem paixão pelo que fazem. Por isso, valorizam demais o tempo de descanso e lazer, para esquecerem que desistiram de sonhar. Por outro lado, pessoas que investem o tempo naquilo que realmente toca ocoração, têm um brilho diferente nos olhos e seu ímpeto contagia os outros.

As portas se abrem com mais facilidade quando se é autêntico, conhecedor e determinado. Quando toda a sua energia é alinhada com a missão pessoal, você é capaz de realizar o que parecia improvável.
Sergio Buaiz
Picture by Anthony Falbo

23 de jun. de 2008

O galã

A verdade


A verdade nem sempre é bela, mas a fome de verdade, sim
Nadine Gordimer

Sonhos


Os homens, enquanto não forem completos e livres, hão-de sonhar sempre de noite
Paul Nizan

Falta ambição às mulheres?


Hoje, as mulheres têm, como nunca tiveram antes, mais oportunidades para atingir seus objetivos de vida.

Então, por que muitas delas abandonam seus sonhos?

Não é uma questão de falta de ambição: jovens garotas intimamente vislumbram se tornar grandes líderes no mundo dos negócios, diplomatas, artistas e cientistas.

Todas elas esperam obter os dois ingredientes essenciais para se sentirem realizadas: dominar habilidades importantes e obter reconhecimento pelo seu sucesso.

Porém, quando se tornam mulheres e ingressam na arena profissional ou iniciam a vida familiar, sucumbem aos poderosos imperativos culturais que equacionam ambição e busca por reconhecimento com falta de feminilidade. O resultado? Para serem vistas como femininas, as mulheres negam seu lado ambicioso, abrem mão do próprio reconhecimento e, pior ainda, abandonam seus sonhos. Para reverter essa situação, as mulheres precisam ser ambiciosas em relação à ambição – e isso inclui conectar-se com pessoas que têm poder, para conseguir avanços no trabalho e elogios públicos sobre seu sucesso.

Quando as mulheres atingem a maestria em novas competências e ativamente clamam por reconhecimento, elas obtêm mais do que objetivos; elas enriquecem a si próprias e, inclusive, as organizações a que pertencem. Se você é mulher, listamos, a seguir, algumas estratégias para administrar os obstáculos existentes às suas ambições:

Organize-se politicamente: as mulheres vão atrás de suas ambições apenas quando se sentem seguras de que não colocarão em risco os cuidados que dedicam aos seus filhos. Diante disso, elas devem organizar-se com outras mulheres e formar um grupo com um objetivo comum: dar suporte às mães.

Não permita que a sociedade as defina: as mulheres têm muitos papéis conflitantes aferidos a elas: mãe devotada, símbolo sexual, profissional inovadora, esposa dedicada, funcionária competente, dona de casa talentosa, etc. Para ficar acima dessa confusão, defina seus próprios valores, prioridades e identidade. Molde uma vida que tenha significado profundo para si mesma e que ofereça satisfação intensa.

Busque ativamente o reconhecimento: se o reconhecimento não ocorrer espontaneamente, faça conexões com mentores, colegas de mesmo nível hierárquico e pessoas com poder, mesmo que de forma forçada, para facilitar que isso ocorra. Supere todo tipo de resistência pessoal para cultivar relacionamentos baseados em conveniências.

Perceba que nunca é tarde: nunca assuma que é muito tarde para adquirir novas competências, obter promoções ou obter suporte de admiradores.
Anna Fels - Harvard Business Review

A saúde da família: Faça as pazes com a sua


O ser humano é o único ser vivo que nasce completamente dependente de terceiros para a sua sobrevivência.

Assim, a família não exerce apenas uma função biológica através da procriação, mas desempenha ainda a função vital de suprir as necessidades básicas individuais, garantindo alimentação, higiene, roupas e outros bens materiais, assim como a proteção indispensável para a manutenção da integridade física.

Ela assume também uma função formativa que visa atender as necessidades afetivas e espirituais, contribuindo para a assimilação de valores e para a socialização de seusmembros.

A principal necessidade do ser humano é sentir-se pertencer, sentir-se amado e acolhido. Ele precisa também encontrar um sentido existencial e uma perspectiva de transcendência, pois não se trata apenas de sobreviver, mas de abraçar a vida e enxergar a sua vocação. Assim, a família fornece os elementos essenciais para apreciar a vida, construir relações afetivas e desenvolver o potencial de cada um.

Ela tem a tarefa de ajudar os membros a firmar sua identidade e autonomia, e prepará-los para enfrentar crises provenientes de fatores internos e externos. São as crises do desenvolvimento, como a adolescência, e a crise da meia-idade, mas também as provocadas por dificuldades sociais como o desemprego, violências e acidentes. Essas crises podem gerar mudanças estruturais, na organização familiar, e funcionais, no desempenho dos membros, e interferir no bem-estar e na saúde do indivíduo e do sistema.

A entrada de um novo membro na família ou a morte de alguém, por exemplo, modificam a dinâmica familiar e obrigam a redistribuir ou acrescentar papéis. Assim, o nascimento de um filho gera os papéis de pai e mãe, mas também de avôs, tios, primos etc. A saúde da família pode ser avaliada pela qualidade dos relacionamentos, isto é, pela qualidade de comunicação entre os membros, a existência e expressão de afeto, o desempenho das funções, o grau de união e autonomia, a permeabilidade, a flexibilidade para lidar com as crises e adaptar-se às mudanças decorrentes, a capacidade de superar desavenças e reconciliar-se, a inserção na rede social.

Limites, papéis, hierarquia, alianças, modelos psicossociais são itens a serem considerados. Assim como o ser humano tem luz porque foi criado à imagem de Deus, mas também sombra porque foi deformado pelo pecado, a família, como sistema formado por seres humanos falhos, também tem suas limitações. A expectativa de ter uma família perfeita tem gerado inúmeras frustrações e conflitos. As crises naturais do ciclo vital, que nos impulsionam para o crescimento, são encaradas como atestado de incompetência e perde-se muito tempo e energia tentando esconder, disfarçar, negar dificuldades que poderiam servir de trampolim.

É importante reconhecer os recursos da família: as heranças positivas, experiências de superação, valores como integridade, trabalho, lealdade e respeito, os modelos encorajadores, as reconciliações, conquistas, tradições, celebrações. As falhas também precisam ser identificadas para serem transformadas: preconceitos, segredos, rótulos, manipulações, competições etc.

Reconhecer as falhas dos nossos pais permite libertá-los da expectativa de amor incondicional que esperávamos e acolher o amor humano,l imitado, mas real, com que nos amaram. Olhar com humor para as limitações é um ótimo sinal de aceitação e maturidade. A saúde da família é fruto de reconciliação quando os desencontros são tratados e superados através do perdão.

A família provê vínculos permanentes. Não importam quais sejam os conflitos, ninguém deixa de ser filho ou pai. Não se pode construir o futuro sem ter feito as pazes com sua família e peneirado sua herança familiar. Como menciona Paulo, é preciso fazer pelo menos a nossa parte, aquilo que depende de nós. E aceitar as limitações do outro como um pedido de socorro, um sinal de imaturidade que deve gerar mais desejo de ajudar do que atitudes vingativas. Até Jesus entrou em conflito com seus pais na adolescência, quando perdeu-se deles na volta de Jerusalém, mas isto não os impediu de reafirmar o vínculo e a determinação de caminhar lado a lado.
Isabelle Ludovico
Picture by Carol Marine

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