31 de dez. de 2008

Is this love

Is this love
É amor?
I wanna love you and treat you right
Quero te amar e cuidar de você
I wanna love you every day and every night
Quero te amar todo dia e toda noite
We'll be together with a roof right over our heads
Estaremos juntos com um teto sobre nossas cabeças
We'll share the shelter of my single bed
Dividiremos o aconchego da minha cama de solteiro
We'll share the same room, jah provide the bread
Dividiremos o mesmo quarto e Jah proverá o pão
Is this love, is this love, is this love
É amor, é amor, é amor
Is this love that I am feeling
É amor o que sinto?
Is this love, is this love, is this love
É amor, é amor, é amor
Is this love that I am feeling
É amor o que sinto?
I wanna know, wanna know, wanna know now
Eu quero saber, quero saber, quero saber agora
I got to know, got to know, got to know now
Eu tenho que saber, tenho que saber, tenho que saber agora
I'm willing and able
Estou disposto a tudo
So I throw my cards on your table
Então, jogo minhas cartas sobre sua mesa

Bob Marley

Bob Marley nasceu em 6 de fevereiro de 1945 em Saint Ann, no interior da Jamaica, filho de Norval Marley, um militar branco inglês e Cedella Booker, uma adolescente negra vinda do norte do país. Cedella e Norval estavam de casamento marcado para 9 de julho de 1944. 


Seu verdadeiro nome era Robert Nesta Marley. No dia seguinte ao seu casamento, Norval abandonou-a, porém continuou a dar apoio financeiro à mulher e filho. 


Raramente os via, pois estava constantemente viajando. Após a morte de Norval em 1955, Marley e a mãe mudaram-se para Trenchtown, uma favela de Kingston, onde o garoto era provocado pelos negros locais por ser mulato e ter baixa estatura (1,63 m). 


Bob Marley era adepto da religião rastafári. Ele foi influenciado por sua esposa Rita, e passou a receber os ensinamentos de Mortimer Planno. Ele servia de fato como um missionário rasta (suas ações e músicas demonstram que isso talvez fosse intencional), fazendo com que a religião fosse conhecida internacionalmente. Em suas canções, pregava irmandade e paz para toda a humanidade. Antes de morrer ele foi inclusive batizado na Igreja Ortodoxa da Etiópia com o nome Berhane Selassie . 


Era um grande defensor da maconha, usada por ele no sentido da comunhão, apesar de que seu uso não é consenso entre os rastafáris. Na capa de Catch a Fire inclusive ele é visto fumando um cigarro de maconha, e o uso espiritual da cannabis é mencionado em muitas de suas músicas. Suas gravações, iniciadas em 1961, caracterizavam-se pelo ritmo da música e pela crítica social, que falava da repressão aos negros, sobretudo na Jamaica. 




Marley começou suas experiencias musicais com o ska e passou aos poucos para o reggae enquanto o estilo se desenvolvia. Marley é talvez mais conhecido pelo seu trabalho com o grupo de reggae The Wailers, que incluía outros dois célebres músicos, Bunny Wailer e Peter Tosh. 


Livingstone e Tosh posteriormente deixariam o grupo para iniciarem uma bem-sucedida carreira solo. Seu primeiro sucesso internacional, com a banda The Wailers, em 1975, foi No, Woman no Cry. 


Seguiram-se outros como I Shot the Sheriff, famosa pela interpretação de Eric Clapton, e o combativo Get up, Stand up. 


O trabalho de Bob Marley foi amplamente responsável pela aceitação cultural da música reggae fora da Jamaica. Ele assinou com o selo Island Records, de Chris Blackwell, em 1971, na época uma gravadora bem influente e inovadora. Foi ali, com No Woman, No Cry em 1975, que ele ganhou fama internacional. 


No final de 1976 deixou a Jamaica e foi para a Inglaterra, onde gravou os álbuns Exodus e Kaya, sendo preso pela posse de um cigarro de maconha. Ele lançou a música Africa Unite no álbum Survival em 1979, e então foi convidado a tocar nas comemorações pela independência do Zimbabwe em 17 de abril de 1980. 


No fim da turnê européia Marley e a banda foram para os Estados Unidos. Bob fez dois shows no Madison Square Garden, mas logo após caiu sériamente doente. Três anos antes, em Londres, tinha ferido o dedo do pé jogando futebol. O ferimento tornou-se canceroso e, apesar de ter sido tratado em Miami, continuou a progredir. 


Em 1980, o câncer, na sua forma mais virulenta, começou a espalhar-se pelo corpo de Bob. Ele controlou a doença por oito meses, fazendo tratamento na clínica do Dr. Joseph Issels, na Bavária. 


O tratamento de Issels era controverso por usar apenas remédios naturais e não tóxicos e, por algum tempo, pareceu estabilizar a condição de Bob. Entretanto, repentinamente a luta começou a ficar mais difícil. Um mês antes de sua morte, Bob Marley foi premiado com a Ordem ao Mérito Jamaicana. Ele queria passar seus últimos dias em sua terra natal, mas a doença se agravou durante o vôo de volta da Alemanha e Marley teve de ser internado em Miami. Ele faleceu no hospital Cedars of Lebanon no dia 11 de maio de 1981 em Miami, Flórida, aos 36 anos.


Seu funeral na Jamaica foi uma cerimônia digna de chefes de estado, com elementos combinados da Igreja Ortodoxa da Etiópia e do Rastafarianismo. Ele foi enterrado em Nine Miles, perto de sua cidade natal. Junto com o corpo foram enterrados sua guitarra, uma bola de futebol, um pote com maconha, um sino e uma Bíblia.

Os ventos que as vezes tiram algo que amamos, são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar. Por isso não devemos chorar pelo que nos foi tirado e sim, aprender a amar o que nos foi dado. Pois tudo aquilo que é realmente nosso, nunca se vai para sempre. 

Bob Marley

Enquanto imperar a filosofia de que há uma raça inferior e outra superior o mundo estará permanentemente em guerra. É uma profecia mas todo mundo sabe que isso é verdade
Bob Marley





30 de dez. de 2008

Rochedo intransponível

A música é ridícula, um debochado vídeo do Youtube, e deixa uma frase boba martelando no ar: ado-ado-ado, cada um no seu quadrado! Dançando em um quadrado colorido no chão, o limite de cada um é intransponível Acatar esse limite faria a vida melhor; no entanto, estamos sempre pulando a cerca e, por isso, damos tantas trombadas.
Então, para você não acordar com a sensação de que tomaram seu brinquedo, fique atento aos limites. As pessoas têm medo da solidão e fogem dela como o diabo da cruz. Poucas apreciam a solidão com prazer, mais raras ainda aquelas que se julgam boa companhia para si mesmas. Assim, na presença. de outras, falam e trocam palavras desnecessárias para resolver o problema. As palavras formam laço entre pessoas e sabemos disso desde que aprendemos a pronunciar as primeiras. Portanto, pensamos que falar é sair da solidão.
Uma criança no escuro pede à tia para dizer alguma coisa, a tia então lhe pergunta de que adianta falar se não pode vê-Ia. Ela responde: quando ouço sua voz é como se a luz acendesse. Esse relato do próprio Freud não inclui as palavras que ferem, e elas existem.
Relacionar é difícil mesmo. Tem muita gente que se pudesse jogava a toalha e desistia. Felizmente, os insistentes continuam buscando a convivência, mesmo das mais atrapalhadas formas. E suportam suas próprias trapalhadas com maior leveza.
Uma das coisas mais constrangedoras entre pessoas é que, em nome do amor, elas se chantageiam, se machucam, se privam da liberdade, se invadem. Em nome do amor se acham no direito de cobrar do outro compensações pelo que tiveram ou não tiveram. Cobram que o outro as compense por uma falha do passado, da família, da infância.
Concessões poderiam recompensar um passado doloroso? Diga-me quem nunca teve no passado alguma dor. Quem não teve problemas na família. Para isso não há remédio e nada apaga. Nem o maior sacrifício de seu parceiro pode apagar uma rejeição, abandono ou trauma. Afinal, todos têm problemas.
Depois de tudo o que percorremos para ser adultos é preciso dizer não para dores passadas. Chorar pelo que papai e mamãe fizeram ou deixaram de fazer não muda a vida. É, preciso encerrar capítulos, simbolicamente claro, para não cair em repetições, e encontrar o novo. Cobrar do companheiro ou companheira, dos amigos e até mesmo
da família o que quer que seja pelo que passou causando dor e sofrimento é pedir sacrifícios. É usar o peso da própria história, tomando o outro culpado e permanecendo no lugar da vítima, acreditando que é possível aliviar, compartilhar ou compensar alguém pelo real, usando o passado para barganhar, condicionando o outro a ceder às suas vontades.
De fato, é difícil admitir que há um rochedo chamado castração. E dele ninguém passa: é intransponível. Livrar-se dele é não suportar contrariedades, é controlar, vigiar, exigir do outro abnegação, porque deixá-lo livre é ameaçador.
Age-se com astúcia cobrando uma solidariedade que não se tem. Quem se coloca como vítima acusa o outro por sua infelicidade, mas não sabe se responsabilizar por ela. Equívoco, tão fatal quanto freqüente, que traz prejuízos incalculáveis.
Por isso casamentos e amizades desfeitos, e muitas outras perdas ocorrem! É possível manipular, mas isso tem prazo de validade; com o tempo, quem se abandona em favor do outro um dia acorda e a resposta é a hostilidade, a indiferença, o rancor e outro abandono. A repetição, recurso importante da neurose, é provocar o que mais se teme. Se fui abandonado, me ressinto, tenho medo, cobro caro e provoco uma situação insuportável que culmina noutro abandono.
Trata-se de uma repetição da qual não se tem consciência. O ressentimento pela vida e pelos percalços a que ela te conduziu é de fato motivo pra tratamento. A vida não tem nada a ver com isso. É a própria pessoa que constrói seu calvário, perseguindo provar que é vítima do outro. Olegário, personagem rodriguiano, perdeu a vida fingindo-se paralítico impotente, espionando a esposa, buscando comprovar uma traição ao mesmo tempo temida e ansiada, para assim provar que todas as mulheres são umas prostitutas!
Amir Klink,no livro Cem dias entre céu e mar, conta suas aventuras a bordo do lAT, barco a remo no qual atravessou o Oceano Atlântico. Partiu da África. despediu-se dos muitos amigos que o cercavam e estava com medo, muito medo. Preferiu se calar sobre isso e se sentiu muito só. Descobriu então que a solidão independe da distância entre as pessoas, pois ali estava entre muitas. Algumas coisas não podem ser compartilhadas, são apenas suas e é aí que vale lembrar que devemos viver, apesar de juntos, cada um no seu quadrado.
Regina Teixeira da Costa

Simbolismo do Ano Novo


- Pular as sete ondas significa equilibrar os sete campos energéticos, chamados de chacras. 


Mergulhando na mitologia da antiga Grécia, encontra-se Oceano, filho da terra e do céu, ou dos deuses Gaia e Urano. 


Oceano casa-se com Tetis e tem 3 mil rios e 3 mil ninfas como filhos. 


Essa origem mitológica corresponde à consciência humana da divindade da água. 


 - O conceito de que o oceano é a origem da vida vem da tradição judaica- cristã. Também os hindus, chinesese gregos acreditam na purificação e na harmonia por intermédio das águas. Jogar flores ao mar é uma tradição que vem do Haiti e da Dinamarca, onde se realizavam banhos com ervas, para resolver problemas ou dificuldades no dia a dia, ou ainda jogar flores brancas e vermelhas para atrair a força e a determinação para o próximo ano. 


 -Os fogos de artifícios têm uma origem especial, na Letônia, El Salvador e no Chile onde são usados para afastar os maus espíritos,com uma mensagem ancestral muito profunda. 


 -A romã é símbolo da fartura e da fertilidade, devido aos seus inúmeros grãos é é de origem africana. Chegou ao Brasil com a tradição de que sete caroços de romã sejam chupados e guardados nos cantos da casa, para que o ano novo seja repleto de fartura e prosperidade. Na tradição cristã é símbolo de esperança. Vem da Dinamarca a tradição dos 12 caroços chupados no dia 31para atrair saúde, paz e dinheiro. 


- A tradição da uva foi introduzida no Brasil por volta de 1532 com a chegada da primeira videira. Na maioria dos países a uva é usada como símbolo de boa sorte. Um dos rituais mais comuns é comer três uvas brancas virando- se de costas para a Lua. Antes de comê-las, eleve cada uma dela aos céus e faça um pedido. 


- As sementes entraram nas tradições de fim de ano como símbolo mágico do ciclo infinito da vida. Simbolizando riqueza, fertilidade e abundância. No Japão, a tradição vem do arroz pela sua cor branca ser comparada a algo divino e transcendental. Numa ceia de ano novo não pode faltar o kagamimochi (bolinhos de arroz). 


- As lentilhas são grãos considerados sagrados. Citadas no Gênesis, no episódio em que Esaú e Jacó negociam o direito de comer primeiro um prato de sopa feito de lentilhas, que trazem a simbologia da renovação e do renascimento para o novo ano. 
Fonte: Tânia Gori, escritora, pesquisadora de tradições e costumes antigos e idealizadora da Universidade Livre Holística Casa de Bruxa

29 de dez. de 2008

Que linda mulher!

Que linda mulher! Que tremendo ser humano!
Altiva, com seus cabelos naturalmente desgrenhados, suas rugas, a bela boca e nariz perfeitos e mais: um olhar desafiador e valente tão diferente do vazio de outrora. Se não encontrava mais prazer em seu ofício não exitou em buscar uma causa que lhe desse sentido à vida e com isso ganharam tantos inocentes e desprezados animais. E não foi para preencher nenhum vazio mas um prazer que ela já experimentava sempre que podia antes mesmo de abandonar a carreira ainda tão jovem. Ao invés de negar a velhice algo tão tristemente praticado hoje em dia percorrendo clínicas a procura de um milagre esticando daqui colocando botox dali ela enverga com altivez seus cabelos brancos e suas rugas não descuidando com isso da aparência. Pena que seja tão difícil para as pessoas encararem os fatos enxergando a beleza de ser o que se é e transferindo para ela o peso de um envelhecimento amargo de quem assim o enxerga. Gostaria que colocassem dentro do contexto real quais foram as colocações dela sobre os preconceitos mencionados.Todos cometemos erro mas é bom não haver precipitação nos julgamentos. Já vi pessoas ficarem tão desapontada com os seres humanos depois de tomarem conhecimento de todas as atrocidades cometidas contra os animais que chegam a declarar sua preferência pelos mesmos e seu desprezo pela humanidade. Procuro sempre mostrar o perigo desse radicalismo que não contribui para melhora da sociedade. Mas sou aberta a toda e qualquer crítica que se faça por "culturas" que oprimem as pessoas impedindo-as de serem livres e cidadãs independente do valor desses conceitos para elas. Sou pela liberdade do ser. Não posso respeitar uma "Cultura" que oprime as mulheres, as crianças, matam e estupram meninas condenando-as ao inferno na Terra em nome de um Deus particular. Então vamos com calma. Não creio que o povo francês se envergonhe de La Bardot.
Marciana (comentário sobre uma postagem)

Mulher ideal

A mulher ideal é sempre a dos outros
Stanislaw Ponte Preta

Filosofia

O ensino da filosofia não precisa ser complexo, intricado.
Tem a ver com curiosidade, a mania de fazer perguntas, algo que perdemos na cultura ocidental quando envelhecemos.
Jostein Gaarder

Mais amargo que nunca

Substâncias potencialmente cancerígenas presentes em cigarros são detectadas no chimarrão
O consumo de chimarrão, infusão quente feita com folhas secas e picadas de erva-mate (Ilex paraguayensis), tem sido apontado como possível causa do câncer de esôfago. Estudo feito no Departamento de Clínica Médica da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, em parceria com o Instituto Nacional do Câncer, dos Estados Unidos, reiterou essa conclusão. Antes, o risco de câncer de esôfago entre consumidores de chimarrão era atribuído à elevada temperatura da água utilizada para infundir a erva. “Agora, detectamos na bebida hidrocarbonetos potencialmente cancerígenos, que são comuns em cigarros", afirma o coordenador do estudo, Renato Borges Fagundes, que participa também do Programa de Pós-graduação em Gastrenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A erva-mate é um possível meio de transporte de tais substâncias, como o benzopireno. Pelo fato de são serem encontradas naturalmente na folha da erva-mate, os pesquisadores querem saber por que elas vão parar na cuia de chimarrão. Foram aventadas duas hipóteses para explicar o fenômeno: a poluição ambiental seria responsável pela adesão das substâncias às folhas da planta ou isso ocorreria em decorrência do processo industrial de secagem das folhas. Esse processo, que emprega calor da madeira em combustão, acabaria por contaminar a erva. "Os compostos do cigarro vão diretamente para o pulmão. No caso do chimarrão, ainda não se sabe que rotas esses compostos percorrem após a ingestão da bebida", diz Fagundes. “Daí a necessidade de estudos complementares.” A pesquisa Na primeira etapa do estudo, 200 pacientes saudáveis foram separados em dois grupos: um de fumantes e outro de não-fumantes. Resíduos de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HAP) – compostos com potencial cancerígeno – foram encontrados na urina de fumantes e também na de não-fumantes que consumiam chimarrão, o que surpreendeu o pesquisador. Na segunda parte da pesquisa, foram avaliadas amostras das oito marcas mais vendidas de erva-mate. Fagundes simulou o consumo de uma pessoa que tomasse 12 cuias de chimarrão no período de uma hora. As ervas foram misturadas tanto com água quente (80°C) quanto com água fria (5°C). Independentemente da temperatura, os pesquisadores detectaram cerca de 200 nanogramas de benzopireno no somatório das 12 cuias. Isso equivale, aproximadamente, ao que se encontra em um maço de cigarros. A doença O câncer de esôfago é a sexta causa de morte pela doença em todo o mundo e a quarta nos países em desenvolvimento. Há uma alta taxa de incidência em países como China, Japão, Cingapura e Porto Rico. No Brasil, o Rio Grande do Sul é o estado com maior incidência da doença. O benzopireno é uma substância mutagênica de elevado potencial cancerígeno que faz parte do grupo de compostos denominados HAP. Pode ser encontrado no cigarro e também como subproduto de processos de combustão, como a queima da madeira. Se ingerido ou inalado, é considerado fator de risco para o desenvolvimento de câncer. A substância é tão carcinogênica que pode desencadear câncer em cobaias (ratos) pelo simples contato com uma área do corpo do animal. As moléculas interagem com o DNA das células, fazendo com que elas comecem a se dividir de modo anormal. Apesar dessas evidências, a equipe de Fagundes realiza no momento um estudo aprofundado sobre o impacto da eventual ingestão de benzopireno a partir do consumo de chimarrão.
Luan Galani

28 de dez. de 2008

Despojamento

Eliminei o excesso de paisagem simplifiquei toda a decoração retirei quadros flores ornamentos apaguei velas copos guardanapos e a música Bani a inutilidade do discurso Na mesa de madeira nua apenas dois pratos brancos sem talheres O banquete será tua presença Ivo Barroso Picture by Andrea Laliberte Enviado pelo amigo Félix Neri

Emagreça sem milagre

Para emagrecer neste verão, mude hábitos alimentares e fuja das dietas da moda. Elas podem diminuir sua energia e afetar a produtividade no trabalho
Assumir a vaidade e fazer algum esforço para perder quilos no verão não é nenhum problema. Mas antes de entrar em uma dieta qualquer, daquelas milagrosas que prometem fazer a pessoa perder muito peso em pouquíssimo tempo, tome cuidado.
É preciso preservar uma proporção mínima dos tipos de nutrientes que nosso corpo gasta diariamente. Ou seja, um bom equilíbrio entre proteínas, encontradas em leguminosas, laticínios e carnes, carboidratos, que vêm de massas, frutas e amidos (prefira pães e massas integrais), e gorduras tiradas de óleos vegetais, como azeite de oliva e óleo de milho.
Entre as mais comuns do momento estão as dietas baseadas em proteínas, inspiradas nos mandamentos do Dr. Atkins, médico norte-americano que ficou famoso nos anos 80 e que sugeriu reduzir drasticamente o consumo de carboidratos. Esse tipo de dieta pode fazer você perder peso, mas gera também cansaço e mal-estar por reduzir a quantidade de energia disponível para as tarefas diárias.
“A opção ideal deve ser balanceada, com 55% de carboidratos, de 15% a 20% de proteínas e menos de 30% de gordura”, diz Marcio Mancini, endocrinologista do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. “Os regimes que cortam completamente os carboidratos e liberam o consumo de proteínas causam mau humor. E testes neurocognitivos mostram que há uma redução no desempenho da atenção e da memória de quem adota esse tipo de dieta”, diz Marcio.
Mágica, todo mundo sabe, não existe. O melhor é emagrecer com calma enquanto se faz uma mudança nos hábitos alimentares. “Métodos radicais de emagrecimento podem causar a falta de minerais e vitaminas importantes para o funcionamento normal do organismo”, diz o endocrinologista Daniel Lerario, do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo.
O melhor, sempre, é ter o acompanhamento de um médico ou de um nutricionista. E unir o regime a atividades físicas, que irão acelerar a perda de peso e dar energia para você passar bem o dia. Veja quais são as principais dietas da moda, o que elas prometem e quais danos podem causar à saúde.
Método Nutricional Atkins Está em alta há alguns anos e sempre volta à tona no verão. Libera o consumo de proteínas e gorduras e restringe quase totalmente os carboidratos. A teoria é que, com essa restrição, o metabolismo troca o uso de glicose — que vem do carboidrato — como combustível pela queima de gordura. Assim, o organismo passaria a usar a gordura armazenada no próprio corpo e aceleraria a redução de peso.
Riscos
O carboidrato é o combustível do organismo. Sem ele você fica sem energia e malhumorado. “O consumo exagerado de proteínas e gorduras pode causar sérios danos à saúde”, diz Daniel, do Einstein. Problemas do coração e aumento do colesterol são alguns desses males. A dieta também diminui a quantidade de vitaminas e sais minerais, que pode levar à queda de cabelo e problemas de pele.
Dieta da Sopa Esse método popular para emagrecer tem poucas calorias, mas é desbalanceado. Nele, as refeições são sempre de um tipo de sopa de legumes, em que o repolho é predominante.
Riscos
Apesar de conter boa quantidade de vitaminas, minerais e fibras alimentares, por causa dos vegetais, a dieta é pobre em proteínas, gorduras e carboidratos. Pode levar a pessoa à perda de massa muscular, e não de gordura, o que não causaria um emagrecimento saudável. Também pode provocar fraqueza e dor de cabeça.
Dieta da Lua
É mais uma forma milagrosa de emagrecimento. Nessa dieta, a pessoa deve ingerir somente líquidos por 24 horas durante cada mudança de fase da Lua.
Riscos
“Causa a perda de líquidos e músculos”, diz Mariana Del Bosco. O ideal é perder gordura, sem deixar de consumir carboidratos, proteínas, frutas, que têm vitaminas e sais minerais necessários para a boa disposição no trabalho.
Dieta de South Beach Desenvolvida pelo cardiologista Arthur Agatston, na Flórida, nos Estados Unidos, onde está a praia que dá nome à dieta. É similar à de Atkins, já que incentiva a pequena quantidade de carboidratos e o consumo de proteínas.
Riscos
Libera uma reduzida quantidade de carboidratos e frutas. “Não equilibra alimentos necessários ao funcionamento normal do organismo”, afirma a nutricionista Mariana Del Bosco, de São Paulo.
Roberta Queiroz

Organize sua vida para 2009

Se você planejar desde já, a sua agenda do ano que vem terá espaço para compromissos, novos desafios e para a tão sonhada viagem no Carnaval
Chegamos em dezembro.
Ufa! Que correria.
E, então, conseguiu cumprir o que tinha planejado para este ano?
Almoçou com as pessoas que queria, fez aquele curso de atualização que tanto desejou, cuidou da saúde? Esta é a época do ano em que a maioria das pessoas aproveita para fazer um balanço e avaliar se deu a atenção a todas as áreas da vida.
É também a hora de planejar o ano que se inicia. “A reflexão é importante para que você possa liderar a sua vida. Caso contrário, ela será conduzida por seu chefe, pelo cônjuge ou por seus filhos”, diz Paulo Kretly, presidente da FranklinCovey Brasil e especialista em gerenciamento do tempo. Se você planejou bem a sua agenda, certamente terá um balanço positivo e poderá acrescentar novos desafios para o ano que vem.
Acrescentar? Sim, por que não? Com um bom gerenciamento das suas atividades, isso é possível. Disciplina é a palavra de ordem para a qual muitos torcem o nariz, mas que garante que o planejamento seja colocado em prática. “Dizem que a rotina mata a criatividade, mas eu discordo”, diz Carlos Fusco, de 42 anos, gerente-geral da Orthofix, multinacional americana que fabrica produtos médico-hospitalares. Carlos fez uma reviravolta em sua vida. Agora, tem mais tempo para si mesmo e para a família. A seguir, você vai conhecer depoimentos de pessoas que conseguem administrar bem o tempo, mesmo tendo uma rotina bastante atribulada. Confira as dicas e bom 2009!
Ponto de partida
Se o tempo é inelástico, a melhor forma para administrá-lo bem é estabelecer prioridades. Para isso, o melhor caminho é pensar sobre elas. “As pessoas precisam pensar nos papéis que desempenham na vida, colocá- los em ordem de importância e, a partir daí, estabelecer um prazo para cumprir cada missão”, diz Paulo, da FranklinCovey Brasil. O consultor e escritor Renato Bernhoeft, autor de Desperdiçadores de Tempo, diz que costuma orientar colegas e clientes a fazer duas pausas para reflexão no ano — uma no aniversário e a outra na transição para o ano seguinte. Nesses momentos, Renato recomenda que se avalie a vida profissional, conjugal, familiar e pessoal. “Aquela área que causou mais desconforto é a que deve ser trabalhada, revista e melhorada”, diz o consultor.
Uma boa agenda ajuda bem
Alguns hábitos podem tornar o dia-a-dia mais fácil. Veja os conselhos da escritora norte-americana Jamie Novak, autora do livro 1 000 Dicas para Administrar Melhor Sua Vida: Dedique um tempo para anotar seus compromissos na agenda: aniversários, férias, feriados, festas e outros compromissos recorrentes. Marque também o que você precisa providenciar para aquele encontro com a antecedência necessária. Por exemplo, se você vai a uma festa de aniversário, anote uma semana antes que você precisa comprar o presente. Isso evita correrias de última hora.
Para garantir que você tenha tempo livre para atividades pessoais, bloqueie na agenda pelo menos um dia do fim de semana e duas noites por mês. Defina uma rotina e mãos à obra Não há quem não se espante com a rotina de Lúcia Ribeiro, de 39 anos, diretora de marketing da Universidade Cidade de São Paulo (Unicid). Casada e mãe de três filhos, Juliana, de 19 anos, Henrique, de 9, e Carol de 1 ano e meio, ela tira de letra o dia-a-dia agitado em casa e no trabalho. Detalhe, ela está sempre com o cabelo e unhas impecáveis e não descuida da saúde. Como ela consegue? Rotina bem definida e muita, muita, organização.
“Não perco tempo com o que não é importante”, diz. No trabalho, por exemplo, ela tem 12 pessoas sob a sua coordenação direta. Por isso, estabeleceu algumas regras: faz duas reuniões por dia, menos às sextas-feiras. Sempre almoça com pessoas da equipe. No final do dia, planeja o dia seguinte. Vai para casa, prepara o jantar, que é servido sempre às 21 horas. Às sextas-feiras sua rotina muda. Não faz academia nem marca reuniões. “Vou me desacelerando para o fim de semana”, diz. Você acha que na rotina dela não cabe mais nada? Cabe sim. No ano que vem ela pretende fazer mestrado. Mais tempo para pensar Carlos Fusco, de 42 anos, gerente-geral da Orthofix, era do tipo que se gabava de não tirar férias. Como viajava muito, sempre que voltava trazia presentes para os filhos. Numa dessas viagens, percebeu que a caçula, hoje com 6 anos, pegou o presente e foi correndo para o colo da mãe. “Me senti mal com isso e disse para a minha esposa que eu não passava de um provedor”, conta. Na conversa com ela, Carlos refletiu sobre a forma como vinha administrando sua vida e decidiu mudar. Sugeriu que o escritório fosse transferido para um lugar mais próximo de sua casa.
Com mais tempo livre graças à economia de tempo no deslocamento de casa para o trabalho, adotou a estratégia de parar para refletir sobre a vida e a profissão a cada três ou quatro meses. “Essa reflexão dá a oportunidade de ajustar o que não vai bem, manter o que está bom e até fazer alguns acréscimos.” O que falta, segundo ele, é cuidar um pouco mais do físico. Ex-jogador de basquete, ele está à procura de veteranos para, quem sabe, voltar às quadras.
-Escolha três objetivos para dedicar-se nos próximos três meses. Mais do que isso poderá deixá-lo desanimado. No final do período, faça uma avaliação para ver se conseguiu o que pretendia, se precisa fazer algum ajuste ou prolongar o prazo.
-Faça uma lista com dez coisas que você quer fazer em 2009. Pode ser algo para a sua vida profissional, como um curso ou desenvolver uma nova habilidade. Ou para a vida pessoal, como aprender desenho ou aderir a um clube.
-Organize o seu escritório, jogue papéis velhos fora e arrume suas gavetas.
Em casa, certifique-se de que tudo à sua volta reflete quem você é hoje. As roupas que estão no seu guarda-roupa são do seu tamanho? Você gosta delas? Elas combinam com o seu estilo atual? Certifique-se de que as gavetas e armários de sua cozinha estão organizados de forma a deixar tudo o que você precisa à mão.
No dia a dia
Saiba como planejar o seu dia-a-dia para evitar a perda de tempo:
Dedique de 5 a 10 minutos por dia para planejar-se.
Isso pode ser no próprio dia pela manhã ou na noite anterior. .Faça uma lista de tarefas possível de ser cumprida, com não mais do que sete ou oito itens. Isso evita frustrações. Diga não à procrastinação. Procure resolver rapidamente as tarefas chatas ou delegue funções para não ficar angustiado e estressado ao pensar nelas. Evite fazer anotações em papéis soltos e adesivos de lembretes. Use uma agenda ou caderninho. Uma pesquisa diz que as pessoas perdem cerca de meia hora por dia buscando informações importantes por não saber onde as anotaram.
Marina Izidoro

27 de dez. de 2008

Dor

Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente
Willian Shakespeare

Satisfazer ou não?

Há duas tragédias na vida: uma a de não satisfazermos os nossos desejos, a outra a de os satisfazermos Oscar Wilde

Desejos

Quanto ao fato de saber se o sexual e o religioso são antagônicos e opostos, eu responderia do seguinte modo: todos os elementos ou aspectos da vida, por muito pobres, por muito duvidosos que sejam (para nós), são susceptíveis de conversão, e na verdade devem ser transpostos para outro nível, de acordo com a nossa maturidade e inteligência. O esforço visando eliminar os aspectos «repugnantes» da existência, que é a obsessão dos moralistas, não só é absurdo, como fútil. É possível ser-se bem sucedido na repressão dos pensamentos e desejos, dos impulsos e tendências feios e «pecaminosos», mas os resultados são manifestamente desastrosos. É estreita a margem que separa um santo e um criminoso. Viver plenamente os seus desejos e, ao fazê-lo, modificar subtilmente a natureza destes, é o objetivo de todo o indivíduo que aspira a desenvolver-se. Mas o desejo é soberano e inextirpável, mesmo quando, como dizem os budistas, se converte no seu contrário. Para alguém se poder libertar do desejo, tem que desejar fazê-lo.
Henry Miller

26 de dez. de 2008

Seu desejo

Concentre-se mais em seu desejo do que na sua dúvida, e o sonho cuidará de si próprio.
Você pode se surpreender de quão facilmente isso acontece. Suas dúvidas não são tão poderosas como seus desejos, a menos que você as torne assim.
Marcia Wieder
Marlon Brando

Rebelde sem causa

Um homem infantil não é um homem cujo desenvolvimento foi interrompido.
Pelo contrário, é um homem que se deu a chance de continuar a desenvolver-se muito depois que a maioria dos adultos se esconderam no casulo do hábito e convenção da meia idade. Aldous Huxley
James Dean

A liberdade

A liberdade é realmente um jogo maior que o poder. O poder diz respeito ao que você pode controlar. A liberdade diz respeito ao que você pode desatar. Harriet Rubin

Easy Rider - Dennis Hopper and Peter Fonda

24 de dez. de 2008

John Lennon - Imagine & Happy Xmas (war is over)

Happy Xmas

Então é natal E o que você tem feito? Outro ano acaba E outro está apenas começando E então neste natal Eu espero que se divirtam Os próximos e os queridos Os velhos e jovens Um muito feliz natal E um feliz ano novo Vamos esperar que seja um bom Sem qualquer medo E então é natal Para os fracos e para os fortes Para os ricos e os pobres O mundo está tão errado E então feliz natal Para os negros e brancos Para os amarelos e vermelhos Vamos parar toda a luta Um muito feliz natal E um feliz ano novo Vamos esperar que seja um bom Sem qualquer medo E então é natal E o que temos feito? Outro ano acaba E um novo está apenas começando E então feliz natal Esperamos que se divirtam O próximo e o querido O velho e o jovem Um muito feliz natal E um feliz ano novo Vamos esperar que seja um bom Sem qualquer medo A guerra termina quando você quiser A guerra termina agora?
John Lennon

23 de dez. de 2008

Amor eterno

Dizer que se vai amar uma pessoa a vida toda é como dizer que uma vela continuará a queimar enquanto vivermos Léon Tolstoi Casablanca com Humphrey Bogart e Ingrid Bergman

Não será sempre assim...

Não será sempre assim... Quando não for,
Quando teus lábios forem de outro; quando
No rosto de outro o teu suspiro brando
Soprar; quando em silêncio ou no maior
Delírio de palavras desvairando,
Ao teu peito o estreitares com fervor;
Quando, um dia, em frieza e desamor
Tua afeição por mim se for trocando:
Se tal acontecer, fala-me.
Irei Procurá-lo, dizer-lhe num sorriso:
"Goza a ventura de que já gozei."
Depois, desviando os olhos de improviso,
Longe, ah tão longe, um pássaro ouvirei
Cantar no meu perdido paraíso.
E. E. Cummings (tradução Manuel Bandeira)
Brigitte Bardot

Continue escolhendo...

Chegará um dia em que tu, que agora foges ao amor, te verás velha e abandonada, condenada a passar a noite sozinha, no teu leito gelado.
Por tua causa não se levantará nenhuma disputa noturna querendo forçar-te a porta, nem, pela manhã, terás rosas espalhadas junto da soleira.
Ovídio
Brigitte Bardot

Brigitte Bardot

Brigitte Bardot, ou simplesmente BB, filha de Louis Bardot e Anne-Marie Mucel, recebeu ao nascer o nome de Camille Javal. Sua mãe a incentivava a cantar e a dançar desde pequena e, aos 15 anos, Brigitte começou sua carreira como modelo, na revista "Elle" francesa. Sua beleza natural, ao mesmo tempo de menina e mulher, chamou a atenção e os convites para trabalhos de destaque começaram a surgir. Sua primeira aparição nas telas foi em 1952, como Javotte Lemoine, no filme "Le Trou normand". Ao completar 18 anos, ela se casou com o diretor de cinema Roger Vadim (que também foi marido de Jane Fonda e Catherine Deneuve). A união durou cinco anos. Vadim foi responsável por lançá-la em "E Deus Criou a Mulher" (1956) e ainda a dirigiu em "Quer Dançar Comigo?" e "Amores Célebres". Com o sucesso de seus filmes franceses, Brigitte participou de uma produção americana em 1954, "Um ato de amor", com Kirk Douglas, tornando-se popular nos Estados Unidos. Ela não agia como as estrelas da época, cheias de estratégias de conquista e frases de duplo sentido. Sua sensualidade vinha do corpo perfeito, da boca carnuda, do olhar expressivo e de um comportamento livre, incomum para as mulheres da época. BB chegou a ser considerada a versão francesa de Marilyn Monroe.Em 1956, foi dirigida por Michael Boisrond em "O Príncipe e a Parisiense". Dois anos depois, aos 23 anos, participou de mais dois filmes. Na época, a imprensa noticiou seu romance com o cantor francês Sasha Distel. Chamada de "devoradora de homens", diziam que ela enjoava dos namorados com a mesma facilidade que os conquistava.Entre 1959 e 1962 a atriz ficou casada com o ator Jacques Charrier, famoso por sua atuação em "Babete Vai à Guerra" (1959). Com ele, teve seu único filho, Nicolas-Jacques Charrier, nascido em 1960. Em 1962, Brigitte veio ao Brasil e se encantou com Búzios, RJ, onde passou uma longa temporada.Em 1963 foi dirigida por Jean-Luc Godard em "O Desprezo". Depois de muitos e curtos romances, em 1966, a atriz se casou com o playboy alemão Gunther Sachs. A relação durou três anos. Em 1965 apareceu como ela mesma em uma única cena de "Dear Brigitte", filme americano com o ator James Stuart. Brigitte também foi dirigida por Louis Malle em "Vida Privada" (1962), "Viva Maria" (1965) e no episódio de "Histórias Extraordinárias". Após filmar "Colinot", de Nina Companaez, em 1973, aos 39 anos, BB se retirou da vida artística. Pouco antes de deixar as telas, declarou à imprensa francesa que não sentia prazer em ser atriz. Por três vezes, tentou o suicídio. Passando a desprezar sua aparência, dedicou-se a defender a natureza e os animais. Sua luta era pelo fim da venda de gatos e cachorros em anúncios classificados, pela proibição do uso de animais selvagens em circos, pelo final das touradas e das brigas de galo, e pelo fim da criação de animais para a fabricação de casacos de pele.Em 1992 ela se casou com Bernard d´Ormale, político francês de extrema direita. Longe dos estúdios cinematográficos, a atriz envelheceu de forma amarga. Seu livro "Um Grito no Silêncio", publicado em 2003, provocou grande polêmica. Brigitte foi acusada de exaltar o preconceito contra negros, homossexuais e imigrantes e se tornou uma vergonha para os franceses, que preferiram se fixar na imagem da jovem loura sexy da década de 1960.

22 de dez. de 2008

Os grandes oradores

Quanto menos os homens pensam, mais eles falam
Montesquieu

Nossos pensamentos

Nós somos o que pensamos.
Tudo que somos surge com nossos pensamentos.
Com nossos pensamentos nós fazemos o mundo.
Buda
Picture by Miltom Avery

Lei da reciprocidade

Existe uma maravilhosa mítica lei da natureza que as três coisas que mais desejamos na vida felicidade, liberdade e paz de espírito, são sempre obtidas quando as concedemos a alguém mais.
Peyton C. March
Picture by André Lhote

Ser ou não ser

Hamlet: Ser ou não ser, essa é a questão: será mais nobre suportar na mente as flechadas da trágica fortuna, ou tomar armas contra um mar de obstáculos e, enfrentando-os, vencer?
Morrer — dormir, nada mais; e dizer que pelo sono se findam as dores, como os mil abalos inerentes à carne — é a conclusão que devemos buscar.
Morrer — dormir; dormir, talvez sonhar — eis o problema: pois os sonhos que vierem nesse sono de morte, uma vez livres deste invólucro mortal, fazem cismar.
Esse é o motivo que prolonga a desdita desta vida.
William Shakespeare

21 de dez. de 2008

As 2 Coréias

Fonte: Revista Veja

Namoro à distância. Você encararia?

Mais de 11 mil quilômetros separam o Rio de Janeiro e o Catar, no Oriente Médio. Essa também é a distância que separa a atriz Deborah Secco do jogador Roger, seu namorado desde o começo de 2007, que joga no time Qatar SC. Nas últimas semanas, Deborah tem evitado em falar de seu namoro. Chegou anunciar que iria para o Catar passar as festas de final de ano com o namorado, mas voltou atrás. Em entrevista, disse que não poderia se ausentar do Rio de Janeiro em função das gravações da novela A Favorita, na qual interpreta a personagem Céu. Nesta semana, a atriz escapou mais uma vez do assunto. "Prefiro não falar sobre o Roger", disse ao jornalista quando perguntada se o jogador viria visitá-la neste fim de ano, já que ela não poderia ir ao encontro dele. Será que o casal foi vencido pela distância? É possível um namoro durar tanto tempo quando o casal está separado fisicamente? Para o psiquiatra e psicanalista Flávio Gikovate, esse tipo de relação é perfeitamente possível. “A realidade nos mostra que é perfeitamente possível namorar à distância”, diz Gikovate. Segundo ele, a internet tem facilitado a aproximação de pessoas que moram em cidades ou até países diferentes. “Não é muito diferente do mundo real. Os cuidados que as pessoas devem ter nesse tipo de relacionamento são os mesmos de um namoro ‘convencional’”, afirma. Apesar de ser possível manter um relacionamento à distância, nem sempre ela faz bem para um namoro. “Quando estão apaixonadas, as pessoas costumam segurar a onda, mas não é uma tarefa fácil”, afirma Gikovate. Quando um namoro sai do plano real para se tornar virtual, o indicado é ter um convívio mais próximo possível da realidade. “É muito importante as pessoas tentarem manter o máximo de proximidade, mesmo estando distantes”, explica, afirmando que hoje me dia, com a quantidade de recursos tecnológicos disponíveis, a tarefa não é tão complicada. Quando a saudade aperta muito, não há outro jeito: é preciso correr para a rodoviária ou para o aeroporto e encontrar seu parceiro por pelo menos um ou dois dias. “Eu não conheço nenhuma outra maneira de se resolver essa questão”, brinca Gikovate. Outro grande problema de um namoro à distância, e talvez o maior deles, é o ciúme. O sentimento, muito comum nas relações, pode ser acentuado com os quilômetros que separam o casal. Mas o que fazer? Simplesmente confiar no parceiro? Sim. Essa é a única forma de afastar esse fantasma de uma relação. Mas como confiar? Certamente, confiança não é algo que se ganha ou se conquista de um dia para o outro. Ter ou não ciúme vai depender da confiança recíproca que foi construída antes de o casal se separar fisicamente. Como dica, Gikovate sugere que o parceiro analise o outro como um todo, e não somente pelo contexto da relação. É preciso saber se seu parceiro é coerente em seu dia-a-dia. “Uma pessoa que é coerente na vida, que cumpre aquilo que se propõem a fazer e que tem uma estabilidade emocional e profissional, costuma ser confiável também em um relacionamento amoroso”, afirma. Um exemplo de namoro à distância que deu certo é o do casal Patrícia Almeida e Romário Peters, ambos de 24 anos. Ela mora em Itapetininga, no interior de São Paulo. Ele, em Joinville, Santa Catarina. A história deles começou no site de relacionamento Orkut. Os dois se conheceram em uma comunidade e, depois trocar algumas mensagens, decidiram namorar por "brincadeira". “Era só para não passarmos o dia dos namorados ‘sozinhos’”. O namoro, agora real, já dura seis meses. Eles se encontram uma vez por mês e passam três dias juntos. No mais, horas e horas de MSN, webcam e trocas de e-mails. Segundo Patrícia, a pior parte de um namoro à distância é o fim de semana. “A gente vê nossos amigos saindo com os namorados e nós estamos longe um do outro”, diz. Ela explica que, apesar disso, eles jamais pensaram em desistir do namoro. “Contamos os dias para termos o nosso final de semana tão esperado”, diz Patrícia. O casal já tem planos para um futuro bem próximo. No começo do próximo de 2009, Romário pretende se mudar para Itapetininga, onde os dois pretendem se casar. O psiquiatra Flávio Gikovate alerta que quem, assim como Romário, quer mudar sua vida para viver perto de seu amor, deve apenas observar se o novo lar atende suas necessidades básicas, como trabalho. “Nem um e nem o outro têm a obrigação de ceder. Se tiverem que ficar longe em função da carreira profissional, que fiquem”, explica Gikovate, que diz que a decisão de mudar de cidade ou país pode afetar para sempre a vida do casal. Confira algumas dicas para levar um namoro à distância: Use todos os recursos possíveis (telefone, e-mail, MSN) para se comunicar com a pessoa amada. O contato constante é essencial para manter a chama do relacionamento acesa. Use todos os recursos possíveis (telefone, e-mail, MSN) para se comunicar com a pessoa amada. O contato constante é essencial para manter a chama do relacionamento acesa. O prazo de validade de uma relação como essa é de um ano, um ano e meio. Depois disso, em geral, ou as pessoas ficam juntas, ou acaba. Quando a distância não é mais suportável, é sinal que a relação já está desgastada; Não venda para o parceiro algo que você não é. Diga sempre a verdade. Tome cuidado com as concessões. Elas podem custar caro no futuro. Se optar por convidar seu amor para morar perto de você, certifique-se de que você realmente poderá dar a ele toda a atenção de que ele irá precisar para se adaptar à nova vida. A chave para qualquer relacionamento é a afinidade. Existindo isso, as concessões vão se reduzindo e a chance de o relacionamento dar certo é bem maior. Antigamente, o machismo imperava e era a mulher que tinha que largar tudo e para ir atrás do homem. Isso acabou. É preciso analisar as condições de cada um.

Danilo Casaletti

Acreditar no Natal

Acreditei em Papai Noel por muitos anos. Menina do interior com a fantasia sempre a mil, ele fazia parte das minhas histórias encantadas. Até uns 7 anos de idade, eu também acreditava na cegonha e no coelho da Páscoa. Quando o pôr-do-sol tingia o céu, diziam-me que os anjinhos começavam a assar aqueles biscoitos de Natal que se faziam em todas as casas da pequena cidade. Trovoadas de começo de verão eram São Pedro arrastando os móveis para a fábrica de brinquedos ter mais espaço. Na antevéspera de Natal, um recanto da sala era ocultado por lençóis estendidos, e ali atrás ocorria o milagre: na noite de 24, com o coração saltando de ansiedade, a gente escutava sininhos como que de prata: era hora. Levada pela mão da mãe ou do pai, eu entrava na sala, de onde os lençóis tinham sido removidos, e lá estava ela: a árvore de Natal, toda luz de velas, toda cor de esferas, e embaixo os presentes. Muitíssimo menos dos que se dão hoje às crianças, mas havia presentes. Cantávamos canções natalinas, todo mundo se abraçava, depois abríamos os pacotes e comíamos a ceia. No dia seguinte, chegavam tios, primos, alguns amigos. Era só isso, sem alarde, mas com emoção. Guardei a sensação de que Natal é fraternidade, é reconciliação, é alegria de estar junto, é a chegada de pessoas queridas, é o tempo da família. Para quem não a tem, é o tempo dos amores especiais. Não éramos particularmente religiosos, mas uma de minhas avós, luterana convicta, na manhã seguinte me levava à igrejinha, onde eu gostava de cantar. Algo de muito bom se comemorava nesse tempo, o nascimento de Cristo e a esperança dos povos. Nem tudo seria guerra e perseguição, pobreza, crueldade, injustiça. As pessoas se queixam muito de que o Natal hoje é só comércio. Depende de quem o comemora. Se me endivido por todo o próximo ano comprando presentes além de minhas possibilidades, pois no fundo acho que assim compro amor, estou transformando o meu Natal num comércio, e dos ruins. Se entro nesses dias frustrado porque não pude comprar (ou trocar) carro, televisão, geladeira, estou fazendo um péssimo negócio para minha alma. E, se não consigo nem pensar em receber aquela sogra sempre crítica, aquele cunhado cínico, aquele sobrinho malcriado, abraçar o detestado chefe ou sorrir para o colega que invejo, estou transformando meu Natal num momento amargo. Então, depende de nós. Claro que há as tragédias, as fatalidades, doença, morte, desemprego, alguma maldade – essas não faltam por aí. Um avô meu morreu de doença muito dolorosa, na véspera de Natal. Foi a primeira vez que vi um adulto, minha avó, chorando. Há poucos anos, minha mãe morreu na antevéspera de Natal, depois de longuíssimo tempo de uma enfermidade maldita. Mas foram também ocasiões de conforto e consolo, abraço, amor e entendimento.
Na medida em que não se podem dar muitos e caríssimos presentes, talvez até se apreciem mais coisas delicadas como a ceia, o brinde, o carinho, os votos, a reunião da família, o contato emotivo com os amigos, mensagens pelo correio ou e-mail, música menos barulhenta e aroma de velas acesas. Mais que tudo isso, o perfume de uma esperança ainda que realista. A crise nas finanças pode incrementar a valorização dos afetos. Se não pudermos viajar, curtiremos mais nossa casa. Se não há como trocar velhos objetos, vamos cuidar mais dos que temos. Se não podemos comprar o primeiro carro, vamos olhar melhor nossos companheiros no metrô. Vamos curtir mais nossos ganhos em afeto. Não é preciso ser original para escrever sobre o Natal. A gente só quer que ele seja tranqüilo e gostoso, e que nos faça acreditar: em Papai Noel, em anjos, em famílias amorosas ou amigos fiéis, em governantes mais justos e líderes mais capazes, em um povo mais respeitado – em alguma coisa a gente acaba sempre acreditando. Porque, afinal de contas, é a ocasião de ser menos amargo, menos crítico, menos lamurioso e mais aberto ao sinal deste momento singular, que tanto falta no mundo: a possível alegria, e o necessário amor. Lya Luft

20 de dez. de 2008

A alegria

A alegria não está nas coisas, está em nós Johann Goethe
Picture by Paul Schutzer

Amar

Amar, é ver-se como um outro ser nos vê, é estar apaixonado pela nossa imagem deformada e sublimada
Graham Greene
Picture by Alfred Eisenstaedt

Cientistas desfazem mitos da crença popular

Comer à noite não engorda mais do que comer a qualquer outra hora do dia, segundo um artigo publicado nesta semana pela publicação científica British Medical Journal em que dois pesquisadores derrubam alguns dos mitos associados a esta época do ano. Os autores Rachel C. Vreeman e Aaron E. Carroll analisaram várias pesquisas por trás desses mitos, para provar que, na verdade, muitos não têm fundamento científico. Para contestar o mito de que comer à noite engorda mais, eles citam o resultado de uma pesquisa realizada na Suécia com 177 mulheres.
Ela constata que as mulheres obesas comem mais à noite do que as não obesas, e que isso ocorre simplesmente porque elas faziam mais refeições. Outro mito derrubado foi o de que há uma cura para ressaca. Bananas, aspirina, e até uma cerveja são recomendados para combater os efeitos do excesso de álcool no temido “dia seguinte”.
Mas, depois de consultar várias pesquisas dedicadas ao assunto, Vreeman e Carroll concluíram que a única forma de evitar a ressaca é bebendo com moderação.
Evidências A intenção do artigo é lembrar os leitores que muitas vezes crenças comuns no campo da saúde não estão baseadas em nenhuma evidência científica - e mostrar alguns exemplos. Outro mito derrubado foi o de que açúcar deixa as crianças hiperativas, um pesadelo para muitos pais. “Independente do que os pais acreditam, no entanto, o açúcar não é responsável pelo descontrole dos pequenos”, diz o artigo.
Pelo menos 12 estudos já foram feitos para examinar como as crianças reagem ao açúcar e nenhum deles conseguiu detectar qualquer diferença de comportamento. Os estudos incluíam açúcar na forma de doces, balas, chocolates e fontes naturais. “Os cientistas até estudaram como os pais reagem ao mito do açúcar. Quando os pais acreditam que seus filhos tomaram bebida com açúcar, eles avaliam o comportamento dos filhos como mais hiperativo. A diferença no comportamento das crianças está na cabeça dos pais.”
Além disso, os autores derrubaram o mito de que o número de suicídios aumenta na época das festas, de que a poinséttia – planta de folhas verdes e vermelhas, usada na decoração nesta época do ano, principalmente no hemisfério norte – é tóxica, ou de que usar chapéu é fundamental para manter o corpo aquecido porque a cabeça é a parte do corpo que mais libera calor. “Até uma manual de sobrevivência no campo do Exército americano recomenda cobrir a cabeça no tempo frio porque ‘de 40% a 45% do calor do corpo’ é perdido pela cabeça”, dizem os autores. Segundo Vreeman e Carroll, a orientação é fruto de uma experiência com soldados no Ártico, que estavam vestidos, mas sem chapéu, onde foi medida a perda de calor. “Especialistas dizem, no entanto, que se essa experiência tivesse sido feita com voluntários usando trajes de banho, eles não teriam perdido mais do que 10% de seu calor.” O calor do corpo, dizem os autores, é liberado proporcionalmente por todas as partes do corpo descobertas.
BBC

19 de dez. de 2008

Humildade

Seja humilde se quiser atingir a sabedoria e mais ainda quando a tiver adquirido.
Helena Blavatsky

A gente sonha

A gente sonha em abrir as cortinas das janela, olhar a paisagem sem que seja a sala do vizinho, olhar para fora, para dentro, olhar a luz do dia, aquecer-se com o sol, respirar, sentir a brisa, olhar a amplidão, sentir-se pleno. A gente sonha em acordar devagarinho, espreguiçar com cautela, curtindo os movimentos, tomar um banho e sentir a água correndo pelo corpo, colocar a roupa que gosta, sentir-se bem, ler o jornal, tomar um café gostoso, pegar o ônibus que chegou logo, ir sentado, apreciar o trajeto, pensar na vida, ver as pessoas.
A gente sonha em chegar no trabalho cumprimentar alegremente as pessoas eser cumprimentado também alegremente.A gente sonha em trabalhar sem estar torcendo para que o expediente termine logo. A gente sonha com um almoço farto, em saborear a comida quente, feita na hora, com carinho. A gente sonha com um dia cheio de desafios, resultados, alegrias, saúde e sossego e bem remunerado. Um dia bem vivido.
A gente sonha por uma vida familiar melhor, sem ficar torcendo para que a segunda feira chegue rapidinho. A gente sonha em abrir o jornal, revistas e não ler sobre a guerra, dificuldades mundiais. A gente sonha pela paz pela valorização da vida. A paz é para ser vivida e não para ser matada. A gente sonha em ser visto, escutado, respeitado e não ser ignorado. A gente sonha por uma marketing , uma publicidade da vida e não só de produtos, prazer pelo sofrimentos, valorização do status, do superficial, do descartável, etc.
A gente sonha por um ar mais limpo, sem ar condicionado, luz artificial, copos descatáveis, por água potável, por comida. A gente sonha em escutar o barulho do mar o canto dos pássaros o galo da madrugada, o apito guarda noturno, os grilos cantando olhar a lua, ver estrelas, imaginar, amar. A gente sonha em colher a fruta no pé, beber a água da fonte, tomar banho na cachoeira. A gente sonha por um ecosistema mais justo.
A gente sonha em concretizar os nossos sonhos, concretizar o nosso sonhodepende de quem sonha. A criação é sonhar e concretizar . Sonhe, imagine,um ano melhor e concretize. Sonhe e busque concretizar um mundo melhor.
Maria Inês Felippe

Cuide bem do melhor amigo

Quem é seu melhor amigo? Um colega de infância? Um professor, seu pai? Afinal, o que é ser um melhor amigo? Algumas pessoas dizem que é aquela pessoa que está com você a todo o momento, nas melhores e piores situações, que sabe te ouvir e que te aconselha a fazer a melhor coisa, e tudo que deseja é o seu sucesso. Você não tem um melhor amigo? Pois então, vá até o espelho mais próximo e dê uma boa olhada... O que você vê? Sim, é exatamente isso que você está pensando. Eu quero quevocê dê uma boa olhada naquele que é, e sempre foi seu melhor amigo... Você mesmo! Muita gente por ai vive somente para satisfazer as necessidades dos outros, se sacrificam e dedicam tempo e energia para fazer o outro feliz, algumas pessoas trabalham arduamente para comprar coisas à espera de aceitação. De outros. Mas a pergunta é... Quando você vai começar a dedicar tempo a você mesmo? Quando você vai traçar metas para sua realização pessoal? Talvez você já tenha ouvido falar da "Síndrome do ninho vazio", que geralmente acontece com aquela pessoa que dedicou sua vida aos filhos, casa e marido, e depois que os filhos se casam e vão viver suas vidas, entra em depressão e se lamenta por não ter vivido a vida com mais intensidade. Eu acredito que é importante fazer a diferença na vida de outras pessoas, dar sua contribuição para um mundo melhor, mas se você estiver deprimido(a) ou com sua auto-estima no pé, não vai conseguir fazer muita coisa nem por você, nem por ninguém. Por isso, meu amigo(a) eu recomendo a você que comece a cuidar daquele que estará com você até o final dessa jornada chamada existência. Reserve umtempo para você mesmo(a), aprenda a meditar, saia para dar um tapa no visual e para fazer coisas que o faça se sentir bem. Amar a si mesmo é o melhor presente que você pode se dar. Pessoas assim têm a auto-estima elevada, e com isso transmitem essa energia aonde quer que estejam.
Fernando Oliveira

18 de dez. de 2008

''O Fim da Era Madonna''?

Encher dois Maracanãs e três Morumbis. Esse é o desafio da cantora Madonna, 50 anos, que vem neste mês ao Brasil para a turnê de Sticky & Sweet. A base dos shows será o álbum Hard Candy, lançado no primeiro semestre. Os milhares de espectadores que rumarão para os estádios carioca e paulistano não estarão, no entanto, em busca apenas das canções do novo disco. Madonna é um fenômeno que transcende a música. Ela faz parte de uma linhagem que começa em Elvis Presley e passa pelos Beatles, pelos Rolling Stones, por David Bowie e mais alguns poucos cantores e bandas. Esse seleto clube congrega os artistas que, como antenas, captaram o espírito de suas épocas. Tornaram-se, portanto, ícones de diferentes gerações. Assim como os anos 60 foram a "era Beatles", vivemos desde meados dos 80 a "era Madonna". Por isso ela deve ter facilidade em lotar os dois templos do futebol brasileiro, da mesma forma que costumeiramente enche arenas pelo mundo. A pergunta que está no ar, no entanto, é: até quando? A "era Madonna" ainda vai continuar por muito tempo? E, passada sua vigência, ainda serão possíveis, em tempos de internet, cantores que traduzam e mobilizem gerações? Para entender o fenômeno Madonna é necessário voltar no tempo, mais precisamente para os anos 50. Elvis Presley foi o primeiro cantor a ir além da música. Combinando som e imagem — ele era astro de vários filmes —, Elvis se tornou, antes de tudo, um fenômeno comportamental. Seu rebolado antecipou a ainda incubada revolução sexual, que eclodiria na década seguinte. Sua música, o rock and roll, que mesclava o country branco ao soul negro, era a perfeita tradução de uma América cada vez mais multirracial (embora o verdadeiro alquimista da combinação, Chuck Berry, reconhecido como o fundador do gênero, ainda fosse discriminado pela cor da pele). Elvis marca o surgimento do mainstream musical. O termo, um dos poucos de língua inglesa que não têm equivalente em português, indica a corrente hegemônica na cultura. Formam o mainstream os artistas que transcendem suas áreas e captam o zeitgeist ­— palavra alemã que, esta sim, pode ser traduzida por "espírito do tempo".Antes de Elvis, esses ícones vinham do cinema. O cantor de Memphis inaugurou uma dinastia. Depois dele, os Beatles foram a mais perfeita tradução do espírito rebelde com causa dos anos 60. Depois vieram os rebeldes sem causa Rolling Stones e o multifacetado David Bowie, ícone de uma era (os anos 70) em que tudo era possível. Depois deles, apenas Madonna atingiu igual dimensão na habilidade de traduzir o espírito de uma época. E ninguém — nem mesmo os Beatles, que se separaram no auge do sucesso — sobreviveu como ícone por tanto tempo quanto ela. Por uma razão simples. Madonna não é a expressão de um pensamento de época, e sim de vários pensamentos de épocas sucessivas. Ela captou e jogou no mainstream, às vezes de forma pioneira, idéias hoje vitoriosas nos campos estético e comportamental. Entre elas, o novo feminismo, a afirmação dos direitos homossexuais, a combinação de música e imagem no videoclipe, a entrada da moda no mundo da cultura pop, a transferência do eixo criativo da cultura de Nova York para Londres e, mais recentemente, a proeminência dos produtores no trabalho musical. Muitas vezes ela apenas referenda algo que já está acontecendo, mas ainda não foi percebido. De vez em quando, faz alguma aposta, o que a situa como alguém muito mais antenada do que uma simples surfista de tendências. Seu momento atual representa bem isso. Ao mesmo tempo em que chamou dois dos nomes mais quentes do R&B para trabalhar em Hard Candy — o produtor e rapper Timbaland e o cantor Justin Timberlake —, ela estreitou seu vínculo com Eugene Hutz, o cantor de origem ucraniana que lidera o grupo Gogol Bordello, sensação no underground. Após participar de sua turnê remodelando o hit La Isla Bonita, Hutz virou o protagonista de Sujos e Sábios (Filth & Wisdom), estréia de Madonna no cinema como diretora e roteirista de ficção. O longa, como a maioria das empreitadas de Madonna nessa seara, já recebeu uma enxurrada de comentários negativos. O crítico da Rolling Stone americana escreveu que, enquanto uma das personagem sonhava em poder exterminar a fome na África, ele sonhava que o filme terminasse logo.Os filmes de Madonna ­— como os de Elvis e dos Beatles, aliás — sempre foram muito criticados. Sua maior contribuição ao mundo da imagem, no entanto, se dá principalmente em outra seara. Como cravou Norman Mailer na revista Esquire, num perfil da cantora publicado em 1994, o pulo-do-gato de Madonna não está puramente no trabalho como atriz, nem como intérprete de canções pop, nem como compositora. Está na arte de fazer videoclipes. O jornalista e escritor — que tem a biografia de outro ícone da cultura de massa no currículo, a atriz Marilyn Monroe — escreveu que Madonna era a maior artista de "música e imagem" do mundo e que o videoclipe talvez fosse a mais nova forma de arte popular norte-americana.Madonna foi sem dúvida alguma a artista que melhor soube usar o videoclipe. Ela nasceu praticamente junto com a MTV, no começo da década de 1980. E, a cada novo clipe que mandava para a emissora, ela anunciava um novo estilo. Surgia vestida de um jeito diferente, dançando de um jeito diferente, criando uma nova polêmica. Um dos primeiros grupos a implicar com o estrago que a imagem de Madonna começava a fazer foi o das feministas. Mas logo a vulgaridade da artista foi traduzida como "feminismo afirmativo" por uma das grandes pensadoras feministas da época, a controversa Camille Paglia. "Madonna é a verdadeira feminista. Ela expõe o puritanismo e a ideologia sufocante do feminismo americano, ainda encalhado numa atitude de lamúria adolescente. Madonna ensinou as moças a ser plenamente femininas e sexuais, mantendo ao mesmo tempo controle sobre suas vidas", escreveu. O auge desses questionamentos feministas se deu quando a cantora lançou Sex, um explícito álbum de fotos eróticas que, lançado em 1992 no Brasil, chegou a ser debatido em programas populares, como o Domingo Legal, de Gugu Liberato. No mesmo período, a MTV iniciava suas operações no Brasil e Madonna podia ser vista a todo instante roçando em dois homens vestidos em trajes sadomasoquistas no clipe de Justify My Love, parceria da cantora com o roqueiro Lenny Kravitz. Hoje, tudo isso soa corriqueiro. Uma cantora como a novata Katy Perry pode sair do mercado gospel para se lançar no mercado secular com uma faixa intitulada I Kissed a Girl (Eu Beijei uma Garota), que isso não choca mais ninguém. Katy, aliás, foi um dos nomes mais badalados de 2008 e tem noção de que seu caminho foi pavimentado por Madonna. Na época de Sex e Justify My Love, Madonna já era vista e entendida como um ícone gay, imagem que só foi sendo reforçada a cada novo single. Deeper and Deeper, extraí­do do álbum Erotica, falava de um jovem em conflito com sua primeira paixão homossexual. No clipe da música, uma Madonna masculinizada, com cabelo curto, contracena com garotos de programa, travestis, drag queens, DJs e muitas mulheres (uma delas, a futura cineasta Sofia Coppola), algumas se beijando, tudo isso dentro de uma boate em Hollywood. Ela começava a se aprofundar na cultura da dance music. Não por acaso, as festas rave explodiam na Europa e a música eletrônica experimentava um novo momento, muito mais popular. Madonna dava seu aval ao culto hedonista e aos ventos libertários que essa cena representava.Um pouco antes, a bordo da turnê Blond Ambition, Madonna foi uma das pioneiras em encarar a moda como cultura pop. O figurino do show, em que se destacavam os hoje famosos sutiãs pontudos, foi assinado pelo estilista francês Jean-Paul Gaultier. Na época, a chamada alta-costura era algo totalmente distante dos jovens que curtiam Madonna. Hoje, a geração Sex and the City discute grifes e marcas de sapato da mesma maneira que os jovens dos anos 70 reconheciam os estilos dos guitarristas das bandas de rock. Em poucas áreas Madonna é tão antenada quanto na moda. Depois de trazer Gaultier para o main­stream, a cantora, na turnê seguinte, buscou a colaboração de dois desconhecidos estilistas italianos. Quando passou por Paris, a turnê The Girlie Show escandalizou os franceses, que trataram seus figurinos como "coisa de carcamano". Os italianos em questão eram Domenico Dolce e Stefano Gabanna, que mais tarde se tornariam tão famosos quanto Gaultier. A turnê The Girlie Show foi a primeira de Madonna a passar pelo Rio de Janeiro e por São Paulo, e os brasileiros puderam conferir ao vivo as inventivas criações dos dois estilistas.No fim dos anos 90, já quarentona e com uma filha para criar, Madonna lançou o álbum Ray of Light e passou a viver quase um namoro com a crítica musical, algo que dura até hoje. Vertentes como o tecno e o trip hop já estavam bem assimiladas pela mídia, e a cantora soube escolher os melhores produtores europeus para trabalhar com ela desde então. O primeiro foi William Orbit, depois Mirwais e, por último, Stuart Price. Madonna nunca foi de aceitar ingerência de gravadora em seus trabalhos. Mas, a partir de então, seria impossível pensar numa interferência de fora. Ela já havia mostrado que até mesmo nos fiascos, como quando se envolveu na produção do filme Evita, em que atuou e gravou a trilha sonora, carregava consigo milhares de seguidores, como se liderasse uma seita ou representasse alguma religião. Hoje, o que a indústria parece buscar são artistas que tenham esse domínio total do processo criativo. Apesar de ainda surgirem cantoras e grupos vocais criados por empresários, o modelo atual de Madonna é o mais adequado neste momento em que as companhias do disco penam para sobreviver. Diferentemente de Michael Jackson ou Axl Rose, Madonna nunca demorou décadas para entregar um novo álbum, torrando milhões da gravadora.No começo desta década, Madonna se casou com o cineasta Guy Ritchie e foi viver na Inglaterra. Na esteira do brit- pop de Oasis e Blur, da eletrônica de Prodigy e Chemical Brothers e do cinema de Danny Boyle (Trainspotting — Sem Limites) e do próprio Guy Ritchie, que estourou em 1998 com Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes, o Reino Unido vivia um excelente momento cultural. Mesmo grupos americanos como Strokes e White Stripes foram descobertos primeiro pelos britânicos para depois caírem no gosto dos americanos e do resto do mundo. No meio dessa excitação, Madonna lançou o álbum Music (2000), cujo clipe da faixa-título trazia como protagonista o rapper Ali G, personagem criado por um humorista fenômeno na Inglaterra, mas que fora dali ainda não era ninguém. Seu nome: Sacha Baron Cohen, que seis anos mais tarde ficou internacionalmente conhecido como o intérprete do repórter cazaque Borat. Desde que se mudou para a Inglaterra e passou a criar uma família (com Ritchie ela teve mais um filho), Madonna se envolveu em menos escândalos. O conturbado relacionamento com o temperamental ator Sean Penn havia ficado no passado, assim como os beijos lésbicos e as polêmicas com a Igreja. Mas ela voltou aos tablóides recentemente ao adotar David Banda, um garoto de Malaui, que ela conheceu durante as gravações do documentário I Am Because We Are, sobre as mazelas daquele país, praticamente destruído pela epidemia de aids. Depois de já ter posado com a criança no colo, o que ajudou a promover seu documentário, Madonna "descobriu" por meio da imprensa que o menino africano não era órfão e que seu pai acusava as autoridades de Malaui de o terem forçado a aceitar a adoção pela popstar. Para quem acompanha a saga de Madonna, o que importa mesmo é que a cantora demonstra que nos próximos anos estará muito mais envolvida com a África.Hard Candy, o último tiro de Madonna, teve como alvo o hip hop, que é um estilo tão ou mais dançante quanto o que ela vinha explorando até então. No clipe de 4 Minutes, o primeiro single do álbum, Madonna surgiu toda atlética e botocada, saltando por cima de carros e fazendo movimentos de ginasta, como se fosse uma espécie de heroína. Ela quase não aparenta ter a idade que tem. Com sua capacidade de se reinventar, é difícil prever quando irá parar. O que pode talvez abreviar a sua carreira e, quem sabe, dificultar o surgimento de novas Madonnas é a própria mudança no chamado "espírito do tempo". Em dois dos já tradicionais debates promovidos por Bravo! (na Livraria da Travessa e na Casa do Saber, ambas no Rio de Janeiro), o mítico executivo da indústria do disco André Midani chamou atenção para uma mudança cultural radical: o fim do conceito de mainstream. Segundo ele, com a falência das gravadoras e o surgimento da internet, o papel do músico como antena de uma época e emblema de uma geração pode estar com os dias contados. Elvis, Beatles, Stones, Bowie e Madonna eram líderes das paradas de sucessos, apareciam na televisão, monopolizavam os cadernos culturais dos jornais. Era, assim, impossível escapar da exposição a suas músicas e suas idéias, a não ser que desse para tirar férias em outro planeta. Hoje, cada um tem sua parada de sucessos particular no iPod. Em dificuldades financeiras, as gravadoras já não têm poder de fabricar sucessos, e a importância da televisão e do rádio diminuiu com a internet, onde o ouvinte tem acesso à produção musical de todos os tempos. É ele quem escolhe, e não os programadores das emissoras, o que quer ouvir. Para o bem e para o mal, como nota o ensaísta inglês Chris Anderson no livro A Cauda Longa, vivemos o fim da era da massificação. Madonna talvez seja o último fruto desse tempo. Para o bem e para o mal, a "era Madonna" pode estar chegando ao fim.
José Flávio Júnior

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