20 de dez. de 2007

Coitado do Zé...


Uma mulher chegou em casa e disse para o marido:
- Zé, lembra das enxaquecas que eu costumava ter toda vez que nós íamos fazer amor?
Estou curada. - Não tem mais dor de cabeça?!?!
O marido perguntou espantado.
A esposa respondeu:
- Minha amiga Margarete me indicou um terapeuta que me hipnotizou. O médico me disse para ir para frente do espelho, me olhar bem no espelho e repetir para mim mesma. Não tenho mais dor de cabeça. Não tenho mais dor de cabeça. Não tenho mais dor de cabeça.
Fiz isso e a dor de cabeça parece que sumiu.
- O marido respondeu: Mas que maravilha!
Então a esposa falou para o marido.
- Nos ultimos anos você não anda muito interessado em sexo. Por que você não vai ao terapeuta e tenta ver se ele te ajuda a ter interesse em sexo novamente?
O marido concordou, marcou uma consulta e alguns dias depois estava todo fogoso para uma noite de amor com a esposa. Então foi correndo para casa e entrou arrancando as roupas e arrastando a esposa para o quarto. Colocou a esposa na cama e disse para ela:
- Não se mova que eu já volto. Ele foi ao banheiro e voltou logo depois, pulou na cama e fez amor de maneira muito apaixonada como nunca tinha feito com a esposa antes.
A esposa falou:- Zé, foi maravilhoso!
O marido disse novamente para a esposa.
- Não saia dai que eu volto logo. Foi ao banheiro e a segunda vez foi muito melhor que a primeira. A mulher sentou-se na cama, a cabeça girando em êxtase com a experiência.
O Marido disse outra vez: - Não saia dai que eu volto logo. Foi ao banheiro.
Desta vez a esposa foi silenciosamente atrás dele e quando chegou lá o marido olhava para o espelho e dizia:
- Não é minha esposa.
- Não é minha esposa.
- Não é minha esposa.
- Não é minha esposa.
- Não é minha esposa.
- Não é minha esposa.
O velório do Zé será amanhã na capela 13 do cemitério da Saudade!

Canal do Panamá

Escolhas


Eu descobri que sempre tenho escolhas.
E em muitas vezes, trata-se apenas de uma escolha de atitude
Judith Knowlton
Picture by Wesley Duke Lee

Falta de ambição


As mulheres que procuram ser iguais aos homens, têm falta de ambição.
Timothy Leary
Picture by Pierre-Auguste Renoir

Beleza


Estou cansado do disparate que é ouvir dizer que a beleza é algo à flor da pele, que não é uma coisa profunda.
Mas que é que queriam, um adorável pâncreas?
Jean Kerr



Greta Garbo




Cegueira dos sentidos


Ah, só eu sei
Quanto dói meu coração
Sem fé nem lei,
Sem melodia nem razão.
Só eu, só eu,
E não o posso dizer
Porque sentir é como o céu,
Vê-se mas não há nele que ver
Fernando Pessoa

Fala - Esse instrumento de comunicação humana


Cuidado!
Reagimos instantaneamente ao ouvirmos essa expressão. Na maioria das vezes estamos nos valendo da experiência alheia para completar a que nos falta e nos chega através da linguagem. O ser humano pode continuar avançando a partir do ponto onde outros chegaram. Isto significa que a linguagem torna possível o progresso.

O que diferencia a linguagem humana é que ela pode versar sobre a própria linguagem.
Todos os esforços indispensáveis ao bom funcionamento da sociedade devem ser necessariamente conseguidos através da linguagem.

A linguagem está implícita em toda nossa vida, desde o início. Vivemos mergulhados em palavras. E todo comportamento numa situação interacional tem valor de mensagem, portanto por mais que um indivíduo se esforce é impossível não comunicar. Atividade ou inatividade, palavra ou silêncio, tudo possui valor de mensagem. Um passageiro de um ônibus que se senta de olhos fechados está comunicando que não quer falar nem que falem com ele e usualmente os seus “vizinhos” recebem a mensagem e reagem adequadamente deixando-o sozinho.

Isto, obviamente, é tanto um intercâmbio de comunicação como a mais animada das discussões.
Quanto às palavras, a maioria das pessoas as aceitam como o ar que respiram, sem pensar no assunto, e raramente reconhecem o efeito do clima verbal em sua saúde mental e seu bem-estar.
Mas palavras lidas no jornal enfurecem, palavras ouvidas do chefe enchem o peito de orgulho, palavras que se referem à sua pessoa, dita às suas costas o põe doente, palavras escritas no papel, garantem o emprego e assim por diante.

Acontece que a maioria das pessoas acredita que, as palavras realmente não importam, o que importa são as idéias que representam. Alguns conjuntos de palavras podem conduzir a um beco sem saída e enquanto o mesmo não ocorre com outro conjunto.

As palavras, o modo como são empregadas ou ouvidas, determinam em grande parte idéias, crenças, atitudes.
Samuel I. Hayakawa
Picture by Frederick Morgan

19 de dez. de 2007

Amores e revoluções


Um amor, uma carreira, uma revolução: outras tantas coisas que se começam sem saber como acabarão.
Jean Paul Sartre
Picture by Joseph Holston

As várias faces da grandeza


A grandeza vem não quando as coisas sempre vão bem para você, mas a grandeza vem quando você é realmente testado, quando você sofre alguns golpes, algumas decepções, quando a tristeza chega.

Porque apenas se você esteve nos mais profundos vales você poderá um dia saber o quão magnífico é se estar no topo da mais alta montanha.
Richard Nixon

A ignorância


A ignorância obriga-nos a fazer duas vezes um mesmo caminho
Provérbio
Picture by K. Roberts

Baseie sua liderança em valores éticos


Os verdadeiros líderes se perguntam sempre qual é seu papel no mundo e se são mobilizados para a verdade, a bondade e a beleza.
Eles se preocupam com questões dessa natureza porque sabem que contribuem para a evolução.
Caso contrário, não são líderes.
Jair Moggi e Daniel Burkhard
Picture by Max Laigneau

Solidão e liberdade

Nenhum caminho é mais errado para a felicidade do que a vida no grande mundo, às fartas e em festanças, pois, quando tentamos transformar a nossa miserável existência numa sucessão de alegrias, gozos e prazeres, não conseguimos evitar a desilusão; muito menos o seu acompanhamento obrigatório, que são as mentiras recíprocas.
Assim como o nosso corpo está envolto em vestes, o nosso espírito está revestido de mentiras. Os nossos dizeres, as nossas acções, todo o nosso ser é mentiroso, e só por meio desse invólucro pode-se, por vezes, adivinhar a nossa verdadeira mentalidade, assim como pelas vestes se adivinha a figura do corpo. Antes de mais nada, toda a sociedade exige necessariamente uma acomodação mútua e uma temperatura; por conseguinte, quanto mais numerosa, tanto mais enfadonha será.
Cada um só pode ser ele mesmo, inteiramente, apenas pelo tempo em que estiver sozinho. Quem, portanto, não ama a solidão, também não ama a liberdade: apenas quando se está só é que se está livre.

A coerção é a companheira inseparável de toda a sociedade, que ainda exige sacrifícios tão mais difíceis quanto mais significativa for a própria individualidade. Dessa forma, cada um fugirá, suportará ou amará a solidão na proporção exacta do valor da sua personalidade. Pois, na solidão, o indivíduo mesquinho sente toda a sua mesquinhez, o grande espírito, toda a sua grandeza; numa palavra: cada um sente o que é. Ademais, quanto mais elevada for a posição de uma pessoa na escala hierárquica da natureza, tanto mais solitária será, essencial e inevitavelmente.
Assim, é um benefício para ela se à solidão física corresponder a intelectual. Caso contrário, a vizinhança frequente de seres heterogêneos causa um efeito incómodo e até mesmo adverso sobre ela, ao roubar-lhe seu «eu» sem nada lhe oferecer em troca. Além disso, enquanto a natureza estabeleceu entre os homens a mais ampla diversidade nos domínios moral e intelectual, a sociedade, não tomando conhecimento disso, iguala todos os seres ou, antes, coloca no lugar da diversidade as diferenças e degraus artificiais de classe e posição, com frequência diametralmente opostos à escala hierárquica da natureza.
Nesse arranjo, aqueles que a natureza situou em baixo encontram-se em ótima situação; os poucos, entretanto, que ela colocou em cima, saem em desvantagem. Como consequência, estes costumam esquivar-se da sociedade, na qual, ao tornar-se numerosa, a vulgaridade domina.
Arthur Schopenhauer
Picture by Daeni Pino

18 de dez. de 2007

Romantismo masculino

Poema de Natal

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos





Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.
Vinícius de Moraes
Picture by Tom Browning

O conhecimento do mundo


O conhecimento do mundo apenas pode ser adquirido no mundo, não num armário
Philip Chesterfield
Picture by Gregg Robinson

Quem ama


Quem ama nunca sabe o que ama,
Nem sabe porque ama,
Nem o que é amar.
Amar é a eterna inocência
E a única inocência é não pensar.
Fernando Pessoa
Picture by Eleanor Polen

Quando a felicidade bate à porta


O fato se deu no glorioso ano de 1979. Tinha então 20 anos de idade e todos os sonhos do mundo. A vida acadêmica (cursava o primeiro ano de jornalismo) me parecia limitada, hipócrita, inadequada, incabível, ridícula e tacanha para o estilo de vida que desejava ter.

Ansiava ardentemente por viagens interoceânicas, novos odores, mulheres que falassem outras línguas, praças com árvores floridas, livrarias repletas de obras instigantes...
De repente, Paris. Lá estava eu numa quitinete (studiô, segundo os franceses) de uma brasileira amiga de uma amiga de uma amiga, aquelas coisas. E, para meu espanto e felicidade, dois dias após a minha chegada, ela me informou que estava viajando para o sul da França e que eu poderia ficar no apartamento até que voltasse.
Voilá! Sozinho em uma quitinete no bairro de Marie de Montreuil, Rue des Vincennes, Paris, com o que me lembrava da língua francesa aprendida no ginásio (conjugação do verbo connaître e outras mumunhas), temperatura de 5 graus, céu compacto, cinza, escurecendo às 4 horas da tarde.
Mas, quando estamos felizes e soltos, as coisas acontecem por si só. Dois ou três dias depois da partida da brasileira, alguém tocou a campainha. Eram 7h da noite. Abri a porta e vi uma garota belíssima com uma mala a seu lado. Perguntou-me algo em francês. Não entendi. Gesticulei para que entrasse. Levei sua mala para o interior. Depois de desastradas tentativas de conversação, entendi que ela se chamava Isabelle e que era amiga da brasileira inquilina. Quanto ao que estava fazendo, de onde vinha, para onde ia e por quanto tempo ficaria em Paris, impossível saber.
Começava ali uma silenciosa e dourada história de amor. Deitados na cama, nos comunicávamos através de nossos pés, de nosso apaixonado silêncio, olhos brilhando na escuridão...
Felizes, enamorados, como que sonhando, resolvemos, numa noite, voltar a pé para casa. No meio do caminho, começou uma neve delicada e fina. Uma neve que jamais esquecerei, talvez por ter sido a primeira e mais linda que vi em toda a minha vida. Passados 30 minutos dessa mágica e alva chuva, o asfalto negro tornou-se brilhantemente branco. Estávamos às margens do Rio Sena e ela me pediu para que a esperasse um pouco. Desceu a escada que dá para o rio e ali fez um mítico e glorioso xixi. Sua urina caía sobre as águas geladas do Sena produzindo uma volumosa fumaça. Tudo dentro de um sonho. Tudo em Paris.
Um dia ela fez sua mala e tentou explicar-me que precisava partir. Entendi, com um frio na barriga, que Isabelle era casada e que estava de passagem por Paris. Que já deveria ter ido para Nova York encontrar com o seu marido há muito tempo. Mas que tinha se apaixonado por mim. E não conseguia me deixar. Resolvemos viajar juntos para Londres. De lá ela pegaria um vôo para Nova York.
Nunca mais consegui voltar para Paris.
Ciro Pessoa

17 de dez. de 2007

Conduta


Age sempre de tal modo que o teu comportamento possa vir a ser princípio de uma lei universal.
Emmanuel Kant
Picture by Nel Whatmore

Reinventar-se


O homem tem de se inventar todos os dias
Jean-Paul Sartre
Picture by Gary Collins

O medo


Aquele que tem medo na tua presença odeia-te na tua ausência.
Thomas Fuller
Picture by Mallet M.

O trabalho de estar vivo


Acho que tenho uma interpretação muito livre de trabalho, porque penso que estar vivo já dá tanto trabalho que não queremos fazer mais nada.
Andy Warhol

O homem que queria ser rei


Era uma vez um homem que queria ser rei, não sabendo bem nem como nem porquê. Mesmo assim, não deixava de alimentar este insólito sonho. Desde cedo, saiu pelos caminhos da vida guiado por sua estrela. Estudou muito, leu tudo, sentou-se aos pés de velhos mestres, batalhou em várias frentes, foi peão e patrão, prestava muita atenção nas pessoas, pedia e aceitava de bom grado conselhos, consultava permanentemente seu interior sempre em busca de se entender melhor e... continuava, teimosamente, a sonhar. Queria e, uma dia, seria rei.

Os caminhos da vida nem sempre lhe foram, na verdade, planos e ajardinados, lindos e ensolarados; quantas vezes o feriram, foram cruéis e escabrosos, com paisagens secas e desérticas, de horizontes inalcançáveis. Mas não desanimava por isto, não se permitia desanimar, embora assaltados inúmeras vezes por tentações de o fazer. Tratava a vida com distinção, sem discriminá-la, e as pessoas com nobreza, sem amesquinhá-las, defendendo a dignidade das grandes causas, a realização dos grandes sonhos, dando força às lutas do povo contra os tiranos e preservando, como bens maiores, a liberdade, a esperança, a cidadania e a alegria de viver. A vida, acreditava, é um milagre que deve florescer para o bem dos outros e para a glória de seu autor maior que é Deus. Tomava-a, por isto, nos braços com imenso carinho e sempre encantado, e brincava com ela como uma criança brinca com seus brinquedos preferidos.

Aceitou a companhia de outras pessoas que também sonhavam ser reis e elegeu uma mulher para ser sua rainha. Ela despertou-lhe a alegria de ser macho, sem deslustrar-lhe o apanágio da razão, mas liberando-lhe as emoções. Em resposta, cuidou dela como só um rei poderia cuidar, cobrindo-a com proteção e ternura, olhando-a com admiração e encantamento, embriagando-se de sua graça e beleza. Desejava que, acima de tudo, fosse feliz e que seu coração tivesse música e confiança. Procurava ser de todos um bom companheiro, amparando os necessitados e compadecendo-se dos aflitos. Ao mesmo tempo em que enxugava as lágrimas dos que choravam, colocando-se debaixo da cruz dos execrados, e lavava os pés dos relegados da sociedade, não deixava de festejar e dançar com os que tinham motivos para se alegrar.

Tomou como princípio nunca ceder diante da prepotência dos insolentes nem se acovardar frente aos violentos. Era íntegro e inteiro e homem de paz. Forte sem ser duro, tinha caráter sem ser grosseiro ou refratário. A ninguém julgava nem mesmo quando a opinião pública já o tivesse incriminado. Queria ajudar, negava-se a condenar. Não se achava diferente dos demais, nem queriaser superior aos seus semelhantes. Pelo contrário, confessava-se frágil e sempre aprendiz da nobre arte de viver. Pensava que sua vida era como um rio que tinha que correr em direção ao mare que certamente encontraria, neste mar, o reino que buscava. Mergulhando nele, perder-se-ia para encontrar-se, deixando, então, de ser um pequeno rio para poder abraçar a imensa riqueza de todos os rios.

Certo dia, muito antes de realizar seu sonho de ser rei e de sentir apagar-se para sempre a estrela que o guiava pelos caminhos, descobriu que a irmã morte lhe tomava a mão. E, ao seu contato, descobriu, não!, os outros descobriram que estava morrendo um homem cheio de humanidade, um homem que não sabia que, na verdade, tinha sido um grande rei.
Neylor J. Tonim
Picture by Howard Johnson

16 de dez. de 2007

Teste de surdez na 3ª idade


Um velho telefona ao médico para marcar uma consulta para a sua mulher.
A atendente lhe pergunta:- Qual o problema de sua esposa?
- Surdez. Não ouve quase nada.
- Então o senhor vai fazer o seguinte: antes de trazê-la, fará um teste, para facilitar o diagnostico do médico. Sem que ela esteja olhando, o senhor, a uma certa distância, falará em tom normal, até que perceba a que distância ela consegue ouvi-lo. Então quando vier, dirá ao médico a que distância o senhor estava quando ela o ouviu.
Certo?
- Está certo.
À noite, quando a mulher estava preparando o jantar, o velhote decidiu fazer o teste. Mediu a distância que estava em relação à mulher. e pensou:

'Estou a 15 metros de distância. Vai ser agora!'
- Maria... o que temos para jantar?
Nada. silêncio.
Aproxima-se 5 metros.
- Maria... o que temos para jantar?
Nada. silêncio.
Fica à distância de 3 metros:
- Maria... o que temos para jantar?
Silêncio.
Por fim, encosta-se às costas da mulher e volta a perguntar:
- Maria! O que temos para jantar?
- Frango, seu surdo! É a quarta vez que te respondo!

Convicções



Todo o homem, vá ele para onde for, leva consigo uma nuvem de confortáveis convicções, que o acompanham como moscas num dia de verão.
Bertrand Russel

Picture by Leon Bakst

Aspectos de violência

A violência urbana é uma enfermidade contagiosa. Embora acometa indivíduos vulneráveis em todas as classes sociais, é nos bairros pobres que ela se torna epidêmica. A prevalência varia de cidade para cidade, e de um país para outro. Como regra, a epidemia começa nos grandes centros e se dissemina pelo interior. 

A incidência nem sempre é crescente; a mudança de fatores ambientais pode interferir em sua escalada.Sabe-se que os genes herdados exercem influência fundamental na estrutura e função dos circuitos de neurônios envolvidos nos mecanismos bioquímicos da agressividade.

É bom ressaltar, porém, que os fatores genéticos não condicionam o comportamento futuro: o impacto do meio ambiente é decisivo. Os mediadores químicos liberados e a própria arquitetura das conexões nervosas que constituem esses circuitos são dramaticamente modelados pelos acontecimentos sociais da infância. As estratégias que as sociedades adotam para combater a violência flutuam ao sabor das emoções; o conhecimento científico raramente é levado em consideração. Como reflexo, o tratamento da violência evoluiu muito pouco no decorrer do século XX, ao contrário do que ocorreu com as infecções, câncer ou AIDS.


A explicação para tratar a violência está nos erros do passado. No século XVIII, um anatomista austríaco chamado Franz Gall desenvolveu uma teoria em torno da seguinte ideia  a maioria das características humanas, inclusive o comportamento anti-social, seria regulada por regiões específicas do cérebro. Cada comportamento estaria sob o comando de um centro cerebral específico. 

Quanto mais robusto fosse o centro mais intensa seria a expressão do comportamento controlado por ele. Essa teoria ganhou o nome de frenologia. Franz Gall imaginava que, ao crescer, os centros cerebrais exerciam pressão contra os ossos da cabeça, deixando neles saliências que poderiam ser vistas ou palpadas. 

As pessoas com tendências criminosas poderiam, então, ser reconhecidas pelo exame cuidadoso dessas protuberâncias e depressões ósseas presentes no crânio. Com o tempo, a frenologia caiu em descrédito, mas a tentação de identificar a aptidão para o crime por meio de características físicas persistiu.


Cerca de cem anos depois da frenologia, um italiano especialista em antropologia criminal chamado Cesare Lombroso criou uma nova doutrina que ressuscitou a associação das características físicas com uma suposta índole criminosa. Tais características constituiriam os "stigmata". 


De acordo com Lombroso, os tipos humanos com testa achatada e assimetria nos ossos da face, por exemplo, seriam criminosos potenciais. 

Quem tivesse esses traços era classificado como tipo lombrosiano e visto com extrema desconfiança nos tribunais.


Em 1949, Egas Muniz, neurocirurgião português, ganhou o prêmio Nobel de medicina em reconhecimento por haver introduzido a lobotomia, na prática médica. 

Na lobotomia, são seccionados os feixes nervosos que chegam e os que saem do lobo frontal, localizado na parte anterior do cérebro, estrutura responsável pela tomada de decisões a partir das informações captadas pelos sentidos. Inicialmente indicada apenas nos casos de pacientes muito agressivos, as lobotomias se popularizaram segundo critérios de indicação duvidosos e, muitas vezes, serviram como instrumento de poder ou castigo, especialmente nos estados totalitários (mas não apenas neles).


Nos últimos 50 anos, essas teorias caíram gradativamente em descrédito, até se tornarem execradas pelos estudiosos. Hoje, são consideradas exemplos típicos de ideologias pseudocientíficas que foram utilizadas para justificar arbitrariedades graves. Paralelamente ao abandono dessas idéias, criou-se em certos setores da sociedade um medo generalizado de que os cientistas realizassem pesquisas laboratoriais, capazes de conduzir à obtenção de medicamentos apaziguadores dos instintos violentos. Imaginava-se que essas drogas poderiam ser administradas preventivamente às comunidades carentes de recursos, para acabar com a violência milagrosamente, sem que as classes dominantes precisassem abrir mão de seus privilégios.


Pensamentos desprovidos de bases científicas como esses, trouxeram péssima reputação aos estudos do comportamento anti-social. A politização afastou a comunidade acadêmica da área e a violência urbana passou a ser entendida como um fenômeno de raízes exclusivamente sociais. Qualquer tentativa de caracterizar um substrato orgânico para a agressividade física gerava debates carregados de emoção e até manifestações políticas.


O panorama começou melhorar a partir da década de 1970, quando os americanos tomaram consciência de que as dificuldades enfrentadas com as minorias do centro deteriorado das grandes cidades de seu país não desapareceriam espontaneamente. Ao contrário, a violência aumentava apesar do maior rigor em puni-la. Os institutos oficiais começaram, então, a financiar pesquisas para conhecer melhor o lado biológico da violência. As informações científicas acumuladas nos últimos 30 anos permitem afirmar que a violência tem um substrato biológico, de fato. O comportamento humano, no entanto, não se acha condicionado às características que herdamos de nossos pais. Ele é resultado de interações sutis entre genes, condições ambientais e experiências de vida.

A revista Science, que divide com a Nature prestígio e popularidade inigualáveis no meio acadêmico internacional, acaba de publicar um número dedicado a discutir a violência com base nas informações científicas disponíveis atualmente. Vamos resumir, aqui, o que a ciência sabe sobre a bioquímica e os fatores sociais envolvidos na violência, de acordo com essa revisão primorosa publicada pela Science:


1) O papel do álcool - O rato coloca o nariz num buraco da gaiola. No buraco há um sensor que detecta a presença do nariz e ativa um circuito elétrico. Nesse instante, num bebedor de água ao lado, caem algumas gotas de bebida alcoólica que o rato bebe rapidamente. Cada dose de álcool que cai é calculada de acordo com o peso corpóreo do rato para corresponder à de uma cerveja, no homem.Invariavelmente, ao terminar o drinque, o rato volta a colocar o nariz no buraco com sensor, para obter outro. Se o pesquisador deixar, o animal bebe até cair. 

Por isso, depois de tomar o equivalente ao segundo drinque, o fornecimento de álcool é interrompido. Nesse momento, um rato sóbrio é colocado na mesma gaiola do que bebeu. Os ratos são animais territoriais; numa situação dessas costumam atacar o intruso até que este levante as patas da frente para evitar mordidas e declarar submissão. O rato que bebeu os dois drinques não respeita a postura submissa do sóbrio, corre atrás e morde o outro muitas vezes. Mais de vinte vezes em cinco minutos, segundo o autor do experimento, Klaus Miczek, da Universidade de Tufts. Numa sociedade como a ocidental, em que o hábito de tomar dois drinques por dia é considerado abstinência por muitos, não é de se estranhar que de cada três crimes violentos, dois sejam cometidos sob efeito de bebidas alcoólicas. Grande parte das agressões mortais tão comuns na periferia das cidades brasileiras acontece nos bares, e muitos ladrões ingerem álcool antes de sair para o assalto.


2) Neurotransmissores - A experiência descrita com o álcool deixa claro que existem mediadores químicos envolvidos nos mecanismos que conduzem à agressividade. O mediador mais estudado tem sido a serotonina, substância que transmite sinais entre os neurônios, ligada às sensações de prazer, mas também às depressões, distúrbios de alimentação e dependência de cocaína.A serotonina, provavelmente, exerce controle inibitório sobre a agressividade impulsiva. Desarranjos no sistema de produção e metabolismo da serotonina têm sido descritos em pacientes psiquiátricos agressivos, homens impulsivos e violentos e em suicidas. Numerosos estudos documentaram níveis baixos de serotonina no líquor, isto é, no líquido que banha a medula espinal e o cérebro, em animais agressivos e também no homem. 

Como demonstração de causa e efeito, se administrarmos drogas que modificam os níveis de serotonina no líquor teremos alterações proporcionais na agressividade: drogas que diminuem as concentrações de serotonina aumentam a agressividade; as que aumentam serotonina tornam os animais mais dóceis. Diversos pesquisadores estão concentrados na caracterização dos receptores aos quais a serotonina se liga na superfície dos neurônios, para exercer seu efeito. Várias drogas que interferem com esses receptores reduzem a agressividade em ratos e macacos.

Outro neurotransmissor que parece estar envolvido na modulação da violência é a vasopressina. Em 1998, Coccaro e Ferris, da Universidade de Chicago, dosaram as concentrações de vasopressina no líquor de 26 homens portadores de distúrbios anti-sociais. Verificaram que níveis mais altos de vasopressina estavam associados a comportamento mais agressivo.


3) Lobo frontal - Muitos autores acreditam que o córtex do lobo frontal, camada de massa cinzenta que recobre o lobo, exerce influência importante no controle da impulsividade e do comportamento violento. Em 1997, A. Raine, estudou 41 homens encarcerados e um grupo de 41 indivíduos livres para servir de grupo controle, na Universidade da Califórnia. 

Todos foram submetidos ao PET- scan, tomografia que permite analisar as áreas cerebrais que estão em atividade num dado momento. Os resultados mostraram que o córtex da parte da frente do lobo frontal apresentava alterações fisiológicas nos presos condenados por crime de morte. O mesmo autor publicou outro estudo, no qual foram determinadas as dimensões do córtex do lobo frontal em diversos portadores da assim chamada personalidade anti-social, que haviam sido responsáveis por atos violentos. Neles, a substância cinzenta ocupava uma área 11% menor. Inquirido sobre o significado desse achado, Raine, respondeu à Science: "Não tenho a menor idéia".


4) A genética - Embora muitos considerem politicamente incorreto, os estudos conduzidos entre irmãos gêmeos univitelinos (iguais) criados na mesma família ou crescidos sem contato em lares distantes, são altamente sugestivos de que um componente genético esteja envolvido na agressividade. 

Na Holanda, há um caso clássico, relatado em 1993, de uma família cujos membros do sexo masculino haviam se engajado em crimes de morte, estupros, roubos e incêndios criminosos. 

A análise genética mostrou que esses homens tinham um defeito muito raro num gene que codifica a produção de uma enzima chamada MAOA, que age quebrando as moléculas de diversos neurotransmissores. Em 1999, S. Manuck e colaboradores publicaram um estudo realizado com 251 voluntários testados para a presença de mutações num gene responsável por uma enzima que limita a produção de serotonina. Os autores foram capazes de identificar mutações nesse gene associadas a diversas manifestações de agressividade, incluindo a tendência de experimentar sensação de raiva sem motivo aparente.

Em ratos, já foram identificados 15 genes que interferem com a agressividade, entre eles o da MAOA. A identificação de alguns desses genes, às vezes, aparece nas manchetes da imprensa leiga, como representando o descobrimento do "gene da agressividade". 

Conhecimentos elementares de genética, entretanto, demonstram que comportamentos complexos como a violência nunca são regulados por um gene único; estão sob o comando de uma constelação de genes que interagem através de mecanismos de extrema complexidade. Muitos biólogos moleculares estão convencidos de que essas interações são tão complexas, que dificilmente serão entendidas a ponto de podermos manipulá-las com segurança para modificar um comportamento de forma previsível, por mais elementar que seja ele.


5) A violência das crianças - Sem menosprezar a influência do meio, é inegável que a tendência a reagir de forma violenta diante de uma situação adversa varia de uma criança para outra, sugerindo raízes pré-natais. Segundo a Science, os pesquisadores atuais procuram entender a violência como expressão final de um conjunto de fatores de risco. Entre eles, estaria incluída uma vulnerabilidade biológica, genética ou desenvolvida na fase pré-natal, trazida à superfície ou reforçada pelo meio social. Crianças cronicamente violentas freqüentemente apresentam comportamento hiperativo, dificuldade de concentração na escola, ansiedade, confusão mental, impulsividade, ideação fantasiosa e tendências autodestrutivas. Esses distúrbios emocionais se agravam quando essas crianças se agrupam com outras, portadoras de comportamentos semelhantes. 

Estima-se que 2% dos meninos e menos de 1% das meninas apresentem essas características. É importante ressaltar que a maioria das crianças violentas deixam de sê-lo na adolescência. No caso dos adultos mais agressivos, porém, as raízes do comportamento anti-social costumam já estar presentes na infância, sugerindo que a agressividade seja um fenômeno bastante estável no decorrer da vida .O grupo de R. Tremblay, da Universidade de Montreal, vem acompanhando mil meninos canadenses a partir dos 6 anos de idade, desde 1984. 

A maioria dos que eram fisicamente violentos na infância abandonou esse comportamento ao redor dos 12 anos, mas em 4% a agressividade se tornou crônica. Tremblay identificou dois fatores de risco nesse grupo: as mães dos meninos eram menos instruídas e tiveram seus filhos numa idade mais precoce. Teoricamente, seriam mães menos preparadas para educar crianças problemáticas. Entre os traços associados ao comportamento violento das crianças está a falta de empatia, isto é, a dificuldade de colocar-se no papel do outro. 

Um dos exemplos é a crueldade com os animais, uma das primeiras manifestações dessa incapacidade. Estudos conduzidos por D. Rowe, na Universidade do Arizona, mostram que crianças com QI abaixo da média, também apresentam risco mais alto de se tornarem adultos violentos. O grupo de A. Raine, que acompanha cerca de 1800 crianças das ilhas Maurício, publicou um trabalho demonstrando que as crianças com baixa freqüência cardíaca aos 3 anos de idade tinham maior probabilidade de serem fisicamente agressivas aos 11. 

Em outros estudos, os mesmos autores mostraram que meninos com ondas cerebrais mais lentas e condutância cutânea mais baixa (uma medida da sudorese através da pele) tinham maior probabilidade de acabar na prisão, anos depois. Os autores desconfiam que esses parâmetros sejam simples indicadores de um sistema nervoso central mais desregulado. Nesses casos, quando o estresse é mantido, os circuitos de neurônios envolvidos no controle da agressividade ficariam sobrecarregados e entrariam em colapso. 

Apesar de essas conclusões serem criticáveis por não levarem em conta a influência poderosa do meio ambiente, a existência da agressividade física na infância é irrefutável. Se não considerarmos as conseqüências da agressão e olharmos apenas para o comportamento agressivo, a idade mais violenta de todas é a de 2 anos. R. Temblay afirma na revista Science: "A pergunta que tentamos responder nos últimos 30 anos, é como as crianças aprendem a agredir. A pergunta está errada; o certo seria perguntar como elas aprendem a não agredir. Os bebês não se matam uns aos outros, só porque lhes impedimos o acesso aos revólveres".


Evidências científicas sugerem que a reatividade emocional de um indivíduo pode predispô-lo à agressividade física. Essa propensão está associada a um baixo limiar de ativação de um conjunto de emoções e estados de espírito negativos: raiva, ansiedade e agitação, entre outros. As técnicas modernas de neuro-imagem permitiram identificar diversas regiões cerebrais envolvidas nos circuitos de neurônios que amplificam, atenuam ou mantêm as emoções. 

A ativação experimental ou a lesão desses centros altera a intensidade de expressão dos estados emocionais regulados por eles. Por exemplo, lesões provocadas numa estrutura cerebral chamada amígdala prejudica a percepção de expressões de medo e lesões numa pequena área do lobo frontal podem desregular a forma de exprimir raiva. 

Em camundongos, lesões de determinadas áreas do lobo frontal transformam um animal calmo em impulsivo e violento. O estado emocional-afetivo de cada indivíduo é estabelecido por uma delicada rede de neurônios que convergem para determinadas áreas do cérebro, e pelos neurotransmissores liberados por eles na condução do estímulo. As reações individuais dependem, então, da sintonia fina dessa circuitaria de neurônios em ação. Como a violência não é um fenômeno homogêneo, suas manifestações são graduadas por circuitos específicos de neurônios.


Por exemplo, um estudo conduzido entre 41 homens condenados por assassinato mostrou que os autores de crimes premeditados, predatórios, apresentavam um padrão de metabolismo do lobo pré-frontal diferente daqueles que haviam cometido o assassinato como conseqüência de uma explosão impulsiva. Indivíduos bem adaptados são capazes de regular voluntariamente suas emoções negativas e aproveitar determinadas indicações do meio, como as expressões faciais ou vocais de medo ou raiva, para definir a melhor estratégia de comportamento a ser adotada. 

É provável que aqueles predispostos à violência apresentem anormalidades na condução de estímulos através dos circuitos responsáveis por essas estratégias adaptativas. Há evidências claras de que genes herdados dos pais influenciam a estrutura e função dessas circuitarias de neurônios. O fator genético, no entanto, interage com as influências do ambiente desde as fases mais precoces do desenvolvimento da criança. A própria estrutura das conexões envolvidas nesses circuitos é dramaticamente modelada pelos acontecimentos sociais da infância. 

As pesquisas atuais para caracterizar a função das fibras nervosas que entram e saem dos centros cerebrais moduladores das emoções abrirão caminho para intervenções medicamentosas associadas a estratégias psicossociais preventivas nas populações de alto risco. Para isso, os primeiros passos estão dados: reconhecer que tanto a agressão impulsiva quanto a premeditada, independentemente das causas responsáveis por elas, são doenças contagiosas que refletem anormalidades fisiológicas nos circuitos de neurônios que controlam as emoções.
Drauzio Varella - Médico cancerologista

15 de dez. de 2007

Superman


Sete horas da manhã, o marido entra em casa.
A mulher espera de pé, perto da porta.
- Chegando a esta hora, Superman ?
- Desculpe, eu estava com clientes.
- E vocês discutiram a noite toda até às sete da manhã, Superman ?
- Tá certo. Nós fomos a um bar, até às três horas, para bebericar.
- Até às três, Superman ? E o que aconteceu que você só chegou agora, às sete, Superman ?
- Eu... Bem..., é que depois nós fomos a um bar de strip-tease; mas eu só fiquei olhando! Eu não percebi o tempo passar.
- Tá bem, Superman . Você só olhou. No que mais você quer que eu acredite, Superman ?
- Nada, eu... Espera aí... Por que é que você está me chamando o tempo todo de Superman ?

- Porque só o Superman usa a cueca por cima da calça, seu safado!!

Estatuto de Natal - Versos de Natal

Art. I: Que a estrela que guiou os Reis Magos para o caminho de Belém guie-nos também nos caminhos difíceis da vida. Art. II: Que o Natal não seja somente um dia, mas 365 dias... Art. III: Que o Natal seja um nascer de esperança, de fé e de fraternidade. Parágrafo Único Fica decretado que o Natal não é comercial, e sim espiritual. Art. IV: Que os homens, ao falarem em crise, lembrem-se de uma manjedoura e uma estrela, que como bússola, apontem para o Norte da Salvação. Art. V: Que no Natal, os homens façam como as crianças: Dêem-se as mãos e tentem promover a paz. Art. VI: Que haja menos desânimos, desconfianças, desamores, tristezas. E mais confiança no Menino Jesus. Parágrafo Único: Fica decretado que o nascimento do Deus Menino é para todos: pobres e ricos, negros e brancos.
Art. VII: Que os homens não sigam a corrida consumista de "ter", mas voltem-se para o "ser", louvando o Seu Criador. Art. VIII: Que os canhões silenciem, que as bombas fiquem eternamente guardados nos arsenais, que se ouça os anjos cantarem Glória a Deus no mais alto dos céus. Parágrafo Único: Fica decretado que o Menino de Belém deve ser reconhecido por todos os homens como Filho de Deus, irmão de todos! Art. IX: Que o Natal não seja somente momento de festas, presentes. Art. X: Que o Natal dê a todos um coração puro, livre, alegre, cheio de fé e de amor. Art. XI: Que o Natal seja um corte no egoísmo. Que os homens de boa vontade comecem a compartilhar, cada um no seu nível, em seu lugar, os bens e conquistas da civilização e cultura da humildade.
Art. XII:
Que a manjedoura seja a convergência de todas as coordenadas das idéias, das invenções, das ações e esperanças dos homens para a concretização da paz universal. Parágrafo Único: Fica decretado que todos devem poder dizer, ao se darem as mãos: Tenha um Feliz Natal !
Ermest Sarlet

Esta noite cearemos com Plutão


Naquele dia, do ano 480 a. C., o rei-general Leônidas, ao ver que erai mpossível escapar da morte, pois o traidor Elfialtes indicou aos persas, que eram liderados por Xerxes, uma passagem para contornar a montanha e derrotar seus compatriotas, convidou seus 300 companheiros para um ligeiro lanche dizendo-lhes "Esta noite cearemos com Plutão".
Plutão é o deus dos Mortos! O episódio do desfiladeiro das Termópilas (ou Pedras Quentes, pois termo em grego é "quente" e pilas, "colunas", "pedras") serve para ilustrar um capítulo da psicologia militar, que se baseia essencialmente na emotização, em objetivos emotizados.
Aliás, a palavra objetivo foi tomada de empréstimo da Arte da Guerra pela Administração, após a Primeira Guerra Mundial. Na psicologia militar, vemos que ter objetivos emotizados, isto é, resultados bem definidos, revestidos de emoções, entusiasmo criador, a crença no atingimento dos objetivos, o valor das missões, até êxtase com o cumprimento do dever, e tudo o mais que compõe a emotização constitui valores para os guerreiros.
Não é à toa que a Arte da Guerra é a Arte de Administrar, pois o líder tem que saber emotizar a consecução dos resultados e tornar comum sua crença inabalável aos comandados. É este sentimento que levou o rei Leônidas, quando lhe disseram que as flechas do inimigo eram tão numerosas que encobriam o sol: "Não faz mal. Lutaremos à sombra!". Para a doutrina militar, a pátria está acima de tudo e é por ela que se lutará. Na prestação do serviço militar absorvemos esse valor máximo. Para enfrentar uma guerra armada somente com forte emotização dos objetivos. Os símbolos da pátria, como bandeira e hino principalmente, são reverenciados e provocam grande fervor. Quantos de nós não ficamos arrepiados ao ouvir o hino nacional? É a emotização! A emotização é um sentimento tão forte que conduz à conclusão: quando a vitória não nos sorri, resta ainda o prazer de haver lutado. Nas empresas, como executivos, às vezes temos que lutar à sombra, mesmo sabendo que cearemos com Plutão.
Luiz Machado, Ph.D.

14 de dez. de 2007

Renda-se


Renda-se, como eu me rendi.
Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei.
Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.
Clarice Lispector
Picture by Meesha Marie

As melhores "maçãs"...


As melhores mulheres pertencem aos homens mais atrevidos.
Mulheres são como maçãs em árvores.
As melhores estão no topo.
Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir.

Assim, as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, eles estão errados.
Elas têm que esperar um pouco mais para o homem certo chegar aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore.
Machado de Assis

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