17 de jan. de 2008

Ação é o que conta


Os pequenos atos que se executam são melhores que grandes atos que apenas se planejam.
George Marshall
Picture by Laurie Fields

A pedra



A pedra

O distraído nela tropeçou...
O bruto a usou como projétil.
O empreendedor, usando-a, construiu.
O camponês cansado da lida, dela fez assento.
Para meninos, foi brinquedo.
Drummond a poetizou.
Já, David matou Golias, e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura...
E em todos esses casos, a diferença não teve na pedra, mas no homem!
Não existe 'pedra' no seu caminho que você não possa aproveitá-la para o seu próprio crescimento.
Picture by Eva Carter

Desligue o piloto automático

Há alguns anos pesquisadores colocaram um desses ratinhos de laboratório, também conhecidos como cobaias, em um labirinto e o estimularam a encontrar o queijo que estava do outro lado. Durante algum tempo o ratinho tentou alguns caminhos até finalmente encontrar a saída que Levava ao "grande prêmio".
Os testes continuaram, dessa vez sem o queijo, e o ratinho encontrou a saída na metade do tempo, repetiram várias vezes à experiência e no final o ratinho saia do labirinto em menos de um terço do tempo levado na primeira vez.
Lembrei dessa história porque recentemente eu estava procurando um documento importante e pensei que pudesse estar dentro de alguma gaveta na mesa do escritório. Puxei a primeira gaveta até a metade, olhei na área visível e não achei o que estava procurando, abri as outras gavetas e continuei a busca...Nada! Imaginei que talvez estive em outro lugar e comecei a fazer uma verdadeira revolução no lugar. Uma hora depois eu ainda não havia encontrado o tal documento.


Tive um insight...Voltei a procurar na primeira gaveta, aquela que eu pensei que encontraria rapidamente o documento. Puxei a gaveta até o final e não é que o tal documento estava lá! Um pouco irritado por ter perdido uma hora do meu valioso tempo, fiquei tentando descobrir que tipo de aprendizado havia nessa situação. Nós também somos treinados a resolver diversos tipos de problemas dentro de nossas empresas, nos tornamos especialistas para cada tipo de coisa e assim como o ratinho de laboratório nós ficamos viciados em encontrar uma saída sempre da mesma maneira.

Ficamos presos ao paradigma do sucesso do passado, ficamos tão acostumados a fazer as coisas sempre da mesma maneira, e quando precisamos de novas respostas acabamos acessando a mesma fonte de sempre, e com isso repetimos as mesmas soluções, que se tornando novos problemas, já que temos que viver em um mundo que muda o tempo todo Já diz o ditado popular; "Pra quem é bom no martelo tudo na vida é prego". Por isso, nessa semana, recomendo que você faça algo diferente. Ao invés de aceitar logo a primeira resposta, pense um pouco mais, não se contente com as respostas prontas, e "abra a gaveta inteira"! Para solucionar os novos desafios que surgem todos os dias, muitas vezes precisamos desligar o piloto automático e aprender novas formas de enxergar as coisas. Os grandes líderes fazem isso o tempo inteiro.


E você o que vai fazer diferente essa semana? Sucesso!
Fernando Oliveira

16 de jan. de 2008

Juventude eterna


O inverno cobre minha cabeça, mas uma eterna primavera vive em meu coração.
Victor Hugo
Picture by Frederick Pawla

O valor de cada um


Qualquer indivíduo é mais importante do que a Via Láctea.
Nelson Rodrigues
Picture by Jill O'Flannery

Objetivos de vida


Na construção de nossas vidas é sempre importante fixar algumas metas. Elas nos fazem canalizar energias para a sua realização. A visualização mental de nossos desejos é uma técnica poderosa para transformá-los em realidade.
Os objetivos, por outro lado, não podem ser motivo de sofrimento, é tê-los como referência e não como determinantes.
O tempo, principalmente o futuro, deve ser visto como nosso aliado de crescimento. Devemos distinguir os objetivos “nutrientes” dos objetivos torturadores.
Quando nos escravizarmos a eles, não percebendo sua relatividade, passam a ser fonte de sofrimento, minam nossa energia e nos fazem infelizes. A virada de ano é uma ótima ocasião para renovarmos o propósito de desenvolvimento e de melhoria na nossa qualidade de vida. É muito saudável o propósito de emagrecer, fazer exercício físico, economizar, visitar amigos, parar de fumar etc. Mas, para que essas metas sejam forças impulsionadoras, não podemos levá-las a ferro e fogo. Afinal de contas somos seres humanos livres, imperfeitos e alguns objetivos serão alcançados e outros não.
A paciência conosco é um caminho amoroso para nosso crescimento. E não podemos nos esquecer que o grande objetivo da vida é a nossa felicidade, todas as outras metas são apenas meios para o objetivo maior. Não se justifica nos atormentarmos, sentirmos culpa e sofrermos em torno de nossos desejos. Os objetivos vitais são apenas uma seta indicando o caminho futuro. Façamos nossos objetivos, de preferência por escrito, e lutemos por eles alegremente.
Antônio Roberto
Picture by Gustav Klimt

O que nós queremos deles ...


Mas afinal, o que querem as mulheres de um homem? O que nós queremos? Em primeiro lugar, que ele nos ame muito; muito, mas não exageradamente.

Que nos entenda, que nos ouça sempre com muita atenção, mesmo que não esteja muito interessado no que estamos falando (mas fingindo estar). Não, ele não precisa nos trazer flores; mas deve estar sempre nos procurando, fazendo um carinho no nosso ombro, pousando (apenas pousando) a mão na nossa coxa por debaixo da mesa ou quando estiver dirigindo o carro, coisa de quem se sabe dono absoluto do nosso coração (e do nosso corpo); só faz isso um homem seguro, que é o que todas queremos.

Por outro lado, é preciso que ele nos solicite muito, pergunte que gravata deve usar, se gostamos da água-de-colônia nova, que carro deve comprar, mesmo que acabe fazendo o que quer, sem dar a mínima para nossa opinião. Mas também é preciso que às vezes fique quieto, calado, para nos deixar bem inquietas, imaginando no que será que ele está pensando. Mulher não pode nunca se sentir nem muito segura nem muito insegura: tem que ser no ponto certo. O ponto certo, essa é a questão. Para isso é preciso sensibilidade, coisa fundamental no homem que se ama.

Sensibilidade para sentir quando estamos precisando de um carinho, de um amasso ou de ficar em silêncio. E ser capaz de, na hora de uma briga, dizer vem cá, sua boba", e a gente se aninhar nos braços dele esquecendo de tudo que estava falando. Ah, como é bom um homem assim. Não é preciso que ajude a lavar os pratos nem a arrumar a cozinha, essas bobagens a gente faz com o maior prazer quando ama. Mas a cada cinco minutos pode perguntar, enquanto assiste o futebol (sem tirar os olhos da TV), se ainda vai demorar muito essa arrumação, pedir para você levar uma cerveja e dizer "vem sentar do meu lado para ver o jogo". Esse jogo não nos interessa nem um pouco, mas saber que ele precisa de nós num momento tão crucial é tudo de que precisamos para ser felizes. E quando o time dele fizer um gol e ele comemorar te abraçando e beijando muito, seja solidária e mostre-se tão feliz como se tivesse acabado de ganhar o mais lindo vestido da última coleção de Valentino.

Não basta ser mulher: tem que participar. A hora de ir para a cama é muito importante: mesmo que ele esteja estudando um processo ou lendo uma revista em quadrinhos, é fundamental que ponha a perna em cima da sua, para que você sinta que, aconteça o que acontecer, ele estará sempre ligado em você. E um homem que quer ser amado sobre todas as coisas não pode jamais, mas jamais, depois de apagar a luz do abajur, se virar de costas para dormir; isso é crime que nenhuma mulher perdoa. E quando, já no escuro, ele faz um carinho na sua cabeça e se encaixa - não há mulher que resista a um homem que sabe se encaixar bem -, aí é que você sente a felicidade total e pensa que é aquele homem, aquele e nenhum outro, que pode fazê-la feliz.
É só isso que queremos dos homens. Não é pedir muito, é?
Danuza Leão
Picture by Peter Quidley

15 de jan. de 2008

Ópio do povo


O sofrimento religioso é, a um único e mesmo tempo, a expressão do sofrimento real e um protesto contra o sofrimento real. A religião é o suspiro da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração e a alma de condições desalmadas. É o ópio do povo.
Karl Marx

Gratidão antes da partida


Andei por esta terra durante trinta anos e, por gratidão, quero deixar alguma lembrança.
Vincent Van Gogh
Picture by Vincent Van Gogh

E assim falou Zarathustra


Mostro-vos o super-homem. O homem é algo que deve ser sobrepujado. Que tendes feito para sobrepujá-lo ?

Todos os seres até hoje criaram alguma coisa superior a si mesmos; e vós quereis ser o refluxo deste grande fluxo e até mesmo retroceder às bestas, em vez de superar o homem?
Friedrich Nietzche
Picture by Jean-Francois Millet

Festa no apartamento


Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco. Há no ar um certo queixume sem razões muito claras.

Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem

De onde vem isso?

Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, Antonio Cícero, uma música que dizia:
"Eu espero/ acontecimentos/ só que quando anoitece/ é festa no outro apartamento".

Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são, ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na gramado vizinho. As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes... Falsos sorrisos...Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das angústias. Pra consumo externo, todos são belos, sexys, lúcidos, ricos, sedutores.

"Nunca conheci quem tivesse levado porrada/ todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo".

Nesta era de exaltação de celebridades fica difícil mesmo achar que a vidada gente tem graça. Mas tem. Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia. Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé? Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista. As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento!
Martha Medeiros
Picture by Steven Meyers

14 de jan. de 2008

Tudo flui


Tudo flui e nada permanece; tudo se afasta e nada fica parado....

Você não consegue se banhar duas vezes no mesmo rio, pois outras águas e ainda outras sempre vão fluindo....

É na mudança que as coisas acham repouso.
Heráclito
Picture by Pablo Picasso

A disciplina


A disciplina é a parte mais importante do sucesso
Truman Capote

Culinária, educação e medicina

Sábado passado, meio-dia e meia: telefonema de um amigo, afamanado jornalista mineiro, recomendando que eu não deixasse de ler o artigo do economista Rubem de Freitas Novaes, publicado na página 7 de um jornal carioca.

O telefonema pegou-me em plena atividade culinária, tentando aproveitar duas peras, daquelas duras, incomíveis sem prévia cocção.

Se a necessidade faz o monge, não faz o confeiteiro, mas havia que aproveitar as peras, que, na geladeira, me olhavam de esguelha. Apurei com uma senhora francesa que as frutas, descascadas, deveriam ser postas em pé, numa pequena panela com vinho tinto, duas colheres de açúcar e canela, deixando-as cozer até que ficassem moles.

E agora? Será que estrago uma garrafa de vinho, que custa aí seus R$ 40, para salvar duas peras? Sobremesas de R$ 45 – cerca de U$ 25 – só nos melhores restaurantes do mundo. Sem contar meu trabalho, que, à beira de um fogão quente, num dia quentíssimo, não tem preço. De saída, eliminei a canela: não gosto do pó obtido com a trituração da casca da Cinnamomum zeylanicum, árvore nativa da Índia e do Sri Lanka. Além do mais, ando tão distraído que ouço falar do Sri Lanka e me lembro do tempo em que se chamava Ceilão (viria daí o “zeylanicum”?), depois de atender pelo nome da Taprobana nos versos de Camões. A partir de Camões, não me responsabilizo pelo resto.


Como é possível confeitar pensando nas armas e varões que passaram inda além da Taprobana? Noite dessas, de banho tomado, nadando na maionese do projeto de uma casa que pretendo construir, em vez da loção para ficar cheiroso, encharquei-me de Listerine: cabelo, pescoço, rosto, orelhas... Fui obrigado a tomar outro banho, de meia hora, para disfarçar o odor de timol 0,064%, eucaliptol 0,092%, salicilato de metila 0,060%, mentol 0,042%, água purificada, álcool 21,6%, benzoato de sódio, N-propanol, poloxamer 407 etc. Que diabo será poloxamer 407? Estabelecido o fato de que eu não gastaria uma fortuna para salvar duas peras, resolvi cozinhá-las na cerveja, com duas colheres de açúcar, sem canela. O resultado ficou bem razoável. Bebi o resto da cerveja, tive as peras como sobremesa (poire au bière?), acendi o charuto e fui ler o artigo do economista.

Nele, Novaes constata que em 2007 nossas perspectivas de desenvolvimento, no médio e longo prazos, foram abaladas pelas sucessivas demonstrações de que a educação no Brasil vai de mal a pior e que os nossos jovens estão entre os mais fracos do mundo em ciências, matemática e no domínio do idioma pátrio. E diz que boa parte do problema está na matéria-prima: a criança – multidão de estudantes com sinais evidentes de deficiência mental para aprendizados mais complexos. Mesmo correndo o risco de parecer politicamente incorreto, Novaes constata que a maioria dos nascimentos se dá em lares mal-estruturados, onde são precárias as condições de apoio à boa formação intelectual da criança. Má nutrição e/ou ausência de estímulos mentais adequados na fase pré-escolar geram handicaps cognitivos que tornam quase impossível o desempenho escolar satisfatório.

E o negócio vai por aí: “Sem que haja plena consciência do problema, seguida de ação, continuaremos a trilhar o caminho do emburrecimento progressivo de nossa juventude e a comprometer o bem-estar das futuras gerações de brasileiros”. Terminei a leitura perplexo com a recomendação do jornalista mineiro, porque já escrevi um livro sobre o assunto. Pelo visto, o bom amigo não leu nem sequer o primeiro capítulo do meu livrinho. Nele, conto que os neuropediatras sabem que uma gestante desnutrida lesa em 15% as células cerebrais do feto.
De outra parte, uma criança desnutrida em seu primeiro ano de vida terá mais 15% de suas células cerebrais lesadas. A soma da gestante desnutrida com a desnutrição no primeiro ano de vida, contudo, não dá 30%, mas 60%. Claro que não invento: recolhi os números do livro Neurologia infantil, do médico Aron Diament.


Citadas desde o Código de Hamurabi, 2100 a.C., e o Papiro Terapêutico de Tebas (1552 a.C.), as DMs (deficiências mentais), complexo sintomatológico cuja única unidade reside na deficiência intelectual, atingiam cerca de 10% da população mundial, antes da criminosa explosão demográfica que vai por aí.
Em algumas regiões do Brasil, o médico Elsimar Coutinho estima que esses números se aproximem de 30% ou 40%. E o pessoal tá-que-tá: é filho que não acaba mais.
Eduardo Almeida Reis
Picture by Blue Sorsdahl Phase

Educação e planejamento familiar


Ao se fazer um balanço dos acontecimentos de 2007, nada chamou mais a atenção daqueles que se preocupam com nossas perspectivas de desenvolvimento no médio e longo prazos que as sucessivas demonstrações de que a educação no Brasil vai de mal a pior e que nossos jovens estão entre os mais fracos do mundo em domínio do idioma pátrio, ciências e matemática.

Em conseqüência, muito se escreveu para mostrar que as causas de nossas carências eram multifacetadas, passando por deficiência na formação dos professores, pobreza de equipamentos escolares, má remuneração dos profissionais da área, educação ideologizada, etc. etc.

Em suma, escolas e mestres não estariam à altura da missão a ser desempenhada.

Entretanto, há de se ter coragem para aceitar que boa parte do problema está na própria matéria-prima básica e razão final do processo educacional: a criança. É "politicamente incorreto", pode parecer elitista e de mau gosto, mas é forçoso reconhecer que escolas e professores não podem fazer milagres diante de uma multidão de estudantes com sinais evidentes de deficiência mental para aprendizados mais complexos.

Nossas estatísticas de crescimento populacional mostram que cada vez mais os nascimentos se dão em lares mal estruturados, onde são precárias as condições de apoio à boa formação intelectual das crianças. Muitos dos filhos assim nascidos são fruto de gravidez não programada e indesejada. Ora, é nos primeiros estágios de vida que se formam os neurônios. Má nutrição e/ou ausência de estímulos mentais adequados na fase pré-escolar geram handicaps cognitivos que tornam quase impossível o desempenho escolar satisfatório dos jovens, mais adiante.

Por sua vez, adultos incapazes de dominar o idioma pátrio e os rudimentos da matemática serão também incapazes de habilitar-se para as tarefas cada vez mais sofisticadas do mercado de trabalho urbano. O resultado é que disparam as estatísticas do crime e da mendicância, áreas para as quais não se demanda qualificação intelectual alguma e que passam a garantir a sobrevivência de quem não consegue retirar o sustento das atividades produtivas normais.

A teoria econômica nos ensina que cabe a intervenção governamental quando certos atos geram impactos, sobre terceiros, não levados em conta pelo agente primeiro da ação. Quando uma família dá vida a crianças que serão malcuidadas, está impondo um ônus a toda a sociedade que arcará, em última análise, com as conseqüências indesejadas de seus atos. Estas "externalidades negativas" justificam a adoção de um amplo programa de incentivos à contenção voluntária da natalidade, direcionado para segmentos fortemente carentes da população, visando à universalização das possibilidades de planejamento familiar.
Sem que haja a plena consciência do problema posto, seguida de ação, continuaremos a trilhar o caminho do emburrecimento progressivo de nossa juventude e a comprometer o bem-estar das futuras gerações de brasileiros. É simples assim!
Rubem de Freitas Novaes, Economista

13 de jan. de 2008

Inteligencia e sabedoria


Não há equívoco maior do que confundir homens inteligentes com sábios.
Francis Bacon
Picture by Salvador Dali

O que pode uma mulher

Depois de te perder, te encontro com certeza / Talvez num tempo da delicadeza (Chico Buarque)

Os argentinos, quem diria! Últimos representantes daquela escola para homens (que aqui no Brasil já fechou) elegeram uma presidente - Cristina Kirchner. Ponto para eles.
Não tanto pelo aspecto político da escolha, mas pelo antimachismo. Temos também Michelle Bachelet no Chile, Angela Merkel na Alemanha. Tínhamos Benazir Bhutto, assassinada por ter sacudido a ditadura no Paquistão, o que só aumenta a força simbólica de sua herança. Ainda temos a somali Ayaan Ali, refugiada na Holanda para escapar da lei islâmica. As mulheres estão tomando o poder? O mundo vai virar de cabeça para baixo? Não nos precipitemos. Mulheres no poder não constituem uma novidade assim tão espantosa.
Pensem na rainha Vitória, em Catarina de Médici e Isabel de Castela. No século 20 tivemos Margareth Tatcher, Indira Ghandi, Golda Meir. O poder é um lugar que tolera excentricidades, desde que não alterem seu funcionamento e os compromissos que o sustentam. Mulheres no poder não garantem, como sonhamos nos anos 60, políticas mais justas, mais humanitárias.

Podem ser tão truculentas e injustas quanto os homens. Condoleezza Rice não pratica a política dos sonhos dos movimentos feministas. Nem dos movimentos negros. Se o feminismo lutou pelo reconhecimento de que a diferença entre os sexos não implica diferenças de talento e competência, temos de admitir que também não garante diferenças éticas. As poucas mulheres que se destacam em altos cargos políticos interessam menos que a trajetória de milhões de anônimas para as quais o verbo poder importa mais que o substantivo. Hoje se diz que as mulheres “estão podendo”. O início desse deslocamento empreendido em direção ao território ocupado pelos homens foi registrado por Virginia Woolf em seu diário: ela escreveu que na Inglaterra da década de 20 a humanidade estava se transformando, ou pelo menos 50% dela - as mulheres.

Ocorre que os 50% de mulheres não se moveram de seus lugares tradicionais sem abalar a suposta identidade da outra metade. Masculino e feminino são campos escorregadios que só se definem por oposição, sempre incompleta, um ao outro. São formações imaginárias que buscam produzir uma diferença radical e complementar onde só existem, de fato, mínimas diferenças. O resto é questão de estilo.Até pelo menos a segunda metade do século 19 o divisor de águas era claro: os homens ocupavam o espaço público. As mulheres tratavam da vida privada. Privada de quê? De visibilidade, diria Hanna Arendt. De visibilidade pública. O termo é impreciso, pois nunca faltou visibilidade ao corpo feminino. Nem sob os véus islâmicos. Nem sob o jugo torturante de anquinhas e espartilhos. Do que as mulheres estiveram privadas até o século 20 foi de presença pública manifesta não em imagem, mas em palavra. A palavra feminina, reservada ao espaço doméstico, não produzia diferença na vida social. Ouvi do filósofo Bento Prado, em 1988, uma brilhante interpretação para a provocação lacaniana que diz “não existe a mulher”. Bento sugeriu que a inexistência de um significante que represente, no inconsciente, o conjunto das mulheres deve-se ao fato de as mulheres, durante séculos, não terem inscrito sua experiência no campo da cultura. Foram objetos do discurso dos homens, não sujeitos de um discurso próprio.

No último século, o avanço das mulheres sobre todos os espaços da vida pública abalou a sustentação imaginária da diferença, dita “natural”, entre os sexos. Isso produziu nos homens o efeito de uma perda. Ou de uma feminização. A masculinidade, construção discursiva tão cultural como a feminilidade, vem sendo profundamente abalada. A pergunta freudiana, “o que quer uma mulher?” foi substituída, em nossos dias, por: o que é um homem? O que um homem precisa fazer para provar que é realmente um homem?

Se na vida pública os campos já se embaralharam de maneira irreversível, na vida privada a resposta parece banal: um homem “se garante” ao satisfazer sua mulher. Isso torna o poder sexual das mulheres quase intolerável, com efeitos terríveis de aumento da violência doméstica. Se a satisfação da mulher é a prova dos nove da masculinidade do homem, pode-se dizer que esta é hoje uma fortaleza sitiada. Ou uma “identidade” (aspas necessárias) acuada. Os acuados, como se sabe, costumam ficar violentos - mas a brutalidade não pode ser o último avatar da masculinidade.Desde a popularização dos métodos anticoncepcionais, nada mais obriga uma mulher a permanecer casada, nem fiel, ao homem que não a satisfaz - supondo, como é provável que ela pense, que o problema seja apenas dele. Supondo que, no sexo, alguém possa satisfazer o outro por completo.

Outro aforismo provocativo de Lacan, “não existe a relação sexual”, refere-se à impossibilidade de complementariedade perfeita entre os sexos. Até mesmo o casamento, que na modernidade se inspirou na idéia de que homem e mulher poderiam formar dois-em-um, já não é o que prometia ser. Resta a histeria, essa forma de sofrimento neurótico que muitos psicanalistas (homens) consideram como o paradigma da feminilidade. A histérica acredita no Homem como detentor do falo - o que a torna irresistível para os que ainda esperam manter os territórios masculino e feminino rigorosamente diferenciados. Só que a demanda histérica é impossível de satisfazer, o que acaba por desmoralizar o poder masculino. A histeria seria uma espécie de “feminismo espontâneo”, na expressão de Emilce Dio Bleichmar: uma recusa do lugar estereotipado de castradas aliada à ignorância sobre o caráter simbólico do falo e da castração.

A alternativa seria a invenção de uma nova arte erótica, mais de acordo com as possibilidades de troca que já estão abertas, embora mal aproveitadas, a partir das novas configurações do masculino e do feminino.
A relativa feminização dos homens e a recém conquistada “masculinidade” nas mulheres podem contribuir para romper os automatismos sexuais que sempre empobreceram a experiência erótica de uns e de outras.
Se a delicadeza não precisa estar toda do lado das mulheres, os homens já não precisam se garantir pela força. Nem pela brutalidade.
Alguns meninos e meninas das novas gerações pós-feminismo sabem disso. Mas é preciso coragem e um pouco de imaginação para ultrapassar a miragem fálica que estereotipa a diferença sexual. As mulheres, que já nasceram “sem nada a perder”, poderiam ensaiar a mestria nas artes eróticas que a imaginação literária há muito lhes havia reservado.
Maria Rita Kehl, psicanalista

Campos de cultivo e poemas


A raça humana não pode prosperar enquanto não aprender que há tanta dignidade em cultivar campos quanto em escrever um poema.
Booker Washington
Picture by Keiichi Nishimura

Camus, espelho de Sartre

Ensaio do norte-americano Ronald Aronson sobre o fim da amizade entre os dois intelectuais diz que um foi reflexo do outro, a despeito das diferenças ideológicas.

Quanto mais se lê Sartre, tanto mais se lê Camus nas entrelinhas. E vice-versa. Pode parecer uma heresia para os leitores de ambos, mas não para um dos maiores especialistas na obra do primeiro, o professor norte-americano Ronald Aronson, de quem a Editora Nova Fronteira lança o oportuno Camus e Sartre - O Fim de Uma Amizade no Pós-Guerra, justamente no mês em que se comemora o cinqüentenário do Nobel de Literatura de Camus - recebido com orgulho por ele em 1957 e desprezado por Sartre, que recusaria o mesmo prêmio em 1964 por considerá-lo “um instrumento da guerra fria”, não sem antes declarar a respeito da consagração sueca do ex-amigo: “Il ne l’a pas volé” (Ele não o roubou).

Essa não foi só uma frase ambígua, que tanto pode traduzir um reconhecimento positivo como uma observação irônica (Aronson fica com a primeira opção). Os dois brigaram feio em 1952. Nunca mais se falaram. Até hoje se achava que a briga tinha apenas motivações políticas, fortes o bastante para colocar os dois em campos ideológicos opostos. A razão política seria a guerra fria. A exemplo da “guerra ao terrorismo” declarada por Bush - “quem não está do nosso lado está contra nós” -, foi uma guerra do “bem” contra o “mal”. Para Camus, Sartre pertencia ao “eixo do mal”, por defender regimes totalitários como os da União Soviética e a violência política. Para Sartre, Camus não passaria de um anticomunista defensor do regime colonialista francês na Argélia. Parece simples, mas os motivos da briga, concluiu Aronson, após seis anos de pesquisa, podem ter sido muito mais pueris que um conflito ideológico ou uma discussão de caráter filosófico.

Camus era bonitão, fazia sucesso com as mulheres e tinha uma namorada belíssima, a atriz Maria Casarès. Sartre parecia um sapo míope e, além de tudo, reprimia seus sentimentos.
Tinha de sustentar um bando de amantes que dividia com a mulher Simone de Beauvoir e ainda amargar - segundo declarou ela à biógrafa Deidre Bair - um amor não correspondido pelo amigo Camus. Sartre podia ser um gênio filosófico, mas Camus era um gênio literário. Qualquer leitor, afirma Aronson, pode sentir o gosto sensual de areia e sol mesmo nos escritos mais pessimistas de Camus, mas dificilmente vai experimentar algo além da aridez do deserto nos textos em que Sartre fala da alienação do homem moderno. Aronson toma nitidamente o partido de Sartre, apesar de tudo.Como a esquerda radical que fechou com Sartre na época da guerra fria, Aronson considera que ele estava certo ao condenar os métodos de tortura usados pelas tropas francesas de ocupação durante a guerra da Argélia, então uma colônia francesa, e justificar o terrorismo árabe contra o colonizador. Camus, nascido em Oran, na Argélia, critica a violência de ambos - do colonizador e do colonizado. Os moderados de esquerda fecharam com Camus. Viam os radicais como viciados em violência. Esses não tinham outra palavra para definir os moderados: vendidos.

Com Sartre fazendo tudo para apoiar a luta pela independência argelina e Camus defendendo que a Argélia devia continuar sob o controle francês, razões para desavenças não faltavam. Faltava, sim, segundo Aronson, a última faísca para botar fogo no anticomunismo de Camus, justamente Arthur Koestler, o autor de O Zero e o Infinito, que definiu a União Soviética como “autocracia autoritária com capitalismo de Estado”.
Koestler, que Camus conheceu no ano de sua viagem aos Estados Unidos, em 1946, exerceu enorme influência sobre ele. Sartre também, mas Camus jamais se considerou um existencialista de carteirinha. O livro de Aronson é uma “biografia” desse relacionamento. E, a exemplo de Simone de Beauvoir, que ficou bastante perturbada com a amizade dos dois, Aronson está convencido de que a briga de Sartre e Camus foi também por amor. Com freqüência, nas grandes histórias de amor, os opostos se atraem e não foi diferente entre Sartre e Camus.

Sartre era filho de burgueses. Camus, um pied-noir argelino introduzido na alta roda intelectual francesa graças a Sartre. Aronson, apesar das diferenças de classe, não acredita que Camus tenha sido um oportunista, um alpinista social que se aproveitou do prestígio do amigo filósofo, “enamorado” o bastante para escrever um artigo na Vogue americana (New Writing in France, 1945), no qual classificou Camus como a nova estrela da literatura francesa. Eles se conheceram em 1943, como membros da Resistência Francesa - Camus como editor do jornal clandestino Combat e Sartre como ativista político.

Koestler viria a ser a pedra no caminho dos dois. Tanto isso é verdade que, em 1946, Camus, que já conhecia Sartre havia três anos, estava empenhado em escrever uma peça (inédita) chamada L’Impromptu des Philosophes, na qual satiriza a figura do amigo Sartre, transformando-o no personagem Monsieur Néant (Senhor Nada). O tal senhor Nada passa a peça inteira carregando um livro grosso que ninguém jamais leu (alusão irônica a O Ser e o Nada, de Sartre).
No entanto, a força de suas idéias é tamanha que ele seduz a família inteira do farmacêutico Vigne com sua doutrina filosófica, até ser recapturado pelo diretor do hospício do qual escapou. Camus jamais publicou o texto. Aronson sugeriu à filha de Camus, Catherine, que o encenasse, garantido tratar-se de uma comédia e tanto. Ele afirma ser uma das três pessoas do mundo que leram o manuscrito. A terceira, provavelmente, foi Sartre, que até 1952 leu todas as provas dos livros de Camus, até brigar com ele por causa de uma resenha negativa de O Homem Revoltado (L’Homme Révolté), assinada por Francis Jeanson na revista Les Temps Modernes, criada em 1945 e dirigida por Sartre como uma plataforma para defesa da filosofia existencialista e dos ideais socialistas.

Sartre não gostou do livro de Camus, um ensaio histórico sobre a revolta metafísica do homem, de Epicuro à Revolução Russa. Pediu voluntários para escrever uma resenha e Jeanson, julgado oito anos depois por seu apoio à luta dos nacionalistas argelinos, apresentou um longo texto que não ficou sem resposta do autor do livro. Camus escreveu uma carta ao jornal - hostil como a crítica - endereçada propositalmente “ao editor”, sem nomear o amigo de Sartre, o que caracteriza sua intenção de acusar o filósofo como o orquestrador de uma campanha de difamação. Sartre escreveu uma resposta ainda mais extensa e agressiva, de 30 páginas, cuidadosamente analisada por Aronson, colocando o “homem revoltado” de Camus abaixo de zero.

Para Sartre, o que existia era o homem revolucionário, nada metafísico, que participava da história e lutava, mesmo sob o risco de cometer erros ou excessos. Camus, que pertenceu ao Partido Comunista de 1935 a 1937, sendo depois expulso, não teria o direito de escrever um livro para influenciar pessoas que lutam se não estava disposto a participar da luta, decretou Sartre. Antes ficar com as mãos sujas de sangue e a consciência limpa do que em cima do muro, como o “contra-revolucionário” Camus, defendia o filósofo, para seu escândalo. O amigo que lhe abriu as portas de Paris agora o deixava trancado do lado de fora. Todos os intelectuais ligados a Sartre o ridicularizavam.
Magoado e sentindo-se traído, Camus chamava-os de ‘nouveaux-riches’ e ‘parvenus’ do espírito revolucionário, assumindo contraditoriamente o maniqueísmo que denunciava em Sartre. É exatamente essa síndrome especular que Aronson analisa com bastante competência em Camus e Sartre. Reconciliando os dois amigos no fim de seu livro, ele demonstra que as duas obras estão irremediavelmente ligadas, frutos das longas conversas e do idílio que tiveram antes do divórcio intelectual.
Antonio Gonçalves Filho

4 de jan. de 2008

Por que não te calas?


Sir Newton e sua infância


Não sei o que possa parecer aos olhos do mundo, mas aos meus pareço apenas ter sido como um menino brincando à beira-mar, divertindo-me com o fato de encontrar de vez em quando um seixo mais liso ou uma concha mais bonita que o normal, enquanto o grande oceano da verdade permanece completamente por descobrir à minha frente.
Isaac Newton

O amor e as histórias continuadas



Qualquer amor que dure, transforma-se numa história de amor.

Um casamento, por exemplo, é uma história partilhada: os parceiros cultivam o amor em parte na base de memórias partilhadas, em parte na convicção de que embarcaram juntos em uma viagem.

Ao terem crianças, introduzem-nas na história e apresentam-nas às personagens – tios, tias e avós – que já são parte dela.
É uma expressão de confiança em que a história deve ser continuada.
William K. Kilpatrick

Atingindo metas e objetivos

Na noite anterior à caçada, os aborígines australianos, com quem vivi e estudei durante mais de um ano, fazem a dança da caça onde uma parte do grupo faz o papel da caça e outra parte o dos caçadores. Nessa dança eles acreditam "caçar" o animal. Após a "caçada" (na dança) eles comemoram, fazem as chamadas pinturas rupestres (desenham o animal caçado nas paredes das cavernas) e vão dormir. No dia seguinte, se levantam e vão "apanhar o animal", com os bumerangues e lanças próprios para (agora sim) caçar o animal que acreditam já ter sido devidamente "caçado" durante a dança na noite anterior. O que a caçada aborígine nos ensina? Em primeiro lugar vemos que a "dança" é uma preparação mental e física para a caçada (objetivo) e ao mesmo tempo um verdadeiro "treinamento".

Quando imitam o animal e o ato de caçar, fazem, na verdade um treinamento de simulação da caça verdadeira. Aí são discutidos os hábitos do animal a ser caçado, o comportamento dos caçadores, as armas e a destreza no uso dos equipamentos (bumerangues e lanças), etc. Mas o principal é que a dança serve para fixar claramente qual é o objetivo do dia seguinte – caçar aquele determinado animal (e não outro). Com o objetivo bem determinado, claro e de conhecimento de todos (qual é o animal a ser caçado) e com ações de preparação e treinamento (dança noturna) para conquistá-lo, e com as armas certas, não há como não obter êxito na caça! No dia seguinte, a caçada segue sem nenhuma tensão ou ansiedade pois que a certeza de caçar é tão grande que basta apenas ter dedicação e entusiasmo para se atingir o objetivo final – trazer o animal para a aldeia! Na empresa e no nosso dia-a-dia é a mesma coisa: um objetivo e metas claros e definidos, instrumentos certos para atingi-los (ou armas adequadas), pessoas certas e habilidades treinadas, dedicação e entusiasmo e, com certeza, atingiremos nossos objetivos, por mais audaciosos que parecem ser. Os dias atuais de extrema mudança e competitividade exigem que tenhamos claro os nossos objetivos pessoais e profissionais e um total envolvimento e comprometimento com as coisas e com as causas da empresa em que trabalhamos.

Para atingir um objetivo é preciso que não nos economizemos em nossa capacidade de participar dos programas e projetos de qualidade, produtividade, agressão ao mercado, vendas e outras atividades que levem nossa empresa ao sucesso. Há pessoas que não se envolvem, não se comprometem, com a idéia falsa e errônea de que não se envolvendo e não se comprometendo ficam isentas de problemas. Nada mais falso!
Pessoas que preferem "morrer sentadas" com medo de participar ficam à margem do caminho, nunca são promovidas e são vistas como não-comprometidas. As pessoas de sucesso são as que não têm medo de se comprometer e as que compreendem que o sucesso exige de nós a coragem para correr riscos, para assumir compromissos e lutar por nossos objetivos. A diferença fundamental entre ganhadores e perdedores está na medida do comprometimento, do envolvimento, da participação e da capacidade de fazer, empreender. Você conhece funcionários que ficam procurando maneiras de fazer as coisas pelo caminho menos comprometido e mais fácil?

Você conhece funcionários que ficam o tempo todo olhando no relógio para ver quando terminará o expediente para irem embora o mais rapidamente possível? Você conhece pessoas que não participam de nada em suas comunidades para não se envolverem em coisas que "dão trabalho"? Eu conheço muita gente assim e tenho pena dessa gente. O tempo atual é dos que tem objetivos claros e são comprometidos com aquilo que fazem. Vejo, com pesar, pessoas que se economizam o tempo todo. Parece que não querem "gastar-se". Não querem "doar-se" àquilo que fazem. Essas pessoas jamais terão sucesso algum. Jamais experimentarão o prazer de serem avaliadas positivamente. Jamais alcançarão seus objetivos e metas. Quanto mais uma pessoa se economiza, mais os outros a economizarão, não contando nada a elas, não as envolvendo nas decisões, não perdendo, enfim, tempo com elas. E assim, elas vão ficando cada vez mais "por fora" e alheias a tudo o que acontece e, é lógico, serão igualmente esquecidas nas promoções e nas oportunidades de crescimento pessoal e profissional.

Com um objetivo claro e definido, pessoas comprometidas experimentam o sucesso tão invejado pelos que não se envolvem, não se comprometem e ficam à margem do caminho. Acredite! Tenha foco, se aperfeiçoe, use as armas adequadas, tenha dedicação e entusiasmo e traga para casa o seu "bicho"!
Pense nisso. Sucesso!
Luiz Marins

3 de jan. de 2008

George Burns


Eu preferiria ser um fracasso em algo que amo do que um sucesso em algo que odeio.
George Burns

E se não tivéssemos medo?


Quem diria: aquele frio na espinha na hora de pular do trampolim é essencial para a nossa vida. O medo acaba com a gente quando estamos vendo um filme de terror ou tentando pular na piscina, mas, sem ele, não seríamos nada, coisa nenhuma.
Na ausência do medo, não teríamos nenhuma reação em situações de perigo, como a aproximação de mastodonte na idade do gelo ou quando o carro vai dar de cara no poste. Essa proteção acontece involuntariamente: a sensação de temor chega antes às partes do cérebro que regem nossas ações involuntárias que ao córtex, a casca cerebral onde está o raciocínio.

Além desse medo primordial, existe o medo criado pela mente. Afinal, não corremos risco iminente de não perpetuar a espécie quando gaguejamos diante de uma possível paquera, ao tentar pedir aumento para o chefe ou quando construímos muralhas e bombas atômicas. Pelo contrário. "O medo de ser ridicularizado ou menos amado pelo outro é a fonte de neuroses e fobias sociais, mas está presente em todas as pessoas", diz a psicóloga Maria Tereza Giordan Góes, autora do livro Vivendo Sem Medo de Ter Medo. E o que aconteceria se seguíssemos com o medo involuntário mas deixássemos de ter o medo imaginário? Pois é, também não seríamos muita coisa.

O medo é um conceito fundamental para Freud, o pai da psicanálise. Segundo ele, é o medo da castração, de ser ridicularizado ou menos amado, que faz os homens lutar por objetivos e se submeter a provas sexuais e sociais. Sem medo, poderíamos ficar sem motivação de competir, inovar, ser melhor que o vizinho. Pior: viveríamos num caos danado, já que o medo de ser culpado e castigado é raiz para instituições e religiões. "Nunca uma civilização concedeu tanto peso à culpa e ao arrependimento quanto o cristianismo", afirma o historiador francês Jean Delumeau, autor do livro História do Medo no Ocidente.

"O medo se reproduz na forma da autoridade física e espiritual", afirma a psicanalista Cleide Monteiro. "Ele está na base de instituições que podem ser opressoras, mas fazem a sociedade andar para a frente longe de barbáries." Para a psicanálise, funciona assim: quando eu reconheço em mim a possibilidade de fazer mal a alguém, a enxergo também em você, então passo a temê-lo. Para podermos conviver numa boa, criamos coisas superiores para temer, como a polícia e a religião. Sem o medo, não teríamos nada disso. Sairíamos direto na faca.

Deus, que Deus?
A religião seria a primeira idéia a ficar obsoleta. Sem o medo do desconhecido, do que pode nos acontecer no futuro ou de catástrofes naturais, a imagem de seres superiores desapareceria. Com ela, sumiriam todos os códigos morais construídos pelos homens e vinculados à religião, como a noção de culpa e pecado.

Barbárie
A falta de culpa e pecado poderia causar horror total na sociedade. Fora os atos criminosos que não cometemos simplesmente porque não achamos correto, colocaríamos em prática todos aqueles que temos ímpeto de fazer mas somos freados pelo medo de ser condenados. Discussões, brigas, assassinatos e até estupros explodiriam.

Sem futuro
Medos imaginários são tidos como a causa de várias ações que tomamos para ter uma vida digna, saudável e estável, como comprar uma casa ou tentar ser promovido. Sem medo, nossa vida teria poucos objetivos e preocupações. Seríamos hedonistas, bêbados e glutões e não ligaríamos para o que poderia acontecer no dia seguinte. Morreríamos ainda jovens.

Racismo
O mundo seria um caos sem medo, mas talvez as nações e raças vivessem mais em paz. "O racismo é a exacerbação do medo coletivo de ser atacado", afirma a psicanalista Cleide Monteiro. Como o racismo é a fonte de grande parte da segregação, teríamos mais miscigenação - pelo menos nessa área, a situação ficaria mais justa.

Terra sem lei
Além de surgirem cenas de horror pela rua, não haveria ninguém para julgar os crimes, como a Justiça, já que as noções de pecado e culpa seriam diferentes. Também deixaria de existir a preocupação com o que o outro pode fazer quando você anda na rua. Ou seja: não existiriam leis ou instituições jurídicas para condenar quem não as cumprisse.

Tecnologia zero
Não teríamos medo, mas também não teríamos tecnologias feitas para nos proteger do imprevisível, como pára-raios ou açudes. A indústria bélica seria afetada: em vez de armas que possibilitam atacar de longe, sem mostrar o rosto e sem chance de contra-ataque, sairíamos na faca em brigas de esquina e nas guerras entre países. Remédios? Para que se preocupar com isso...
Leandro Narlock

Um Século de Hipocrisia

É divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda: admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três coisas que só o capitalismo sabe dar - bons cachês em moeda forte; ausência de censura e consumismo burguês. Trata-se de filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola...
Roberto Campos


O arquiteto Oscar Niemeyer completou um século de vida sob grande reverência da mídia. Ele foi tratado como "gênio" e um "orgulho nacional", respeitado no mundo todo. Não vem ao caso julgar suas obras em si, em primeiro lugar porque não sou arquiteto e não seria capaz de fazer uma análise técnica, e em segundo lugar porque isso é irrelevante para o que pretendo aqui tratar.

Entendo perfeitamente que podemos separar as obras do seu autor, e julgá-los independentemente. Alguém pode detestar a pessoa em si, mas respeitar seu trabalho. O problema é que vejo justamente uma grande confusão no caso de Niemeyer e tantos outros "artistas e intelectuais".

O que acaba sendo admirado, quando não idolatrado, é a própria pessoa. E, enquanto figura humana, não há nada admirável num sujeito que defendeu o comunismo a vida inteira. Niemeyer, sejamos bem francos, não passa de um hipócrita. Seus inúmeros trabalhos realizados para governos, principalmente o de JK, lhe renderam uma bela fortuna. O arquiteto mamou e muito nas tetas estatais, tornando-se um homem bem rico. No entanto, ele insiste em pregar, da boca para fora, o regime comunista, a "igualdade" material entre todos. Não consta nas minhas informações que ele tenha doado sua fortuna para os pobres. Enquanto isso, o capitalista "egoísta" Bill Gates já doou vários bilhões à caridade.

Além disso, a "igualdade" pregada por Niemeyer é aquela existente em Cuba, cuja ditadura cruel o arquiteto até hoje defende. Gostaria de entender como alguém que defende Fidel Castro, o maior genocida da América Latina, pode ser uma figura respeitável enquanto ser humano. São coisas completamente contraditórias e impossíveis de se conciliar. Mostre-me alguém que admira Fidel Castro e eu lhe garanto se tratar ou de um perfeito idiota ou de um grande safado.

E vamos combinar que a ignorância é cada vez menos possível como desculpa para defender algo tão nefasto como o regime cubano, restando apenas a opção da falta de caráter mesmo. Ainda mais no caso de Niemeyer. Na prática, Niemeyer é um capitalista, não um comunista. Mas um capitalista da pior espécie: o que usa a retórica socialista para enganar os otários. Sua festa do centenário ocorreu em São Conrado, bairro de luxo no Rio, para 400 convidados. Bem ao lado, vivem os milhares de favelados da Rocinha.

Artistas de esquerda são assim mesmo: adoram os pobres, de preferência bem longe. Outro aclamado artista socialista é Chico Buarque, mais um que admira Cuba bem de longe, de sua mansão. E cobra caro em seus shows, mantendo os pobres bem afastados de seus eventos. A definição de socialista feita por Roberto Campos nos remete diretamente a estes artistas:

"No meu dicionário, `socialista´ é o cara que alardeia intenções e dispensa resultados, adora ser generoso com o dinheiro alheio, e prega igualdade social, mas se considera mais igual que os outros". Aquelas pessoas que realmente são admiráveis, como tantos empresários que criam riqueza através de inovações que beneficiam as massas, acabam vítima da inveja esquerdista. O sujeito que ficou rico porque montou um negócio, gerou empregos e criou valor para o mercado, reconhecido através de trocas voluntárias, é tachado de "egoísta", "insensível" ou mesmo "explorador" por aqueles mordidos pela mosca marxista.

Mas quando o ricaço é algum hipócrita que prega aos quatro ventos as "maravilhas" do socialismo, vivendo no maior luxo que apenas o capitalismo pode propiciar, então ele é ovacionado por uma legião de perfeitos idiotas, de preferência se boa parte de sua fortuna for fruto de relações simbióticas com o governo. Em resumo, os esquerdistas costumam invejar aquele que deveria ser admirado, e admirar aquele que deveria ser execrado. É muita inversão de valores!

Recentemente, mais três cubanos fugiram da ilha-presídio de Fidel Castro. Eles eram artistas, como o cantor Chico Buarque, por exemplo. Aproveitaram a oportunidade e abandonaram o "paraíso" comunista, que faz até o Brasil parecer um lugar decente. Eu gostaria de aproveitar a ocasião para fazer uma proposta: trocar esses três "fugitivos" que buscam a liberdade por Oscar Niemeyer, Chico Buarque e Luiz Fernando Verissimo, três adorados artistas brasileiros, defensores do modelo cubano. Claro que não seria uma troca compulsória, pois estas coisas autoritárias eu deixo com oscomunistas, que abominam a liberdade individual.

A proposta é uma sugestão, na verdade. Acho que esses três comunistas mostrariam ao mundo que colocam suas ações onde estão suas palavras, provando que realmente admiram Cuba. Verissimo recentemente chegou a escrever um artigo defendendo Zapata e Che Guevara. Não seria maravilhoso ele demonstrar a todos como de fato adora o resultado dos ideais dessas pitorescas figuras? Enfim, Niemeyer completa cem anos de vida. Um centenário defendendo atrocidades, com incrível incapacidade de mudar as crenças diante dos fatos. O que alguém como Niemeyer tem para ser admirado, enquanto pessoa?

Os "heróis" dos brasileiros me dão calafrios!
Eu só lamento, nessas horas, não acreditar em inferno. Creio que nada seria mais justo para um Niemeyer quando batesse as botas do que ter de viver eternamente num lugar como Cuba, a visão perfeita de um inferno, muito mais que a de Dante. E claro, sem seramigo do diabo, pois uma coisa é viver em Cuba fazendo parte da nomenklatura de Fidel, com direito a casas luxuosas e Mercedes na garagem, e outra completamente diferente é ser um pobre coitado qualquer lá. Acredito que esse seria um castigo merecido para este defensor de Cuba, que completa um século de hipocrisia sendo idolatrado pelos idiotas.
Rodrigo Constantino

Recebi este texto por e-mail enviado pela amiga Luciana (direto da Bélgica). É polêmico mas muito interessante, permite uma reflexão aprofundada. Só falta citar que se Cuba é este paraíso todo por que é proibido sair de lá? Alguém sabe me explicar?

1 de jan. de 2008

Ano Novo pede vida nova


Ano Novo pede vida nova: voltar para a academia, largar o cigarro, iniciar uma dieta, passar mais tempo com a família e aproveitar melhor as horas de lazer. O grande desafio, todo mundo sabe, é não abandonar as promessas na semana seguinte ao Réveillon.

Ter metas claras e fazer um planejamento são dicas para não desistir das promessas feitas no Réveillon logo no mês de janeiro.
Segundo uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association (Isma) no Brasil, apenas 19% das pessoas cumprem suas resoluções de Ano Novo. Cerca de 30% desistem na primeira semana e o resto, em um mês. Um estudo divulgado na semana passada pela Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, também é desalentador: em um grupo de 3 mil pesquisados, só 12% alcançaram os objetivos almejados um ano após a promessa.

Para a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente do Isma-Br, o principal motivo do fracasso é a falta de organização e de metas claras e realistas. "As resoluções exigem um planejamento específico", explica ela. Se a proposta é comer menos, por exemplo, é preciso combater hábitos que levam aos excessos: "Se o bufê faz com que a pessoa coma mais do que deve, ela tem de aderir ao restaurante por quilo ou levar comida de casa", ilustra.Também é importante não se desiludir com fracassos. "Em vez disso, aprenda com eles", aconselha a psicóloga. Ela lembra, ainda, que é preciso haver algum tipo de gratificação para cada vitória conquistada. Assistir a um filme, fazer uma massagem ou qualquer outra atividade que compense o prazer suprimido. Só não vale cair na tentação de se presentear com "um cigarrinho" ou "só uma caixa de bombons".

Retorno à malhação


Se sua promessa de Ano Novo é abandonar de vez o sedentarismo, algumas recomendações da personal trainer Valéria Alvim podem ajudar: pratique uma atividade que proporcione prazer e busque sempre acompanhamento para evitar lesões e manter a motivação. Uma opção barata e segura para quem não gosta de academia é a caminhada. "A pessoa pode começar com 20 minutos três vezes por semana e, depois de um mês, passar para meia hora cinco vezes por semana", prescreve. Como o corpo se acostuma com o exercício, é preciso aumentar a intensidade gradualmente para não perder a animação com os resultados. "No caso da caminhada, é preciso acelerar o passo ou incluir subidas no trajeto", ensina.
Mesmo uma atividade simples como andar, no entanto, exige uma avaliação física prévia, que pode ser feita pelo clínico geral ou cardiologista. E a personal trainer ressalta que, para ser completa, a atividade física deve envolver treino aeróbico, exercícios de resistência muscular e alongamento.


Regulagem nos ponteiros da balança


Retomar a dieta abandonada nas orgias gastronômicas de fim de ano, ou mesmo começar um plano de emagrecimento, é um desafio e tanto. Mas não adianta radicalizar, escolhendo um regime restritivo demais. "Quando se emagrece rápido, o corpo consome massa muscular como fonte de energia, o que é percebido como agressão. A conseqüência é que o metabolismo fica lento e a pessoa volta a engordar facilmente", explica o endocrinologista Felippo Pedrinola.

O ideal, segundo ele, é perder no máximo 1 kg por semana. E o pior de tudo é a manutenção: o período necessário para que o corpo se acostume ao novo peso é de aproximadamente um mês por quilo perdido.

Ou seja, se você emagreceu 12 kg, precisará manter a linha por pelo menos um ano para evitar o "efeito sanfona". Pedrinola reforça que qualquer plano alimentar deve ser personalizado, ou seja, levar em conta as preferências e o gasto energético de cada um. Além disso, a atividade física é primordial para melhorar o metabolismo. E remédio, dá uma mãozinha? De acordo com o médico, algumas pessoas realmente precisam deles. "Com indicação e acompanhamento adequados, eles ajudam muito", garante.


Fim ao tabagismo


Quem já tentou largar o cigarro algumas vezes sabe o quanto é frustrante retornar ao vício. "A recaída é um fato, pois o processo adaptativo é longo", esclarece a médica Jaqueline Scholz Issa, diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do Instituto do Coração (Incor), de São Paulo. Em alguns casos, os remédios são necessários para controlar os sintomas de abstinência, como irritabilidade e depressão.

Veja outras dicas da especialista para quem decidiu celebrar com orgulho, no próximo Réveillon, o desafio vencido:

- Tente praticar alguma atividade física;

- Para evitar o ganho de peso, escolha petiscos pouco calóricos, procure escovar os dentes logo após a refeição e use balas ou gomas de mascar sem açúcar para aliviar a compulsão;

- Pelo menos nas primeiras semanas, mude a programação de lazer, evitando situações de risco, como sair para beber com os amigos. O ideal é dar preferência aos locais em que é proibido fumar, como cinemas e teatros;

- Procure atividades que proporcionem prazer para compensar a ausência do cigarro;- Mude sua rotina, como o local onde toma café da manhã e almoça
Uol

Ano novo e vida velha?

Todos os anos, geralmente em dezembro as pessoas começam a fazer as promessas para o ano seguinte:
- Emagrecer,
- Fazer novos cursos,
- Resolver mal entendidos,
- Melhorar esta ou aquela situação.

Porém após a passagem de ano, começam o ano novo com a mesma correria do ano anterior e entregam-se, muitas vezes sem saber, à rotina estafante do dia-a-dia, tendo em mente as promessas da passagem de ano, mas nenhum plano ou condição de realmente dar a volta por cima e tomar o controle da situação entrando num círculo vicioso.
O que acontece efetivamente é que estas pessoas tiveram apenas o desejo, sem nenhum planejamento, ação ou monitoramento posterior.
Desejo sem ação é ilusão, pois nunca se concretizará e poderá em alguns casos gerar desconfortos ou insatisfações pessoais e/ou profissionais.

Mais do que querer as pessoas devem aprender a querer de maneira consciente e ter a orientação para realizar aos poucos os que buscam e quando se derem conta estarão, na medida do possível, mais próximos de concluir seus objetivos pessoais e profissionais.
Tão importante quanto o futuro ou os planos para o futuro é o que fazemos no presente, pois o passado e o futuro são frutos do presente.

John Lenon já disse uma vez que: "A vida é o que acontece enquanto fazemos planos!".
È importante planejar, mas também viver o dia-a-dia e conciliar ambas as atividades de maneira razoável.

Seguem abaixo algumas sugestões, que devem ser adaptadas para a sua realidade para lhe auxiliar a efetuar um planejamento simples e conciliável com o ritmo do dia-a-dia:
- Escreva: sempre que escrevemos algo, temos a chance de ordenar os pensamentos e desejos de maneira objetiva.Compre um caderno que pode ser sua "lista de desejos" e quando tiver tempo, dedique 10 a 15 minutos para ler e reler o que já escreveu e conhecer melhor os desejos, motivações e claro as frustrações que fazem parte da vida.

- Olhe os dois extremos: procure listar em uma página seus sonhos mais elevados e na outra tudo o que pode ser feito de maneira realista, pois ai terá as coordenadas entre a realidade e o desejo e poderá traçar um rumo para suprir os espaços que precisa para a plena realização.
- Vida pessoal x vida profissional: reveja e planeje estes dois aspectos da vida, que geralmente se complementam, pois o equilíbrio entre ambos é importante para a felicidade plena.
- Sinceridade: tenha a sinceridade consigo mesmo neste momento para não colocar objetivos que não pode atingir ou ignorar defeitos ou problemas que precisam ser superados (se você não pode ser sincero consigo mesmo, quem poderá?).
- Planeje: após ter escrito os pensamentos e desejos, tendo em perspectiva os dois extremos de possibilidades, ponderando a vida pessoal e profissional com sinceridade, estabeleça um plano para atingir no curto, médio e longo prazo os objetivos e desejos para que o ano novo seja realmente novo.
- Monitore e corrija: mais do que planejar, precisamos monitorar em bases mensais e efetuar correções de rota ao longo do tempo, pois os planos precisam der dinâmicos como a vida.
Espero que estas sugestões sejam úteis para que seu Ano novo também tenha uma vida nova.
Boa sorte e sucesso.
José Luis Amâncio
Picture by Don Li-Leger

Ano Novo Velhas Promessas



Nunca se falou tanto sobre atividade física e saúde, a importância dos exercícios também é inquestionável, só por melhorar a expectativa de vida que sobe 5 anos comprovadamente se você praticar atividades físicas regulares já seria um ótimo motivo para a prática. Ainda se levarmos em consideração que essa expectativa cairá 7 anos se você for obeso e 10 anos se você fumar, e concomitante a isso os exercícios indo de encontro às esses problemas, então o benefício é maior do que pensamos.

Um estudo dos EUA mostrou que pessoas que das morreram 40% foi devido a maus hábitos, e 30% por fatores genéticos. Mas porque então apenas 30% dos brasileiros praticam alguma atividade física regular? Será que não se importam com a saúde? E a estética, isso é difícil de ignorar. O problema é que o ser humano tende à inércia, a lei do menor esforço, ele quer ficar bonito e saudável mas será que vale a pena o sacrifício?

Para a maioria não, justamente porque acham que é um sacrifício!! E isso não é visto apenas nas atividades físicas, as pessoas tem preguiça de estudar, de trabalhar e até de se divertir acredite! Por isso a televisão é o que é hoje, a maioria se alimenta pela vida dos outros, por que é mais fácil ver um filme ou uma novela e viver aquela pintura como se fosse a vida real. As pessoas mais interessantes que eu conheço fazem, nunca se acomodam. As vezes alguns até chegam a construir algo mas param de produzir e pensar por ter conquistado uma estabilidade financeira ou social.Seu trabalho é diversão pra você? Ótimo! A atividade é uma diversão pra você? Ótimo! Saiba que essa é a melhor maneira de se manter saudável e feliz, comprovado cientificamente.
O que faz de uma pessoa interessante é o conteúdo intelectual e a inteligência total, porém o físico não pode ser menosprezado pois não podemos dividir o corpo e a mente, um melhora o desempenho do outro, mas isso nunca será para todos, a maioria infelizmente viverá apenas para fazer volume, para consumir, sem entender sequer que se prestou a isso. O melhor da história é que você é quem decide o tipo de pessoa que quer ser, independente da situação financeira ou tipo de ocupação que desempenha. O que faz a diferença é sair da inércia, não aceitar tudo mastigado, ter opinião própria e o mais importante não parar nunca, mude tudo na vida mas não pare, se parar morre, mesmo que esteja respirando!
Vinicius Dobgenski

Não se mate


Carlos, sossegue, o amor
é isso que você está vendo:
hoje beija, amanhã não beija,
depois de amanhã é domingo
e segunda-feira ninguém sabe
o que será.

Inútil você resistir
ou mesmo suicidar-se.
Não se mate, oh não se mate,
reserve-se todo para
as bodas que ninguém sabe
quando virão,
se é que virão.

O amor, Carlos, você telúrico,
a noite passou em você,
e os recalques se sublimando,
lá dentro um barulho inefável,
rezas,
vitrolas,
santos que se persignam,
anúncios do melhor sabão,
barulho que ninguém sabe
de quê,
pra quê.

Entretanto você caminha
melancólico e vertical.
Você é a palmeira, você é o grito
que ninguém ouviu no teatro
e as luzes todas se apagam.
O amor no escuro, não, no claro,
é sempre triste, meu filho, Carlos,
mas não diga nada a ninguém, ninguém sabe nem saberá.
Carlos Drummond de Andrade

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