18 de fev. de 2008

Férias na praia

As almas


As almas têm um modo especial de se entenderem, de entrarem em intimidade, de se tratarem, até, por tu, enquanto as pessoas ainda se sentem embaraçadas com o comércio das palavras, na escravidão das exigências sociais.

As almas têm necessidades próprias e aspirações próprias, que o corpo finge não reconhecer quando se vê impossibilitado de as satisfazer a de as traduzir em ações. E de todas as vezes que duas pessoas comunicam entre si desta maneira, apenas como almas, se encontram a sós num qualquer lugar, experimentam uma perturbação angustiosa e quase um repúdio violento de todo e qualquer contacto material, um sofrimento que os afasta e que cessa de imediato logo que intervém uma terceira pessoa. Então, desvanecida a angústia, as duas almas aliviadas buscam-se reciprocamente e voltam a sorrir uma para a outra.
Luigi Pirandello
Picture by Francis Bacon

Escolher viver ou observar a vida


Para se ter uma vida calma, tem de se fazer um sacrifício. Tem de se privar de viver a vida. Quando se vive em segurança, não há medos a dominar, obstáculos a ultrapassar ou perigos gritantes à espreita por detrás da barreira dos nossos erros.
Richard Bach
Picture by Pam Wagner

Quando existe carência de amor


Carência de amor... Poderá eventualmente ser lembrada naqueles momentos em que não temos alguém que nos ame ao nosso lado, ou então quando não conseguimos ter conosco quem amamos. Ambas as situações podem ser críticas, mas o principal amor, que nunca deve faltar, é o amor próprio. Devemos amar, em primeiro lugar, o Ser Supremo que nos deu vida, e que nos mantém vivos. Logo em seguida, devemos nos amar e muito.

Quem não consegue amar-se, dificilmente terá condições de saber amar aos outros, por não saber o que é o Amor, na verdadeira acepção da palavra. Amor é aquele sentimento que faz com que nossos desejos e atos se voltem visando propiciar o bem estar para a pessoa amada. É por isso que o amor próprio é tão necessário. Devemos querer sempre nosso bem estar. Sequer pode ser chamado de egoísmo, pois se não conseguirmos nos fazer felizes, como poderemos fazer outrem feliz?

Desenvolvendo essa capacidade, amando-nos e zelando por nosso bem estar, teremos condições de discernir melhor sobre como aproveitar nosso tempo, podendo amar a outro alguém. Muitas pessoas se queixam de não ter sorte para o amor, pois nunca conseguem encontrar alguém a quem amar, ou mesmo que as ame. Seria o caso de se perguntar se essas pessoas gostam-se o suficiente, se procuram de maneira adequada conseguir e conquistar o amor de outras pessoas. Realmente não é fácil encontrar-se o "par perfeito', principalmente se esse objetivo chega a ser procurado de maneira obsessiva, ou seja, é necessário que se dê oportunidade para que o amor se manifeste, pois nem sempre é à primeira vista que se encontra a famosa "outra metade". Torna-se necessária alguma convivência para que se descubra a famosa afinidade, que é o que forma as uniões duradouras.

Por vezes, é necessário dar-se tempo ao tempo, e muitas vezes a urgência com que se busca o amor, impede que ele se manifeste. A falta de compreensão também atrapalha bastante. Temos que saber analisar nossos erros e defeitos, antes de procurar apenas ver o que a eventual parceria apresenta. A propósito, nosso amigo Alphonse Vinet deixou-nos um pensamento interessante: "O Tempo não se compõe somente de horas nem de minutos, mas de amor e de vontade; temos pouco tempo quando temos pouco amor”. Daí se infere que, na verdade a falta de amor sempre provoca uma certa agonia na busca do amor, impedindo muitas vezes, que se consiga ver o que temos diante dos olhos.

Para conseguir enxergar melhor as coisas, é necessário exercitar o auto amor, pois conseguindo amar-nos, teremos mais facilidades para descobrir nossas reais qualidades, bem como nossos defeitos. Corrigindo estes, e aprimorando as qualidades, poderemos permitir um melhor julgamento alheio. Principalmente, não devemos julgar precipitadamente qualidades ou defeitos. Nem devemos abrir depressa demais o coração, nem tampouco fechá-lo de vez. Há que saber usar o bom senso, e isso é realmente necessário, pois quando se consegue desenvolver o amor próprio, chega-se à conclusão de que a procura do "parceiro ideal" não é tão urgente ou tão necessária assim. As coisas precisam ter um curso mais ou menos normal.

A solidão pode ser uma excelente maneira de vida, desde que se saiba administrá-la, não fazendo dela uma fonte de tristeza, mas encarando-a como uma excelente maneira de se aproveitar a melhor companhia que temos, que é a nossa própria pessoa... Desde que saibamos nos amar. Encarando a vida sob esse prisma, talvez seja até mais fácil encontrar a companhia desejada, pois qualquer um gostará de conhecer melhor uma pessoa que se ama tanto, pois deverá ser uma excelente companhia... Não poderá ser má companhia para ninguém, já que é tão boa para consigo mesmo.
Marcial Salaverry
Picture by Thomas Wagner

17 de fev. de 2008

Serve e caminha


Não hesites. Inicia a jornada do serviço ao próximo, onde estiveres.
Faze algo.
Desfaze-te de algum pertence a benefício de alguém com necessidades maiores do que as tuas.
Alivia os obstáculos em que algum enfermo se encontre.
Age em favor de alguma criança sem proteção.
Estende, pelo menos, essa ou aquela migalha de apoio às mães desvalidas.
Afirma-nos o Evangelho que a fé sem obras é morta.
Sonha e mentaliza, mas serve e caminha.
Francisco Cândido Xavier
Picture by John Wainwright

A boa vontade

De todas as coisas que podemos conceber neste mundo ou mesmo, de uma maneira geral, fora dele, não há nenhuma que possa ser considerada como boa sem restrição, salvo uma boa vontade.

O entendimento, o espírito, o juízo e os outros talentos do espírito, seja qual for o nome que lhes dermos, a coragem, a decisão, a perseverança nos propósitos, como qualidades do temperamento, são, indubitávelmente, sob muitos aspectos, coisas boas e desejáveis; contudo, também podem chegar a ser extrordináriamente más e daninhas se a vontade que há-de usar destes bens naturais, e cuja constituição se chama por isso carácter, não é uma boa vontade.


O mesmo se pode dizer dos dons da fortuna. O poder, a riqueza, a consideração, a própria saúde e tudo o que constitui o bem-estar e contentamento com a própria sorte, numa palavra, tudo o que se denomina felicidade, geram uma confiança que muitas vezes se torna arrogância, se não existir uma boa vontade que modere a influência que a felicidade pode exercer sobre a sensibilidade e que corrija o princípio da nossa actividade, tornando-o útil ao bem geral; acrescentemos que num espectador imparcial e dotado de razão, testemunha da felicidade ininterrupta de uma pessoa que não ostente o menor traço de uma vontade pura e boa, nunca encontrará nesse espectáculo uma satisfação verdadeira, de tal modo a boa vontade parece ser a condição indispensável sem a qual não somos dignos de ser felizes.

A boa vontade não é boa pelo que produz e realiza, nem por facilitar o alcance de um fim que nos proponhamos, mas apenas pelo querer mesmo; isto quer dizer que ela é boa em si e que, considerada em si mesma, deve ser tida em preço infinitamente mais elevado que tudo quanto possa realizar-se por seu intermédio em proveito de alguma inclinação, ou mesmo, se se quiser, do conjunto de todas as inclinações.
Emmanuel Kant
Picture by Willem de Kooning

Zuzu Angel

Zuzu Angel
Nascida em Curvelo, Minas Gerais, em 05/06/1921 ainda menina, Zuleika Angel Jones mudou-se com a família para Belo Horizonte. 

Ali começou sua carreira como costureira, fazendo roupas para as primas. Depois foi para Bahia e, em 1947, estabeleceu-se no Rio de Janeiro onde começou a carreira profissional. 

Já não era propriamente uma costureira, mas uma estilista, que criava sua própria moda, com uma linguagem muito pessoal. Tratava-se, além disso, de uma moda brasileira, com materiais do país e cores tropicais. Misturava renda, seda, fitas e chitas com temas regionalistas e folclóricos, com estampados de pássaros, borboletas e papagaios. Trouxe também para a moda as pedras brasileiras, fragmentos de bambu, de madeira e conchas. 

Buscava não somente o mercado da elite, como também queria vestir a mulher comum.

Nos anos 1970 abriu sua loja em Ipanema e encantou o mundo. Conquistou o mercado norte americano, foi vitrine de grandes lojas de departamentos e apareceu em importantes veículos de comunicação dos Estados Unidos. Pioneiramente, começou a divulgar sua marca colocando-a do lado externo da roupa. O anjo era o seu logotipo.

Sua maior luta pessoal, porém, começou com o sequestro político de seu filho Stuart Angel Jones, estudante de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ativista do Movimento Revolucionário 8 de Outubro - MR-8, Stuart desapareceu depois de ter sido preso em 14 de junho de 1971 por agentes do CISA (Centro de Informações e Segurança da Aeronáutica). Zuzu saiu em busca do filho nas prisões e nos quartéis. Logo após a morte de Stuart, as torturas que sofreu foram narradas a Zuzu por meio de uma carta do preso político Alex Polari de Alverga.


Segundo esse depoimento, Stuart foi arrastado por um jipe pelo pátio interno da Base Aérea do Galeão, com a boca no cano de descarga do veículo. Mais tarde, Alex ouviu os gritos de Stuart - numa cela ao lado - pedindo água e dizendo que ia morrer.
Depois, seu corpo foi retirado da cela. Este depoimento de Alex consta do vídeo "Sônia Morta e Viva", produzido e dirigido por Sérgio Waisman, em 1985. Já separada do marido, o americano Norman Angel Jones, Zuzu Angel incansavelmente denunciou as torturas, a morte e ocultação do cadáver de Stuart, tanto no Brasil como no exterior. 


Stuart Angel

Em vários de seus desfiles denunciou os fatos para a imprensa, entregando pessoalmente uma carta a Henry Kissinger, na época Secretário de Estado do Governo norte-americano, já que seu filho também tinha a cidadania americana.
Utilizou sua fama para envolver, a favor da sua causa, inúmeros clientes e amigos importantes: Joan Crawford, Kim Novak, Veruska, Liza Minelli, Jean Shrimpton, Margot Fonteyn e Ted Kennedy, entre outros. Zuzu passou a usar sua moda como forma de protesto fazendo - como ela mesma dizia - "a primeira coleção de moda política da história", usando ao lado dos anjos, as figuras de crucifixos, tanques de guerra, pássaros engaiolados, sol atrás das grades, jipes e quépis. O uso dessas metáforas foi a solução que encontrou para simbolizar, em seu trabalho, a história de seu filho.

Em 14 de abril de 1976, às 3h, na Estrada da Gávea, à saída do Túnel Dois Irmãos (RJ), Zuzu morreu, vítima de um acidente automobilístico. Na época, o governo divulgou que a estilista teria dormido ao volante, fato contestado anos depois. Até hoje as circunstâncias dessa tragédia não foram esclarecidas.

Uma semana antes do acidente, Zuzu deixara na casa de Chico Buarque, um documento que deveria ser publicado caso algo lhe acontecesse. "Se eu aparecer morta, por acidente ou outro meio, terá sido obra dos assassinos do meu amado filho", dizia. 


Sua força e coragem inspiraram ao compositor a música "Angélica", onde ele pergunta, "quem é essa mulher?". 

Zuzu Angel foi sepultada pela família, em 15 de abril de 1976, no Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro. Uma de suas duas filha, a jornalista Hildegard Angel, foi a idealizadora do Instituto Zuzu Angel de Moda do Rio de Janeiro, uma entidade civil sem fins lucrativos, fundado em outubro de 1993.







Angélica

Chico Buarque

Quem é essa mulher
Que canta sempre esse estribilho?
Só queria embalar meu filho
Que mora na escuridão do mar
Quem é essa mulher
Que canta sempre esse lamento?
Só queria lembrar o tormento
Que fez o meu filho suspirar
Quem é essa mulher
Que canta sempre o mesmo arranjo?
Só queria agasalhar meu anjo
E deixar seu corpo descansar
Quem é essa mulher
Que canta como dobra um sino?
Queria cantar por meu menino
Que ele já não pode mais cantar
Quem é essa mulher
Que canta sempre esse estribilho?
Só queria embalar meu filho
Que mora na escuridão do mar

Angélica


Quem é essa mulher
Que canta sempre esse estribilho?
Só queria embalar meu filho
Que mora na escuridão do mar
Quem é essa mulher
Que canta sempre esse lamento?
Só queria lembrar o tormento
Que fez meu filho suspirar
Quem é essa mulher
Que canta sempre o mesmo arranjo?
Só queria agasalhar meu anjo
E deixar seu corpo descansar
Quem é essa mulher
Que canta como dobra um sino?
Queria cantar por meu menino
Que ele já não pode mais cantar
Quem é essa mulher
Que canta sempre esse estribilho?
Só queria embalar meu filho
Que mora na escuridão do mar
Miltinho - Chico Buarque

16 de fev. de 2008

Felicidade


Felicidade é ter algo o que fazer, ter algo que amar e algo que esperar
Aristóteles

Despertar


Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta.
Gustav Carl Young

Aperfeiçoamento constante


As pessoas que alcançam seu potencial pensam em aperfeiçoamento
John Maxwell

15 de fev. de 2008

Adeus mamãe... Muito lindooo


Espero que esta história chegue no seu coração, tanto como chegou no meu.
Um jovem estava fazendo compras no supermercado, quando notou que uma velhinha o seguia por todos os lados.
Se ele parava, ela parava e ficava olhando para ele. No fim, já no caixa, ela se atreveu a falar com ele, dizendo:
- "Espero que não o tenha feito se sentir incomodado; mas é que você se parece muito com meu filho que faleceu".
O jovem, com um nó na garganta, respondeu que estava bem, que não havía problema.
A velhinha lhe disse, quero lhe pedir algo incomum.
O jovem lhe respondeu, diga-me em que posso ajudá-la.
A velhinha falou que queria que ele lhe dissesse "Adeus Mamãe", quando eu me for do supermercado, isso me fará muito feliz!
O jovem bom sabendo que seria um gesto que encheria o coração e espírito da velhinha, aceitou.
Então, enquanto a velhinha passava pela caixa registradora se voltou sorrindo e agitando sua mão disse: "Adeus filho"!
Ele cheio de amor e ternura lhe respondeu efusivamente 'Adeus mamãe"
O homem contente e satisfeito pois com certeza havia dado um pouco de alegria a velhinha, continuou pagando suas compras.
"Sao R$ 554,00 lhe disse a moça do caixa".
"Cruz credo ... Por que tanto se só levo somente uma pizza congelada??"
E a moça do caixa lhe disse:
- "Sim, mas sua mamãe disse que você pagaria pelas compras dela também".
Moral da história:
- "Não confie em nenhuma velha que se aproxime de você em supermercado com sentimentalismo barato!

Hermanoteu

Aquele que voava baixo..


Eu só perco para mim mesmo, pois a minha maior motivação é aprender sempre
Airton Senna

Blowin’ in the Wind


Em 1962, o então jovem Bob Dylan, aos 21 anos de idade, compôs a canção "Blowin’ in the Wind".

Tempos conturbados, guerras eclodindo, preconceitos raciais, conflitos sociais, violência, desamor. A letra da canção é composta por uma série de perguntas filosóficas, abordando a paz, a guerra, a compaixão, a liberdade. E por tratar de temas atemporais, ela continua atual, mesmo passados mais de quarenta anos.

Logo a seguir, está a tradução da letra da canção "Blowin’ in the Wind", que merece alguns instantes de reflexão..

Quantas estradas um homem precisa percorrer
Antes que venha a ser chamado de homem?
Quantos mares precisará uma pomba branca sobrevoar
Antes que ela possa repousar na praia?
E por quantas vezes ainda as balas de canhão voarão
Até que sejam para sempre banidas?
A resposta, meu amigo,
está soprando no vento
A resposta está soprando no vento
Quantos anos deve uma montanha existir
Até que se desmanche no mar?
Quantos anos devem algumas pessoas existir
Até que sejam permitidas a serem livres?
E quantas vezes pode um homem virar sua cabeça
E fingir que ele simplesmente não vê?
A resposta, meu amigo,
está soprando no vento
A resposta está soprando no vento
Quantas vezes deve um homem olhar para cima antes que possa enxergar o céu?
Quantos ouvidos deve um homem possuir
Até que possa ouvir o lamento do próximo?
E quantas mortes ainda serão necessárias
Até que perceba que pessoas demais morreram?
A resposta, meu amigo,
está soprando no vento
resposta está soprando no vento...
Bob Dylan

Gansos e o trabalho em equipe


Quando um ganso bate as asas, cria um vácuo para o pássaro que voa logo atrás. Voando em uma formação em V, todos do bando têm seu desempenho 71% melhor do que teriam se voassem separados.

Lição nº 1
Pessoas que compartilham uma direção comum e senso de comunidade podem atingir seus objetivos mais rápidos e facilmente. Sempre que um ganso sai da formação, sente subitamente a resistência do ar ao tentar voar sozinho. Rapidamente, volta para a formação, aproveitando o movimento da ave imediatamente à sua frente.

Lição nº 2
Se tivermos tanta sensibilidade quanto um ganso, permaneceremos em formação com aqueles que se dirigem para onde pretendemos ir e nos disporemos a aceitar a sua ajuda, assim como prestar a nossa ajuda aos outros. Quando o ganso líder se cansa, muda para trás na formação e, imediatamente, um outro ganso assume o lugar, voando para a posição de ponta.

Lição nº 3
É preciso organizar um revezamento das tarefas pesadas e dividir a liderança. As pessoas, assim como os gansos, são dependentes umas das outras. Os gansos de trás, na formação, grasnam para incentivar os da frente e aumentar a velocidade.

Lição nº 4
Precisamos nos assegurar de que o nosso "grasno" seja encorajador para que a nossa equipe aumente o seu desempenho. Quando um ganso fica doente e fraco ou é abatido, dois gansos saem da formação e seguem-no para ajudá-lo e protegê-lo. Ficam com ele até que ele esteja apto para voar, ou até que acabe morrendo. Só assim, eles voltam ao procedimento normal, com outra formação, ou vão atrás de outro bando.

Lição nº 5
Se nós tivermos tanto bom senso quanto os gansos, também estaremos ao lado das outras pessoas nos momentos difíceis.

14 de fev. de 2008

Peru grande

Liberdade


Eu nunca entendi porque as pessoas consideram a juventude como um tempo de liberdade e prazer. Provavelmente porque elas esqueceram as suas próprias.
Margaret Atwood
Picture by Robert Doisneau

Ganhar tempo...


Quando em uma República, surge uma ameaça interior ou exterior, e cresce a ponto de inspirar temor geral, o caminho mais seguro é ganhar tempo em vez de afrontá-la; porque a tentativa de sufocá-la, redobra suas forças e acelera a violência que se tema.
Nicolau Maquiavel
Picture by Larry Rivers

Se não tocarmos o coração das pessoas


Não sei ...
Se a vida é curta ou longa demais para nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas
Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe, braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que sacia,
amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo:
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira e pura... enquanto durar.
Cora Coralina
Picture by Art Fronckowiak

Quatro velas


Quatro velas estavam queimando calmamente. O ambiente estava tão silencioso que podia-se ouvir o diálogo entre elas.

A primeira disse:- Eu sou a Paz, e apesar da minha luz, as pessoas não conseguem manter-me acesa. Em seguida, a sua chama, devagarzinho, se apagou totalmente.

A segunda disse: - Eu me chamo Fé! Infelizmente sou supérflua para as pessoas. Elas não querem saber de Deus, por isso não faz sentido continuarqueimando. Ao terminar sua fala, um vento bateu levemente sobre ela, e a chama se apagou.

Baixinho e triste a terceira vela se manifestou: - Eu sou o Amor! Não tenho mais forças para queimar. As pessoas me deixam de lado, porque só conseguem enxergar elas mesmas, esquecem até daqueles que estão à sua volta. E também se apagou.

De repente, chegou uma criança e viu as três velas apagadas ...- Que é isto? Vocês devem ficar acesas e queimar até o fim. Então a quarta vela falou: - Não tenhas medo, criança. Enquanto eu estiver acesa, poderemos acender as outras velas. Quando apagamos as chamas da Paz, Fé e Amor, ainda assim, nem tudo está perdido ... Alguma coisa há de ter restado dentro da gente. E isto tem queser preservado, acima de tudo ...Então a criança pegou a vela da Esperança e acendeu novamente as que estavam apagadas. Que a vela da Esperança nunca se apague dentro de você.

Ela é a nossa luz no fim do túnel. O caminho da felicidade precisa, antes, ser pavimentado comesperança, paz, fé, amor...A felicidade nem sempre bate à nossa porta. Para tê-la é preciso uma busca incessante, e ao encontrá-la ter a coragem de trazê-la para dentro de nós!

Mãos vazias


É muito triste estender as mãos vazias e não receber nada.

Mais triste, porém, é estender as mãos cheias, e não ter ninguém para recebê-las.
Omar Khayyam
Picture by Mai-Thu

13 de fev. de 2008

O mineirin no boteco
















O mineirin entra num boteco e vê anunciado acima do balcão:
Pinga_________________________ R$1,00
Cerveja________________________ R$2,50
Pão de queijo____________________ R$ 2,00
Acariciar órgão sexual _____________ R$ 5,00
Checando na carteira, para não passar vergonha, ele vai até o balcão e chama uma das três garotas, que estão servindo bebidas nas mesas:
- Ô moça, faiz favor...
- Sim? - responde ela com um sorriso lindo - Em que posso ajudar?
- É ocê q'acaricia os órgão sexuar dos freguêis?
- Sou eu mesma... - responde ela, com voz 'caliente' e um olhar bem sensual.
- Então, ocê lava bem as mão, que eu quero um pão de queijo!

12 de fev. de 2008

Vença seus medos

Um herói de verdade começa cedo

Quando perguntamos aos grandes pensadores sobre como criar líderes, a resposta é unânime: "desde o berço".

Sou amigo de infância de Roberto Shinyashiki.
Estudamos na mesma escolaprimária, o Grupo Olavo Bilac, em Santos. Estudamos no mesmo colégio: Canadá, também em Santos.

Tocamos rock´n´roll juntos e participamos com músicas próprias em festivais e apresentações na década de 70. Eu ia na casa do Roberto, na Avenida Pinheiro Machado, canal 1, para ensaiar. Tocamos, chegamos a fazer sucesso.

Um dia, o "Beto" comunicou que tinha entrado na Faculdade de Medicina. Tocamos ainda mais algumas vezes e seguimos por estradas diferentes...Ficamos muitos anos sem saber um do outro. Um dia, uma filha minha me deu um livro para que eu "melhorasse minhas atitudes": Pais e Filhos - Companheiros de Viagem... Adorei, mas não liguei o autor ao meu querido amigo da infância e juventude. Lendo uma matéria sobre o autor Roberto Shinyashiki, um detalhe chamou minha atenção.

O jornalista falava do pai do Roberto e da farmácia que ele tinha. Nesse instante fiz a conexão entre o querido amigo e o brilhante escritor:"Eureka! O filho do dono da farmácia! É o China!". China era o apelido do Beto na juventude. A reportagem contata a história do pai do Beto, aquele senhor dono da farmácia, batalhador, trabalhador, que as pessoas conhecidas admiravam, respeitavam... Não convivíamos, não brincamos, não tocamos, não nos víamos, mas muito ouvi falar dele, nos comentários do meu pai e da minha mãe. Ali estava uma referência. O pai do Beto.

Ver, hoje, o querido irmão e excepcional escritor e palestrante lançarHeróis de Verdade é fácil de entender e motivo para vibração para mim. Essa obra é uma homenagem espetacular aos milhões de anônimos como a maioria dos bilhões de habitantes do planeta terra que agem, lutam e constroem. Heróis de verdade que começam a batalhar desde cedo.
Roberto Shinyashiki começou bem cedinho. No berço ainda, com o exemplo de pai e mãe.
José Luiz Tejon Megido

O novo homem

A essência da liderança é, se bem pensarmos, o compromisso de construir sonhos. O filósofo Henry Thoreau afirmava que se construímos castelos no ar não devemos nos preocupar. Eles, os castelos estão onde devem estar. Cabe-nos construir os acessos.

O Líder é aquele capaz de ver o quê ainda não tomou forma no mundo fenomênico e, construindo estratégias e propósitos afinados com esta visão e com os propósitos individuais, catalisar o grupo ao seu redor para dar-lhe forma visível. Liderar é cada vez mais construir mudanças. Capra, em seu fantástico livro "Sabedoria Incomum", no qual narra a gênese de seu próprio pensamento, destaca as características da mutação que o mundo está vivenciando e a fundamenta como um processo cíclico de substituição de valores. Mudança esta que é muito bem representada pela diminuição da importância que assumem as coisas tangíveis, ou seja, ligadas à existência da matéria, e a crescente preocupação que se tem com os aspectos relacionados com o tempo , com a dimensão espiritual do homem, com a essência da liderança.

Certamente, muitos outros valores estão sendo atingidos pelo desenvolvimento tecnológico, como, por exemplo, os relacionados à informação, à individuação, criatividade, flexibilidade, autonomia e, sobretudo, intuição. O valor de uma organização não se mede mais, atualmente, em termos de seu patrimônio físico, seja ele constituído de dinheiro, prédios, máquinas ou terras. Uma empresa valerá mais do as outras em termos de comparações não corporais, tais como a capacidade intelectual das pessoas que a integram, já que o capital humano é cada vez mais vital numa sociedade em que o conhecimento se impõe como agente de perpétua transformação. A valorização do tempo, não mais simplesmente da rapidez, mas de uma quase "instantaneidade", pressupõe seres humanos cada vez mais capazes de quebrar as regras, de inovar, de deixar fluir todo o potencial de seus cérebros.
Não há mais tempo para esperar os resultados de um planejamento a longo prazo , dissociado dos inúmeros problemas do dia-a-dia. Pesquisa, desenvolvimento, produção, fabricação e consumo, tudo é virtualmente feito ao mesmo tempo. A nova organização passa a assumir a característica de ser um fenômeno intelectual, independente de tempo, espaço e massa.


Uma organização que aprende, como definida por Peter M. Senge em seu livro "A Quinta Disciplina". Quando se entende este novo conceito de organização como concepção, passa-se a compreender a importância da linguagem simbólica e lúdica na motivação , no comprometimento , enfim, na otimização dos "talentos humanos" da organização. É justamente nestes talentos que James C. Hunternos fala em livro *O Monge e o Executivo* . Não por acaso um expressivo sucesso de vendas. Desta nova concepção surge também o desafio de compatibilizar a liberdade com a ordem, a criatividade com a eficácia , a intuição com a sabedoria acumulada. É no desafio de compatibilizar estes conceitos que se encontra a busca da excelência.


Já vivemos a era do "homem máquina", filha do paradigma cartesiano-newtoniano que enxergava o homem como um mecanismo, um conjunto de peças e engrenagens , que em nada diferia das máquinas que operava. Este modelo vitoriano e desumano desconsiderava a condição de "ser humano" do homem -sua capacidade de pensar, sentir e ter idéias. Já vivemos também a era do "homem organizacional", cujo modelo é o homem que não consegue harmonizar sua vida pessoal com a vida profissional. Vive descompassado. Leva serviço e, pior ainda, problemas para casa. Esquece aniversários; não consegue viver plenamente e é movido pelas realizações profissionais.


Geralmente, quando se aposenta, morre ou adoece. Nesta era de mudança de paradigma, vivemos um novo "umanismo; surge um novo modelo de profissional com novas características , mais adaptado, não só às necessidades das organizações , mas a uma vida mais inteira, produtiva e feliz. Ele apresenta algumas características inovadoras: consciência crítica altamente desenvolvida; sólida noção de valores; percepção holística: visão da parte e do todo e aptidão para equilibrá-las; versatilidade com compromissos e resultados; urgência em obter um significado para a própria vida; capacidade crítica quanto à aceitação de papéis e funções; esforço para influenciar o ambiente, para tirar dele o máximo possível; atuação como ser político ativo, como cidadão do mundo; inconformismo com hierarquias e normas rígidas; flexibilidade para mudanças; preocupação com a ética.

Se observarmos à nossa volta, vamos identificar este novo homem bem perto, modificando a realidade nas empresas, mostrando que "quem sabe faz a hora , não espera acontecer. " Este homem novo, incompatível com ambientes autocráticos, pode ser , muitas vezes incompreendido, até marginalizado e considerado um anarquista. Mas conhece seu valor e também valoriza os outros e as instituições das quais faz parte. Reconhece-se como ser único e original que não pode ser manipulado e adestrado. Entretanto, sabe adaptar-se aos sistemas e transformá-los em beneficio do grupo. O tenho encontrado com grande freqüência.

Ele está presente nos pisos das indústrias, nas mesas dos escritórios, na prestação de serviços, no comércio, nas escolas, nos teatros, em todos os níveis de todas as organizações. Sua presença torna oportuno o momento para resgatar o homem em sua essência.


Há algum tempo, li um livro que narra algumas histórias sobre pessoas que pegam a vida em suas mãos e a transformam. Trata-se de um livro do qual os líderes corporativos podem retirar profundos exemplos e , sem dúvida , muita inspiração. Com a rara qualidade de ter sido escrito por um brasileiro Um administrador. O livro chama-se "Fora de Cena", O Teatro por trás do Palco, de Paulo Roberto Oliveira. Nele, o autor, administrador de teatro há vários anos, narra suas experiências e define sua profissão.


Em suas próprias palavras:"Administrador de Teatro - Pessoa que cuida e dirige estabelecimento, onde trabalham seres que têm como objetivo fazer as pessoas sonharem ,fantasiarem, viverem um mundo irreal. Um pouco parecido com dirigir um hospício, com a diferença que esses "loucos" podem mudar o país, as cabeças, o mundo, e que nem as guerras fizeram calar. Eles são pessoas quere presentam a magia, a fantasia, o sonho. Atores são pedaços de Deus disfarçados em demônios.( ...) Administre isso. Fale com Deus e o demônio ao mesmo tempo, sem ser artista. Consiga respeito deles. Deixe que eles façam de ti um coadjuvante de suas vidas e serás um Administrador de Teatro, profissão essa, que não existe em Plano de Cargo algum. Serás apenas o arrumador da casa de um bando degênios!"

Quando li estas palavras, pensei: aí está viva a essência da liderança. Liderar é fazer espaço seguro para o gênio de todos florescer. Que líder não anseia estar entre gênios? Para que isto aconteça a criatividade deve se somar à compaixão; a alegria à ética ; o tangível ao intangível; o sonho ao propósito. Se usarmos instrumentos que permitam ao homem a descoberta de seu potencial criativo, suas habilidades e sua riqueza, podemos transformar nossas vidas nas empresa em vidas mais criativas , mais produtivas e , sobretudo, mais eficazes. Temos um grande poder: o poder da transformação. E transformação é ação. Nossas ações podem voltar-se para a melhoria da qualidade de vida. Nestes tempos é sempre oportuno lembrar a frase do poeta Mário de Andrade: "Quem tem mais medo da mudança, do que da desgraça, não tem mais remédio do que conformar-se com a opção da desgraça".

O destino de cada um


No ser vivo toda a necessidade essencial, que brota do próprio ser e não lhe advém de fora acidentalmente, vai acompanhada de voluptuosidade. A voluptuosidade é a cara, a facies da felicidade. E todo o ser é feliz quando satisfaz o seu destino, isto é, quando segue a encosta da sua inclinação, da sua necessidade essencial, quando se realiza, quando está a ser o que é na verdade.

Por esta razão Schlegel dizia, invertendo a relação entre voluptuosidade e destino: «Para o que nos agrada temos genio». O genio, isto é, o dom superlativo de um ser para fazer alguma coisa tem sempre simultaneamente uma fisionomia de supremo prazer. Num dia que está próximo e graças a uma transbordante evidência vamo-nos ver surpreendidos e obrigados a descobrir o que agora somente parecerá uma frase: que o destino de cada homem é, ao mesmo tempo, o seu maior prazer.
Ortega y Gasset
Picture by Giovanni

Burrhus Frederic Skinner


Burrhus Frederic Skinner nasceu em 20 de março de 1904 na cidade de Susquehanna na Pensilvânia. Graduou-se em Psicologia em 1930 e terminou seu doutorado em 1931. Trabalhou na Universidade de Minesota e quando ingressou em Harvard influenciou toda uma geração de estudantes. Morreu em 1990 vítima de leucemia.


No entender de John Watson (1878-1958), que cunhou o termo “Behaviorismo” em 1913, esse era o método apropriado para entrar na mente, entidade que há séculos escapa da investigação filosófica. Skinner baseou suas teorias na análise das condutas observáveis. Dividiu o processo de aprendizagem em respostas operantes e estímulos de reforço, o que o levou a desenvolver técnicas de modificação de conduta na sala de aula.

Trabalhou sobre a conduta em termos de reforços positivos (recompensas) contra reforços negativos (castigos).

Nenhum pensador ou cientista do século 20 levou tão longe a crença na possibilidade de controlar e moldar o comportamento humano como o norte-americano Burrhus Frederic Skinner. Sua obra é a expressão mais célebre do behaviorismo, corrente que dominou o pensamento e a prática da psicologia, em escolas e consultórios, até os anos 1950.

O behaviorismo restringe seu estudo ao comportamento (behavior, em inglês), tomado como um conjunto de reações dos organismos aos estímulos externos. O princípio do behaviorismo é que só é possível teorizar e agir sobre o que é cientificamente observável.

A teoria de B.F. Skinner baseia-se na idéia de que o aprendizado ocorre em função de mudança no comportamento manifesto. As mudanças no comportamento são o resultado de uma resposta individual a eventos (estímulos) que ocorrem no meio. Uma resposta produz uma conseqüência, bater em uma bola, solucionar um problema matemático. Quando um padrão particular Estímulo-Resposta (S-R) é reforçado (recompensado), o indivíduo é condicionado a reagir. A característica que distingue o condicionamento operante em relação às formas anteriores de behaviorismo (por exemplo: Thorndike, Hull) é que o organismo pode emitir respostas, em vez de só obter respostas devido a um estímulo externo.

O reforço é o elemento-chave na teoria S-R de Skinner. Um reforço é qualquer coisa que fortaleça a resposta desejada. Pode ser um elogio verbal, uma boa nota, ou um sentimento de realização ou satisfação crescente. A teoria também cobre reforços negativos -uma ação que evita uma conseqüência indesejada.

Condicionamento operante
O conceito-chave do pensamento de Skinner é o de condicionamento operante, que ele acrescentou à noção de reflexo condicionado, formulada pelo cientista russo Ivan Pavlov. Os dois conceitos estão essencialmente ligados à fisiologia do organismo, seja animal ou humano.
O reflexo condicionado é uma reação a um estímulo casual. O condicionamento operante é um mecanismo que premia uma determinada resposta de um indivíduo até ele ficar condicionado a associar a necessidade à ação. É o caso do rato faminto que, numa experiência, percebe que o acionar de uma alavanca levará ao recebimento de comida. Ele tenderá a repetir o movimento cada vez que quiser saciar sua fome.


A diferença entre o reflexo condicionado e o condicionamento operante é que o primeiro é uma resposta a um estímulo puramente externo; e o segundo, o hábito gerado por uma ação do indivíduo. No comportamento respondente (de Pavlov), a um estímulo segue-se uma resposta. No comportamento operante (de Skinner), o ambiente é modificado e produz conseqüências que agem de novo sobre ele, alterando a probabilidade de ocorrência futura semelhante.
O condicionamento operante é um mecanismo de aprendizagem de novo comportamento - um processo que Skinner chamou de modelagem. O instrumento fundamental de modelagem é o reforço.

Skinner era determinista. Em sua teoria não havia nenhum espaço para o livre-arbítrio, pois afirmar que os seres humanos são capazes de livre escolha seria negar sua suposição básica de que o comportamento é controlado pelo ambiente e os genes.

Princípios:

1. Comportamento que é positivamente reforçado vai acontecer novamente. Reforço intermitente é particularmente efetivo.

2. As informações devem ser apresentadas em pequenas quantidades, para que as respostas sejam reforçadas ("moldagem").

3. Reforços vão generalizar, lado a lado, estímulos similares (generalização de estímulo) produzindo condicionamento secundário.

Principais tipos de reforços:


1. Positivo:todo estímulo que quando está presente aumente a probabilidade de que se produza uma conduta.

2. Negativo:
todo estímulo aversivo que ao ser retirado aumenta a probabilidade de que se produza a conduta.

3. Extinção:
a qual se apresenta quando um estímulo que previamente reforçava a conduta deixa de atuar.

4. Castigo: igual ao da extinção, funciona para reduzir a conduta.


Contrariamente ao que se pensa, o reforço negativo não é punição, mas sim a remoção de um evento punitivo; enquanto o reforço aumenta um comportamento, a punição o diminui.
Nos usos que propôs para suas conclusões científicas — em especial na educação —, Skinner pregou a eficiência do reforço positivo, sendo, em princípio, contrário a punições e esquemas repressivos, sugeria que o uso das recompensas e reforços positivos da conduta correta era mais atrativo do ponto de vista social e pedagogicamente eficaz.

Os adeptos do behaviorismo costumam se interessar pelo processo de aprendizado como um agente de mudança do comportamento. "Skinner revela em várias passagens a confiança no planejamento da educação, com base em uma ciência do comportamento humano, como possibilidade de evolução da cultura", diz Maria de Lourdes Bara Zanotto, professora de psicologia da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.
Buscava a aprendizagem como produto de uma relação estímulo- resposta, pois, desta maneira são reforçadas as condutas apropriadas mediante uma recompensa e as inapropriadas mediante um castigo
.
No campo da aprendizagem escolar Skinner tentou demonstrar que, mediante ameaças e castigos se conseguem resultados positivos muito mais baixos e com efeitos secundários muito piores do que com o sistema de reforços positivos. Seu princípio para o máximo aproveitamento das classes baseia-se na atividade dos alunos; sua aplicação mais conhecida é o ensino programado em que os sucessos em determinadas tarefas atuam como reforço para aprendizagens posteriores.

No livro Tecnologia do Ensino, de 1968, o cientista desenvolveu o que chamou de máquinas de aprendizagem, que nada mais eram do que a organização de material didático de maneira que o aluno pudesse utilizar sozinho, recebendo estímulos à medida que avançava no conhecimento. Grande parte dos estímulos se baseava na satisfação de dar respostas corretas aos exercícios propostos.A idéia nunca chegou a ser aplicada de modo amplo e sistemático, mas influenciou procedimentos da educação norte-americana e brasileira. Skinner considerava o sistema escolar predominante um fracasso por se basear na presença obrigatória, sob pena de punição. Ele defendia que se dessem aos alunos "razões positivas" para estudar, como prêmios aos que se destacassem.

O behaviorismo está nos pressupostos da orientação tecnicista da educação, cuja proposta consiste em: planejamento e organização racional da atividade pedagógica; operacionalização dos objetivos; parcelamento do trabalho, com especialização das funções; ensino por computador, tele-ensino, procurando tornar a aprendizagem mais objetiva.

A avaliação também tem um papel fundamental: no início, para que o professor possa estabelecer estratégias para atingir os objetivos; durante o processo de aprendizagem, para controle e replanejamento; e ao final, para verificar se os resultados desejados foram obtidos.

Como ocorre na escola tradicional, estes objetivos são pré-definidos, sem a participação do aluno. Para atingir os objetivos são usados “reforçadores”, como notas, prêmios, status, reconhecimento de professores e colegas e promessa de vantagens sociais futuras. O professor deve elaborar um sistema para que o desempenho do aluno seja maximizado de acordo com os objetivos traçados.

Muito da Tecnologia Educacional Moderna se baseia nos pressupostos do behaviorismo, assim como muitos softwares ditos "educativos' que nada mais são que atividades fechadas baseadas em reforços positivos.
"Skinner é um dos psicólogos mais importantes da história, concordando-se com ele ou não. Entre os anos 40 e 60, o behaviorismo teve grande influência e dominou a psicologia. Surgiram aplicações não só no ensino, mas também na psicologia clínica, como a terapia comportamental", relembra José Fernando Lomônaco, professor associado do Instituto de Psicologia da USP.
Prof. Ms. Vera Lúcia Camara Zacharias

11 de fev. de 2008

Polícia eficiente

Quem luta e quem desiste


Apesar dos nossos defeitos, precisamos enxergar que somos pérolas únicas no teatro da vida e entender que não existem pessoas de sucesso e pessoas fracassadas.

O que existem são pessoas que lutam pelos seus sonhos ou desistem deles.
Augusto Cury
Picture by Don Li-Leger

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