31 de ago de 2010

Farinhas que emagrecem

Quais são as vantagens?
Práticas, baratas e tão poderosas contra as gordurinhas quanto a famosa ração humana. Até a história é bem parecida: algumas farinhas de frutas e legumes desidratados surgiram com a finalidade de baixar a taxa de açúcar no sangue. Mas, aos poucos, se mostraram boas aliadas na perda de peso. Isso porque saciam (você se contenta com menos comida) e atrasam o esvaziamento gástrico (a fome demora para voltar a dar sinal). Outras ainda ajudam a equilibrar o metabolismo. E, para isso, basta polvilhar no alimento pronto. Fibras aos montes São várias as opções: farinha de maracujá, banana verde, berinjela, linhaça, frutas e cereais (veja detalhes a seguir). Algumas oferecem ômega 3, outras fitoquímicos como o resveratrol – substâncias que desinflamam as células, deixando o organismo menos propenso a acumular gordura. “Mas são as fibras, presentes nas farinhas numa dose surpreendente, que mais contribuem para o emagrecimento”, afirma a nutricionista e pesquisadora Andrea Dario, de Piracicaba (SP). São substâncias que amansam a fome, reduzem a absorção de açúcar e gordura, regulam o apetite e ajudam a eliminar as toxinas que emperram a dieta. Consumo diário As fibras fazem mais: aumentam a absorção das vitaminas e dos minerais, melhorando o funcionamento do organismo como um todo, o que também favorece a perda de peso. Mas o resultado só aparece se você consumir esse tipo de farinha todo dia, polvilhada no iogurte, no suco, na salada, na sopa. Importante: beba mais água para facilitar a ação das fibras e corte exageros à mesa. Feito isso, você vai entrar naquele jeans em poucos dias! Acerte na escolha Todas as farinhas são ricas em fibras, os principais agentes emagrecedores. Por isso, você decide a escolha. Ou melhor: faça um rodízio entre dois ou três tipos para garantir nutrientes diferentes ao organismo. - Dose ideal: “duas colheres de sopa por dia”, orienta Julia Vasconcellos, nutricionista da NutriCorp Consultoria Nutricional, no Rio de Janeiro. Caso seu organismo responda melhor a três colheres (medida sugerida pelos fabricantes), tudo bem. Mas não vá além. “Em excesso, as fibras dificultam o funcionamento do intestino”, alerta Andrea Dario. - Cuidado na compra: evite comprar o produto a granel ou em saquinhos sem identificação. Armazenadas de maneira inadequada, as farinhas, em especial aquelas que têm ômega 3, oxidam e se tornam inadequadas para o consumo. - Uso variado: algumas farinhas têm sabor neutro e outras levemente amargo. Nesse caso, use-as em farofa, panqueca, pão, bolo. Frutas, sementes e legumes em potes Conheça um pouco de cada farinha e escolha a sua: 1. Farinha de maracujá Ela impede a absorção de parte da gordura presente nos alimentos. A responsável por essa ação é a pectina, presente aos montes na parte branca da casca da fruta. A farinha não fica atrás: tem 20% dessa fibra solúvel, segundo estudo feito pelo químico e pesquisador Armando Sabaa Srur, da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No estômago, a pectina se transforma num gel e diminui a fome. 2. Farinha de banana verde O forte dessa farinha é o amido resistente. Ele reduz a carga glicêmica da refeição evitando picos de açúcar no sangue e o aumento da produção de insulina – hormônio que, em excesso, faz o organismo estocar gordura. Os estudos ainda revelam que, no intestino, esse amido alimenta as bactérias do bem. Resultado: o intestino funciona melhor e perder peso fica mais fácil. 3. Farinha de linhaça Na forma de farinha, a linhaça se mostrou ainda mais eficiente para afinar a cintura. Isso porque o ômega 3, guardado dentro da semente, fica mais acessível e deixa as células menos inflamadas. Essa gordura boa ainda interfere na leptina – hormônio que controla o apetite. Triture a semente em casa para preservar o ômega 3. Outra opção é comprar a farinha estabilizada, mas, ainda assim, armazene-a num pote escuro e na geladeira. 4. Farinha de berinjela Com até dez vezes mais fibras que a berinjela in natura, a farinha ajuda a tirar a fome. Pesquisadores da UFRJ acompanharam dois grupos de mulheres que se submeteram a uma dieta hipocalórica. Um deles, no entanto, aderiu a farinha no dia a dia e teve mais facilidade de seguir a dieta, perdendo mais peso que o outro grupo. 5. Farinha de frutas e cereais Mix de casca de frutas (uva e maçã) e sementes (linhaça), ela concentra fibras e ômega 3. Quando chegam ao estômago, as fibras, especialmente as solúveis, aumentam os níveis de CCK (outro hormônio que controla o apetite). “Estudos recentes também mostraram que o ômega 3 pode equilibrar os níveis de insulina no organismo e, com isso, regular a leptina”, diz Andrea Dario Cardápio leve e rico em fibras Para acelerar a perda de peso, combine a farinha com um cardápio leve (1200 calorias). A nutricionista Julia Vasconcellos sugere usar uma colher de sopa no café da manhã e outra no lanche da tarde, na fruta ou no suco. Mas, se quiser, adicione-a na salada ou na sopa, no almoço e no jantar. Café da manhã* Opção 1 1 pote de iogurte de fruta light com 1 col. (sopa) da farinha (banana verde, casca de maracujá, frutas e cereais, berinjela ou linhaça) Opção 2 1 copo (250 ml) de leite de soja light batido com 1 fatia grossa de papaia (ou outra fruta) e 1 col. (sopa) da farinha Opção 3 1 fatia de pão integral light com 2 col. (sopa) de queijo cottage light e 1 fio de azeite 1 banana amassada (ou outra fruta) com 1 col. (sopa) da farinha * Chá ou café com adoçante à vontade Lanche da manhã Opção 1 6 amêndoas e 1 col. (sopa) de uva-passa Opção 2 1 banana passa e 2 castanhas-do-pará Opção 3 4 cookies integrais light Almoço Opção 1 Salada*: rúcula, agrião, alface e tomate-cereja 2 col. (sopa) de arroz integral 2 col. (sopa) de berinjela, abobrinha e cebola assadas com pouco azeite 1 posta média (100 g) de peixe assado, ensopado ou grelhado Opção 2 Salada: alface e beterraba cozida e temperada com molho de mostarda 2 col. (sopa) de purê de batata (ou 3 col./sopa de purê de abóbora) 3 col. (sopa) de picadinho de carne magra Opção 3 Salada*: alface, pepino e tomate 2 col. (sopa) de arroz integral 1 concha média de feijão 2 col. (sopa) de vagem e cenoura refogadas 1 filé médio (100 g) de frango grelhado ou cozido com tomate e cebola Lanche da tarde Opção 1 1 banana amassada com 1 col. (chá) de mel e 1 col. (sopa) da farinha Opção 2 1 fatia grossa de abacate com 1 col. (chá) de mel (ou adoçante), gotas de limão e 1 col. (sopa) da farinha Opção 3 1 pote pequeno de salada de frutas com 1 col. (sopa) da farinha Jantar Opção 1 1 prato (fundo) de sopa de legume (mandioquinha, abóbora ou beterraba) com frango desfiado Opção 2 Salada*: rúcula, tomate, pepino e rabanete 2 fatias de pão integral com 2 col. (sopa) de requeijão light misturado com atum light Opção 3 Salada*: alface, rúcula e agrião 3 col. (sopa) de legumes (chuchu, tomate, cenoura) cozidos 1 fatia pequena (80 g) de carne assada * Tempere a salada com 1 col. (sobremesa) de azeite, limão e pouco sal
Revista Boa Forma

29 de ago de 2010

A Psicóloga

Um homem entra num restaurante e vê uma mulher muito bonita sozinha numa mesa. Ele se aproxima e pergunta: - Estou vendo você sozinha nessa mesa. Posso sentar-me e fazer-lhe companhia? Escandalizada, a mulher berra: - Seu mal-educado! Transar comigo? Você acha que eu sou o quê? O restaurante todo ouviu. O rapaz, não sabendo onde pôr a cara tenta consertar: - Eu só queria lhe fazer companhia, mais nada. - E você insiste! Atrevido! O rapaz sai de fininho, e vai sentar-se no outro canto do restaurante, cabisbaixo. Depois de alguns minutos, a mulher se levanta e vai até a mesa dele e diz baixinho: - Me desculpe pela forma como eu o tratei... É que sou psicóloga e estou estudando as reações das pessoas em situações inusitadas. E o homem berra: mil reais? Você está louca! Nenhuma puta vale isso!

Beber água antes de refeição pode ajudar a perder peso, diz estudo

Uma pesquisa feita por cientistas dos Estados Unidos afirma que beber água antes das refeições ajuda as pessoas a perderem peso. Cientistas do Estado americano da Virgínia afirmam que pessoas que estão em dieta podem perder cerca de 2kg a mais se elas beberem pelo menos dois ou três copos por dia antes das refeições. A pesquisa foi apresentada em um congresso nacional da Sociedade Americana de Química, em Boston. Todos os adultos que participaram da pesquisa tinham entre 55 e 75 anos de idade. A teoria dos cientistas foi testada em 48 adultos, divididos em dois grupos, ao longo de 12 semanas. Ambos os grupos seguiram dietas de baixa caloria, mas um deles bebeu água antes das refeições. Ao longo de 12 semanas, as pessoas que beberam água perderam cerca de 7kg, enquanto os demais perderam em média 5kg. Um estudo anterior já havia mostrado que pessoas que bebem até dois copos de água antes de cada refeição ingerem de 75 a 90 calorias a menos. Calorias Uma das autoras da pesquisa, Brenda Davy, da universidade Virginia Tech, acredita que o fato de se encher o estômago com um líquido sem calorias antes das refeições faz com que menos calorias sejam consumidas. "As pessoas deveriam beber mais água e menos bebidas adocicadas e com muita caloria. É uma forma simples de se facilitar o controle do peso", afirma Davy. Segundo a cientista, bebidas dietéticas e com adoçantes artificiais também podem ajudar as pessoas a reduzir o consumo de calorias, ajudando a perder peso. No entanto, ela disse que bebidas com muito açúcar precisam ser evitadas. Uma lata de refrigerante comum contém, em média, 10 colheres de chá de açúcar. A pesquisa foi financiada pela entidade Institute for Public Health and Water Research, que realiza estudos sobre água e saúde pública. BBC

Basta o essencial!

Ela estava dentro de uma loja olhando roupas quando a proprietária disse para a vendedora: “Atenda aquela senhora ali”. Olhou para trás procurando a senhora em questão e qual não foi a surpresa quando a vendedora se aproximou dela. De susto, foi obrigada a entender que a palavra senhora foi usada para designá-la. Há algum tempo a palavra senhora vem perseguindo-a como se fosse mais um fio de cabelo branco que nasceu ontem e tomou conta da raiz e de parte da sobrancelha direita. Ela nunca escondeu a idade, porque nunca teve motivos. Viveu os 20, 30, 40 com tamanha intensidade que, às vezes, parecia exagerada. Ela confessa que hoje só bebe vinho, mas continua cometendo excessos. Ela tem sede de poesia e da embriaguez dos sentidos, voa demais e por isso nunca se lembra das coisas objetivas. Confessa que quer parar de fumar. Todas as amigas de sua geração conseguiram. Ela continua achando que ainda tem tempo de planejar um futuro que nunca esteve nas suas preocupações. Ela viveu o tempo todo no presente, usufruindo o melhor dele, mas nos últimos tempos tem esbarrado na expressão senhora em cada esquina e se viu obrigada a fazer um exame de consciência. Os excessos cometidos fazem acelerar o tempo e o melhor parâmetro é constatar que o filho já tem mais de 20. Constrangimento? Não. É apenas uma constatação, porque até há pouco ela cuidava da mãe com mais de 90. Mesmo assim, achava que a mãe tinha uma beleza rara que só a idade é capaz de moldar no rosto e na alma. Por que é, então, que está se preocupando tanto quando lhe dirigem a palavra senhora? Por que, então, ainda insiste em abrigar a menina inquieta, rebelde e compulsiva dentro dela? Lembra-se da mãe dizendo que a mente dela estava em dia, atualizada, mas o corpo não acompanhava mais os pensamentos lúcidos, saudáveis e repletos de sonhos, de vontades de ir à praia, ao cinema, ao supermercado, ao cabeleireiro, de andar pelas ruas quando os ipês floresciam, como sempre fez até os 86 anos. Depois disso, as pernas não acompanhavam mais a mente. Nem mesmo com a ajuda de uma bengala, a mãe conseguia andar tão rápido quanto seus desejos. Depois que a expressão senhora se incorporou à sua figura, ela pensa mais no futuro, nas questões ainda não resolvidas, como não ter onde morar, um lugar para fechar a porta e transformá-lo em ninho para suas incertezas. Não sabe falar inglês nem francês nem espanhol, imagine alemão e mandarim. Está presa à língua pátria e é dependente de um tradutor nas viagens por outros mundos. O filho dela, de 20 ou mais, diz que ela só sabe escrever, nada mais. Mas é escrevendo que ela viaja, anda de carro e torna-se universal. Escrever para ela é libertar os seus fantasmas, é dedicar o melhor dela aos leitores, é abrir as portas internas, mergulhar no oceano profundo das emoções. Ela hoje entende mais a fala da mãe – e olha que não se passaram nem dois anos. A mãe partiu em dezembro de 2008, e os cabelos da filha já estão mais brancos, os sentimentos também amadureceram à força e hoje ela é mais melancólica do que antes. Hoje, na verdade, ela é mais séria, parece mais uma senhora mesmo, porque foi obrigada a crescer de súbito. O termo senhora hoje combina mais com ela do que antes. Amigos antigos quando a encontram dizem que ela está com a mesma aparência, mas também parece cansada. Com o tempo, as perdas vão ficando marcadas não só no rosto, mas também no espírito. Vão fazendo vincos na pele e no coração, vão enrugando os sonhos e os projetos se equilibram em fios tênues. Envelhecer não é perder o viço ou ficar invisível. É ir entristecendo, fechando portas, abrindo a guarda. O termo senhora não a assusta tanto quanto sentimentos aprisionados que vão embaçando a visão e amarrando a alma. A palavra senhora dá certa nobreza, coloca as mulheres no patamar das sábias, das poderosas que um dia se tornarão anciãs e têm um lugar de destaque na tribo das mulheres. A palavra senhora para ela é como uma conquista, a transformação da menina em adulta, em mãe do próprio filho. Como diz Mário de Andrade, “descobri que tenho menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro. Descobri que para mim, o essencial faz a vida valer a pena”. Obrigada, Mário de Andrade: para esta senhora também basta o essencial! Déa Januzzi

27 de ago de 2010

Oração das mulheres

'Querido Deus, Até agora o meu dia foi bom: não fiz fofoca, não perdi a paciência, não fui gananciosa, sarcástica, rabugenta, chata e nem irônica. Controlei minha TPM, não reclamei, não praguejei, não gritei, nem tive ataques de ciúmes. Não comi chocolate. Também não fiz débitos em meu cartão de crédito (nem do meu marido) e nem dei cheques pré-datados. Mas peço a sua proteção, Senhor, pois estou para levantar da cama a qualquer momento... Amém!

Xícara de chá

Um dia minha mãe saiu e deixou meu pai tomando conta de mim. Eu tinha uns dois anos e meio.
Alguém tinha me dado um “jogo de chá” de presente e era um dos meus brinquedos favoritos.
Papai estava na sala vendo o Jornal Nacional, quando eu trouxe para ele uma “xícara de chá”, que na realidade era apenas água.
Após várias xícaras de chá, onde recebia elogios entusiasmados do papai a cada xícara servida, minha mãe chegou.
Meu pai fez ela se sentar na sala, para me ver trazendo a ele uma xícara de chá, porque era “a coisa mais fofa do mundo!”.
Minha mãe esperou, e então, vinha eu pelo corredor com uma xícara de chá para o papai e ela viu ele beber todo o chá.
Então ela disse (apenas uma mãe saberia): - Passou pela sua mente que o único lugar que ela alcança água é na privada??? Os pais não pensam igual às mães.....

Harvard x Stanford

Não julgueis segundo a aparência,e sim pela reta justiça. João 7:24 Malcolm Forbes conta que uma senhora, usando um vestido de algodão já desbotado, e seu marido, trajando um velho terno feito à mão, desceram do trem em Boston, EUA, e se dirigiram timidamente ao escritório do presidente da Universidade Harvard.
Eles vinham de Palo Alto, Califórnia e não haviam marcado entrevista. A secretária, num relance, achou que aqueles dois com aparência de caipiras do interior, nada tinham a fazer em Harvard.
– Queremos falar com o presidente, disse o homem em voz baixa. – Ele vai estar ocupado o dia todo, respondeu rispidamente a secretária. – Nós vamos esperar.
A secretária os ignorou por horas a fio, esperando que o casal finalmente desistisse e fosse embora. Mas eles ficaram ali, e a secretária, um tanto frustrada, decidiu incomodar o presidente, embora detestasse fazer isso.
– Se o senhor falar com eles apenas por alguns minutos, talvez resolvam ir embora, disse ela. O presidente suspirou com irritação, mas concordou.
Alguém da sua importância não tinha tempo para atender gente desse tipo, mas ele detestava vestidos desbotados e ternos puídos em seu escritório. Com o rosto fechado, ele foi até o casal.
– Tivemos um filho que estudou em Harvard durante um ano, disse a mulher. Ele amava Harvard e foi muito feliz aqui, mas, um ano atrás ele morreu num acidente e gostaríamos de erigir um monumento em honra a ele em algum lugar do campus.
– Minha senhora, disse rudemente o presidente, não podemos erigir uma estátua para cada pessoa que estudou em Harvard e morreu, se o fizéssemos, este lugar pareceria um cemitério.
– Oh, não, respondeu rapidamente a senhora. Não queremos erigir uma estátua. Gostaríamos de doar um edifício à Harvard.
O presidente olhou para o vestido desbotado da mulher e para o velho terno do marido, e exclamou:
– Um edifício! Os senhores têm sequer uma pálida idéia de quanto custa um edifício? Temos mais de sete milhões e meio de dólares em prédios aqui em Harvard.
A senhora ficou em silêncio por um momento, e então disse ao marido:
– Se é só isso que custa para fundar uma universidade, por que não termos a nossa própria?
O marido concordou.
O casal Leland Stanford levantou-se e saiu, deixando o presidente confuso. Viajando de volta para Palo Alto, na Califórnia, eles estabeleceram ali a Universidade Stanford, em homenagem a seu filho, ex-aluno da Harvard.

26 de ago de 2010

Política

O maior castigo para aqueles que não se interessam por política, é que serão governados pelos que se interessam. Arnold Toynbee

Alegria: fonte de vida e transmutação

Estava um dia lendo um poema de Chico Xavier sobre o amor, ali ele falava que tudo é transcendência do amor, até mesmo o ódio, que é o amor que adoeceu gravemente. Então pensei, e a alegria?! A alegria, que antes de mais nada é o amor que se enraizou, é fonte una de vida e transmutação.
É indiscutível a força contagiante da alegria. Muitos relatos exploram que Jesus, que é o amor enraizado, sempre foi uma figura muito alegre, pois já sabia do poder que a alegria tem de dar a vida e de transmutar qualquer tipo de situação.
A alegria nutre os bons pensamentos e sentimentos, degrada as memórias negativas contidas no nosso campo magnético, físico e mental. A ciência já vem provando e utilizando as terapias de riso, por exemplo, nos hospitais e em diversas áreas da medicina. Quando estamos alegres o nosso organismo produz reações químicas que facilitam o processo de recuperação em tratamentos quimioterápicos e de outras tantas doenças, principalmente as degenerativas.
E já que é tão fácil assim, então porque muitas vezes nos vemos mergulhados em um poço de angústias e tristezas? Não que devamos negar estes momentos, pois entendê-los também é muito importante para a manutenção da nossa saúde. O problema é colocarmos atenção de forma errada ou excessiva neste poço úmido e escuro, fermentando os nossos mofos internos e assim esquecendo-nos de fazer a mais importante pergunta, sem mentir para nós mesmos: "O que me faz feliz?".
Dessa maneira podemos ver quanta vida há dentro de nós, quão alegres nós somos e podemos ser. Contabilizaremos também quanto nós somos programados para sentir uma alegria sintética e industrial, oposta daquela serena e constante, que preenche o nosso dia-a-dia:a alegria despertada pelas coisas mais simples da vida. E pouco a pouco vamos descobrindo que podemos transformar e dar vida a tudo que está ao nosso redor; que nós somos responsáveis pelo nosso próprio universo, pela nossa própria alegria, e que podemos auxiliar e contagiar a todos em nosso volta.
Tiremos nossas amarras, os nossos véus e vejamos quão nutridor é este estado de alegria. Não aquela alegria isolada ou entorpecida de achar que o mundo é "todo azul". Mas sim, a alegria de enxergar as nossas limitações e os nossos problemas do cotidiano e, com toda a força de vida e transmutação, acreditar que somos capazes de enfrentar nossos dragões e construir um novo "hoje". Pois como incentivava Mahatma Gandhi: "no final das contas, nunca na história da humanidade o mal venceu".
A única coisa que buscamos é a felicidade. A alegria de comprar uma casa, de construir uma família, de ser bem sucedido, de estar em paz conosco mesmo, a alegria de ter um contato pleno com a espiritualidade. Enfim, a receita é muito simples: sejamos felizes, sejamos alegres! Acredite e transforme sua vida numa dança, numa gostosa brincadeira de criança.
Renato Moro Giannico

25 de ago de 2010

Lógica Masculina

Tudo é uma questão
de ponto de vista
Duas mulheres conversando:
- Como foi sua transa ontem?
1ª - Uma catástrofe!
Meu marido chegou do trabalho, jantou em 3 minutos, depois tivemos sexo durante 4 minutos e após 2 minutos, ele já estava dormindo! E sua transa, como foi? .
2ª - Foi fantástica!
Meu marido chegou em casa levou-me para jantar e depois passeamos à pé, durante 1 hora até voltarmos para casa. Após 1 hora de preliminares à luz de velas, fizemos sexo durante 1 hora e, no fim, ainda conversamos durante mais 1 hora!
Dois homens conversando: - Como foi tua trepada ontem?
1º - Foi fantástica!
Cheguei em casa e o jantar estava na mesa; jantei, dei uma rapidinha e dormi feito pedra! E a sua? .
2º - Uma catástrofe!
Cheguei em casa e não havia luz porque esqueci de pagar a última conta. Tive que levar minha mulher para jantar fora. A comida foi uma porcaria e caríssima, tão cara que fiquei sem dinheiro para pagar o táxi de volta. Não tivemos outra alternativa senão ir a pé para casa. Chegamos em casa e como não tínhamos eletricidade, fomos obrigados a acender velas!
Eu estava tão stressado que precisei de 1 hora até que o bicho ficasse duro e uma hora até conseguir gozar. Foi de tal maneira irritante que não peguei no sono durante 1 hora, e fui bombardeado pela minha mulher com uma infindável conversa fiada.

Crônica da loucura

O melhor da Terapia é ficar observando os meus colegas loucos. Existem dois tipos de loucos. O louco propriamente dito e o que cuida do louco: o analista, o terapeuta, o psicólogo e o psiquiatra. Sim,somente um louco pode se dispor a ouvir a loucura de seis ou sete outros loucos todos os dias, meses, anos. Se não era louco, ficou. Durante quarenta anos, passei longe deles. Pronto, acabei diante de um louco, contando as minhas loucuras acumuladas. Confesso, como louco confesso, que estou adorando estar louco semanal. O melhor da terapia é chegar antes, alguns minutos e ficar observando os meus colegas loucos na sala de espera. Onde faço a minha terapia é uma casa grande com oito loucos analistas. Portanto, a sala de espera sempre tem três ou quatro ali, ansiosos, pensando na loucura que vão dizer dali a pouco. Ninguém olha para ninguém. O silencio é uma loucura. E eu, como escritor, adoro observar pessoas, imaginar os nomes, a profissão, quantos filhos têm, se são rotarianos ou leoninos, corintianos ou palmeirenses. Acho que todo escritor gosta desse brinquedo, no mínimo, criativo. E a sala de espera de um "consultório médico", como diz a atendente absolutamente normal (apenas uma pessoa normal lê tanto Paulo Coelho como ela), é um prato cheio para um louco escritor como eu. Senão, vejamos... Na última quarta-feira, estávamos:
1. Eu
2. Um crioulinho muito bem vestido,
3. Um senhor de uns cinqüenta anos e
4. Uma velha gorda.
Comecei, é claro, imediatamente a imaginar qual seria o problema de cada um deles. Não foi difícil, porque eu já partia do principio que todos eram loucos, como eu. Senão, não estariam ali, tão cabisbaixos e ensimesmados. (2) O pretinho, por exemplo.
Claro que a cor, num país racista como o nosso, deve ter contribuído muito para levá-lo até aquela poltrona de vime. Deve gostar de uma branca, e os pais dela não aprovam o namoro e não conseguiu entrar como sócio do "Harmonia do Samba"? Notei que o tênis estava um pouco velho. Problema de ascensão social, com certeza. O olhar dele era triste, cansado. Comecei a ficar com pena dele. Depois notei que ele trazia uma mala. Podia ser o corpo da namorada esquartejada lá dentro. Talvez apenas a cabeça. Devia ser um assassino, ou suicida, no mínimo. Podia ter também uma arma lá dentro. Podia ser perigoso. Afastei-me um pouco dele no sofá. Ele dava olhadas furtivas para dentro da mala assassina.
(3) E o senhor de terno preto, gravata, meias e sapatos também pretos? Como ele estava sofrendo, coitado. Ele disfarçava, mas notei que tinha um pequeno tique no olho esquerdo. Corno, na certa. E manso. Corno manso sempre tem tiques. Já notaram? Observo as mãos. Roía as unhas. Insegurança total, medo de viver. Filho drogado? Bem provável. Como era infeliz esse meu personagem. Uma hora tirou o lenço e eu já estava esperando as lágrimas quando ele assoou o nariz violentamente, interrompendo o Paulo Coelho da outra. Faltava um botão na camisa. Claro, abandonado pela esposa. Devia morar num flat, pagar caro, devia ter dívidas astronômicas. Homossexual? Acho que não. Ninguém beijaria um homem com um bigode daqueles. Tingido.
(4) Mas a melhor, a mais doida, era a louca gorda e baixinha. Que bunda imensa. Como sofria, meu Deus. Bastava olhar no rosto dela. Não devia fazer amor há mais de trinta anos. Será que se masturbaria? Será que era esse o problema dela? Uma velha masturbadora? Não! Tirou um terço da bolsa e começou a rezar. Meu Deus, o caso é mais grave do que eu pensava. Estava no quinto cigarro em dez minutos. Tensa. Coitada. O que deve ser dos filhos dela? Acho que os filhos não comem a macarronada dela há dezenas e dezenas de domingos. Tinha cara também de quem mentia para o analista. Minha mãe rezaria uma Salve-Rainha por ela, se a conhecesse. Acabou o meu tempo. Tenho que ir conversar com o meu psicanalista. Conto para ele a minha "viagem" na sala de espera. Ele ri, ..... ri muito, o meu psicanalista, e diz:
- O Ditinho é o nosso office-boy.
- O de terno preto é representante de um laboratório multinacional de remédios lá no Ipiranga e passa aqui uma vez por mês com as novidades.
- E a gordinha é a Dona Dirce, a minha mãe.
- E você, não vai ter alta tão cedo... Luis Fernando Veríssimo

21 de ago de 2010

piada de mineiro

Ô, Zé! Vâmu brincá di antônimo? - O que c'ocê falô??? - Brincá di antônimo, sô! Qué dizê, uma coisa contráia da ôtra! Purixemplu: arto e baxo, forte e fraco... - Ah, intindi! Intão, vâmu brincá! - O que vai valê? - Uma cerveja... Eu cumeço, tá? Começaram a brincadeira: - Gordo? - Magro! - Hômi? - Muié! - Preto? - Branco! - Verde? - Verde? Nada disso! Verde é cor, num tem antônimo, não! - Craro que tem! - Intão ixprica, sô! - Maduro! - Ô, merda ! Pirdi a aposta! Vâmu di novo, valendu ôtra cerveja? Mas dessa veiz ieu cuméçu! - Pódi cumeçá! - Saúde? - Duença! - Moiádo? - Seco! - Agora ocê vai sifudê, sô fidumaégua! Qué vê só? - Fumo? - Não, não! Peraí, peraí... fumo num tem antônimo!!! - Craro qui tem, uai! - Intão, diz aí, qualé o antônimo de fumo? - Vortemo!

19 de ago de 2010

Lei Seca


Fui a uma festa de despedida de solteiro em uma chácara aqui perto, do meu amigo. 
A galera toda lá. 
Muita cerveja, uísque, vinho. A noite prometia. 
Muitas gatinhas. 
Galera animada. 
Saí de lá nem sei que horas. Travado! 
Indo pela rodovia, avistei algo que se tornou o terror dos festeiros... Uma blitz!!! 
Comecei a rezar para tudo quanto era santo. 
Mas... fui sorteado. 
Quando parei, quase atropelei o guarda. Tava ruim. 
O guarda pediu para eu descer do carro. Quase não consegui. 
Aí o pesadelo aumentou. 
Ouvi o que qualquer bêbado teme: - Vamos fazer o teste do bafômetro ! Tô frito! Pensei. Quando, ao que parece, os santos resolveram me atender. 
Um caminhão bate na outra pista e espalha toda a sua carga... 
Os guardas imediatamente me dizem: - Vá embora, vamos socorrer aquele acidente!!!
Eu, mais que depressa (ou pelo menos tentando), entrei no carro e fui embora. 
Feliz da vida. Hoje é meu dia de sorte, pensei. 
Cheguei em casa, guardei o carro e, após agradecer aos santos pelo meu dia de sorte, fui dormir. 
Tava feliz. 
No outro dia, minha mãe me acorda às 7 da manhã me perguntando: 
 - Filho, de quem é aquela viatura da polícia estacionada dentro da nossa garagem?

Duas bolas, por favor


Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa,contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.


Uma só.

Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa. Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação. 


 O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano. A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade. A gente sai pra jantar, mas come pouco. Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons. conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil'). 


Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta./ Tem vontade de ficar em casa vendo um dvd, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar./ E por aí vai. Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação... Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão... 


 Às vezes dá vontade de fazer tudo “errado”. Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos. Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito. Recusar prazeres incompletos e meias porções. Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado. 


Um dia a gente cria juízo. Um dia... Não tem que ser agora. Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate... Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago.
Danuza Leão

18 de ago de 2010

Exames pelo SUS

O telefone toca e a dona da casa atende: - Alô! - A senhora Silva, por favor. - É ela.
- Aqui é Dr. Arruda do Laboratório. Ontem, quando o médico enviou a biópsia do seu marido para o laboratório, uma biópsia de outro senhor Silva chegou também e agora não sabemos qual é do seu marido e infelizmente, os resultados são ambos ruins...
- O que o senhor quer dizer? - Um dos exames deu positivo para Alzheimer e o outro deu positivo para AIDS. Nós não sabemos qual é o do seu marido.
- Nooooossa! Vocês não podem repetir os exames? - O SUS somente paga esses exames caros uma única vez por paciente. - Bem, o senhor me aconselha a fazer o quê?
- O SUS aconselha que a senhora leve seu marido para algum lugar bem longe da sua casa e o deixe por lá. Se ele conseguir achar o caminho de volta, não faça mais sexo com ele!

10 estratégias de manipulação


Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia. Vale a leitura e reflexão, principalmente em ano eleitoral. 


 1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO. 
 O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de nformações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')”. 


 2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES. 
 Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos. 


 3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO. 
 Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez. 


 4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO. 
 Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de presentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento. 


 5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE. 
 A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê?“Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”. 


 6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO. 
 Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos… 


7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE. 
 Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”. 


8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE. 
Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto… 


 9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE. 
 Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução! 


10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM. 
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

16 de ago de 2010

A eterna Páscoa


A ETERNA PÁSCOA 
Do consumismo disseram que ele consagrava o instinto de propriedade levado ao extremo, a servidão dos homens às coisas. 


Ora, mais do que numa cultura do ter, vivemos na da circulação; os bens devem passar, sua destruição é planificada, sua obsolescência programada. Enquanto a possessão implica permanência, nossos objetos possuem apenas a sedução do efêmero, das séries curtas, eles passam de moda rapidamente, imediatamente suplantados por novos, que cintilam um instante antes de, por sua vez, desaparecer. 


Nós só os compramos para usá-los e comprar outros. A depreciação deve ser rápida, geral, pois nossa riqueza está ligada à dilapidação, não à conservação. No saque selvagem dos baderneiros, por ocasião das manifestações urbanas, no prazer que mostram em pilhar lojas, em incendiar automóveis, não devemos ver um profundo conformismo à lógica do sistema? O saque é uma homenagem involuntária à nossa sociedade, já que as mercadorias estão destinadas a ser suprimidas e substituídas. 


Os vândalos são consumidores apressados que queimam etapas e vão diretamente ao final do ciclo: a devastação. Nosso mundo é talvez materialista, mas à estranha maneira do desmentido, já que nos leva primeiro a nos desfazer do que nos pertence, a nos inebriar tanto com demolição quanto com aquisição dos objetos. Somente os restos duram realmente, prometidos a uma espécie de eternidade grotesca: dizem que a expectativa de vida de uma fralda de bebê seria 72 anos! 
Pascal Bruckner A tentação da inocência
imagem: sucata de brinquedos Vick Muniz

15 de ago de 2010

A ABUNDÂNCIA IRREFUTÁVEL No amontoado de riquezas de uma loja de departamento há em excesso de tudo, e esse excesso é esmagador. O olhar assustado e guiado por uma iluminação que jorra, luxuriante, de toda a parte, não pode abarcar o total dos esplendores oferecidos à cobiça. Antes de escolher esse ou aquele objeto, de se deixar inebriar pela sinfonia das cores e das marcas – pois tudo nessa exibição é classificado, organizado, arrumado segundo uma estratégia da visibilidade absoluta -, inebriamo-nos de bens que não poderemos adquirir e que apenas acariciamos com o olhar. Ser consumidor é saber que haverá sempre nas vitrines e nas butiques mais que o que poderemos levar. Ninguém domina essa selva de tesouros que sugere monstruosas despesas, uma gigantesca máquina de produção e de organização, um infinito de possibilidades ( nos Estados Unidos, cada individuo teria à disposição, em media, um milhão de produtos). Nessas catedrais do supérfluo, nosso erro não está em desejar demais, e sim em desejar de menos. Se a pobreza, segundo santo Tomás, é não ter o supérfluo, enquanto a miséria é a falta do necessário, todos somos pobres na sociedade de consumo: obrigatoriamente tudo nos falta, já que tudo está em excesso. A magia das grandes lojas está em nos libertar da servidão das necessidades imediatas para nos sugerir uma multitude de outras: o único prazer é desejar o que não precisamos. Pascal Bruckner
A tentação da inocência

14 de ago de 2010

A felicidade está na simplicidade


Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. 
Mário Quintana 

Dedicado à minha sobrinha mais do que querida neste seu dia. Parabéns Daniela, que o Senhor continue iluminando seus caminhos.

A Sabedoria e a Alegria

Vou ensinar-te agora o modo de entenderes que não és ainda um sábio. O sábio autêntico vive em plena alegria, contente, tranquilo, imperturbável; vive em pé de igualdade com os deuses.
Analisa-te então a ti próprio: se nunca te sentes triste, se nenhuma esperança te aflige o ânimo na expectativa do futuro, se dia e noite a tua alma se mantém igual a si mesma, isto é, plena de elevação e contente de si própria, então conseguiste atingir o máximo bem possível ao homem!
Mas se, em toda a parte e sob todas as formas, não buscas senão o prazer, fica sabendo que tão longe estás da sabedoria como da alegria verdadeira. Pretendes obter a alegria, mas falharás o alvo se pensas vir a alcançá-la por meio das riquezas ou das honras, pois isso será o mesmo que tentar encontrar a alegria no meio da angústia; riquezas e honras, que buscas como se fossem fontes de satisfação e prazer, são apenas motivos para futuras dores. Sêneca

13 de ago de 2010

O que são calorias?

Três sapos


Se existem três sapos numa folha e um deles decide pular da folha para a água, quantos sapos restam na folha? 

Resposta certa: Três sapos!
Sabe por quê? Porque o sapo apenas decidiu pular, mas ele não fez isso. Não pulou. Às vezes a gente não se parece com o sapo? 

Quando decidimos fazer isso, fazer aquilo, e no final não fazemos nada? Na vida temos que tomar muitas decisões. Algumas fáceis, outras mais difíceis. 
Rir é correr o risco de parecer tolo. Chorar é correr o risco de parecer sentimental. Abrir-se para alguém é arriscar envolvimento. Expor as idéias e sonhos é arriscar-se a perdê-los Amar é correr o risco de não ser amado. Viver é correr o risco de morrer. Ter esperança é correr o risco de se decepcionar. 
Tentar é correr o risco de falhar. Os riscos precisam ser enfrentados porque o maior fracasso na vida é não arriscar nada. 
A pessoa que não arrisca nada Não faz nada Não tem nada É nada... Ela pode evitar o sofrimento e a dor, mas não aprende, não sente , não muda, não cresce, não vive. É uma escrava que teme a liberdade. 
Apenas quem arrisca é livre.

Sejamos como os porcos-espinhos

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos. Assim eles se agasalhavam e se protegiam mutuamente. Mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos. E justamente os que ofereciam mais calor. Por isso, eles decidiram se afastar uns dos outros. E voltaram a morrer congelados. Era preciso, então, fazer uma escolha: Ou desapareceriam da terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros. Com sabedoria, os porcos espinhos decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar. O mais importante, eles sabiam, era o calor do outro. E assim sobreviveram. O melhor de um relacionamento não é unir pessoas perfeitas. É conseguir que cada um aprenda a conviver com os defeitos do outro e a admirar suas qualidades. Se os porcos espinhos aprenderam a viver assim, nós, humanos, podemos fazer muito mais, não é mesmo? Então mãos a obra: Elogiar as qualidades do outro faz bem para saúde e para alma.

12 de ago de 2010

Doação de Órgãos

Algumas vezes assistimos comovidos familiares de jovens falecidos darem entrevistas com os olhos cheios de lágrimas e dizendo que a saudade, a tristeza é enorme, mas há um pequeno consolo por saber que os órgãos do querido parente representarão vida nova para outras pessoas.


Na maioria das vezes, isso não acontece. A publicidade do Ministério da Saúde causa sensibilização e muitos pensam, até criam vontade de poder ajudar. Porém, a doação de órgãos vive uma realidade oposta. É um assunto que não é totalmente elucidado para a população.

Existem alguns mitos que necessitam urgentemente serem quebrados. Não, médicos não agilizam o processo de transplante quando o paciente encontra-se em estado grave. Não, no Brasil não há tráfico de órgãos organizado pelas autoridades competentes.

O Brasil possui um sistema completamente sério de captação e distribuição das doações. Possui uma postura ética que obedece todos os critérios da Organização Mundial de Saúde e com o apoio da população tem tudo para se tornar um exemplo nessa questão.

Então, qual a dificuldade e o empecilho das doações? Muitos. Para haver doação deve-se respeitar muitas exigências. A pessoa necessita não ter comorbidades em vida, deve-se enquadra em idades compatíveis. Mas, o grande inimigo é o fato de que a doação obrigatoriamente deve ocorrer com o coração ainda batendo.

Fomos criados com a visão errônea que a vida está no coração. Talvez esteja mesma, mas se estiver, está no coração metafórico, no coração sentimental, do relacionamento humano e não na câmara cheia de músculo que contrai e relaxa incessantemente. Quando ocorre parada cardíaca, automaticamente todas as células do corpo perdem a nutrição e começam a morrer. 


Os rins rapidamente entram em isquemia e assim como todos os alvos do transplante não são úteis e não podem ser utilizados. A vida, extrapolando a visão religiosa, encontra-se no sistema nervoso. Para ser doador deve-se entrar em morte encefálica, mas com o resto do corpo funcionando. 


Entretanto, algumas pessoas se perguntam: o que isso significa? Significa que a pessoa deve estar morta da mesma forma que todas as outras que morrem e ao mesmo tempo com certos órgãos funcionando. Inicialmente é complicado entender tais definições, mas não podemos deixar de sermos enfáticos: a morte encefálica é irreversível, a morte física já ocorreu, não há possibilidade nenhuma do paciente acordar, os órgãos continuam funcionando momentaneamente devido a aparelhos, não devido há qualquer conceituação de vida. 


O corpo sozinho é incapaz de manter mais nada. Esse diagnóstico não é passível de erro algum, pois é realizado sempre por uma junta médica que segue uma sistematização mundial. Quando a família é chamada ao hospital a questão é que a morte já ocorreu e há a possibilidade de poder ajudar outras pessoas. Apenas isso. Morte encefálica é igual a morte. A maioria dos casos que permitem doação são causas acidentais. Os familiares ficam completamente abalados, em choque, algumas vezes não aceitam o ocorrido. 


É um momento extremamente sensível e é nessa miscelânea de sentimentos que a família deve decidir se autoriza o procedimento. O transplante só irá ocorrer se houver o consentimento pleno da família. Penso que a questão religiosa, independente do credo, deveria ser mais atuante e incentivar a autorização de tal prática. Jesus nós ensinou que não devemos guardar o que não precisamos. 


Todos os conceitos cristãos definem a alma com forma não material. Portanto, aquilo que fica da nossa existência não precisará de pulmão, fígado, coração. A melhor campanha que pode ser feita por aqueles que aderem essa causa é orientar a sua vontade e esclarecer tais informações aos familiares e pessoas do convívio próximo. 


Cada pessoa que toma conhecimento do que realmente significa, torna-se um outdoor de divulgação da esperança daqueles que lutam nas filas de espera em todo país. Não se deseja o mal de ninguém, não se espera que ninguém sofra algum acidente fatal, mas se sofrer, desejo de coração, que essa pessoa não perca a oportunidade de ajudar o próximo. Que fique claro aos meus familiares, eu sou completamente a favor dessa causa. 


Thiago Franco Albino - Médico


Thiago, Muito obrigado por disponibilizar um tempo entre seus plantões e nos brindar com este texto de um tema "tabu" mas que merece muito debate e divulgação.


Sugestão
Os Professores que nos visitam diariamente deveriam levar este tema para debate dentro das salas de aula! Escrevam um artigo, um pequeno texto com os comentários e a receptividade do tema. O assunto é muito importante e literalmente vital para todos.

Transplante para a classe - a idéia sobre doação de órgãos

Introdução 
A doação de órgãos envolve uma matemática interessante: um único doador é capaz de salvar ou melhorar a qualidade de vida de pelo menos 25 pessoas. 


O que se constata, no entanto, é que a média de transplantes no país fica muito aquém do necessário. Veja revela que a razão do problema não está na escassez de doadores, mas na falta de condições estruturais para a captação e distribuição dos órgãos. Alguns números do desperdício de oportunidades são apresentados na reportagem associada a esse roteiro de aula, além do relato de casos que comprovam essa deficiência. 


Convoque a turma para uma discussão em torno de bioética e cidadania que o tema sugere e aproveite para examinar questões biológicas importantes relacionadas aos transplantes. Atividades A reportagem deve suscitar uma série de questões éticas e técnicas. Após a leitura, procure separá-las com os alunos. Deixe claro que as informações técnicas enriquecem a discussão. Em seguida, levante o aspecto da organogênese, explicando que a produção dos órgãos é um processo fundamental na finalização do desenvolvimento embrionário dos seres multicelulares. Nos animais, não há “brotos” ou “gemas” de órgãos como podemos observar nas plantas. 


Assim, se um órgão perde sua função, a única saída é retirá-lo e substituí-lo por outro, transplantado. Lembre que o corpo humano é hierarquicamente constituído de células, tecidos e órgãos que se desenvolvem e se sustentam durante muito tempo por reposição celular. Algumas células morrem e são repostas, o que mantém funcionais os tecidos e os órgãos que elas constituem. Mas há limitações nesse processo. Muitas células, como as que formam a epiderme ou a mucosa de revestimento dos órgãos, podem se renovar por inteiro. 


Mesmo as que constituem grande parte do tecido hepático também são capazes de se restaurar, fazendo com que o fígado cresça se for necessário. O mesmo não acontece com as células do tecido nervoso ou muscular e outras do tecido conjuntivo. Elas são capazes apenas de continuar vivas, anexando ou perdendo substâncias ou ainda secretando-as em maior ou menor quantidade para o exterior. 


À medida que envelhecemos, o número de células nervosas diminui, enquanto nossos músculos, ligamentos e tecidos de preenchimento perdem algumas de suas características. Conte que as células constituintes de órgãos transplantados renovam-se conforme o padrão normal do corpo do receptor, seja o doador jovem ou idoso. A velhice do órgão nesse caso interfere menos do que a capacidade que o receptor tem de nutrir e defendê-lo, fator que muda drasticamente com o tempo. 


Assim, é possível doar um rim até com 70 anos de idade. Depois enfatize que um organismo pode também receber células ou partes de tecidos – sangue e medula óssea – e ainda células em estágios iniciais de diferenciação – células nervosas ou da musculatura cardíaca. Elas se multiplicam no órgão do receptor, restabelecendo funções do órgão afetado. Algumas doenças, como a diabetes, já estão sendo tratadas com o transplante de células de pâncreas.


Enumere, então, as possibilidades de doação por um corpo humano nas condições ideais, após a constatação da morte encefálica: dois rins, dois pulmões, coração, fígado e pâncreas, duas córneas, três válvulas cardíacas, ossos do ouvido interno, cartilagem costal, crista ilíaca, cabeça do fêmur, tendão da patela, ossos longos, fáscia lata, veia safena e pele. Mais recentemente, foram realizados com sucesso transplantes de mãos completas. 


 Examine a questão da compatibilidade entre doador e receptor. Da mesma maneira que há necessidade de compatibilidade entre os grupos sanguíneos nas transfusões, o transplante de órgãos só pode ser realizado dentro de certas condições. Nesse caso, doador e receptor precisam ser compatíveis também no sistema denominado HLA (sigla de Human Lymphocyte Antigens). Esses antígenos são proteínas localizadas na superfície de todas as células do organismo. 


As células brancas do sangue do grupo dos linfócitos podem reagir a eles, produzindo anticorpos. Quanto maior a semelhança genética entre doador e receptor no que se refere ao sistema HLA, menor é a chance de rejeição ao órgão transplantado. Conte que há três grupos de HLA: HLA-A, HLA-B e HLA-DR, cada um com muitas proteínas HLA específicas e diferentes. A herança do sistema HLA ocorre em lotes de três grupos de HLA A, B e DR, conhecidos como haplotipos. Herdamos um haplotipo do pai e outro da mãe. 


Há, portanto, um total de quatro combinações diferentes dos haplotipos dos pais. Entre irmãos, existe uma chance em quatro de que sejam idênticos no que se refere ao haplotipo. Entre não-irmãos, a probabilidade de haver dois indivíduos histocompatíveis varia entre um para cada 10000 e um para cada 100000. Assim, a maioria das pessoas que recebem órgãos pode ter rejeição. Esse problema vem sendo contornado com o advento de drogas imunossupressoras, substâncias que diminuem a resposta imunológica ao tecido transplantado. A mais conhecida delas é a ciclosporina. O quadro “Alguns transplantes possíveis” (abaixo) pode servir de referência para o estudo dos limites de tempo para que os transplantes tenham sucesso. Desafie os alunos a explicar por que o pâncreas ou o fígado têm menor duração do que as córneas ou os ossos após a parada cardíaca do doador. Eles devem perceber que a resposta está na irrigação dos órgãos. Os menos irrigados sobrevivem mais tempo fora do organismo. 


Os outros sofrem necrose bem mais rápida. Destaque que também a questão da rejeição está ligada à irrigação. Córneas raramente são rejeitadas porque não possuem irrigação sanguínea própria, mas recebem oxigênio e outros nutrientes dos tecidos e líquidos próximos. Como os anticorpos (proteínas produzidas em resposta a antígenos, no caso as do tecido estranho) e as células do sistema imune – que circulam no corpo – não atingem a córnea transplantada, a rejeição nesses transplantes é menos provável que a de um tecido com irrigação sanguínea abundante. Encomende uma pesquisa sobre doenças ou deficiências que requerem o transplante de órgãos e tecidos, incluindo o conceito de morte cerebral. Esse trabalho pode ser um exercício interessante para que os alunos revejam e contextualizem conhecimentos de anatomia e fisiologia geral humanas.
Estimule a turma a desenvolver uma campanha semelhante à promovida pelo Ministério da Saúde, em que cada aluno envia um cartão virtual a um conhecido falando sobre a importância da doação de órgãos. Alguns transplantes possíveis O sucesso dos processos depende do tempo decorrido entre a morte encefálica do doador e a operação no receptor, variável de órgão para órgão, conforme indicado abaixo. TR: Tempo máximo para retirada após a morte encefálica do doador TC: Tempo máximo de conservação após a parada cardíaca
Link do artigo
http://revistaescola.abril.com.br/ensino-medio/transplante-classe-ideia-doacao-orgaos-432217.shtml

9 de ago de 2010

A mulher dos meus sonhos

Não tem nada de mais? Achou comum?

É filha única de Bill Gates.

O que me falta?


Todo desejo em nossa vida é legítimo, mas se levarmos nossos desejos muito a sério, eles se tornarão inimigos de nossa felicidade. 

 É muito destrutiva a tendência que temos em dar mais importância ao que gostaríamos de ter do que aquilo que possuímos. O desejo é sem fim, e a ideia de que seremos felizes se conseguirmos o que desejamos, é falsa. 

Tão logo nosso desejo é realizado, um outro aparece. Mesmo obtendo o que queremos, permanecemos insatisfeitos. Um amigo meu me dizia que o seu grande sonho era possuir em carro zero. Batalhou e conseguiu e que agora perdeu a graça. A única forma de sermos felizes é usufruir ao máximo aquilo que temos. 

Podemos desejar novas coisas, mas enfatizando o que está à nossa disposição. Ao invés de desejar que sua mulher fosse diferente, reflita nas qualidades que ela possui e, ao invés de desejar coisas fora do seu alcance e de sua realidade, aprenda a celebrar aquilo que está à sua disposição. Nas mesmas circunstâncias em que uns agradecem, outros reclamam. 

 Diante de uma taça com vinho pela metade, um vai dizer: - “Que pena, só tem metade de vinho”, e outro vai dizer: -“Ainda bem que tenho metade de vinho”. E com uma vantagem: Quando você focaliza o que você possui e não o que lhe falta, você acaba se sentindo cheio de energia e alegria, e acabará obtendo mais do que gostaria. Quem é agradecido, acaba ganhando mais. 
Antônio Roberto

8 de ago de 2010

Os nomes

Quisera agora repartir com você todos os trabalhos e os dias. Sei e como dói Só saber nesta hora os nomes que me confundiam quando a cabeça estava mergulhada nos livros. O alicate O torquês A chave-de-fenda A lima A máquina de esticar arame farpado Quisera retirar do paiol Todas as ferramentas. O alfanje A enxada A foice A cavadeira O enxadão O serrote O cepilho Quisera ser de novo o filho que engraxaria seus sapatos e os deixaria na escada do alpendre sob o sol da manhã. Depois de escovados, estariam luminosos para a missa de domingo. Donizete Galvão

Homenagem aos pais

5 de ago de 2010

Na Índia são ensinadas as "Quatro Leis da Espiritualidade"
A primeira diz:
"A pessoa que vem é a pessoa certa"Significando que ninguém entra em nossas vidas por acaso, com todas as pessoas ao nosso redor, interagindo com a gente, há algo para nos fazer aprender e avançar em cada situação.
A segunda lei diz:
"O que aconteceu? A única coisa que poderia ter acontecido” Nada, nada, absolutamente nada que nos acontece em nossas vidas poderiam ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum "se eu tivesse feito tal coisa ... aconteceu que um outro ...". Não.
O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, para nós aprendermos a lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.
A terceira diz:
"Toda vez que você iniciar, é o momento certo"
Tudo começa na hora certa, nem antes nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é que as coisas acontecem.
E a quarta e última:
"Quando algo termina,termina"
Simplesmente assim. Se algo acabou em nossas vidas é para a nossa evolução, por isso é melhor sair, ir em frente enriquecendo-se com a experiência.

4 de ago de 2010

As quatro gares

infância 
O camisolão 
O passarinho 
O oceano
 A visita na casa que a gente sentava no sofá 
adolescência
Aquele amor 
Nem me fale 

maturidade
O Sr. e Sra. Amadeu 
Participam a V. Exa. 
O feliz nascimento 
De sua filha Gilberta 

velhice 
O netinho jogou os óculos do avô 
Na latrina 
Oswald de Andrade




Gare: 
Embarcadouro e desembarcadouro das estações de estrada de ferro

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...