7 de set de 2010

Uma adolescência libidinosa e desregrada entrega à velhice um corpo cansado.
Cícero
Picture by Ramaz Razmadze

Ruinas do casamento


Vinte anos de romance fazem uma mulher parecer uma ruína; mas vinte anos de casamento tornam-na semelhante a um edifício público 
Oscar Wilde

As razões para a baixa libido em mulheres

De acordo com um estudo feito pela Universidade de Chicago, a falta de interesse no sexo é uma das maiores queixas de mulheres de todas as idades. As razões para essa baixa na libido variam de pessoa para pessoa. Mas algumas delas podem estar relacionadas abaixo. • Estresse Trabalhar demais pode contribuir para noites sem nenhum tipo de ação mais picante. Quando você está estressado, a energia sexual é rapidamente exaurida e você pode não querer outra coisa além de chegar em casa e dormir. Você é adulto, tem contas para pagar e teve um dia atribulado, não se preocupe, isso é normal. Só não pode se tornar crônico – mais que um ano sem desejo – porque aí o caso é para especialistas de saúde mental e apenas férias podem não dar conta de resolver seu problema (que provavelmente passa pela satisfação no relacionamento ou algum evento traumático). • Saúde física Ninguém se sente sexy quando está resfriada, com problemas de estômago ou dores. Isso também pode fazer você deixar de querer fazer sexo. Mas cuidado com sua saúde: a diabete, o hipotireoidismo, o câncer e problemas no coração também fazem que a libido desapareça. Se você está há muito tempo assim, já passou da hora de ir ao médico. • Remédios Diversos remédios e fármacos podem interferir no seu apetite sexual. Várias pesquisas apontam que antidepressivos populares ou mesmo remédios para emagrecer fazem o desejo desaparecer e até o orgasmo se tornar mais difícil de ser alcançado. Inclua nessa lista diversos remédios para hipertensão, drogas psicotrópicas, sedativos, fármacos com opiáceos na fórmula e mesmo algumas pílulas anticoncepcionais (mas não todas). • Mudanças drásticas Se você acabou de se casar ou se separar, mudou de emprego ou de casa, e mesmo faz um novo e tortuoso caminho pelo trânsito até chegar ao seu escritório, você pode estar física e mentalmente cansada. As mudanças drásticas em hábitos rotineiros também são uma forma de estresse – mesmo as mais positivas – e sua vida sexual pode esfriar por algum tempo. Calma, após se acostumar com as novas rotinas tudo deve voltar ao normal. • Idade Algumas pesquisas indicam que o sexo pode ficar melhor com a idade, mas as variações hormonais antes e durante a menopausa podem levar à baixa libido. Há relatos de mulheres que dizem até mesmo ter aversão ao toque e o ato sexual pode se tornar doloroso por conta das mudanças no nível de lubrificação vaginal. • Relacionamento Desinteresse temporário no parceiro é normal. Mas se isso acontece há algum tempo e não há variações positivas o problema pode ser o relacionamento em si. Se há uma tensão ou um sentimento de infelicidade constante, o desejo sexual pode desaparecer. Hora de pensar os prós e os contras de estar acompanhado. • Imagem corporal Aprender a amar seu corpo é, provavelmente, uma das melhores maneiras de desenvolver a própria sexualidade. Se você se sente desconfortável com sua imagem física há uma propensão a esconder o corpo do parceiro e isso, aos poucos, vai esfriando as coisas entre vocês. Quem mais precisa gostar do seu corpo é você mesma. • Depressão Se você está com sintomas de depressão, o sexo, com certeza, vai sumir da sua agenda. Todo mundo tem um dia ruim, mas semanas e meses é mais difícil. A depressão é um transtorno mental bastante comum e pouco tratado – principalmente por causa do estigma – e você não deve pensar duas vezes antes de consultar um profissional. • Filhos pequenos Um pequeno indivíduo que precisa de muita atenção. A lactação, a adaptação pós-parto e os desequilíbrios do sono podem contribuir para a baixa na libido. Além disso, a baixa no estrogênio nas mulheres que estão amamentando também leva a um menor desejo sexual, menos lubrificação vaginal e mesmo dores no ato sexual. • Abuso de álcool e outras drogas O consumo excessivo de bebidas alcoólicas e drogas pode aumentar o sexo por algum tempo. Mas em longo prazo, caso o hábito seja constante, há uma baixa da libido. Lembre-se: toda festa tem hora para acabar. Dicas Para aumentar sua saúde sexual não há segredos. Uma dieta saudável, sono regular, uma rotina de exercícios físicos e meditação para espantar o estresse são o ponto de partida. Exercite a fantasia também: jogos eróticos ou um novo ambiente podem ajudar a reacender a chama. Conversar sobre sexo com o parceiro também é outra boa pedida. Caso tudo isso falhe repetidamente, consulte um médico ou um terapeuta especializado em sexualidade. Estar com problemas sexuais também é algo normal e não é preciso se envergonhar.

6 de set de 2010

Advento do poder

O conceito de democracia natural, as perdas para a humanidade com a sua derrocada e a ascensão de grupos específicos 


 À medida que as venerações iam crescendo, tomando corpo e se oficializando nas comunidades humanas no período do Neolítico, constatam-se gravíssimas mudanças na estrutura cultural. 


Entre essas consequências, tem-se a ressaltar a fatal extinção da democracia natural. Houve um tempo em que alguns indivíduos começaram a se destacar dos demais em face de habilidades extraordinárias. 


De maneira que, o respeito expandido aos dotes extra-sensoriais, ao poder de magia e à possibilidade de comunicação com entidades do além, que alguns indivíduos manifestavam, já concorria a distingui-los dos outros membros sociais. O que os tornava ainda mais diferentes era o acúmulo de oferendas recebidas e os diferenciados recantos reservados aos seus rituais e moradias, estas últimas cada vez mais distanciadas e com algumas excentricidades. Havia outras associações que contribuiriam mais ainda para destaque daqueles personagens especiais. Qualquer fato incomum que sucedia, como escassez de alimentos, doenças, inundações, secas, terremotos e outros desastres naturais, eles se protagonizavam como os intermediários entre as forças provocadoras das desditosas situações. 


Naqueles momentos, em que havia coincidência de soluções favoráveis às comunidades, creditavam-se às manifestações dos paranormais, os quais ora se comunicando com os duplos dos homens ou espíritos especificados, ora empregando gestos e poções (atos mágicos). A cada evento, eram agraciados com mais presentes e regalias. Se todos tinham acesso às mulheres, para eles iniciava-se reserva exclusiva de algumas, talvez as mais atraentes. Se todos tinham o direito à distribuição equitativa dos alimentos, para eles, os melhores bocados. Se cada um resolvia os seus cuidados pessoais, para eles seguramente homens, mulheres ou crianças se ofereciam para cuidar de seus tratos pessoais. 


 De forma imperceptível pela comunidade, aos poucos aqueles indivíduos foram se vendo com mais bens e privilégios do que os demais, diferenciando-se bastante dos mesmos. Suas predições e opiniões ganhavam maior peso porque provinham de espíritos ou deuses, entidades que tinham o poder sobre o destino das coisas, acima de qualquer atitude convencional. Não demorou, então, que seus dizeres assumissem forças inquestionáveis acima das opiniões dos outros membros. Essa centralização lhes dava liderança fixa e permanente. Como a fonte das opiniões e decisões partia de um só, não mais se requeria a opinião de todos. Aquele cidadão com alguns bens a mais, mulheres exclusivas, o comando das decisões comunais e o único que se comunicava com o além, se apresentava como uma figura diferenciada e sujeita à sagração. Surgia, então, o Poder. 


O poder e a história da democracia natural Aqui vale uma observação: Na democracia natural não havia líder fixo e imutável, mas lideranças naturais, específicas a cada tarefa social e que se dissolvia com a consecução dos objetivos alcançados pela comunidade. O resultado de tudo isso seria a desintegração crescente da democracia natural. Esta se esfacelava em favor do indivíduo que manipulava os poderes espirituais. Daqui para frente, os assuntos da comunidade não seriam mais decididos com a participação efetiva de todos os membros. Um só individuo a tudo mandava e a tudo decidia. Como se tratava de uma contextura fora dos liames naturais, aquele novo poder acima dos demais geraria objetivos diversos daqueles destinados ao bem da comunidade, se restringindo a atos de acordo apenas com a vontade do xamã, do sumo-sacerdote. Inevitavelmente, o líder sacerdotal foi aumentando seus serviçais e clientes (os apadrinhados), os quais eram beneficiados com mais bens e prerrogativas. Guerras e rituais contra outras comunidades lhes traziam mais mulheres e mais serviçais, transformados a seguir em escravos, que engrossavam a legião dos servidores do Templo, do clã sacerdotal e de sua corte. 


Não demorou muito para que o líder sacerdotal, com seu poder absoluto e filhos diferenciados, implantasse a monarquia hereditária. Com efeito, dessa forma, a democracia natural se viu abolida em todas as sociedades civilizadas. Pesquisadores presumem que a democracia natural tenha sobrevivido entre os primitivos povos mesopotâmicos. Pelo menos a arqueologia apresenta alguns indícios de sociedade democrática. Os sinetes de chamada dos cidadãos encontrados se assemelham aos da democracia de Milão dos séculos XII e XIII. Os túmulos não indicam diferenciamento, como os das fases posteriores durante os reinados dos soberanos da Antiga Caldeia, o que representa o igualitarismo a todos os membros. 


 De qualquer maneira, algumas comunidades humanas chegaram até o século XX, ainda exercitando a democracia natural. Foi encontrada em todos os continentes, da América à Europa, da África à Polinésia. Em alguns lugares a democracia natural se apresentava em estágio de transformação na monarquia absoluta, mas trazia ainda relativo processo de decisão comunal e controle dos poderes por todos os membros, como foi o caso das comunidades da Germânia, antes da aculturação romana. Podemos agora retornar à democracia natural e estudar o seu funcionamento. O ponto fundamental de sua operacionalização é o comando nas decisões fomentado sob propensões naturais dos seres humanos. Estes são dotados de instintos gregários que os estimulam a objetivar o bem da sociedade. Conforme observado, não havia lideranças fixas, nem governo. 


Todos agiam voluntariamente e todos tinham participação nas decisões. Os bens eram comunais. Em sociedades de nossa atual civilização não resta dúvida que a complexidade cultural produziu comportamentos humanos perniciosos à vida social, mas não tanto a ponto de bloquear totalmente as tendências naturais dos indivíduos. Evidente que a desnaturalização das comunidades humanas prejudicou o desempenho dos indivíduos em termos de solidariedade. Entrementes, mesmo com as deturpações ocorridas no conjunto cultural dos povos, os cidadãos de uma forma geral são estimulados por seus instintos sociais em função do bem da comunidade. Numa nação qualquer, quanto menor forem a má distribuição de rendas, as desigualdades previdenciária e salarial, os privilégios a grupos políticos, religiosos, sindicais, maior será a vazão dos instintos sociais, fato esse demasiadamente comprovado pelas pesquisas. Na democracia natural não havia líder fixo e imutável, mas lideranças naturais, específicas a cada tarefa social e que se dissolvia com a consecução dos objetivos alcançados pela comunidade 


 Observa-se que a média em decisões coletivas se encaminha bastante ao bom-senso, mesmo que os indivíduos separadamente considerados possam ter atributos não recomendáveis. É a força do instinto social embora sensivelmente prejudicado por falsos conceitos e a ação de grupos sumamente egoístas e dominantes dos poderes da sociedade. Sim os seres humanos estão destinados a serem sensatos e cooperadores. Se a situação demonstra o contrário em muitos casos, trata-se de algum erro social, mas não o suficiente, vale repetir, para destruir de vez com as tendências naturais de todos os indivíduos. O que equivale a dizer que não se deve partir da hipótese de que a democracia natural não funcionaria a contento, porque, em relação aos humanos, temos de atender à perspectiva da existência do Bem e do Mal na natureza humana. Ora, filosoficamente falando, não persiste nenhum fundamento para esse dualismo. Existem realmente entes humanos bons e maus no conceito em que são empregadas essas palavras? Noção de bem e mal Em decorrência da decadência cultural perpetrada na humanidade, deparamos com a noção de que há o Bem e o Mal, e por consequência indivíduos bons e maus. 


É a essência da doutrina maniqueísta, a qual consiste na crença da realidade simultânea de dois princípios divinos: o Bem e o Mal. Foram esses mesmos Bem e Mal que muito preocuparam os zoroastrianos, e ainda o espírito do Bem e do Mal que atormentou os autores dos Vedas. Um mal que tem feito milhões de pessoas, há mais de mil anos se dirigirem a Ganges, outros tantos a Meca, e igualmente a Roma e a Jerusalém, para se verem livres do mesmo. Muitas religiões, procurando fundamentar adequadamente os seus princípios, utilizaram-se dessas criações. A doutrina judaico-cristã, por exemplo, além de afirmar a existência do Bem e do Mal, e de que o homem é, por natureza, mau, procura até mesmo indicar a origem desse fato. De modo que, simbolizando o erro humano no pecado de Adão, tratou de mostrá-lo em forma de desobediência. 


Assinala-nos São Gregório: "A tragédia do homem é que pelo pecado original sua natureza é corrupta e o inclina para o mal; e esta má-formação espiritual básica é transmitida de pai para filho por meio da procriação sexual". E chegaram, infantilmente, a alvitrar que o mal estaria nas partes sexuais do corpo humano, especialmente no da mulher. Foram mais além e propuseram que a causa sendo imanente na representante feminina, taxaram-na a origem de todos os males que afligem a humanidade. Como essas criaturas têm sofrido ao longo dos anos as conseqüências de tão curta e falsa visão do mundo! Essa parvoíce abrangeu os judeus com o papel representado por Eva. Outros apontavam à lua, ao sol, aos animais e determinados fenômenos e objetos, o motivo do Mal; com certeza, muito se tem tentado enfeitar essa fantasia, todavia sem êxito. As palavras Bem e Mal sempre preocuparam os civilizados, elevando-os a princípios, e em torno dos quais suscitaram as mais absurdas conotações, resultando em símbolos os mais ridículos, e finalmente, advindo divindades, espíritos, demônios, e os persas anunciando que somente no fim do mundo, com a vinda de um Messias nascido de uma virgem e da semente de Zaratustra, esse dualismo seria extinto, dualismo esse que se entranhou nas grandes religiões, e vigora nas atuais crenças, reduz-se, entretanto, a um simples fator biológico. 


 Não tem sentido acentuar filosoficamente ser boa ou má uma coisa. No reino animal inexiste substância a esse conceito. Nenhum animal é mau ou bom pelas suas atitudes; todos agem simplesmente pela sua sobrevivência com as aptidões que a natureza lhes adaptou. O predador e a sua presa têm as tendências e instintos necessários à conservação de suas espécies respectivamente, nada tem a ver se são maus ou bons. E o homem também está incluso nesse sistema. Um guepardo não é mau porque mata uma gazela, nem bom porque alimenta seus filhotes. Ilógico pensar que um ser social, como o homem, nasça destinado a fazer o mal aos outros membros da sociedade. Se assim fosse, não seria social nem haveria sociedades. O indivíduo é uma parte com uma função a cumprir para o funcionamento da corporação comunitária. Todos necessitam da colaboração e da solidariedade de cada um. 


O contrário seria uma aberração no mundo natural. Esta lhe dotou de faculdades, tendências e instintos, próprios de um ser social: predisposições a realizar atos para sobrevivência de sua espécie. Em suma, a democracia natural funciona em tribos indígenas de uma forma racional, harmônica e sensata, por força das próprias propensões naturais de cada indivíduo, que o impulsiona a agir pelo bem da sociedade Foi com base nessas falsas premissas, que durante séculos, insistiram em formas de governo contrárias a natureza humana, como a Monarquia. Diante da presumível malignidade ingênita dos cidadãos, admitiram o Absolutismo e a Autocracia dos monarcas. Códigos draconianos vigoraram para debelar a maldade dos homens, ao mesmo tempo em que eram desprezados estudos sobre as causas primeiras. Nesta época, jamais poderiam imaginar que o verdadeiro regime na organização política dos povos era baseado justamente nos bons propósitos dos cidadãos. 


Entretanto, esses são os alicerces que fizeram funcionar perfeitamente a democracia natural, tanto entre os pré-históricos como em povos de cultura primitiva. Democracia nas tribos indígenas Em suma, a democracia natural funciona em tribos indígenas de uma forma racional, harmônica e sensata, por força das próprias propensões naturais de cada indivíduo, que o impulsiona a agir pelo bem da sociedade. Contemplando o comportamento das tribos brasileiras localizadas no Parque Nacional do Xingu, confirmam-se essas assertivas. 


São interessantes, portanto, as observações sobre as tribos indígenas do Brasil Central, sem aculturação dos civilizados, sobretudo daquelas onde os irmãos Vilas Boas conviveram por mais de 40 anos. Podemos ter uma ideia muito aproximada do processo decisório dos proto-históricos sobre os problemas emergentes como abrigo, segurança, ameaça de animais predadores, caça, intempéries, transmigração, doenças, mortes, resolvendo sobre a escolha da presa, quando, local, quem, tática, remoção e guarda da caça ou de suas partes, atendimento a enfermos, enterro, rumo do deslocamento, etc. Talvez se dispondo em círculo, sentados, ou simplesmente agachados, riscando o solo com gravetos na discussão de suas táticas e tarefas. O formato em círculo, muito notado nas tribos indígenas, é próprio de uma reunião de iguais, onde cada um fala de igual para igual, sem outro tipo de acomodação, que opostamente inclina os indivíduos a transparecer formalidade perante líderes permanentes, poderosos, distintos e reverenciados. Em contato com o antropólogo pesquisador e arte-educador brasileiro, Walde-Mar de Andrade e Silva, que teve longa experiência com os indígenas das tribos do Xingu, suas informações e esclarecimentos foram muito importantes. 


Em primeiro lugar, todas as decisões das tribos necessitam da participação efetiva de todos os membros. Os mais velhos absorviam em suas células familiares as opiniões e solicitações das crianças, mulheres e filhos. Sua missão é filtrar as colocações dos seus parentes e levá-las aos demais membros da comunidade. À primeira vista, pode parecer uma Gerontocracia. Todavia, há que considerar alguns detalhes que afastam essa hipótese. A gerontocracia se caracteriza pela atuação de um conselho fixo de anciãos, de modo temporário (como a Gerúsia dos Espartanos) ou permanente (como a Câmara dos Lordes na Inglaterra). 


Entre aqueles indígenas, porém, cada reunião é aberta a todos os anciões. Cada um dos velhos da tribo poderá ou não comparecer, mas nenhum tem cadeira cativa. Aquele que passa a reconhecer-se como ancião, pode voluntariamente comparecer, falar e votar na reunião. Os mais velhos apenas transmitem de forma apurada as conclusões obtidas no seio familiar. De um velho se ouve que o seu neto sugere que os arcos de brinquedos sejam feitos pelos mestres com materiais e técnica dos arcos dos adultos, pois melhor aprenderiam a arte de caça ou poderiam ajudar os adultos na caçada. De outro, se escuta que a sua filha sugere que os homens ajudem na colheita dos inhames naquela temporada, pois as plantações muito distantes estão prejudicando alguns afazeres das mulheres. 


No final, todos analisam, discutem e decidem. ...foi uma perda para a humanidade a extinção da democracia natural. No entanto, devido ao aumento da população e do território das nações civilizadas, conclui-se que se tornaria difícil a sua operacionalização Por fim, chega-se a conclusão de que foi uma perda para a humanidade a extinção da democracia natural. No entanto, devido ao aumento da população e do território das nações civilizadas, conclui-se que se tornaria difícil a operacionalização da democracia natural. Insofismavelmente, haveria de se construir um novo modelo de democracia natural. 


Ou mais precisamente, como fazer ressurgir a democracia natural diante dos problemas acima mencionados? Nada melhor do que indagar das ciências sociais e humanas, como convocar e fazer todos os cidadãos comuns participar e também exercer o controle sobre os poderes? Essa resposta veio com a democracia pura, pois esse regime estabelece os sistemas em que possibilita aos cidadãos comuns realizar esse intento, através da participação total dos cidadãos ou de parte dos mesmos. A ferramenta principal de que se servirá a democracia pura é a Internet, que fará com que os membros sociais participem e decidam os assuntos da sociedade tanto quanto o faziam na democracia natural. 


 Aliás, a Internet é o meio racional e cômodo, que evita decisões em praça pública e de grupos segregados. Os cidadãos comuns podem no seu lar ou ambiente de trabalho acompanhar tranquilamente os debates, programas e perfis, de assuntos e de candidatos e expor as suas decisões por intermédio de um sistema, que lhe permitirá resolver de forma matemática e completa. Destarte, a democracia pura tem condições de reviver a democracia natural, pois os assuntos e decisões comunais seriam de todos os cidadãos e estes seriam os únicos que controlariam os poderes, através de comitês sorteados e renovados anualmente. Temos ciência de que as sociedades atuais são mais complexas, como nos referimos anteriormente, e que os indivíduos não são tão uniformes como as comunidades primitivas, mas a viabilização da democracia pura, que revive assim a democracia natural, é plenamente possível e mais eficaz do que na Representação Política. Tendo em vista que 16% da população adulta das grandes metrópoles sejam afetadas por psicoses, conforme pesquisas psicopatológicas, alguns autores avaliam que o julgamento de assuntos pelo povo seja precário. A situação seria agravada se acrescentassem os contingentes dos menos letrados e dos desinteressados. 


Acontece, porém, que recentes estudos da ciência também revelam que cada indivíduo conduz consigo peculiares códigos de ética, de humanidade e de nacionalidade, não importando seu nível cultural nem seu comportamento social. Os pesquisadores têm constatado que até mesmo psicopatas autores de assassinatos hediondos e demais criminosos, ao se manifestarem sobre assuntos em geral, tendem a fazê-lo obedecendo a ângulos éticos, humanos e patrióticos. Deduz-se então que cada estado psicopatológico e ausência de instruções e analfabetismo não são suficientes para obstruir a ação dos códigos mentais. Em outros termos, ressalvados propósitos que o preocupem no momento, o elemento humano, ao decidir sobre um assunto de fundamental essencialidade à comunidade ou do país, tende a reagir sempre em consideração aos padrões de moral, dos instintos sociais e defesas nacionais guardadas em sua mente, independentes de seu ínfimo ou amplo conhecimento, formação cultural e perturbação mental. As decisões do povo podem ser extraordinariamente sensatas. Basta atender alguns requisitos consoantes estabelecidos na doutrina da Democracia Pura Por outro lado, muitos estudiosos são relutantes em aceitar a decisão social promanada de todos os cidadãos de uma nação. 


Argumentam que o povo resolve sobre as coisas de forma emotiva e amorfa. E que o povo não tem condições de votar sobre assuntos complexos. Citam exemplos como: a determinação da infeliz invasão de Siracusa votada pelos cidadãos gregos em assembléia e a votação contada em minutos de um complicado código de leis civis por um Cantão suíço. Outros criticam a assembléia do povo, falando propositadamente como de uma multidão espremida numa praça pública votando leis e candidatos, em meio a discursos inflamados de oradores demagogos e populistas. Engano! Não é nada disso que se passa com o povo. 


As decisões do povo podem ser extraordinariamente sensatas. Basta atender alguns requisitos consoantes estabelecidos na doutrina da Democracia Pura, mormente o correspondente ao emprego do sistema matemático SHP, que supre todas as alegações com respeito a decisões irracionais. Finalmente, pode-se dizer sem erros que a democracia natural pode ser revivida na sua versão de democracia pura no mundo moderno de uma forma tranquila, suave e racional. 
José Vasconcelos

5 de set de 2010

4 de set de 2010

O amor

Amor não se conjuga no passado; ou se ama para sempre, ou nunca se amou verdadeiramente. M. Paglia Picture by Pissaro

Amor e luz

Se a luz é o primeiro amor da vida, não será o amor a luz da vida? Balzac

3 de set de 2010

Intolerância

Derramar seu sangue, privar seus filhos de ter uma mãe, mas por quê? Porque viveu, porque amou, porque é uma mulher, uma iraniana? Me nego a aceitar Carla Bruni

Diário Secreto

No casamento a revitalização da luxúria só pode ser conseguida enfraquecendo e destruindo os seus laços. Quero dizer, amantes.
É por isso que a luxúria se torna um pecado, pois está destinada a morrer, e se ainda se acende isso só acontece por causa das mulheres fora do casamento. É assim que chegamos à ideia original de pecado quando a luxúria é a inimiga do amor.
A cópula entre marido e mulher não é pecaminosa porque é feita sem luxúria. Todos os casos extraconjugais são luxuriosos e por isso pecaminosos. Assim, todas as tentativas de reavivar a luxúria no casamento são más, incluindo o afastamento. Porque reacender a luxúria por um curto período ameaça um casamento, sujeitando a esposa à tentação de adultério na separação. O casamento foi criado para destruir a paixão embora a princípio atraia com paixão. Calcar a paixão com a paixão.
O casamento seduz com a legitimidade e com a disponibilidade da luxúria. Ao fazermos o juramento de fidelidade, não suspeitamos que estamos também a renunciar à luxúria. O casamento foi criado para distrair as pessoas da luxúria com a ajuda da luxúria. Por isso, para bem de um casamento forte, tem se aguentar o seu desaparecimento. Não sustenham a respiração!
A luxúria é o orgulho do corpo; o amor é o orgulho da alma, um orgulho que não é mais que a luxúria da alma.
Alexander Puschkine

Tu tens um medo

Tu tens um medo: Acabar. 
Não vês que acabas todo dia. 
Que morres no amor. Na tristeza. 
Na dúvida. 
No desejo. 
Que te renovas todo dia. 
No amor. 
Na tristeza. 
Na dúvida. 
No desejo. 
Que és sempre outro. 
Que és sempre o mesmo. 
Que morrerás por idades imensas. Até não teres medo de morrer. 
E então serás eterno. 
Cecília Meireles

Assalto

Alô? Quem tá falando? - Aqui é o ladrão.
- Desculpe, a telefonista deve ter se enganado, eu não queria falar com o gerente do banco. Tem algum funcionário aí?
- Não, os funcionário tá tudo refém.
- Há, eu entendo. Afinal, eles trabalham quatorze horas por dia, ganham um salário ridículo, vivem levando esporro, mas não pedem demissão porque não encontram outro emprego, né?
Vida difícil... Mas será que eu não poderia dar uma palavrinha com um deles? - Impossível. Eles tá tudo amordaçado.
- Foi o que pensei. Gestão moderna, né? Se fizerem qualquer crítica, vão pro olho da rua. Não haverá, então, algum chefe por aí? - Claro que não mermão. Quanta inguinorânça! O chefe tá na cadeia, que é o lugar mais seguro pra se comandar assalto!
- Bom... Sabe o que é? Eu tenho uma conta... - Tamo levando tudo, ô bacana. O saldo da tua conta é zero! - Não, isso eu já sabia. Eu sou professor! O que eu queria mesmo era uma informação sobre juro. - Companheiro, eu sou um ladrão pé-de-chinelo. Meu negócio é pequeno. Assalto a banco, vez ou outra um sequestro.. Pra saber de juro é melhor tu ligá pra Brasília. - Sei, sei. O senhor tá na informalidade, né? Também, com o preço que tão cobrando por um voto hoje em dia...
Mas , será que não podia fazer um favor pra mim? É que eu atrasei o pagamento do cartão e queria saber quanto vou pagar de taxa. - Tu tá pensando que eu tô brincando? Isso é um assalto! - Longe de mim pensar que o senhor está de brincadeira! Que é um assalto eu sei perfeitamente; ninguém no mundo cobra os juros que cobram no Brasil. Mas queria saber o número preciso: seis por cento, sete por cento?
- Eu acho que tu não tá entendendo, ô mané. Sou assaltante. Trabalho na base da intimidação e da chantagem, saca? -Ah, já tava esperando. Você vai querer vender um seguro de vida ou um título de capitalização, né?
- Não... Já falei... Eu sou... Peraí bacana... Hoje eu tô bonzinho e vou quebrar o teu galho. (...um minuto depois) - Alô? O sujeito aqui tá dizendo que é oito por cento ao mês. - Puxa, que incrível! - Incrive por quê? Tu achava que era menos?
- Não, achava que era mais ou menos isso mesmo. Tô impressionado é que, pela primeira vez na vida, eu consegui obter uma informação de uma empresa prestadora de serviço pelo telefone em menos de meia hora e sem ouvir 'Pour Elise'.
- Quer saber? Fui com a tua cara. Acabei de dar umas bordoadas no gerente e ele falou que vai te dar um desconto. Só vai te cobrar quatro por cento, tá ligado? - Não acredito! E eu não vou ter que comprar nenhum produto do banco? - Nadica de nada, já tá tudo acertado!
- Muito obrigado, meu senhor. Nunca fui tratado dessa... (de repente, ouvem-se tiros e gritos) - Ih, sujou! Puliça! - Polícia? Que polícia? Alô? Alô? (sinal de ocupado...) - Droga! Maldito Estado: quando o negócio começa a funcionar, entra o Governo e estraga tudo!
Luís Fernando Veríssimo

2 de set de 2010

História Através da Música no Teatro Café Pequeno

Nostálgico

Quando eu era garoto, minha mãe me mandava ao supermercado e com apenas 2 Reais eu voltava com: 3 kgs de batatas, 1 pacotão de pão, 2 litros de leite, 1/2 kg de queijo, 1 caixa de chá, 1 dúzia de ovos e 2 litros de óleo. Hoje em dia não dá mais para fazer isso... Encheram o supermercado de câmeras!!!

Casamento

Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.
De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente. Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?"
Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.
Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa. Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora. No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.
Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.
Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possivel. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus examos no próximo mês e precisava de um ambiente propício para prepar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais. Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis. Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio" ,disse Jane em tom de gozação.
Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório. No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado. No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim. No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei. Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias. A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração..... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos. Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento. Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo". Eu não consegui dirigir para o trabalho.... fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia...Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar". Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe. A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar. Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe". Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama - morta. Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso. Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz! Se você não dividir isso com alguém, nada vai te acontecer. Mas se escolher compartilhar com alguém, talvez salve um casamento. Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir..
Enviado pelo Albertinho Batista

1 de set de 2010

Mensagem do dia

Não interessa como foi a farra. Volte pra casa sempre de cabeça erguida !

Um cabelo no prato...

O freguês recebe o seu prato no restaurante, olha e chama o garçom de volta:
- Garçom! Olha aqui: um fio de cabelo no meu prato!
- Não tem problema. Isso é do saco do feijão.
- Ah, bom! Então aproveita e me dá uma cervejinha!
- Tudo bem. (Grita) Feijão! Salta uma cervejinha aqui pro doutor!

Para atravessar contigo o deserto do mundo

Para atravessar contigo o deserto do mundo 
Para enfrentarmos juntos o terror da morte 
Para ver a verdade, para perder o medo 
Ao lado dos teus passos caminhei 
Por ti deixei meu reino meu segredo 
Minha rápida noite meu silêncio 
Minha pérola redonda e seu oriente 
Meu espelho minha vida minha imagem 
E abandonei os jardins do paraíso 
 Cá fora à luz sem véu do dia duro 
Sem os espelhos vi que estava nua 
E ao descampado se chamava tempo 
 Por isso com teus gestos me vestiste 
E aprendi a viver em pleno vento. 
Sophia de Mello Breyner Andresen

Decisão

Uma vez tomada a decisão de não dar ouvidos mesmo aos melhores contra-argumentos: sinal do caráter forte. Também uma ocasional vontade de se ser estúpido. Friedrich Nietzsche

Cientistas da Universidade Colúmbia descobrem que dormir pouco pode aumentar os riscos de depressão na adolescência

Ir para a cama cedo ajuda a evitar a depressão. Essa é a descoberta de cientistas da Universidade Colúmbia, nos Estados Unidos. O grupo de pesquisadores descobriu que a depressão é 24% mais comum em adolescentes que têm permissão para ir para a cama tarde que em jovens cujos pais exigem que se recolham mais cedo. O estudo mostra que os voluntários que se deitavam muito tarde dormiam, em média, sete horas e meia por noite; os que se recolhiam mais cedo, oito horas e dez minutos, em média. Os pesquisadores interpretavam “horário de dormir imposto pelos pais” como o oposto de “contar horas de sono”, para descartar a possibilidade de que a depressão estava fazendo alguns jovens dormir menos, e não o contrário. Um trabalho anterior sustenta a ideia de que poucas horas de sono podem levar à depressão. Uma pesquisa da Universidade de Londres mostrou que crianças que sofrem de insônia estão mais sujeitas a desenvolver o transtorno na adolescência. E outro estudo, sobre o risco do transtorno hereditário em jovens, agora na Universidade de Pittsburgh, mostrou que o indicador biológico de recuperação, isto é, não sofrer de depressão, era o sono adequado. Embora seja improvável que dormir pouco seja o único responsável pela falta de ânimo dos adolescentes, aqueles com predisposição genética ou ambiental para a falta de sono podem apresentar risco maior. Experimentos realizados no Centro Médico Walter Reed do Exército e na Universidade da Califórnia em Berkeley, ambos nos Estados Unidos estão começando a esclarecer essa relação. Durante ressonâncias magnéticas, pessoas saudáveis mas com privação de sono apresentam aumento de atividade na amígdala, órgão cerebral envolvido no processamento das emoções, e redução de atividade no córtex pré-frontal – as mesmas alterações observadas em pessoas deprimidas. Em um dos estudos do Centro Médico Walter Reed do Exército, ao se defrontar com imagens perturbadoras os participantes começaram a apresentar sintomas de depressão e os voluntários de Berkeley se mostraram mais estressados que os participantes descansados. O psicólogo William D. Scott Killgore, da Escola de Medicina de Harvard, do Hospital McLean e coautor da pesquisa do Exército, observa que todos esses efeitos neurobiológicos podem atingir os jovens de forma intensa. “Como os adolescentes sofrem muitas pressões na vida cotidiana ─ cada vez mais complicada ─, eles precisam de mais horas de sono que crianças ou adultos; assim, não dormir direito pode se transformar em um problema.”

31 de ago de 2010

Dificuldades em agachar


Ele era completamente narcisista, estilista e tomava muito sol.


Uma manhã parou nu em frente ao espelho para admirar seu corpo e notou que estava todo bronzeado, à exceção de seu pênis. Então decidiu fazer algo a respeito. Foi à praia, se despiu completamente e se cobriu todo de areia, menos aquilo.

Duas velhinhas vinham caminhando pela praia. Uma delas usava um bastão para ajudar a caminhar.
Ao ver aquela coisa saindo da areia, a que tinha o bastão começou a dar voltas ao redor, observando.

Quando se deu conta do que era, disse:
 - Não há justiça no mundo.

A outra anciã, que também observava com curiosidade lhe perguntou a que se referia. 
A do bastão respondeu: 
Olha isso ! 
- Aos 20 anos, me dava curiosidade; 
- Aos 30, me dava prazer; 
- Aos 40, me enlouquecia; 
- Aos 50, tinha que pedir; 
- Aos 60, rezava por ele; 
- Aos 70, me esqueci que existia. 
- Agora que tenho 80, brota na areia e eu não consigo agachar !

Farinhas que emagrecem

Quais são as vantagens?
Práticas, baratas e tão poderosas contra as gordurinhas quanto a famosa ração humana. Até a história é bem parecida: algumas farinhas de frutas e legumes desidratados surgiram com a finalidade de baixar a taxa de açúcar no sangue. Mas, aos poucos, se mostraram boas aliadas na perda de peso. Isso porque saciam (você se contenta com menos comida) e atrasam o esvaziamento gástrico (a fome demora para voltar a dar sinal). Outras ainda ajudam a equilibrar o metabolismo. E, para isso, basta polvilhar no alimento pronto. Fibras aos montes São várias as opções: farinha de maracujá, banana verde, berinjela, linhaça, frutas e cereais (veja detalhes a seguir). Algumas oferecem ômega 3, outras fitoquímicos como o resveratrol – substâncias que desinflamam as células, deixando o organismo menos propenso a acumular gordura. “Mas são as fibras, presentes nas farinhas numa dose surpreendente, que mais contribuem para o emagrecimento”, afirma a nutricionista e pesquisadora Andrea Dario, de Piracicaba (SP). São substâncias que amansam a fome, reduzem a absorção de açúcar e gordura, regulam o apetite e ajudam a eliminar as toxinas que emperram a dieta. Consumo diário As fibras fazem mais: aumentam a absorção das vitaminas e dos minerais, melhorando o funcionamento do organismo como um todo, o que também favorece a perda de peso. Mas o resultado só aparece se você consumir esse tipo de farinha todo dia, polvilhada no iogurte, no suco, na salada, na sopa. Importante: beba mais água para facilitar a ação das fibras e corte exageros à mesa. Feito isso, você vai entrar naquele jeans em poucos dias! Acerte na escolha Todas as farinhas são ricas em fibras, os principais agentes emagrecedores. Por isso, você decide a escolha. Ou melhor: faça um rodízio entre dois ou três tipos para garantir nutrientes diferentes ao organismo. - Dose ideal: “duas colheres de sopa por dia”, orienta Julia Vasconcellos, nutricionista da NutriCorp Consultoria Nutricional, no Rio de Janeiro. Caso seu organismo responda melhor a três colheres (medida sugerida pelos fabricantes), tudo bem. Mas não vá além. “Em excesso, as fibras dificultam o funcionamento do intestino”, alerta Andrea Dario. - Cuidado na compra: evite comprar o produto a granel ou em saquinhos sem identificação. Armazenadas de maneira inadequada, as farinhas, em especial aquelas que têm ômega 3, oxidam e se tornam inadequadas para o consumo. - Uso variado: algumas farinhas têm sabor neutro e outras levemente amargo. Nesse caso, use-as em farofa, panqueca, pão, bolo. Frutas, sementes e legumes em potes Conheça um pouco de cada farinha e escolha a sua: 1. Farinha de maracujá Ela impede a absorção de parte da gordura presente nos alimentos. A responsável por essa ação é a pectina, presente aos montes na parte branca da casca da fruta. A farinha não fica atrás: tem 20% dessa fibra solúvel, segundo estudo feito pelo químico e pesquisador Armando Sabaa Srur, da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No estômago, a pectina se transforma num gel e diminui a fome. 2. Farinha de banana verde O forte dessa farinha é o amido resistente. Ele reduz a carga glicêmica da refeição evitando picos de açúcar no sangue e o aumento da produção de insulina – hormônio que, em excesso, faz o organismo estocar gordura. Os estudos ainda revelam que, no intestino, esse amido alimenta as bactérias do bem. Resultado: o intestino funciona melhor e perder peso fica mais fácil. 3. Farinha de linhaça Na forma de farinha, a linhaça se mostrou ainda mais eficiente para afinar a cintura. Isso porque o ômega 3, guardado dentro da semente, fica mais acessível e deixa as células menos inflamadas. Essa gordura boa ainda interfere na leptina – hormônio que controla o apetite. Triture a semente em casa para preservar o ômega 3. Outra opção é comprar a farinha estabilizada, mas, ainda assim, armazene-a num pote escuro e na geladeira. 4. Farinha de berinjela Com até dez vezes mais fibras que a berinjela in natura, a farinha ajuda a tirar a fome. Pesquisadores da UFRJ acompanharam dois grupos de mulheres que se submeteram a uma dieta hipocalórica. Um deles, no entanto, aderiu a farinha no dia a dia e teve mais facilidade de seguir a dieta, perdendo mais peso que o outro grupo. 5. Farinha de frutas e cereais Mix de casca de frutas (uva e maçã) e sementes (linhaça), ela concentra fibras e ômega 3. Quando chegam ao estômago, as fibras, especialmente as solúveis, aumentam os níveis de CCK (outro hormônio que controla o apetite). “Estudos recentes também mostraram que o ômega 3 pode equilibrar os níveis de insulina no organismo e, com isso, regular a leptina”, diz Andrea Dario Cardápio leve e rico em fibras Para acelerar a perda de peso, combine a farinha com um cardápio leve (1200 calorias). A nutricionista Julia Vasconcellos sugere usar uma colher de sopa no café da manhã e outra no lanche da tarde, na fruta ou no suco. Mas, se quiser, adicione-a na salada ou na sopa, no almoço e no jantar. Café da manhã* Opção 1 1 pote de iogurte de fruta light com 1 col. (sopa) da farinha (banana verde, casca de maracujá, frutas e cereais, berinjela ou linhaça) Opção 2 1 copo (250 ml) de leite de soja light batido com 1 fatia grossa de papaia (ou outra fruta) e 1 col. (sopa) da farinha Opção 3 1 fatia de pão integral light com 2 col. (sopa) de queijo cottage light e 1 fio de azeite 1 banana amassada (ou outra fruta) com 1 col. (sopa) da farinha * Chá ou café com adoçante à vontade Lanche da manhã Opção 1 6 amêndoas e 1 col. (sopa) de uva-passa Opção 2 1 banana passa e 2 castanhas-do-pará Opção 3 4 cookies integrais light Almoço Opção 1 Salada*: rúcula, agrião, alface e tomate-cereja 2 col. (sopa) de arroz integral 2 col. (sopa) de berinjela, abobrinha e cebola assadas com pouco azeite 1 posta média (100 g) de peixe assado, ensopado ou grelhado Opção 2 Salada: alface e beterraba cozida e temperada com molho de mostarda 2 col. (sopa) de purê de batata (ou 3 col./sopa de purê de abóbora) 3 col. (sopa) de picadinho de carne magra Opção 3 Salada*: alface, pepino e tomate 2 col. (sopa) de arroz integral 1 concha média de feijão 2 col. (sopa) de vagem e cenoura refogadas 1 filé médio (100 g) de frango grelhado ou cozido com tomate e cebola Lanche da tarde Opção 1 1 banana amassada com 1 col. (chá) de mel e 1 col. (sopa) da farinha Opção 2 1 fatia grossa de abacate com 1 col. (chá) de mel (ou adoçante), gotas de limão e 1 col. (sopa) da farinha Opção 3 1 pote pequeno de salada de frutas com 1 col. (sopa) da farinha Jantar Opção 1 1 prato (fundo) de sopa de legume (mandioquinha, abóbora ou beterraba) com frango desfiado Opção 2 Salada*: rúcula, tomate, pepino e rabanete 2 fatias de pão integral com 2 col. (sopa) de requeijão light misturado com atum light Opção 3 Salada*: alface, rúcula e agrião 3 col. (sopa) de legumes (chuchu, tomate, cenoura) cozidos 1 fatia pequena (80 g) de carne assada * Tempere a salada com 1 col. (sobremesa) de azeite, limão e pouco sal
Revista Boa Forma

29 de ago de 2010

A Psicóloga

Um homem entra num restaurante e vê uma mulher muito bonita sozinha numa mesa. Ele se aproxima e pergunta: - Estou vendo você sozinha nessa mesa. Posso sentar-me e fazer-lhe companhia? Escandalizada, a mulher berra: - Seu mal-educado! Transar comigo? Você acha que eu sou o quê? O restaurante todo ouviu. O rapaz, não sabendo onde pôr a cara tenta consertar: - Eu só queria lhe fazer companhia, mais nada. - E você insiste! Atrevido! O rapaz sai de fininho, e vai sentar-se no outro canto do restaurante, cabisbaixo. Depois de alguns minutos, a mulher se levanta e vai até a mesa dele e diz baixinho: - Me desculpe pela forma como eu o tratei... É que sou psicóloga e estou estudando as reações das pessoas em situações inusitadas. E o homem berra: mil reais? Você está louca! Nenhuma puta vale isso!

Beber água antes de refeição pode ajudar a perder peso, diz estudo

Uma pesquisa feita por cientistas dos Estados Unidos afirma que beber água antes das refeições ajuda as pessoas a perderem peso. Cientistas do Estado americano da Virgínia afirmam que pessoas que estão em dieta podem perder cerca de 2kg a mais se elas beberem pelo menos dois ou três copos por dia antes das refeições. A pesquisa foi apresentada em um congresso nacional da Sociedade Americana de Química, em Boston. Todos os adultos que participaram da pesquisa tinham entre 55 e 75 anos de idade. A teoria dos cientistas foi testada em 48 adultos, divididos em dois grupos, ao longo de 12 semanas. Ambos os grupos seguiram dietas de baixa caloria, mas um deles bebeu água antes das refeições. Ao longo de 12 semanas, as pessoas que beberam água perderam cerca de 7kg, enquanto os demais perderam em média 5kg. Um estudo anterior já havia mostrado que pessoas que bebem até dois copos de água antes de cada refeição ingerem de 75 a 90 calorias a menos. Calorias Uma das autoras da pesquisa, Brenda Davy, da universidade Virginia Tech, acredita que o fato de se encher o estômago com um líquido sem calorias antes das refeições faz com que menos calorias sejam consumidas. "As pessoas deveriam beber mais água e menos bebidas adocicadas e com muita caloria. É uma forma simples de se facilitar o controle do peso", afirma Davy. Segundo a cientista, bebidas dietéticas e com adoçantes artificiais também podem ajudar as pessoas a reduzir o consumo de calorias, ajudando a perder peso. No entanto, ela disse que bebidas com muito açúcar precisam ser evitadas. Uma lata de refrigerante comum contém, em média, 10 colheres de chá de açúcar. A pesquisa foi financiada pela entidade Institute for Public Health and Water Research, que realiza estudos sobre água e saúde pública. BBC

Basta o essencial!

Ela estava dentro de uma loja olhando roupas quando a proprietária disse para a vendedora: “Atenda aquela senhora ali”. Olhou para trás procurando a senhora em questão e qual não foi a surpresa quando a vendedora se aproximou dela. De susto, foi obrigada a entender que a palavra senhora foi usada para designá-la. Há algum tempo a palavra senhora vem perseguindo-a como se fosse mais um fio de cabelo branco que nasceu ontem e tomou conta da raiz e de parte da sobrancelha direita. Ela nunca escondeu a idade, porque nunca teve motivos. Viveu os 20, 30, 40 com tamanha intensidade que, às vezes, parecia exagerada. Ela confessa que hoje só bebe vinho, mas continua cometendo excessos. Ela tem sede de poesia e da embriaguez dos sentidos, voa demais e por isso nunca se lembra das coisas objetivas. Confessa que quer parar de fumar. Todas as amigas de sua geração conseguiram. Ela continua achando que ainda tem tempo de planejar um futuro que nunca esteve nas suas preocupações. Ela viveu o tempo todo no presente, usufruindo o melhor dele, mas nos últimos tempos tem esbarrado na expressão senhora em cada esquina e se viu obrigada a fazer um exame de consciência. Os excessos cometidos fazem acelerar o tempo e o melhor parâmetro é constatar que o filho já tem mais de 20. Constrangimento? Não. É apenas uma constatação, porque até há pouco ela cuidava da mãe com mais de 90. Mesmo assim, achava que a mãe tinha uma beleza rara que só a idade é capaz de moldar no rosto e na alma. Por que é, então, que está se preocupando tanto quando lhe dirigem a palavra senhora? Por que, então, ainda insiste em abrigar a menina inquieta, rebelde e compulsiva dentro dela? Lembra-se da mãe dizendo que a mente dela estava em dia, atualizada, mas o corpo não acompanhava mais os pensamentos lúcidos, saudáveis e repletos de sonhos, de vontades de ir à praia, ao cinema, ao supermercado, ao cabeleireiro, de andar pelas ruas quando os ipês floresciam, como sempre fez até os 86 anos. Depois disso, as pernas não acompanhavam mais a mente. Nem mesmo com a ajuda de uma bengala, a mãe conseguia andar tão rápido quanto seus desejos. Depois que a expressão senhora se incorporou à sua figura, ela pensa mais no futuro, nas questões ainda não resolvidas, como não ter onde morar, um lugar para fechar a porta e transformá-lo em ninho para suas incertezas. Não sabe falar inglês nem francês nem espanhol, imagine alemão e mandarim. Está presa à língua pátria e é dependente de um tradutor nas viagens por outros mundos. O filho dela, de 20 ou mais, diz que ela só sabe escrever, nada mais. Mas é escrevendo que ela viaja, anda de carro e torna-se universal. Escrever para ela é libertar os seus fantasmas, é dedicar o melhor dela aos leitores, é abrir as portas internas, mergulhar no oceano profundo das emoções. Ela hoje entende mais a fala da mãe – e olha que não se passaram nem dois anos. A mãe partiu em dezembro de 2008, e os cabelos da filha já estão mais brancos, os sentimentos também amadureceram à força e hoje ela é mais melancólica do que antes. Hoje, na verdade, ela é mais séria, parece mais uma senhora mesmo, porque foi obrigada a crescer de súbito. O termo senhora hoje combina mais com ela do que antes. Amigos antigos quando a encontram dizem que ela está com a mesma aparência, mas também parece cansada. Com o tempo, as perdas vão ficando marcadas não só no rosto, mas também no espírito. Vão fazendo vincos na pele e no coração, vão enrugando os sonhos e os projetos se equilibram em fios tênues. Envelhecer não é perder o viço ou ficar invisível. É ir entristecendo, fechando portas, abrindo a guarda. O termo senhora não a assusta tanto quanto sentimentos aprisionados que vão embaçando a visão e amarrando a alma. A palavra senhora dá certa nobreza, coloca as mulheres no patamar das sábias, das poderosas que um dia se tornarão anciãs e têm um lugar de destaque na tribo das mulheres. A palavra senhora para ela é como uma conquista, a transformação da menina em adulta, em mãe do próprio filho. Como diz Mário de Andrade, “descobri que tenho menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro. Descobri que para mim, o essencial faz a vida valer a pena”. Obrigada, Mário de Andrade: para esta senhora também basta o essencial! Déa Januzzi

27 de ago de 2010

Oração das mulheres

'Querido Deus, Até agora o meu dia foi bom: não fiz fofoca, não perdi a paciência, não fui gananciosa, sarcástica, rabugenta, chata e nem irônica. Controlei minha TPM, não reclamei, não praguejei, não gritei, nem tive ataques de ciúmes. Não comi chocolate. Também não fiz débitos em meu cartão de crédito (nem do meu marido) e nem dei cheques pré-datados. Mas peço a sua proteção, Senhor, pois estou para levantar da cama a qualquer momento... Amém!

Xícara de chá

Um dia minha mãe saiu e deixou meu pai tomando conta de mim. Eu tinha uns dois anos e meio.
Alguém tinha me dado um “jogo de chá” de presente e era um dos meus brinquedos favoritos.
Papai estava na sala vendo o Jornal Nacional, quando eu trouxe para ele uma “xícara de chá”, que na realidade era apenas água.
Após várias xícaras de chá, onde recebia elogios entusiasmados do papai a cada xícara servida, minha mãe chegou.
Meu pai fez ela se sentar na sala, para me ver trazendo a ele uma xícara de chá, porque era “a coisa mais fofa do mundo!”.
Minha mãe esperou, e então, vinha eu pelo corredor com uma xícara de chá para o papai e ela viu ele beber todo o chá.
Então ela disse (apenas uma mãe saberia): - Passou pela sua mente que o único lugar que ela alcança água é na privada??? Os pais não pensam igual às mães.....

Harvard x Stanford

Não julgueis segundo a aparência,e sim pela reta justiça. João 7:24 Malcolm Forbes conta que uma senhora, usando um vestido de algodão já desbotado, e seu marido, trajando um velho terno feito à mão, desceram do trem em Boston, EUA, e se dirigiram timidamente ao escritório do presidente da Universidade Harvard.
Eles vinham de Palo Alto, Califórnia e não haviam marcado entrevista. A secretária, num relance, achou que aqueles dois com aparência de caipiras do interior, nada tinham a fazer em Harvard.
– Queremos falar com o presidente, disse o homem em voz baixa. – Ele vai estar ocupado o dia todo, respondeu rispidamente a secretária. – Nós vamos esperar.
A secretária os ignorou por horas a fio, esperando que o casal finalmente desistisse e fosse embora. Mas eles ficaram ali, e a secretária, um tanto frustrada, decidiu incomodar o presidente, embora detestasse fazer isso.
– Se o senhor falar com eles apenas por alguns minutos, talvez resolvam ir embora, disse ela. O presidente suspirou com irritação, mas concordou.
Alguém da sua importância não tinha tempo para atender gente desse tipo, mas ele detestava vestidos desbotados e ternos puídos em seu escritório. Com o rosto fechado, ele foi até o casal.
– Tivemos um filho que estudou em Harvard durante um ano, disse a mulher. Ele amava Harvard e foi muito feliz aqui, mas, um ano atrás ele morreu num acidente e gostaríamos de erigir um monumento em honra a ele em algum lugar do campus.
– Minha senhora, disse rudemente o presidente, não podemos erigir uma estátua para cada pessoa que estudou em Harvard e morreu, se o fizéssemos, este lugar pareceria um cemitério.
– Oh, não, respondeu rapidamente a senhora. Não queremos erigir uma estátua. Gostaríamos de doar um edifício à Harvard.
O presidente olhou para o vestido desbotado da mulher e para o velho terno do marido, e exclamou:
– Um edifício! Os senhores têm sequer uma pálida idéia de quanto custa um edifício? Temos mais de sete milhões e meio de dólares em prédios aqui em Harvard.
A senhora ficou em silêncio por um momento, e então disse ao marido:
– Se é só isso que custa para fundar uma universidade, por que não termos a nossa própria?
O marido concordou.
O casal Leland Stanford levantou-se e saiu, deixando o presidente confuso. Viajando de volta para Palo Alto, na Califórnia, eles estabeleceram ali a Universidade Stanford, em homenagem a seu filho, ex-aluno da Harvard.

26 de ago de 2010

Política

O maior castigo para aqueles que não se interessam por política, é que serão governados pelos que se interessam. Arnold Toynbee

Alegria: fonte de vida e transmutação

Estava um dia lendo um poema de Chico Xavier sobre o amor, ali ele falava que tudo é transcendência do amor, até mesmo o ódio, que é o amor que adoeceu gravemente. Então pensei, e a alegria?! A alegria, que antes de mais nada é o amor que se enraizou, é fonte una de vida e transmutação.
É indiscutível a força contagiante da alegria. Muitos relatos exploram que Jesus, que é o amor enraizado, sempre foi uma figura muito alegre, pois já sabia do poder que a alegria tem de dar a vida e de transmutar qualquer tipo de situação.
A alegria nutre os bons pensamentos e sentimentos, degrada as memórias negativas contidas no nosso campo magnético, físico e mental. A ciência já vem provando e utilizando as terapias de riso, por exemplo, nos hospitais e em diversas áreas da medicina. Quando estamos alegres o nosso organismo produz reações químicas que facilitam o processo de recuperação em tratamentos quimioterápicos e de outras tantas doenças, principalmente as degenerativas.
E já que é tão fácil assim, então porque muitas vezes nos vemos mergulhados em um poço de angústias e tristezas? Não que devamos negar estes momentos, pois entendê-los também é muito importante para a manutenção da nossa saúde. O problema é colocarmos atenção de forma errada ou excessiva neste poço úmido e escuro, fermentando os nossos mofos internos e assim esquecendo-nos de fazer a mais importante pergunta, sem mentir para nós mesmos: "O que me faz feliz?".
Dessa maneira podemos ver quanta vida há dentro de nós, quão alegres nós somos e podemos ser. Contabilizaremos também quanto nós somos programados para sentir uma alegria sintética e industrial, oposta daquela serena e constante, que preenche o nosso dia-a-dia:a alegria despertada pelas coisas mais simples da vida. E pouco a pouco vamos descobrindo que podemos transformar e dar vida a tudo que está ao nosso redor; que nós somos responsáveis pelo nosso próprio universo, pela nossa própria alegria, e que podemos auxiliar e contagiar a todos em nosso volta.
Tiremos nossas amarras, os nossos véus e vejamos quão nutridor é este estado de alegria. Não aquela alegria isolada ou entorpecida de achar que o mundo é "todo azul". Mas sim, a alegria de enxergar as nossas limitações e os nossos problemas do cotidiano e, com toda a força de vida e transmutação, acreditar que somos capazes de enfrentar nossos dragões e construir um novo "hoje". Pois como incentivava Mahatma Gandhi: "no final das contas, nunca na história da humanidade o mal venceu".
A única coisa que buscamos é a felicidade. A alegria de comprar uma casa, de construir uma família, de ser bem sucedido, de estar em paz conosco mesmo, a alegria de ter um contato pleno com a espiritualidade. Enfim, a receita é muito simples: sejamos felizes, sejamos alegres! Acredite e transforme sua vida numa dança, numa gostosa brincadeira de criança.
Renato Moro Giannico

25 de ago de 2010

Lógica Masculina

Tudo é uma questão
de ponto de vista
Duas mulheres conversando:
- Como foi sua transa ontem?
1ª - Uma catástrofe!
Meu marido chegou do trabalho, jantou em 3 minutos, depois tivemos sexo durante 4 minutos e após 2 minutos, ele já estava dormindo! E sua transa, como foi? .
2ª - Foi fantástica!
Meu marido chegou em casa levou-me para jantar e depois passeamos à pé, durante 1 hora até voltarmos para casa. Após 1 hora de preliminares à luz de velas, fizemos sexo durante 1 hora e, no fim, ainda conversamos durante mais 1 hora!
Dois homens conversando: - Como foi tua trepada ontem?
1º - Foi fantástica!
Cheguei em casa e o jantar estava na mesa; jantei, dei uma rapidinha e dormi feito pedra! E a sua? .
2º - Uma catástrofe!
Cheguei em casa e não havia luz porque esqueci de pagar a última conta. Tive que levar minha mulher para jantar fora. A comida foi uma porcaria e caríssima, tão cara que fiquei sem dinheiro para pagar o táxi de volta. Não tivemos outra alternativa senão ir a pé para casa. Chegamos em casa e como não tínhamos eletricidade, fomos obrigados a acender velas!
Eu estava tão stressado que precisei de 1 hora até que o bicho ficasse duro e uma hora até conseguir gozar. Foi de tal maneira irritante que não peguei no sono durante 1 hora, e fui bombardeado pela minha mulher com uma infindável conversa fiada.

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