13 de nov de 2010

Envelhecimento

Aquele que envelhece e que segue atentamente esse processo poderá observar como, apesar de as forças falharem e as potencialidades deixarem de ser as que eram, a vida pode, até bastante tarde, ano após ano e até ao fim, ainda ser capaz de aumentar e multiplicar a interminável rede das suas relações e interdependências e como, desde que a memória se mantenha desperta, nada daquilo que é transitório e já se passou se perde. Hermann Hesse

Caminhos para Felicidade

O objetivo para o qual o princípio do prazer nos impele — o de nos tornarmos felizes — não é atingível; contudo, não podemos — ou melhor, não temos o direito — de desistir do esforço da sua realização de uma maneira ou de outra. 


Caminhos muito diferentes podem ser seguidos para isso; alguns dedicam-se ao aspecto positivo do objetivo, o atingir do prazer; outros o negativo, o evitar da dor. Por nenhum destes caminhos conseguimos atingir tudo o que desejamos. 


Naquele sentido modificado em que vimos que era atingível, a felicidade é um problema de gestão da libido em cada indivíduo. Não há uma receita soberana nesta matéria que sirva para todos; cada um deve descobrir por si qual o método através do qual poderá alcançar a felicidade. 


Toda a espécie de fatores irá influenciar a sua escolha. Depende da quantidade de satisfação real que ele irá encontrar no mundo externo, e até onde acha necessário tornar-se independente dele. Por fim, na confiança que tem em si próprio do seu poder de modificar conforme os seus desejos. Mesmo nesta fase, a constituição mental do indivíduo tem um papel decisivo, para além de quaisquer considerações externas. 


O homem que é predominantemente erótico irá escolher em primeiro lugar relações emocionais com os outros; o tipo narcisista, que é mais auto-suficiente, procurará a sua satisfação essencial no trabalho interior da sua alma; o homem de ação nunca abandonará o mundo externo no qual pode experimentar o seu poder.
Sigmund Freud

Mundo Atribulado


Provavelmente você já deve ter observado que embora o enorme avanço tecnológico que nos envolve na atualidade, em todos os setores, e que visa propiciar melhora nas condições de vida, somos ainda visitados por situações que nos ocasionam certo desconforto na intimidade da alma. 


 Porque por mais avançadas sejam as conquistas da ciência, o chamamento do mundo, os valores que ele oferece, objetiva nos proporcionar um reconforto no âmbito de fora para dentro. Mas não podemos abominar o mundo, tampouco viver dissociados das contingências do mundo. Precisamos do mundo, sem ele não há material para trabalho, pois não vamos evoluir servindo aos anjos. Então, não amaldiçoemos o mundo que nos acolhe, deixemos de malsinar o mundo, que é obra de Deus e faz juz a seu amor. 


Para este mundo Deus mandou seu filho unigênito, não para o condenar, mas para o redimir. É no globo terrestre que edificamos as bases de nossa ventura real com trabalho e sacrifício. Precisamos dos valores e das circunstâncias que o mundo oferece para edificarmos o nosso crescimento. Não temos como obter um crescimento efetivo distanciado dos valores tangíveis. As nossas obras, a capacidade realizadora, não pode se realizar em cima de um plano abstrato, etéreo. A gente precisa parar de sonhar com a felicidade em um plano beatífico para começar a vivê-la e senti-la agora, a felicidade tem que ser experimentada por nós. 


 Além do que, o bem, todo ele, está na extensão universal. Sim. Não estamos falando em uma teoria da esperança. O bem está na extensão universal. A própria dor, a própria enfermidade, os próprios desafios da vida são componentes indutores da evolução do ser, seja no respaldo dos débitos perante a lei (expiação) ou na instauração de processos de indução para o crescimento da criatura (prova). As circunstâncias que nos alcançam expressam a vontade de Deus a nosso benefício, a todo o momento e em todos os lugares. 


Ou seja, Deus dispõe e nós temos que aprender a trabalhar com o que Ele nos dispõe, e fim de papo! Não há como crescer reclamando muito das dificuldades, lamentação indevida a nada leva. A queixa inútil enfraquece o otimismo gerando desconfiança e perturbação. Sabemos que cada um tem a sua cruz, e hoje as circunstâncias nos convocam a consolidarmos a paz em meio a um mundo desarmonioso. A serenidade define o campo básico que nós temos que tentar conquistar, e a serenidade é conquistada em meio ao tumulto. Por esse motivo temos que aprender a não perder a nossa paz (viver de qualquer modo é de todos, mas viver em paz consigo mesmo é tarefa de poucos, de muitos poucos, por sinal). 


E lembre-se que, independente da extensão ou da natureza das tuas dificuldades, a paz é sempre a segurança da vida. E mais: a misericórdia divina não nos quer ver tristes, caídos. Logo, é preciso não se deixar levar, precisamos de um ponto de reação, e o grande segredo é mantermos a harmonia íntima. Em outras palavras, nós temos provas e dificuldades e temos que atestar a nossa capacidade de resistência. É um fato. Até a paz precisa ser cultivada. E dispomos dos recursos que precisamos para crescer. É sabido por muitos que estamos vivendo em um mundo em transição, em mudança, mas o mundo em transição é um laboratório em que a gente pode resolver muitos problemas em curto prazo. Tem de tudo. É só querer. 


 Temos que manter a harmonia. Sempre. Mas, infelizmente, as carências que nos dominam, as inconformações que ainda mantemos, que nos visitam, nos levam a esses estados que, às vezes, criam verdadeiros embaraços aos nossos passos. E vale a pena ressaltarmos que a tendência das nossas buscas aos planos inferiores da vida, ou do desajuste, é muito evidente e vem muito mais à tona em nossa vida que podemos imaginar. E para concluir esse tópico vale registrar: nós temos muitas coisas que merecem ser trabalhadas com tranquilidade e calma para que realmente o encaminhamento nosso se dê sem inquietação, sem desastres, sem atropelos. E a criatura que é capaz de administrar as suas próprias emoções ganha profundamente na caminhada da vida.

A Felicidade e a Espada - Parte 1

12 de nov de 2010

Julian Lloyd Webber plays The Swan by Saint Saens

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Ingrid Betancourt


As cartas de minha mãe eram minha tábua de salvação. Eu as relia em cada crise depressiva. Raramente olhava para as fotos de meus filhos, pois me causavam uma dor física insuportável. 


Mas me tranquilizava o fato de saber que estavam ao alcance da mão.” “Tendo perdido toda a minha liberdade, e com ela tudo o que era importante para mim. Afastada à força de meus filhos, de minha mãe, de minha vida e de meus sonhos. 


O pescoço acorrentado a uma árvore, sem poder me mexer, levantar, sentar. Sem o direito de falar ou calar, comer ou beber, ou mesmo satisfazer livremente as mais elementares necessidades de meu corpo. 


Naquele estado de mais infame humilhação, eu ainda conservava a mais preciosa liberdade, que ninguém jamais poderia me tirar: a liberdade de decidir quem eu queria ser. 
Ingrid Betancourt

O enigma Ingrid Betancourt


Sábado passado, sem coisa melhor a fazer, para variar, eu fui navegar pelas águas turbulentas de nossas publicações informatizadas.

Numa delas, acho que era da revista Veja, dou com a Fernanda Montenegro, ora gozando de grande sucesso com a telenovela Passione, lendo, muito compenetrada, trechos diversos do livro da franco-colombiana Ingrid Betancourt lançado agora no Brasil, sob o título de Não há silêncio que não termine e o subtítulo Meus anos de cativeiro na selva colombiana. São 453 páginas e quem editou foi a Companhia das Letras. 


Ingrid Betancourt. Implico solenemente com essa senhora. Não posso dizer, como dizem as pessoas, “é uma coisa de pele”. Não é. É o resultado de um acúmulo de informações. Passo adiante o que sei e sublinho que o que sei é o que andei lendo. Dentro e fora da Net (Ela está no YouTube). Para quem está chegando agora, dou um pequeno resumo do cativeiro de Ingrid (e peço logo desculpas pelo excesso de intimidade). Ingrid Betancourt Pulecio nasceu em Bogotá no dia de Natal de 1969. 


Elegeu-se senadora e ativista anticorrupção. No dia 23 de fevereiro de 2002, quando fazia campanha para as eleições presidenciais, Betancourt foi presa pelo grupo guerrilheiro conhecido como Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e permaneceu cativa até o dia 2 de julho de 2008, quando o ministro da Defesa do país, Juan Manuel Santos, anunciou a libertação no sul do país pelo Exército colombiano de quinze reféns, entre os quais Ingrid Betancourt, três cidadãos norte-americanos e onze agentes policiais e militares colombianos, alguns cativos há mais de dez anos. 


 O resgate, pelo que li, ocorreu graças à infiltração do Exército no comando das Farc, e foi feito por helicóptero, sob o pretexto de levar os reféns para uma inspeção humanitária. Operação das mais perigosas, graças a um processo de infiltração nas altas hostes das Farc, e impressionantemente bem sucedida. Não foi derramada uma gota de sangue. O presidente Uribe, à época, garantiu que “o Espírito Santo guiou cada passo dos heróis, sob a proteção de Nosso Senhor e da Virgem Maria”. 


Ele é que sabe. Muitos dos reféns alegaram também terem passado boa parte de seu cativeiro rezando o terço. Ingrid, católica prescrita, segundo declarações seguidas à sua libertação, também fez uso do terço, empregando um rosário de madeira por ela esculpido e frisou que o resgate, na sua opinião, “fora um milagre da Virgem Maria.” Ingrid Betancourt, do cativeiro foi direto para a França, sem escalas, não se detendo na Colômbia nem para fazer campanha nem para agradecer nada a ninguém. 


Essa honra coube, primeiro, claro, à Virgem Maria, e, depois, ao presidente Nicolas Sarkozy. A antiga refém passou a ser capa de revista e candidata a prêmio Nobel. Seu tempo, dividido entre Paris e Nova York. Muita entrevista, muita capa de revista. Agora mesmo, em junho deste ano, Ingrid Betancourt exigiu do governo colombiano uma indenização de 13 milhões de pesos colombianos, ou seja, US$ 8,6 milhões, sob a alegação de que seu cativeiro resultara de uma “negligência oficial”. 


O governo colombiano mostrou-se algo triste com a exigência. Ao que parece, a coisa está parada nesse pé. Acho que tudo depende da venda do livro. Livro. Interessante também é o fato de que um americano também cativo, Northrop Grumman, juntamente com os empreiteiros Marc Gonsalves, Keith Stansell e Thomas Howell, que, como Íngrid Betancourt, também foram mantidos cativos, publicaram um livro escrito, presume-se, a oito mãos, e intitulado Out of Captivity (Fora do cativeiro), no qual falam de seus 1967 dias de cativeiro (de 2003 a 2008) nas selvas da Colômbia. Não são generosos para com Ingrid Betancourt. Nem um pouco. Muitíssimo pelo contrário. 


Descrevem seu comportamento como refém das Farc como egoísta, sempre achando que merecia melhor tratamento que os outros cativos devido à sua posição política e social. Os americanos alegam ainda que o tempo todo Betancourt exigiu e conseguiu mais do que sua ração da comida, que era pouca e igual para todos. As mesmas exigências foram feitas quanto a roupas e espaço pessoal. Stansell, a uma certa altura, diz que pode perdoá-la, porém respeitar, de jeito nenhum. 


Pois Ingrid, segundo ele, era dominadora, egoísta, capaz até de roubar comida dos companheiros. No livro, os americanos alegam também que durante seu cativeiro, Betancourt teve um “caso” com outro cativo, Luis Eladio “Lucho” Perez. Outra alegação seríssima também é a de Stansell, de novo, dizendo que Betancourt dissera aos guardas das Farc que os americanos trabalhavam para a CIA e todos tinham um microchip implantado nos corpos e que deveriam observados com a maior atenção. Stansell acrescenta: “Graças a ela, poderíamos ter sido executados”. 


E conta ainda que ela ajudou os guerrilheiros das Farc a revistar os americanos três dias antes da libertação. Ingrid Betancourt recusou-se a comentar as alegações dos americanos. Agora, com seu livro nas boas livrarias do ramo dos bons países do mundo, talvez essa história fique mais claro. Ou não. De qualquer forma, o mínimo – e quando eu digo mínimo é porque é mínimo mesmo – que se pode dizer é que a dama em questão é, na falta de uma palavra melhor, um enigma. 
Ivan Lessa

11 de nov de 2010

Jogadores de futebol e suas "simpaticas" esposas

Sneijder e Yolanthe Cabau Sergio Ramos e Amaia Peter Crouch e Clancy Forlan e Zaira Nara
Blanco e Galilea Montijo

Os emails de despedida da empresa...

O que as pessoas realmente querem dizer com os e-mails de despedida... Colegas Escravos, Chegou a minha vez de me despedir de todos vocês. Os últimos anos foram magníficos no desenvolvimento da minha carreira, mas é hora de partir em busca de novos desafios profissionais. Estou caindo fora desta merda. Após anos de exploração sem sentido, baixo salário e horas-extras não remuneradas, finalmente consegui arrumar um emprego melhor que este (o que não quer dizer grande coisa). Gostaria de deixar meus agradecimentos a todas as pessoas que de alguma forma me ajudaram durante todos estes anos. Sei que posso acabar esquecendo alguém, mas algumas delas merecem uma saudação a parte: Abaixo segue a lista das pessoas que transformaram a minha vida num inferno durante todos estes anos. Existem muitos outros fdps, mas não consigo lembrar o nome de todos: 1) Em especial fica um forte abraço para o Teixeira, meu chefe ao longo desta jornada, pelo aprendizado, dicas e também broncas; 1) Fdp, maldito corno, jamais cumpriu sequer uma das promessas que me fez. Sempre de mau humor, consegue a todo o momento desmotivar a equipe com sua incompetência e métodos pré-históricos de trabalho. 2) Para toda a equipe da Área de Pessoas, em especial para a Cristina, pela simpatia, disposição em resolver meus problemas e também por ter me selecionado (hehe); 2) A vaca do RH, pelo mau humor cotidiano e clara insatisfação em ajudar quem quer que seja. 3) A toda equipe de TI, que prontamente solucionou inúmeros problemas em nosso sistema; 3) As incompetentes da área de sistema, que demoram uma eternidade pra resolver qualquer problema em nossas máquinas, e normalmente o fazem com cara feia e má vontade. 4) A equipe do nosso escritório Regional do Rio de Janeiro, pela ajuda com nossos eventos; 4) Aos sanguessugas do escritório regional, incapazes de resolver qualquer problema por conta própria, fizeram eu perder inúmeros finais de semana para ajudar em situações que eles criaram. Fica aqui o meu grande abraço para todos vocês, pelas risadas, happy-hours, problemas resolvidos e desafios enfrentados. Tenho orgulho de ter feito parte desta família maravilhosa. Adeus para todos. Chega de fofoca, baixo nível, picuinha e palhaçada. Sei que conversaremos em breve. Nunca mais quero ver nenhum de vocês. Abraços. Vão todos ....

Quando entregar seu coração...

Não deixe de acreditar no amor, mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá, manifeste suas idéias e planos, para saber se vocês combinam, e certifique-se de que quando estão juntos aquele abraço vale mais que qualquer palavra. Luís Fernando Veríssimo

10 de nov de 2010

Estou precisando acordar cedo e sem tempo para malhar...

Pamela Anderson
Shakira
Britney Spears
Lindsay Lohan

À descoberta do Amor

Ensaia um sorriso e oferece-o a quem não teve nenhum. Agarra um raio de sol e desprende-o onde houver noite. Descobre uma nascente e nela limpa quem vive na lama. Toma uma lágrima e pousa-a em quem nunca chorou. Ganha coragem e dá-a a quem não sabe lutar. Inventa a vida e conta-a a quem nada compreende. Enche-te de esperança e vive á sua luz. Enriquece-te de bondade e oferece-a a quem não sabe dar. Vive com amor e fá-lo conhecer ao Mundo. Mahatma Gandhi

Ora (direis) ouvir estrelas!

"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto E abro as janelas, pálido de espanto ... E conversamos toda a noite, enquanto A via láctea, como um pálio aberto, Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto, Inda as procuro pelo céu deserto. Direis agora: "Tresloucado amigo! Que conversas com elas? Que sentido Tem o que dizem, quando estão contigo?" E eu vos direi: "Amai para entendê-las! Pois só quem ama pode ter ouvido Capaz de ouvir e de entender estrelas." Olavo Bilac

Máquina para gravar sonhos é possível, diz cientista

Um pesquisador nos Estados Unidos afirmou que tem planos para criar um dispositivo eletrônico de gravação e interpretação de sonhos. Moran Cerf, do Instituto de Tecnologia de Pasadena, na Califórnia (oeste do país), afirma que a "leitura dos sonhos" é possível baseada em um estudo inicial que, segundo o cientista, sugere que a atividade de células individuais do cérebro, os neurônios, é associada a objetos ou conceitos específicos. Em sua pesquisa Cerf descobriu que, quando um dos voluntários estava pensando na atriz Marilyn Monroe, um neurônio em particular foi ativado. Ao mostrar a voluntários acordados que participaram de seu estudo uma série de imagens, Cerf e seus colegas conseguiram identificar neurônios que eram ativados pelos objetos e conceitos. Ao observar qual neurônio se ativava e quando isso acontecia, os cientistas construíram uma base de dados para cada paciente. Com ela, Cerf alega que é, efetivamente, capaz de "ler as mentes” dos voluntários. Análise do sonho Há séculos são feitas tentativas de interpretar os sonhos; no Egito antigo, por exemplo, eles eram considerados mensagens dos deuses. Atualmente, análises de sonhos são usadas por psicólogos como uma ferramenta para compreender o inconsciente. Mas a única forma de interpretar os sonhos é perguntar para as pessoas depois que elas acordam. O objetivo do projeto de Moran Cerf e sua equipe é desenvolver um sistema que daria aos psicólogos uma forma de corroborar as lembranças destes sonhos com a visualização eletrônica da atividade cerebral durante o sonho. "Não há uma resposta clara para a razão de os humanos sonharem", disse Cerf. "E, uma das questões que gostaríamos de responder é quando nós criamos estes sonhos." No entanto, o cientista admite que há um longo caminho antes que a simples observação das reações de um neurônio específico possa se transformar em um dispositivo para gravar sonhos. Mas Cerf acredita que existe uma possibilidade e ele gostaria de tentar. Para isso, o próximo estágio de seu trabalho é monitorar a atividade do cérebro dos voluntários enquanto eles estão dormindo. Os pesquisadores vão conseguir identificar imagens ou conceitos relacionados com os que estão arquivados em sua base de dados. Mas, esta base de dados pode, na teoria, ser construída. Por exemplo, ao monitorar a atividade dos neurônios enquanto o voluntário está assistindo um filme. Eletrodos e sensores Roderick Oner, psicólogo clínico e especialista em sonhos britânico, acredita que este tipo de visualização limitada pode gerar interesse acadêmico, mas, por outro lado, pode não ajudar muito na interpretação dos sonhos ou em terapias. "Para isso você precisa da narrativa total e complexa do sonho", afirmou. Outra dificuldade com a técnica proposta por Moran Cerf é que, para conseguir o tipo de resolução necessária para monitorar neurônios individuais, os voluntários teriam que ter eletrodos implantados profundamente, por um processo cirúrgico, no cérebro. No estudo publicado na revista Nature, os pesquisadores americanos conseguiram os primeiros resultados ao estudar voluntários com o implante de eletrodos usados normalmente para tratar de convulsões cerebrais. Mas Cerf acredita que a tecnologia de sensores está se desenvolvendo em um ritmo tão acelerado que, com o tempo, poderá ser possível monitorar a atividade do cérebro sem a necessidade de cirurgias. "Seria maravilhoso ler as mentes das pessoas quando elas não podem se comunicar, como em pessoas em coma", disse o cientista. Interface Para o professor Colin Blakemore, da Universidade de Oxford, existe uma distância grande entre os resultados limitados obtidos no estudo do cientista americano e a possibilidade de gravar sonhos. Já foram feitas tentativas de criar interfaces para traduzir pensamentos em instruções para controlar computadores e máquinas. Mas, a maioria destas tentativas se concentrou em áreas do cérebro envolvidas no controle de movimentos. Os sistemas de monitoramento que Cerf pretende criar visam áreas mais sofisticadas do cérebro para poder identificar conceitos abstratos. O cientista americano afirma que as pesquisas e usos de um dispositivo que lê a mente de outra pessoa são muitos. "Por exemplo, em vez de escrever um email, você poderia apenas pensar o email. Ou, outra aplicação futurista, seria pensar em um fluxo de informações e ter estas informações escritas bem à sua frente", disse.
BBC

8 de nov de 2010

Relato de uma empregada

Aproveitando a ausência dos patrões, Dircinéia pega o telefone e fofoca com a amiga Craudete: -Oi Crau, hoje de manhã eu fui à feira. Antes de sair, meu patrão me pediu para eu trazer figo. Aí eu perguntei: - Figo fruta ou bife de figo? - O home ficou uma fera. Gente fina, seu Adamastor, num ligo não. Ele tem sistema nervoso. Também, com um emprego chato daqueles, vou te contar. Ele é Fiscal da Receita. Deve ser um saco ficar conferindo receita de médico o dia inteiro. Depois chegou o Adamastorzinho, o filho mais novo deles. Acabou de ganhar um carro todo equipado. Tem roda de maionese, farol de pilha, teto ensolarado e trio elétrico. Não sei por que trio elétrico num carro deve ser porque ele gosta de música baiana. - Cê num sabe da úrtima? Eu discubri que aqui nessa mansão que eu trabaio é tudo fachada! - Como assim, Dircinéia ?- pergunta a colega, confusa. - Nada aqui é dos patrão ! Tudo é imprestado! TUDO! Cê cridita numa coisa dessas ? Óia só: a rôpa que o patrão usa é dum tal de Armani... a gravata é dum tal de Perre Cardine... os moveis são do tal Luis quinzi, o carro é de uma tal de mercedes... nadica de nada é deles. - Nooooossa, que pobreza! - E além de pobre, eles são muito inxibido, magina que ôtro dia eu escutei o 'patrão no telefone falano que tinha um Picasso. - E num tem? - Que nada, fia... é piquinininho de dá dó !'

A fábula do vira-lata

Uma velha senhora foi para um safari na África e levou seu velho vira-lata com ela. Um dia, caçando borboletas, o velho cão, de repente, deu-se conta de que estava perdido. Vagando a esmo, procurando o caminho de volta, o velho cão percebe que um jovem leopardo o viu e caminha em sua direção, com intenção de conseguir um bom almoço .. O cachorro velho pensa: -'Oh, oh! Estou mesmo enrascado ! Olhou à volta e viu ossos espalhados no chão por perto. Em vez de apavorar-se mais ainda, o velho cão ajeita-se junto ao osso mais próximo, e começa a roê-lo, dando as costas ao predador ... Quando o leopardo estava a ponto de dar o bote, o velho cachorro exclama bem alto: -Cara, este leopardo estava delicioso ! Será que há outros por aí ? Ouvindo isso, o jovem leopardo, com um arrepio de terror, suspende seu ataque, já quase começado, e se esgueira na direção das árvores. -Caramba! pensa o leopardo, essa foi por pouco ! O velho vira-lata quase me pega! Um macaco, numa árvore ali perto, viu toda a cena e logo imaginou como fazer bom uso do que vira: em troca de proteção para si, informaria ao predador que o vira-lata não havia comido leopardo algum.. . E assim foi, rápido, em direção ao leopardo. Mas o velho cachorro o vê correndo na direção do predador em grande velocidade, e pensa : -Aí tem coisa! O macaco logo alcança o felino, cochicha-lhe o que interessa e faz um acordo com o leopardo.O jovem leopardo fica furioso por ter sido feito de bobo, e diz: -'Aí, macaco! Suba nas minhas costas para você ver o que acontece com aquele cachorro abusado!' Agora, o velho cachorro vê um leopardo furioso, vindo em sua direção, com um macaco nas costas, e pensa: -E agora, o que é que eu posso fazer ? Mas, em vez de correr (sabe que suas pernas doloridas não o levariam longe...) o cachorro senta, mais uma vez dando costas aos agressores, e fazendo de conta que ainda não os viu, e quando estavam perto o bastante para ouvi-lo, o velho cão diz : -'Cadê o filha da puta daquele macaco? Tô morrendo de fome!
Ele disse que ia trazer outro leopardo para mim e não chega nunca! ' Moral da história: não mexa com cachorro velho... idade e habilidade se sobrepõem à juventude e intriga. Sabedoria só vem com idade e experiência.

7 de nov de 2010

Monteiro Lobato - Politicamente Correto

Silêncio

É tão vasto o silêncio da noite na montanha. É tão despovoado. Tenta-se em vão trabalhar para não ouvi-lo, pensar depressa para disfarçá-lo. Ou inventar um programa, frágil ponto que mal nos liga ao subitamente improvável dia de amanhã. Como ultrapassar essa paz que nos espreita. Silêncio tão grande que o desespero tem pudor. Montanhas tão altas que o desespero tem pudor. Os ouvidos se afiam, a cabeça se inclina, o corpo todo escuta: nenhum rumor. Nenhum galo. Como estar ao alcance dessa profunda meditação do silêncio. Desse silêncio sem lembranças de palavras. Se és morte, como te alcançar. É um silêncio que não dorme: é insone: imóvel mas insone; e sem fantasmas. É terrível - sem nenhum fantasma. Inútil querer povoá-lo com a possibilidade de uma porta que se abra rangendo, de uma cortina que se abra e diga alguma coisa. Ele é vazio e sem promessa. Se ao menos houvesse o vento. Vento é ira, ira é a vida. Ou neve. Que é muda mas deixa rastro - tudo embranquece, as crianças riem, os passos rangem e marcam. Há uma continuidade que é a vida. Mas este silêncio não deixa provas. Não se pode falar do silêncio como se fala da neve. Não se pode dizer a ninguém como se diria da neve: sentiu o silêncio desta noite? Quem ouviu não diz. A noite desce com suas pequenas alegrias de quem acende lâmpadas com o cansaço que tanto justifica o dia. As crianças de Berna adormecem, fecham-se as últimas portas. As ruas brilham nas pedras do chão e brilham já vazias. E afinal apagam-se as luzes as mais distantes. Mas este primeiro silêncio ainda não é o silêncio. Que se espere, pois as folhas das árvores ainda se ajeitarão melhor, algum passo tardio talvez se ouça com esperança pelas escadas. Mas há um momento em que do corpo descansado se ergue o espírito atento, e da terra a lua alta. Então ele, o silêncio, aparece. O coração bate ao reconhecê-lo. Pode-se depressa pensar no dia que passou. Ou nos amigos que passaram e para sempre se perderam. Mas é inútil esquivar-se: há o silêncio. Mesmo o sofrimento pior, o da amizade perdida, é apenas fuga. Pois se no começo o silêncio parece aguardar uma resposta - como ardemos por ser chamados a responder - cedo se descobre que de ti ele nada exige, talvez apenas o teu silêncio. Quantas horas se perdem na escuridão supondo que o silêncio te julga - como esperamos em vão por ser julgados pelo Deus. Surgem as justificações, trágicas justificações forjadas, humildes desculpas até a indignidade. Tão suave é para o ser humano enfim mostrar sua indignidade e ser perdoado com a justificativa de que se é um ser humano humilhado de nascença. Até que se descobre - nem a sua indignidade ele quer. Ele é o silêncio. Pode-se tentar enganá-lo também. Deixa-se como por acaso o livro de cabeceira cair no chão. Mas, horror - o livro cai dentro do silêncio e se perde na muda e parada voragem deste. E se um pássaro enlouquecido cantasse? Esperança inútil. O canto apenas atravessaria como uma leve flauta o silêncio. Então, se há coragem, não se luta mais. Entra-se nele, vai-se com ele, nós os únicos fantasmas de uma noite em Berna. Que se entre. Que não se espere o resto da escuridão diante dele, só ele próprio. Será como se estivéssemos num navio tão descomunalmente enorme que ignorássemos estar num navio. E este singrasse tão largamente que ignorássemos estar indo. Mais do que isso um homem não pode. Viver na orla da morte e das estrelas é vibração mais tensa do que as veias podem suportar. Não há sequer um filho de astro e de mulher como intermediário piedoso. O coração tem que se apresentar diante do nada sozinho e sozinho bater alto nas trevas. Só se sente nos ouvidos o próprio coração. Quando este se apresenta todo nu, nem é comunicação, é submissão. Pois nós não fomos feitos senão para o pequeno silêncio. Se não há coragem, que não se entre. Que se espere o resto da escuridão diante do silêncio, só os pés molhados pela espuma de algo que se espraia de dentro de nós. Que se espere. Um insolúvel pelo outro. Um ao lado do outro, duas coisas que não se vêem na escuridão. Que se espere. Não o fim do silêncio mas o auxílio bendito de um terceiro elemento, a luz da aurora. Depois nunca mais se esquece. Inútil até fugir para outra cidade. Pois quando menos se espera pode-se reconhecê-lo - de repente. Ao atravessar a rua no meio das buzinas dos carros. Entre uma gargalhada fantasmagórica e outra. Depois de uma palavra dita. Às vezes no próprio coração da palavra. Os ouvidos se assombram, o olhar se esgazeia - ei-lo. E dessa vez ele é fantasma. Clarice Lispector

6 de nov de 2010

Fada - Victor e Leo

Fada, fada querida Dona da minha vida Você se foi Levou meu calor Você se foi mas não me levou Lua, lua de encanto Ouça pra quem eu canto Ela levou minha magia Mas ela é minha alegria Vejo uma luz, uma estrela brilhar Sinto um cheiro de perfume no ar Vejo minha fada e sua vara de condão Tocando meu coração (Refrão) Madrugada de amor que não vai acabar Se estou sonhando não quero mais acordar Minha história linda, meu conto de amor Algo aqui me diz que essa paixão não é em vão O meu sentimento é bem mais que uma emoção Eu espero o tempo que for Minha fada do amor Victor Chaves

Zona de conforto

Não é possível que uma pessoa motive outra. Ela pode, sim, despertar algo na outra, mexer em sua zona de conforto
Cláudio Tomanini

É difícil...

É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas.
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o.
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga.
É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar
alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça.
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o.
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...Mas, com certeza, nada é impossível
Precisamos acreditar, ter fé e lutar para que não apenas sonhemos, mas também tornemos todos esses desejos, realidade!
Cecília Meireles

5 de nov de 2010

Explica agora, Chico!

Importante é o que lhe interessa

Digamos que você queira diminuir seus gastos mensais, seja para estancar um desequilíbrio financeiro, seja simplesmente para aumentar a poupança em busca de um desejado objetivo de consumo.
Uma estratégia comum e bastante equivocada é a de começar a apontar os supérfluos e limar diversos focos de consumo corriqueiro.
Essa estratégia deve ser reconsiderada, pois raramente se percebe que os gastos descompromissados de pequeno valor, que alguns insistem em chamar de supérfluos, correspondem à fonte mais frequente de felicidade em nossas vidas.
Os pequenos gastos nem sempre são tão pequenos quanto se imagina quando os somamos ao final de um mês.
Mesmo o mais rudimentar dos controles financeiros nos ajuda a comprovar isso. Além disso, se chamamos de supérfluo aquele consumo que não nos traz utilidade, é difícil exemplificar um gasto supérfluo.
Não importa se a pessoa comprou 20 pares de sapato ou uma enorme coleção de canecas; se os bens comprados não eram necessários, talvez o ato de consumo tenha sido a necessidade de alguém frustrado com outros aspectos da vida.
Indubitavelmente, a melhor tradução de felicidade está nas grandes conquistas, como o primeiro emprego, ter um filho ou quitar a casa própria. Mas, será que podemos desprezar a felicidade que nos traz um cafezinho, uma revista ou uma "quick massage"? E a felicidade de dispor de parte de nossa renda para ajudar a uma causa humanitária?
Infelizmente, estamos habituados a dar mais importância a aspectos burocráticos de nossas vidas, como o padrão da moradia, do carro e da moda que temos no guarda-roupas, e a deixar em segundo plano aspectos de consumo que realmente individualizam nossa personalidade.
Abomino a ideia de, diante da necessidade de economizar, partirmos para a corrosão da felicidade familiar, sugerindo o banimento de hábitos individuais para viabilizar uma conquista de médio ou longo prazo.
Parece-me mais sensato economizar em poucas e grandes escolhas, trocando o automóvel da família por um mais barato, por exemplo, com o intuito de preservar a multiplicidade de fontes diárias de felicidade.
Pessoas mais felizes vivem melhor, dormem melhor, são mais criativas e produtivas. Isso tem a ver com consumo. Você conhece algum artista ou escritor famoso que não cultive excentricidades?
Por outro lado, você conhece algum relacionamento que resista à falta de hábitos que quebrem a rotina?
Obviamente, em algumas situações precisamos fazer sacrifícios e efetuar cortes radicais de gastos.
Não é má estratégia, desde que seja adotada de forma intensa, por prazo definido e não muito longo, e com o objetivo de alcançar uma grande recompensa. Fiz cortes radicais de gastos para viabilizar uma celebração de casamento especial.
Conheço jovens que poupam radicalmente para viabilizar um intercâmbio cultural. Isso não é problema, pois se trata de uma espécie de gincana -sacrificar-se para ser recompensado. Porém, quando o sacrifício estende-se por anos, deixa de ser gincana e passa a ser sofrimento. Inquestionavelmente, o hábito de poupar nos ajuda a multiplicar conquistas na vida. Porém, antes de começar os cortes de gastos, proponha-se a elaborar um ranking de prioridades entre seus hábitos de consumo mensais. É um bom exercício de autoconhecimento.
A ordem desse ranking deve obedecer ao sentimento de realização pessoal que cada hábito lhe traz. Quanto maior o prazer obtido, mais alta a posição no ranking.
Para alguns, estará no topo o cafezinho diário ou a verba do happy hour com os amigos. Para outros, a contribuição à igreja ou a associações assistencialistas. Há quem prefira garantir a verba para comprar roupas e estar na moda. Pouco importa.
O interessante é que, conscientizando-se de forma racional sobre a importância de cada gasto para você, será mais fácil identificar o que menos contribui para sua felicidade. Esse será o gasto a ser cortado para priorizar seus objetivos
Gustavo Cerbasi

4 de nov de 2010

Diferenças Pessoais


Para mim, não faz muita diferença se estou falando com um velho amigo ou com um novo porque sempre acredito que somos iguais: somos todos seres humanos. 


É claro que pode haver iferenças de formação cultural ou estilo de vida; pode haver diferenças quanto à nossa fé; ou podemos ser de uma cor diferente; mas somos seres humanos, constituídos do corpo humano e da nossa ente humana. 


Nossa cultura física é a mesma; e nossa mente e a nossa natureza emocional também são as mesmas. 


Onde quer que eu conheça pessoas, sempre tenho a sensação de estar me encontrando com outro ser humano, exatamente igual a mim. 


Creio ser muito mais fácil a comunicação com outros nesse nível. Se dermos ênfase a características específicas, como a de eu ser tibetano ou de ser budista, nesse casão há diferenças. 


Mas aspectos são secundários. Se conseguirmos deixar de lado as diferenças, creio que poderemos nos comunicar, trocar idéias e compartilhar experiências com facilidade.
Dalai Lama

3 de nov de 2010

Por Una Cabeza


Por Una Cabeza - Alfredo Le Pera 
Por una cabeza de un noble potrillo que justo en la raya afloja al llegar, 
y que al regresar parece decir: 
No olvidéis, hermano, vos sabés, no hay que jugar. 
Por una cabeza, metejón de un día de aquella coqueta y risueña mujer, 
que al jurar sonriendo el amor que está mintiendo, 
quema en una hoguera todo mi querer. 
 Por una cabeza, todas las locuras. 
Su boca que besa, borra la tristeza, calma la amargura. 
Por una cabeza, si ella me olvida qué importa perderme mil veces la vida, 
para qué vivir. Cuántos desengaños, por una cabeza. 
Yo jugué mil veces, no vuelvo a insistir. 
Pero si un mirar me hiere al pasar, sus labios de fuego otra vez quiero besar. 
Basta de carreras, se acabó la timba. 
¡Un final reñido ya no vuelvo a ver! 
Pero si algún pingo llega a ser fija el domingo, yo me juego entero. 
¡Qué le voy a hacer..!


Por Uma Cabeça De um nobre potro 
Que justo na raia Afrouxa ao chegar, 
E que ao regressar 
Parece dizer: 
Não esqueças, irmão, 
Você sabe, não há que jogar. 
Por uma cabeça, 
Paquera de um dia 
Daquela fútil E falsa mulher Que, ao jurar sorrindo, 
O amor que está mentindo 
Queime em uma fogueira 
Todo o meu querer. 
 Por uma cabeça, 
Todas as loucuras. 
Sua boca que beija, 
Apaga a tristeza, 
Acalma a amargura. 
Por uma cabeça, 
Se ela me esquece, 
Que me importa perder Mil vezes a vida, 
Para que viver? Quantos desenganos, 
Por uma cabeça. 
Eu joguei mil vezes, 
Não volto a insistir. 
Mas se um olhar 
Me atinge ao passar, 
Seus lábios de fogo 
Outra vez quero beijar. 
Chega de corridas, acabou o tesão. 
Um final renhido 
Já não volto a ver! 
Mas se algum matungo 
É barbada para o domingo J
ogo tudo que tenho. 
Que vou fazer...!

A letra da música fala de um apostador compulsivo em corridas de cavalo que compara seu vício pelos cavalos com sua atração por mulheres. 

 A música foi interpretada por numerosas orquestras de tango e recentemente passou a aparecer mais freqüentemente em filmes e na televisão - não só por sua inquestionável qualidade como também pelo termino do prazo dos direitos autorais, passando para domínio público (depois do aniversário de 50 anos da morte de Le Pera e Gardel). 
Singela homenagem a esta cidade mais do que maravilhosa, Buenos Aires

Tango

Um relatório elaborado por Cynthia Quiroga, psicóloga colombiana (o cantor Carlos Gardel morreu em 1935 na colombiana Medellín), integrante da Universidade de Frankfurt (Alemanha, terra onde foi inventado o bandonenón) afirma que o tango eleva o desejo sexual. A Universidade recomenda o tango para casais com problemas de baixa testosterona. Sexo à parte, o tango – ritmo musical do rio da Prata (pois é praticado em ambas margens, a uruguaia e a argentina) – foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. “O tango é uma dança que não é dorsal como o flamenco. O tango é postero-pélvico…sua representação é um simulacro erótico”. (do escritor espanhol Rafael Salillas em 1898) “…Dança-se entre um homem e uma mulher, mas sem cópula”.(Salillas, 1898) Para o escritor Jorge Luis Borges, o tango era “uma forma de caminhar pela vida”. Para o poeta Enrique Santos Discépolo, “um pensamento triste que pode ser dançado”. No exterior, o tango é a música emblemática que representa a Argentina, embora o mesmo gênero musical também seja símbolo do vizinho do outro lado do rio da Prata, o Uruguai. Os argentinos se ufanam da definição dada pelo filósofo americano Waldo Frank, que sustentou que o tango é “a dança popular mais profunda do mundo”. A palavra tango talvez seja a mais associada à Argentina em todo o planeta. A crise econômica de dezembro de 2001 foi chamada de “efeito tango” pela imprensa mundial. O caráter fatalista e pessimista que muitos argentinos exercem diariamente sobre a política, a economia e suas próprias vidas pessoais também é apontado como “um tango”. Mais do que triste, o tango é introvertido e introspectivo, ao contrário de outras danças populares que são extrovertidas e eufóricas. Para o escritor Ernesto Sábato, “somente um gringo pode fazer a palhaçada de aproveitar um tango para conversar e se divertir”. Segundo o autor, “um napolitano dança a tarantela para se divertir. O portenho dança um tango para meditar sobre seu destino”. O tango é multifacético. Suas letras falam da mãe “santa”, da turma de amigos, das ruas do bairro e da pérfida – e perdida – mulher que os abandonou. Mas além disso, o tango também fala do hedonismo e da aparência, das divisões sociais e dos picaretas. Ele também é frequentemente satírico, com letras que disparam ácidas farpas contra tudo e contra todos. Nascimento Na Argentina (no Uruguai a História é outra), mais do que ‘argentino’, o tango é portenho, já que o interior da Argentina seria melhor representado por outros ritmos, como o chamamé, o malambo e a zamba. O bairro da Boca não foi o berço do tango, ao contrário do que indicam certas lendas, especialmente de guias turísticos estrangeiros. O tango surgiu ao redor de 1877 no bairro de Montserrat, situado entre a Casa Rosada e o atual Congresso Nacional. Na época, ali residiam os descendentes dos escravos negros que haviam sido liberados em 1813. Em Montserrat, também chamado de “barrio del Mondongo”, os afro-argentinos organizaram-se em associações beneficentes, que de noite – em barracos de sapé – preparavam festas para angariar fundos. Nesses eventos, tocavam batucadas lânguidas, que para os escandalizados vizinhos brancos da área eram danças “luxurientas” e “indecentes” na coreografia. As reuniões em Monserrat-Mondongo muitas vezes acabavam subitamente com a intervenção da polícia, que aparecia para “colocar ordem” no lugar. Na época de carnaval as associações de afro-argentinos saíam às ruas para dançar ao som da batucada, denominada na região do rio da Prata como “candombe”. A rivalidade dos grupos – cada um queria mostrar que era melhor na coreografia – provocava confrontos sangrentos nas ruas. Por este motivo, depois de anos de incidentes, o governo ordenou a dissolução das associações. Sem poder sair às ruas, os afro-portenhos organizaram lugares exclusivos de dança, os “tambos”. Com esta palavra começa a polêmica sobre a origem do tango. Para alguns “tangólogos”, “tango” viria de “tambo”. Para outros, vem de “Xango”, ou “Xangô”, deus africano da guerra. A própria palavra “tango”, com essa grafia, apareceu em 1836 no “Diccionario Provincial de Voces Cubanas”. O livro define “tango” como “a reunião de negros para dançar ao som de seus tambores ou atabaques”. Outra teoria indica que “tango” vem de “tambor”. A polêmica e a discussão são elementos altamente cotados na mesa dos argentinos. Portanto, abundam versões sobre o assunto. Uma teoria indica que “tango” vem de “tang”, palavra pertencente a um dialeto africano que poderia ser traduzida como “aproximar-se, tocar”. Curiosamente, outra versão sustenta que a palavra vem do latim “tangere”, que também significa “tocar”. No espanhol antigo, “tangir” equivale a tocar um instrumento. Para complicar, no século XIX existia na Espanha um “tango andaluz”. E no México, no século XVIII, uma dança com o mesmo nome. Nenhuma dessas teorias (há várias teorias adicionais sobre a origem da palavra) foi comprovada. Os argentinos continuam dançando este gênero sem se preocupar por sua etimologia. Desta forma, os afro-portenhos tiveram que resignar-se a ficar dentro de seus “tambos”, dançando o embrião daquilo que em poucas décadas seria o tango tal como o conhecemos hoje em dia. A forma de dançar era – de certa forma – vagamente similar ao samba brasileiro atual: dança solta, eventualmente segurando o/a parceiro/a, além de muito requebro. Mas, nesse momento em que essa forma prototípica do tango está em plena ebulição nos lugares de encontros dos afro-argentinos, ocorre uma guinada que seria fundamental para o desenvolvimento do tango: o surgimento do “compadrito” nos “tambos”.
Ariel Palacios

1 de nov de 2010

Pensamento filosófico feminino

Do que adianta sermos gatas, se amamos os cachorros e eles querem as galinhas

O amor


O amor não é aquilo que te pega de surpresa e te deixa totalmente sem ar. O nome disso é asma. 


O amor não faz brotar uma nova pessoa dentro de você. O nome disso é gravidez. 


O amor não torna as pessoas mais bonitas. O nome disso é álcool.

Uso de energético para se bronzear favorece aparecimento de câncer de pele

A Mulher Melancia causou espanto e curiosidade esta semana ao usar no programa "A Fazenda" energético para se bronzear. Segundo ela, em casa, o bronzeador é refrigerante. Mas a prática pode causar câncer de pele, alerta a dermatologista do Hospital São Luiz Anália Franco, Samar Mohamad El Harati. "Essas substâncias queimam a pele, mas não bronzeiam por inteiro. Podem causar ardor e manchas. Em casos extremos, pode chegar a queimaduras de terceiro grau ou até gerar um câncer de pele", explica. A médica diz que estas bebidas possuem substâncias foto reagentes (substâncias que reagem à luz do sol) e destroem as células da pele. Ao tentar regenera-las, o organismo pode desenvolver um câncer. Mais um alerta, o óleo bronzeador também não é indicado e causa alguns desses efeitos em menor grau. "O recomendável é utilizar o protetor de fator no mínimo 30, de 2 em 2 horas, reaplicando quando entrar no mar ou na piscina". E a dica para ficar com aquele bronzeado sem prejudicar sua saúde? Ingerir alimentos como cenoura e mamão, que possuem substâncias que garantem um bronzeado saudável e duradouro. "Para acelerar o processo, pode-se procurar um dermatologista para que sejam desenvolvidas cápsulas que contenham as substâncias do mamão e da cenoura em maior quantidade", aconselha a dermatologista.
Lilian Ferreira

Cícero, há dois mil anos


Uma nação pode sobreviver aos idiotas e até aos gananciosos. Mas não pode sobreviver à traição gerada dentro de si mesma. 


Um inimigo exterior não é tão perigoso, porque é conhecido e carrega suas bandeiras abertamente. Mas o traidor se move livremente dentro do governo, seus melífluos sussurros são ouvidos entre todos e ecoam no próprio vestíbulo do Estado. 


E esse traidor não parece ser um traidor; ele fala com familiaridade a suas vítimas, usa sua face e suas roupas e apela aos sentimentos que se alojam no coração de todas as pessoas. 


Ele arruína as raízes da sociedade; ele trabalha em segredo e oculto na noite para demolir as fundações da nação; ele infecta o corpo político a tal ponto que este sucumbe. 
Discurso de Cícero, tribuno romano, no ano de 42 A.C.

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