20 de dez. de 2012

Walt Disney, Pato Donald e a loucura

Ícone da cultura do século 20 e figura incomparável no mundo do entretenimento infantil e familiar, ao qual conferiu nova dimensão. 

Desenhista transformado em produtor e mais tarde empresário, Walt Elias Disney encarnou ele mesmo o "sonho americano", que seus desenhos e películas contribuíram para criar. 

Nascido em Chicago, em 1901, foi criado com seus quatro irmãos no tranqüilo ambiente de um sítio da família no Missouri. Lá encontrou inspiração para desenhar animais, habilidade que seria a base de seu trabalho criativo posterior e do negócio colossal que perdura até hoje. 

Era ainda adolescente quando tentou alistar-se na marinha norte-americana durante a Primeira Guerra Mundial, mas sua idade só lhe permitiu ingressar na Cruz Vermelha, onde passou o último ano da guerra guiando uma ambulância que decorou com seus desenhos. 

De volta aos Estados Unidos, iniciou sua carreira como desenhista publicitário em Kansas City, com seu amigo e colega Ub Iwerks, e começou a aperfeiçoar suas técnicas de animação. Em 1922 fundou sua própria empresa, Laugh-O-Gram Films, dedicada a curtas-metragens animados baseados em contos infantis, mas o negócio não deu certo. 

No ano seguinte, mudou-se para Hollywood, onde, em sociedade com seu irmão Roy, fundou a Disney Brothers Cartoon Studio, embrião da futura Walt Disney Company. O estúdio produziu uma série de grande sucesso protagonizada pelo coelho Oswald, criado e desenhado por Iwerks. Depois de uma briga com a distribuidora, Disney perdeu os direitos de comercialização do personagem e teve de criar rapidamente outro. 

Assim nasceu Mickey Mouse. Com o tempo, Disney conseguiu evitar a participação de Iwerks na criação do novo protagonista dos cartoons. De acordo com seus críticos, era comum que ofuscasse o talento e o trabalho dos artistas que colaboravam com suas produções. 

Foi também criticado por mudar a essência dos contos infantis tradicionais, oferecendo versões "aguadas" e excessivamente adaptadas ao estilo de vida norte-americano. Em sua ânsia de estar sempre um passo à frente em tecnologia, estreou Steamboat Willie, o primeiro curta-metragem sonoro da história, que transformou Mickey em sucesso avassalador. O personagem passou a ser emblema da classe média norte-americana e herói popular de estatura mundial, assim como seu alter ego, Pato Donald. 

Pouco depois, o setor começou a falar da "loucura de Disney", que nada mais era que a aventura de criar e produzir o primeiro longa-metragem animado em língua inglesa e o primeiro em tecnicolor: Branca de Neve e os Sete Anões. Contra a opinião de seus colaboradores e de seu círculo familiar, Disney embarcou em um projeto que terminou sendo muito mais caro que o previsto, mas cativou multidões e se tornou a película de maior bilheteria de 1938, além de marcar o início de uma nova era na animação infantil. 

Disney introduziu em seus filmes, entre outras novidades, o som, a sincronização da música com o movimento, a cor e a câmera de múltiplos planos para conseguir efeito tridimensional. Conseguiu, também, transformar os desenhos animados em um sofisticado meio de expressão artística e um produto de consumo de massa. Anticomunista ardoroso, impediu que seus funcionários se sindicalizassem. A famosa greve que eles realizaram em 1941 arruinou a imagem paternalista e harmoniosa de Disney, mas não o fez ser rejeitado pelo grande público nem impediu que vários anos mais tarde a Walt Disney Productions se consagrasse como a maior empresa do mundo na indústria do entretenimento familiar. 

Disney expandiu seus negócios em todas as direções: desenhos, filmes, televisão, espetáculos e finalmente monumentais parques temáticos, como a Disneylândia, na Califórnia, e a Disney World, em Orlando, a cuja inauguração não chegou a assistir, porque faleceu em dezembro de 1966.
HSM Management



No dia 5 de dezembro de 1901, na cidade de Chicago, nascia o maior gênio do desenho animado de todos os tempos, Walter Elias Disney, quarto filho de uma família pobre.


Walt Disney, como é conhecido no mundo inteiro, foi um homem que sempre acreditou em seus sonhos e fez de tudo para realizá-los.


Decisão, vontade, persistência e muita criatividade eram as virtudes mais marcantes daquele homem que construiu um império, tendo como capital inicial apenas o seu talento artístico.

Seu lema era: "se nós podemos sonhar, nós podemos fazer".

E quem não conhece muitos de seus sonhos que viraram realidade e até hoje encantam adultos e crianças, como, por exemplo, o personagem Mickey Mouse, e Disneylândia, o primeiro parque temático do mundo?

Walt Disney não pretendia sensibilizar somente os corações infantis, conforme ele mesmo afirmou, certa feita: 

"não faço filmes especialmente dedicados às crianças. Chamemos a criança de inocência. Mesmo o pior de nós não é desprovido de inocência, ainda que ela esteja profundamente enterrada. Em minha obra, tento alcançar e falar a essa inocência".


Walt Disney não se deixou levar pelas circunstâncias desfavoráveis que o rondavam. Um dia resolveu segurar o leme de sua própria embarcação.

Eis o que ele escreveu:

"E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar...

Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las.
Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.
Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.
Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.
Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.

Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar.
Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tivesse sido.Deixei de me importar com quem ganha ou perde.

Agora me importa simplesmente saber melhor o que fazer.

Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.
Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de "amigo".

Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, "o amor é uma filosofia de vida".

Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser uma tênue luz no presente.
Aprendi que de nada serve ser luz se não iluminar o caminho dos demais.

Naquele dia, decidi trocar tantas coisas...

Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para tornar-se realidade.
E desde aquele dia já não durmo para descansar... simplesmente durmo para sonhar".

12 Maneiras de jogar fora sua Energia


Todas as vezes que escrevo sobre energias, mais precisamente sobre o relacionamento energético entre os seres humanos, recebo dezenas de mensagens de leitores reclamando e pedindo soluções para o roubo de energia. 

Essas pessoas sempre apontam colegas de trabalho, familiares, amigos e determinados locais como os responsáveis pela sua debilidade energética. 

Não posso negar que realmente existem pessoas complicadas e ambientes não muito agradáveis.

Hoje chamaremos a atenção de vocês para alguns aspectos importantes. Por mais que existam pessoas desequilibradas e difíceis nós é que somos responsáveis pela nossa energia e cabe a cada um de nós preservá-la e administrá-la da melhor forma possível. 

Existem “receitinhas”, orações, banhos, cristais e um arsenal de proteção, que são válidos e eficientes até um certo ponto. Só aquele que não assume a responsabilidade por suas venturas e desventuras é que sempre estará vulnerável às energias ao seu redor. Sabe por que o outro rouba a sua energia? Porque você deixa a porta aberta!!! E depois ainda diz que a culpa é do outro… 

Para ajudar a refletir, fiz uma listagem de doze atitudes (e olhe que a lista é imensa!) que gastam uma tremenda energia vital. Uma vez desvitalizado e sem proteção fica fácil para qualquer um chegar perto e perturbar seu equilíbrio. Use esta listagem também para pensar porque a prosperidade às vezes passa longe de você. 

A energia que seria usada para atrair o bem, a felicidade, o amor, o dinheiro acaba sendo gasta de forma inadequada. Confira a listagem e veja o que precisa ser modificado em sua vida! 

1. A falta de cuidado com o corpo e hábitos errados
Descanso, boa alimentação, bons banhos, exercícios físicos e o lazer sempre são colocados em segundo plano. A correria da vida diária e a competitividade das grandes cidades faz com que acabemos negligenciando aspectos básicos para a manutenção de nossa saúde energética.
Quando a saúde física está comprometida, a aura se ressente, ficando menor e menos brilhante, comprometendo nosso sistema de defesa energético. Os exercícios físicos são sempre úteis por nos ajudar a movimentar e eliminar as energias estáticas. As pessoas que são dependentes químicos apresentam verdadeiros rombos na aura e isso as predispõe a toda sorte de assédios espirituais e vampirismo energético.

2. Pensamentos obsessivos
Pensar gasta energia e todos nós sabemos disso: ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho corporal. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos e esse é, aliás, um mal do homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando muita energia. Pensamos tanto que não sobra vitalidade para tomar uma atitude concreta e, o pior, alimentamos ainda mais o conflito.
Devemos não só estar atentos ao volume de pensamentos, mas também à qualidade deles. Pensamentos positivos, éticos e elevados nos recarregam, ao passo que a negatividade e pessimismo consomem energia e atraem mais negatividade para nossas vidas. Relaxe e ouça uma música suave, mesmo que seja apenas por alguns poucos minutos. Durante esse tempo sua mente estará descansando. Quando a mente silencia, permite que sua intuição, seu anjo da guarda, Deus, Eu Superior ou o que você acreditar, converse com você e lhe traga inspiração e criatividade e isso se reverte em mais energia.

3. Sentimentos tóxicos
Se você sofre um choque emocional ou sente uma raiva intensa, pode estar certo, até o final do dia estará simplesmente esgotado energeticamente. Juntamente com a raiva você queimou altas doses de sua energia pessoal. Imagine agora um ser que nutre ressentimentos e mágoas, às vezes, durante anos seguidos.
De onde você acha que vem o combustível para alimentar esses sentimentos tão densos? Não é à toa que muitas dessas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas, afinal, a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade está sendo gasta na manutenção de sentimentos negativos. Medo gasta energia, culpa também, já a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos e elevados, como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima e principalmente a alegria e bom humor recarregam nossa energia e nos dão força para empreender projetos e superar obstáculos.

4. Fugir do presente
Onde eu coloco a minha atenção aí coloco a minha energia. É tendência frequente do ser humano achar que no passado as coisas eram mais fáceis: ‘bons tempos aqueles!'. Tanto os saudosistas, que se apegam aos prazeres do passado, quanto aqueles que não conseguem esquecer os traumas e desatinos de tempos atrás, estão colocando suas energias no passado. 
Por outro lado temos os sonhadores ou aqueles que vivem numa eterna expectativa do futuro, depositando nele sua felicidade e realização. Viver no tempo passado ou futuro faz com que sobre pouca ou nenhuma energia no tempo presente.
E é somente no presente que você constrói sua vida. O passado e o futuro dependem unicamente do seu momento presente. Aquele que vive sempre no tempo errado não tem em mãos uma dose de energia suficiente para se proteger das energias e locais densos.

5. Falta de perdão
Perdoar significa soltar. Soltar ressentimentos, mágoas, culpas. Soltar o que aconteceu e olhar somente para a frente e viver o presente. Quanto mais perdoamos, menos bagagem interior carregamos e gastamos menos energia alimentando feridas do passado. Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres e abertos para a felicidade. Aquele que não sabe perdoar os outros e a si mesmo, fica ‘energeticamente obeso’, carregando fardos do passado e isso requer muita energia.

6. Mentira pessoal
Todos nós mentimos ao longo de nossas vidas e sabemos quanta energia é gasta posteriormente para sustentar a mentira e, quase sempre, acabamos sendo pegos.Imagine agora quando ‘você é a mentira’.. Quanta energia gastamos para sustentar caras, poses, desempenhos que não são autênticos!
Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos. Quando somos nós mesmos a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço. O mesmo não é válido quando queremos desempenhar um papel que não é o nosso.

7. Viver a vida do outro
Ninguém vive só, através dos relacionamentos interpessoais evoluímos e nos realizamos. Mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio que traz senso de limite e respeito por si e pelo espaço do outro nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro, interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, será a frustração. Quando interferimos na vida alheia, nos misturamos com o carma negativo do outro e trazemos isso para nossa vida.

8. Bagunça e projetos inacabados
A bagunça afeta de forma muito negativa as pessoas, causando confusão mental e emocional. Um truque bem legal para os períodos confusos é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa, os documentos e tudo o que mereça uma boa faxina. À medida em que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem a mente e o coração.
Outra forma bem eficiente de perder energia é não terminar tarefas. Todas as vezes, por exemplo, que você vê aquela blusa de tricô que não concluiu, ela lhe diz inconscientemente: “você não me terminou! Você não me terminou! E isso gasta uma energia tremenda! Ou você termina definitivamente a blusa ou livre-se dela e assuma que não vai terminá-la. O importante é tomar uma atitude. O desenvolvimento do auto-conhecimento, da disciplina e da determinação farão com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão tempo e energia. E lembre-se, bagunça e sujeira são ótimas moradas para energias densas e desarmoniosas.

9. Afastamento da Natureza
A Natureza é nossa maior fonte de alimento energético e, além de nutrir, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energias. A competitividade, o individualismo e o estresse agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais.
Procure, sempre que possível, estar junto à Natureza. Você também pode trazê-la para dentro de sua casa ou local de trabalho. Além de um ótimo recurso decorativo, as plantas humanizam os ambientes, nos acalmam e absorvem as energias negativas e poluentes.

10. Preguiça, negligência
E falta de objetivos na vida. Esse item não requer muitas explicações: negligência com a sua vida denota também negligência com seus dons e potenciais e, principalmente, com sua energia vital. Aquilo do que você não cuida, alguém vem e leva embora. O resultado: mais preguiça, moleza, sono….

11. Fanatismo
Passa um ventinho: “Ai meu Deus! Tem energia ruim aqui!” Alguém olha para você: “Oh! Céus, ela está morrendo de inveja de mim!!!” Enfim, tudo é espírito ruim, tudo é energia do mal, tudo é coisa do outro mundo. Essas pessoas fanáticas e sugestionáveis também adoram seguir “mestres e gurus” e depositar neles a responsabilidade por seu destino e felicidade. É fácil, fácil manipular gente assim e não só em termos de energia, mas também em relação à conta bancária!

12. Falta de aceitação
Pessoas revoltadas com a vida e consigo mesmas, que não aceitam suas vidas como elas são, que rejeitam e fazem pouco caso daquilo que têm. Esses indivíduos vivem em constante conflito e fora do seu eixo. E, por não valorizarem e não tomarem posse dos seus tesouros – porque todos nós temos dádivas – são facilmente ‘roubáveis’.
O importante é aprender a aceitar e agradecer tudo o que temos - não confundir com acomodação. Quando você agradece e aceita fica em estado vibracional tão positivo que a intuição e a criatividade são despertadas. Surgem, então, as possibilidades de transformar a vida para melhor!
Gioconda Haisi

19 de dez. de 2012

Poema de Natal

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.

Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.
Vinicius de Moraes

O mundo não vai acabar em 2012. Mas o que vem depois?


Os maias não previram o fim do mundo. Segundo a ciência, nenhum planeta errante ou alinhamento cósmico vai acabar com Terra no dia 21 de dezembro. Mesmo assim, a humanidade vive em permanente risco

O planeta Terra existe há 4,6 bilhões de anos. Os primeiros sinais de vida surgiram há 3,8 bilhões, quando bactérias primitivas começaram a se formar a partir de rudimentares moléculas orgânicas. Dali em diante, por meio do processo de seleção natural, surgiram numerosas outras espécies de seres vivos, que transformaram o planeta outrora estéril em uma Terra cheia de vida. 

Há 200.000 anos, esse longo processo de evolução culminou nos Homo sapiens. Nos milênios seguintes, o homem construiu grandes civilizações por todo o planeta e, com avanço de sua tecnologia, começou até a explorar outros mundos. Para aqueles que acreditam no apocalipse maia, essa rica história tem hora marcada para terminar: no dia 21 de dezembro, próxima sexta-feira.
Segundo os profetas do fim do mundo, algum misterioso cataclismo deverá atingir a Terra nos próximos dias e pôr fim a toda a vida em sua superfície — dos homens às bactérias. Para os cientistas, no entanto, a profecia é uma bobagem. O mundo não acaba no ano 2012. Mas isso não quer dizer que a história do planeta — e da vida nele — vá durar para sempre. 
Os profetas do apocalipse maia se baseiam em inscrições realizadas em pedaços de pedra com mais de mil anos, descobertas no século 20 e mal interpretadas desde então. Essas inscrições representariam o calendário usado pelo povo maia, que duraria exatos 5.125 anos e teria fim precisamente no próximo dia 21. Daí para concluir que eles previram o fim do mundo foi um pulo. Um dos primeiros a destacar essa data foi o escritor americano — e teórico da Nova Era — José Argüelles. No livro O Fator Maia, escrito há 25 anos, ele misturou misticismo, astrologia e arqueologia para dizer que os maias previram que 2012 marcaria uma nova era de paz e harmonia na Terra. 
A ideia foi ganhando adeptos — principalmente dentro das fileiras do misticismo e da ufologia — e se transformando até que 2012 passasse a representar o fim da espécie humana. Com a proximidade da data, o apocalipse maia virou um fenômeno pop. Foi tema de filmes, revistas, livros, palestras. Segundo uma pesquisa da Ipsos Global Public Affairs, pelo menos 10% das pessoas ao redor do mundo sentem algum tipo de medo ou ansiedade em relação à data. Mas, quando elas acordarem no dia 22 e nada tiver mudado, existe um povo que elas não poderão culpar pelo engano: os próprios maias. 
Calendários e ciclos — Em outubro, líderes religiosos maias se reuniram na Guatemala. Eles faziam parte de um grupo chamado Oxlajuj Ajpop, que tem por função defender as tradições de seu povo. Todos se diziam ultrajados com o que estava sendo veiculado sobre as previsões de fim do mundo. "Nós estamos nos pronunciando contra a falsidade, as mentiras e a distorção da verdade, que nos transformam em folclore em busca de lucros. Eles não estão dizendo a verdade sobre os ciclos de tempo", disse Felipe Gomez, líder do Oxlajuj Ajpop à agênciaFrance-Presse
Os maias foram uma civilização avançada que habitou o sul do México e o norte da Guatemala entre os anos 1.800 a.C. e 950 d.C. Eles foram capazes de decifrar e prever o movimento de estrelas e planetas por anos. Pensavam também que pela leitura dos astros poderiam antever como as coisas aconteceriam aqui na Terra. Mesmo assim, nunca previram o fim do mundo. 
Acontece que o calendário mencionado pelos que esperam pelo apocalipse é apenas um dentre os muitos que os maias usavam. Ele é o calendário de contagem longa, que estipula grandes unidades de tempo. Nele, cada 20 anos (ou tuns, como eram chamados) formavam um katun. Cada 20 katuns formavam um baktun, sua maior unidade de tempo. Depois de 13 baktuns, ou 5.125 anos, o calendário recomeçava do zero. Segundo as evidências arqueológicas, é esse recomeço que está marcado para o próximo dia 21.
Mas isso não queria dizer muita coisa. Pesquisadores sérios, que se debruçaram sobre as inscrições, dizem que os maias encaravam o fim do calendário como o fim de uma era. Depois de chegar à data final, a contagem de tempo simplesmente recomeçaria – como os ocidentais fazem quando seu calendário chega ao dia 31 de dezembro. 
Não existe nenhum texto maia falando sobre o apocalipse propriamente dito. Já foram encontradas inscrições falando sobre eras anteriores e posteriores à atual. O arqueólogo William Saturno, da Universidade de Boston, encontrou no sítio arqueológico de Xultun, na Guatemala, murais maias representando cálculos matemáticos que iam até 7.000 anos no futuro, bem depois do previsto fim do mundo. 
Rota de colisão – Na verdade, a apocalipse maia tem mais a dizer sobre a sociedade atual do que sobre os próprios maias. Apesar de continuamente desmentidas por cientistas, as teorias do fim do mundo continuam aparecendo de tempos em tempos, estejam elas registradas em livros, como as profecias de Nostradamus, ou nos hardwares de computadores, como o Bug do Milênio. Os boatos apocalípticos sempre correram mais rápido do que o desmentido científico - e agora contam com a velocidade da internet. Uma simples busca no Google pelos termos maia e fim do mundo retorna 102.000.000 resultados. 
Uma das teorias mais populares que surgiram a partir da profecia maia diz respeito a Nibiru, um planeta desconhecido que iria colidir com a Terra no final de 2012. A ideia tem início nos escritos do autor azerbaijano Zecharia Sitchin. A partir de interpretações muito pessoais da mitologia babilônica, ele afirmava que a Terra teria sido colonizada por alienígenas vindo do planeta Nibiru, localizado além de Netuno e com uma órbita elíptica de 3.600 anos em torno do Sol. Apesar de contestado pelos historiadores, que diziam que sua ideia não tinha nenhuma base nos registros da Babilônia, a ideia prosperou, foi adotada por toda sorte de místicos nos anos 1990 e acoplada ao apocalipse maia. 
Uma busca no Google pelas palavras Nibiru e 2012 retorna 13.600.000 resultados. A repercussão do boato sobre um planeta invisível em rota de colisão com a Terra atingiu até mesmo os cientistas da Nasa. David Morrison, pesquisador do Instituto de Astrobiologia da Nasa, diz que recebe mais de 20 e-mails por semana perguntando sobre o tema e resolveu responder ao boatos em um texto postado no site da agência. "Para um astrônomo, as declarações persistentes sobre um planeta que está, ao mesmo tempo, próximo e invisível é ridícula", escreveu. 
Segundo o pesquisador, se o planeta existisse teria sido visto por milhares de astrônomos amadores. Além disso, desde o começo de 2012, o planeta estaria visível para qualquer um que olhasse para o céu. "Ninguém pode esconder um planeta que vai nos atingir em um ano." 
Outra teoria usada para explicar o fim do mundo próximo cita um excêntrico alinhamento cósmico que faria, no dia 21, com que a Terra, o Sol e o buraco negro no centro de nossa galáxia ficassem em uma mesma linha reta. Para os profetas, a gravidade decorrente desse processo causaria danos irrecuperáveis ao nosso planeta. Segundo a Nasa, no entanto, esse fenômeno é muito comum e não tem nenhuma consequência gravitacional bizarra. "Isso acontece todo dezembro, sem nenhuma consequência ruim, e não há nenhuma razão para esperar que 2012 será diferente de qualquer outro ano", disse David Morrison, em mais um documento em que a ciência rebate os boatos apocalíticos. 
Ciência do fim do mundo — Apesar de baterem de frente com os defensores do apocalipse maia, os cientistas não afirmam que a vida humana vá durar para sempre. Ao contrário, eles sabem que a história dos Homo sapiens, e da civilização que conseguiram construir no terceiro planeta do Sistema Solar, terá de chegar ao fim - em um futuro ainda distante. 
Daqui a um bilhão de anos, a radiação solar deve aumentar de intensidade a ponto de queimar o que estiver vivo e evaporar toda a água da Terra. Se o homem conseguir bolar algum jeito de sobreviver, em quatro bilhões de anos a Galáxia de Andrômeda deve se chocar com a Via Láctea, causando uma série de colisões estelares. 
Se a Terra passar incólume, em cinco bilhões de anos o Sol se tornará uma estrela gigante vermelha, e consumirá o planeta em suas chamas. 
Mas não é necessário esperar tanto tempo. No passado, extinções em massa já foram causadas pela atividade vulcânica e por mudanças climáticas. Há 65 milhões de anos, o impacto de um asteroide causou a extinção dos dinossauros. Não se sabe quando esses tipos de eventos podem voltar a acontecer. Segundo alguns cálculos, pelo menos 99% das espécies que já habitaram o planeta estão extintas. Até quando a humanidade pode driblar seu destino inescapável?
Com o avanço tecnológico, os prognósticos se tornam, paradoxalmente, menos otimistas. Por 200 milênios, os humanos foram capazes de sobreviver aos desastres naturais, mas agora começaram a criar seus próprios riscos. Foi só no século 20 que eles se tornaram capazes de criar uma tecnologia com potencial de exterminar toda a vida na Terra: a bomba atômica. Em 1947, pesquisadores da Universidade de Chicago criaram o Relógio do Juízo Final, para medir o quanto a humanidade está perto de acabar com sua própria existência. No início, só levavam em conta os perigos da guerra nuclear, mas já adotaram o aquecimento global em seus cálculos. Hoje, o relógio está a cinco minutos da meia-noite. 
Segundo o astrofísico inglês Martin Rees, professor da Universidade de Cambridge e autor do livro Hora Final - Alerta de Um Cientista (Companhia das Letras), as chances de a humanidade sobreviver ao século 21 são de apenas 50%. Isso por causa do desenvolvimento de novas tecnologias que podem ter impacto global, como o terrorismo biológico e a nanotecnologia. Em 2008, pesquisadores reunidos na Universidade de Oxford para participar da Conferência de Riscos Catastróficos Globais previram o risco de extinção humana no próximo século como sendo de 19%. O próprio astrônomo inglês Stephen Hawking propôs que a humanidade deve abandonar a Terra e colonizar outros planetas se quiser escapar da extinção. 
Correndo contra o tempo — Os cientistas, no entanto, não defendem que fiquemos parados frente a estes prognósticos desastrosos. Duas das mais importantes universidades do mundo já criaram centros dedicados a estudar os riscos que podem pôr fim à vida humana e a pensar, se possível, em modos de preveni-los. Em 2005, a Universidade de Oxford criou o Instituto do Futuro da Humanidade dentro de sua Faculdade de Filosofia. Em 2012, a Universidade de Cambridge uniu pesquisadores da filosofia, cosmologia e do desenvolvimento de softwares para dar início ao Centro para o Estudo do Risco Existencial. 
Segundo o filósofo Nick Bostrom, diretor do centro de Oxford, existem diversos tipos de eventos que podem ameaçar a humanidade. Em um dos primeiros estudos do tipo, ele classifica os riscos conforme sua localidade e intensidade. Existem eventos locais e toleráveis, como seria o caso de um intenso apagão que atinja todo o continente americano. É claro que esse tipo de desastre é preocupante e pode levar uma parte da humanidade de volta à era pré-industrial, mas mais perigosos são os eventos globais e terminais. Bostrom chama esse tipo de evento de Risco Existencial, pois levaria à extinção do Homo sapiens
O filósofo sustenta que os cientistas e governantes devem agir agora em relação a esses riscos, pois, quando acontecerem, não haverá tempo para reação. "Nossa abordagem aos Riscos Existenciais não pode ser a da tentativa e erro. Não existe oportunidade de aprender com o erro", escreve. Já existem diversos projetos nesse sentido. A Nasa mapeia o espaço em busca de todos os grandes asteroides e cometas que ameacem se chocar com a Terra. Pesquisadores se reúnem regularmente para estudar e inventar maneiras de combater o aquecimento global – embora os governos não costumem ajudar. Existem tratados internacionais de não proliferação de armas biológicas e nucleares. Cientistas de todas as partes do planeta fundaram grupos dedicados estudar maneiras seguras de desenvolver a nanotecnologia e a inteligência artificial. 
Com tanto em jogo, cada possível cenário catastrófico deve ser analisado, por mais inverossímil que pareça. Em 1983, o astrônomo Carl Sagan escreveu um documento sobre os perigos trazidos pelas bombas nucleares cada vez mais avançadas. Ele comparou o risco de uma guerra nuclear que matasse centenas de milhões de pessoas com o risco de uma guerra que exterminasse toda a humanidade – como parecia cada vez mais provável. "Se formos calibrar a extinção em termos numéricos, temos que incluir o número das pessoas de gerações futuras, que serão impedidas de nascer. A guerra nuclear põe em perigo todos os nossos descendentes, até quando os seres humanos seriam capazes de existir", escreve. Segundo seus cálculos, a extinção representaria a morte de mais de 500 trilhões de pessoas. "A extinção é a ruína de todo o empreendimento humano", conclui Sagan. Hoje, quando os perigos criados pelo homem são maiores e mais numerosos do que a guerra nuclear, o cuidado é ainda mais necessário. Baixar a guarda pode ser fatal.
Guilherme Rosa

18 de dez. de 2012

Feliz Navidad



Feliz navidad
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Recado de Natal

Um recado de servidor a cada coração amigo, ante o Natal de Jesus.

Nunca te deixes vencer pelo desânimo.

Acenda a luz da fé no próprio íntimo e segue adiante, trabalhando e servindo.

Diante das dificuldades que te desafiem, recorda aquelas outras que te figuravam inarredáveis e que superaste, sem conhecer as forças que te sustentaram nos transe amargos.

Considerando as crises que provavelmente surjam à frente de teus passos, rememora os perigos que te ameaçaram e dos quais te descartaste, ignorando de que modo conseguiste preservar a própria vida.

Suportando inquietações que se te agigantem aos olhos no cotidiano, lembra-te das aflições que passaste perante os sofrimentos de pessoas que se te fazem especialmente queridas, atiradas ao desequilíbrio e que regressaram à tranqüilidade, socorridas por energias que desconheces.

Se a provação te visita, asserena-te no amparo da fé e aguarda o auxílio imponderável da Espiritualidade Maior, que nem sempre registras.

Em qualquer tribulação, deixa que os teus sentimentos se acalmem e espera a intervenção da Providência Divina.

Não temas e serve sempre.

Os Mensageiros do Bem jamais nos abandonam.

Ainda mesmo nos dias em que a enfermidade do corpo te desajuste o campo orgânico, não te amedrontes e conta com o Amor da Vida Espiritual que jamais desfalece.

Seja qual for a prova ou a dor em que te vejas, serve e confia-te a Jesus, porque Jesus é a Presença da Bondade Infinita de Deus, diante da qual não existe o impossível.

Mensagem recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier

15 de dez. de 2012

Por que mulher usa salto?


Sempre me espanto com a capacidade que as mulheres têm de se equilibrar em saltos altíssimos e de caminhar com os pés inclinados, como um viaduto na montanha. 

Gosto de pés confortáveis. Sapato, para mim, quanto mais velho, melhor. Se me acostumo com um, uso até ficar em pedaços ou ser atirado no lixo por uma alma amiga preocupada com minha aparência. Meus amigos podem até gostar de sapatos. Mas não enlouquecem por eles. Fico me perguntando: por que mulher usa salto?

A primeira explicação seria, logicamente, a altura. Não vale por si só. Claudia Raia, por exemplo. Tem 1,78 metro. Mesmo assim, usa saltos altíssimos. Corre o risco de ser confundida com um coqueiro. 

Sim, alguns homens baixinhos usam saltos carrapeta para ganhar alguns centímetros. Chiquinho Scarpa, por exemplo. Já o vi de carrapetas. E me admirei pelo playboy mais famoso do país recorrer a esse subterfúgio. Não é pecado. O rei Luís XV também tinha essa vaidade, e o salto com seu nome sobrevive até hoje.

As mulheres preferem os altíssimos, de 10, até 15 centímetros. Finos. Algumas adotam espetos encravados nos pés. Um amigo psiquiatra explicou que é uma questão de autoestima: sentem-se mais belas, mais interessantes. Devolvi a questão: por que um sapato desconfortável melhora a autoestima? Eu ficaria em depressão. Refleti sobre o tema. Na China antiga, entre 3 e 8 anos, quatro dedos dos pés das meninas eram curvados para trás e enfaixados. O dedão ficava de fora para que o pé tivesse o formato de meia-lua. A partir daí, as faixas eram cada vez mais apertadas. 

De quando em quando, trocava-se o sapato para um número menor, para restringir o crescimento. O pezinho era um sinal de nascimento aristocrático e fetiche erótico do marido. A ponto de mostrarem, em pequenos pratos, os sapatinhos usados pelas mulheres. A prática só foi oficialmente proibida em 1949, por Mao Tse-tung. Durou mais de 1.000 anos.

Cinderela, no mundo ocidental – embora admita-se que o conto seja de origem chinesa –, vai na mesma onda. A fada ajuda a menina pobre a se vestir ricamente e lhe dá sapatinhos de cristal, que, aliás, deveriam ser muito desconfortáveis. Ela dança o tempo todo com o príncipe. Quando dá meia-noite, tem de fugir. E perde um dos sapatos na escada. Foi sorte ter perdido só o sapato. Correndo de salto, poderia ter rolado escada abaixo. Nesse caso o final seria outro. 

Mais tarde, o príncipe a reencontra, porque é a única moça do reino em cujos pés cabem o mimo de cristal. Detalhe: o príncipe não olhou para a cara dela durante o baile? A ponto de ser incapaz de reconhecê-la? Ou o príncipe tinha um problema neurológico, ou só ficou de olho nos sapatinhos. Para as almas ocidentais, fica a lição: um bom sapato é melhor para a ascensão social da mulher do que um diploma universitário, já que ninguém supõe que, nas horas vagas, Cinderela fizesse um curso pela internet.

Sapatos são fetiche, portanto. Há uma diferença entre os delicados sapatos chineses do passado, de seda, e os ocidentais, mais agressivos, em que o salto pode se transformar em punhal. Assassinato por um bom agulha é possível. Já vi em algum filme. Sabe-se que há podólatras, para quem um salto agulha é um ícone do desejo. Boa parte é composta de executivos gordinhos, que até gostam de chibatadas, muito distantes do príncipe de Cinderela, mas fazer o quê? Cada Cinderela tem o príncipe que merece.

Não é só questão de desconforto, é de saúde também. Soube de uma senhora baixinha que usou salto a vida toda. Não suportava a altura que a genética lhe concedera. Jamais tirava os saltos. Resultado: teve um encurtamento do músculo da panturrilha. Impossível voltar a andar descalça. Foi obrigada a fazer um sapato de salto especial, até para tomar banho. Mas continuou feliz. 

Problemas de coluna são comuns para quem usa salto com frequência. Outro dia, um podólogo me contou que é muito mais fácil tratar pé masculino. Os femininos têm calos, joanetes e unhas encravadas, no caso das adeptas de bicos finos. Diminuir o uso do salto seria, portanto, uma questão até médica. Mas adianta dizer?

Apesar das mudanças sociais, acredito que diferenças importantes entre os sexos sobrevivem. Mesmo com alguns adeptos dos carrapetas, usar sapatos de salto é uma delas. A maioria dos homens não cairá nessa. Nenhum executivo será bem-visto se comparecer na empresa de terno, gravata e salto agulha.
Walcyr Carrasco

14 de dez. de 2012

Consertando a roda de um avião no ar (1920)



Filmagem fabulosa, embora com a imagem de baixa qualidade, pelo equipamento precário daqueles tempos. Mas que nervos! 

Esta garota, Gladys Ingles, era membro de uma troupe de shows aéreos chamada Black Cats, atividade muito popular nos anos 1920. 

Gladys era caminhadora de asa ; neste filme ela mostra o seu destemor numa clássica apresentação, salvando um avião que havia perdido uma das rodas do trem de aterrissagem. 

É mostrada com uma roda sobressalente sobre suas costas, transferindo-se do avião de resgate ao outro que estava sem uma das rodas. Ela então se posiciona sob a fuselagem a poucos centímetros da hélice e instala a nova roda. 

Tudo isso sem paraquedas...! 

Certamente, isso é uma façanha que muitos mecânicos jamais tentariam com o avião no solo, com o motor funcionando. 

Ela morreu com 82 anos.

TPC


Se você já passou dos cinquenta, prepare-se porque logo, logo, vai começar a sofrer de TPC.

Para quem não está ligando o nome à coisa,explico: Tensão Pós Cinquenta.

Só os homens sentem isso, porque mulher não faz cinquenta nunca! No máximo...49!
Console-se, porque todo mundo um dia vai envelhecer.

Lembra-se de quando você tinha vinte anos? Você sofria por bobagens, como ter que usar creme anti-acne? Agora tem que usar gel para dor muscular e pomada para hemorroidas...

Você se apaixonava e achava que o teu coração te maltratava? Experimenta subir correndo um lance de escada agora...

O que é uma fimose diante de uma artrose? O que é um band-aid, diante de um emplastro?

O pior é quando você percebe que ao invés de ter quatro membros flexíveis e um duro, passou a ter quatro membros duros e um mole! O problema maior já não é aquela primeira vez que você não consegue dar a segunda e sim a segunda vez que você não consegue dar a primeira!

Agora, você nem se importa mais em tirar a roupa e não provocar desejo, não provocando riso, já tá ótimo!Aliás, sexo depois dos cinquenta, se você conseguir, é que nem pizza... mesmo ruim, tá bom!

Os médicos dizem que sexo depois dos cinquenta é importantíssimo! Ajuda na circulação sanguínea, nos batimentos cardíacos e que deve ser praticado no mínimo três vezes por semana!
Então você pergunta: -Com quem?

E, se você for casado, então... não existe a menor possibilidade que isso aconteça!
E se for solteiro e coroa, também não. E ainda dizem que depois dos cinquenta o homem fica mais sexy...só se for sex agenário..

Mas se você estiver solteiro, pode conseguir casar depois dos cinquenta e fazer sua lista de casamento numa farmácia...

Dizem que a vida começa aos quarenta... Verdade!

Só que em vez de um pediatra, você começa a frequentar um geriatra...
Em vez do teste do pézinho...vai ganhar o teste do dedinho: Um bom exame de próstata!
Depois dos cinquenta o romantismo muda para reumatismo... Mas, você pode correr atrás do prejuízo. Corra numa esteira, num parque, não importa...

Dica:
Depois da corrida, tome um açaí com prozac e meio viagra. Sua depressão vai desaparecer na hora...se você não morrer!

Um dos mais completos estudos sobre as causas de morte no mundo indicou que a obesidade mata mais do que a desnutrição nos dias atuais.



De acordo com o relatório da Global Health Burden, ligado à Organização Mundial de Saúde, cerca de 3 milhões de pessoas foram vítimas de obesidade mórbida em 2010. O número é três vezes maior que o de mortos for desnutrição.

Há vinte anos, o panorama era inverso.

Segundo um dos pesquisadores, o professor Alan Lopez, da Universidade de Queensland, na Austrália, o resultado surpreendeu. Ele ressaltou que embora esse seja um fenômeno mais acentuado nos países ricos, a obesidade também se tornou um problema nas nações em desenvolvimento.

"Foi surpreendente para nós a disseminação da obesidade em países em desenvolvimento. Não é como nos países ricos, mas (o fenômeno) está crescendo", disse.

BBC

5 de dez. de 2012

# partiu

Terra do Tio Sam. 
Até a volta, amigos !

Dave Brubeck - Take Five


Dave Brubeck, Legend of Jazz, Dies at 91
New York Times

Muito obrigado, Dave. 


O pianista de jazz Dave Brubeck, famoso por gravações comoTake Five e Blue Rondo a la Turk, morreu na manhã desta quarta-feira (5) no Norwalk Hospital, nos Estados Unidos, aos 91 anos de idade. As informações são do jornal Chicago Tribune.

Brubeck, que completaria 92 anos nesta quinta-feira, teve uma falência cardíaca, segundo a publicação. Russell Gloyd, produtor e empresário do músico, afirmou que ele estava em tratamento regular com seu cardiologista.

Lenda do jazz
Nascido em 6 de dezembro de 1920, Brubeck é considerado um dos maiores músicos do gênero principalmente em função de sua técnica ao piano e grande capacidade de improviso ao vivo.

O pianista teve seu primeiro contato com o instrumento que o acompanharia o restante de sua vida aos 4 anos de idade. Inicialmente não se interessou pela técnica e pelos estudos musicais, por isso sempre rejeitou a leitura de partituras.
Foi em 1942 que se formou na University of the Pacific, na Califórnia, e logo depois ingressou no exército, onde conheceu Paul Desmond, com quem mais tarde formaria o Dave Brubeck Quartet, que ainda contava com Joe Dodge e Bob Bates.

Take Five, escrita por Desmond, se tornou a melodia mais famosa do quarteto quando foi lançada, em 1959. Sua métrica ímpar tornou o disco referência entre os standards do jazz. 

Time Out
Escrita por Paul Desmond, Take Five está no disco Time Out, do Dave Brubeck Quartet, lançado em 1959. O álbum foi gravado em Nova York nos dias 25 de junho, 1º de julho e 18 de agosto daquele ano. Take Out ficou famoso por suas melodias distintas e principalmente por alternar suas métricas, fato que não era inédito no jazz, mas fugiu dos padrões musicais e mesmo assim teve grande relevância no mercado ao atingir um grande público e valor comercial.

4 de dez. de 2012

Os cabelos de Celeste


Um dia meu avô me apresentou a sua amante. Chamava-se Celeste e tinha o cabelo muito ruivo, desgrenhado, olhos muito azuis que me fitaram com um afeto risonho onde havia uma ponta de tristeza. 
Ela me beijou trêmula e carente como uma avó postiça. Eu era o único membro conhecido de uma família que a excluíra da vida. Ao mesmo tempo, ela se sentia vítima e traidora, o drama das amantes da época. 
Daí a melancolia que reprimia com seu sorriso. D. Celeste. "É de uma importante família de militares", dizia meu avô com secreto orgulho da namorada. "Que gracinha... você é xará do seu avô..." Eu não sabia o que era 'xará' - tinha uns 7 anos, no máximo. Meu avô não disse nada, mas eu via que entre os dois havia mais do que a amizade de colegas. Havia uma intimidade disfarçada, toques rápidos nos braços, carícias que paravam no meio, um cuidado suspeitoso comigo, tão pequeno para os segredos da vida.
Foi a primeira vez que eu a vi. A segunda vez foi muitos anos depois.
Minha mãe e minha tia sabiam do caso. Ouvia-as falando 'por alto' ao telefone, comentando o 'crime' de meu avô, referindo-se em código a ela, como 'a sujeitinha, a tal'. Minha avó, creio, não sabia de nada. O estranho é que eu via tudo, na lucidez infantil diante do óbvio. E era mais intrigante ainda o fato de que ela parecia com minha avó Zulmira, muito branca, olhos claros e cabelo desgrenhado, só que azul. Isso. Minha avó tinha o cabelo azul, pintado para esconder as madeixas brancas. Minha pobre avozinha sofria calada, entretida com suas plantinhas que ela cuidava com amor - "minhas bromélias, meus "dentes-de-leão", "minhas margaridas". No fundo de suas prováveis suspeitas havia o consolo de se sentir casada, com família, para a qual D. Celeste não existia.
Minha avó era culta, falava francês bem ("Cachez votre bonheur!", me dizia ela que, sem dúvida, escondia a sua "malheur".)
Um de seus orgulhos era ter cuidado do Manuel Bandeira numa fazenda onde o poeta tentava a cura da tuberculose: "Despejei muito balde de hemoptises, coitado"...
As amantes de antigamente eram quase partes da família, partes ocultas, agregadas ao sistema sagrado do lar, quase um 'serviço social'.
D. Celeste me deu um beijo longo, quando saímos da repartição. Meu avô deixou-me dar uma tragada em seu cigarro e falou para si mesmo: "Me ajudou muito essa 'criatura'..." Achei a palavra estranha - carinhosa e cruel. D. Celeste. E esse amor não foi um casinho de colegas não; durou mais de 30 anos - bodas tristes, cinzentas, bodas de nada.
Os anos passaram. Eu levava meu avô, já gagá, ao Jockey Club para conversar com os tratadores seus amigos: "A Garboza corre hoje, Ernani?" Não, seu Arnaldo, ela já morreu. "Tudo se misturava - passado e presente eram iguais."
Vovô já vivia numa cadeira de balanço que ele impulsionava com muita rapidez, quase violência, como se quisesse voar pela janela afora.
Havia um grande ódio que o movia: (pasmem) era um ministro, Ary Franco, hoje presídio no Rio. Ary Franco era do STF quando vetou algum pleito dos funcionários aposentados... Isso prejudicou meu avô e seus amigos para quem telefonava sem parar: "Esse demônio diminuiu nossa pensão!" Esse ódio era seu único assunto no fim da vida, quando contava compulsivamente as notas na carteira para ver se fora roubado.
Um dia, sua cadeira parou de balançar e ele ficou calado, imóvel repetindo uma frase baixinho. Era um endereço. Ele 'conversava' com alguém: "Rua Ana Nery, casa tal, número tal.. eu sei, você quer que eu vá aí. Mas, e minha família, Celeste, que que eu faço...?" Minha avó andava pela sala ouvindo aquela ladainha sem estranheza, arrumando seus bibelôs de faiança, uns anjinhos de asas, um elefantinho.
Por amor, por curiosidade perversa, sei lá, um dia resolvi levá-lo ao tal endereço.
Os cabelos dela agora eram brancos. Não se erguiam como a antiga coroa ruiva. Esfarripados, caídos, brancos. D. Celeste estava numa mesinha da varanda recortando revistas com uma tesoura, guardando os recortes numa caixa... Ela nem estranhou a chegada de vovô. Parecia continuar uma conversa antiga, interrompida há pouco.
"Veja só... Lembra do crime do Sacopã? A Marina era amante do Afranio e o tenente Bandeira matou ele... Agora está na caixinha."
Recortava notícias e olhava para meu avô com um sorriso orgulhoso.
"Agora guardo tudo - desde quando eu nasci. Tudo. Olha a manchete: 'Silvia Serafim, a meretriz assassina'. Ela matou o dono do jornal... Tudo que aconteceu na minha vida está aqui. Está quase cheia, olha... Esse menino cresceu hein? Seu xará!"
"E esse Ary Franco que cortou nossa pensão?... Aqui se faz, aqui se paga, desgraçado!...
"Olha esta capa do O Cruzeiro. É a Dana de Teffé, linda. O advogado matou ela! Aqui, ó, a chegada dos pracinhas... Olha, a Martha Rocha coitada... perdeu..."
Ficaram um tempo em silêncio... Meu avô sentou ao seu lado, olhar perdido no céu. E ela, dobrando jornal.
Eu via os corpos que se amaram, se enroscaram, eu imaginava braços e pernas enlaçados, a cabeleira ruiva entre seus dedos, os seios chupados, os gritos de amor, o suor nos corpos, agora tão magros e encanecidos.
"Olha nós dois aqui, em Caxambu." Ele pegou a foto e seus dedos se tocaram por um instante.
"É..."
"Tinha tango no hotel, lembra? Eu dançava bem..."
"É..."
Outra pausa. Vovô se ergueu, com minha ajuda...
"Já vou indo..."
D. Celeste nem olhou, entretida nos recortes: "Olha aqui, a Greta Garbo. Vi sua filha uma vez, na rua. Ela é a cara da Greta Garbo..."
Meu avô e eu saímos lentamente pelo portãozinho. D. Celeste ainda avisou: "Não volta tarde..."
Pouco tempo depois, minha avó morreu. O cabelo azul espalhado no travesseiro.
No velório, meu avô calado num canto. Falou da gripe espanhola. "Em 1918, morreu gente como mosca. Eu escapei."
Ele já não entendia nada, mas seus olhos brilhavam como janelas para um passado remoto. Toda sua vida passava em alta velocidade. Fitou-me com um sorriso divertido e amargo e disse, como uma sentença: "Puta que pariu, seu Arnaldinho..."
Ali estava o resumo de sua vida.
Arnaldo Jabor

3 de dez. de 2012

Carta para Luciano Huck



Luciano, você bebeu antes de dirigir. Fez merda. Mas não se preocupe: Para a maioria do país, comunicador FDP não é aquele coloca a vida dos outros em risco, é aquele que fala o que pensa. Fique tranquilo.

No fundo você está pensando: "Só bebi um pouquinho e estava a 20 Km/h. Essa lei é muito radical no Brasil e com a dose que bebi, eu não seria sequer multado em nenhum outro país". Não é isso que está na sua cabeça? Eu sei que é. Eu conheço cabeça de playboy inconsequente.
Mas é claro que você não vai dizer nada disso. Sabe porque? Porque dizer o que pensa é mais arriscado do que dirigir alcoolizado. Você nunca falou nada que desagradasse o seu público, não é em um momento de crise que você irá fazer isso, tô certo?

Você não vai jogar fora toda uma credibilidade construída durante anos de assistencialismo barato na TV, não é?

Para se sair bem desta, segue a minha dica: Fala que não agiu certo. Isso. Veste aquela máscara de celebridade arrependida e vai pra TV fazer de conta que você se importa com o assunto. Melhor ainda… faz campanha contra a combinação direção + álcool. Perfeito! Nossa, vai pegar super bem! O povo vai te amar ainda mais.

Genial.

Bem... nem sei porque estou aqui dando dicas. Você sabe muito bem o que fazer, afinal, teatrinho falso na TV é a tua especialidade.

Tenho certeza que tudo vai acabar bem.

E da próxima vez, se não for atrapalhar muito a sua vida, tenta não colocar a vida dos outros em risco. Pega um táxi, seu bosta.
Rafinha Bastos

2 de dez. de 2012

Uma pequena notícia cultural para variar

David regressa à Itália

Depois de dois anos emprestado aos Estados Unidos, David - obra de Michelangelo - foi devolvido a Itália.











Transtorno afetivo bipolar


O transtorno afetivo bipolar era denominado até bem pouco tempo de psicose maníaco-depressiva. 
Esse nome foi abandonado principalmente porque esse transtorno não apresenta necessariamente sintomas psicóticos. 
Na verdade, na maioria das vezes, esses sintomas não aparecem. 

Com a mudança de nome, esse transtorno deixou de ser considerado uma perturbação psicótica para ser considerado uma perturbação afetiva.
O início desse transtorno geralmente se dá em torno dos 20 a 30 anos de idade, sendo mais raro em idades avançadas. O início pode ser tanto pela fase depressiva como pela fase maníaca, começando gradualmente ao longo de semanas, meses ou abruptamente em poucos dias. 

Além dos quadros depressivos e maníacos, há também os quadros mistos (sintomas depressivos simultâneos aos maníacos). Aceita-se a divisão do transtorno afetivo bipolar em dois tipos: o tipo I e o tipo II. O primeiro é a forma clássica em que o paciente apresenta os episódios de mania alternados com os de depressão. Já o segundo tipo caracteriza-se por não apresentar episódios de mania, mas de hipomania (leve exaltação do humor) com depressão. 

A causa, propriamente dita, é desconhecida. Porém, a genética tem grande influência, pois, em média, 85% dos casos tem algum parente na família com mesmo transtorno.
No presente texto não cabe falarmos sobre tratamento, pois o tema é extenso. O principal motivo da coluna desta semana é abordar como a própria pessoa, portadora do transtorno, pode fazer por ela mesma. O paciente com transtorno bipolar do humor tem uma doença que costuma durar a vida toda, que se mantém sob controle com tratamento adequado. Cabe a ele o esforço de manter o tratamento: é ele quem toma os medicamentos. Ninguém pode forçá-lo, a não ser em situações que ponham em risco a sua segurança ou a de outros. 

Portanto, se você é portador do transtorno bipolar, comprometa-se com o tratamento, discuta dúvidas com seu médico, a eficácia e efeitos colaterais dos medicamentos. Mantenha uma rotina de sono adequada, pois a redução do tempo total de sono pode desestabilizar a doença. Evite álcool, já além de interagirem com as medicações, também agem no cérebro aumentando o risco de novas crises. Se tiver insônia ou inquietação, não se auto-medique converse com seu médico. 

Evite outras substâncias que possam causar oscilações no seu humor, como café em excesso, antigripais e antialérgicos, pois podem ser o estopim de novo episódio da doença. Enfrente os sintomas sem preconceito, discuta-os com seu médico ou terapeuta. Lembre-se, você está bem por estar tomando a medicação, pois se parar de tomá-la, os sintomas podem voltar sem prévio aviso. 

É preciso manter-se alerta para o aparecimento dos primeiros sintomas, como insônia, irritabilidade e inquietação. Por isso, a participação pró-ativa é de suma importância. Fique atento aos sintomas de uma nova crise depressiva ou maníaca e tome nota de tudo que ocorrer. Aproveite os períodos de “calmaria” para se redescobrir. A aceitação e o entendimento do transtorno é o melhor remédio. É isso que confere qualidade de vida aos portadores desta patologia: conhecimento.
Telmo Diniz

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