26 de ago. de 2013

Conheça os ricaços que não deixarão suas fortunas para os filhos


Warren Buffett


O magnata dos negócios Warren Buffett é um excelente investidor e filantropo. Presidente do conselho e diretor executivo da Berkshire Hathaway, ele prometeu doar 99% de sua fortuna antes de morrer. Começou anunciando o direcionamento de 83% para a Fundação Gates, de acordo com a revista "Fortune". Buffett afirmou que quer dar aos seus filhos "o suficiente para que eles sintam que podem fazer tudo, mas não o bastante para que eles acharem que não precisam fazer nada".

Michael Bloomberg


O empresário e político norte-americano Michael Bloomberg recebe um dólar por ano por seu trabalho como prefeito de Nova York. Isso porque seu patrimônio líquido já está acumulado em 19,5 milhões de dólares. Mas Bloomberg também é um ávido filantropo e já doou milhões para a Universidade Johns Hopkins, a Carnegie Corporation e diversas instituições sem fins lucrativos. Em carta à "The Giving Pledge" - uma campanha que estimula as pessoas mais ricas do mundo a doarem grande parte de suas fortunas para causas sociais -, ele afirmou que "boa parte do meu patrimônio será doado daqui a alguns anos ou deixado para a minha fundação".

Gene Simmons


Guitarrista, baixista e fundador da banda de rock Kiss, Gene Simmons pode ser considerado um homem que construiu sua carreira sozinho. Nascido em Israel, ele se mudou para o bairro do Queens, nos EUA, com a mãe e começou um grupo que acabaria vendendo mais de 100 milhões de discos ao longo dos anos. Simmons quer o mesmo para seus filhos Nick e Sophie. Ele disse para a CNBC (um canal de negócios da NBC) uma vez que "em termos de herança, eles terão o suficiente para viverem seguros, mas não ficarão ricos com a minha fortuna. Isso faria com que eles levantassem todos os dias da cama e saíssem para trabalhar, traçando os próprios caminhos". Ainda não se sabe para onde vão os 300 milhões de dólares do roqueiro depois que ele se for.

Bill Gates


O fundador e CEO da Microsoft, Bill Gates, é o segundo homem mais rico do mundo, segundo a Forbes. Mas ele e a esposa Melinda não estão interessados em guardar o dinheiro para eles mesmos ou para os filhos. "Eu não iria gostar da ideia de dar tudo para os meus filhos. Isso não seria bom para eles ou para a sociedade", disse ao jornal "The Sun", em 2010. Em 1994, o casal fundou a fundação Bill & Melinda Gates, que hoje já possui 37 bilhões de dólares em ativos e ajuda a desenvolver pesquisas para cura da Aids. A organização foi a responsável pela criação da campanha "The Giving Pledge", que convida as pessoas mais ricas do mundo a doar grande parte de suas fortunas.

Jackie Chan


O ator Jackie Chan anunciou em 2011 a decisão de doar metade da sua fortuna para associações de caridade quando morrer. Ele ainda acrescentou que não planeja deixar para seu filho Jaycee todos os milhões de dólares que ganhou ao longo da carreira. "Se ele for capaz, vai saber ganhar o próprio dinheiro. Se não for, estará apenas desperdiçando o meu", declarou ao canal "NewsAsia"

Pierre Omidyar


Desde que Pierre Omidyar se tornou um bilionário, aos 31 anos, o fundador do eBay fez das doações um trabalho. A maioria de sua fortuna vai para os mais necessitados ao invés de para seus três filhos, de acordo com a revista "Forbes". Ele iniciou sua participação no "The Giving Pledge" em 2010 e continuamente transfere ações do eBay para o seu próprio fundo filantrópico chamado Omidyar Network. Pierre e a esposa são os maiores doadores para a campanha que luta contra a indústria do tráfico humano.

Nigella Lawson


A chef de cozinha Nigella Lawson é uma autora britânica best-seller e uma personalidade televisiva. Fez a sua fortuna antes mesmo de se casar com magnata da publicidade e colecionador de arte, Charles Saatchi. Embora ela tenha nascido em uma família rica, não pretende dar a mesma vantagem aos seus dois filhos. "Estou determinada a não deixar meus filhos em uma situação financeira segura. Não ter que ganhar dinheiro é um fato que destrói as pessoas", afirmou. Ela justificou dizendo que não pretende deixar seus filhos completamente desamparados financeiramenta, mas acrescentou que eles terão de se sustentar quando terminarem a escola

Ted Turner


Robert Edward Turner, magnata da mídia e filantropo conhecido como Ted Turner, é um dos grandes sócios do grupo Time Warner. Conhecido não só por ganhar dinheiro, também é popular por fazer recorrentes doações. Depois de fazer sua fortuna com a fundação dos canais CNN e TBS, Turner já chegou a doar literalmente bilhões de dólares para causas sociais, como a Fundação das Nações Unidas. O empresário tem cinco filhos, frutos de três casamentos, mas eles não devem esperar uma gorda herança do pai, que disse, em 2010, estar "quase à beira da pobreza" e que só queria dinheiro suficiente para cobrir os gastos quando ele morrer.

Andrew Lloyd Webber


Tendo acumulado centenas de milhões de dólares e se tornado um dos maiores compositores teatrais do mundo, Andrew Lloyd Webber pretende usar sua fortuna para encorajar o ensinamento das artes. Ele disse uma vez que "testamento é uma coisa que você começa a pensar quando chega na minha idade. Eu não acho que deveria ter peso sobre crianças e netos. Ele deve ser usado para inventivar as artes". Os cinco filhos do compositor ficarão com o suficiente para se manterem, mas a maior parte irá para programas de arte.

George Lucas


O produtor e diretor George Lucas começou a participar da campanha "The Giving Pledge" em julho de 2010, prometendo doar, pelo menos, metade da sua fortuna para instituições de caridade. "Dedico a maioria de todo o meu dinheiro no aprimoramento da educação", disse. Pai de quatro filhos, George declarou que iria vender a LucasFilm para a Disney por 4 bilhões de dólares e destinaria toda a renda para doação.

Revista Veja

Trauma


O significado psicanalítico da palavra “trauma” refere-se a um fato – realmente acontecido – de que tenha tido alguma importante repercussão no psiquismo do sujeito. 

No inicio da sua obra, Freud partiu da concepção de que o conflito psíquico era resultante das “repressões” impostas pelos traumas de uma sedução real, de fundo sexual, que suas jovens pacientes histéricas teriam sofrido quando meninas por parte do pai.

Freud enfatizava que essas repressões depositadas no inconsciente retornavam ao consciente sob a forma de sintomas. Daí ele postulou que “os neuróticos sofrem de reminiscências” e que a cura consistiria em “lembrar o que estava esquecido”. A teoria do trauma está datada no que refere ao seu sentido mais geral. Mas em contexto específico continua a ser válida e bastante importante.

Quando houve, de fato, uma sedução prematura por parte de um adulto ou criança mais velha (não necessariamente o pai), a probabilidade da criança ter sido traumatizada pela experiência é bastante elevada e a resposta do psiquismo a um acontecimento traumático é muitas vezes (mas não sempre) a ativação da repressão como mecanismo de defesa principal. Quanto mais grave foi o trauma infligido e/ou vivido, mais intensa será a força da repressão.

A substituição lenta e progressiva da repressão por outro(s) mecanismo(s) de defesa mais adequado permite a emergência para níveis pré-conscientes e/ou conscientes da vivência traumática e esse maior acesso à consciência facilita a elaboração e metabolização dos afetos e memórias anteriormente reprimidos e escondidos.

A inferência generalista de que “os neuróticos sofrem de reminiscências” não é considerada válida pela psicanálise atual. A psicanálise também já não tem por objetivo “lembrar o que estava esquecido”, se bem que em alguns momentos do processo analítico isso pode ser importante ou até mesmo fundamental.
David Zimerman

22 de ago. de 2013

A dimensão de Deus

Joan Miró
Em uma grande imensidão o planeta Terra move-se compassado e constante e a matéria vibra nas mais diversificadas expressões.

É muito interessante observar que a harmonia existente em todo o mecanismo do universo apresenta combinações e desígnios determinados, o que revela a existência de um poder inteligente por trás de tudo. Analise comigo, é algo bonito de se pensar. Algo gerou movimento e forneceu o primeiro impulso vibratório do universo.

Isso é óbvio e bem tranquilo, e não há o que se discutir. O universo não poderia ter originado a si mesmo. Está certo que sabemos que a energia faz movimento, todavia a matéria não tem características de espontaneidade. Uma das coisas que aprendemos na física é que não existe efeito sem causa. Logo, o próprio universo apresenta uma causa, afinal, não tem como nós atribuirmos a formação inicial do universo ao acaso. Isso seria algo muito insensato. O acaso não pode, de forma alguma, produzir os efeitos que a inteligência produz.

Onde queremos chegar neste início? No início de tudo, que é Deus. Naquele ponto em que duvidar da existência de Deus é o mesmo que negar que todo efeito apresenta uma causa. Ora, ora, nenhum homem de bom senso pode considerar o acaso como sendo um ser inteligente. Não tem jeito. Afinal, o acaso não é nada, e não acreditar em Deus é acreditar que o nada possa fazer algo.

E um acaso inteligente, por outro lado, já deixaria de ser acaso. Sendo assim, não podendo nenhum ser humano criar o que a natureza produz, a causa inicial é uma inteligência superior à humanidade. Procurando pela causa de tudo que não é obra do homem, a razão por si só dirá acerca da prova da existência de Deus. Porque não sendo possível o universo ter criado a si mesmo, e não podendo ser obra do acaso, há de ser obra dele. E se o poder de uma inteligência é julgado pelas obras, e se pelas obras se conhece o autor, basta ver a obra e procurar pelo autor. A própria inteligência humana tem uma causa.

Essa coisa de ateísmo ou de incredulidade absoluta no fundo não existe. Não passa de conversa e de mero jogo de palavras. É que no íntimo todos os espíritos se identificam com a ideia de Deus. Trata-se de algo inato, como é inato o instinto de preservação. Nós já renascemos trazendo conosco essa ideia da concepção divina, já existe em cada um de nós esse sentimento instintivo da essência de Deus. Esse sentimento íntimo que trazemos acerca da existência de Deus não pode ser fruto da educação, pois se assim fosse não existiria nos selvagens, como existe. E se esse sentimento da existência de um ser supremo fosse tão somente produto de um ensinamento, ele com certeza não seria universal como é, e não existiria senão naqueles que houvessem podido receber esse ensino, conforme se dá com as noções científicas. 

Deus é amor absoluto, ao passo que nós somos o amor em crescimento. Ele constitui a perfeição suprema, enquanto nós estamos matriculados, ainda, na escola viva do "sede perfeitos". Ele é a inteligência suprema e nós somos os princípios inteligentes em desenvolvimento. Então, tem uma coisa interessante: à medida que vai se abrindo a nossa linha de abrangência perceptiva a nossa proposta acerca da perfeição se amplia, porque ela sempre está limitada à concepção que nós temos de Deus, dentro da nossa ótica. Não é isso?

O conhecimento e a identificação com o criador será atingida e sentida pela humanidade. Nós aprendemos muito acerca de Deus com a vinda do Cristo entre nós. Ele nos apresentou Deus numa nova dimensão, não aquele Deus filosófico, estático, mas o Deus dinâmico, misericordioso. Antes de Jesus nós não tínhamos essa ideia. E o que é bonito é que a cada passo que nós damos no plano do crescimento mais a nossa consciência se abre acerca da grandeza de Deus.

Embora não seja possível compreender a fundo a natureza divina, à medida que o homem se eleva além da matéria consegue entender melhor algumas de suas perfeições. É que muitas questões estão bem acima da inteligência do homem mais inteligente, e cuja linguagem, restrita às ideias e sensações, não podem exprimir de forma adequada. Nós não sabemos tudo o que é Deus, e estamos longe de saber, mas por outro lado sabemos o que ele não pode deixar de ser. Por exemplo, ele é eterno e eterno não tem nem princípio nem fim. Porque se Deus tivesse tido princípio ele teria saído do nada ou, então, ele também teria sido criado por um ser anterior a ele. Assim, fica fácil entender que tudo reside na sabedoria divina e que a sua possibilidade alcança o impossível. 

Não se pode entender Deus dentro das propriedades que conhecemos acerca da matéria, sem que ele fique rebaixado ante a nossa compreensão. A sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria. Se assim não fosse ele não seria imutável, uma vez que estaria sujeito às transformações da matéria. E ele é imutável.

Se estivesse sujeito a mudanças todas as leis que regem o universo não teriam estabilidade. Ele é único, porque se muitos deuses existissem não haveria unidade de vistas e de poder na ordenação do universo. E por ser único Ele é onipotente. Caso não dispusesse do poder soberano algo com certeza haveria mais poderoso ou tão poderoso quanto ele. Sem contar que se assim não fosse ele não teria feito todas as coisas, e as que não houvessem sido feitas por ele seriam obras de outro Deus. Em suma, Deus existe, e saber isto para nós já está de bom tamanho, já é o essencial. Ele tem os seus mistérios e pôs limites às nossas restritas investigações. Não vamos ficar nessa de querer entrar num labirinto de onde não podemos sair, uma vez que não há como penetrar o impenetrável. Sua inteligência suprema está revelada em suas obras.

É verdade que todos trazemos dentro de nós as raízes da divindade. Não deve ser novidade para ninguém, uma vez que o próprio Jesus disse com muita propriedade "vós sois deuses". Agora, a grande questão nessa afirmação é que por mais que a gente cresça, por mais que a gente avance, tanto na horizontal como na vertical da evolução, esse deus presente em nós nunca vai ter uma expressão maiúscula.

Seremos sempre "deuses", no minúsculo. Crescer é imperativo que não se discute.

Jesus também disse "sede perfeito", outro imperativo que não tem como desaparecer da nossa vida. Agora, temos que ter em conta que nunca iremos chegar naquele ponto de estarmos perfeitos ou de sermos perfeitos. Nunca. Não vamos. Porque por mais que possamos nos aperfeiçoar haverá sempre o "sede" na frente. Deu para captar? Então, se algum dia você se propuser de fato a ser perfeito você já declarou nula a sua proposta, e fim de conversa. Porque você vai ficar igual a Deus e aí não tem como. Como se diz no ditado popular, aí é "viajar na maionese".

E veja que interessante estes dois versículos: "E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém." (Apocalipse 1:6) "Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus." (Mateus 10:32). Vamos explicar porque demos estes dois exemplos. Note a seguinte expressão: "Seu pai".

Que pai? O pai de Jesus, certo? Até aí está claro. O mestre tantas vezes se expressou desta forma porque ele tinha Deus em uma concepção demasiadamente diferente da nossa. Notou? Ele tem Deus numa concepção diferente da que temos. Nós estamos, de fato, tentando pegar essa paternidade dele.

O pai de Jesus expressa aquela ótica muito para além daquela que temos do criador, muito para além das convenções que cultivamos. É como se o mestre quisesse dizer que nós iremos depois entender Deus para além daquele que é o nosso Deus, e que tem sido a inspiração do nosso aperfeiçoamento. Afinal, nós não temos ainda facilidade para depreender a própria concepção da divindade.

Nós sabemos de alguns atributos de Deus. Sabemos de alguns, mas tem muitos atributos Dele que nós não conhecemos ainda. Sendo assim, na hora em que a gente evolui, que a gente dá um passo à frente, nós passamos a ter uma ideia do Pai numa dimensão maior, mais ampliada. Não acontece isso? A cada dia que passa nós vamos observando e aprendendo cada vez mais acerca Dele.
Marco Antônio Galvão

19 de ago. de 2013

Suplementos vitamínicos: você não precisa deles

A febre por suplementos vitamínicos é injustificada. Na maioria das vezes, a alimentação diária dá conta do recado. E doses exageradas de vitaminas podem desequilibrar o organismo e causar problemas que vão de cálculos renais a um risco maior de desenvolver câncer

Em 1970, o Nobel de Química Linus Pauling publicou o livro Vitamin C and the Common Cold(Vitamina C e a Gripe Comum, em tradução livre). Na obra, Pauling dava uma solução mágica para erradicar a gripe do planeta: a ingestão diária de 3.000 miligramas de vitamina C — cerca de 50 vezes o recomendado. Mas o britânico não acreditava que a vitamina apenas prevenia a gripe. Segundo ele, ela também curava o câncer. Irritada, a comunidade científica apresentou dezenas de pesquisas — anteriores ao livro e feitas na sequência dele — para provar que Pauling estava enganado: a vitamina C não previne a gripe ou cura o câncer e, em excesso, pode trazer prejuízos ao organismo. No recém-lançado Do You Believe in Magic (Você acredita em mágica?, sem edição em português), o pediatra americano Paul A. Offit, chefe da Divisão de Doenças Infecciosas do Children’s Hospital of Philadelphia, compila uma série de pesquisas científicas que demonstram que a crença no poder da suplementação de vitaminas não se justifica. "Se não há indicação médica, você não está fazendo nada além de produzir uma urina mais cara."

O problema é que a pesquisa de Pauling, mesmo refutada, deu origem a uma crença de que os suplementos de vitaminas são uma boa ideia para evitar doenças e prevenir o envelhecimento. Tanto que, de acordo com o IMS Health Institute, que fornece dados para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de junho de 2008 a junho de 2009 foram vendidos mais de 6,1 milhões de suplementos vitamínicos. Quatro anos depois, as vendas saltaram para mais de 7,6 milhões — um crescimento de 25%. O aumento é um reflexo dessa mentalidade em relação às vitaminas, cujas qualidades antioxidantes — capazes de combater os temidos radicais livres e, por isso, afastar cânceres e evitar o envelhecimento — são encaradas como milagres, assim como no tempo de Linus Pauling. Não há, no entanto, nos cursos de medicina das instituições mais conceituadas do planeta nenhuma cadeira que comprove - ou ensine -a indicação de vitaminas, sem existência de uma carência, como algo benéfico à saúde.
"As pessoas procuram um forma simples de ficarem saudáveis e não envelhecer. Mas não existe fórmula mágica", afirma a dermatologista Lucia Mandel, colunista do site de VEJA. "A melhor forma de obter vitamina D, por exemplo, é tomar sol." Celso Cukier, nutrólogo do Hospital Albert Einstein, é categórico quanto ao uso de suplementos sem que exista uma carência nutricional. "Não há nenhuma evidência científica de que a suplementação vitamínica traga algum benefício em casos em que não haja uma deficiência nutritiva", diz. "E alguns casos, como a ingestão de vitamina A por tempo prolongado sem necessidade, pode levar a uma cirrose." 
Desperdício — Paul Offit prova com facilidade que o uso exagerado de vitamínicos é um desperdício: o corpo é treinado para expulsar o excesso de vitaminas, que são eliminadas pela urina. Não que as vitaminas sejam algo ruim. Elas são essenciais para a manutenção da vida, sendo usadas pelo organismo durante a transformação do alimento em energia. Mas, como apenas quantidades bem pequenas são necessárias, dificilmente uma pessoa que segue uma dieta variada irá sofrer carência de algum tipo. Divididas entre as lipossolúveis (solúveis em gordura) e as hidrossolúveis (em água), a maior parte das vitaminas não é armazenada pelo corpo — por isso, devem ser consumidas em intervalos regulares.
De acordo com especialistas em nutrição, mesmo aquelas pessoas que acreditam não ter uma alimentação ideal estão, em geral, ingerindo as vitaminas das quais precisam. "Pense no escorbuto, uma doença causada pela carência de vitamina C. Os índices são baixos, não se encontram aleatoriamente pessoas com o problema pela rua", diz Offit. Para o especialista, tanta propaganda em torno das vitaminas faz com que as pessoas exagerem. Como há a crença de que algo bom em excesso não faz mal, ingerem-se indiscriminadamente suplementos vitamínicos sem orientação médica. "Na verdade, a primeira opção deveria ser uma mudança na dieta."
Segundo Celso Cukier, do Einstein, o médico americano tem razão. "Os alimentos — verduras, legumes, laticínios — são mais eficientes em fornecer as vitaminas que o corpo precisa do que as formas sintéticas."
Por que pode fazer mal — Quando as vitaminas são consumidas acima da quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), há riscos que vão do surgimento de pedras nos rins a um aumento nos índices de mortalidade. No caso da vitamina C, por exemplo, é indicada a ingestão de 90 miligramas ao dia para homens e 75 para mulheres (ambos acima dos 19 anos) — uma laranja tem cerca de 50 miligramas, e mesmo quem não bebe suco de laranja encontrará a vitamina em alimentos que vão do tomate à couve. Exceder esse limite, no entanto, pode levar à formação de cálculo renal.
Em alguns casos, o resultado pode ser mais grave. Em 2004, pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, revisaram 14 estudos que envolviam mais de 170.000 pessoas que faziam a ingestão de vitaminas A, C, E e betacaroteno (pigmento antioxidante, fonte indireta de vitamina A) para prevenir cânceres intestinais. Ao fim do estudo, descobriu-se que as vitaminas não tiveram nenhum papel protetor. "Pelo contrário, elas aparentam aumentar a mortalidade geral", escreveram os autores. Em uma avaliação dos sete melhores estudos dentro dos 14 selecionados, viu-se que as taxas de mortalidade eram 6% mais altas entre aquelas pessoas que tomavam as vitaminas.
Em outra pesquisa de 2005, cientistas da Escola de Medicina Johns Hopkins, nos Estados Unidos, encontraram um aumento nos índices de mortalidade relacionada com a ingestão de vitamina E. O Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos observou, em 2007, que dentre os 11.000 homens estudados em um levantamento, aqueles que tomavam multivitamínicos tinham duas vezes mais riscos de morrer de câncer de próstata. "Esses problemas todos ocorrem porque o exagero leva ao desequilíbrio do processo de oxidação", diz Vannucchi.
A guerra contra os radicais livres é justa, mas pode ter ido longe demais. São os radicais livres os protagonistas no processo biológico de envelhecimento — pessoas que comem muitas frutas e verduras têm altos índices de antioxidantes e, assim, menos radicais livres e uma saúde melhor. A lógica, então, parece simples: se eu garantir uma quantidade enorme de vitaminas (que funcionam como antioxidantes) serei mais saudável. "O problema é que o exagero de qualquer coisa é prejudicial, e as pessoas precisam compreender isso", diz Hélio Vannucchi, professor do Departamento de Clínica Médica da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto.
Quem pode — Há, no entanto, alguns grupos para quem os suplementos vitamínicos são indicados. Pessoas com dieta vegana, que não comem nada de origem animal, precisam fazer a reposição da vitamina B12. Gestantes devem ficar atentas à suplementação de ácido fólico (uma vitamina do complexo B) — a falta dessa substância pode causar um problema no feto chamado de espinha bífida. Recém-nascidos que são exclusivamente amamentados e não tomam sol também podem precisar de reposição de vitamina D.
Atletas com carga pesada de treinamento precisam de avaliação médica, uma vez que o metabolismo mais acelerado pode exigir uma quantidade maior de vitaminas do que aquelas encontradas na alimentação. "Mas é essencial que tudo isso seja feita com orientação médica, e que a pessoa faça a ingestão apenas da vitamina que necessita, não de um multivitamínico qualquer", diz Offit. Ou seja, optar por um suplemento por conta própria e "engolir as cápsulas de vitamina todos os dias é algo um tanto inútil."
Mercado — No Brasil, nos Estados Unidos e na Europa, as vitaminas com concentração dentro do limite diário recomendado são vendidas como produtos alimentares. Assim, podem ser compradas livremente, sem necessidade de receita médica ou da presença de algum tipo de alerta de saúde na embalagem. "Essa é uma área que deveria ser melhor regulamentada, nos padrões dos remédios. Assim, seria possível evitar a sua banalização", diz Offit. Segundo dados apresentados em seu livro, a alteração na legislação não interessa a forte indústria por trás das vitaminas: em 2010, o setor arrecadou 28 bilhões de dólares — 4,4% a mais que no ano anterior. "É tudo uma questão política."

Tipos de vitamina

VITAMINA A
Presente nas células nervosas da retina, também encarregada de manter a pele, o revestimento dos pulmões, o intestino e o trato urinário em bom estado. Fontes: carne de fígado, vegetais de folhas verdes, ovos e produtos lácteos.

VITAMINA D
Armazenada no fígado, promove a absorção de cálcio e fósforo do intestino — assim, necessária para a manutenção dos ossos. Fonte: leite e cereais enriquecidos, gema de ovo, peixes magros, exposição direta ao sol.

VITAMINA E
Protege as células contra lesões provocadas pelos radicais livres. A deficiência dessa vitamina é rara em crianças mais velhas e em adultos. Fonte: óleo vegetal, gérmen de trigo, verduras, gema de ovo, margarina e legumes.

VITAMINA K
Necessária para a síntese das proteínas que ajudam a controlar as hemorragias e, por isso, para a coagulação normal do sangue. Fonte: vegetais de folha verde, soja e óleos vegetais.

VITAMINAS DO COMPLEXO B
Fundamentais para o metabolismo de carboidratos e aminoácidos, funcionamento normal dos nervos e do coração, formação dos glóbulos vermelhos e síntese do DNA. Fonte: cereais integrais, carne, nozes, legumes, batatas, queijo, fígado, peixe, ovos e leite.

VITAMINA C
Ou ácido ascórbico é essencial para a formação de ossos e do tecido conjuntivo. Também ajuda na absorção de ferro e na cura de queimaduras e feridas. Fonte: cítricos, tomates, batatas, couves e pimentões verdes

* Fonte: Manual Merck
Aretha Yarak

16 de ago. de 2013

Eu e minhas circunstâncias

Seja qual for o relacionamento que você atraiu para dentro de sua vida, numa determinada época, ele foi aquilo de que você precisava naquele momento.

Deepak Chopra

5 motivos para começar um relacionamento

Por mais divertido que seja a vida de solteiro, há momentos que sentimos falta de uma parceira. Situações difíceis, sem ninguém para conversar, ou até mesmo não ter ninguém no domingo à tarde, para assistir um filme, trazem essa sensação. Descubra os benefícios de um relacionamento.
1- Quando seu relacionamento é saudável, a confiança reina. Ter confidencialidade com alguém é um ótimo desafogador de mágoas, e compartilhar um problema mantém a mente tranquila.
2- Sabe aquela atividade sem graça, que nenhum amigo o acompanha? Negocie com sua mulher por alguma condição à escolha dela (de repente compras no shopping, com o seu cartão) e ela não terá problema algum em ficar ao seu lado.
3- Apenas uma namorada terá coragem suficiente de mostrar os seus piores erros. E, mesmo quando você brigar com ela em negação a eles, ela vai te perdoar e até aceitar sua personalidade.
4- Ter alguém para compartilhar um feito é muito gratificante. Seja comprar um filhote de cachorro, mobiliar um apartamento ou terminar um quebra-cabeça, até a atividade mais banal, quando feita a dois, é mais interessante.
5- Lembrando que homens têm necessidades físicas, a possibilidade de fazer sexo com mais facilidade são um ótimo motivador para iniciar um relacionamento. Ninguém está prometendo transa todos os dias, mas é melhor do que sempre acabar na mão.
Erik Paulussi

15 de ago. de 2013

Brasileiro inventor de 'luz engarrafada' tem ideia espalhada pelo mundo

Alfredo Moser | Foto/Montagem: BBC

Alfredo Moser poderia ser considerado um Thomas Edison dos dias de hoje, já que sua invenção também está iluminando o mundo.

Em 2002, o mecânico da cidade mineira de Uberaba, que fica a 475 km da capital Belo Horizonte, teve o seu próprio momento de 'eureka' quando encontrou a solução para iluminar a própria casa num dia de corte de energia. Para isso, ele utilizou nada mais do que garrafas plásticas pet com água e uma pequena quantidade de cloro. Nos últimos dois anos, sua ideia já alcançou diversas partes do mundo e deve atingir a marca de 1 milhão de casas utilizando a 'luz engarrafada'. Mas afinal, como a invenção funciona? A reposta é simples: pela refração da luz do sol numa garrafa de dois litros cheia d'água.

"Adicione duas tampas de cloro à água da garrafa para evitar que ela se torne verde (por causa da proliferação de algas). Quanto mais limpa a garrafa, melhor", explica Moser. Ele protege o nariz e a boca com um pedaço de pano antes de fazer o buraco na telha com uma furadeira. De cima para baixo, ele então encaixa a garrafa cheia d'água. "Você deve prender as garrafas com cola de resina para evitar vazamentos. Mesmo se chover, o telhado nunca vaza, nem uma gota", diz o inventor. Outro detalhe é que a lâmpada funciona melhor se a tampa for encapada com fita preta. A ideia de Moser já é utilizada em mais de 15 países onde energia é escassa. "Um engenheiro veio e mediu a luz. Isso depende de quão forte é o sol, mas é entre 40 e 60 watts", afirma Moser.

Apagões

A inspiração para a "lâmpada de Moser" veio durante um período de frequentes apagões de energia que o país enfrentou em 2002. "O único lugar que tinha energia eram as fábricas, não as casas das pessoas", relembra. Moser e seus amigos começaram a imaginar como fariam um sinal de alarme, no caso de uma emergência, caso não tivessem fósforos. O chefe do inventor sugeriu na época utilizar uma garrafa de plástico cheia de água como lente para refletir a luz do sol em um monte de mato seco e assim provocar fogo. A ideia ficou na mente de Moser que então começou a experimentar encher garrafas para fazer pequenos círculos de luz refletida. Não demorou muito para que ele tivesse a ideia da lâmpada. "Eu nunca fiz desenho algum da ideia". "Essa é uma luz divina. Deus deu o sol para todos e luz para todos. Qualquer pessoa que usar essa luz economiza dinheiro. Você não leva choque e essa luz não lhe custa nem um centavo", ressalta Moser. 

Pelo mundo 

O inventor já instalou as garrafas de luz na casa de vizinhos e até no supermercado do bairro. 
Ainda que ele ganhe apenas alguns reais instalando as lâmpadas, é possível ver pela casa simples e pelo carro modelo 1974 que a invenção não o deixou rico. Apesar disso, Moser aparenta ter orgulho da própria ideia. "Uma pessoa que eu conheço instalou as lâmpadas em casa e dentro de um mês economizou dinheiro suficiente para comprar itens essenciais para o filho que tinha acabado de nascer. Você pode imaginar?", comemora Moser. 

Carmelinda, a esposa de Moser por 35 anos, diz que o marido sempre foi muito bom para fazer coisas em casa, até mesmo para construir camas e mesas de madeira de qualidade. Mas parece que ela não é a única que admira o marido inventor. Illac Angelo Diaz, diretor executivo da fundação de caridade MyShelter, nas Filipinas, parece ser outro fã. Moser afirma que a lâmpada funciona melhor se a boca for coberta por fita preta. A instituição MyShelter se especializou em construção alternativa, criando casas sustentáveis feitas de material reciclado, como bambu, pneus e papel. 

Para levar à frente um dos projetos do MyShelter, com casas feitas totalmente com material reciclado, Diaz disse ter recebido "quantidades enormes de garrafas". "Nós enchemos as garrafas com barro para criamos as paredes. Depois enchemos garrafas com água para fazermos as janelas", conta.Quando estávamos pensando em mais coisas para o projeto, alguém disse: 'Olha, alguém fez isso no Brasil. Alfredo Moser está colocando garrafas nos telhados'", relembra Diaz.. Seguindo o método de Moser, a entidade MyShelter começou a fazer lâmpadas em junho de 2011. A entidade agora treina pessoas para fazer e instalar as garrafas e assim ganharem uma pequena renda.

Nas Filipinas, onde um quarto da população vive abaixo da linha da pobreza (de acordo com a ONU, com menos de US$ 1 por dia) e a eletricidade é muito cara, a ideia deu tão certo, que as lâmpadas de Moser foram instaladas em 140 mil casas. As luzes 'engarrafadas' também chegaram a outros 15 países, dentre eles Índia, Bangladesh, Tanzânia, Argentina e Fiji. Diaz disse que atualmente pode-se encontrar as lâmadas de Moser e comunidades vivendo em ilhas remotas. "Eles afirmam que eles viram isso (a lâmpada) na casa do vizinho e gostaram da idéia".

Pessoas em áreas pobres também são capazes de produzir alimentos em pequenas hortas hidropônicas, utilizando a luz das garrafas para favorecer o crescimento das plantas. Diaz estima que pelo menos um milhão de pessoas irão se beneficiar da ideia até o começo do próximo ano. "Alfredo Moser mudou a vida de um enorme número de pessoas, acredito que para sempre", enfatiza o representante do MyShelter. "Ganhando ou não o prêmio Nobel, nós queremos que ele saiba que um grande número de pessoas admiram o que ele está fazendo". Mas será que Moser imagina que sua invenção ganharia tamanho impacto?

"Eu nunca imaginei isso, não", diz Moser emocionado.
"Me dá um calafrio no estômago só de pensar nisso".
BBC

14 de ago. de 2013

Luz

Sharon Cummings
Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz. 
Platão

Meu eu virtual

Pablo Picasso
Nossa vida costumava ser cognitivamente tão simples: lidávamos apenas com coisas palpáveis e ao alcance das mãos ou dos olhos.

Aí inventaram o telefone, que permite ouvir vozes do além (além-casa, além-mar), e precisamos nos convencer de que elas vêm de pessoas reais, apenas intangíveis e invisíveis. Então inventaram a televisão, que mostra pessoas que são só imagens com som, mas cujo corpo tangível precisa ser presumido. Não é à toa que fica difícil separar o que é real do que é ficção na telinha.

E então o videogame. Os primeiros criavam apenas situações a serem resolvidas com comandos dos dedos: mover uma barra para pegar a bolinha ou mover o Pac Man por um labirinto.
Mas, conforme o progresso trouxe poder computacional e placas de vídeo à altura, o videogame "corporalizado" inseriu o jogador na tela, na forma de um avatar, personificado e personalizável, que representa o jogador no mundo virtual, age e interage por ele: é ele.

Como o cérebro lida com isso? Uma equipe na Universidade Radboud, na Holanda, avaliou como jogadores de World of Warcraft processam adjetivos apresentados como atributos de si mesmos, de seus avatares e de pessoas conhecidas próximas ou distantes. Enquanto isso, a equipe examinou o grau de ativação de duas estruturas no cérebro: o córtex parietal inferior esquerdo, que representa movimentos percebidos como próprios e parece ser a base da sensação de agência e da autoidentidade; e o córtex cingulado rostral, que representa emoções e sensações corporais pessoais.

Quando os jogadores avaliavam adjetivos atribuídos ao seu avatar, a ativação do córtex parietal posterior esquerdo era ainda maior do que quando eles avaliavam adjetivos atribuídos a si mesmos ou a conhecidos. O córtex cingulado rostral, contudo, respondia com mais atividade à avaliação de adjetivos atribuídos a si mesmo do que ao avatar ou a pessoas próximas.

O avatar, portanto, não parece ser só mais um objeto que o jogador aprende a manipular, e sim um outro Eu, no mundo virtual, com quem o jogador se identifica, cujo "corpo" e cujas ações ele assume como seus.

Mas, ao mesmo tempo, o cérebro dos jogadores ainda sabe privilegiar emocionalmente o próprio corpo sobre o do avatar. Talvez por isso, mesmo assumindo o avatar como seu Eu virtual, o jogador ainda saiba quem é: o corpo de carne e osso fora da tela
Suzana Herculano-Houzel

7 de ago. de 2013

Amai-vos e Instruí-vos

Parviz Payghamy
Todos os espíritos, quer estejam encarnados ou não, estão sujeitos à influência mental de outros, e isto porque, em essência, nós nos expressamos através do pensamento;

As nossas atitudes representam o somatório de nossa vontade (livre-arbítrio) e das sugestões que recebemos, cabendo-nos sempre a responsabilidade dos próprios atos;

Todas as criaturas, encarnadas e desencarnadas, são portadoras de sensibilidade mediúnica, mais ou menos acentuada, que naturalmente as predispõem à sintonia que estabelecem umas com as outras;

No que tange a influenciar ou ser influenciado, não há que consiga se neutralizar completamente;

A lei enunciada para os fenômenos de natureza física – “semelhante atrai semelhante” – igualmente vige para o que é pertinente ao mundo moral, ou seja: cada qual orbita no derredor de suas preferências e inclinações;

O espírito vive pelo pensamento, portanto o que se diz e o que se faz é consequência de escolha prévia, consciente ou inconsciente;

No espírito que não possui mais amplo domínio sobre si, que não se conhece mais profundamente, o inconsciente prevalece, com as aquisições do pretérito se opondo às realizações do presente;

Disciplinar o pensamento significa educar-se em profundidade, promovendo indispensável mudança de hábitos;

Todos os pensamentos, os de ordem mais elevada e aqueles que promanam de mentes inferiores, jazem disponíveis aos que a eles se conectam;

Quanto mais sublime, maior a velocidade com que o pensamento se propaga, pois que também é ponderável;

Os pensamentos inferiores se delimitam em sua capacidade de expansão;

Existem pensamentos que se “interpenetram”, mas que, de modo algum, se identificam;

Os espíritos de pensamentos semelhantes tendem a se agrupar, “alimentando-se” reciprocamente;

Jesus é o modelo da Mente Divina, ao qual, gradativamente, precisamos nos ajustar: o Evangelho é o pensamento do Cristo em forma de palavras;

O espírito reencarna para aprender a pensar, “através dos olhos e das mãos”, para que, mais tarde, realize, através do pensamento, o que, por agora, só é capaz de realizar com o concurso de apêndices físicos;

A vida da criatura, onde estiver, é a exteriorização de pensamentos ardentemente acalentados;

O pensamento equivocado faz com que o espírito tome a ilusão pela realidade;
Após a morte do corpo, o teor dos pensamentos do espírito é que determina a região em que ele há de se fixar;

A mente não se descondiciona com facilidade; por vezes, a sugestão recebida perdura por séculos no espírito;

Uma encarnação é tempo demasiadamente curto para que o espírito modifique concepções.

Livro Amai-vos e Instruí-vos – Carlos A. Baccelli – Inácio Ferreira
Enviado gentilmente pelo Gugu da Lídinha

6 de ago. de 2013

Sabedoria

Nunca tenha certeza de nada, porque a sabedoria começa com a dúvida. 
Sigmund Freud

Melancólicos

Salvador Dali
Não há lugar para melancólicos e sonhadores entre os carros da via Dutra. 

Nem entre as solicitações simultâneas do celular, do controle remoto, das câmaras digitais - pois são essas maquinetas que nos solicitam, que exigem que nos mantenhamos sempre ligados nelas e não o contrário
.
Maria Rita Kehl

3 de ago. de 2013

Alfonsina y el mar - Alfonsina Storni

Alfonsina Storni
Alfonsina Storni nasceu na Suíça, no Cantão Italiano, em 29 de Maio de 1892. Chamaram-na Alfonsina, que quer dizer "disposta a tudo".

Em 1896 imigrou com os seus pais para a província de San Juan na Argentina.
Aos 12 anos, Alfonsina escreve seu primeiro poema centrado na morte e o deixa sob a almofada de sua mãe que lhe repreende, dizendo que a vida é muito bela para aquilo.

Em 1901, vai para Rosário (Santa Fé), onde tem uma vida com muitas dificuldades financeiras. Trabalha para o sustento da família como costureira, operária, actriz suplente numa companhia de teatro e professora. 
Seus poemas são incisivos e eficazes, podendo ser considerada para a época em que viveu, uma feminista.
Aos 20 anos tem seu único filho, Alejandro, seu companheiro inseparável. A esse respeito disse: Eu tenho um filho fruto do amor, do amor sem lei.
Descobre-se portadora de câncer no seio em 1935.
O suicídio de um amigo Horacio Quiroga, em 1937, deixa-a profundamente abalada.
Em 1938, três dias antes de se suicidar, envia de um hotel de Mar del Plata, para um jornal, o soneto Vou a Dormir.
Seu corpo foi encontrado na praia La Perla, Mar del Plata, no dia 25 de outubro de 1938.

Dentes de flores, cofia de sereno,
Mãos de ervas, tu ama-de-leite fina,
Deixa-me prontos os lençóis terrosos
E o edredom de musgos escardeados.
Vou dormir, ama-de-leite minha, deita-me.
Põe-me uma lâmpada a cabeceira;
Uma constelação; a que te agrade;
Todas são boas: a abaixa um pouquinho
Deixa-me sozinha: ouves romper os brotos...
Te embala um pé celeste desde acima
E um pássaro te traça uns compassos
Para que esqueças... obrigado.
Ah, um encargo:
Se ele chama novamente por telefone
Diz-lhe que não insista, que sai..





Por la blanda arena
Que lame el mar
Su pequeña huella
No vuelve más
Un sendero solo
De pena y silencio llegó
Hasta el agua profunda
Un sendero solo
De penas mudas llegó
Hasta la espuma.

Sabe Dios qué angustia
Te acompañó
Qué dolores viejos
Calló tu voz
Para recostarte
Arrullada en el canto
De las caracolas marinas
La canción que canta
En el fondo oscuro del mar
La caracola.

Te vas Alfonsina
Con tu soledad
¿Qué poemas nuevos
Fuíste a buscar?
Una voz antigüa
De viento y de sal
Te requiebra el alma
Y la está llevando
Y te vas hacia allá
Como en sueños
Dormida, Alfonsina
Vestida de mar.

Cinco sirenitas
Te llevarán
Por caminos de algas
Y de coral
Y fosforescentes
Caballos marinos harán
Una ronda a tu lado
Y los habitantes
Del agua van a jugar
Pronto a tu lado.

Bájame la lámpara
Un poco más
Déjame que duerma
Nodriza, en paz
Y si llama él
No le digas que estoy
Dile que Alfonsina no vuelve
Y si llama él
No le digas nunca que estoy
Di que me he ido.

Te vas Alfonsina
Con tu soledad
¿Qué poemas nuevos
Fueste a buscar?
Una voz antigua
De viento y de sal
Te requiebra el alma
Y la está llevando
Y te vas hacia allá
Como en sueños
Dormida, Alfonsina
Vestida de mar.

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