9 de nov. de 2013

Orgulho

Painting by Xi Pan
O orgulho é um sentimento muito destrutivo. É um sentimento de satisfação por uma imagem de grandeza pessoal, de superioridade. 

 O orgulho em excesso pode se transformar em vaidade, ostentação, sendo visto apenas então como uma emoção negativa, a arrogância. Ele se diferencia do orgulho que a pessoa sente de sua própria dignidade. O orgulho também é contaminado pelo preconceito, julgamentos, críticas. O orgulhoso sempre tem razão e o outro não importa para ele, a não ser se for outro orgulhoso com mais poder. 

 A vaidade e o orgulho andam juntos e se completam, é o casamento perfeito e não há risco de separação, pois eles se fortalecem. Quem por acaso contrariar um orgulhoso jamais terá seu perdão. O orgulho é inimigo do perdão e irmão da vaidade e passa longe da humildade, que une os homens, enquanto o orgulho os separa. E, para completar, o orgulho é o primo pobre da inferioridade. 

"O orgulho dos pequenos consiste em falar sempre de si próprios; o dos grandes, em nunca falar de si." (Voltaire). Mas ainda pode piorar. É quando temos aquele orgulho que não se aceita e usa atitudes de superioridade para mostrar um valor que está longe de ter. Portanto, para reconhecermos um orgulhoso, basta observar como ele trata um garçom, o seu subordinado. Ver como ele lida com as perdas, insucessos, inveja (a do orgulhoso me parece maior), com a dor do outro, com o sagrado de quem convive com ele, com os animais. 

A rigidez é outra face do orgulhoso, ele precisa dela para manter seu poder, e essa necessidade de ter poder o faz perder. Não é por acaso que para a Igreja católica o orgulho é um dos sete pecados capitais. E não foi por acaso que Socrátes foi tão perseguido. O resultado de quem entrava em contato com o filosofo é que o indivíduo sentia uma verdadeira sensação de iluminação, de descoberta, de ter dado à luz algo valioso que havia dentro de si mas de que não tinha a mínima consciência. Foi assim que Sócrates conquistou fervorosos discípulos. Mas, se a pessoa entregava-se ao orgulho ferido, tornava-se um inimigo feroz. E esta foi a razão que lhe custou a vida. Acredito que depois desta reflexão você já sabe minha resposta.
Antônio Roberto

8 de nov. de 2013

Cerveja sem álcool e o bafômetro

Azeites: de oliva só no rótulo

A Proteste - Associação de Consumidores testou 19 marcas de azeite extravirgem e constatou que quatro (Figueira da Foz, Tradição, Quinta d’Aldeia e Vila Real) não podem nem ser consideradas azeites, e sim uma mistura de óleos refinados. 

Menos da metade dos produtos avaliados, apenas oito, apresentam qualidade de extravirgem. São eles: Olivas do Sul, Carrefour, Cardeal, Cocinero, Andorinha, La Violetera, Vila Flor, Qualitá

Os outros sete (Borges, Carbonell, Beirão, Gallo, La Espanhola, Pramesa e Serrata) são apenas virgens. Dos quatro testes que a entidade já realizou com esse produto, este foi o com o maior número de fraudes contra o consumidor.

As propriedades antioxidantes do azeite de oliva são o principal atrativo do produto, devido ao efeito benéfico à saúde. Mas para que o azeite mantenha suas características, é importante que ele não seja misturado a outras substâncias. Os quatro produtos desclassificados pela entidade são, na verdade, uma mistura de óleos refinados, com adição de outros óleos e gorduras. 

Em diversos parâmetros de análise, essas marcas apresentaram valores que não estão de acordo com a legislação vigente. Os testes realizados indicaram que os produtos não só apresentam falta de qualidade, como também apontaram a adição de óleos de sementes de oleaginosas, o que caracteriza a fraude.

Outros sete não chegam a cometer fraude como esses, mas também não podem ser vendidos como extravirgens. A entidade ressalta que o consumidor paga mais caro, acreditando estar comprando o melhor tipo de azeite e leva para casa um produto de qualidade inferior.

É considerado fraude o produto vendido fora das especificações estabelecidas por lei. Para as análises, foram considerados parâmetros físico-químicos para detectar possíveis adulterações: espectrofotometria (presença de óleos refinados); quantidade de ceras, estigmastadieno, eritrodiol e uvaol (adição de óleos obtidos por extração com solventes); composição em ácidos graxos e esteróis (adição e identificação de outros óleos e gorduras); isômeros transoleicos, translinoleicos, translinolênicos e ECN42 (adição de outras gorduras vegetais).

A entidade vai notificar o Ministério Público, a Anvisa e o Ministério da Agricultura, exigindo fiscalização mais eficiente. Nos três testes anteriores foram detectados problemas. Em 2002, foram avaliados os virgens tradicionais e foi encontrada fraude. Em 2007, a situação se repetiu com os extravirgens. Em 2009, uma marca que dizia ser extravirgem não correspondia à classificação. Para a Proteste, isso demonstra que os fabricantes ainda não são alvos da fiscalização necessária.

A reportagem procurou os quatro representantes dos óleos desclassificados. A importadora da marca Quinta D´Aldeia, a Sales, informou que foi notificada pela Proteste no último dia 4 e está buscando esclarecer "estas divergências" junto à entidade. A empresa também garantiu que o lote 80, utilizado pela Proteste para os testes, "encontra-se em consonância com a legislação, conforme laudo elaborado a pedido da empresa, razão pela qual se faz necessário analisar o suposto laudo na qual a reportagem se baseia". Disse, ainda, que está à disposição para realizar contraprova para comprovar o resultado do teste da entidade.

A Angel, importadora da Vila Real, e a importadora da Figueira da Foz ainda não retornaram o contato da reportagem. A outra marca não teve representante localizado pela reportagem.
O Globo

Com pulsão e distúrbios alimentares

Para a Psicanálise, este comportamento é uma articulação da mente que não está suficientemente preparada para enfrentar o real e desenvolve recursos de fuga

O título, assim, com essa dupla conotação, é muito atraente para uma discussão que leva em conta essa ambiguidade. 

Podemos entender com pulsão como: com vida (com pulsão) com energia e, concomitantemente, entender o oposto, (outro lado,) isto é: sem vida, sem energia. 

Dependendo da intensidade, a pulsão pode virar compulsão, algo como excesso de pulsão, a ponto de provocar uma quebra no sistema regula- dor dos afetos. Com esta observação, podemos considerar que pulsão e compulsão são elementos da mente e ocorrem em diferentes intensidades e momentos da vida. Alguns perdem o equilíbrio emocional de forma muito grave, no entanto, não é o que acontece com a maioria, em que os danos não são excessivos. 

Todos temos condutas restritivas, fazemos dietas, exercícios, ou bebemos em festas, mas a compulsão é diferente, ela é o excesso de um determinado comportamento que está associado à descarga de tensão, de dor, de compulsão. Como a dor psíquica não pode ser experimentada, ela é canalizada para a ação motora: a compulsão. Significa um agir angustiado, repetitivo, intenso, e que resulta na anestesiação da dor, transformando-a em dor corporal. O que é psíquico é vivido no corpo, como físico. Na verdade, o corpo vem em socorro da mente, entra em cena para protegê-la de uma dor psí- quica insuportável. 

Nem sempre temos uma mente sufi cientemen- te forte para suportar uma dor, um sofrimento, ou porque a mente encontra-se frágil, com estafa, ou porque a dor é grande demais, um trauma. Desse ponto de vista já deu para perceber que a Psicanálise não visa à supressão, repressão do com- portamento compulsivo. Seu objetivo é o fortaleci- mento da mente para que esta esteja apta a supor- tar maior intensidade de sofrimento sem precisar recorrer a esse tipo de defesa compulsiva. 

Sabemos que a mente é o resultado da intera- ção de recursos internos que são desenvolvidos em decorrência de solicitações internas ou externas. Isso nos remete à ideia de que os distúrbios psí- quicos são recursos mentais altamente sofi sticados e desenvolvidos pela mente como meio de lidar com as exigências do real. Neste sentido, toda a humanidade lança mão desse recurso; o que varia é o grau de intensidade dos estímulos externos e a capacidade psicológica de desenvolver meios, mais ou menos adequados para lidar com tais exigências, e que variem em diferentes momentos da vida. Todos nos utilizamos de mecanismos menos eficientes, no sentido de crescimento e desenvolvimento, em certas situações da vida; são os nossos pontos cegos. 

"Diante de uma frustração, o aparelho mental não consegue elaborar uma dor menor" O que ocorre no atendimento psicanalítico é que, no processo de investigação da mente, as funções psíquicas vão se desenvolvendo e, consequentemente, tornam-se mais eficazes para lidar com suas dificuldades. 

Teoria Freudiana 
Freud fornece esclarecedora informação sobre qual é a área que deve ser abordada pela Psicanálise: uma vez esclarecidos os alicerces da teoria freudiana, no caso das compulsões fica mais claro pensar o que ocorre nos distúrbios alimentares em relação à formação da mente. Os processos psíquicos nessa específica área da mente relacionada ao distúrbio alimentar - algo como um cisto, já que as outras áreas estão preservadas - são muito primitivos em relação ao desenvolvimento global da mente, no sentido de que os recursos para lidar com o real são escassos e pouco elaborados. 

Nessa instância, a organização mental se articula por meio de princípios rígidos, leis autoritárias, regras definitivas e fixas. Nessa área a mente funciona de acordo com o princípio do prazer, isto é, evitando desprazer a todo custo. Podemos nos perguntar: o que provoca tanto desprazer nos distúrbios alimentares que faz a pessoa regredir a momentos tão primitivos do desenvolvimento psíquico? De acordo com a teoria freudiana, observa-se que recursos mais evoluídos da mente estão impossibilitados, neste caso, de seguir seu curso natural. Diante de uma frustração, a dor é tão forte que o aparelho mental não consegue elaborar uma alucinação do prazer que vise a elaboração da dor. Esta condição é necessária para a percepção de emoções e de imagens as quais, armazenadas na memória, resultam em formulações disponíveis para a formação de pensamentos, o que implica na possibilidade de lidar com o real de modo a produzir respostas mais eficientes.

O que ocorre, ao contrário, é uma tentativa última de evitar o aniquilamento psíquico diante da dor. A pessoa desenvolve uma série de recursos intrinsecamente relacionados, que lhe garante não o conforto, mas a sobrevivência. Não uma boa solução, mas a acomodação possível. Sabemos que, nos casos graves, a fragilidade da mente é tal que o simples existir é motivo de sofrimento, de desprazer. A frase de Guimarães Rosa em Grandes sertões: veredas: "viver é perigoso", nesta situação, é levada às últimas consequências. As complexas nuances da existência, sutis e microscópicas, que ocorrem quase despercebidamente para a maioria das pessoas, são experimentadas, nesses distúrbios, como a grande dificuldade. E a solução mágica e hipomaníaca encontrada é anestesiar-se na conduta compulsiva ou na desafetação. 

Em Trânsito 
Há fases em que o distúrbio, geralmente enquistado, parece romper a membrana do cisto e tomar a pessoa inteira; a matéria do cisto impregna- a totalmente. Neste caso, é como se não houvesse um ego capaz de fazer filtragem dos estímulos da vida, um ego que deseje, que selecione. E a consequência é a compulsão, para o comer, por exemplo, em que a pessoa come indiscriminadamente. Parece que só existe aparelho digestório. Melhor dizendo, só existe comida que entra e sai, sem ser digerida e transformada em alimento. O que conta é o tubo digestório e, mesmo assim, na sua função mais simples que é a de dar passagem. O alimento, tanto real quanto psíquico, está sempre em trânsito. Nada fica. Nada é retido. Nada é selecionado. Não há o que memorizar. Não há sofrimento e dor; ficam eliminados porque não existem. 

As relações de conflito do cotidiano, então, são vividas não com o outro, com o meio social, mas com o próprio corpo, com seu organismo, na sua fisicalidade. A competição é vivida entre a pessoa e seu estômago, suas vísceras e sua necessidade de alimento. Nesta área, a pessoa sempre ganha a competição, porque é autoridade absoluta. Como o afeto é basicamente persecutório, o tratamento que vai dar a seu corpo em suas relações afetivas será da ordem da violência. Em relação ao seu corpo, tenta superá-lo, dominá-lo, subjugá-lo à sua vontade autoritária, isto é, à satisfação básica de realizar-se para si própria. Se os afetos persecutórios não forem realizados na fisicalidade do seu organismo, o que acontecerá com sua mente? Se ela está esvaziada da estimulação externa e da vida interior de ser, se não é capaz de habitar mentalmente o próprio corpo, e se só lhe resta um mínimo de vida mental que é o viver na relação física e concreta com o corpo, nós podemos tirar essa sua única chance e possibilidade de ser? 

Não temos antes de possibilitar o desenvolvimento da interioridade, do ser psíquico, do estar no mundo? 
Em decorrência, esse tipo de recurso não se faria menos necessário? 

Para que se possa dar conta da violência do cotidiano, não é necessário um ego integrado, estruturado? E não dizemos que o ego se estrutura na relação com o outro? A questão é que esse outro, gerador de ego, precisa, por sua vez, estar estruturado. No caso das anoréxicas, geralmente o afeto é vivido na mãe, e não é percebido como sendo dela própria, mas como sendo da mãe. 

Contrariamente, também pode ocorrer que a mãe viva o afeto na filha, que é vista como sendo parte da própria mãe, ou uma parte importante de si e não como uma filha, um outro com existência própria. Neste caso, ocorre uma invasão total da interioridade da filha. Observa-se que a vida de relação segue o modelo simbiótico entre mãe e filha, com uma despersonalização de ambas, que tentam preencher um vazio com elementos concretos e não com interioridade. 

Cabe à Psicanálise desenvolver interioridade ali, onde só há concretude. Colaborar para o desenvolvimento de elementos psíquicos que se estruturem em forma de uma mente mais organizada, mais potente, com capacidade de sonhar, de encontrar soluções mais sofisticadas mentalmente para as dificuldades próprias da vida. 
Cássia A. Barreto Bruno - psicanalista

7 de nov. de 2013

Sou teu fígado !


Olá ! Sou teu fígado ! Permite que eu me apresente! Como podes gostar e cuidar de mim, se não me conheces? 

Sou o maior órgão do teu corpo e estou localizado no lado superior direito do abdômen , protegido pelas costelas (gradio costal). Sou responsável por aproximadamente 5.000 (cinco mil) funções vitais,produzindo a grande maioria das substâncias essenciais para manter funcionando o resto do teu organismo. 

Sou um grande laboratório! Produzo a bile que é levada ao intestino delgado para se juntar ao processo de digestão. Eu mantenho as reservas de ferro que tu necessitas, bem como as vitaminas e outros minerais. Também produzo hormônios, proteínas e enzimas que mantêm teu corpo funcionando normalmente. Tenho participação na produção de substâncias que ajudam o sangue a coagular e um papel importante na decomposição do colesterol e de medicamentos. Sem mim não terias forças para levar tua vida adiante! Eu armazeno todas as toxinas, venenos, álcool, substâncias químicas e drogas que entram em teu corpo. Minha função é quebrar quimicamente estes venenos, de modo que possam ser mais facilmente eliminadas pelos rins e pela pele. 

Sou um depósito de toxinas. Elas permanecem em mim por bastante tempo até serem processadas. Se a carga se torna excessiva, fico impedido de trabalhar adequadamente e o processo digestivo se torna difícil. Eu reservo energia, como uma bateria, armazenando açúcar (carboidratos e gorduras) até que dele necessites. Sou eu quem alimenta o teu cérebro de energia e o faz funcionar. Sem mim, entrarias em estado de coma! Na verdade, nem poderias te levantar da cama se eu não estivesse trabalhando! É importante que gostes de mim! Mas não te peço muito...Basta que me trates bem! Não me entupas de álcool - cerveja, uísque ou cachaça! Se bebes com frequência , podes me lesionar para o resto das nossas vidas! E eu me lesiono facilmente... Estas lesões chamadas "cirrose“, são permanentes. 

Toma cuidado com o hábito da auto-medicação! Os medicamentos são importantes, mas ao tomares remédios sem necessidade, podes me sobrecarregar e intoxicar! Todos os medicamentos são produtos químicos e quando tu os combina sem a aprovação de um médico, podes criar algo venenoso e prejudicar-me seriamente. E saibas, eu não me queixo. Se me maltratas, não poderei avisar-te que estou em perigo! Outra coisa importante - cuida da tua alimentação! Não abuses dos alimentos gordurosos! Eles podem me deixar coberto de gordura e se isso acontecer, desequilibrarei vários sistemas do teu corpo! Alimenta-te com uma dieta balanceada. Sou vulnerável aos diversos vírus da hepatite, os quais vivem no sangue, na saliva, nas fezes e no sêmem humano.

Quase sempre sou capaz de destruir esses vírus, mas às vezes eles são mais fortes que eu e me infectam, causando-me muito dano. Os vírus da hepatite C, são transmitidos pela transfusão de sangue e hemodiálise, pelo uso de drogas intravenosas, material cortante ou perfurante de uso coletivo, sem esterilização adequada: procedimentos médicos/odontológicos, tatuagens, piercing, manicure, etc. Já o vírus da hepatite A, é transmitido através da água e dos alimentos, enquanto o da hepatite B, através dos contatos íntimos, da mãe infectada para o recém nascido e pelo uso do sangue infectado. Então observa a procedência do sangue que acaso precises receber, dos alimentos e da água que ingeres e toma cuidado com a higiene ao toalete. Usa preservativos com novos parceiros, exige que os instrumentos que perfurem tua pele ou boca sejam esterelizados. 

Segundo a Tradicional Medicina Chinesa, sou um órgão regido pela energia da madeira. Por isso, como uma planta, se me tiras um pedaço, sou capaz de me regenerar e crescer novamente. Sou eu quem controla teu sistema nervoso e exerço uma atividade importante sobre teus pensamentos. Quando estou desequilibrado, não consegues te concentrar e nem ter clareza mental. Também te enervas facilmente, ficas instigado às brigas, predisposto à dores de cabeça, na nuca e região lombar... Ainda segundo a milenar Medicina Chinesa,sou a morada das HUN, seres espirituais que zelam por tua saúde. E elas não gostam, absolutamente, da raiva e suas toxinas venenosas! Quando te tornas irado, sou agredido pelas toxinas do estresse. Se isso ocorre com frequência, as HUN me abandonam e fogem do teu corpo... Então, torno-me endurecido e o teu humor cada vez pior. Na antiguidade, Hipócrates classificou os principais temperamentos humanos de acordo com os humores predominantes. Ele denominou temperamento bilioso - que significa cheio de bilis e de raiva, irritável - aquele dominado por minha atuação negativa ... As toxinas da raiva são um veneno que não consigo metabolizar...E elas podem me destruir, tornando-me um sério candidato ao câncer... Além disso, quando envenenado pela raiva, afetarei o teu coração, que tornar-se-á impaciente e rancoroso, incapaz de sentir amor, alegria e respeito. E isso, facilmente, pode destruir teus relacionamentos... 

 A única forma de convencer as HUN a voltarem ao teu corpo, é praticares atos de bondade para contigo mesmo e para com os outros. Quando transformares tuas atitudes raivosas em tolerância,conciliação e solicitude, elas ficarão ao teu lado, trazendo-te saúde e sorte! Entendes agora que precisas buscar a Sabedoria do Viver, para poderes enfrentar os desafios do dia a dia, com inteligência, calma e serenidade? Compreendes a importância de te apaziguares com todas as circunstâncias da tua vida e todos os seres à tua volta? Como vês, tua vida, saúde e felicidade, dependem de que cuides muito bem de mim e de ti! Evita o estresse. Correr contra o relógio é hábito perigoso. Cultiva o bom humor. Pra que levar a vida tão a sério? Procura sorrir e brincar. Permita-te o lazer e o prazer. Descontração e diversão são essenciais para manter-me desopilado ! Busca o teu bem-estar através do contato com a natureza, da prática de exercícios físicos, do relaxamento e principalmente, da meditação, que te conecta com a Fonte da Vida! Que as HUN te dêem uma saúde vibrante e muita sorte ! Teu silencioso companheiro, O fígado 
Texto adaptado do livro CHI NEI TSANG, A Massagem dos órgãos internos, de Mantak Chia por Olga Mendonça

6 de nov. de 2013

O impulso de falar justamente o que não devemos

As visões parecem subir do sistema de esgoto cerebral nas piores horas possíveis - durante uma entrevista de emprego, uma reunião com o chefe, um apreensivo primeiro encontro, um importante jantar. 

E se eu começasse uma guerra de comida com esses canapés? 

Zombasse da gagueira do anfitrião? 

Quebrasse o gelo com um comentário racial? 

"Esse único pensamento é suficiente", escreveu Edgar Allan Poe em "O Demônio do Perverso", um ensaio sobre impulsos indesejados. "O impulso se desenvolve numa vontade, a vontade num desejo, o desejo numa compulsão incontrolável". Ele acrescenta, "Não existe na natureza um desejo tão demoniacamente impaciente, como o daquele que, estremecendo frente à borda de um precipício, medita a respeito de mergulho". 

Ou medita sobre a pergunta: estou doente? 

Em alguns casos, a resposta pode ser sim. Porém, uma grande maioria das pessoas não age, ou raramente o faz, em tais compulsões - e sua suscetibilidade a rudes fantasias reflete, na verdade, o funcionamento normal de um cérebro social e sensitivo, segundo um artigo publicado na semana passada no jornal Science. "Há todo tipo de ciladas na vida social, em todo lugar que olhamos; não apenas erros, mas os piores erros possíveis chegam a nossas mentes, e chegam com muita facilidade", diz o autor do artigo, Daniel M. Wegner, um psicólogo de Harvard. 

"E ter a pior coisa entrando em nossa mente, em algumas circunstâncias, pode aumentar a probabilidade de que uma crise aconteça". A investigação das compulsões perversas tem um rico histórico (como poderia não ter?), passando pelas histórias de Poe e do Marquês de Sade, até os desejos reprimidos de Freud a observação de Darwin de que muitas ações são realizadas "em oposição direta a nossa vontade consciente". Na última década, psicólogos sociais documentaram o quão comuns são essas vontades contrárias - e quando apresentam as maiores chances de alterar o comportamento de uma pessoa. Num nível fundamental, funcionar socialmente significa controlar os próprios impulsos. 

O cérebro adulto gasta, na inibição, pelo menos a mesma energia que gasta na ação, sugerem alguns estudos, e a saúde mental depende da manutenção de estratégias para ignorar ou reprimir pensamentos profundamente perturbadores - da própria morte inevitável, por exemplo. Essas estratégias são programas gerais, subconscientes ou semi-conscientes, que habitualmente funcionam em piloto-automático. Impulsos perversos parecem surgir quando as pessoas focam intensamente em evitar erros ou tabus específicos. A teoria é bastante direta: para não revelar que um colega é um grande hipócrita, o cérebro precisa inicialmente imaginar exatamente isso; a simples presença daquele catastrófico insulto, por sua vez, aumenta as chances de que o cérebro cuspa tudo para fora. 

"Sabemos que o que é acessível em nossas mentes pode exercer uma influência no julgamento e comportamento simplesmente por estar ali, flutuando na superfície da consciência", disse Jamie Arndt, psicólogo da Universidade do Missouri. As evidências empíricas dessa influência têm se amontoado nos últimos anos, conforme Wegner explica no novo artigo. No laboratório, psicólogos fizeram pessoas expulsarem um pensamento de suas mentes - o de um urso branco, por exemplo - e descobriram que os pensamentos ficam voltando, aproximadamente uma vez por minuto. 

Da mesma forma, pessoas tentando não pensar numa palavra específica citam-na continuamente durante testes rápidos de associação de palavras. Os mesmos "erros irônicos", como Wegner os chama, são fáceis de evocar no mundo real. Jogadores de golfe instruídos para evitar um erro específico, como lançar longe demais, o fazem com mais frequência quando estão sob pressão, segundo estudos. Jogadores de futebol instruídos a chutar um pênalti em qualquer lugar do gol menos um local específico, como o canto inferior direito, olham para esse ponto com maior frequência que qualquer outro. 

Esforços para ser politicamente correto podem ser particularmente traiçoeiros. Em um estudo, pesquisadores das universidades Northwestern e Lehigh fizeram 73 estudantes lerem uma vinheta sobre um colega ficcional, Donald, um homem negro. Os estudantes viram uma foto dele e leram uma narrativa sobre sua visita a um shopping com um amigo. No estacionamento lotado, Donald não estacionou na vaga para deficientes, embora estivesse com o carro de sua avó, que tinha um passe, mas esbarrou em outro carro para se enfiar numa vaga comum. Ele insultou uma pessoa coletando dinheiro para um fundo do coração, enquanto seu amigo contribuía com alguns trocados. 

E assim continuou. A história propositalmente retratava o protagonista de maneira ambígua. Os pesquisadores pediram que aproximadamente metade dos alunos tentasse reprimir estereótipos ruins de homens negros enquanto liam e, em seguida, julgasse o personagem Donald em critérios como honestidade, hostilidade e preguiça. Esses alunos avaliaram Donald como significativamente mais hostil - mas também mais honesto - do que os alunos que não tentaram reprimir os estereótipos. Para resumir, a tentativa de banir preconceitos funcionou, até certo ponto. Porém, o estudo também trouxe "uma forte demonstração de que a supressão de estereótipos faz com que os mesmos se tornem hiperacessíveis", concluíram os autores. 

Fumantes, pessoas que bebem com frequência e usuários habituais de outras substâncias conhecem bem demais essa confusão: o esforço para reprimir o desejo por um cigarro ou uma bebida pode trazer à mente todas as razões para quebrar o hábito; ao mesmo tempo, o desejo aparentemente fica mais forte. O risco de que as pessoas irão escorregar ou "perder" depende, em parte, do nível de estresse a que estão submetidas, diz Wegner. 

Concentrar-se para não olhar fixamente uma enorme verruga no rosto de um novo conhecido, enquanto troca mensagens de texto e tenta acompanhar uma conversa, aumenta o risco de que você diga: "Nós fomos comprar verruga - quero dizer, verdura. Verdura!" "Pode haver certo alívio em simplesmente acabar com tudo, fazer o pior acontecer, para que você não precise mais se preocupar com o monitoramento", disse Wegner. O que pode ser difícil de explicar, é claro, seria caso você acabasse de abaixar as calças durante um jantar com os amigos. 

Benedict Carey - The New York Times

3 de nov. de 2013

O papa dos espíritas

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TRANSFORMAÇÃO

Autor de cerca de 20 livros e membro de nove sociedades científicas, o professor 
Rivail era um descrente. Até que passou a frequentar reuniões de “mesas girantes” 
na França e adotou o nome que o tornou célebre como o criador do espiritismo 
Como o cientista francês Hippolyte Rivail se tornou, aos 53 anos, Allan Kardec, criador da doutrina espírita e fonte de inspiração do médium brasileiro Chico XavierAndres Vera
"A pessoa que estudar a fundo as ciências rirá dos ignorantes. Não mais crerá em fantasmas ou almas do outro mundo.” Era assim que o professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, membro de nove sociedades científicas e autor de cerca de 20 livros sobre pedagogia na França do século XIX, resumia seu ceticismo. Intelectual respeitado, ele vivia em um universo no qual a ciência estava em ebulição, em meio a discussões sobre eletromagnetismo, motor a vapor e lâmpada incandescente. Apesar disso, tornou-se o criador da doutrina espírita tal qual ela está sistematizada hoje, que crê, entre outras coisas, na reencarnação e na comunicação entre vivos e mortos. 
É a história dessa transformação que está sendo contada no recém-lançado “Kardec, a Biografia” (ed. Record), do jornalista brasileiro Marcel Souto Maior. “Kardec precisou ir além da religião para criar uma doutrina inteira em apenas 13 anos”, diz o autor. De 1857, ano de sua conversão, aos 53 anos, a 1869, quando morreu de aneurisma cerebral, o francês já havia arrebatado sete milhões de seguidores no mundo.  Um número impressionante para um planeta com então 1,3 bilhão de habitantes e comunicação precária. Os créditos da velocidade recaem sobre o próprio. “Ele alcançou isso porque dava tratamento científico aos estudos e sabia divulgá-los”, afirma Souto Maior.
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PASSE 

Sessão num centro espírita brasileiro: religião baseada nos livros de Kardec
A aproximação do cientista com o espiritismo começou em 1855, quando um fenômeno agitava a França: as mesas “girantes”.

Em reuniões fechadas ou salões públicos, participantes ditavam perguntas a mesas que se moviam, no que era identificado como um sinal de resposta, de mortos ilustres ou anônimos. Curioso, Rivail passou a frequentá-las em Paris. Procurava, antes, por cabos, roldanas e fios. “Estamos longe de conhecer todos os agentes ocultos da natureza”, escreveu. Convencido da boa-fé de alguns grupos, ele passou a crer. Tempos depois, um espírito contou que o conhecera na época do imperador romano Júlio César, em 58 a.C.

Na época, Rivail chamava-se Allan Kardec – daí a mudança de nome. Os primeiros registros do professor sobre o espiritismo viraram “O Livro dos Espíritos” (1857). Ele assinaria também outras quatro obras básicas, a fundação da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas e a publicação mensal, ao longo de 12 anos, de uma revista – tornando-se, assim, o grande codificador da doutrina.

Mas Kardec também presidia sessões espíritas e nelas presenciou, por exemplo, uma jovem de 12 anos receber, de lápis em punho, as palavras de Luís IX, rei da França morto seis séculos antes. Em outra concorrida reunião, o missionário e uma plateia embasbacada testemunharam um médium receber – e executar – uma partitura atribuída a Mozart.
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Para confeccionar sua obra, Souto Maior percorreu as bibliotecas de Paris em busca de material sobre o “papa dos espíritas”. Jornais de época mostram, por exemplo, a briga entre o criador do espiritismo e a Igreja Católica. Em 1861, em um episódio conhecido como “Auto de Fé de Barcelona”, foram queimados 300 livros espíritas na cidade espanhola. Entre eles estavam “O Livro dos Espíritos” e a tal sonata de Mozart. “Kardec era político”, diz Souto Maior. “Depois das brigas, ele media as palavras com a Igreja e sabia que isso traria publicidade.”

A perseguição ao espiritismo não poupava o francês, médiuns admirados por ele ou mesmo seguidores novatos. Em 1865, dois jovens de Nova York voaram a Paris para mostrar “toques espontâneos de instrumentos musicais e transporte de objetos no ar.” Durante a exibição, um espectador invadiu o palco e revelou à plateia o truque: tábuas soltas e uma passagem secreta. A imprensa transformou o episódio em piada. Kardec se defendeu. Disse que o embuste não atingia a verdadeira ciência espírita, devota à evolução do ser humano. “Fora da caridade não há salvação”, escreveu. Insistentemente perseguido, começou a demonstrar sinais de exaustão e teve um problema cardíaco. “Daí em diante foi uma contagem regressiva até sua morte”, diz Souto Maior. Em seu túmulo, no Cemitério Père-Lachaise, em Paris, há hoje mais mensagens em português do que em francês. Por quê?
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A resposta está tanto no espiritismo como no povo brasileiro. Entre 2000 e 2010, o número de espíritas no País cresceu 65%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O espiritismo tem 3,8 milhões de fiéis autodeclarados, segundo o IBGE, e 30 milhões de simpatizantes, segundo a Federação Espírita Brasileira. “Nossa população aceita muito bem a ideia de vida após a morte”, diz Geraldo Campetti, vice-presidente da Federação Espírita Brasileira. Há um consenso entre biógrafos céticos, estudiosos da religião ou espíritas devotos: o kardecismo é praticamente uma criação brasileira.

Três fatores ajudaram a disseminação da doutrina: o sincretismo brasileiro, que facilita a convivência entre crenças, a proximidade entre espiritismo e cristianismo e, por último, um certo médium de Uberaba, em Minas Gerais. “A repercussão alcançada por Chico Xavier é o maior fator da expansão dos espíritas no País”, diz o sociólogo Reginaldo Prandi, professor da Universidade de São Paulo (USP) e autor do livro “Os mortos e os vivos”. O espiritismo chegou ao Brasil em 1860 e ganhou relevância com Bezerra de Menezes, médico e político que, além de expoente da doutrina, traduziu obras de Kardec para o português.

Mas coube a Chico Xavier, falecido em 2002, o fenômeno da explosão da doutrina a partir da década de 1970. O mineiro ostenta mais de 450 livros publicados. Sua biografia “As Vidas de Chico Xavier”, escrita pelo mesmo Marcel Souto Maior, vendeu mais de um milhão de exemplares e chegou ao cinema com direção de Daniel Filho. Fez 3,4 milhões de espectadores.
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MESTRE 

O médium Chico Xavier, morto em 2002, grande difusor do espiritismo no País
Souto Maior diz que o roteiro cinematográfico da história de Rivail-Kardec já foi finalizado. 

“O filme deve ficar pronto no ano que vem.” Discípulo fiel do kardecismo, Chico Xavier costumava recomendar a todos as palavras de Kardec. 

Se o conselho valer para a nova biografia e o futuro filme, a história de Hippolite Rivail deve manter o fenômeno de público.

1 de nov. de 2013

Diferença entre engenhosidade e inteligência


Nina Popovska
1 - A NASA:
Quando, antes dos anos 60, a NASA iniciou o envio de astronautas para o espaço, advertiram que as suas canetas não funcionariam à gravidade zero, dado que a tinta não desceria à superfície onde se desejaria escrever.

Ao fim de 6 anos de testes e investigações, que exigiu um gasto de 12 milhões de dólares, conseguiram desenvolver uma esferográfica que funcionava em gravidade zero, debaixo de água, sobre qualquer superfície incluindo vidro e num leque de temperaturas que iam desde abaixo de zero até 300 graus
centígrados.

Os Russos, pelo seu lado, ao depararem com o mesmo problema, descartaram as canetas e, simplesmente deram lápis às suas tripulações para que pudessem escrever sem problemas.

2 - O empacotador de sabonetes:

Em 1970, um cidadão japonês enviou uma carta a uma fábrica de sabonetes de Tókio, reclamando ter adquirido uma caixa de sabonetes que, ao abri-la, estava vazia. A reclamação colocou em marcha todo um programa de gestão administrativa e operacional; os engenheiros da fábrica receberam instruções
para desenhar um sistema que impedisse que este problema voltasse a repetir-se. Depois de muita discussão, os engenheiros chegaram ao acordo de que o problema tinha sido desencadeado na cadeia de empacotamento dos sabonetes, onde uma caixinha em movimento não foi cheia com o sabonete
respectivo.

Por indicação dos engenheiros desenhou-se e instalou-se uma sofisticada máquina de raios "X" com monitores de alta resolução, operada por dois trabalhadores encarregados de vigiar todas as caixas de sabonete que saíam da linha de empacotamento para que, dessa maneira se assegurasse de que
nenhuma ficaria vazia. O custo dessa máquina superou os 250,000 dólares.

Quando a máquina de raios "X" começou a falhar ao fim de cinco meses de ser operada pelos três turnos da empresa, um trabalhador da área de empacotamento pediu emprestado um potente ventilador (ventoinha) de 50 dólares e apenas o apontou na direção da parte final da passadeira transportadora. À medida que as caixinhas avançavam nessa direção, as que estavam vazias simplesmente saíam voando da linha de empacotamento, por estarem mais leves.

3 - O hoteleiro de NY:

O gerente geral de uma cadeia hoteleira americana viajou pela segunda vez para Seul no lapso de um ano; ao chegar ao hotel onde devia hospedar-se foi recebido calorosamente com um "Bienvenido nuevamente señor, que bueno es verlo una vez más en nuestro hotel". Duvidando de que o recepcionista tivesse tão boa memória e surpreendido pela recepção, propôs-se que - no seu retorno a New York- imporia igual sistema de tratamento ao cliente na cadeia hoteleira que administrava.

No seu regresso convocou e reuniu todos os seus gerentes pedindo-lhes para desenvolver uma estratégia para tal pretensão. Os gerentes decidiram implementar um software de reconhecimento de rostos, base de dados atualizada dia a dia, câmaras especiais, com um tempo de resposta em micro
segundos, assim como a pertinente formação dos empregados, etc., cujo custo aproximado seria de 2.5 milhões de dólares.

O gerente geral descartou a ideia devido aos elevados custos. Meses depois, na sua terceira viagem a Seul, tendo sido recebido da mesma maneira, ofereceu uma boa gratificação ao recepcionista para que lhe revelasse como o faziam.

O recepcionista disse-lhe então: “Repare senhor, aqui temos um acordo com os taxistas do aeroporto; durante o trajeto eles perguntam ao passageiro se já antes se hospedou neste hotel, e, se a resposta é afirmativa, eles, à chegada ao Hotel, depositam as malas do hóspede do lado direito do balcão de
atendimento. Se o cliente chega pela primeira vez, as suas malas são colocadas do lado esquerdo. O taxista é gratificado com um dólar pelo seu trabalho"

Aí está a diferença entre inteligência e engenhosidade...

Felicidade e alegria

“Ser alegre (muito melhor do que ser feliz) é gostar de viver mesmo quando a vida nos castiga”

Quando eu era criança ou adolescente, pensava que a felicidade só chegaria quando eu fosse adulto, ou seja, autônomo, respeitado e reconhecido pelos outros como dono exclusivo do meu nariz.

Contrariando essa minha previsão, alguns adultos me diziam que eu precisava aproveitar bastante minha infância ou adolescência para ser feliz, pois, uma vez chegado à idade adulta, eu constataria que a vida era feita de obrigações, renúncias, decepções e duro labor.

Por sorte, 
1) meus pais nunca disseram nada disso; eles deixaram a tarefa de articular essas inanidades a amigos, parentes ou pedagogos desavisados; 
2) graças a esse silêncio dos meus pais, pude decretar o seguinte: os adultos que afirmavam que a infância era o único tempo feliz da vida deviam ser, fundamentalmente, hipócritas; 
3) com isso, evitei uma depressão profunda pois, uma vez que a infância e a adolescência, que eu estava vivendo, não eram paraíso algum (nunca são), qual esperança me sobraria se eu acreditasse que a vida adulta seria fundamentalmente uma decepção?

Cheguei à conclusão de que, ao longo da vida, nossa ideia da felicidade muda: 
1) quando a gente é criança ou adolescente, a felicidade é algo que será possível no futuro, na idade adulta; 
2) quando a gente é adulto, a felicidade é algo que já se foi: a lembrança idealizada (e falsa) da infância e da adolescência como épocas felizes.
Em suma, a felicidade é uma quimera que seria sempre própria de uma outra época da vida -que ainda não chegou ou que já passou.

No filme de Arnaldo Jabor, “A Suprema Felicidade”, que está em cartaz atualmente, o avô (extraordinário Marco Nanini) confia ao neto que a felicidade não existe e acrescenta que, na vida, é possível, no máximo, ser alegre.

Claro, concordo com o avô do filme. E há mais: para aproveitar a vida, o que importa é a alegria, muito mais do que a felicidade. Então, o que é a alegria?

Ser alegre não significa necessariamente ser brincalhão. Nada contra ter a piada pronta, mas a alegria é muito mais do que isso: ser alegre é gostar de viver mesmo quando as coisas não dão certo ou quando a vida nos castiga. É possível, aliás, ser alegre até na tristeza ou no luto, da mesma forma que, uma vez que somos obrigados a sentar à mesa diante de pratos que não são nossos preferidos ou dos quais não gostamos, é melhor saboreá-los do que tragá-los com pressa e sem mastigar. Melhor, digo, porque a riqueza da experiência compensa seu caráter eventualmente penoso.

Essa alegria, de longe preferível à felicidade, é reconhecível sobretudo no exercício da memória, quando olhamos para trás e narramos nossa vida para quem quiser ouvir ou para nós mesmos. Alguém perguntará: é reconhecível como?
Pois é, para quem consegue ser alegre, a lembrança do passado sempre tem um encanto que justifica a vida. 

Tento explicar melhor.

Para que nossa vida se justifique, não é preciso narrar o passado de forma que ele dê sentido à existência. Não é preciso que cada evento da vida prepare o seguinte. Tampouco é preciso que o desfecho final seja sublime (descobri a penicilina, solucionei o problema do Oriente Médio, mereci o Paraíso).

Para justificar a vida, bastam as experiências (agradáveis ou não) que a vida nos proporciona, à condição que a gente se autorize a vivê-las plenamente.

Ora, nossa alegria encanta o mundo, justamente, porque ela enxerga e nos permite sentir o que há de extraordinário na vida de cada dia, como ela é.

É óbvio que não consegui explicar o que são a alegria e o encanto da vida. Talvez eles possam apenas ser mostrados: procure-os em “Amarcord” (1973), de Federico Fellini, em “Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas” (2003), de Tim Burton ou no filme de Jabor. “A Suprema Felicidade” me comoveu por isto, por ter a sabedoria terna de quem vive com alegria e, portanto, no encantamento.

Segundo Max Weber (1864-1920), a racionalidade do mundo industrial teria acabado com o encanto do mundo. Ultimamente, bruxos, vampiros, lobisomens, deuses e espíritos andam por aí (e pelas telas de cinema); aparentemente, eles nos ajudam a reencantar o mundo.

Ótimo, mas, para reencantar o mundo, não precisamos de intervenções sobrenaturais. Para reencantar o mundo, é suficiente descobrir que o verdadeiro encanto da vida é a vida mesmo

Contardo Calligaris

30 de out. de 2013

A solidariedade pode melhorar o mundo

Pelo que eu saiba, foi um economista, o professor Guy Standing, que cunhou (e acertou em cheio!) o termo precariat. Ele o fez para substituir ao mesmo tempo os termos proletariado e classe média, que já haviam atingido amplamente a data de validade e haviam se tornado "termos zumbis", como certamente teriam sido definidos por Ulrich Beck.

Como sugere o blogueiro que se esconde atrás do pseudônimo Ageing Baby Boomer (isto é, um filho do baby boomcom muitos anos de idade), "é o mercado que define as nossas escolhas e nos isola, impedindo que qualquer um ponha em discussão o modo em que essas escolhas são definidas. Quem faz a escolha errada será punido. Mas o que torna o mercado tão cruel é o fato de que ele não se dá conta minimamente de que certas pessoas estão muito melhor equipadas do que outras a escolher bem, porque possuem o capital social, o saber ou os recursos financeiros".

O que "unifica" o precariado, o que mantém unido esse conjunto extremamente diversificado, tornando-o uma categoria coesa, é a sua condição de máxima fragmentação, pulverização, atomização. Todo os precários sofrem, independentemente da sua proveniência ou pertencimento, e cada um sofre sozinho. Mas todos esses sofrimentos suportados individualmente mostram uma surpreendente semelhança entre si. Reduzem-se a uma única coisa: a pura e simples incerteza existencial, uma assustadora mistura de ignorância e de impotência que é fonte inexaurível de humilhação.

Contudo, esses sofrimentos não se somam, ao contrário, se dividem e separam aqueles que os sofrem, negando-lhes o conforto de um destino comum, e fazem parecer risíveis os apelos à solidariedade.

Essa condição, muito visível embora se tente dissimulá-la com todos os meios, testemunha que as autoridades – que têm o poder de conceder ou negar direitos – recusaram-lhes os direitos reconhecidos a outros seres humanos, "normais" e, portanto, respeitáveis. Desse modo, ela testemunha, indiretamente, a humilhação e o desprezo de si que são uma consequência inevitável do aval, por parte da sociedade, da indignidade e da ignomínia que atinge algumas pessoas.

A política emergente – a desejada alternativa a mecanismos políticos já desacreditados – tende a ser horizontal e lateral, ao invés de vertical e hierárquico. Para mim, ela lembra um enxame: como enxames de insetos, alianças e reagrupamentos são criações efêmeras, fáceis de unir, mas difíceis de manter unidas pelo tempo necessário para "se institucionalizarem", isto é, para construírem estruturas duráveis. Elas podem se virar sem quartéis generais, burocracia, líderes, supervisores ou chefes. Unificam-se e se dispersam quase espontaneamente e com a mesma facilidade. Cada momento da sua vida é intensamente apaixonado, mas notoriamente as paixões intensas desaparecem rapidamente. Não se pode erigir uma sociedade alternativa sobre a paixão unicamente: a ilusão da sua viabilidade consome grande parte das energias que se exigiria para construí-la.

Se as revoluções não são produtos da desigualdade social, os campos minados sim. Os campos minados são áreas disseminadas de explosivos espalhados ao acaso: pode-se ter a certeza de que, uma vez ou outra, algum deles irá explodir, mas qual e quando não se pode determinar com algum grau de certeza. Como as revoluções sociais são eventos com um propósito e com um objetivo, é possível fazer algo para localizá-las e frustrá-las a tempo, enquanto isso não vale para as explosões dos campos minados.

Quando o campo minado foi predisposto por soldados de um exército, pode-se enviar outros soldados, pertencentes a um outro exército, para extrair as minas e desarmá-las: "O soldado antibombas erra uma só vez". Mas esse remédio, embora insidioso, não está disponível no caso dos campos minados predispostos pela desigualdade social: quem deve semear as minas e depois extraí-las é o mesmo exército, que não pode deixar de adicionar novos dispositivos aos velhos, nem evitar colocar o pé em cima mais e mais vezes. Semear minas e cair vítimas das suas explosões são uma mesma coisa.

Todas as variedades de desigualdade social brotam da divisão entre ricos e pobres, como Miguel de Cervantes Saavedra já observava há meio milênio. No entanto, em épocas diversas, possuir ou não possuir objetos diversos são, respectivamente, a condição mais apaixonadamente desejada e a mais apaixonadamente sofrida.

Dois séculos atrás, na Europa, ainda há poucas décadas em alguns lugares distantes da Europa, e ainda hoje em alguns campos de batalha de guerras tribais ou parques de diversões das ditaduras, o objetivo principal que opunha em conflito ricos e pobres era pão ou o arroz. Graças a Deus, à ciência, à tecnologia e a certos expedientes políticos razoáveis, não é mais assim.

Mas isso não significa que a velha divisão esteja morta e sepultada: ao contrário... Hoje em dia, os objetos do desejo cuja ausência é mais agudamente sentida são muitos e variados, e o seu número aumenta dia após dia, assim como as tentações para obtê-los.

E assim crescem a ira, a humilhação, o rancor e o ressentimento suscitados por não tê-los. E com eles o desejo de destruir o que você não pode ter. Saquear as lojas e dar-lhes chamas são gestos que podem derivar do mesmo impulso e gratificar o mesmo desejo.

Hoje, os europeus são 333 milhões, mas dentro de 40 anos, na atual taxa média de natalidade (já em queda em todo o continente), cairão para 242 milhões. Para preencher a lacuna serão necessários ao menos 30 milhões de novos desembarques, senão a nossa economia europeia sofrerá um colapso, e com ela o padrão de vida que prezamos tanto. Mas como podemos integrar comunidades diferentes?

Em um pequeno mas interessante estudo, Richard Sennett sugere que "uma colaboração informal e sem limites prefixados é a melhor maneira de fazer a experiência da diferença". Nessa frase, cada palavra é decisiva. "Informalidade" significa que não há regras de comunicação pré-estabelecidas: tem-se a confiança de que se autodesenvolvam na medida em que aumenta o alcance, a profundidade e a significância da comunicação: "Os contatos entre pessoas dotadas de competências ou de interesses diferentes são ricos quando são desordenados, e fracos são regulamentados".

"Sem limites prefixados" significa, além disso, que o resultado deveria seguir uma comunicação presumivelmente prolongada, ao invés de ser pré-estabelecido de modo unilateral: "Deseja-se descobrir a outra pessoa sem saber onde isso o levará. Em outros termos, deseja-se evitar a férrea norma da utilidade que estabelece um propósito – um produto, um objetivo político – fixado antecipadamente".

E, por fim, "colaboração": "Supõe-se que as várias partes ganhem todas com a troca, e não que uma só ganhe às custas das outras". Eu acrescentaria: é preciso aceitar que, nesse jogo particular, tanto ganhar quanto perder só são concebíveis juntos. Ou todos ganhamos ou todos perdemos. Tertium non datur.

Sennett resume a sua sugestão como segue: "Os escritórios e as ruas se tornam desumanos quando dominam a rigidez, a utilidade e a competição. Tornam-se humanos quando promovem interações informais, sem limites prefixados, colaborativas".

Eu penso que todos nós, que somos chamados e desejamos ensinar, poderíamos e deveríamos aprender a nossa estratégia com esse triplo preceito, lacônico mas abrangente, expresso por Richard Sennett. Aprender nós mesmos a pô-la em ato, mas também – e isto é o mais importante – transmiti-la àqueles que são chamados e desejam aprender conosco.
Zygmunt Bauman traduzido por Moisés Sbardelotto

29 de out. de 2013

O que é a timidez?

O rubor na face - também chamado de "vermelhidão no rosto" ou de "rosto vermelho" -, é um importante sinal de timidez ou fobia social. 

Ele pode estar associado ou não ao rubor das orelhas e do pescoço. 

Seu aparecimento é acompanhado de um sintoma que se caracteriza por sensação súbita de calor na região afetada, sendo um sinal que ganha ainda mais destaque conforme mais clara for a pele da pessoa.

Há duas categorias de causas: psicológicas e fisiológicas. As psicológicas são as próprias causas da timidez ou da fobia social, ou de qualquer outro transtorno psicológico. Em geral, esse sinal aparece quando a pessoa se julga criticada ou avaliada negativamente pelos outros, conhecidos ou não, ainda que o julgamento desfavorável seja apenas imaginado. Pode ocorrer até mesmo em situação de convívio com amigos ou familiares.

Já as causas fisiológicas dizem respeito ao que ocorre na região - rosto e/ou orelhas e/ou pescoço -: uma vasodilatação súbita e intensa aumenta o aporte de sangue para a área sem que haja uma demanda natural para isso. A razão de ocorrer particularmente nessas regiões, reside no fato de que nelas a pele apresenta uma vascularização aumentada em relação à pele da maior parte do organismo. Essas áreas - assim como a planta dos pés, a palma das mãos e os lábios, por serem partes muitos expostas ao frio - são dotadas de maior vascularização.

A timidez pode ser definida como o desconforto e a inibição em situações de interação pessoal, que interferem na realização dos objetivos particulares e profissionais de quem a sofre. Caracteriza-se pela obsessiva preocupação com as atitudes, reações e pensamentos dos outros. A timidez aflora geralmente (mas não exclusivamente) em situações de confronto com a autoridade, interação com pessoas do sexo oposto, contato com estranhos e à fala diante de grupos. A timidez é um padrão de comportamento em que a pessoa não exprime - ou exprime pouco - seus pensamentos e sentimentos, e não interage ativamente. Embora não comprometa de forma significativa a realização pessoal, constitui-se em fator de empobrecimento da qualidade de vida.

Sob esse ponto de vista, a timidez não pode ser considerada um transtorno mental. Aliás, quando em grau moderado, todos os seres humanos são, em algum momento de suas vidas, afetados pela timidez, que funciona como uma espécie de regulador social e inibidor dos excessos condenados pela sociedade.
Ela funciona ainda como um mecanismo de defesa que permite à pessoa avaliar situações novas por meio de uma atitude de cautela e buscar a resposta adequada para a situação.

Dois são os tipos de timidez:


*Timidez situacional*

- A inibição se manifesta em ocasiões específicas e,portanto, o prejuízo é localizado. Por exemplo, a pessoa interage bem com a autoridade e pessoas do sexo oposto, mas sente vergonha de falar em público;

*Timidez crônica*

- A inibição se manifesta em todas as formas de convívio social. A pessoa não consegue fazer amigos e falar com estranhos, intimida-se diante da autoridade e tem medo de falar em público, entre outros fatores.

Philip Zimbardo, da Universidade de Stanford, nos EUA, se refere ainda à outra espécie de tímido: aquele que não teme o relacionamento social, mas simplesmente prefere estar só, sentindo-se mais confortável com suas idéias e com seus objetos inanimados do que com outras pessoas.

Esta seria a pessoa comumente chamada de introvertida, que tem muitos pontos em comum com o tímido e se torna vulnerável a transtornos de ansiedade.

*Evolução da timidez*

Adultos tímidos foram crianças tímidas ou adolescentes tímidos. Já adolescentes tímidos não foram necessariamente crianças tímidas. No entanto, ter um temperamento tímido na infância ou na adolescência não torna inevitável que alguém seja assim por toda a vida.

1. Infância

Algumas crianças nascem com predisposição a serem tímidas, assim como outras têm predisposição para se tornarem hiperativas ou calmas. Mas se uma criança com tal predisposição genética encontrar um ambiente propício para a timidez se desenvolver, isso certamente ocorrerá. Não há, contudo, unanimidade entre os estudiosos sobre quais são as causas da timidez na infância, variando as opiniões de acordo com a corrente doutrinária adotada por cada profissional. Há quem aponte o papel dos pais como decisivo nesse processo, e a timidez certamente se desenvolverá se um ou ambos os pais:

- Forem eles próprios tímidos, pois a percepção depreciada de si mesmo é transferida para o filho;

- Forem muito agressivos, com o filho passando a perceber os outros como potencialmente hostis;

- Submeterem o filho a constantes críticas ou humilhações silenciosas ou públicas, comprometendo assim a auto-estima da criança;

- Criarem problemas familiares que causem vergonha, como o pai beber outer uma vida desregrada, levando a criança ou o jovem a carregar essa vergonha como parte de sua vida. O mesmo problema ocorre com a separação dos pais;

- Tiverem um comportamento frio, já que pais que não exprimem seus sentimentos não ajudam os filhos a desenvolver a percepção de confiança em si próprios. Em suma, a timidez deve ser vista como um traço do temperamento com tudo oque ele implica. Isto é, algo estável presumivelmente herdado, que aparececedo na vida de uma criança e que, provavelmente, determina o posterior desenvolvimento da personalidade, da emotividade e da conduta social.

Mas apesar do peso da hereditariedade, esse traço do temperamento poderá ser atenuado ou reforçado pela conduta dos pais e pelas experiências vividas pela criança na infância.

2. Adolescência

A timidez é mais comum na adolescência e independe do adolescente ter sido tímido na infância. O quadro na adolescência - principalmente nos primeiros anos - pode se mostrar sério, mesmo quando na infância se apresentou leve ou quase imperceptível. O rápido crescimento por que passam os adolescentes pode fazer com que ele crie uma auto-imagem desfavorável de seu corpo, do todo ou de parte dele, mesmo que essa imagem distorcida não corresponda à realidade.

Numa fase da vida em que a aceitação pelo grupo é essencial, essa distorção do corpo gera no jovem a insegurança de não ser bem visto pelos outros e favorece o reforço da timidez. Esse estado de insegurança se alterna, por vezes, com um estado de euforia, quando o jovem faz alguma coisa para mudar a parte do corpo que lhe causa desconforto, como mudar o corte de cabelo ou fazer regime para emagrecer. Esse estado de euforia, no entanto, não costuma durar muito, e logo a insegurança e a timidez se reinstalam. Esse quadro, porém, não costuma perdurar quando o jovem entra na idade adulta, por volta dos vinte anos. A persistir, no entanto, tem tudo para se transformar num quadro realmente grave de transtorno mental.

Evaristo de Carvalho - Psicólogo

25 de out. de 2013

10 lições para evitar traição

1- Nunca deixe uma 'mulher moderna' insegura.
Antigamente elas choravam. Hoje elas simplesmente traem, sem dó nem piedade. 

2- Não ache que ela tem poderes 'adivinhatórios'. Ela tem de saber da sua boca o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima. 

3- Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar futebol) mais do que duas vezes por semana, três vezes então, coitado de você. As 'mulheres modernas' dificilmente andam implicando com isso, entretanto, elas são categoricamente 'cheias de amor pra dar' e precisam da 'presença masculina'. Se não for a sua meu amigo... Bem... 

4- Quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele ex ou um que está insistindo para entrar na fila, é grandessíssimo.

5- Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfazê-la. As 'mulheres modernas' têm um pique absurdo em relação ao sexo e, principalmente dos 25 aos 55 anos, elas pensam, e querem fazer sexo todos os dias (pasmem, mas a pura verdade). Bom, nem precisa dizer que se não for com você.

6- Dê-lhe atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso. Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é?


7- Nem pense em provocar 'ciuminhos' vãos. Como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres.

8-Sabe aquele bonitão que você sabe que sairia com a sua mulher a qualquer hora? Bem... de repente a recíproca também pode ser verdadeira. Basta ela, só por um segundo, achar que você merece... Quando você reparar... já foi. 


9- Tente estar menos 'cansado'. A 'mulher moderna' também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para seu prazer. 

10- Volte a fazer coisas do começo da relação
Se quando começaram a sair viviam se cruzando em 'baladas', 'se pegando' em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A 'mulher moderna' não pode sentir falta dessas coisas... senão... 


Proteja-a, ame-a, e principalmente, faça-a saber disso. Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele 'bonitão' que vive enchendo-a de olhares e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você!

"Quem não se dedica, se complica." Como diz uma amiga: "Mulher não trai, apenas se vinga!"

Não sei se as coisas funcionam exatamente assim mas é sempre bom estarmos atentos.
Como diz a letra do Peninha “quando a gente gosta, é claro que a gente cuida”


Se você enquadrou-se no mínimo em 3 artigos acima é bom preocupar-se. Comece hoje mesmo a reverter a situação. Leve flores, bombons, recite uma poesia do Neruda, compre um bom vinho. Elas gostam de se dizerem "moderninhas" mas derretem-se como nos tempos da vovó. É infalível.

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