9 de set. de 2014

A vingança de Osama

Há alguns anos eu vi um homem sendo decapitado. Chegou um vídeo completo na TV, e vi. Um bando de demônios de preto, gritando “Só Deus é grande!”, agarram o pobre sujeito e lhe cortam o pescoço como o de um porco. 

Ele grita enquanto a cabeça lhe é arrancada, com jorros de sangue que sujam as mãos dos carrascos, que gargalham de felicidade porque sentem-se mais perto do céu, pois a cada cão infiel morto à faca eles sobem de “ranking” para a salvação. E, diante desses bichos escrotos, não adiantam a indignação e o horror. Eles apenas são adeptos do califado da morte que o Estado Islâmico quer construir entre Síria e Iraque. Hoje, além das pegadinhas e bobagens que são postadas, o YouTube está cheio de decapitações e fuzilamentos emocionantes parecidos com filmes de violência coreanos. Vejam para entender melhor o “contemporâneo”.

Que fazer contra esses ratos que infestam o Oriente Médio e o norte da África (Estado Islâmico e Boko Haram)? Como atacar esse novo tipo de crueldade? De uma forma repugnante, a verdade do mundo atual apareceu. Estão explodindo todas as misérias do planeta para além do desprezo do circuito Helena Rubinstein: uma religião da vingança e da morte, a ignorância milenar de desgraçados no deserto, a suprema inveja das conquistas do Ocidente, o cultivo do martírio.



A história humana é a história da crueldade. O Oriente é o retorno da pulsão de morte recalcada, a morte que mandamos para embaixo do tapete. Agora, a sujeira está voltando em nossa cara. Os milênios foram gastos no extermínio. Mas essa nova forma de horror se dá em pleno século XXI, quando foguetes norte-americanos já viajam entre os anéis de Saturno e aterrissam em cometas.


Agora, temos a revolta do lixo da humanidade. Alguns dirão: “Bem feito, depois que o Ocidente gerou isso tudo com sua exploração colonial e imperialista...” Não, agora não são mais reativos, são inventivos, com armas compradas na Rússia e China, além do armamento pilhado da bosta que virou a “primavera árabe”. Não são mais “consequência” de nada, são a vanguarda de uma nova forma de morte, depois que tiveram a ideia de usar as máquinas do Ocidente contra o Ocidente: aviões e mísseis contra os infiéis. E seduziram milhares de malucos ingleses e norte-americanos (mais de 2.000) que entram no Estado Islâmico para voltar a seus países e cometer crimes infernais como em Boston e na Espanha.

O Estado Islâmico desumaniza totalmente os inimigos, que não são tratados nem como bichos, mas como coisas a serem destruídas. Pode? Eles estão pautando a agenda do Ocidente. Agora, só resta aos países ameaçados gastar bilhões para a defesa. É impossível “resolver a situação”. Nosso único consolo é o Obama ser o presidente norte-americano. Se fosse o Mitt Romney ou o John McCain, estaríamos ferrados. Não podemos esquecer que se hoje os republicanos chamam de “covardia” o bom senso de Obama, foram eles, liderados por Bush e Dick Cheney, os culpados por tudo isso. Esses dois tinham de estar condenados à morte porque invadiram o Iraque com a mentira e os interesses pelo petróleo, destruindo o único muro de arrimo que o Oriente Médio ainda tinha: a sórdida ditadura de Sadam. E, com esse pretexto, arrasaram o mundo democrático.

Antes, a Guerra Fria era entre dois filhos do racionalismo: a Razão socialista contra a Razão capitalista. E o medo da morte nuclear criava a “deterrence” (a contenção por medo mútuo). Agora, a guerra virou o diabo solto. Se um dos inimigos não tem medo de morrer, não há vitória. A morte ocidental é diferente da morte oriental. Como afirmou o Mulá Muhamed Omar com desdém: “Nós amamos a morte; vocês sempre gostaram de viver!” A guerra é assimétrica porque a América tem uma ideologia. Mas eles têm a teologia.

Subitamente, fomos arrojados de volta a uma era pré-política. Os nazistas queriam um milênio ariano, os comunas queriam construir um paraíso stalinista, mas os fanáticos do islã não querem construir nada. Já estão prontos. Já chegaram lá. Já vivem na eternidade. Querem apenas destruir o demônio, que somos nós. Lembro as negras palavras de Osama antes de morrer: “Não permitiremos de novo a humilhação que os muçulmanos sofreram na Andaluzia”. Sabem quando? Em 1492, quando os mouros foram expulsos da Península Ibérica. E citou também o tratado de Sèvres, quando o Ocidente acabou com o Império Otomano e com o sonho de unidade árabe, em 1920. Osama nos odiou por 500 anos.

Tudo o que fazemos tem o alvo da finalidade, do progresso. O islã não quer isso. Quer o imóvel, a verdade sem dúvidas. O islã transcendeu a história há muito tempo. Suas multidões ou jazem na miséria conformados, perfazendo o ritual obsessivo do Corão, ou partem para o ataque sem fim. A grande arma do islã é o suicídio. Não o suicídio melancólico entre nós, nem o haraquiri do arrependimento japonês, mas o suicídio triunfal, feliz, ativo, o suicídio que mata também o “outro”. Parafraseando a velha frase de Camus, hoje “o suicídio é a grande questão política de nosso tempo”. Ai, que loucura: o suicídio como esperança.

Dissolveu-se o mito de que alcançaríamos uma harmonia política futura, um sonho de ordem qualquer. Acabam o “happy end”, a lógica, o princípio, o meio e o fim. Findou o sonho de “solução”, mixou a ideia de “futuro redentor”. Platão quebrou a cara. O inconsciente bárbaro está mandando no Ocidente.

Nosso período histórico parece se encaminhar para uma grande catástrofe. Quando não há solução, nasce uma fome de irracionalismo que estoura os freios da civilização. Não há mais ideias “universais”. Como disse o Baudrillard, tão desprezado pela Academia, “acabou o universal, só temos o singular e o mundial”.

A morte não estará mais num leito burguês com extrema-unção e família chorando; a morte será um cachorro pelas ruas, atacando de repente. O mundo atual desmoraliza a tragédia.

Osama está se vingando do Ocidente, lá do fundo do oceano. O Estado Islâmico é seu herdeiro. Osama traçou um destino de linhas tortas para o século XXI.

Arnaldo Jabor

8 de set. de 2014

"Não é mulher pra casar". Poxa, jura?

Um manifesto pelas garotas sexualmente livres.
Você andou dizendo por aí que não sou "mulher pra casar" porque "me comeu" no primeiro encontro. E, portanto, "não me valorizo". Talvez você imagine que estou arrasada por não receber mais suas mensagens. Deixa eu te contar uns segredos. Quem disse que eu quero me casar? Que, se eu quisesse, seria com você? Não foi você quem CONSEGUIU me comer, fui eu que DECIDI te dar. A lógica é inversa. Eu me valorizo tanto que não preciso da opinião alheia para saber quem sou e quanto valho. Valorizo o que eu sinto, não represo meu desejo nem finjo ser outra para agradar seus padrões moralistas. Se você categoriza garotas assim, EU é que não te considero "homem pra compartilhar a vida". Quero um cara que me enxergue muito além desse seu critério.
Porque, se eu transei na primeira ou na vigésima vez, não faz a menor diferença. Eu continuo gostando de Rolling Stones, cuidando da minha avó doente, planejando a próxima viagem exótica, passeando com a minha cachorra, tentando entender as raízes históricas da guerra entre Israel e Palestina, pagando minhas contas, cozinhando o melhor feijão do planeta, morrendo de rir com as amigas que cultivo desde a infância, sendo elogiada pelo meu desempenho profissional... A sexualidade é apenas uma das minhas facetas. Mas, para você, ela é nota de corte. É suficiente para me tornar desinteressante aos seus olhos. Entende como o seu machismo diz muito mais sobre você do que sobre mim? E quão rasa é a sua percepção sobre as pessoas?
A verdade é que tô aliviada. Agora EU posso fugir de você. Homens com esse tipo de atitude não aceitam mulheres bem-sucedidas, aquelas que eventualmente têm um salário maior que o deles. Também jamais admitiriam que eu tenha tido uma vida sexual ativa antes de conhecê-los. Ou que eu saiba fazer um boquete incrível ("onde essa vagabunda aprendeu isso?") e fantasie com um ménage. Não duvido que me encheria de porrada se descobrisse que guardo um vibrador e me masturbo com frequência ("ela tem prazer SEM mim?"). Homens desse naipe tentariam me proibir de encontrar as amigas para beber, regulariam o tamanho da minha saia e fuçariam o meu celular. Credo.
Definitivamente, você só serviu para uma trepada mesmo. E, olha, confesso que esperava mais de você. Nunca namoraria um cidadão que não faz sexo oral e goza antes de me satisfazer. Acho meio antiquado e egoísta, sabe? O amor que eu almejo é generoso em todos os sentidos. Tem a ver com cumplicidade, igualdade e respeito. Veja, não estou convocando todas mulheres a transarem de cara. Estou defendendo o direito legítimo daquelas que tiverem vontade. Sem que essa atitude interfira na forma como elas serão tratadas no dia seguinte. O papo tá ótimo, mas agora eu preciso ir. Não imagine que te quero mal. Apenas não te quero mais.
Nathalia Ziemkiewicz

4 de set. de 2014

Sonhos x Plano de Ação

Andei pesquisando a respeito dos livros que contém a palavra Sonho em seus títulos.
Achei um monte. Perdi a conta. Sobre Gestão então, nem se fala. Vários livros excelentes. Alguns até best-sellers. Eu mesmo já li vários.
E o que eles têm em comum?
Não vale responder a palavra Sonho.
Não. Não é isso que eles têm em comum.
O que eles têm em comum, é que todos foram escritos por pessoas que foram muito além de seus sonhos. Não sonharam apenas. Executaram. Fizeram. Trabalharam muito e muito duro.
Uns falam que sonhar grande ou pequeno dá o mesmo trabalho, portanto é melhor sonhar grande. Pode ser, não sei. O que é grande para uns pode ser pequeno para outros. Não vou ficar aqui discutindo semântica e nem o quanto é grande ou pequeno um sonho. Respeito o sonho de cada um.
Lembrei-me até do Clássico de Origenes Lessa escrito em 1938 (o google me salvou na data)     “O Feijão e o Sonho” que relatava um pouco sobre a dicotomia entre duas irmãs uma casada com um importante empresário e outra com um poeta. Nada contra os poetas. O livro apenas queria demonstrar as necessidades e dificuldades daqueles que sonham frente às benesses daqueles que realizam.
O fato é que não importa onde pretende chegar, seja longe ou perto, é preciso dedicação, empenho, esforço, planejamento e principalmente ação.
A cada dia que passa mais me convenço de que quem “vence” na vida é porque trabalhou muito. Não importa o que pretenda, o mais importante de tudo é fazer com dedicação. Com amor. Perder algo, deixar algo, abrir mão para alcançar uma meta maior e mais desafiadora. Só atinge realmente o seu sonho quem enfrenta desafios. Perde muitos. Muitas vezes, mas encara novamente. Com mais força e afinco. Reconhece suas derrotas se reorganiza e corre em busca de novos desafios e novas vitórias.
Gosto muito de uma frase, centena de vezes repetida pelo jogador Oscar que afirma não ter “Mão Santa” como apregoam, mas sim” Mão treinada”.
Acredito muito nisto. Acredito em sorte também, mas sei que sozinha ela não te leva a lugar algum.
A vida me ensinou muita coisa. Nada perto do que deveria saber, mas um pouco sim, e este pouco me dá a tranquilidade de afirmar que é preciso de muita força de vontade para fazer seus sonhos acontecerem. Já tive muitos e em algum momento acreditei que os perdi. Hoje percebo claramente que não perdi. A verdade é que não me dediquei como devia. Não fiz o dever de casa do modo correto e nem com a intensidade necessária.
Não se trata de arrependimento até porque se arrepender neste momento pouco adiantaria. Trata-se isto sim, de uma constatação clara de que é preciso muita dedicação. Muito mais do que está imaginando agora enquanto lê este texto. Muita mesmo.
Sonhe. Sonhe muito. O quanto puder. Sonhar faz bem, entretanto tenha em mente que mais importante do que sonhar é fazer. Um pouco que seja. Todos os dias. Fazer que o seu sonho realmente se transforme em realidade e que você viva o que sonhou. Esta realidade pode ser muito mais difícil do que imagina mas também pode ser muito mais atraente do que no sonho. Depende de você. Faça um plano de ação e execute-o. Cansei de ver planos de ação maravilhosos que nunca saíram do papel. Faça do seu plano a sua realidade. Corrija quando necessário, retorne ao início se for preciso mas se este for o seu sonho verdadeiro faço-o acontecer.
Se eu tivesse que deixar uma mensagem para minha única filha que se encontra na fase da sua adolescência sonhadora eu diria com certeza: “Acreditar nos seus sonhos só é possível se você trabalhar muito para que eles se tornem verdadeiros”.
Faça. Faça muito. Faça bem feito. Faça com paixão. Com prazer. Com emoção. Este sim é um sonho para ser vivido não importa qual tenha sido.
Airton Carlini

2 de set. de 2014

Professor de psicologia cria 'métrica da traição

Professor de psicologia na Universidade de Seattle, John Gottman dedicou décadas ao estudo do comportamento e observou milhares de casais, das reações biológicas à linguagem corporal, em um ambiente controlado que recebeu o apelido de "laboratório do amor".

Segundo Gottman, existe uma maneira de calcular o quanto cada cônjuge está disposto a certos sacrifícios pessoais para que o relacionamento seja agradável e tenha vida longa. Alguns casais fracassam mesmo que permaneçam juntos por pressões sociais ou por conveniência.

"Se a medição da traição de um casal é elevada de forma consistente, ele corre um risco grande de infidelidade ou outra forma séria de deslealdade", escreve Gottman em "O que Faz o Amor Durar?". "A perda dela é o ganho dele, e vice-versa. Sentem-se felizes quando o outro se sente pior".

Para o professor, infidelidade não é necessariamente um caso extraconjugal. Quando um dos indivíduos quebra uma promessa ou coloca outros interesses à frente do relacionamento, trai o parceiro. Frieza, egoísmo e incompreensão são alguns dos sinais de alerta.

A "métrica da traição" usa o Equilíbrio de Nash, inspirado nos estudos do matemático John Nash, vencedor do Prêmio Nobel retratado no filme "Uma Mente Brilhante", a Teoria dos Jogos e os cálculos de "Teoria dos Jogos e Comportamento Econômico", elaborados por John von Neumann e Oskar Morgenstern.

"Minha pesquisa averigua se a presença de certo elemento, como um nível baixo de confiança, pode prever uma separação e, se puder, com qual precisão", conta.
Gottman, entre outros livros, é autor de "Sete Princípios para o Seu Casamento Dar Certo" e "Inteligência Emocional e a Arte de Educar Seus Filhos". "O que Faz o Amor Durar?" foi escrito em parceria da escritora Nan Silver. 

Abaixo, conheça o teste.

Instruções
Em relação aos itens a seguir, indique o quanto concorda ou discorda de cada item circulando DM para discordo muito, D para discordo, N para não concordo nem discordo,C para concordo e CM para concordo muito. 

Atenção: se você e seu cônjuge não moram juntos e não têm filhos (juntos ou com outros indivíduos), respondam às perguntas sobre esses tópicos baseando-se no que acham que o outro faria, se fosse o caso.

1. Sinto-me protegida(o) pelo meu cônjuge.
DM D N C CM
2. Meu cônjuge é leal a mim.
DM D N C CM

3. Meu cônjuge me apoia financeiramente.
DM D N C CM

4. Às vezes, sinto-me incerta(o) quanto ao meu cônjuge.
DM D N C CM

5. Não acho que meu cônjuge tem relações íntimas com outras pessoas.
DM D N C CM

6. De agora em diante, meu cônjuge não teria filhos com outra pessoa que não fosse eu.
DM D N C CM

7. Meu cônjuge ama nossos filhos e/ou pelo menos respeita meus filhos.
DM D N C CM

8. Acredito que podemos confiar na maioria das pessoas.
DM D N C CM

9. Meu(minha) companheiro(a) me ajuda a sentir segurança emocional.
DM D N C CM

10. Sei que meu cônjuge sempre será um(a) amigo(a) próximo(a).
DM D N C CM

11. Meu cônjuge vai se comprometer a sustentar nossos filhos.
DM D N C CM

12. Quando as coisas dão errado, posso contar que meu cônjuge vai se sacrificar por mim e pela nossa família.
DM D N C CM

13. Meu cônjuge faz tarefas do lar.
DM D N C CM

14. Meu cônjuge vai se esforçar pela nossa segurança financeira.
DM D N C CM

15. Meu cônjuge não me respeita.
DM D N C CM

16. Meu(minha) parceiro(a) me faz sentir sexualmente desejada(o).
DM D N C CM

17. Meu(minha) parceiro(a) leva meus sentimentos em consideração quando toma decisões.
DM D N C CM

18. Sei que meu(minha) parceiro(a) vai cuidar de mim quando estiver doente.
DM D N C CM

19. Quando não estivermos nos dando bem, meu(minha) parceiro(a) vai se esforçar comigo pelo nosso relacionamento.
DM D N C CM

20. Meu cônjuge é presente em termos emocionais.
DM D N C CM

21. Meu cônjuge não exagera no álcool e nas drogas.
DM D N C CM

22. Meu cônjuge age de maneira romântica comigo.
DM D N C CM

23. Meu cônjuge é gentil com minha família.
DM D N C CM

24. Posso contar com meu cônjuge para conversar comigo quanto estou triste ou irritada(o).
DM D N C CM

25. Meu cônjuge entra em brigas comigo ou me humilha. 
DM D N C CM

26. Há pelo menos uma pessoa que vem antes de mim para meu cônjuge.
DM D N C CM

27. Meu cônjuge vai colaborar comigo como parte de uma unidade financeira.
DM D N C CM

28. Tenho poder e influência nesse relacionamento.
DM D N C CM

29. Meu(minha) companheiro(a) mostra aos outros o quanto gosta de mim.
DM D N C CM

30. Meu(minha) parceiro(a) ajuda com a responsabilidade de criar as crianças.
DM D N C CM

31. Não tenho como confiar completamente no meu cônjuge.
DM D N C CM

32. Meu cônjuge mantém suas promessas.
DM D N C CM

33. Meu(minha) companheiro(a) é uma pessoa moral.
DM D N C CM

34. Meu(minha) companheiro(a) realmente faz as coisas com as quais concorda fazer.
DM D N C CM

35. Meu cônjuge vai trair minha confiança.
DM D N C CM

36. Meu cônjuge é afetuoso comigo.
DM D N C CM

37. Durante as discussões, posso ter certeza de que meu cônjuge vai me ouvir.
DM D N C CM

38. Meu cônjuge compartilha e honra meus sonhos.
DM D N C CM

39. Tenho medo de meu cônjuge sair da linha.
DM D N C CM

40. As palavras e ações do(a) meu(minha) parceiro(a) refletem os valores sobre os quais concordamos.
DM D N C CM

41. Meu cônjuge faz amor comigo frequentemente.
DM D N C CM

42. Posso contar que meu cônjuge vai construir e manter um sentido de família e de comunidade comigo.
DM D N C CM


Pontuação
PRIMEIRO PASSO
Pontue suas respostas às perguntas 4, 15, 25, 26, 31, 35 e 39 usando a tabela a seguir. Depois, some as pontuações:
Concordo muito: 1
Concordo: 2
Não concordo nem discordo: 3
Discordo: 4
Discordo muito: 5
Subtotal: _


SEGUNDO PASSO
Pontue as respostas das perguntas restantes usando a seguinte tabela:
Concordo muito: 5
Concordo: 4
Não concordo nem discordo: 3
Discordo: 2
Discordo muito: 1
Subtotal: _


TERCEIRO PASSO
Some os dois subtotais e calcule sua métrica da confiança.
Total: _

O QUE SIGNIFICA O MEU TOTAL?
0-52
Você tem um grau baixo de confiança em seu cônjuge e no relacionamento. Nem todos os casais vão ficar juntos para sempre, mas até mesmo as uniões que têm problemas de confiança podem dar certo se os dois envolvidos se comprometerem ao processo com empenho. Ler este livro a sós pode deixar sua situação mais clara e pode ajudar você a fazer mudanças positivas nas interações com o outro. Mas, se a outra pessoa concordar, tentem fazer os exercícios juntos. É preciso fazer uma análise na alma: vocês dois têm motivação suficiente para fazer isso? Caso sim, façam o questionário novamente depois de acabarem de ler o livro e de seguirem os conselhos. Se a métrica continuar baixa, procurem ajuda personalizada.

53-105
Seu nível de confiança é moderado. Você confia no outro - mas com dúvidas. Você pode aprimorar o relacionamento com os exercícios deste livro. Apesar de o trabalho conjunto ser melhor, o relacionamento ainda pode se beneficiar se você progredir a sós. Quando um membro de um casal percebe necessidades e desejos com mais limpidez, o relacionamento geralmente fica mais claro para os dois, o que facilita as mudanças positivas. Se sua métrica da confiança não melhorar, é hora de decidir se vocês dois estão comprometidos em fazer do relacionamento uma prioridade máxima. Se sua métrica aumentou, eis aí uma indicação poderosa de que, quanto mais abertos um com o outro, mais feliz e realizado será o relacionamento.

106-210
Você tem um profundo senso de confiança no outro. Essa base sólida aumenta a probabilidade de seu relacionamento permanecer feliz a longo prazo. Ainda assim, se a pontuação ficou perto do mínimo, seria válido ter conversas honestas sobre o relacionamento. Se a taxa da confiança é muito alta, este livro ainda pode beneficiar você. Pense em fazer uma leitura em dupla como uma experiência romântica que vai reafirmar o quanto vocês são apaixonados um pelo outro - e que também lhes dará ferramentas para que permaneçam dessa forma.
Folha de São Paulo

29 de ago. de 2014

Nada vale mais que o amor

Eu deveria ter passado por cima do meu ego, telefonado para a pessoa amada na hora em que a saudade não cabia mais no meu peito e ter dito... 


Tô sentindo a tua falta. Eu deveria ter brincado mais com o meu cachorro, ter olhado em seus olhos e ter dito... eu te amo! 


Eu deveria ter sido fiel aos meus ideais, pois a pior traição é a que vem de nós mesmos. Eu deveria ter feito uma carta no meu último dia de aula e nela ter externado toda a minha gratidão ao meu professor pelo aprendizado a mim oferecido com ternura e dedicação, e assim ter significado a sua missão de vida, à iluminação das consciências. 


Eu deveria ter pedido desculpas quando estava errado. Sei que um pedido de desculpas não corrige um desapontamento, mas liberta a alma do peso de consciência. Eu deveria ter respeitado o ritmo dos outros na dança da vida e olhado mais para os meus passos errados, pois aquele que não sabe dançar conforme a música, tropeça no orgulho. 


 Eu deveria ter assistido mais desenhos animados e lavado a alma da criança em mim. Eu deveria ter sido mais humilde de coração e dito "eu não sei", quando eu realmente não sabia e assim ter dado a mim mesmo a oportunidade de crescer com a experiência dos outros. 


Eu deveria ter dado uma festa surpresa ao meu melhor amigo, e assim ter reunido todos os amigos para uma comemoração coletiva. Eu deveria ter abraçado mais os meu pais nos momentos mais felizes e não só nas horas de angustias e aflição, afinal quem me deu a luz, não merece solidão. 


Eu deveria ter sido mais solidário e feito um trabalho voluntário e levado ao meu irmão pelo menos uma mão amiga. Eu deveria ter elogiado mais as pessoas criativas antes mesmo que elas se tornassem vencedoras, e assim ter me sentido vencedor tambem. 


Eu deveria ter ficado calado quando o momento era de fofoca e com a luz da inteligência ter apagado as trevas. Eu deveria ter enfrentado a vida pelo sonho de ser campeão do que ter desperdiçado meu tempo ouvindo os fracassados no banco da acomodação, sem ter vivido o que amam, pois é só na vivência do que amamos que nos encontramos em realização. Eu deveria ter dito "não", quando eu queria ter dito "não", mas antes de dizer não, ter olhado nos olhos de quem me ouvia dizer "não", com amor e doçura. 


Nas horas de aflição, eu deveria ter observado mais os vagalumes, e assim ter aprendido que é na escuridão que eles brilham. Algumas pessoas passam pela vida aprisionadas em si mesmas, nascem e voltam para a morada invisível sem entender o sentido da existência. Viver é uma lapidação diária, é a arte de enfrentar a si mesmo,se descobrir e se mostrar. A vida é feita de momentos, às vezes doloridos,alguns até dificéis que nos levam à descrença de que não há uma força divina no comando. 


E há outros momentos tão sublimes que parecem nos levar para um contato bem íntimo com a inteligência que há do outro lado. É pura leveza, é como nos sentíssemos envolvidos numa dança cósmica. Só quem vive um relacionamento afetivo com a pessoa certa e faz o que ama pode entender onde está Deus. Não deixe nada para depois, o momento exato é agora. você só tem este instante para realizar o que você sonha. Mostre quem você é e pague pra vê o que acontece! Pra escapar da pessoa errada, procura ser a pessoa certa pois há uma força oculta promovendo o encontro dos semelhantes. 


Evite ficar se criticando e se culpando pelo o que deu errado, o passado já perdeu as cores. O futuro está longe das mãos e o presente precisa de ação. Bola pra frente, cabeça erguida, viva o agora. Porque só pelo o hoje que podemos fluir. Somos o rio de nós mesmos e a parte de nós que passou ontem não é mais nem rio e nem grama. Simplesmente seguiu na direção do oceano para ser grandes ondas vivas. Mas apesar do seu poder essas ondas são flexíveis, um absorver e um dissolver constante. Tenha mais paciência com as sua próprias falhas,afinal, você já perdou tantos canalhas, por que não perdoar a si mesmo também? Coloque alegria na sua vida! Faça como o pássaro que mesmo preso inocentemente faz da gaiola um palco e segue cantando, mostrando quem é o ator principal de sua história. 


Evite ser mais uma daquelas pessoas que vivem dizendo:"ah,eu não tenho sorte". Sem ter sequer comprado o bilhete do jogo. Faça a sua parte! Pois quando agimos com postura de vencedor o universo conspira a nosso favor. Lembre-se: A vida é um palco! É um show desde a estréia até a despedida! Ou você entra em cena e arrebenta, ou se arrebenta por não entrar! Mova-se! O momento exato é agora! Ou você vence, ou certamente será vencido! 
Texto extraído do livro "Nada vale mais que o amor" de Evaldo Ribeiro

28 de ago. de 2014

Sorria, meu bem!

O dia-a-dia está cada vez mais corrido, as pessoas se falam mais, porém o contato olho no olho tem ficado de lado, mas nem por isso devemos deixar que estas e outras dificuldades venham atrapalhar nosso otimismo. 

Pessoas que exalam simpatia e alegria conseguem converter para si mesmas soluções nas mais diversas áreas da sua vida, como no campo profissional, pessoal e intimo. 

Tenha em mente que aquilo que você desejar logo cedo, será aquilo que você colherá no final do dia! 

Fiz uma lista com 10 motivos para sorrir :D
- Não importa se o dia está ensolarado ou nublado, sinta-se feliz por poder abrir os olhos e apreciar este mundo que lhe espera com um novo dia repleto de oportunidades!
- Problemas, todos teremos (assim como contas para pagar) e elas servem apenas para que possamos crescer, por isso não desanime, sorria para tudo isso e até mande um "beijinho no ombro" para tudo de ruim passar longe.
- Às vezes não nos damos conta do quanto somos importantes para certas pessoas. Sendo assim, seja aquela pessoa que o sorriso encantador é como um brilho no meio da multidão.
- Ficar ao lado de alguém com a "cara fechada" o dia todo é horrível, as pessoas se afastam e ela se torna menos atraente, devido à barreira que ela cria. Por isso, permita que o teu sorriso te abra novas amizades, contatos e quem sabe amores?!
- Sorrir é igual comida caseira, onde a simplicidade é o ingrediente principal para que as pessoas sempre repitam o prato. E com base nisso, não importa se você tem ou não todos os dentes na boca e sim a verdade por trás deste belo sorriso!
- Existem pessoas neste momento que dariam tudo para ter uma vida igual a tua, poder andar sozinho, abrir os olhos, respirar sem ajuda de aparelhos, entre outros itens. Mas pode ter certeza, estas pessoas são tão fortes quanto eu ou você, e elas não vão desistir de realizar estes sonhos. O que pode parecer simples ou bobo para você, pode ser a coisa mais importante para outras, por isso seja grata (o) por tudo o que você tem e SORRIA.
- Sorrir é bom demais. Já parou pra pensar no quanto um sorriso pode contagiar a todos a sua volta? Sorrir transmite segurança e autocontrole, além de paz em qualquer ambiente.
- Você sabia que sorrir deixa a pessoa "sexy"? Pois bem, isso é um fato, as pessoas gastam grana com roupas, acessórios e esquecem que a parte mais marcante e interessante em qualquer encontro é o sorriso. Então o use sem medo.
- A vida pode não ser como você deseja, e sempre me vem à mente o seguinte ditado: "Deus não dá asa à cobra", ou seja, não existe perfeição e em certos momentos levamos nossas vidas da melhor forma possível. Uns querem ser ricos outros terem um corpo escultural, mas no fim das contas rico ou pobre, feios ou bonitos querem apenas serem felizes, por isso, sorrir é de graça e deixa qualquer um lindo (a).
- Sorria, você está sendo filmado! Seja feliz do jeito que você é, e o teu sorriso será o resultado do teu crescimento na vida.
E ai você já sorriu hoje? E não esqueça sorrir muda o mundo, embeleza as pessoas, restaura a fé no próximo e ainda aproximam de nós apenas os melhores. Dá um sorrisinho vai, rs.
Guilherme Mendes Ayala

Orações com lamentação não funciona

Sabemos que a oração quando sincera possui uma força imensurável e seus efeitos não são apenas uma ilusão criada pela nossa mente consciente. Os resultados da oração são palpáveis, gerando um aumento do padrão vibratório, destruindo formas-pensamento negativas, proporcionando bem estar e equilíbrio, entre diversos outros benefícios.

Desde o início da humanidade as pessoas sentiram a necessidade de conexão com o Criador, a fim de encontrar paz interior, compreendendo a razão da existência, isso em todas as religiões. Mestre Osho disse “Eu também sugiro a prece, mas que ela seja apenas um fenômeno de energia”.

A frase acima demonstra que a oração também é energia, como tudo que existe no Universo e, a chave do sucesso está em saber orar, não havendo necessidade de se ter uma crença religiosa em específico.

Podemos nos conectar com o Criador, com nosso Eu Superior, através de uma religião ou não; por meio de uma prece, meditação, reiki, silêncio, em contato com a natureza, com um animal de estimação, entre tantos outros métodos, todos eficazes. A oração tem o poder de nos deixar conectados com nossa essência, afastando assim interferências externas, de encarnados e desencarnados.

Contudo, quando oramos, seja para agradecer ou para pedir algo, devemos evitar a lamentação, afastar da mente os pensamentos negativos, de vitimização. Não nos enganemos tentando comover Deus ou nosso mentor espiritual, pois nos é respondido energeticamente, ou seja, de acordo com o que sentimentos e pensamos no momento de orar. Para nos conectarmos com a Fonte precisamos estar em equilíbrio com nós mesmos e com os outros. É preciso sentir amor, sentir paz e gratidão.

Para orar é preciso humildade. Não se sentir como um mendigo, implorando. Somos merecedores sim! É preciso ainda, gratidão. Se acreditarmos que somos vítimas indefesas, sujeitas à vontade alheias e do Criador, não obteremos nada positivo e, nossa oração, que é uma forma de energia, será em vão. É necessário focar no desejo, conscientes que nossos anseios e dos próximos se concretizarão.

Muitas pessoas fazem suas orações e não compreendem porque seus pedidos não são alcançados, porém, na hora de pedir, lamentam, criticam, reclamam. Acredita que haverá uma injustiça se não alcançarem o que pedem.

É imprescindível compreender que a fé cega não melhora a vida de ninguém. Fazer orações decoradas, com o pensamento desconectado, irritada com a vida ou terceiros, traz prejuízos e não benefícios, pois torna nossa vibração densa, nos tornando alvo de irmãos inferiores.

Ademais, é preciso prestar atenção se o pedido nos auxilia na evolução ou se não tem apenas interesses egoísticos. Muitas vezes a meta não é alcançada, pois nos afastaria de nossa missão pessoal e o mundo espiritual é muito sábio.

Traçar metas, fazer pedidos não é errado, temos que pedir amor, conexão paz e também prosperidade. Não há nada de errado em pedir, pois Deus quer nos ver prósperos e felizes. Porém, se emito energia de lamentação, de vitimização, isso que receberei. É simples.

Desta forma, reserve um tempo do seu dia para se conectar com sua essência, para acalmar a mente, agradecer e focar nos seus desejos e metas. Tudo é possível desde que estejamos com amor no coração e com uma postura de gratidão permanente. Inundados de sentimentos elevados saberemos escolher e pedir o que nos aproxima dos seres iluminados e do nosso propósito de evolução da alma.

Viviane Draghetti – Terapeuta Holística

26 de ago. de 2014

Seja Feliz Hoje

NÃO HIPERVALORIZE O SEU PROBLEMA

Nós somos vulneráveis em determinadas facetas da personalidade. Quantos casos de pessoas em sofrimentos, dentro dos lances das doenças que vigoram na atualidade, que estão visitadas por determinadas patologias e determinados transtornos porque estão desencorajadas de fazer, atuar, lutar e persistir? Preferem se entregar e se acomodam.

Nós precisamos compreender, antes de mais nada, que não adianta ficar chorando em cima daquilo que nos aperta. É preciso uma ótica mais abrangente.

É por isso que temos diversificação no mundo, uma universalização dos fatos. Enquanto alguém está fixado só na nuvem sobre a sua cabeça, o planeta está rodando em torno de si próprio, numa rotação, trazendo o sol e trazendo a noite. E o que concluímos? Que somos nós mesmos que elegemos uma noite contumaz e fechada.

Os danos provocados pelas conjunturas por que passamos, das mais simples às mais graves, decorrem menos dessas mesmas conjunturas do que do modo como as recebemos. Os acontecimentos não nos pertencem, mas a maneira de suportá-los depende de nós, do nosso estado interior de maior ou menor resistência moral.

Você já parou prá pensar que, de certa forma, não sofremos tanto pelos fatos que acontecem, mas sim pela avaliação que fazemos desses mesmos fatos? O problema do sofrimento não está tanto no campo concreto do acontecimento, está na faixa vibracional que implementamos diante do fato. Não é o acontecimento em si que pesa, é a dimensão que nós damos ao processo ou ao agente a que estamos vinculados.

O problema muitas vezes não são os fatos, e sim as nossas opiniões acerca deles.

Invariavelmente, sofremos muito mais pelo que a mente sugere do que pelo que o fato propriamente apresenta. Porque existem fatos e existem estados de alma e o fato de certa forma revela o estado de alma. Imagine que um parente ou amigo seu chega perto de você e diz assim: "Puxa vida, perdi o meu emprego hoje. Fui demitido. Você não imagina, estou arrasado!" Bem, vamos lá. Perder o emprego e ser demitido não é nada bom, é sempre um acontecimento desagradável. Mas cá prá nós, se é um fato que ele perdeu o emprego, é apenas a opinião dele que ele está arrasado. Está entendendo onde eu quero chegar?

E tem criaturas que vão ao extremo em tudo. A cabeça delas aumenta tudo, e todo extremista é um complicado. Acontece demais de alguém ficar analisando a contingência de sua vida e, de repente, começar a somar certos acontecimentos do dia a dia que justificam o seu estado de alma menos feliz. Não tem disso?

Surgiu um fato desagradável qualquer e o que acontece? Esse fato deveria ter sido visto como algo isolado, provisório, mas não. A pessoa acaba lhe dando dimensões muito maiores, transformando esse componente isolado em algo ampliado.

Ela começa a fazer avaliações em cima de um contexto relativo e acaba jogando o absoluto dento do relativo. Percebeu? Tem gente que vive um problema hoje e costuma reclamar dele daqui a seis meses: "Sabe, até hoje eu tenho as marcas daquele acontecimento." Outra pessoa pode ter passado por aquele mesmo problema no mesmo dia, naquele mesmo horário. De noite, fez uma prece, tomou uma providência e, pronto. Problema resolvido, saiu dele. E o primeiro continua queixando.

Outra coisa que a gente aprende, em termos de dificuldades, é que um acontecimento dificilmente vem sozinho. Então, vão vindo acontecimentos. A gente vai superando e o que mais nos preocupa é que, às vezes, coisas grandes, que poderiam nos causar desequilíbrio, são por nós resolvidas e passam, e a gente fica preso numa situação pequena. Não tem disso? Bate aquela frustração danada: "Meu Deus, o que é isso que está acontecendo? Eu já passei por tantas coisas piores na vida." Ficamos até sem entender. Falamos assim porque vencemos tantas dificuldades vultosas, e uma coisinha simples, uma situação de nada, uma coisinha à toa, uma gotinha d'água, chega e derruba a gente. Aquilo chega e desmorona a gente. A gente sente que tem dose de conhecimento para administrar a questão, sabe da estratégia certa a ser tomada, no entanto cai por uma coisa pequena.

Quantas vezes isso acontece?! No fundo, a criatura até tem os recursos necessários para encontrar a saída, mas porque não encontra? Este é outro ponto. Sabe porquê? Muitas vezes pela falta de uma iniciativa ou pelo orgulho doentio.

Tem gente que cultua uma situação inadequada e fecha o circuito de vida em cima daquilo que não deveria. Não tem gente assim? Até perde sabor da vida com esse tipo de coisa: "Ai, o meu problema. Aprendi que o problema da gente é intransferível. Fazer o quê? Ele é meu." Está correto isso? É uma forma adequada de encarar e viver?

A gente telefona para uma pessoa que está em dificuldade, pergunta prá ela "e aí, fulana, como é que vai?" E ela já vai logo dizendo: "Nossa, você não imagina o que eu estou passando. Sabe aquele problema que você conhece? Pois é, está cada vez pior." E, assim, ela vai arrastando a vida. Quantas pessoas a gente conhece e que estão vivendo assim? Vivem atribuladas, correndo. Para elas as coisas não param. Não tem tempo prá nada. Às vezes acontece dela fechar circuito só em cima do trabalho. Vai passando pela vida amarrada. Não cumprimenta ninguém porque não tem tempo. Acaba ficando uma pessoa insensibilizada. Não tem tempo nem para olhar uma pessoa amiga que encontra casualmente na rua. Mal esta pergunta e ela logo vai dizendo: "Blá, blá, blá..."

Você quer o quê? Ela vive sem tempo. Dá um espaço prá ela e ela logo entra no assunto. E na ótica dela razões existem, e razões suficientes que justificam a sua postura. Faz um dimensionamento de natureza íntima e hiper valoriza o problema, e realmente encontra um argumento para sua vida. E o interessante é que muitas dessas posturas são adotadas por pessoas religiosas. Não quebram as regras, não saem fora do esquema que elas mesmas montam, não saem do mundinho que edificaram, acham que tem que dar conta do recado da forma como ele veio.

Para ilustrar, vamos criar exemplos com nomes fictícios. Cláudia vive aquele padrão rotineiro. Sem mudança, sem sair do esquema traçado. Abrir-se para novas perspectivas? De forma alguma. Para ela tem o dia disso, tem o dia daquilo. No dia de fazer tal coisa tem que ficar só por conta do que está definido. Se bobear, o dia inteiro. Não pode ter mudança.

O Gustavo fica tão envolvido nas faixas que elege para si que passa o tempo e não sorri.

Seu Agenor vive só por conta da família. Isso, sem contar aqueles que transitam apenas no impacto da vida. A vai levando e, por fim, quanta gente desencarna debaixo de grande frustração? O que viveu exclusivamente para a família fica frustrado porque assim que desencarnou o filho mais velho saiu de casa, o do meio brigou com a irmã mais nova, e a situação familiar virou um alvoroço. 

Um outro também desencarna entristecido. Passou a vida inteira sem ter lido sequer um livro edificante. E no plano espiritual, o que não falta é argumento. Tem prá todos os gostos: "Olha, lá embaixo eu não tive tempo,... na minha casa o meu povo não me deixava sair,... Meu trabalho não me deu condições, era de sol a sol, e eu fiquei por conta disso." Não acontece assim? E sabe de uma coisa? Tem razão, ficou por conta mesmo. O que alegou que não tinha tempo descobre depois que tinha tempo e passa a sentir uma grande decepção.

Porque ele transformou a chance operacional da tarefa dele num fechamento de circuito.

Quantos simplesmente não passaram a vida presos nisto ou naquilo e não amaram? E amor é algo que não tem como ser guardado no cofre. Ele tem que ser trabalhado. 

A evolução é estrada intérmina e não há quem não precise de uma dose de sorriso. 

Sem contar que muitos de nós conhecemos aquelas pessoas resolutas e positivas que sabem administrar as situações, sabem se fazer presentes nos compromissos que decidem levar a efeito. Apertam daqui, ajeitam dali, mudam horário. Aproveitam as chances. São lances que não podemos deixar perder.

Não existe peso superior às nossas forças. Não existe. O que existe são planos que eu adoto, que você e adota e que qualquer um de nós adota, de hiper valorização das situações pelos fatores emocionais. Tem também a turma do "deixa isso", "esquece isso", "deixa prá lá". E a questão também não é esquecer as coisas. 

Tanto nossa hiper estimação dos acontecimentos, quanto a nossa indiferença dos fatos, tem nos feito sofrer. Quem somos nós para julgarmos as avaliações e as decisões dos outros?! Esse tipo de coisa fica a critério de cada qual. Está certo que cada individualidade tem o seu problema, e que o problema é individual, agora, deixar um problema inteiro ocupar toda a nossa estrutura, está errado.

Temos que saber conviver com as nossas deficiências e falhas. Elas não devem representar para nós fantasmas perturbadores de nossa ordem interior. Além do que, elas só passam a ter um sentido perturbador ou criar transtorno no campo mental quando começam a ser acalentadas por nós de maneira sistematizada.

Ficou claro? Assim, o que é necessário é saber dimensionar os fatos com naturalidade.

Temos que saber filtrar o que é bom, saber optar pelo melhor, a fim de que os impactos que a vida propõe possam ir sendo reduzidos e que possamos encontrar maiores expressões de felicidade, harmonia e paz. Em certos momentos, quando não pensamos nas soluções e adotamos determinadas providências de qualquer jeito, sem utilizarmos a inteligência, costumamos sofrer. E o que é pior, ainda fazemos outros à nossa volta sofrerem.

Os fatos tem que ser trabalhados e dimensionados com inteligência, tem que haver um redimensionamento do fato, para que aquilo que era de feição tenebrosa e triste passe a apresentar um sentido positivo. E para podermos entrar nessa capacidade administrativa do contexto, para sabermos tirar do negativo padrões positivos, e trabalharmos na eliminação desses padrões internos de sombra que nos machucam, é preciso usar uma alta dose de compreensão.

É preciso analisar a forma como estamos encarando acontecimentos. Por enquanto, a gente analisa determinadas circunstâncias pela nossa maneira de reagir, pelas nossas emoções, e não podemos mais deixar que as emoções estejam na ponta delas. É algo importante demais, o êxito depende dessa postura.

Existem estratégias que podemos avocar para nos auxiliar nos encaminhamentos.

Por mais duros que sejam, sempre podemos amenizar a intensidade dos efeitos.

Tudo começa a melhorar quando começamos, por exemplo, a comentar os nossos problemas com os outros com positividade, trocando ideias com equilíbrio.

À medida que passamos a abrir novos lances os fatores de sofrimento vão saneado de forma mais rápida. É interessante melhorar o estado de alma que vigora nas ações, nas decisões. Desarmar o coração, fazer as coisas com naturalidade, começar a trabalhar certas questões de frente, com coragem de encarar, parar de se esquivar.

Manter a capacidade de compreender, de entender, e não ficar se lamentando. Quando existir em sua órbita de vida um problema sério não deixe esse problema fechar circuito em sua mente. Assim que começamos a reduzir a hiper valorização do processo passamos a esquecer mais as nossas dores e dificuldades e passamos a dispensar um tempinho maior para os momentos felizes e bons.

Temos que começar a trabalhar o terreno íntimo do coração, iniciar um processo de terraplanagem ou coisa parecida. E começar a desativar o grito de contrariedade que o fato promove em nós.

Você pode dizer que o campo mental sozinho não faz milagre, que ele sozinho não vai resolver tudo. Certo. Concordo. E em momento algum eu disse o contrário. Todavia, é algo da maior importância para a nossa harmonia. É preciso ter em conta que se ele sozinho não vai resolver, ele, sozinho, relaciona, avalia e dá forças para que a gente possa chegar a bom termo. Não vamos nos esquecer: o nosso trabalho inicial é fixar ponto de referência ao nível de linhas mentais.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...