1 de dez. de 2014

O sole mio



Che bella cosa na jurnata 'e sole,
N'aria serena doppo na tempesta!
Pe' ll'aria fresca pare gia` na festa,
Che bella cosa na jurnata 'e sole.
Ma n'atu sole cchiu` bello, oje ne', 'o sole mio, sta 'nfronte a te!
O sole, 'o sole mio, sta 'nfronte a te, sta 'nfronte a te!
Quanno fa notte e 'o sole se ne scenne,
Me vene quase 'na malincunia.
Sotto 'a fenesta toia restarria,
Quanno fa notte e 'o sole se ne scenne.
Ma n'atu sole cchiu` bello, oje ne', 'o sole mio, sta 'nfronte a te!
O sole, 'o sole mio, sta 'nfronte a te, sta 'nfronte a te!


Que bela coisa uma jornada de sol,
um ar sereno depois da tempestade.
Pelo ar fresco parece já uma festa,
Que bela coisa uma jornada de sol.
Mas um outro sol mais belo, oh garota, o meu sol, está na sua fronte...
O sol, o meu sol, está na sua fronte, está na sua fronte.
Quando desce a noite e o sol deita-se,
me pega quase uma melancolia.
Ficaria em baixo da sua janela,
quando desce a noite e o sol deita-se.
Mas um outro sol mais belo, oh garota, o meu sol, está na sua fronte...
O sol, o meu sol, está na sua fronte, está na sua fronte.

27 de nov. de 2014

Como a Meditação Transcendental pode melhorar seu dia

40 minutos por dia. Esse é o tempo total necessário para realizar a Meditação Transcendental, técnica que promete combater diversos problemas, como estresse, ansiedade, falta de atenção e criatividade, depressão, pouco foco no trabalho, enxaqueca e até problemas cardíacos.
O resultado, segundo praticantes, vem em poucos dias (5 já são suficientes) e, por isso, pessoas de várias áreas, desde o setor empresarial até o artístico, têm aderido ao hábito. Entre os nomes famosos que empunham a bandeira da meditação estão a apresentadora Oprah Winfrey, o cineasta David Lynch, o músico Paul McCartney, os atores Hugh Jackman, Julia Lemmertz, Rodrigo Santoro e Cissa Guimarães, e o premiado judoca Flávio Canto.
Empresas como Farmoquímica, Shell e Lemgruber estão entre as que já disponibilizaram a técnica para os funcionários, com foco no aumento de produtividade e de qualidade de vida dos trabalhadores.
De acordo com Klebér Tani, educador físico e diretor da Sociedade Internacional de Meditação no Brasil, a atividade foi criada oficialmente pelo guru Maharishi Mahesh Yogi, com quem aprendeu a técnica. O brasileiro ressalta que não há ligação com religião, crença ou filosofia de vida, nem exigências de mudanças de hábitos de vida ou de alimentação.
“A Meditação Transcendental é uma técnica milenar que veio da Índia e que, hoje, tem muito respaldo científico. Mais de 1.400 publicações científicas mostraram os benefícios”, afirma. A atividade, segundo ele, é uma forma de autoconhecimento, que diminui a excitação mental, o estresse e a tensão, proporcionando benefícios para pessoas de diferentes perfis e faixas etárias, desde crianças até idosos.
Diferentemente de outros tipos de meditação, não é preciso ter um elevado controle mental ou “esvaziar” a cabeça para praticar. “É uma técnica extremamente fácil. Você não tem que lutar contra os pensamentos”, diz.
O especialista dá aulas sobre o tema há mais de 30 anos e, nos dias 29 e 30 de novembro, vai dar o workshop “Ayurveda, Meditação Transcendental e Saúde”, no Polo de Pensamento Contemporâneo, no Rio de Janeiro. Lá, ele explicará o potencial da prática, sua relação com a medicina ayurvédica, e ensinará uma técnica de relaxamento, diferente da meditação. 
Mas, apesar de não ser de difícil realização, para aprender a praticar a meditação transcendental, é necessário um pouco mais do que um final de semana. Segundo o Tani, a técnica só pode ser assimilada por meio de um curso, que costuma durar uma semana, com e acompanhamento de um professor por três meses.
Essa orientação é importante porque, além de passar as informações gerais sobre a técnica, o professor faz uma analise personalizada do indivíduo, para que o método esteja de acordo com suas necessidades particulares. Ao fazer uma anamnese, perguntando hábitos e outros dados, o guia passará à pessoa um mantra pessoal, que deverá ser entoado mentalmente durante a meditação.
O ideal é fazer em duas sessões de 20 minutos, preferencialmente antes das refeições, com o estômago vazio. Não é preciso estar em um lugar silencioso, nem se sentar na posição de “flor de lótus”, e até o caminho para o trabalho pode ser uma oportunidade para meditar (se não estiver dirigindo, claro).
Veja abaixo alguns dos principais benefícios já apontados pelas pesquisas:
- Redução da arterosclerose
- Pressão arterial mais baixa
- Redução do colesterol
- Redução da insuficiência cardíaca
- Diminuição da depressão
- Diminuição dos radicais livres
- Menor ansiedade
- Redução da insônia
- Redução do estresse e rápida recuperação do estresse
- Redução na dor
- Aumento de inteligência, criatividade e habilidade de aprendizagem
- Melhor eficiência e produtividade
- Reversão do envelhecimento precoce e maior longevidade
- Funcionamento cerebral em níveis mais elevados
- Redução do abuso de substâncias
- Redução de comportamento criminoso e de conflitos
- Melhor comportamento na escola
Luciana Carvalho

Bem-estar emocional na infância 'compra felicidade'

Um estudo da London School of Economics (LSE) afirma que estabilidade emocional no lar tem mais influência na felicidade futura de crianças do que dinheiro ou um bom desempenho acadêmico.


De autoria do professor Richard Layward, considerado um dos principais especialistas no mundo em 'estudos da felicidade', a pesquisa entrevistou mais de 9 mil pessoas nascidas na Grã-Bretanha em diversas situações sociais durante um período de três semanas no ano de 1970.
Essas pessoas foram acompanhadas até os 34 anos de idade, e vários dados de sua trajetória foram analisados, como renda familiar, histórico de trabalho e mesmo a ficha criminal. A partir dessas análises, a equipe desenvolveu um modelo matemático explicando variações nos níveis de felicidade entre a população britânica.
Para avaliar a estabilidade emocional, a equipe de Layward também se concentrou em detalhes minuciosos como crises de insônia na infância e mesmo incontinência urinária, passando por desordens alimentares.
Os pesquisadoras concluíram que a "saúde emocional" na infância esteve no topo da lista de fatores determinantes. O histórico acadêmico ficou em último lugar.

Saúde emocional
O estudo concluiu que a renda é responsável por apenas 1% de variação nos índices de felicidade expressados pelas pessoas estudadas, enquanto a "saúde emocional" na infância responde por 6%.
As conclusões do estudo são controversas, em especial o argumento de que o desempenho intelectual na infância pode ter muito menos influência do que se pensava no que se pode chamar de realização na vida adulta.
"Sabemos que vamos provocar ultraje ao dizer que educação e dinheiro estão entre os menos importantes determinantes de sucesso", escreveu Andre E. Clarke, um dos acadêmicos envolvidos no estudo da LSE.
Nos últimos anos, os "estudos da felicidade" ganharam popularidade não apenas no meio acadêmico como político. Ao ponto de pesquisadores e mesmo chefes de estado, como o premier britânico, David Cameron, falarem publicamente em termos como "PIB da felicidade" como parte de discussões para melhor entender as necessidades da população.
Cameron recentemente declarou que "era chegado o momento de admitir que há mais na vida que o dinheiro".
BBC

26 de nov. de 2014

Dificuldades

Um homem de espírito não pode nem pensar que existe a palavra dificuldade.
Lichtenberg

Fermento espiritual



O fermento é uma substância que excita outras substâncias, e nossa vida é sempre um fermento espiritual com que influenciamos as existências alheias.

Ninguém vive só.

Temos conosco milhares de expressões do pensamento dos outros e milhares de outras pessoas nos guardam a atuação mental, inevitavelmente.

Os raios de nossa influência entrosam-se com as emissões de quantos nos conhecem direta ou indiretamente, e pesam na balança do mundo para o bem ou para o mal.

Nossas palavras determinam palavras em quem nos ouve, e, toda vez que não formos sinceros, é provável que o interlocutor seja igualmente desleal.

Nossos modos e costumes geram modos e costumes da mesma natureza, em torno de nossos passos, mormente naqueles que se situam em posição inferior à nossa, nos círculos da experiência e do conhecimento.

Nossas atitudes e atos criam atitudes e atos do mesmo teor, em quantos nos rodeiam, porquanto aquilo que fazemos atinge o domínio da observação alheia, interferindo no centro de elaboração das forças mentais de nossos semelhantes.

O único processo, portanto, de reformar edificando é aceitar as sugestões do bem e praticá-las intensivamente, por intermédio de nossas ações.

Nas origens de nossas determinações, porém, reside a idéia.

A mente, em razão disso, é a sede de nossa atuação pessoal, onde estivermos.
Pensamento é fermentação espiritual. Em primeiro lugar estabelece atitudes, em segundo gera hábitos e, depois, governa expressões e palavras, através das quais a individualidade influencia na vida e no mundo.

Regenerado, pois, o pensamento de um homem, o caminho que o conduz ao Senhor se lhe revela reto e limpo.

Emmanuel

Dedicado ao Saraiva pai

21 de nov. de 2014

Releitura de Autorretrato com Macaco – Frida Kahlo

frida-Kahlo
Aceitei fazer esse trabalho de patchwork instigada por um convite e uma provocação. O convite era criar alguma coisa com referência a Frida e a provocação: por que não? Aceita a aposta me ponho a trabalho em torno de Frida e vou procurando, escolhendo, juntando objetos para iniciar o trabalho, resíduos materiais: pedaços de tecidos, de algodão, de seda, linhas, botões, cordões, transitando entre o possível, com as técnicas de patchwork e habilidades manuais e o contingente, o material que escolho e do qual me aproprio ao acaso. Objetos comuns como um pedaço de malha preta e de cetim verde torna-se outra coisa, estranha ao seu uso, torna-se uma trança. Também entre o possível e o contingente é o trabalho da psicanálise, com o impossível sempre a rondar, como a acossar também o trabalho de criação.
Cria-se com a técnica a serviço do inconsciente, ou do desejo que é seu outro nome. O ato de criação é uma ruptura com a inércia, com o estabelecido e faz surgir algo de novo. E o artesão trabalha concentrado e ao mesmo tempo esvaziado de pensamento e atento às possibilidades de conjugar os objetos quase que com uma atenção flutuante que é própria do trabalho analítico.
Quanto ao panô sobre Frida há de princípio uma escolha de com qual obra trabalhar. Nos quadros de Frida muitos dos traumas pelos quais passou estão à mostra. Antes dela a arte do ocidente jamais havia usado imagens de nascimento ou aborto, órgãos internos à vista como comenta Sarah Lowe no Diário de Frida kahlo.
O papel de paciente era familiar a Frida, atingida por vários problemas de saúde, a começar por uma poliomielite aos 7 anos de idade, um grave acidente aos 18, tendo sofrido várias intervenções cirúrgicas ao longo de sua vida e ficando por vários períodos imobilizada em uma cama.
Seus autorretratos – ela pintou cerca de 55, um terço de sua produção – são pinturas provocativas e agressivamente audaciosas. Carlos Fuentes escreve na introdução do diário de Frida que o corpo é o templo da alma e o rosto é o templo do corpo. E quando o corpo decai, como ocorreu com ela, a alma não tem outro santuário a não ser o rosto.
Minha atenção se volta para os autorretratos e a presença constante de animais. Escolho “Autorretrato com macaco”, um quadro de 1938. Foi, por sinal em 38, a decisiva mudança de Frida de artista amadora para pintora profissional quando vendeu seu primeiro quadro para um astro de cinema e expôs 25 obras na galeria Julien Levy, em Nova York.
No autorretrato escolhido, há luminosidade e em minha apropriação dele coloco opacidade. Há um ponto em torno do qual o trabalho começa: o rosto. O rosto humano é um ponto de atração do olhar por excelência. E no rosto de Frida ressalta a sobrancelha. É como sua marca registrada, a sobrancelha e depois o jeito de colocar o cabelo, as tranças realçadas. E nesse quadro há a presença do macaco que funciona como um ponto de humor, um ponto de fuga, um umbigo do quadro.
Marcel Duchamp, artista que revolucionou a arte na segunda metade do século 20 com o que viria a se chamar ready-made, proferiu uma conferência em 1957 (The criative art) onde apresentou que o ato do artista não é executado sozinho. Fazendo um parêntese, Duchamp foi o autor da famosa obra que tem fixada uma roda de bicicleta sobre um banco de cozinha e ele disse a propósito disso que qualquer objeto pode tornar-se uma obra de arte, basta um gesto do artista. Um objeto cotidiano torna-se de repente, por um simples gesto, algo estranho, um familiar-estranho.
Voltando à sua conferência, Duchamp disse que é necessário a presença do outro que se coloca diante da obra, o olhador, o contemplador que decifra e interpreta as qualidades intrínsecas da obra e dessa forma acrescenta sua contribuição ao ato criador. Duchamp disse ainda que o próprio ato criador é esburacado; há uma falha, uma inabilidade necessária ao artista em expressar sua intenção. E nesse descompasso entre o que se queria realizar e o que se produziu reside a “condição artística” contida na obra.
Abordando o trabalho analítico, Lacan disse que o analista, é por não pensar que ele opera, mas ele sabe que o faz, ele está advertido disso. Quanto a Frida, ela disse: “pinto a mim mesma porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor”. Uma fala que mostra o sujeito às voltas com o que lhe instiga e com um equívoco, é porque não sabe que seu inconsciente opera se expressando em sua arte.
Sua obra procura tecer uma continuidade de sua vida e produz uma descontinuidade que se reproduz naquele que a olha. A obra de Frida ressoa em mim como dada a sobressaltos. Em um instante parece que se abre uma fenda, e algo que não deveria estar ali surge e o fio que amarra simbólico, tempo e a própria vida se rompe e se mistura. Resisto e pronto, algo se recompõe e posso a partir disso explorar suas ressonâncias em meus próprios questionamentos e me por também a trabalho.
Helena Maria Galvão Albino

19 de nov. de 2014

Mulheres...

Eu entendo-me sempre melhor com uma mulher do que com um homem. 
A conversa é sempre mais solta, mais descontraída. 
Eu acho que a relação com as mulheres é mais direta.
José Saramago

Dieta mediterrânea é melhor ‘antídoto’ contra obesidade, dizem cientistas

Uma dieta mediterrânea é mais eficiente para combater a obesidade do que a simples contagem de calorias, afirmam cientistas.
Eles acrescentam que esse tipo de dieta reduz o risco de ataques cardíacos e derrames.
Além disso, na opinião desses especialistas, uma alimentação baseada em frutas, legumes, verduras e cereais seria mais eficiente para a perda de peso do que dietas com baixa ingestão de gordura.
A recomendação foi feita por meio de uma declaração conjunta publicada na revista científica PMJ (Postgraduate Medical Journal, na sigla em inglês) e assinada por nomes de peso como o presidente da Academy of Medical Royal Colleges do Reino Unido, Terence Stephenson, e Mahiben Mara, alto funcionário do NHS (National Health Service, o SUS britânico).
No abaixo-assinado, os especialistas criticaram a indústria da dieta por focar a perda de peso na restrição calórica em vez da "boa alimentação".

Melhor do que remédio
Segundo eles, pesquisas indicam que a dieta mediterrânea, incluindo frutas, legumes e verduras, cereais e azeite de oliva, reduz rapidamente o risco de ataques cardíacos e derrames e permitem uma perda de peso mais gradativa a longo prazo.
O autor do abaixo-assinado, o cardiologista Aseem Malhotra, afirma que as evidências científicas são "irrefutáveis".
"O mais importante é dizer às pessoas que elas devem se concentrar em comer melhor".
Inspirada pela cozinha tradicional de países como Grécia, Espanha e Itália, a dieta mediterrânea sempre esteve associada à boa saúde e a corações sadios.
Essa dieta consiste tipicamente em comer várias porções de legumes e verduras, frutas frescas, cereais integrais, azeite de oliva e sementes oleaginosas, além de frango, peixe, carne vermelha, manteiga e gordura animal.
"O impacto desse tipo de alimentação na saúde do paciente se dá de forma muito rápida. Sabemos que a tradicional dieta mediterrânea que é rica em gordura – por meio de testes controlados em grupos aleatórios – reduz o risco de ataque cardíaco e derrames pouco tempo depois de colocada em prática".
No artigo, os médicos também dizem que a dieta mediterrânea é três vezes mais eficiente para a redução da mortalidade em pacientes que já tenham sofrido ataques cardíacos do que medicamentos para baixar o colesterol.
Para David Haslam, diretor-presidente do Fórum de Obesidade Nacional do Reino Unido, a recomendação dos médicos é "bem vinda".
"Uma caloria não é só uma caloria. É ingênuo pensar que os complexos sistemas de apetite hormonal e neurológico do nosso corpo respondem a diferentes substâncias de igual maneira".
Adam Brimelow

Existencialismo

O termo foi criado por Jean-Paul Sartre para descrever suas próprias filosofias. Até 1950, o termo era aplicado a várias escolas divergentes de pensamento.

Apesar das variações filosóficas, religiosas e ideologias políticas, os conceitos do existencialismo são simples:
  • A espécie humana tem livre arbítrio;
  • A vida é uma série de escolhas, criando stress;
  • Poucas decisões não têm nenhuma conseqüência negativa;
  • Algumas coisas são absurdas ou irracionais, sem explicação;
  • Se você toma uma decisão, deve levá-la até o fim.
O existencialismo representa a vida como uma série de lutas entre o indivíduo e tudo. O indivíduo é forçado a tomar decisões; freqüentemente, qualquer escolha é uma escolha ruim. Nas obras de alguns pensadores, parece que a liberdade e a escolha pessoal são as sementes da miséria. A maldição do livre arbítrio foi de particular interesse dos existencialistas teológicos e cristãos. Dando o livre arbítrio, o criador estava punindo a espécie humana na pior maneira possível.

As regras sociais são o resultado da tentativa dos homens de limitar suas próprias escolhas. Ou seja, quanto mais estruturada a sociedade, mais funcional ela deveria ser. A adoção dessa teoria antropológica pode explicar porque os existencialistas tendem a ser favoráveis ao autoritarismo ou a formas rígidas de governo, como o comunismo, socialismo e fascismo. Com apenas um partido político, um líder forte, uma única direção, é muito mais fácil alcançar a funcionalidade.

Os existencialistas explicariam porque algumas pessoas se sentem atraídas pelas carreiras militares baseando-se no desafio de tomar decisões.

Seguir ordens é fácil; requer pouco esforço emocional fazer o que lhe mandam. Se a ordem não é lógica, não é o soldado que deve questionar. Deste modo, as guerras podem ser explicadas, genocídios de massa podem ser entendidos. As pessoas estavam apenas fazendo o que lhe foi dito.

Como pode um filósofo que enfoca o indivíduo abraçar uma teoria social tão anti-indivíduo?

De fato, Sartre e Heidegger acreditavam que foram libertados de decisões básicas, sobre como obter comida, abrigo e segurança, para concentrar-se em decisões mais importantes.

Heidegger e Sartre, partidários de Hitler e da União Soviética, respectivamente, viram em governos autoritários a promessa da liberdade individual para exercer a arte, ciência, etc. Quando a utopia fosse alcançada e as pessoas estivessem fazendo o que melhor sabiam fazer, o indivíduo seria beneficiado, assim como a própria sociedade.

18 de nov. de 2014

Amanhecer

Deixei uma ave me amanhecer.
Manoel de Barros

O homem, ser relacional

O homem é um ser relacional. 

Nossa vida é impensável sem relacionamentos. Viver é relacionar-se e quanto mais competência temos no lidar com as pessoas, mais felizes somos. 

As relações suprem nossas necessidades de afeto, de inclusão, de amar e ser amado, de brincar e de partilhamento. Daí a importância da amizade no nosso equilíbrio emocional. 

Um dos sinais típicos da depressão é o afastamento dos amigos e a tendência ao isolamento e um dos sinais de felicidade é a abertura do mundo emocional através de passeios, festas e até viagens com os amigos. Mas para que a amizade cumpra com o papel equilibrador na nossa vida, alguns critérios são fundamentais: o amigo não tem necessariamente que sofrer com o sofrimento do outro. 

A compaixão, a solidariedade, a compreensão da dor do amigo são mais importantes que sofrer junto. Ao contrário, amigo é aquele que fica alegre com a alegria do outro, e isto é difícil já que vivemos numa sociedade altamente competitiva. Ficar triste com a tristeza de alguém é fácil. Difícil é vibrar com o sucesso do amigo. E as separações? Em tudo o que é vivo está implícito a possibilidade da morte. Em todo amor existe a possibilidade do abandono. Muitas amizades se desfazem e quando isto acontece é natural o pesar, a tristeza. Evitar o envolvimento com as pessoas por causa disso é o mesmo que não querer viver porque vamos morrer. Uma das condições para sermos felizes é a capacidade de viver intensamente cada relacionamento no momento presente. 

A vida é para ser vivida e não para ser conservada. Nossa ânsia de estabilidade e segurança nos faz ver o casamento, a amizade ou qualquer relacionamento muito mais como algo a ser mantido. Privilegiamos a posse e esquecemos do usufruir. Queremos a garantia do amanhã nas relações em detrimento do prazer que nos oferecem hoje. Resumindo, a instituição da amizade é sagrada na nossa vida, conquanto nos ajude no caminho do auto-conhecimento, no crescimento enquanto pessoa e nos faz felizes. O prazer de partilhar a alegria com os amigos cria base para uma vida celebrativa, lúdica e amorosa.
Antônio Roberto

A dívida começa na cabeça

A falta de planejamento financeiro ainda é um problema que afeta a maioria dos brasileiros. Para ter uma ideia, 63% das famílias tinham dívidas em julho deste ano.
Quatro em cada dez consumidores inadimplentes dizem que não vão pagar suas dívidas nos próximos três meses, de acordo com um levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito. Um dos principais motivos, segundo 36% dos entrevistados, é a dificuldade de mudar o padrão de consumo. Como explicar esse descontrole com o dinheiro? 
Conforme mostram pesquisas da chamada psicologia econômica e de sua área afim, as finanças comportamentais, existem armadilhas cognitivas que influenciam nosso comportamento quando se trata de dinheiro.
“São mecanismos mentais rápidos, automáticos e, muitas vezes, inconscientes, que nos levam a tomar decisões inadequadas”, diz Adriana Rodopoulos, economista com formação em psicologia econômica e sócia-fundadora da Oficina de Escolhas, de São Paulo. É o caso de nossa tendência a empurrar eternamente a decisão de trocar de plano de telefonia ou de TV a cabo mesmo sabendo que o atual nos dá prejuízo.
Para driblar as armadilhas mentais que minam seu orçamento, o primeiro passo é tomar consciência delas. Depois, você pode estudar a melhor estratégia para se forçar, por exemplo, a economizar em vez de apenas gastar.
“Colocar lembretes para você mesmo, incluindo alarmes que alertem o dia de guardar dinheiro, pode ser uma opção para começar a se organizar”, afirma a psicanalista Vera Rita de Mello Ferreira, professora da Fipecafi e membro do Núcleo de Estudos Comportamentais da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Romper com o ciclo dos mecanismos automáticos que nos levam a decisões erradas pode ser a chave para conquistar uma vida financeira mais feliz.
Fuja destas ciladas
Confira os comportamentos que podem prejudicar suas finanças e quais são os truques para combatê-los:
1 Inércia
O que é: tendência de manter as coisas como estão, às vezes de maneira inconsciente.
Como prejudica as finanças: seus efeitos são, em geral, de longo prazo. Trocar de plano de saúde ou pesquisar novas opções para o pacote de TV a cabo dá trabalho, e acabamos deixando para depois. Essas pequenas economias, quando negligenciadas, comprometem o orçamento.
Como lidar com o problema: questione-se sobre a necessidade de determinados produtos ou serviços que você contrata. Se o gasto não valer a pena, elimine a despesa. Outra recomendação é estabelecer um prazo para fazer pesquisas e cortar alguns serviços.
2 Comportamento de manada
O que é: tendência inconsciente de seguir o comportamento de um grupo ou da maioria.
Como prejudica as finanças: se um grupo de amigos vive com a corda no pescoço, a probabilidade de você também se enforcar nas dívidas é grande, porque tende a achar isso normal.
Como lidar com o problema: analise como você age financeiramente quando está em grupo e procure não reproduzir, sem questionamentos, o comportamento da maioria. Por exemplo, se você vai a um restaurante com amigos e todos propõem dividir a conta, questione se, no seu caso, optar pela comanda individual poderia ser vantajoso.
3 Busca de confirmação
O que é: tendência de buscar, a todo custo, aspectos e informações que confirmem aquilo em que queremos acreditar — até quando estamos errados.
Como prejudica as finanças: insistir em investimentos errados, em vez de reagir rápido, nos faz perder mais dinheiro. É o caso do investidor da bolsa que se apega a qualquer informação positiva para alimentar sua confiança num fundo de ações que está se desvalorizando.
Como lidar com o problema: faça contrapontos em suas análises. Antes de escolher um investimento, compare-o com outros e busque os pontos negativos de cada um.
4 Contas mentais
O que é: segundo o psicólogo israelense Daniel Kahneman, ganhador do Nobel de Economia de 2002, nosso cérebro compartimentaliza as informações financeiras sem enxergar o patrimônio como um todo. “Usamos diferentes contas: temos dinheiro para os gastos, a poupança, um fundo de reserva para os filhos ou emergências médicas”, diz o especialista.
Como prejudica as finanças: é comum que pessoas endividadas mantenham investimentos porque consideram o dinheiro aplicado como algo separado do patrimônio.
Como lidar com o problema: liste todos os seus bens, aplicações e dívidas. Use um caderno ou uma planilha para anotar as prestações que vão cair a cada mês.
5 Aversão à perda
O que é: dificuldade de assumir seus erros e aceitar perdas.
Como prejudica as finanças: suponha que você tenha comprado um carro de 30 000 reais em 48 parcelas e, na metade do financiamento, não consiga mais pagá-lo. A situação racional é repassar o financiamento para outra pessoa. Mas o que acontece, na prática, é que nos apegamos ao que já foi pago, e a dívida só cresce simplesmente porque não conseguimos aceitar a perda do automóvel.
Como lidar com o problema: A regra básica é analisar os riscos embutidos na operação com antecedência. No caso de empréstimos ou financiamentos, observe o Custo Efetivo Total, valor que inclui taxa de juro e encargos financeiros. Lembre-se de pesquisar detalhes, como a taxa de administração cobrada pelos bancos.
Danylo Martins

13 de nov. de 2014

O apanhador de desperdícios - Manoel de Barros

Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim um atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato
de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.

5 de nov. de 2014

Nasrudin e o casamento

Nasrudin estava proseando com um conhecido , que lhe indagou:

- Mullah, responda-me, você nunca pensou em se casar?

- Sim, claro que já. Quando eu era jovem, determinei-me a achar o meu par perfeito. Cruzei o deserto,cheguei em Damasco, e conheci uma mulher belíssima e espiritualmente muito evoluída; mas as coisas triviais, do dia a dia, a atrapalhavam.

Mudei de rumo e lá estava eu, em Isfahan; ali pude conhecer uma mulher com dom para as coisas materiais, da vida caseira, e além disso se mostrou muito espiritualizada. Porém, carecia de beleza física. Pensei: o que fazer?
E resolvi ir ao Cairo. Lá cheguei e logo fui apresentado a uma linda jovem, que também era religiosa, boa cozinheira e conhecedora dos afazeres do lar. Ali estava a minha mulher ideal.

- Entretanto você não se casou com ela. Porquê?

- Ah, meu prezado amigo,ela também estava buscando o homem ideal

31 de out. de 2014

Sua alma

Ninguém é dono de sua felicidade, por isso: não entregue sua alegria, sua paz e sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém!
Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, das vontades ou dos sonhos de quem quer que seja.
A razão da sua vida é você mesmo.
A sua paz interior é a sua meta de vida.
Quando sentir um vazio na alma, quando acreditar que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, remeta seu pensamento para os seus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe em você.
Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você. 

Não coloque objetivos longe demais de suas mãos, abrace os que estão ao seu alcance hoje.
Se anda desesperado por problemas financeiros, amorosos ou de relacionamentos familiares, busque em seu interior a resposta para acalmar-se.
Você é reflexo do que pensa diariamente.
Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar. Então abra um sorriso para aprovar o mundo que quer oferecer a você o melhor.
Com um sorriso no rosto as pessoas terão as melhores impressões de você, e você estará afirmando para você mesmo, que está pronto para ser feliz.
Trabalhe, trabalhe muito a seu favor. 

Pare de esperar a felicidade sem esforços.
Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou inda.
Critique menos, trabalhe mais.
E, não se esqueça nunca de agradecer.
Agradeça tudo que está em sua vida neste momento, 
inclusive a dor. 

Nossa compreensão do universo ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida.
A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.
Se você anda repetindo muito: “eu preciso tanto de você” ou, “você é a razão da minha vida” - cuide-se.
É lícito afirmar que são prósperos os povos cuja legislação se deve aos filósofos.
A inteligência é a insolência educada.
Nosso caráter é o resultado de nossa conduta.
Egoísmo não é amor, mas sim, uma desvairada paixão por nós próprios.
O homem sábio não busca o prazer, mas a libertação das preocupações e sofrimentos.
Ser feliz é ser auto-suficiente...
Seja senhor de sua vontade e escravo da sua consciência.
Pense nisso!
Seja Feliz!
Aristóteles

30 de out. de 2014

Ode à beleza

Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.

Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:

Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.
William Shakespeare

6 mentiras que você ouviu sobre ser chefe

Engana-se quem pensa que virar chefe significa se livrar para sempre das tarefas maçantes do cotidiano e só observar "tranquilamente" o trabalho dos outros.
O  líder na verdade é um acumulador de funções, segundo explica João Marcelo Furlan, sócio da Enora Leaders. “A menos que tenha um altíssimo cargo dentro da empresa, você ainda vai ter algum papel operacional”, afirma ele.
Furlan diz que a necessidade de executar tarefas técnicas surpreende sobretudo os novatos. “Quem é inexperiente muitas vezes esquece que chefes também têm os seus próprios chefes, e precisam elaborar planilhas, documentos e relatórios para eles”, ilustra o especialista.
Muitos aspirantes à cadeira do patrão também ignoram que estar em um cargo de liderança implica ter diversas obrigações e dificuldades que passam longe das preocupações do resto da equipe.
Com a ajuda de Furlan, alguns equívocos ligados ao assunto que merecem ser desconstruídos. Veja a seguir:
1. A equipe vai te obedecer só porque você é o chefe
Acha que ter autoridade é suficiente para garantir a produção? Ledo engano, diz Furlan. “Não adianta mandar as pessoas fazerem algo, elas precisam ter vontade de atender aos seus pedidos”, explica.
E isso não é nada fácil. De acordo com ele, motivar outras pessoas é uma habilidade que exige treino, maturidade e uma boa dose de inteligência emocional.
2. É mais fácil ver a entrega ser feita do que fazê-la
“A vida do chefe não é nada mansa”, brinca Furlan. Ao contrário do que muitos pensam, gerar resultados a partir do trabalho de outras pessoas pode ser muito custoso.
“Você precisa ter capacidade técnicas, para planejar e organizar as tarefas alheias, mas também habilidades mais comportamentais, para mobilizar e acompanhar as pessoas”, diz o especialista.
3. O chefe tem independência para fazer o que quiser
Ser líder não significa ter licença para tomar decisões arbitrárias. “Você ainda vai ser parte do sistema e, como tal, precisará se adaptar às suas regras e limitações”, explica o sócio da Enora Leaders.
O chefe precisa se moldar a todo tipo de restrição. O orçamento, por exemplo não está à sua plena disposição, e nem as suas ideias podem contrariar a estratégia global da empresa. “Existem também muitas disputas internas e jogos de poder que diminuem a liberdade do líder”, comenta Furlan.
4. Sua relação com antigos colegas não vai mudar porque você virou chefe
De uma forma ou de outra, assumir uma posição gerencial afeta os relacionamentos que você construiu até então na empresa. “Você passa a ter acesso a informações confidenciais e, querendo ou não, é obrigado a jogar no time do patrão”, afirma o especialista.
Segundo ele, precisar defender os interesses da empresa - mesmo que isso signifique demitir um amigo, por exemplo - causa frustração em muitos chefes novatos. “É difícil, mas você precisa estar preparado para se afastar um pouco”, diz.
5. Se você não conseguir atender à expectativa, tudo bem
Ao dar uma promoção, a empresa oferece também um voto de confiança - mas ele não é para sempre. “É um caminho sem volta: você não pode retornar a uma posição operacional, caso não dê certo”, diz ele.
Em outras palavras, as expectativas precisam ser correspondidas para que o chefe se mantenha no cargo. “Você precisa ter certeza de que está preparado para liderar antes de aceitar um convite como esse”, afirma.
6. A chefia é a linha de chegada da carreira
Outro mito comum é pensar que o chefe é o “sabe-tudo” que atingiu o nível máximo de desenvolvimento na empresa. “Na verdade, essa é justamente a hora em que você mais vai aprender’”, diz o especialista.
Se é provável que o profissional tenha sido alçado à chefia porque era um bom "técnico", é fato que ele passará a ser avaliado em quesitos até então inéditos para ele. “É como se jogassem você em uma piscina: ou você aprende a nadar ou vai engolir água”, brinca Furlan.
Claudia Gasparini

22 de out. de 2014

Bela

A beleza na mulher honesta é como o fogo afastado ou a espada de ponta, que nem ele queima nem ela corta a quem deles se aproxima.
Miguel de Cervantes

O lado obscuro da inteligência emocional

A inteligência emocional já virou um clichê do mundo corporativo. Desde que o americano Daniel Goleman lançou, em 1995, o best-seller Inteligência Emocional, o tema se tornou recorrente dentro das empresas — quase como um amuleto que garantia ascensão profissional.
A inteligência emocional sempre pareceu uma característica positiva, mas alguns estudiosos estão contradizendo essa teoria de que saber interpretar as próprias emoções e os sentimentos dos outros é sempre algo benéfico. Os professores Martin Kilduff, Dan S. Chiaburu e Jochen I. Menges lançaram uma tese, publicada pela escola de negócios da Universidade Texas A&M, na qual questionam o lado benéfico da inteligência emocional.
Segundo os autores, pessoas que têm essa habilidade elevada podem, também, desenvolver um lado maquiavélico, manipulando os outros com facilidade. Isso porque, de acordo com os estudiosos, os emocionalmente inteligentes mudam os próprios sentimentos para fabricar impressões favoráveis. Ou seja, fingem o que não sentem para conquistar um objetivo de ganho pessoal ou obter uma informação estratégica. 
Basicamente, a inteligência emocional tem três pilares: perceber as próprias emoções e as dos outros; usar o lado emocional para facilitar o pensamento; e entender as emoções e manejá-las em si mesmo e nos outros.
“Quem usa esses atributos com ética consegue criar empatia com mais facilidade e criar laços de liderança”, diz Rodrigo Fonseca, presidente da Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional. Mas quem se deixa levar apenas pelos resultados positivos que a inteligência emocional pode proporcionar corre o risco de se tornar um manipulador.
Claro que, para isso, é preciso ter predisposição — algum traço de perversidade na personalidade que, estimulado pelo ambiente de alta pressão ou de clima tóxico, favoreça a atitude manipuladora. “Entre 4,5% e 6% das pessoas têm traços de perversidade”, diz Luiz Fernando Garcia, psicanalista e presidente da Cogni-MGR, consultoria de treinamento de São Paulo. “No mundo corporativo, esse índice sobe para 16%.”
Os manipuladores com alta inteligência emocional conseguem entender rapidamente quais são os sentimentos alheios e se a outra pessoa está passando por um momento delicado. “Eles costumam usar táticas de chantagem e dissimulação para pressionar o colega ou subordinado a fazer algo que vá gerar algum resultado positivo para o manipulador”, afirma Carlos Diz, do Centro de Neoliderança, do Rio de Janeiro.
Há maneiras de se proteger de um chefe ou colega que use a inteligência emocional para manipular os outros. A mais importante é desenvolver a consciência do que se passa ao redor. “Isso nos permite perceber o que está acontecendo e ter mais controle sobre se estamos ou não sendo coagidos”, afirma Carlos.
Essa consciência pode ser treinada por meio de meditação e de exercícios diários, como negar a assinatura de um jornal ou a doação para uma instituição de caridade. Só é manipulado quem permite — e dizer “não” para quem quer estimulá-lo a fazer algo é um escudo contra a manipulação.
Outro exercício é dar feedback objetivo ao manipulador. “Na hora de conversar, procure deixar claro o que você quer”, diz Luiz Fernando. Evite levar o diálogo para o lado pessoal e, ao concluí-lo, faça um resumo do que você quis dizer para inibir que o outro encontre brechas em seu raciocínio e as use contra você no futuro.
Elisa Tozzi

Paraplégico volta a andar após cirurgia revolucionária

Um homem paraplégico voltou a andar graças a um transplante de células nervosas realizado na Polônia, em uma operação sem precedentes. Darek Fidyka, um búlgaro de 40 anos, é a primeira pessoa no mundo a se recuperar de um rompimento total dos nervos da coluna vertebral. Ele recebeu um transplante de células de sua cavidade nasal para a medula espinhal e, após reabilitação de um ano, ele pode caminhar com o auxílio de um andador — Fidyka também recuperou algumas funções da bexiga e do intestino.

"Para mim, isto é ainda mais impressionante do que um homem caminhando na Lua", afirmou Geoffrey Raisman, professor do Instituto de Neurologia do University College de Londres (UCL), na Inglaterra, e um dos autores do estudo publicado na revista Cell Transplantation.
"Quando começa a retornar (os movimentos), você sente que sua vida começou de novo, como se fosse um renascer. É um sentimento incrível, difícil de descrever", declarou Fidyka ao programa Panorama, da emissora britânica BBC, que teve acesso exclusivo ao paciente e aos médicos.
A operação — Em 2010, Fidyka ficou paralisado do peito para baixo após ser esfaqueado várias vezes. Apesar de meses de fisioterapia intensiva, ele não mostrava nenhum sinal de recuperação.
A cirurgia foi realizada por uma equipe médica polonesa, coordenada pelo neurocirugião Pawel Tabakow, da Universidade de Wroclaw, na Polônia, um dos maiores especialistas em lesões medulares do mundo. Os médicos utilizaram células nervosas do nariz do paciente a partir das quais se desenvolveram os tecidos seccionados — o complexo circuito responsável pelo olfato é a única parte do sistema nervoso que se regenera durante toda a vida e foi essa característica que os cientistas procuraram reproduzir na lesão de Fidyka. As células do próprio paciente não seriam rejeitadas e o tecido medular poderia ser reparado.
A técnica de transplante, descoberta na UCL, apresentou bons resultados em laboratório, mas nunca havia sido testada com sucesso em um ser humano. Na primeira das duas operações, os cirurgiões removeram um dos bulbos olfativos do paciente e fizeram as células crescer em cultura. Duas semanas depois, foi feito o transplante na medula por meio de microinjeções.
Fidyka manteve seu programa de condicionamento — cinco horas de exercícios durante os cinco dias da semana — e percebeu que a cirurgia havia sido bem sucedida quando, após três meses, sua coxa esquerda começou a desenvolver músculos. Seis meses depois, deu seus primeiros passos com o apoio de fisioterapeutas. Agora, após dois anos, caminha apenas com o andador. De acordo com os cientistas, exames mostraram que a lacuna na medula espinhal do paciente se fechou após o tratamento.
"Nós acreditamos que o procedimento é uma descoberta capital que, se for desenvolvida, constituirá uma mudança histórica para as pessoas que sofrem de ferimentos na coluna vertebral", declarou Raisman.
AFP

15 de out. de 2014

Estudo relaciona custo do casamento com divórcio




É possível "prever" a duração de um casamento de acordo com o custo de sua festa. Pelo menos é o que diz um estudo feito pelos economistas norte-americanos Andrew Francis e Hugo Mialon, da Universidade de Emory, em Atlanta. 

Segundo eles, quanto mais cara a cerimônia e tudo o que estiver relacionado ao "grande dia", maior é probabilidade de divórcio. 

A razão para isso é que as celebrações mais onerosas impulsionam o endividamento familiar e uma consequente crise no relacionamento. 

A pesquisa analisou mais de 3 mil pessoas que se casaram nos Estados Unidos e, por meio desta amostra, concluiu que, para ter um casamento duradouro, não é aconselhável gastar mais de US$ 20 mil (R$ 48 mil). 

Se isso for verdade, grande parte dos casamentos entre celebridades está condenada ao fracasso. Um exemplo é o matrimônio da socialite Kim Kardashian com o jogador de basquete Kris Humphies, que custou mais de 8 milhões de euros (R$ 24 milhões) e durou 72 dias. 

Outro é a cerimônia da princesa Diana e do príncipe Charles, na qual foram gastos aproximadamente 80 milhões de euros (R$ 240 milhões), resultando em um complicado divórcio 15 anos depois. 
ANSA

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