
Muito tenho lido, ouvido e comentado acerca das famosas carências afetivas e gostaria de dividir com vocês algumas reflexões sobre o assunto.
Quando se manifestam estas carências? no carinho que não nos deram, na falta da compreensão das nossas necessidades, do apoio que não nos foi dado, da atenção que nos é negada?
Ou seja, nos sentimos carentes quando depositamos nossas expectativas, anseios e desejos em uma felicidade distante de nós, damos a Deus, religião, pessoas, a responsabilidade de nos fazer felizes, porque nos sentimos incapazes de conseguir com o próprio empenho. O que fazemos então? corremos atrás de um substituto para que nos supra aquilo que outra pessoa nos negou.
É um círculo vicioso, uma eterna procura. Carência, ao contrário, deveria funcionar para nós como um alerta de que aquele setor precisa mais da nossa atenção, que precisamos de Auto-Amor. Nesta visão, ela deixa de ser algo que falta em nós por culpa de alguém e passa a ser algo que se manifesta em nós quando estamos precisando nos cuidar mais. De que maneira lidar deter ou incentivar o auto-amor? Estou convencida da eficácia de algumas mudanças internas:
1) Deixar de lado a visão separatista, ou seja, parar de nos dar várias classificações como: sou orgulhosa, sou vaidosa, sou ciumenta, sou egoísta... nossa tendência de nos apegar excessivamente a coisas e pessoas vem porque nos separamos do nosso eu divino, gerando insegurança e um constante medo da perda daquilo que depositamos nossa segurança.
2) Nos encarar como Seres Divinos, com conquistas a realizar, é verdade, mas filhos gerados pelo grande amor de nosso Pai - Deus.
3) Praticar o bem. Quanto mais descobrimos que dentro de cada um de nós existe uma enorme capacidade de doar amor, nos sentimos mais fortes e capazes de lidar com nossas próprias limitações.Temos sempre duas opções diante das carências: Ou somos médicos de nossas dores ou seremos eternas vítimas delas. Descobrir o potencial de amor e auto-amor que existe dentro de nós mesmos, nos faz optar e responsabilizar pela nossa felicidade.
Deste modo passaremos a cultivar o amor dentro de nós mesmos, pelos outros e por nós mesmos sem a preocuoação e sem culpa, sem cobranças ou patrulhamento. Não mais para agradar aos outros, para dar satisfação a sociedade ou para ter a aprovação de Deus (Este nos ama em qualquer situação), mas pelo prazer que amor nos traz. Deixemos que os sentimentos imaturos venham, ouçamos nossas carências, precisamos nos aceitar e conhecer para identificar quem nós somos, mas com Auto-Amor, curaremos a nós mesmos e supriremos aquilo que nos falta. Me despeço de vocês com o famoso cumprimento do Nepal - Namastê - ou seja, O Deus que habita em mim cumprimenta o Deus que habita em você.
Lucilene Barbalho
Lucilene Barbalho
Picture by Claude Monet
Adoro os textos da Lucilene Barbalho!
ResponderExcluirSão textos sempre interessantes, inteligentes, que me fazem refletir sobre muitas coisas da minha vida.
O blog todo é excelente, Leonardo!
Depois que o encontrei, sempre passo por aqui...
Adoro... Hehehe!
Obrigada tathi, fico feliz que goste.
ResponderExcluirUm abraço
Tudo q me acontece é um reflexo do meu interior. Demorou, mas hoje eu me conheço um pouco mais e melhor Carencias ainda tenho, claro , mas lido melhor com elas!
ResponderExcluirBjssss