Brigitte Bardot, ou simplesmente BB, filha de Louis Bardot e Anne-Marie Mucel, recebeu ao nascer o nome de Camille Javal. Sua mãe a incentivava a cantar e a dançar desde pequena e, aos 15 anos, Brigitte começou sua carreira como modelo, na revista "Elle" francesa.
Sua beleza natural, ao mesmo tempo de menina e mulher, chamou a atenção e os convites para trabalhos de destaque começaram a surgir. Sua primeira aparição nas telas foi em 1952, como Javotte Lemoine, no filme "Le Trou normand".
Ao completar 18 anos, ela se casou com o diretor de cinema Roger Vadim (que também foi marido de Jane Fonda e Catherine Deneuve). A união durou cinco anos. Vadim foi responsável por lançá-la em "E Deus Criou a Mulher" (1956) e ainda a dirigiu em "Quer Dançar Comigo?" e "Amores Célebres".
Com o sucesso de seus filmes franceses, Brigitte participou de uma produção americana em 1954, "Um ato de amor", com Kirk Douglas, tornando-se popular nos Estados Unidos. Ela não agia como as estrelas da época, cheias de estratégias de conquista e frases de duplo sentido. Sua sensualidade vinha do corpo perfeito, da boca carnuda, do olhar expressivo e de um comportamento livre, incomum para as mulheres da época.
BB chegou a ser considerada a versão francesa de Marilyn Monroe.Em 1956, foi dirigida por Michael Boisrond em "O Príncipe e a Parisiense". Dois anos depois, aos 23 anos, participou de mais dois filmes. Na época, a imprensa noticiou seu romance com o cantor francês Sasha Distel. Chamada de "devoradora de homens", diziam que ela enjoava dos namorados com a mesma facilidade que os conquistava.Entre 1959 e 1962 a atriz ficou casada com o ator Jacques Charrier, famoso por sua atuação em "Babete Vai à Guerra" (1959).
Com ele, teve seu único filho, Nicolas-Jacques Charrier, nascido em 1960. Em 1962, Brigitte veio ao Brasil e se encantou com Búzios, RJ, onde passou uma longa temporada.Em 1963 foi dirigida por Jean-Luc Godard em "O Desprezo". Depois de muitos e curtos romances, em 1966, a atriz se casou com o playboy alemão Gunther Sachs. A relação durou três anos. Em 1965 apareceu como ela mesma em uma única cena de "Dear Brigitte", filme americano com o ator James Stuart. Brigitte também foi dirigida por Louis Malle em "Vida Privada" (1962), "Viva Maria" (1965) e no episódio de "Histórias Extraordinárias".
Após filmar "Colinot", de Nina Companaez, em 1973, aos 39 anos, BB se retirou da vida artística. Pouco antes de deixar as telas, declarou à imprensa francesa que não sentia prazer em ser atriz. Por três vezes, tentou o suicídio. Passando a desprezar sua aparência, dedicou-se a defender a natureza e os animais. Sua luta era pelo fim da venda de gatos e cachorros em anúncios classificados, pela proibição do uso de animais selvagens em circos, pelo final das touradas e das brigas de galo, e pelo fim da criação de animais para a fabricação de casacos de pele.Em 1992 ela se casou com Bernard d´Ormale, político francês de extrema direita.
Longe dos estúdios cinematográficos, a atriz envelheceu de forma amarga. Seu livro "Um Grito no Silêncio", publicado em 2003, provocou grande polêmica. Brigitte foi acusada de exaltar o preconceito contra negros, homossexuais e imigrantes e se tornou uma vergonha para os franceses, que preferiram se fixar na imagem da jovem loura sexy da década de 1960.
Que linda mulher! Que tremendo ser humano!
ResponderExcluirAltiva, com seus cabelos naturalmente desgrenhados, suas rugas, a bela boca e nariz perfeitos e mais: um olhar desafiador e valente tão diferente do vazio de outrora.
Se não encontrava mais prazer em seu ofício não exitou em buscar uma causa que lhe desse sentido à vida e com isso ganharam tantos inocentes e desprezados animais.
E não foi para preencher nenhum vazio mas um prazer que ela já experimentava sempre que podia antes mesmo de abandonar a carreira ainda tão jovem.
Ao invés de negar a velhice algo tão tristemente praticado hoje em dia percorrendo clínicas a procura de um milagre esticando daqui colocando botox dali ela enverga com altivez seus cabelos brancos e suas rugas não descuidando com isso da aparência. Pena que seja tão difícl para as pessoas encararem os fatos enxergando a beleza de ser o que se é e transferindo para ela o peso de um envelhecimento amargo de quem assim o enxerga.
Gostaria que colocassem dentro do contexto real quais foram as colocações dela sobre os preconceitos mencionados.
Todos cometemos erro mas é bom não haver precipitação nos julgamentos.
Já vi pessoas ficarem tão desapontada com os seres humanos depois de tomarem conhecimento de todas as atrocidades cometidas contra os animais que chegam a declarar sua preferência pelos mesmos e seu desprezo pela humanidade. Procuro sempre mostrar o perigo desse radicalismo que não contribui para melhora da sociedade.
Mas sou aberta a toda e qualquer crítica que se faça por "culturas" que oprimem as pessoas impedindo-as de serem livres e cidadãs independente do valor desses conceitos para elas. Sou pela liberdade do ser.
Não posso respeitar uma "CULTURA" que oprime as mulheres, as crianças, matam e estupram meninas condenando-as ao inferno na Terra em nome de um Deus particular.
Então vamos com calma.
Não creio que o povo francês se envergonhe de La Bardot.