17 de dez de 2014

Estudo mostra para onde vai a gordura quando se tem perda de peso

A procura pelo corpo perfeito tem feito com que muitas pessoas percam peso sem se preocupar com os riscos à saúde. Mas, quando se perde peso, para onde vai a gordura perdida? Segundo um estudo da Universidade de Nova Gales do Sul (UNSW, na sigla em inglês), na Austrália, nem mesmo alguns profissionais de saúde sabem essa resposta.
O principal autor do estudo, Ruben Meerman, um físico e apresentador de TV, diz que a maior parte da massa é expirada como dióxido de carbono.
Os autores mostram que perder 10 quilos de gordura requer uma inalação de 29 quilos de oxigênio. Esse processo metabólico produz 28 quilos de dióxido de carbono e 11 quilos de água.
Mais de 50% dos 150 médicos, nutricionistas e personal trainers que participaram da pesquisa pensaram que a gordura fosse convertida em energia ou calor. Meerman diz que isso viola a Lei da Conservação das Massas. Suspeitamos que este equívoco é causado pelo mantra da energia que entra e que sai em torno da perda de peso.
Perder peso não causa aquecimento global - Alguns entrevistados pensavam que os metabolitos de gordura fossem excretados nas fezes ou convertidos em músculo. O estudo aponta que os equívocos revelam desconhecimento surpreendente sobre aspectos básicos de como funciona o corpo humano.

Os autores ainda ressaltam duas perguntas frequentes.

1- Simplesmente respirar mais pode causar a perda de peso? 
A resposta é não. Respirar mais do que o exigido pela taxa metabólica de uma pessoa leva a hiperventilação, o que pode resultar em tontura, palpitações e perda de consciência.
2- A perda de peso pode causar o aquecimento global? 
Isso revela equívocos preocupantes sobre o aquecimento global, que é causado pelo desbloqueio de átomos de carbono antigos presos no subsolo em organismos fossilizados. Os átomos de carbono que seres humanos exalam estão retornando para a atmosfera depois de apenas alguns meses ou anos presos em alimentos que foram feitos por uma planta.
Meerman recomenda que estes conceitos básicos sejam incluídos no currículo do ensino secundário e nos cursos de bioquímica para corrigir equívocos generalizados sobre a perda de peso entre os leigos e profissionais de saúde.

5 de dez de 2014

A carta

Há muito tempo, sim, não te escrevo.
Ficaram velhas todas as notícias.
Eu mesmo envelhecí: olha em relevo
estes sinais em mim, não das carícias
(tão leves) que fazias no meu rosto:
são golpes, são espinhos, são lembranças
da vida a teu menino, que a sol-posto
perde a sabedoria das crianças.
A falta que me fazes não é tanto
à hora de dormir, quando dizias
"Deus te abençoe", e a noite abria em sonho.
É quando, ao despertar, revejo a um canto
a noite acumulada de meus dias,
e sinto que estou vivo, e que não sonho.

Carlos Drummond de Andrade


3 de dez de 2014

Anna Freud - doodle


A psicanalista austríaca Anna Freud, filha de Sigmund Freud (considerado o "criador" da psicanálise), é a homenageada do doodle do Google nesta quarta-feira, data que marca seu 119° aniversário.

Anna, filha caçula de Sigmund e Martha Freud, nasceu no dia 3 de dezembro de 1895 em Viena. Ela iniciou a vida profissional como professora, lecionou até 1920 e, em seguida, passou a aplicar a psicanálise no ensino infantil. Seu primeiro livro, O Tratamento Psicanalítico de Crianças, foi lançado em 1927. 

No final dos anos 1930, a família teve que fugir da Áustria, dominada pelos nazistas, e refugiou-se em Londres. Após o fim da guerra e a morte do pai (que faleceu vítima de um câncer em 1939), Anna abriu uma clínica, a The Hampstead War Nursery, onde cuidou de mais de 80 crianças. Anos depois ainda criou um curso de formação de analistas de crianças e fundou mais uma clínica, a The Anna Freud Center

15 Ensinamentos do Caminho de Santiago


O caminho de Santiago entrou na minha vida há alguns anos, quando morei em Pamplona, primeira grande cidade espanhola pela qual passa o trajeto de peregrinação mais famoso do mundo. Existem muitas rotas que levam a Santiago - o mais conhecido é o francês, que começa, oficialmente, em Saint Jean Pied de Port, na França. Mas peregrinos não gostam de determinações oficiais. Isso porque consideram que essa é uma jornada individual, que pode começar onde você desejar, ser feita como você decidir e no tempo que necessitar. Não há certo ou errado. Há apenas a sua experiência e um desejo implícito de chegar diferente ao final do percurso.

No meu caso, não houve grandes revelações, ou sensações arrebatadoras. Cheguei até a pensar que, apesar da viagem inesquecível, nenhuma transformação ocorreria.
Mas, sem nos darmos conta, a caminhada diária de cerca de oito horas nos transporta a uma realidade paralela, em que nossa jornada é construída do zero. Onde ninguém sabe quem você é, o que faz, nem mesmo como se veste. Um pé atrás do outro, um dia atrás do outro, poucas decisões a serem feitas - acordar, caminhar, comer, dormir. E, aos poucos, seu corpo e sua cabeça entram em uma sintonia inédita, que muda seu olhar, sua resistência, sua percepção dos espaços e do tempo.
Ao terminar o percurso e olhar para trás, vi que o caminho é mesmo uma metáfora da vida. Dos vários ensinamentos, listei apenas aqueles que, até o momento, consegui decifrar.

Generosidade aquece a vida
Peregrinos são, por definição, amáveis e gentis. Sempre que passam, desejam "Buen camino!". Sempre que encontram alguém cuidando dos pés, oferecem ajuda. Sempre abrem um sorriso para quem chega para dividir a mesa. Em cinco minutos, você faz amigos capazes de te ceder uma cama, oferecer os seus últimos anti-inflamatórios, diminuir o passo para te acompanhar por perceber que o dia está sendo duro para você. Acredite: você faria o mesmo. No caminho, é a predisposição em ser generosos que nos cerca de amigos e nos faz sentir queridos, protegidos e sempre acompanhados.

A gente se adapta, sempre
Eu achava que não iria caminhar sob chuva, que não iria suportar os albergues, que sentiria dor nas costas por carregar uma mochila de 6 kg durante todo o dia. Mas vi que a gente se adapta. Ao calor, ao frio, à chuva, ao vento. A gente se adapta a uma nova comida, a uma cama diferente a cada noite, aos roncos dos peregrinos cansados. A gente se adapta às pedras do caminho, ao asfalto quente, à trilha com barro encharcado. O que parecia difícil no começo logo vira uma rotina fácil de ser manejada.

A cabeça está no comando
Nos dias em que a minha meta era caminhar 20 km, os últimos quilômetros eram muito difíceis. Nos dias em que teria de caminhar 30 km, 20 eram fichinha e os últimos cinco ficavam intermináveis. Cheguei a caminhar 43 km em um dia, e adivinha? Os 30 primeiros passaram sem eu ver, e só nos últimos comecei a sentir sinais de cansaço. Não importa a quantidade: é a cabeça quem determina os limites. O corpo é forte e só chia quando ela avisa: "ei, já está quase acabando. Pode relaxar."

O corpo fala
Você quer estar bem, pés sem bolhas, pernas fortes. O melhor a fazer é cuidar para detectar qualquer sinal de problema antes que ele dê as caras deverdade. O corpo dá todas as pistas: uma sensibilidade diferente nos dedos é sinal de que uma bolha vai aparecer, uma dorzinha de leve no tornozelo pode indicar uma tendinite, muito tempo sem ir ao banheiro é sintoma dedesidratação. Quem insiste em ignorar essas mensagens tem constantemente a sua caminhada interrompida. Os que escutam e atendem a esses chamados têm um caminho bem mais fácil e aumentam consideravelmente as chances dechegar bem até o final.

A beleza está por toda parte
Algumas paisagens são obviamente bonitas: montanhas verdes sob céu azul, um rio correndo entre campos floridos. Essa paisagem existe no caminho. Mas há também os dias de chuva, vilas abandonadas, campos áridos, planícies infinitas. E todas elas dão belíssimas fotos e são capazes de emocionar. Basta procurar o ângulo certo.

Depois da tempestade, vem a bonança
Houve dias de muito sol, de céu claro. E houve dias de chuva. Nesses dias, vestia minha capa impermeável e colocava música (estratégia reservada somente para os momentos mais desafiadores). Aí eu apenas andava, sem pensar no destino. Não havia nada que pudesse ser feito: era aceitar e esperar. Podia levar algumas horas ou alguns dias, mas a chuva sempre passava. E as más lembranças eram totalmente apagadas por um novo dia desol.

O caminho mais fácil nunca é o mais bonito
Às vezes o caminho se bifurca e você pode optar por seguir por uma estrada mais curta ou pegar uma trilha mais longa e montanhosa. Quem vai pela estrada sempre chega antes e mais descansado. Quem vai pela trilha chega tarde e esgotado. Mas sempre com as melhores histórias, as fotos mais lindas e uma sensação inigualável de ter superado um desafio.

As suas escolhas constroem o seu caminho
Havia algumas escolhas a se fazer: de onde vou começar? Vou dormir em albergues ou pensões? Andar em grupo ou seguir sozinha? Sair cedo para aproveitar a cidade de destino ou ir sem pressa para chegar, aproveitando as pequenas surpresas do percurso? O caminho é feito de escolhas. Nem mais certas nem mais erradas. Mas determinantes e, muitas vezes, irreversíveis. Elas fazem com que o seu caminho seja só seu.

Um pouco de planejamento estrutura. O excesso aprisiona
Era importante começar o dia sabendo em que cidade eu pretendia dormir. Foi fundamental estudar o percurso para saber se precisava levar mais água ou algum lanche. Por outro lado, sair de casa com todas as paradas decididas, hotéis reservados e data de chegada inflexível quase tornou minha jornada burocrática. Como planejar tanto alguma coisa que você não conhece? É preciso deixar espaço para o improviso - ele pode mudar nossos planos para melhor.

Despedir-se
Faz parte da vida a gente conhece pessoas incríveis pelo caminho, com quem compartilha momentos inesquecíveis. Mas sempre chega a hora de dizer adeus - depois de um dia, uma semana ou um mês. É preciso ter consciência disso, não para evitar o apego, mas para desfrutar com intensidade cada momento que vai passar com elas. E quando for a hora de se despedir, é preciso deixar claro o quanto elas foram importantes para o seu caminho. Sua felicidade não pode depender de ninguém, mas é bom saber que com algumas pessoas você é ainda mais feliz.

Esteja sempre atento
Aos sinais o caminho é todo marcado por sinais: quem está atento dificilmente se perde. Em uma bifurcação, bastava parar, olhar atentamente e buscar a seta amarela. Ela sempre estava ali, mostrando por onde seguir. A vida também é assim, cheia de sinais. Mas é preciso estar pronto para decifrá-los (de que serve uma seta amarela na sua frente se você não sabe o que ela significa?).

Você carrega o peso dos seus medos
Para ter um caminho tranquilo, é preciso levar uma mochila leve. E o que deixa a mochila pesada são nossos medos. Medo de ficar doente, de passar frio, deter fome. E aí a mochila se enche de itens desnecessários. Há farmácias, lojas, vendas pelo caminho. Encher a mochila é sofrer por antecipação e tornar a jornada muito mais penosa.

Pessoas são a essência de tudo
Terminado o caminho, são muitas as lembranças. E elas estão cheias derostos. Às vezes me esqueço do nome de um vilarejo, mas nunca de quem me acompanhou naquele dia. Posso não me lembrar do que jantei em um restaurante, mas sempre me lembro de quem jantou comigo. Os lugares foram melhores ou piores de acordo com a companhia do dia. Cerque-se das pessoas certas e tudo estará bem.

Somos todos iguais
Na mochila cabem poucas coisas - só as essenciais. Todos usam as mesmas vestimentas, dormem em lugares simples, comem nos pequenos bares que encontram pelo caminho. Ali, a gente se despe de qualquer vaidade, perde a profissão, deixa para trás o passado. Não é possível fazer qualquer distinção entre classes sociais, raças ou credos. No caminho, resumidos à nossa essência, todos somos iguais.

O importante não é chegar, é caminhar
Chegar a Santiago não é a melhor parte, nem o dia mais importante da viagem: é só uma consequência inevitável. O desfecho do qual não é possível fugir (e quem não escolheria caminhar mais um pouco?). Mais importante que chegar é aproveitar cada dia do caminho. A nostalgia de chegar ao final é inevitável. Ela pode gerar uma tristeza imensa por representar o fim de todas as possibilidades ou ser compensada pela sensação plena de ter vivido intensamente.
Marina Bessa

1 de dez de 2014

O sole mio



Che bella cosa na jurnata 'e sole,
N'aria serena doppo na tempesta!
Pe' ll'aria fresca pare gia` na festa,
Che bella cosa na jurnata 'e sole.
Ma n'atu sole cchiu` bello, oje ne', 'o sole mio, sta 'nfronte a te!
O sole, 'o sole mio, sta 'nfronte a te, sta 'nfronte a te!
Quanno fa notte e 'o sole se ne scenne,
Me vene quase 'na malincunia.
Sotto 'a fenesta toia restarria,
Quanno fa notte e 'o sole se ne scenne.
Ma n'atu sole cchiu` bello, oje ne', 'o sole mio, sta 'nfronte a te!
O sole, 'o sole mio, sta 'nfronte a te, sta 'nfronte a te!


Que bela coisa uma jornada de sol,
um ar sereno depois da tempestade.
Pelo ar fresco parece já uma festa,
Que bela coisa uma jornada de sol.
Mas um outro sol mais belo, oh garota, o meu sol, está na sua fronte...
O sol, o meu sol, está na sua fronte, está na sua fronte.
Quando desce a noite e o sol deita-se,
me pega quase uma melancolia.
Ficaria em baixo da sua janela,
quando desce a noite e o sol deita-se.
Mas um outro sol mais belo, oh garota, o meu sol, está na sua fronte...
O sol, o meu sol, está na sua fronte, está na sua fronte.

27 de nov de 2014

Como a Meditação Transcendental pode melhorar seu dia

40 minutos por dia. Esse é o tempo total necessário para realizar a Meditação Transcendental, técnica que promete combater diversos problemas, como estresse, ansiedade, falta de atenção e criatividade, depressão, pouco foco no trabalho, enxaqueca e até problemas cardíacos.
O resultado, segundo praticantes, vem em poucos dias (5 já são suficientes) e, por isso, pessoas de várias áreas, desde o setor empresarial até o artístico, têm aderido ao hábito. Entre os nomes famosos que empunham a bandeira da meditação estão a apresentadora Oprah Winfrey, o cineasta David Lynch, o músico Paul McCartney, os atores Hugh Jackman, Julia Lemmertz, Rodrigo Santoro e Cissa Guimarães, e o premiado judoca Flávio Canto.
Empresas como Farmoquímica, Shell e Lemgruber estão entre as que já disponibilizaram a técnica para os funcionários, com foco no aumento de produtividade e de qualidade de vida dos trabalhadores.
De acordo com Klebér Tani, educador físico e diretor da Sociedade Internacional de Meditação no Brasil, a atividade foi criada oficialmente pelo guru Maharishi Mahesh Yogi, com quem aprendeu a técnica. O brasileiro ressalta que não há ligação com religião, crença ou filosofia de vida, nem exigências de mudanças de hábitos de vida ou de alimentação.
“A Meditação Transcendental é uma técnica milenar que veio da Índia e que, hoje, tem muito respaldo científico. Mais de 1.400 publicações científicas mostraram os benefícios”, afirma. A atividade, segundo ele, é uma forma de autoconhecimento, que diminui a excitação mental, o estresse e a tensão, proporcionando benefícios para pessoas de diferentes perfis e faixas etárias, desde crianças até idosos.
Diferentemente de outros tipos de meditação, não é preciso ter um elevado controle mental ou “esvaziar” a cabeça para praticar. “É uma técnica extremamente fácil. Você não tem que lutar contra os pensamentos”, diz.
O especialista dá aulas sobre o tema há mais de 30 anos e, nos dias 29 e 30 de novembro, vai dar o workshop “Ayurveda, Meditação Transcendental e Saúde”, no Polo de Pensamento Contemporâneo, no Rio de Janeiro. Lá, ele explicará o potencial da prática, sua relação com a medicina ayurvédica, e ensinará uma técnica de relaxamento, diferente da meditação. 
Mas, apesar de não ser de difícil realização, para aprender a praticar a meditação transcendental, é necessário um pouco mais do que um final de semana. Segundo o Tani, a técnica só pode ser assimilada por meio de um curso, que costuma durar uma semana, com e acompanhamento de um professor por três meses.
Essa orientação é importante porque, além de passar as informações gerais sobre a técnica, o professor faz uma analise personalizada do indivíduo, para que o método esteja de acordo com suas necessidades particulares. Ao fazer uma anamnese, perguntando hábitos e outros dados, o guia passará à pessoa um mantra pessoal, que deverá ser entoado mentalmente durante a meditação.
O ideal é fazer em duas sessões de 20 minutos, preferencialmente antes das refeições, com o estômago vazio. Não é preciso estar em um lugar silencioso, nem se sentar na posição de “flor de lótus”, e até o caminho para o trabalho pode ser uma oportunidade para meditar (se não estiver dirigindo, claro).
Veja abaixo alguns dos principais benefícios já apontados pelas pesquisas:
- Redução da arterosclerose
- Pressão arterial mais baixa
- Redução do colesterol
- Redução da insuficiência cardíaca
- Diminuição da depressão
- Diminuição dos radicais livres
- Menor ansiedade
- Redução da insônia
- Redução do estresse e rápida recuperação do estresse
- Redução na dor
- Aumento de inteligência, criatividade e habilidade de aprendizagem
- Melhor eficiência e produtividade
- Reversão do envelhecimento precoce e maior longevidade
- Funcionamento cerebral em níveis mais elevados
- Redução do abuso de substâncias
- Redução de comportamento criminoso e de conflitos
- Melhor comportamento na escola
Luciana Carvalho

Bem-estar emocional na infância 'compra felicidade'

Um estudo da London School of Economics (LSE) afirma que estabilidade emocional no lar tem mais influência na felicidade futura de crianças do que dinheiro ou um bom desempenho acadêmico.


De autoria do professor Richard Layward, considerado um dos principais especialistas no mundo em 'estudos da felicidade', a pesquisa entrevistou mais de 9 mil pessoas nascidas na Grã-Bretanha em diversas situações sociais durante um período de três semanas no ano de 1970.
Essas pessoas foram acompanhadas até os 34 anos de idade, e vários dados de sua trajetória foram analisados, como renda familiar, histórico de trabalho e mesmo a ficha criminal. A partir dessas análises, a equipe desenvolveu um modelo matemático explicando variações nos níveis de felicidade entre a população britânica.
Para avaliar a estabilidade emocional, a equipe de Layward também se concentrou em detalhes minuciosos como crises de insônia na infância e mesmo incontinência urinária, passando por desordens alimentares.
Os pesquisadoras concluíram que a "saúde emocional" na infância esteve no topo da lista de fatores determinantes. O histórico acadêmico ficou em último lugar.

Saúde emocional
O estudo concluiu que a renda é responsável por apenas 1% de variação nos índices de felicidade expressados pelas pessoas estudadas, enquanto a "saúde emocional" na infância responde por 6%.
As conclusões do estudo são controversas, em especial o argumento de que o desempenho intelectual na infância pode ter muito menos influência do que se pensava no que se pode chamar de realização na vida adulta.
"Sabemos que vamos provocar ultraje ao dizer que educação e dinheiro estão entre os menos importantes determinantes de sucesso", escreveu Andre E. Clarke, um dos acadêmicos envolvidos no estudo da LSE.
Nos últimos anos, os "estudos da felicidade" ganharam popularidade não apenas no meio acadêmico como político. Ao ponto de pesquisadores e mesmo chefes de estado, como o premier britânico, David Cameron, falarem publicamente em termos como "PIB da felicidade" como parte de discussões para melhor entender as necessidades da população.
Cameron recentemente declarou que "era chegado o momento de admitir que há mais na vida que o dinheiro".
BBC

26 de nov de 2014

Dificuldades

Um homem de espírito não pode nem pensar que existe a palavra dificuldade.
Lichtenberg

Fermento espiritual



O fermento é uma substância que excita outras substâncias, e nossa vida é sempre um fermento espiritual com que influenciamos as existências alheias.

Ninguém vive só.

Temos conosco milhares de expressões do pensamento dos outros e milhares de outras pessoas nos guardam a atuação mental, inevitavelmente.

Os raios de nossa influência entrosam-se com as emissões de quantos nos conhecem direta ou indiretamente, e pesam na balança do mundo para o bem ou para o mal.

Nossas palavras determinam palavras em quem nos ouve, e, toda vez que não formos sinceros, é provável que o interlocutor seja igualmente desleal.

Nossos modos e costumes geram modos e costumes da mesma natureza, em torno de nossos passos, mormente naqueles que se situam em posição inferior à nossa, nos círculos da experiência e do conhecimento.

Nossas atitudes e atos criam atitudes e atos do mesmo teor, em quantos nos rodeiam, porquanto aquilo que fazemos atinge o domínio da observação alheia, interferindo no centro de elaboração das forças mentais de nossos semelhantes.

O único processo, portanto, de reformar edificando é aceitar as sugestões do bem e praticá-las intensivamente, por intermédio de nossas ações.

Nas origens de nossas determinações, porém, reside a idéia.

A mente, em razão disso, é a sede de nossa atuação pessoal, onde estivermos.
Pensamento é fermentação espiritual. Em primeiro lugar estabelece atitudes, em segundo gera hábitos e, depois, governa expressões e palavras, através das quais a individualidade influencia na vida e no mundo.

Regenerado, pois, o pensamento de um homem, o caminho que o conduz ao Senhor se lhe revela reto e limpo.

Emmanuel

Dedicado ao Saraiva pai

21 de nov de 2014

Releitura de Autorretrato com Macaco – Frida Kahlo

frida-Kahlo
Aceitei fazer esse trabalho de patchwork instigada por um convite e uma provocação. O convite era criar alguma coisa com referência a Frida e a provocação: por que não? Aceita a aposta me ponho a trabalho em torno de Frida e vou procurando, escolhendo, juntando objetos para iniciar o trabalho, resíduos materiais: pedaços de tecidos, de algodão, de seda, linhas, botões, cordões, transitando entre o possível, com as técnicas de patchwork e habilidades manuais e o contingente, o material que escolho e do qual me aproprio ao acaso. Objetos comuns como um pedaço de malha preta e de cetim verde torna-se outra coisa, estranha ao seu uso, torna-se uma trança. Também entre o possível e o contingente é o trabalho da psicanálise, com o impossível sempre a rondar, como a acossar também o trabalho de criação.
Cria-se com a técnica a serviço do inconsciente, ou do desejo que é seu outro nome. O ato de criação é uma ruptura com a inércia, com o estabelecido e faz surgir algo de novo. E o artesão trabalha concentrado e ao mesmo tempo esvaziado de pensamento e atento às possibilidades de conjugar os objetos quase que com uma atenção flutuante que é própria do trabalho analítico.
Quanto ao panô sobre Frida há de princípio uma escolha de com qual obra trabalhar. Nos quadros de Frida muitos dos traumas pelos quais passou estão à mostra. Antes dela a arte do ocidente jamais havia usado imagens de nascimento ou aborto, órgãos internos à vista como comenta Sarah Lowe no Diário de Frida kahlo.
O papel de paciente era familiar a Frida, atingida por vários problemas de saúde, a começar por uma poliomielite aos 7 anos de idade, um grave acidente aos 18, tendo sofrido várias intervenções cirúrgicas ao longo de sua vida e ficando por vários períodos imobilizada em uma cama.
Seus autorretratos – ela pintou cerca de 55, um terço de sua produção – são pinturas provocativas e agressivamente audaciosas. Carlos Fuentes escreve na introdução do diário de Frida que o corpo é o templo da alma e o rosto é o templo do corpo. E quando o corpo decai, como ocorreu com ela, a alma não tem outro santuário a não ser o rosto.
Minha atenção se volta para os autorretratos e a presença constante de animais. Escolho “Autorretrato com macaco”, um quadro de 1938. Foi, por sinal em 38, a decisiva mudança de Frida de artista amadora para pintora profissional quando vendeu seu primeiro quadro para um astro de cinema e expôs 25 obras na galeria Julien Levy, em Nova York.
No autorretrato escolhido, há luminosidade e em minha apropriação dele coloco opacidade. Há um ponto em torno do qual o trabalho começa: o rosto. O rosto humano é um ponto de atração do olhar por excelência. E no rosto de Frida ressalta a sobrancelha. É como sua marca registrada, a sobrancelha e depois o jeito de colocar o cabelo, as tranças realçadas. E nesse quadro há a presença do macaco que funciona como um ponto de humor, um ponto de fuga, um umbigo do quadro.
Marcel Duchamp, artista que revolucionou a arte na segunda metade do século 20 com o que viria a se chamar ready-made, proferiu uma conferência em 1957 (The criative art) onde apresentou que o ato do artista não é executado sozinho. Fazendo um parêntese, Duchamp foi o autor da famosa obra que tem fixada uma roda de bicicleta sobre um banco de cozinha e ele disse a propósito disso que qualquer objeto pode tornar-se uma obra de arte, basta um gesto do artista. Um objeto cotidiano torna-se de repente, por um simples gesto, algo estranho, um familiar-estranho.
Voltando à sua conferência, Duchamp disse que é necessário a presença do outro que se coloca diante da obra, o olhador, o contemplador que decifra e interpreta as qualidades intrínsecas da obra e dessa forma acrescenta sua contribuição ao ato criador. Duchamp disse ainda que o próprio ato criador é esburacado; há uma falha, uma inabilidade necessária ao artista em expressar sua intenção. E nesse descompasso entre o que se queria realizar e o que se produziu reside a “condição artística” contida na obra.
Abordando o trabalho analítico, Lacan disse que o analista, é por não pensar que ele opera, mas ele sabe que o faz, ele está advertido disso. Quanto a Frida, ela disse: “pinto a mim mesma porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor”. Uma fala que mostra o sujeito às voltas com o que lhe instiga e com um equívoco, é porque não sabe que seu inconsciente opera se expressando em sua arte.
Sua obra procura tecer uma continuidade de sua vida e produz uma descontinuidade que se reproduz naquele que a olha. A obra de Frida ressoa em mim como dada a sobressaltos. Em um instante parece que se abre uma fenda, e algo que não deveria estar ali surge e o fio que amarra simbólico, tempo e a própria vida se rompe e se mistura. Resisto e pronto, algo se recompõe e posso a partir disso explorar suas ressonâncias em meus próprios questionamentos e me por também a trabalho.
Helena Maria Galvão Albino

19 de nov de 2014

Mulheres...

Eu entendo-me sempre melhor com uma mulher do que com um homem. 
A conversa é sempre mais solta, mais descontraída. 
Eu acho que a relação com as mulheres é mais direta.
José Saramago

Dieta mediterrânea é melhor ‘antídoto’ contra obesidade, dizem cientistas

Uma dieta mediterrânea é mais eficiente para combater a obesidade do que a simples contagem de calorias, afirmam cientistas.
Eles acrescentam que esse tipo de dieta reduz o risco de ataques cardíacos e derrames.
Além disso, na opinião desses especialistas, uma alimentação baseada em frutas, legumes, verduras e cereais seria mais eficiente para a perda de peso do que dietas com baixa ingestão de gordura.
A recomendação foi feita por meio de uma declaração conjunta publicada na revista científica PMJ (Postgraduate Medical Journal, na sigla em inglês) e assinada por nomes de peso como o presidente da Academy of Medical Royal Colleges do Reino Unido, Terence Stephenson, e Mahiben Mara, alto funcionário do NHS (National Health Service, o SUS britânico).
No abaixo-assinado, os especialistas criticaram a indústria da dieta por focar a perda de peso na restrição calórica em vez da "boa alimentação".

Melhor do que remédio
Segundo eles, pesquisas indicam que a dieta mediterrânea, incluindo frutas, legumes e verduras, cereais e azeite de oliva, reduz rapidamente o risco de ataques cardíacos e derrames e permitem uma perda de peso mais gradativa a longo prazo.
O autor do abaixo-assinado, o cardiologista Aseem Malhotra, afirma que as evidências científicas são "irrefutáveis".
"O mais importante é dizer às pessoas que elas devem se concentrar em comer melhor".
Inspirada pela cozinha tradicional de países como Grécia, Espanha e Itália, a dieta mediterrânea sempre esteve associada à boa saúde e a corações sadios.
Essa dieta consiste tipicamente em comer várias porções de legumes e verduras, frutas frescas, cereais integrais, azeite de oliva e sementes oleaginosas, além de frango, peixe, carne vermelha, manteiga e gordura animal.
"O impacto desse tipo de alimentação na saúde do paciente se dá de forma muito rápida. Sabemos que a tradicional dieta mediterrânea que é rica em gordura – por meio de testes controlados em grupos aleatórios – reduz o risco de ataque cardíaco e derrames pouco tempo depois de colocada em prática".
No artigo, os médicos também dizem que a dieta mediterrânea é três vezes mais eficiente para a redução da mortalidade em pacientes que já tenham sofrido ataques cardíacos do que medicamentos para baixar o colesterol.
Para David Haslam, diretor-presidente do Fórum de Obesidade Nacional do Reino Unido, a recomendação dos médicos é "bem vinda".
"Uma caloria não é só uma caloria. É ingênuo pensar que os complexos sistemas de apetite hormonal e neurológico do nosso corpo respondem a diferentes substâncias de igual maneira".
Adam Brimelow

Existencialismo

O termo foi criado por Jean-Paul Sartre para descrever suas próprias filosofias. Até 1950, o termo era aplicado a várias escolas divergentes de pensamento.

Apesar das variações filosóficas, religiosas e ideologias políticas, os conceitos do existencialismo são simples:
  • A espécie humana tem livre arbítrio;
  • A vida é uma série de escolhas, criando stress;
  • Poucas decisões não têm nenhuma conseqüência negativa;
  • Algumas coisas são absurdas ou irracionais, sem explicação;
  • Se você toma uma decisão, deve levá-la até o fim.
O existencialismo representa a vida como uma série de lutas entre o indivíduo e tudo. O indivíduo é forçado a tomar decisões; freqüentemente, qualquer escolha é uma escolha ruim. Nas obras de alguns pensadores, parece que a liberdade e a escolha pessoal são as sementes da miséria. A maldição do livre arbítrio foi de particular interesse dos existencialistas teológicos e cristãos. Dando o livre arbítrio, o criador estava punindo a espécie humana na pior maneira possível.

As regras sociais são o resultado da tentativa dos homens de limitar suas próprias escolhas. Ou seja, quanto mais estruturada a sociedade, mais funcional ela deveria ser. A adoção dessa teoria antropológica pode explicar porque os existencialistas tendem a ser favoráveis ao autoritarismo ou a formas rígidas de governo, como o comunismo, socialismo e fascismo. Com apenas um partido político, um líder forte, uma única direção, é muito mais fácil alcançar a funcionalidade.

Os existencialistas explicariam porque algumas pessoas se sentem atraídas pelas carreiras militares baseando-se no desafio de tomar decisões.

Seguir ordens é fácil; requer pouco esforço emocional fazer o que lhe mandam. Se a ordem não é lógica, não é o soldado que deve questionar. Deste modo, as guerras podem ser explicadas, genocídios de massa podem ser entendidos. As pessoas estavam apenas fazendo o que lhe foi dito.

Como pode um filósofo que enfoca o indivíduo abraçar uma teoria social tão anti-indivíduo?

De fato, Sartre e Heidegger acreditavam que foram libertados de decisões básicas, sobre como obter comida, abrigo e segurança, para concentrar-se em decisões mais importantes.

Heidegger e Sartre, partidários de Hitler e da União Soviética, respectivamente, viram em governos autoritários a promessa da liberdade individual para exercer a arte, ciência, etc. Quando a utopia fosse alcançada e as pessoas estivessem fazendo o que melhor sabiam fazer, o indivíduo seria beneficiado, assim como a própria sociedade.

18 de nov de 2014

Amanhecer

Deixei uma ave me amanhecer.
Manoel de Barros

O homem, ser relacional

O homem é um ser relacional. 

Nossa vida é impensável sem relacionamentos. Viver é relacionar-se e quanto mais competência temos no lidar com as pessoas, mais felizes somos. 

As relações suprem nossas necessidades de afeto, de inclusão, de amar e ser amado, de brincar e de partilhamento. Daí a importância da amizade no nosso equilíbrio emocional. 

Um dos sinais típicos da depressão é o afastamento dos amigos e a tendência ao isolamento e um dos sinais de felicidade é a abertura do mundo emocional através de passeios, festas e até viagens com os amigos. Mas para que a amizade cumpra com o papel equilibrador na nossa vida, alguns critérios são fundamentais: o amigo não tem necessariamente que sofrer com o sofrimento do outro. 

A compaixão, a solidariedade, a compreensão da dor do amigo são mais importantes que sofrer junto. Ao contrário, amigo é aquele que fica alegre com a alegria do outro, e isto é difícil já que vivemos numa sociedade altamente competitiva. Ficar triste com a tristeza de alguém é fácil. Difícil é vibrar com o sucesso do amigo. E as separações? Em tudo o que é vivo está implícito a possibilidade da morte. Em todo amor existe a possibilidade do abandono. Muitas amizades se desfazem e quando isto acontece é natural o pesar, a tristeza. Evitar o envolvimento com as pessoas por causa disso é o mesmo que não querer viver porque vamos morrer. Uma das condições para sermos felizes é a capacidade de viver intensamente cada relacionamento no momento presente. 

A vida é para ser vivida e não para ser conservada. Nossa ânsia de estabilidade e segurança nos faz ver o casamento, a amizade ou qualquer relacionamento muito mais como algo a ser mantido. Privilegiamos a posse e esquecemos do usufruir. Queremos a garantia do amanhã nas relações em detrimento do prazer que nos oferecem hoje. Resumindo, a instituição da amizade é sagrada na nossa vida, conquanto nos ajude no caminho do auto-conhecimento, no crescimento enquanto pessoa e nos faz felizes. O prazer de partilhar a alegria com os amigos cria base para uma vida celebrativa, lúdica e amorosa.
Antônio Roberto

A dívida começa na cabeça

A falta de planejamento financeiro ainda é um problema que afeta a maioria dos brasileiros. Para ter uma ideia, 63% das famílias tinham dívidas em julho deste ano.
Quatro em cada dez consumidores inadimplentes dizem que não vão pagar suas dívidas nos próximos três meses, de acordo com um levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito. Um dos principais motivos, segundo 36% dos entrevistados, é a dificuldade de mudar o padrão de consumo. Como explicar esse descontrole com o dinheiro? 
Conforme mostram pesquisas da chamada psicologia econômica e de sua área afim, as finanças comportamentais, existem armadilhas cognitivas que influenciam nosso comportamento quando se trata de dinheiro.
“São mecanismos mentais rápidos, automáticos e, muitas vezes, inconscientes, que nos levam a tomar decisões inadequadas”, diz Adriana Rodopoulos, economista com formação em psicologia econômica e sócia-fundadora da Oficina de Escolhas, de São Paulo. É o caso de nossa tendência a empurrar eternamente a decisão de trocar de plano de telefonia ou de TV a cabo mesmo sabendo que o atual nos dá prejuízo.
Para driblar as armadilhas mentais que minam seu orçamento, o primeiro passo é tomar consciência delas. Depois, você pode estudar a melhor estratégia para se forçar, por exemplo, a economizar em vez de apenas gastar.
“Colocar lembretes para você mesmo, incluindo alarmes que alertem o dia de guardar dinheiro, pode ser uma opção para começar a se organizar”, afirma a psicanalista Vera Rita de Mello Ferreira, professora da Fipecafi e membro do Núcleo de Estudos Comportamentais da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Romper com o ciclo dos mecanismos automáticos que nos levam a decisões erradas pode ser a chave para conquistar uma vida financeira mais feliz.
Fuja destas ciladas
Confira os comportamentos que podem prejudicar suas finanças e quais são os truques para combatê-los:
1 Inércia
O que é: tendência de manter as coisas como estão, às vezes de maneira inconsciente.
Como prejudica as finanças: seus efeitos são, em geral, de longo prazo. Trocar de plano de saúde ou pesquisar novas opções para o pacote de TV a cabo dá trabalho, e acabamos deixando para depois. Essas pequenas economias, quando negligenciadas, comprometem o orçamento.
Como lidar com o problema: questione-se sobre a necessidade de determinados produtos ou serviços que você contrata. Se o gasto não valer a pena, elimine a despesa. Outra recomendação é estabelecer um prazo para fazer pesquisas e cortar alguns serviços.
2 Comportamento de manada
O que é: tendência inconsciente de seguir o comportamento de um grupo ou da maioria.
Como prejudica as finanças: se um grupo de amigos vive com a corda no pescoço, a probabilidade de você também se enforcar nas dívidas é grande, porque tende a achar isso normal.
Como lidar com o problema: analise como você age financeiramente quando está em grupo e procure não reproduzir, sem questionamentos, o comportamento da maioria. Por exemplo, se você vai a um restaurante com amigos e todos propõem dividir a conta, questione se, no seu caso, optar pela comanda individual poderia ser vantajoso.
3 Busca de confirmação
O que é: tendência de buscar, a todo custo, aspectos e informações que confirmem aquilo em que queremos acreditar — até quando estamos errados.
Como prejudica as finanças: insistir em investimentos errados, em vez de reagir rápido, nos faz perder mais dinheiro. É o caso do investidor da bolsa que se apega a qualquer informação positiva para alimentar sua confiança num fundo de ações que está se desvalorizando.
Como lidar com o problema: faça contrapontos em suas análises. Antes de escolher um investimento, compare-o com outros e busque os pontos negativos de cada um.
4 Contas mentais
O que é: segundo o psicólogo israelense Daniel Kahneman, ganhador do Nobel de Economia de 2002, nosso cérebro compartimentaliza as informações financeiras sem enxergar o patrimônio como um todo. “Usamos diferentes contas: temos dinheiro para os gastos, a poupança, um fundo de reserva para os filhos ou emergências médicas”, diz o especialista.
Como prejudica as finanças: é comum que pessoas endividadas mantenham investimentos porque consideram o dinheiro aplicado como algo separado do patrimônio.
Como lidar com o problema: liste todos os seus bens, aplicações e dívidas. Use um caderno ou uma planilha para anotar as prestações que vão cair a cada mês.
5 Aversão à perda
O que é: dificuldade de assumir seus erros e aceitar perdas.
Como prejudica as finanças: suponha que você tenha comprado um carro de 30 000 reais em 48 parcelas e, na metade do financiamento, não consiga mais pagá-lo. A situação racional é repassar o financiamento para outra pessoa. Mas o que acontece, na prática, é que nos apegamos ao que já foi pago, e a dívida só cresce simplesmente porque não conseguimos aceitar a perda do automóvel.
Como lidar com o problema: A regra básica é analisar os riscos embutidos na operação com antecedência. No caso de empréstimos ou financiamentos, observe o Custo Efetivo Total, valor que inclui taxa de juro e encargos financeiros. Lembre-se de pesquisar detalhes, como a taxa de administração cobrada pelos bancos.
Danylo Martins
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