17/09/2014

É hora de o líder aparecer

O substantivo “recorrência” tem o significado de algo que se repete. Um fato recorrente é do tipo que vai acontecer de novo obedecendo, ou não, a um ciclo. Qualquer gestor que pense estrategicamente sabe que as recorrências devem ser respeitadas. São fatos relevantes. Quem ignora as recorrências corre o risco de cometer os mesmos erros e não aprender nada com eles.
Desde os estudos de Schumpeter sabemos que o mercado é cíclico, que a economia oscila como as ondas do mar e que as crises são, sim, recorrentes. Lidar bem com elas é qualidade dos gestores competentes e dos líderes preparados. Ninguém é julgado pelas crises que teve na vida, e sim pela maneira como reagiu a elas.
A desaceleração da economia não configura, necessariamente, uma crise, mas é um fato recorrente que impacta os resultados das empresas, que correm o risco de ver a desmotivação e o desânimo se instalarem nas equipes, que sentem a pressão — afinal o caixa não pode ser afetado, pois ele é o cálice sagrado que alimenta a todos.
Nessas horas, além de uma boa dose de bom senso, pelo menos três qualidades precisam ser acionadas: a resistência, para não deixar o ânimo cair; a eficiência, para tentar fazer mais com menos; e a criatividade, pois não podemos esperar novos resultados com velhas estratégias. 
Estudos mostram que existem empresas que parecem nunca ser atingidas por crises e que mantêm seus resultados dentro de uma regularidade desconcertante. Será que o segredo dessa imunidade toda é o tipo de produto ou o mercado em que elas atuam? Ainda que esses fatores devam ser respeitados, a resposta é que essas empresas são capazes de prever as recorrências e se valem de ações preventivas, mitigadoras e corretivas.
Falando em recorrências, quantas vezes você já ouviu que é nos momentos difíceis que surgem os grandes líderes? Provavelmente tantas vezes que já está virando lu­gar comum, conceito cansado, quase um bordão de autoajuda.
Pode ser, mas nada disso elimina o componente de verdade que essa mensagem contém. O que não dá é parar o barco. E, no meio de uma crise, recessão ou dificuldade de qualquer natureza, é bom ter bem claro na mente que a vida é cíclica, que uma nova fase de abundância virá e que, por melhor que seja, também não durará para sempre.
Eugênio Mussak

15/09/2014

O segredo dos campeões

Concentração é uma forma de endurecer uma equipe, tornando-a mais resistente e, portanto, mais difícil de ser derrotada. Gritos e aplausos podem aumentar a motivação. Definir metas pode reduzir a ansiedade e estabelecer as bases para alcançar o sucesso. 

Mas construir o tipo de poder cerebral que influencia o desempenho atlético vai muito além das táticas psicológicas, que só arranham a superfície da verdadeira capacidade mental.

Há uma relação complexa entre pensamento e ação. Um exemplo: quando LeBron James, astro do Miami Heat, time de basquete da NBA, toma um toco (movimento em que o jogador abafa o adversário e dá um tapa na bola, geralmente impedindo sua progressão para a cesta) e, mesmo assim, consegue recuperar a bola para fazer um passe, sua mente e seu corpo trabalham em sinergia completa.


Em uma fração de segundo ele é capaz de examinar a quadra e entregar um passe perfeito, ao mesmo tempo em que ilude os defensores. Uma pesquisa conduzida pela Universidade de Harvard, que levou à criação do livro The winner’s brain (O cérebro do campeão), dos neurocientistas Jeffrey Brown e Mark J. Fenske, mostrou que a execução de cada movimento começa quando o cérebro estabelece uma meta: pegar a bola ou fazer o passe. Diferentes segmentos da mente entram em ação para ativar esse comando. Se há um problema ao longo do caminho, o cérebro vai fazer correções e rever seu plano. Só o fato de você pensar em corrigir um movimento pode afetar o seu desempenho ou resultar em erros inesperados. Isso é verdade tanto para nós como para LeBron James. A diferença é que o cérebro dele é muito mais eficiente em controlar e corrigir essas habilidades motoras.

A ideia de um “treinamento cerebral” para desenvolver qualidades de atletas ainda é recente e pouco explorada. De acordo com Jason Sada, Presidente da Axon Sports, empresa americana líder em treinamento cerebral atlético e que trabalha com várias associações e organizações esportivas pelo mundo, como a NBA e a seleção de futebol da Alemanha, por exemplo, a mente de um atleta também deve ser desenvolvida para desbloquear o seu pleno potencial. Usando telas sensíveis ao toque e jogos de computador que melhoram o tempo de reação e antecipação, entre outras habilidades cognitivas, a Axon ajuda atletas a ter mais respostas mentais do que eles poderiam no campo de jogo – sem todo o risco extra de desgaste. A intenção da empresa também é melhorar o reconhecimento de padrões, a tomada de decisão em alta velocidade e o foco. O objetivo final: criar o que a Axon se refere como o “cérebro Atlético”, uma máquina de alto desempenho que é pré-programada para antecipar, ler e reagir a cenários no jogo de forma mais eficaz.


O professor Jocelyn Faubert, da Universidade de Montreal, acredita que o domínio em qualquer esporte “não pode ser apenas físico”. E ele provou que essa afirmação é verdadeira utilizando um complexo processo de rastreamento de movimento em 3D. No estudo, atletas de diferentes níveis de habilidade viam esferas coloridas piscando em uma tela e eram convidados para acompanhar as esferas enquanto estas se moviam e mudavam de cor. Como previsto, Faubert e sua equipe descobriram que os atletas profissionais não eram apenas mais eficientes do que os não atletas, mas que também realizavam a tarefa em alta velocidade e iam melhorando com o passar do tempo.


A grande questão é saber se as características presentes nos cérebros dos atletas de elite, que os permitem atingir um alto nível de desempenho, são inatas ou se qualquer pessoa pode desenvolvê-las com o treinamento correto. Essa ainda é uma grande área de estudo, mas as evidências apontam que deve ser uma combinação desses dois fatores. A genética pode influenciar tanto quanto o ambiente, ainda mais quando se considera que o cérebro possui a capacidade de se ajustar conforme os estímulos recebidos. Confira a seguir quatro novas tecnologias de treinamento cerebral emergentes:
Piti Viera

12/09/2014

Pulseiras coloridas falsificadas podem trazer riscos à saúde

Moda entre crianças e adolescentes, pulseiras coloridas personalizadas que são vendidas no comércio popular e também pela internet se tornaram alvo da Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor).

A entidade pediu nesta quarta-feira (10) que o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça e o Procon fiscalizem e recolham os elásticos e os acessórios usados para fazer as pulseiras.
O problema são as falsificações das pulseiras da marca americana Rainbow Loom. Segundo o site da empresa, os produtos falsificados podem conter chumbo e outras substâncias prejudiciais.

De acordo com a Proteste, análises com os produtos feitas no Reino Unido apontaram que as pulseiras podem ter até 40% de ftalato, substância química usada para dar mais maleabilidade ao plástico. O limite é de 0,1%.
Assim como o bisfenol A, o ftalato é um desregulador endócrino porque imita a ação de certos hormônios naturais do organismo.

No Brasil, a marca de brinquedos Estrela vende o produto Fábrica de Pulseiras (R$ 59,99) que, segundo o Inmetro, é seguro. O brinquedo passou por testes e sua concentração de ftalatos está dentro dos limites.
A estudante Luisa Machado Saldanha, 12, chegou a usar as pulseiras falsificadas, mas notou que os produtos eram de baixa qualidade. "Os elásticos eram muito ruins e saiu tinta deles quando tomei banho. Todo mundo na escola está usando, mas muita gente compra na rua 25 de março e na Liberdade [bairro de São Paulo]", diz.

Ela conta que passou a encomendar as pulseiras da Rainbow Loom a parentes que viajam aos EUA. A empresa publicou uma página em que mostra as diferenças entre o produto original e as versões: http://www.rainbowloom.com
Mariana Versolato

Nascer, morrer e amizade

Nascer e morrer são duas situações que deveriam ser encaradas pelos encarnados como uma coisa normal. A pessoa, para nascer, recebe ajuda de pessoas especializadas e na minha época em vida, de parteiras prestimosas.

Ali era cortado o cordão umbilical, a criança respirava pelos seus pulmõezinhos e começava mais uma etapa reencarnatória, mais experiências, mais vivências, o resgatar de débitos, o assimilar de conhecimentos e a vida era recebida, na sua grande maioria, com manifestações de alegria. 

Era um bebê que chegava, era uma vida nova. Quando a pessoa desencarna, ela tem os mesmos preparativos de quando ela nasce, ela parte para o mundo espiritual. 

Assim como existe para os que nascem o cordão umbilical, existe no plano espiritual o cordão fluídico, seja qual for a forma pela qual a pessoa desencarnou, com exceção de mortes violentas ou suicídio, que quando não está tempo previsto, o cordão fluídico rompe‑se com violência existem os mesmos aparatos, cortar o cordão fluídico, a importância desse seccionar o cordão fluídico para que o espírito permaneça num mundo espiritual sem aquela força vital que pode lhe trazer alguns distúrbios. 

É a mesma técnica para se nascer, porque se você não cortar bem o cordão umbilical, ou deixá‑lo sem cortar, a criança pode se esvair em sangue. Então, a vida material depende desse cortar do cordão, como a vida espiritual, no seu equilíbrio, depende desse cortar do cordão fluídico. Mas o ser humano encara a vida como promessa e o desencarne como uma fatalidade. O desencarne material programado, aquele desencarne que é o cessar da prova, é visto no plano espiritual com muita alegria por aqueles que se encontram no além. 

É com muita tristeza quando alguém parte por acidente, por invigilância ou por suicídio porque sabemos que aí a criatura vai esvaindo o seu fluido vital em grande sofrimento, não terá toda aquela reparação para se esgotar o fluido vital e ajuda. Esta pessoa então ficará colocada à própria sorte, porque se rebelou contra os desígnios divinos, se rebelou contra a dor que ela mesma programou para si. 

Porque, se nós sofremos, se nós choramos, se passamos por testes difíceis, se o desespero nos bate à porta da alma, tudo isso foi conquistado pela nossa vontade, com nossos esforços, com as nossas opções de vida. Em decorrência das nossas decisões tomadas em vidas pretéritas. Existem aquelas vidas em que, na própria carne, a pessoa já vai complicando o seu quadro cármico, com atitudes, com viciações, com imprevidência, com leviandade, com desonestidade, com indignidade, tudo isso são agravantes sérios para a criatura que já traz uma programação reencarnatória, dificuldades para serem superadas e tudo isso representará também agravantes seríssimos no plano espiritual para a pessoa que veio resgatar o que leva na sua bagagem, mais algumas contas para saldar. 

No geral do saldo ainda fica o devedor. Sabemos o quanto é difícil enfrentar o mundo com as suas lutas, tomar as decisões certas, nos momentos mais imprevistos. Nós estamos juntos a todos vocês, sentimos a dor de todos vocês, compartilhamos desta dor e procuramos minorá‑las tanto quanto possível, mas respeitando sempre o canoa de cada um, porque se nós não respeitarmos esse traçado cármico, nós estaremos impedindo as pessoas que amamos de crescer. Uma criança aprende a escrever com sua própria mão, ela não aprende a escrever com a mão da mãe ou a do pai. 

 A mãe que faz os exercícios do filho não está ajudando o seu filho, ela tem que ajudar o filho a superar as suas dificuldades, ensiná‑lo. Estar presente, ter aquela voz mansa, não aquela voz traumática e agressiva, não a voz punitiva, mas a voz apoio, para que o filho aprenda. sem traumas, adquira conhecimentos de forma agradável. Mas a criança tem que fazer por ela, tem que amealhar conhecimentos. tem que incorporar em seu cérebro as informações que obtém no curse que está realizando, e, no curso da vida, as experiências naturais de todo espírito em desenvolvimento. 

Por isto, fazer grandes dramas diante da morte só complica o quadro cármico daqueles que estão na terra e daqueles que partiram, porque a saudade desequilibrada, o amor desajustado, provoca sofrimentos enormes, mesmo para aqueles que já estão em colônias, já estão em hospitais e enfermarias. Eles passaram por convulsões, espasmos violentíssimos, passam horas, dias em inconsciência, só recebendo aquelas emanações envenenadas da terra. Por isso, em relação àqueles que partiram de uma forma violenta, desajustada ou suicídio, não se deve pensar nas imagens negativas que eles deixaram. 

 Deve‑se pensar nos instantes em que eles foram felizes, deve‑se pensar em momentos jubilosos não nos instantes dolorosos, para que eles tenham força e se alimentem dessas energias lenitivas que são emitidas pelo pensamento. Abençoado aquele que sabe orar pelos que partiram, porque nós sabemos a terapia de apoio que representa, mesmo para os que estão muito desajustados no plano espiritual. 

Às vezes nos encontramos com eles nos corredores, radiosos, felizes e perguntamos ‑ Porque você está tão feliz ? ‑ Recebi hoje uma prece de uma pessoa amiga. E essa notícia me foi muito prazerosa. Ou então, quando alguém está dando uma aula, fazendo um palestra ou recebendo uma terapia e chega aquela vibração boa, aí é projetado nos telões de prece, que nós chamarmos de telas de prece, em que é projetado o rosto da pessoa ali. Muitas vezes eles choram. ‑ Porque que esta pessoa que eu não conheço está orando por mim ? Porque não estão orando por mim, meus parentes. meus filhos, meus amigos? 

Naquele instante ele percebe, o ser que está recebendo a prece, que realmente a amizade não está ligada aos elos biológicos, amizade é o amor sublimado, na sua mais alta essência divina. Amizade é o sentimento mais puro que envolve a terra. Amor e paixão passam em várias experiência reencarnatórias, mas, a amizade são os companheiros de sempre, nas alegrias de sempre.
Bezerra de Menezes - Psicografia de Shyrlene Soares Campos

11/09/2014

Tempo Certo

De uma coisa podemos ter certeza:
de nada adianta querer apressar as coisas;
tudo vem ao seu tempo,
dentro do prazo que lhe foi previsto.


Mas a natureza humana não é muito paciente.
Temos pressa em tudo e aí acontecem
os atropelos do destino,
aquela situação que você mesmo provoca,
por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo. 

Mas alguém poderia dizer:

Qual é esse tempo certo?

Bom, basta observar os sinais.
Quando alguma coisa está para acontecer
ou chegar até sua vida,
pequenas manifestações do cotidiano
enviarão sinais indicando o caminho certo.


Pode ser a palavra de um amigo,
um texto lido, uma observação qualquer.
Mas, com certeza, o sincronismo se encarregará
de colocar você no lugar certo,
na hora certa, no momento certo,
diante da situação ou da pessoa certa.

Basta você acreditar que nada acontece por acaso. 

Talvez seja por isso que você esteja
agora lendo estas linhas.
Tente observar melhor o que está a sua volta.
Com certeza alguns desses sinais
já estão por perto e você nem os notou ainda. 


Lembre-se, que o universo sempre
conspira a seu favor quando você possui um
objetivo claro e uma disponibilidade de crescimento.
Paulo Coelho

A preguiça

A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda.
Mario Quintana

Endometriose


O período menstrual sempre foi uma tortura para a paulistana Cássia Ribeiro, 37 anos. “Passava tão mal com as cólicas que não conseguia sair da cama. Cheguei a faltar muitas vezes no trabalho”, conta. Diante do desconforto, seu ginecologista investigou o problema e detectou a doença em estágio inicial.

Já a paulistana Márcia Neves, 33 anos, nunca se queixou das dores mensais para o seu ginecologista. “Sentia uma dorzinha no primeiro dia da menstruação, mas achava normal”, lembra. Depois de várias tentativas fracassadas para engravidar, veio a surpresa: endometriose severa. Os órgãos internos de Márcia, como ovário, trompas e intestinos, estavam com aderência e com a funcionalidade comprometida.

Assim como Cássia e Márcia, cerca de 6 milhões de brasileiras possuem o problema, que pode apresentar tanto dores alarmantes como ser silencioso. Segundo o professor Cláudio Crispi, especialista em endometriose e coordenador do Serviço de Endoscopia Ginecológica do Instituto Fernandez Figueira/Fiocrux, a doença é conhecida há muitos anos, mas a grande dificuldade sempre foi obter o diagnóstico correto. Normalmente, a mulher descobre o problema dez anos depois, já em estágio avançado. Esse é o maior drama, pois a pior consequência é a infertilidade, que muitas vezes acaba com o sonho da maternidade. Quer mais motivos para ficar atenta? Informe-se sobre o assunto e fique esperta aos sinais do seu corpo. O que é endometriose? É uma doença que ocorre em mulheres em fase reprodutiva quando o endométrio (tecido que reveste o interior do útero e que é expelido durante a menstruação) é encontrado fora do útero -- nos ovários e trompas por exemplo.

Nessas regiões, o tecido endometrial se desenvolve em formato de nódulos, que também são estimulados pelos hormônios do ciclo menstrual, sofrendo pequenos sangramentos e causando uma intensa inflamação no local. Se a doença não é diagnosticada no início, progride e intensifica a reação inflamatória, podendo invadir a bexiga, causando cistites e sangue na urina, e o intestino e o reto, provando dor, diarréia ou prisão de ventre. Toda essa inflamação também pode causar aderência entre os órgãos internos e a deformação do aparelho reprodutor, impendido a mulher de engravidar. Quais são os sintomas da endometriose? A maioria das mulheres que tem a doença sente dores intensas antes e depois da menstruação (normalmente pior que as cólicas menstruais), outras não relatam nenhum sintoma e só descobrem o problema quando enfrentam dificuldade na gestação.

Veja outros sintomas que podem indicar a doença:
 • Dor durante e depois das relações sexuais
• Dor pélvica (embaixo do ventre)
• Hemorragias abundantes ou irregulares
• Fadiga • Evacuação dolorosa durante o período menstrual
• Dor na parte inferior das costas durante o clico menstrual
• Diarréia e/ou prisão de ventre e outros transtornos intestinais durante a menstruação

 Como diagnosticar a endometriose? Ressonância magnética, ultrassonografia transvaginal e exames de sangue (CA 125) podem mostrar algum sinal da doença, mas o diagnóstico só é realmente confirmado pela videolaparoscopia (um procedimento cirúrgico minimamente invasivo que examina a condição dos órgãos abdominais). Quem possui endometriose profunda, localizada no intestino, pode contar com a ecoendoscopia, o método mais preciso para avaliar a dimensão do problema intestinal. “Diante do resultado do exame, o médico pode programar com mais segurança a cirurgia, que pode ser simples ou mais complexa”, explica Lúcio Rossini, coordenador do Centro Franco-Brasileiro de Ecoendoscopia (CFBEUS) da Santa Casa de São Paulo. Se a doença estiver em um estágio avançado, é preciso realizar a cirurgia com um coloproctologista na equipe, especialista que pode operar o reto.

 COMO FUNCIONA A VIDEOLAPAROSCOPIA: sob anestesia, o médico dilata o abdômen da paciente com gás de dióxido de carbono para facilitar a visualização dos órgãos através de uma microcâmera de vídeo introduzida por uma pequena incisão no umbigo. A imagem é mostrada em uma tela de televisão. O cirurgião movimenta o aparelho de forma minuciosa para examinar a região. Através da videolaparoscopia, o ginecologista também pode realizar a cirurgia. Quando a endometriose compromete o intestino, além do ginecologista, recomenda-se a presença de um coloproctologista (especialista que pode operar o intestino baixo) ou de um cirurgião-geral na equipe.
COMO FUNCIONA A ECOENDOSCOPIA: após a sedação, o especialista introduz um tubinho com um ultrassom na ponta. A imagem é vista em tempo real na TV e, se houver necessidade de coletar material, biopsias podem ser feitas durante o procedimento. O exame dura, em média, 20 minutos. Como tratar a endometriose? A doença não tem cura definitiva, mas você administrar bem os sintomas e os efeitos. O tratamento com medicamentos pode ser eficaz no controle da dor, mas os sintomas tendem a voltar após a parada da medicação. A paciente também fica impossibilitada de engravidar porque a ovulação é bloqueada. Já o tratamento cirúrgico, além de melhorar as dores, aumenta a chance da gestação, porque reduz os focos da doença.

Quem tem dificuldade para engravidar pode recorrer à indução de ovulação, inseminação ou fertilização assistida. Análogos do GnRH O hormônio provoca uma “pseudomenopausa” (um estado semelhante a menopausa) e estabiliza a endometriose por meio da redução da produção de estrogênio. O medicamento pode provocar ondas de calor, sudorese, depressão, perda de libido e secura da vagina durante a menopausa induzida. O tratamento é indicado por no máximo seis meses. Após esse período, a mulher pode apresentar perda de massa óssea. Anticoncepcional oral O método inibe a produção hormonal pelos ovários e a menstruação, evitando a formação do tecido endometrial. São indicados para mulheres que não desejam engravidar por período de tempo calculado. Os anticoncepcionais oferecem menos efeitos colaterais que os análogos do GnRH. DIU O dispositivo intrauterino (DIU) de progesterona é tão eficaz no controle da doença quanto os métodos tradicionais e com uma vantagem, a dose do medicamento é bem menor e causa menos efeitos colaterais que os anticoncepcionais orais. A duração do tratamento é de cinco anos, portanto, indicado para mulheres que não desejam engravidar nesse período.

 Progesterona pura
É uma “pseudogestação” (um estado semelhante à gestação), que é conseguida com o uso de contraceptivos orais contendo estrogênio e progesterona, apenas progesterona oral ou por meio de injeções a cada três meses. Você pode ter depressão e ganhar peso com o tratamento. É indicado para mulheres jovens, que não desejam engravidar tão cedo, porque a a falta de menstruação pode ser prolongada por até um ano depois do término do tratamento. Ooforectomia O procedimento é mais radical. A cirurgia retira os ovários e tem sido considerada como cura “definitiva”, porém pesquisas da Endometriosis Association (uma associação americana de endometriose) apontam uma proporção pequena de retorno e continuidade da doença em pacientes que se submeteram ao recurso. Videolaparoscopia A cirurgia trouxe não só a possibilidade de diagnosticar com exatidão a endometriose como também possibilita parte do tratamento com a retirada do tecido endometrial e cauterização dos focos.

Posteriormente um tratamento com medicamentos é indicado. Práticas alternativas podem ajudar no tratamento da endometriose? Já que a doença está relacionada ao sistema imunológico (os soldados do próprio corpo não dão conta de cumprir a missão de eliminar as células uterinas invasoras) e ao stress da vida moderna, cuidar do bem-estar é primordial para evitar e tratar o problema. Os tratamentos alternativos vão garantir maior resistência à doença, estabilidade emocional e qualidade de vida. Acupuntura A técnica milenar que funciona por meio da ativação de canais de energia ou meridianos reduz a ansiedade de quem enfrenta a dificuldade para engravidar. A técnica ajuda a aumentar a irrigação sanguínea dos órgãos reprodutivos femininos, a regular os hormônios e a favorecer a fixação dos embriões no útero. Nutrição As vitaminas e minerais, vindas das frutas e vegetais, são fundamentais para amenizar os sintomas da doença e a recuperação da fertilidade. Se a sua médica detectar a deficiência de algum nutriente, você pode complementar com suplementos. A carência de vitamina B1, por exemplo, pode provocar fadiga, fraqueza muscular, falta de apetite, irritabilidade, depressão, dificuldade de memorização, formigamento nas extremidades dos membros, náuseas e digestão difícil.

Atividade física
Quem tem endometriose precisa mexer o corpo.
“A endorfina produzida durante as atividades aeróbicas regula a imunidade e segura o excesso de estrogênio”, explica Maurício Abrão, presidente da Sociedade Brasileira de Endometriose. Aproveite para experimentar uma atividade diferente e colocar o projeto de malhação em dia. Além de curvas enxutas, você ganha mais ânimo e resistência. Massagem O massoterapueta Kiyoshi Nagaoka desenvolveu o método Tsuya, que usa toques de reabilitação, feitos com manobras na região lombar, cintura pélvica e cóccix para aliviar e tratar os sintomas da endometriose. “O resultado é o relaxamento de toda a musculatura do corpo e a melhora da circulação sanguínea nas regiões mais afetadas, que são o ovário e o útero”, explica o profissional.

 Onde buscar ajuda? Portal da Endometriose

O site possui informações atualizadas e um canal para tirar as dúvidas com um especialista.
SITE: www.portaldaendometriose.com.br Endometriosis Association A associação fornece literatura, em inglês, sobre o assunto. É só fazer o cadastro, pagar uma taxa, e o material chega em casa.
SITE: www.endometriosisassn.org Associação Brasileira de Endometriose A campanha nacional Dói mais não saber, lançado no mês de maio pela sociedade, esclarece as dúvidas sobre a doença
SITE: www.sbendometriose.com.br
Deise Coelho

10/09/2014

Você é dependente de elogios?

Não há quem não goste de receber elogios. Eles são como vitaminas para a autoestima: fazem a gente se sentir mais forte e confirmam que estamos no caminho certo. O problema é quando se passa a depender deles para dar um passo. "Isso acontece quando a pessoa, sem autoconfiança, duvida de si mesma e da sua capacidade. Então, precisa que a aprovação venha de fora", explica a psicoterapeuta Cecília Zylberstajn, de São Paulo. "Para ela, o outro é como um espelho: é só através dele que a insegura se reconhece."
Tem gente que é assim o tempo todo: se desdobra a fim de colecionar amostras da admiração alheia como uma forma de camuflar as próprias fraquezas. "Como, no fundo, a pessoa não acredita que merece o elogio, precisa que ele seja repetido o tempo todo. Funciona como uma droga mesmo, de que ela sempre precisa mais", fala Cecília Zylberstajn. Essa "caçadora de aplausos" costuma ser especialista em atraí-los. "Ela age de olho no reconhecimento que vai receber e de maneira a não dar brecha para críticas", descreve o psiquiatra e psicoterapeuta Eduardo Ferreira-Santos, de São Paulo. "Desse modo, evita se expor e ousar, porque prefere apostar naquilo que dá retorno certo a correr o risco de errar."

E quando a recompensa não vem?

Desde criança a gente aprende que ganhar a aprovação do outro faz bem e motiva a continuar fazendo a coisa certa na escola, nos esportes, em casa. Isso porque, na fase de formação da personalidade, os pequenos acreditam ser aquilo que os pais dizem (o espelho, lembra?). Quando você cresce e cria seu próprio repertório de interesses, gostos e valores, o mais saudável é que deixe de depender desse empurrãozinho de fora para caminhar sozinha. Mas nem sempre é assim. Para quem se acostumou a viver à base de confete, a consequência quando ele não vem é frustração, ansiedade e tristeza. Sem falar no sentimento de revolta e agressividade, que pode colocar em você o rótulo de mimada ou arrogante.
Como em toda dependência, para se livrar dela é preciso primeiro admiti-la - o que é o grande desafio. Olhando para si mesma, em um esforço para se conhecer e descobrir aquilo que a faz feliz (assim como o que não quer para a sua vida), você chega lá e conquista autoconfiança. Isso, sim, é independência.

Proclame sua independência

Esse comportamento é mais comum do que a gente imagina, mas nem sempre é fácil reconhecer que se é presa dele. Analise suas atitudes e saiba como agir para se libertar.

Se você...

- Está sempre na expectativa da reação dos outros para o que faz ou fala e, por isso, deixa de agir com naturalidade.
Antídoto
Mude o foco para você, assumindo seu estilo, suas ideias e suas opiniões. Se parecer ousada demais, não tenha medo. Arriscar-se é uma atitude típica das pessoas autoconfiantes.

- Vive se comparando com as outras mulheres.
Antídoto
Termine o dia recapitulando coisas que fez hoje e a deixaram orgulhosa de si mesma - pode ser uma gentileza, uma resposta inteligente para o chefe ou o seu penteado do dia. Você vai ver que há motivos de sobra para se admirar e ser admirada.

- Tem dificuldade para falar "não".
Antídoto
Pratique essa palavrinha como uma forma de se colocar em primeiro lugar na sua vida e se recusar a fazer coisas que não quer. "Não se trata de egoísmo, mas de se conhecer e se respeitar", fala Cecília Zylberstajn.

- Fica mal quando alguém faz um comentário atravessado sobre sua roupa.
Antídoto
Em primeiro lugar, veja de onde veio a opinião. "Antes de levar a sério, é importante avaliar quem falou e com qual intenção", diz Eduardo Ferreira-Santos. Ou seja, se for alguém que você não respeita, não admira ou que falou só para provocar, não tem por que esquentar a cabeça.

 - Nunca elogia ninguém.
Antídoto
Experimente fazer isso de vez em quando. Se é sincero, o elogio mostra que você sabe olhar para fora de si mesma e reconhecer o valor do próximo, sem medo da comparação ou da competição.

Marcia Di Domenico

09/09/2014

A vingança de Osama

Há alguns anos eu vi um homem sendo decapitado. Chegou um vídeo completo na TV, e vi. Um bando de demônios de preto, gritando “Só Deus é grande!”, agarram o pobre sujeito e lhe cortam o pescoço como o de um porco. 

Ele grita enquanto a cabeça lhe é arrancada, com jorros de sangue que sujam as mãos dos carrascos, que gargalham de felicidade porque sentem-se mais perto do céu, pois a cada cão infiel morto à faca eles sobem de “ranking” para a salvação. E, diante desses bichos escrotos, não adiantam a indignação e o horror. Eles apenas são adeptos do califado da morte que o Estado Islâmico quer construir entre Síria e Iraque. Hoje, além das pegadinhas e bobagens que são postadas, o YouTube está cheio de decapitações e fuzilamentos emocionantes parecidos com filmes de violência coreanos. Vejam para entender melhor o “contemporâneo”.

Que fazer contra esses ratos que infestam o Oriente Médio e o norte da África (Estado Islâmico e Boko Haram)? Como atacar esse novo tipo de crueldade? De uma forma repugnante, a verdade do mundo atual apareceu. Estão explodindo todas as misérias do planeta para além do desprezo do circuito Helena Rubinstein: uma religião da vingança e da morte, a ignorância milenar de desgraçados no deserto, a suprema inveja das conquistas do Ocidente, o cultivo do martírio.



A história humana é a história da crueldade. O Oriente é o retorno da pulsão de morte recalcada, a morte que mandamos para embaixo do tapete. Agora, a sujeira está voltando em nossa cara. Os milênios foram gastos no extermínio. Mas essa nova forma de horror se dá em pleno século XXI, quando foguetes norte-americanos já viajam entre os anéis de Saturno e aterrissam em cometas.


Agora, temos a revolta do lixo da humanidade. Alguns dirão: “Bem feito, depois que o Ocidente gerou isso tudo com sua exploração colonial e imperialista...” Não, agora não são mais reativos, são inventivos, com armas compradas na Rússia e China, além do armamento pilhado da bosta que virou a “primavera árabe”. Não são mais “consequência” de nada, são a vanguarda de uma nova forma de morte, depois que tiveram a ideia de usar as máquinas do Ocidente contra o Ocidente: aviões e mísseis contra os infiéis. E seduziram milhares de malucos ingleses e norte-americanos (mais de 2.000) que entram no Estado Islâmico para voltar a seus países e cometer crimes infernais como em Boston e na Espanha.

O Estado Islâmico desumaniza totalmente os inimigos, que não são tratados nem como bichos, mas como coisas a serem destruídas. Pode? Eles estão pautando a agenda do Ocidente. Agora, só resta aos países ameaçados gastar bilhões para a defesa. É impossível “resolver a situação”. Nosso único consolo é o Obama ser o presidente norte-americano. Se fosse o Mitt Romney ou o John McCain, estaríamos ferrados. Não podemos esquecer que se hoje os republicanos chamam de “covardia” o bom senso de Obama, foram eles, liderados por Bush e Dick Cheney, os culpados por tudo isso. Esses dois tinham de estar condenados à morte porque invadiram o Iraque com a mentira e os interesses pelo petróleo, destruindo o único muro de arrimo que o Oriente Médio ainda tinha: a sórdida ditadura de Sadam. E, com esse pretexto, arrasaram o mundo democrático.

Antes, a Guerra Fria era entre dois filhos do racionalismo: a Razão socialista contra a Razão capitalista. E o medo da morte nuclear criava a “deterrence” (a contenção por medo mútuo). Agora, a guerra virou o diabo solto. Se um dos inimigos não tem medo de morrer, não há vitória. A morte ocidental é diferente da morte oriental. Como afirmou o Mulá Muhamed Omar com desdém: “Nós amamos a morte; vocês sempre gostaram de viver!” A guerra é assimétrica porque a América tem uma ideologia. Mas eles têm a teologia.

Subitamente, fomos arrojados de volta a uma era pré-política. Os nazistas queriam um milênio ariano, os comunas queriam construir um paraíso stalinista, mas os fanáticos do islã não querem construir nada. Já estão prontos. Já chegaram lá. Já vivem na eternidade. Querem apenas destruir o demônio, que somos nós. Lembro as negras palavras de Osama antes de morrer: “Não permitiremos de novo a humilhação que os muçulmanos sofreram na Andaluzia”. Sabem quando? Em 1492, quando os mouros foram expulsos da Península Ibérica. E citou também o tratado de Sèvres, quando o Ocidente acabou com o Império Otomano e com o sonho de unidade árabe, em 1920. Osama nos odiou por 500 anos.

Tudo o que fazemos tem o alvo da finalidade, do progresso. O islã não quer isso. Quer o imóvel, a verdade sem dúvidas. O islã transcendeu a história há muito tempo. Suas multidões ou jazem na miséria conformados, perfazendo o ritual obsessivo do Corão, ou partem para o ataque sem fim. A grande arma do islã é o suicídio. Não o suicídio melancólico entre nós, nem o haraquiri do arrependimento japonês, mas o suicídio triunfal, feliz, ativo, o suicídio que mata também o “outro”. Parafraseando a velha frase de Camus, hoje “o suicídio é a grande questão política de nosso tempo”. Ai, que loucura: o suicídio como esperança.

Dissolveu-se o mito de que alcançaríamos uma harmonia política futura, um sonho de ordem qualquer. Acabam o “happy end”, a lógica, o princípio, o meio e o fim. Findou o sonho de “solução”, mixou a ideia de “futuro redentor”. Platão quebrou a cara. O inconsciente bárbaro está mandando no Ocidente.

Nosso período histórico parece se encaminhar para uma grande catástrofe. Quando não há solução, nasce uma fome de irracionalismo que estoura os freios da civilização. Não há mais ideias “universais”. Como disse o Baudrillard, tão desprezado pela Academia, “acabou o universal, só temos o singular e o mundial”.

A morte não estará mais num leito burguês com extrema-unção e família chorando; a morte será um cachorro pelas ruas, atacando de repente. O mundo atual desmoraliza a tragédia.

Osama está se vingando do Ocidente, lá do fundo do oceano. O Estado Islâmico é seu herdeiro. Osama traçou um destino de linhas tortas para o século XXI.

Arnaldo Jabor

08/09/2014

"Não é mulher pra casar". Poxa, jura?

Um manifesto pelas garotas sexualmente livres.
Você andou dizendo por aí que não sou "mulher pra casar" porque "me comeu" no primeiro encontro. E, portanto, "não me valorizo". Talvez você imagine que estou arrasada por não receber mais suas mensagens. Deixa eu te contar uns segredos. Quem disse que eu quero me casar? Que, se eu quisesse, seria com você? Não foi você quem CONSEGUIU me comer, fui eu que DECIDI te dar. A lógica é inversa. Eu me valorizo tanto que não preciso da opinião alheia para saber quem sou e quanto valho. Valorizo o que eu sinto, não represo meu desejo nem finjo ser outra para agradar seus padrões moralistas. Se você categoriza garotas assim, EU é que não te considero "homem pra compartilhar a vida". Quero um cara que me enxergue muito além desse seu critério.
Porque, se eu transei na primeira ou na vigésima vez, não faz a menor diferença. Eu continuo gostando de Rolling Stones, cuidando da minha avó doente, planejando a próxima viagem exótica, passeando com a minha cachorra, tentando entender as raízes históricas da guerra entre Israel e Palestina, pagando minhas contas, cozinhando o melhor feijão do planeta, morrendo de rir com as amigas que cultivo desde a infância, sendo elogiada pelo meu desempenho profissional... A sexualidade é apenas uma das minhas facetas. Mas, para você, ela é nota de corte. É suficiente para me tornar desinteressante aos seus olhos. Entende como o seu machismo diz muito mais sobre você do que sobre mim? E quão rasa é a sua percepção sobre as pessoas?
A verdade é que tô aliviada. Agora EU posso fugir de você. Homens com esse tipo de atitude não aceitam mulheres bem-sucedidas, aquelas que eventualmente têm um salário maior que o deles. Também jamais admitiriam que eu tenha tido uma vida sexual ativa antes de conhecê-los. Ou que eu saiba fazer um boquete incrível ("onde essa vagabunda aprendeu isso?") e fantasie com um ménage. Não duvido que me encheria de porrada se descobrisse que guardo um vibrador e me masturbo com frequência ("ela tem prazer SEM mim?"). Homens desse naipe tentariam me proibir de encontrar as amigas para beber, regulariam o tamanho da minha saia e fuçariam o meu celular. Credo.
Definitivamente, você só serviu para uma trepada mesmo. E, olha, confesso que esperava mais de você. Nunca namoraria um cidadão que não faz sexo oral e goza antes de me satisfazer. Acho meio antiquado e egoísta, sabe? O amor que eu almejo é generoso em todos os sentidos. Tem a ver com cumplicidade, igualdade e respeito. Veja, não estou convocando todas mulheres a transarem de cara. Estou defendendo o direito legítimo daquelas que tiverem vontade. Sem que essa atitude interfira na forma como elas serão tratadas no dia seguinte. O papo tá ótimo, mas agora eu preciso ir. Não imagine que te quero mal. Apenas não te quero mais.
Nathalia Ziemkiewicz

04/09/2014

Sonhos x Plano de Ação

Andei pesquisando a respeito dos livros que contém a palavra Sonho em seus títulos.
Achei um monte. Perdi a conta. Sobre Gestão então, nem se fala. Vários livros excelentes. Alguns até best-sellers. Eu mesmo já li vários.
E o que eles têm em comum?
Não vale responder a palavra Sonho.
Não. Não é isso que eles têm em comum.
O que eles têm em comum, é que todos foram escritos por pessoas que foram muito além de seus sonhos. Não sonharam apenas. Executaram. Fizeram. Trabalharam muito e muito duro.
Uns falam que sonhar grande ou pequeno dá o mesmo trabalho, portanto é melhor sonhar grande. Pode ser, não sei. O que é grande para uns pode ser pequeno para outros. Não vou ficar aqui discutindo semântica e nem o quanto é grande ou pequeno um sonho. Respeito o sonho de cada um.
Lembrei-me até do Clássico de Origenes Lessa escrito em 1938 (o google me salvou na data)     “O Feijão e o Sonho” que relatava um pouco sobre a dicotomia entre duas irmãs uma casada com um importante empresário e outra com um poeta. Nada contra os poetas. O livro apenas queria demonstrar as necessidades e dificuldades daqueles que sonham frente às benesses daqueles que realizam.
O fato é que não importa onde pretende chegar, seja longe ou perto, é preciso dedicação, empenho, esforço, planejamento e principalmente ação.
A cada dia que passa mais me convenço de que quem “vence” na vida é porque trabalhou muito. Não importa o que pretenda, o mais importante de tudo é fazer com dedicação. Com amor. Perder algo, deixar algo, abrir mão para alcançar uma meta maior e mais desafiadora. Só atinge realmente o seu sonho quem enfrenta desafios. Perde muitos. Muitas vezes, mas encara novamente. Com mais força e afinco. Reconhece suas derrotas se reorganiza e corre em busca de novos desafios e novas vitórias.
Gosto muito de uma frase, centena de vezes repetida pelo jogador Oscar que afirma não ter “Mão Santa” como apregoam, mas sim” Mão treinada”.
Acredito muito nisto. Acredito em sorte também, mas sei que sozinha ela não te leva a lugar algum.
A vida me ensinou muita coisa. Nada perto do que deveria saber, mas um pouco sim, e este pouco me dá a tranquilidade de afirmar que é preciso de muita força de vontade para fazer seus sonhos acontecerem. Já tive muitos e em algum momento acreditei que os perdi. Hoje percebo claramente que não perdi. A verdade é que não me dediquei como devia. Não fiz o dever de casa do modo correto e nem com a intensidade necessária.
Não se trata de arrependimento até porque se arrepender neste momento pouco adiantaria. Trata-se isto sim, de uma constatação clara de que é preciso muita dedicação. Muito mais do que está imaginando agora enquanto lê este texto. Muita mesmo.
Sonhe. Sonhe muito. O quanto puder. Sonhar faz bem, entretanto tenha em mente que mais importante do que sonhar é fazer. Um pouco que seja. Todos os dias. Fazer que o seu sonho realmente se transforme em realidade e que você viva o que sonhou. Esta realidade pode ser muito mais difícil do que imagina mas também pode ser muito mais atraente do que no sonho. Depende de você. Faça um plano de ação e execute-o. Cansei de ver planos de ação maravilhosos que nunca saíram do papel. Faça do seu plano a sua realidade. Corrija quando necessário, retorne ao início se for preciso mas se este for o seu sonho verdadeiro faço-o acontecer.
Se eu tivesse que deixar uma mensagem para minha única filha que se encontra na fase da sua adolescência sonhadora eu diria com certeza: “Acreditar nos seus sonhos só é possível se você trabalhar muito para que eles se tornem verdadeiros”.
Faça. Faça muito. Faça bem feito. Faça com paixão. Com prazer. Com emoção. Este sim é um sonho para ser vivido não importa qual tenha sido.
Airton Carlini

02/09/2014

Professor de psicologia cria 'métrica da traição

Professor de psicologia na Universidade de Seattle, John Gottman dedicou décadas ao estudo do comportamento e observou milhares de casais, das reações biológicas à linguagem corporal, em um ambiente controlado que recebeu o apelido de "laboratório do amor".

Segundo Gottman, existe uma maneira de calcular o quanto cada cônjuge está disposto a certos sacrifícios pessoais para que o relacionamento seja agradável e tenha vida longa. Alguns casais fracassam mesmo que permaneçam juntos por pressões sociais ou por conveniência.

"Se a medição da traição de um casal é elevada de forma consistente, ele corre um risco grande de infidelidade ou outra forma séria de deslealdade", escreve Gottman em "O que Faz o Amor Durar?". "A perda dela é o ganho dele, e vice-versa. Sentem-se felizes quando o outro se sente pior".

Para o professor, infidelidade não é necessariamente um caso extraconjugal. Quando um dos indivíduos quebra uma promessa ou coloca outros interesses à frente do relacionamento, trai o parceiro. Frieza, egoísmo e incompreensão são alguns dos sinais de alerta.

A "métrica da traição" usa o Equilíbrio de Nash, inspirado nos estudos do matemático John Nash, vencedor do Prêmio Nobel retratado no filme "Uma Mente Brilhante", a Teoria dos Jogos e os cálculos de "Teoria dos Jogos e Comportamento Econômico", elaborados por John von Neumann e Oskar Morgenstern.

"Minha pesquisa averigua se a presença de certo elemento, como um nível baixo de confiança, pode prever uma separação e, se puder, com qual precisão", conta.
Gottman, entre outros livros, é autor de "Sete Princípios para o Seu Casamento Dar Certo" e "Inteligência Emocional e a Arte de Educar Seus Filhos". "O que Faz o Amor Durar?" foi escrito em parceria da escritora Nan Silver. 

Abaixo, conheça o teste.

Instruções
Em relação aos itens a seguir, indique o quanto concorda ou discorda de cada item circulando DM para discordo muito, D para discordo, N para não concordo nem discordo,C para concordo e CM para concordo muito. 

Atenção: se você e seu cônjuge não moram juntos e não têm filhos (juntos ou com outros indivíduos), respondam às perguntas sobre esses tópicos baseando-se no que acham que o outro faria, se fosse o caso.

1. Sinto-me protegida(o) pelo meu cônjuge.
DM D N C CM
2. Meu cônjuge é leal a mim.
DM D N C CM

3. Meu cônjuge me apoia financeiramente.
DM D N C CM

4. Às vezes, sinto-me incerta(o) quanto ao meu cônjuge.
DM D N C CM

5. Não acho que meu cônjuge tem relações íntimas com outras pessoas.
DM D N C CM

6. De agora em diante, meu cônjuge não teria filhos com outra pessoa que não fosse eu.
DM D N C CM

7. Meu cônjuge ama nossos filhos e/ou pelo menos respeita meus filhos.
DM D N C CM

8. Acredito que podemos confiar na maioria das pessoas.
DM D N C CM

9. Meu(minha) companheiro(a) me ajuda a sentir segurança emocional.
DM D N C CM

10. Sei que meu cônjuge sempre será um(a) amigo(a) próximo(a).
DM D N C CM

11. Meu cônjuge vai se comprometer a sustentar nossos filhos.
DM D N C CM

12. Quando as coisas dão errado, posso contar que meu cônjuge vai se sacrificar por mim e pela nossa família.
DM D N C CM

13. Meu cônjuge faz tarefas do lar.
DM D N C CM

14. Meu cônjuge vai se esforçar pela nossa segurança financeira.
DM D N C CM

15. Meu cônjuge não me respeita.
DM D N C CM

16. Meu(minha) parceiro(a) me faz sentir sexualmente desejada(o).
DM D N C CM

17. Meu(minha) parceiro(a) leva meus sentimentos em consideração quando toma decisões.
DM D N C CM

18. Sei que meu(minha) parceiro(a) vai cuidar de mim quando estiver doente.
DM D N C CM

19. Quando não estivermos nos dando bem, meu(minha) parceiro(a) vai se esforçar comigo pelo nosso relacionamento.
DM D N C CM

20. Meu cônjuge é presente em termos emocionais.
DM D N C CM

21. Meu cônjuge não exagera no álcool e nas drogas.
DM D N C CM

22. Meu cônjuge age de maneira romântica comigo.
DM D N C CM

23. Meu cônjuge é gentil com minha família.
DM D N C CM

24. Posso contar com meu cônjuge para conversar comigo quanto estou triste ou irritada(o).
DM D N C CM

25. Meu cônjuge entra em brigas comigo ou me humilha. 
DM D N C CM

26. Há pelo menos uma pessoa que vem antes de mim para meu cônjuge.
DM D N C CM

27. Meu cônjuge vai colaborar comigo como parte de uma unidade financeira.
DM D N C CM

28. Tenho poder e influência nesse relacionamento.
DM D N C CM

29. Meu(minha) companheiro(a) mostra aos outros o quanto gosta de mim.
DM D N C CM

30. Meu(minha) parceiro(a) ajuda com a responsabilidade de criar as crianças.
DM D N C CM

31. Não tenho como confiar completamente no meu cônjuge.
DM D N C CM

32. Meu cônjuge mantém suas promessas.
DM D N C CM

33. Meu(minha) companheiro(a) é uma pessoa moral.
DM D N C CM

34. Meu(minha) companheiro(a) realmente faz as coisas com as quais concorda fazer.
DM D N C CM

35. Meu cônjuge vai trair minha confiança.
DM D N C CM

36. Meu cônjuge é afetuoso comigo.
DM D N C CM

37. Durante as discussões, posso ter certeza de que meu cônjuge vai me ouvir.
DM D N C CM

38. Meu cônjuge compartilha e honra meus sonhos.
DM D N C CM

39. Tenho medo de meu cônjuge sair da linha.
DM D N C CM

40. As palavras e ações do(a) meu(minha) parceiro(a) refletem os valores sobre os quais concordamos.
DM D N C CM

41. Meu cônjuge faz amor comigo frequentemente.
DM D N C CM

42. Posso contar que meu cônjuge vai construir e manter um sentido de família e de comunidade comigo.
DM D N C CM


Pontuação
PRIMEIRO PASSO
Pontue suas respostas às perguntas 4, 15, 25, 26, 31, 35 e 39 usando a tabela a seguir. Depois, some as pontuações:
Concordo muito: 1
Concordo: 2
Não concordo nem discordo: 3
Discordo: 4
Discordo muito: 5
Subtotal: _


SEGUNDO PASSO
Pontue as respostas das perguntas restantes usando a seguinte tabela:
Concordo muito: 5
Concordo: 4
Não concordo nem discordo: 3
Discordo: 2
Discordo muito: 1
Subtotal: _


TERCEIRO PASSO
Some os dois subtotais e calcule sua métrica da confiança.
Total: _

O QUE SIGNIFICA O MEU TOTAL?
0-52
Você tem um grau baixo de confiança em seu cônjuge e no relacionamento. Nem todos os casais vão ficar juntos para sempre, mas até mesmo as uniões que têm problemas de confiança podem dar certo se os dois envolvidos se comprometerem ao processo com empenho. Ler este livro a sós pode deixar sua situação mais clara e pode ajudar você a fazer mudanças positivas nas interações com o outro. Mas, se a outra pessoa concordar, tentem fazer os exercícios juntos. É preciso fazer uma análise na alma: vocês dois têm motivação suficiente para fazer isso? Caso sim, façam o questionário novamente depois de acabarem de ler o livro e de seguirem os conselhos. Se a métrica continuar baixa, procurem ajuda personalizada.

53-105
Seu nível de confiança é moderado. Você confia no outro - mas com dúvidas. Você pode aprimorar o relacionamento com os exercícios deste livro. Apesar de o trabalho conjunto ser melhor, o relacionamento ainda pode se beneficiar se você progredir a sós. Quando um membro de um casal percebe necessidades e desejos com mais limpidez, o relacionamento geralmente fica mais claro para os dois, o que facilita as mudanças positivas. Se sua métrica da confiança não melhorar, é hora de decidir se vocês dois estão comprometidos em fazer do relacionamento uma prioridade máxima. Se sua métrica aumentou, eis aí uma indicação poderosa de que, quanto mais abertos um com o outro, mais feliz e realizado será o relacionamento.

106-210
Você tem um profundo senso de confiança no outro. Essa base sólida aumenta a probabilidade de seu relacionamento permanecer feliz a longo prazo. Ainda assim, se a pontuação ficou perto do mínimo, seria válido ter conversas honestas sobre o relacionamento. Se a taxa da confiança é muito alta, este livro ainda pode beneficiar você. Pense em fazer uma leitura em dupla como uma experiência romântica que vai reafirmar o quanto vocês são apaixonados um pelo outro - e que também lhes dará ferramentas para que permaneçam dessa forma.
Folha de São Paulo
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