28 de jan. de 2008

O caboquim


O caboquim cordô cêdo, ispriguíçô, lavô as mão na gamela, limpô uzói, sinxugô, tomô café, pegô a inxada, sivirô pra muié i falô:
- muiééé, tô in trabaiá.
Quano q'êle saiu da casa, ao invêiz di í prá roça, ele subiu num pé di manga i ficô iscundidim.
De repente pareceu um negão, ele foi inté upé di manga i nem si percebeu q'o caboquim tava lá inriba.
Pegô u'a manga...chupô, pegôta, i mais ôta..., i a muié du caboquim chegô na jinela e gritô:- Póvim, ele já foi!
O negão largô as manga i sinfurnô denda casa du caboquim.
O caboquim, danado de réiva, desceu da árve, pegô um facão e intrô na casa.
Quan q'ele abriu a porta ele viu o negão chupando as teta da muié, intonsi levantô u facão e falô: - Vai morrêêêêê negão!!!
E num é q'o negão puxô dum 38 da cintura, i pontô pro caboquim falano:
- Por que eu vou morrer?
E o cabuquim respondi:
- Uai, cê chupô trêis manga e agora tá mamando leite.
Assim tu vai morrê, manga cum leite faiz mar, uai !!!!!

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