4 de nov de 2008

Psicologia do Inconsciente

É importante que um médico de doenças nervosas, possua conhecimentos psicológicos. Antigamente a formação psicológica de um médico era das mais deficientes. Sigmund Freud traduziu o livro de Bernhein, e isto foi para ele um estímulo decisivo. Há 50 anos atrás não existia nenhuma psicologia das neuroses e psicoses. E seu ensinamento resultou da experiência adquirida no tratamento prático das neuroses, a aplicação de um método, que ele chamou de psicanálise. No tempo de Charcot, o sintoma da neurose é psicógeno; proveniente da alma. As condições psicomecânicas dos surtos histéricos, como anestesias, paresias e amnésias. Mas não se sabia como um sintoma histérico pode proceder da alma. Em 1880, o Dr. Breuer, vienense, fez uma descoberta, trazendo uma nova psicologia, foi através de observações à alguns clientes com histeria, que ficou comprovado que só a parte consciente do doente não vê ou não ouve, mas de resto a função do órgão do sentido está em perfeita ordem. Daí resultou a chamada teoria do trauma, segundo a qual o sintoma histérico e, na medida em que os sintomas constituem a doença, a própria histeria vem da psique abalada (trauma), persistindo inconscientemente durante vários anos impressões produzidas. Freud, que no inicio era colaborador de Breuer, pôde comprovar essa descoberta. Mas Freud que era um pesquisador profundo, não se contentou com essa constatação superficial, pois alguns tipos de comportamento podia ser observado com bastante freqüência. Tais como medos, angustias, e traumas. Donde se conclui que a intensidade de um trauma, em si, tem pouca determinação patogênica, mas com um significado particular para cada paciente. Freud, baseando-se inicialmente na teoria do trauma de Breuer, procurou a causa das neuroses nos acontecimentos traumáticos da vida. Baseado em experiências, além do trauma, existia também a pertubação de ordem erótica. Assim sendo, o trauma perde a exclusividade, sendo substituído por uma interpretação mais profunda, que envolve um conflito erótico como agente patogênico. O fato de se reconhecer que não é o trauma, mas um conflito erótico oculto, raiz da neurose, faz com que o trauma perca seu significado causal. Diante do problema do conflito erótico, somente a aparência parece ser consciente, ao passo que a paixão fica oculta. Pode-se dizer então, que na neurose existem duas tendências, que estão em estrita oposição uma à outra, sendo que uma delas é inconsciente. O neurótico é apenas um caso específico de pessoa humana em conflito consigo mesma, tentando conciliar dentro de si natureza e cultura. Assim a questão sexual foi relegada a segundo plano, dado os problemas políticos e ideológicos. Não alterando o fato de que a natureza instintiva do homem sempre colide com as barreiras culturais. Tornando o conceito erótico mais compreensível, podemos discutir a técnica psicanalítica, a questão da terapia. Como chegar ao inconsciente do paciente, de uma forma rápida e segura? O primeiro método foi a hipnose, o segundo método utilizado para se chegar aos conflitos patogênicos é a análise dos sonhos (utilizado como porta voz do inconsciente). Pode-se dizer que quase tudo o que vem do inconsciente tem caráter infantil. Quando se acompanha a história de uma neurose, sempre se depara com o momento crítico de um problema do qual o indivíduo se desviou. A neurose é uma estado de desunião consigo mesmo. Consiste no fato de que a consciência deseja manter seu ideal moral, enquanto o inconsciente luta por um ideal imoral, que a consciência constantemente tenta negar. No decorrer do tratamento, os sonhos fazem emergir a imundície do inconsciente.
Valeria Noveline

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