28 de fev de 2011

Monica Iozzi

A repórter do CQC conta que trabalhar em uma livraria acabou com sua tristeza e mudou tudo
"O trabalho mudou minha vida. Eu estava numa profunda depressão após me formar na faculdade e mudar pra São Paulo. Tinha acabado de terminar um namoro complicado, estava numa nova cidade, longe dos amigos, desempregada. Trocava a noite pelo dia, só comia bolacha recheada e ficava em frente à televisão todo o tempo em que estava acordada.
Enfim... uma m****! Então uma amiga me disse: - Mô, você não vai conseguir se virar só como atriz em São Paulo, você sabe disso. Eu conheço uma livraria ótima, é a sua cara e eles estão precisando de vendedores. - E lá fui eu, meio a contra gosto, horrorosa, deprimida e com o cabelo ensebado tentar trabalhar na livraria. Deu certo! Apesar de trabalhar muuuuito e ganhar pouco, o trabalho na livraria salvou minha vida, sem exagero. Mergulhar naqueles livros lindos (eu trabalhava na seção de artes), conhecer todas aquelas pessoas inteligentes, engraçadas, interessantes, tudo isso mudou a minha vida.
O trabalho, a construção de uma nova rotina (corrida e muito ocupada) me fizeram ver a vida de uma outra maneira. Eu não tinha mais tanto tempo para ficar triste e, quando ficava, os livros com as obras de Gaudi, Van Gogh ou os meus novos e queridos amigos da livraria me ajudavam. Sabe aquela coisa que vó costuma dizer, 'Mente desocupada é a oficina do diabo'? Pois é... Se joga, lôka!"
Stephanie Stupello

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