17 de fev de 2011

Ser solteiro na China...

A solteirice, por opção ou circunstância, é vista como uma tragédia na sociedade chinesa. Por mais bem sucedidos que sejam, os jovens são considerados eternos fracassados enquanto não casam e têm (um) filho. A pressão é exercida igualmente sobre homens e mulheres e os pais acreditam que encontrar futuros genros e noras está entre suas principais responsabilidades. Pesquisa sobre casamento e relacionamento divulgada na segunda-feira mostra que 260 milhões de chineses estão em busca de pretendentes - 180 milhões de solteiros e 80 milhões de pais com filhos solteiros. O feriado de Ano Novo Chinês, que acabou na semana passada, é o momento em que os solteiros em idade de acasalamento são confrontados pelas gerações mais velhas, em busca de respostas pela ausência do matrimônio. Em muitas famílias, esse é único período do ano em que os filhos retornam às suas cidades e vilas natais e reencontram seus pais e avós. Na tentativa de amenizar a cobrança, alguns poucos optam por contratar outros jovens que se passam por namorados ou namoradas enquanto dura o feriado. Os ansiosos pais aproveitam a presença dos filhos para organizar com outros pais igualmente ansiosos encontros para que seus descendentes se conheçam e _hopefully_ se casem. Quase sempre são situações constrangedoras, nas quais jovens que nunca se viram tentam construir alguma conexão sob o olhar dos familiares. Muitos pais optam por “feiras de solteiros” realizadas em parques para tentar encontrar candidatos para seus pimpolhos. Na semana passada, o site de relacionamento jiayuan.com, que tem 40 milhões de usuários registrados, realizou um evento ao ar livre em Pequim, no qual jovens poderiam buscar potenciais pares. Mas a maioria das cerca de 50 mil pessoas que procuravam candidatos eram pais na faixa dos 50 anos, que sonham em ter netos. “Meu filho está muito ocupado com o trabalho. Não só ocupado, mas extremamente ocupado. Ele tem que fazer muitas horas-extras e não tem oportunidade para encontrar garotas”, disse à agência Reuters uma mulher chamada Li, mãe de um rapaz de 26 anos. “Eu não sei se ele está preocupado, mas eu estou bastante preocupada. É por isso que quando eu vi esse vento, eu vim correndo para cá.” Cláudia Trevisan

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