7 de ago de 2013

Amai-vos e Instruí-vos

Parviz Payghamy
Todos os espíritos, quer estejam encarnados ou não, estão sujeitos à influência mental de outros, e isto porque, em essência, nós nos expressamos através do pensamento;

As nossas atitudes representam o somatório de nossa vontade (livre-arbítrio) e das sugestões que recebemos, cabendo-nos sempre a responsabilidade dos próprios atos;

Todas as criaturas, encarnadas e desencarnadas, são portadoras de sensibilidade mediúnica, mais ou menos acentuada, que naturalmente as predispõem à sintonia que estabelecem umas com as outras;

No que tange a influenciar ou ser influenciado, não há que consiga se neutralizar completamente;

A lei enunciada para os fenômenos de natureza física – “semelhante atrai semelhante” – igualmente vige para o que é pertinente ao mundo moral, ou seja: cada qual orbita no derredor de suas preferências e inclinações;

O espírito vive pelo pensamento, portanto o que se diz e o que se faz é consequência de escolha prévia, consciente ou inconsciente;

No espírito que não possui mais amplo domínio sobre si, que não se conhece mais profundamente, o inconsciente prevalece, com as aquisições do pretérito se opondo às realizações do presente;

Disciplinar o pensamento significa educar-se em profundidade, promovendo indispensável mudança de hábitos;

Todos os pensamentos, os de ordem mais elevada e aqueles que promanam de mentes inferiores, jazem disponíveis aos que a eles se conectam;

Quanto mais sublime, maior a velocidade com que o pensamento se propaga, pois que também é ponderável;

Os pensamentos inferiores se delimitam em sua capacidade de expansão;

Existem pensamentos que se “interpenetram”, mas que, de modo algum, se identificam;

Os espíritos de pensamentos semelhantes tendem a se agrupar, “alimentando-se” reciprocamente;

Jesus é o modelo da Mente Divina, ao qual, gradativamente, precisamos nos ajustar: o Evangelho é o pensamento do Cristo em forma de palavras;

O espírito reencarna para aprender a pensar, “através dos olhos e das mãos”, para que, mais tarde, realize, através do pensamento, o que, por agora, só é capaz de realizar com o concurso de apêndices físicos;

A vida da criatura, onde estiver, é a exteriorização de pensamentos ardentemente acalentados;

O pensamento equivocado faz com que o espírito tome a ilusão pela realidade;
Após a morte do corpo, o teor dos pensamentos do espírito é que determina a região em que ele há de se fixar;

A mente não se descondiciona com facilidade; por vezes, a sugestão recebida perdura por séculos no espírito;

Uma encarnação é tempo demasiadamente curto para que o espírito modifique concepções.

Livro Amai-vos e Instruí-vos – Carlos A. Baccelli – Inácio Ferreira
Enviado gentilmente pelo Gugu da Lídinha

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