9 de out de 2014

4 estudos que vão te encher de esperança sobre o futuro da humanidade

Com tantas notícias ruins, crimes, corrupção e problemas que vemos no mundo, é fácil desanimar e perder um pouco da fé na humanidade. Mas há quem pense o contrário e diga que estamos melhores do que nunca. 

Veja aqui alguns estudos científicos que podem te ajudar a restaurar a fé na humanidade e enxergar um futuro melhor no horizonte.


1 – Mentir faz mal para saúde

Todo mundo já contou uma mentira aqui ou ali, seja com boas ou más intenções. Em geral, mentiras não são algo bom, nem mesmo para a nossa saúde. 
Um estudo da Universidade de Notre Dame, Nos Estados Unidos, concluiu que mentir pode causar problemas físicos e psicológicos no curto prazo. Eles chegaram a essa conclusão depois de analisar os efeitos da honestidade ao longo de 10 dias em um grupo de pessoas. 
Cem indivíduos foram separados em dois grupos, sendo um instruído a não mentir e outro deixado livre para enganar. O grupo honesto apresentou no fim do período uma saúde melhor, com quatro vezes menos queixas ligadas à saúde mental e três vezes menos reclamações de dores físicas.

2 – Desastres nos tornam altruístas

Pense em algum momento extremo, de um desastre onde você deva correr pela sua vida, como um incêndio. Em geral, imaginamos cada pessoa correndo por si, tentando se salvar. Mas segundo um estudo da Max Planck Institute, da Alemanha, desastres na verdade nos tornam altruístas. 
Não apenas as pessoas tendem a se manter mais acalmas do que é esperado nesses casos, como elas na verdade se sentem motivadas a ajudar umas as outras. Além disso, atos altruístas movimentam as mesmas áreas ativadas pelo prazer no sexo ou com drogas.

3 – Fazer o bem é o melhor motivador

Não apenas somos inspirados a sermos mais altruístas em situações emergenciais, como ficamos muito mais motivados a realizar uma tarefa quando sabemos que ela fará bem a alguém. 
Adam Grant, professor da UPenn’s Wharton, dedicou boa parte de sua carreira a estudar o que torna as pessoas motivadas. Ao contrário do que muitos imaginam, não são incentivos pessoais, como um salário maior. 
Estudando um grupo de funcionários trabalhando em um call center para solicitar doações, Adam percebeu uma mudança drástica no comportamento depois que eles interagiram com as pessoas que se beneficiavam daquelas doações. Depois de perceber que estavam de fato ajudando alguém, eles passaram a gastar duas vezes mais tempo no telefone e solicitar três vezes mais dinheiro em média para cada doador.

4 – Vivemos na era mais pacífica da humanidade

Você lê sobre assassinatos, roubos e tudo o que há de ruim no jornal e imagina que estamos piores do que nunca, certo? Na verdade, há quem esteja mais otimista. Segundo Steven Pinker, professor e psicólogo de Harvard, estamos na era mais pacífica da nossa história. E ele tem números para provar isso.
Pinker constatou que as taxas de homicídios em países da Europa vêm caindo século após século. No século XIV, em Londres, para cada 100 mil habitantes, 50 eram assassinados. Hoje, esse número caiu para 2 – média semelhante ao restante da Europa. 
Samuel Bwoles, diretor do Centro de Ciências do Comportamento do Instituto Santa Fé, afirma que entre 14% e 46% das pessoas enterradas em assentamentos humanos há cerca de 50 mil anos morreram de forma violenta. Com esses dados, Pinker concluiu que, em sociedades onde não haviam um governo definido, como os povos bárbaros da Idade Média, cerca de 15% da população morria de forma violenta.
No século XX, apesar de todas as guerras, o número caiu para 3%. Pinker calcula que, se as guerras no século XX fossem travadas nas condições das sociedades tribais, cerca de 2 bilhões de pessoas teriam morrido, ao invés de 100 milhões. 
A diferença é que hoje as notícias desses massacres absurdos chegam para nós rapidamente pelos meios de comunicação. Notícias, em geral, são negativas e sensacionalistas.
Gabriel Tonobohn

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