3 de fev de 2009

Primeiros passos rumo ao cérebro sintético

É difícil acreditar que algum dia alguém será capaz de construir um cérebro 100% sintético, mas cientistas americanos já começaram a dar os primeiros passos em direção a este distante objetivo. A idéia é fazer uma réplica funcional do órgão humano toda em nanotubos de carbono. “Nesse momento ainda não sabemos se isso será possível. Estamos avaliando a viabilidade”, diz a engenheira Alice Parker, da Universidade da Califórnia do Sul. Os desafios são colossais, mas não impediram a pesquisadora de conseguir um financiamento de cerca de 350 mil dólares da National Science Foundation, a principal agência de fomento à pesquisa dos Estados Unidos. Por enquanto os cientistas estão trabalhando com modelagem matemática e construindo pequenos arranjos de neurônios artificiais para tentar simular a plasticidade do cérebro humano, isto é, a capacidade de aprender e se adaptar a mudanças. Supondo que tudo dê certo, eles calculam que só por volta de 2022 seria possível construir, com a tecnologia atual, um protótipo simplificado de cérebro inteiro com 100 bilhões de neurônios – o que exigiria um espaço físico imenso. Outro problema já antevisto é o fornecimento de energia, já que, além de consumi-la em grande quantidade, o cérebro nunca desliga.Apesar de tudo, os pesquisadores vêem aí uma oportunidade para explorar as propriedades dos nanotubos de carbono nas neurociências. Segundo eles, esse é o material ideal para replicar o funcionamento cerebral, já que sua estrutura tridimensional permite conectividade em todas as direções. Além disso, é menos provável que uma prótese feita de carbono cause rejeição pelo organismo. Segundo Parker, por ora só há possibilidades, mas podem surgir novas descobertas e tecnologias nos próximos anos que encurtem esse caminho.

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