4 de dez de 2013

Lulu reduz a mulher a um macho mal-acabado

Tudo bem, o Lulu quer reduzir a mulher a um macho mal-acabado, como lembra a amiga Aline Guilherme, minha rodriguianíssima enfermeira corinthiana.


Tudo bem, o luluzismo pode ser uma doença infantil do machismo da fêmea, mas daí uma autoridade mobilizar o Ministério Público, como acontece no Distrito Federal, para processar os gerentes do aplicativo, minha Nossa Senhora de Conceição do Mato Dentro.

Tanta safadeza para resolver no Planalto Central do país, meu Deus.

Repare no argumento da Promotoria: o programa é capaz de ofender direitos da personalidade de milhões de usuários do sexo masculino.

Ah, vá, que se virem os marmanjos ofendidinhos, os marmanjos reprovados no Enem do amor e do sexo. É do jogo. Apenas o sintoma da modernidade maluca, que traz, na corcunda das suas contradições, muitas coisas também geniais.

Lulu é uma bobagem, meu bem, mas não mata ninguém. Macharada, como disse na crônica anterior sobre o tema, leva na esportiva, fair play, brother, fair play.

Somos falíveis, completamente falíveis e cheios de defeitos, e isso é lindo, demasiadamente humano, como diria o bigode grosso da filosofia do super-homem.

Acho que a mulherada anda até generosa demais para os nossos defeitos. Os de fábrica, os adquiridos e para a nossa folga eterna em relação às moças. O que é uma notinha diante de uma ficha corrida histórica dessas?!

É óbvio ululante, querida Lulu, que a vida é subjetividade pura e enquadrá-la em um aplicativo é apenas uma piada comercial barata. Até você sabe, Luluzete.

Mas daí esse medo todo do macho diante do pênalti! Relaxa, não passa nada.

Palavra de quem anda ultimamente como um Vascão do amor e da sorte, beirando o rebaixamento…

Palavra de quem virou pó-de-arroz na cama como o tricolor das Laranjeiras…

Palavra de quem timbuzou geral na hora agá da alcova, palavra de quem caiu de véspera para a Segundona…

Palavra de quem já viu a Ponte cair várias vezes.

Relax, amigo, se ela aplica o Lulu, aplica o projeto Lázaro, levanta e anda.

Xico Sá - Folha SP

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