2 de jun de 2009

Resolvendo conflitos

A maioria das pessoas está familiarizada com expressões como “enterrar o machado” e “fumar o cachimbo da paz”. Eis a história de como as crianças da tribo Sêneca resolvem suas divergências. Se dois meninos Sênecas entrassem em um sério conflito, sua mãe lhes diria: “Vão fincar seus bastões”. Os meninos saberiam exatamente o que isso significava. Eles se afastavam um pouco do acampamento e fincavam três bastões durante uma lua (ou um mês). Findo esse prazo, a posição dos bastões determinava quem tinha razão. Enquanto isso, os meninos voltavam a brincar, deixando que os bastões resolvessem a contenda. Eles poderiam combinar que, se os bastões pendessem para o nascente ao final da lua, Jorge teria razão; se pendesse para o poente, Paulo é que teria razão. Se os bastões caíssem, nenhum dos dois tinha razão. Por causa do vento e da chuva, os bastões quase sempre caiam. Era muito frequente os meninos sequer se lembrarem por que haviam fincado os bastões, com isso, a rixa era resolvida facilmente. Como seria fácil resolvermos nossas confusões assim como essas crianças da tribo Sêneca. Quando vemos dois adultos ou um casal brigando a única coisa que escutamos são insultos e gritos. Uma boa história que ilustra as várias etapas possíveis de um conflito entre casais foi uma que achei na Internet chamada “Os Sete Estágios de um Resfriado”. Algum observador bem-humorado expõe a reação de um marido aos sintomas de gripe de sua esposa durante sete anos de casamento: Primeiro ano: “Meu docinho de coco, estou preocupado com a minha bonequinha. Você fique apenas deitada, enquanto pego o carro e forro o banco para deixá-la aquecida para levá-la ao médico”. Segundo ano: “Ouça, querida, não estou gostando do jeito dessa tosse. Vou dar um banho no bebê e acomodá-lo, depois te levarei a um hospital para um exame geral e repouso”. Terceiro ano: “Está se sentindo um bagaço, hein, querida? Talvez seja melhor se deitar e descansar. Vou trazer alguma coisa para comer. Quer alguma sopa?”. Quarto ano: “Olhe querida, seja sensata. Depois de dar comida para as crianças e lavar a louça, é melhor ir para a cama”. Quinto ano: “Você parece que não está bem. Porque não toma logo duas aspirinas?”. Sexto ano: “Se você simplesmente fizesse um gargarejo ou qualquer outra coisa em vez de ficar por aí tossindo como uma foca, eu agradeceria!”. No Sétimo ano a mulher responde a pergunta do marido: “Por que Deus fez você tão bonita e tão tapada?”. Ela respondeu: “Ele me fez bonita para que você se casasse comigo, e tapada para que eu pudesse gostar de você!”. Enquanto podemos achar graça nesta imaginária degeneração de interesse e preocupação, gostaria que você pensasse por alguns segundos, por que as pessoas gritam quando perdem a calma ou quando estão brigando? Porque quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito e para cobrir esta distância, precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância. Por outro lado, o que acontece quando duas pessoas estão apaixonadas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê? Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes seus corações estão tão próximos, que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso não necessitam sequer sussurrar, apenas um olhar, e basta. Seus corações se entendem. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas. Quando discordamos, não podemos deixar nossos corações se afastarem, não podemos dizer palavras que nos distanciem, para não chegar o dia em que a distância será tanta que não mais encontraremos o caminho de volta. José Emilio Menegatti

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