29 de jul de 2009

Gastadores tendem a se casar com poupadores

Frustrado com os gastos de sua mulher? Talvez isso tenha a ver com o motivo pelo qual você se casou com ela, de acordo com um estudo intitulado "Atração Fatal (Fiscal)" realizado por professores da Wharton School of Finance e da Northwestern University, dos EUA. "As pesquisas com adultos casados sugerem que os opostos se atraem no que diz respeito às reações emocionais aos gastos", disseram Scott Rick, da Wharton, e Deborah Small, da Northwestern, no artigo. Eles descobriram que as pessoas que em geral gastam menos do que idealmente gostariam de gastar e aquelas que gastam mais do que gostariam tendem a se casar. George Loewenstein, professor de economia e de psicologia da Carnegie Mellon University, em um outro estudo chamado "Pão-duros e perdulários", publicado no ano passado, descobriu que o grau de "sofrimento para pagar" de uma pessoa determina se ela é "pão-dura" ou "mão-aberta". O estudo de Loewenstein, conduzido com Rick e com a estudante de doutorado Cynthia Cryder, da Carnegie Mellon, descobriu que a extensão pela qual as pessoas dizem ter sofrido ao pagar prediz fortemente a poupança que mantêm, assim como sua dívida do cartão de crédito, mas não tem relação com a renda. Essa poderia ser a razão pela qual esses opostos se atraem, escreveram Rick, Small e Finkel. Os que acham doloroso gastar, por exemplo, podem não gostar dessa característica deles próprios e, portanto, são atraídos a pessoas mais liberais no que se refere a dinheiro. Isso mesmo que a maioria dos solteiros diga que seria melhor casado com alguém com hábitos de gastos similares aos seus. "A falta de conexão entre o que as pessoas dizem buscar num companheiro ideal e as características dos companheiros reais aos quais são atraídos é uma infelicidade", escreveram Rick, Small e Finken, pois os diferentes hábitos de gastos em geral resultam em maiores conflitos financeiros no casamento. Também é improvável que as pessoas passem de gastadores a poupadores ou vice-versa, disse Loewenstein. "Temos investigado se há alguma razão no passado das pessoas que poderia fazê-las mesquinhas ou perdulárias", disse ele em uma entrevista. "Ainda não descobrimos isso. Talvez seja genético." Kristina Cooke

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