21 de jan de 2010

Bebê em cifrões

Quando você é solteira, todos perguntam quando vai se casar. Depois de casada, sem ao menos ter curtido a lua de mel ou a fase de adaptação, já começa a cobrança pela chegada do rebento. Como se não bastasse um, logo lançam a campanha pelo irmãozinho. Antes de ser persuadida pelos outros, é preciso se organizar. E assim como ocorre antes de qualquer decisão, ainda mais tratando-se de uma "aquisição" eterna, o ideal é fazer um bom planejamento financeiro. O economista Marcos Silvestre, que também é consultor, pesquisador, professor, palestrante, escritor e colunista da rádio Band News FM - além de pai de uma menina de 3 anos e meio e de um garotinho de apenas 6 meses -, calcula que, para cobrir os gastos de um filho, os pais têm de reservar cerca de 20% do orçamento. O ideal mesmo é começar a poupar com dois anos de antecedência. Enxoval, fraldas, plano de saúde, alimentação, babá, pediatra, remédio, vacina, brinquedos, diversão, férias e, se possível, uma reserva financeira para imprevistos. Quando o filho vem, traz novos gastos. "O ideal é separar esses 20% por mês para aprender a conviver com a nova realidade", sugere Silvestre. Durante a gravidez, essas economias vão para a montagem do quarto, enxoval, carrinho e outros acessórios para o bebê. Depois, vêm as despesas com o parto. "Gasta-se cerca de R$ 20 mil antes do nascimento. Se o casal fizer essa reserva antecipadamente, é possível bancar tudo à vista", recomenda. Para dar um exemplo prático, Silvestre considerou o seguinte cenário: uma família de classe média baixa, cuja renda total líquida mensal seja de R$ 5 mil. Nesse caso, o gasto com um filho é de R$ 1 mil por mês. Metade, segundo ele, vai para o item educação, que inclui escola, transporte e material. Mais R$ 150,00, ou seja, 15%, são destinados aos gastos com vestuário (roupa, calçado, acessórios). Aí vem a alimentação, que inclui as refeições feitas em casa e os lanches na escola - o equivalente a outros R$ 150,00. E ainda tem as despesas com saúde, cuja média é de R$ 100,00, lembrando que isso inclui remédios e possível consulta fora do plano de saúde. Para o lazer e outras despesas, calcule os R$ 100,00 restantes. Passados oito anos dessa rotina, o casal deve começar a pensar nos futuros custos universitários do filho. Assim, o ideal é poupar mais R$ 500,00 mensais, para poder bancar o curso e os gastos a mais durante a fase da faculdade. Pois quando ele completar 18 anos, as despesas vão dobrar. Aí vem a vida social mais intensa, compras, celular, viagens e, às vezes, até um carro. "E os pais vão querer bancar isso tudo", prevê Silvestre. CORTANDO O CINEMINHA Nascida há apenas um mês, a pequena e doce Laura Vasconcelos Maymone ainda não assustou seus pais de primeira viagem. Pois eles estão curtindo a fase dos presentinhos que ganharam de amigos e familiares, que, aliás, estão babando. O gasto mais pesado que tiveram até agora foi com a montagem e decoração do quarto - pagos à vista, graças ao dinheiro que o pai recebeu de suas férias acumuladas - e com algumas roupinhas que não resistiram à tentação de comprar. "Sentimos diferença na conta de eletricidade, gás e com o plano de saúde, pois ela entrou como dependente", explica o paizão Filippe Ventura Maymone, de 27 anos. Quando se trata de uma família com dois filhos, pensando naquele mesmo casal cuja renda familiar soma R$ 5 mil mensais, o jeito é cortar o cineminha, as idas a restaurantes, bares e presentinhos que antes eram só para o casal. "Mas a natureza é tão sábia que o filho ocupa tanto o tempo que os pais acabam sendo obrigados a ficar mais em casa", emenda o consultor Silvestre. É bom lembrar que as dívidas fixas do casal continuam sendo pagas, inclusive responsabilidades como um financiamento de imóvel. Ou seja, não tem gasto que possa ser diminuído. A não ser os que podem ser classificados como luxo e conveniência. "Só se o casal tiver desperdício. Aí os gastos pessoais terão de ser redistribuídos", explica o professor. Neste caso, ele sugere que, primeiro, se corte a gordura. Uma sugestão: pense em um desperdício que não lhe traz benefício. Aí, simplesmente, corte-o. E quando o bebê chega de surpresa? Com apenas oito meses para se organizar, é preciso ser firme. O primeiro mês já tem de render uma boa quantia, para que o casal entre na nova realidade, sem que precise passar por perto de nenhum crédito pessoal. Afinal, é preciso bancar o filho com a renda do mês. "Já vi muitos pais lamentando a existência do filho porque não fizeram um planejamento antes", conta o consultor. Grandes varejistas, como Carrefour e Walt Mart, criaram uma ala exclusiva para bebês - baseados em uma pesquisa feita por fornecedores, como Johnson & Johnson, Procter & Gamble, Nestlé e Fisher Price, a qual apontou que a chegada de um bebê aumenta os gastos da família em 40%. Tatiana Quadros de Oliveira, de 26 anos, mãe de Isabela, não trabalhava. Até que a filha completou 2 anos, aprendeu a pedir presentinhos e a mãe teve de voltar ao mercado de trabalho para ajudar o maridão, que manteve os gastos sozinho durante todo esse tempo. Coincidiu com a fase em que a pequena Isabela teve de ir para a escola. "Antes disso, eu não precisava trabalhar. Mas se não trabalhasse agora, não supriria as despesas dela", diz Tatiana. O economista Robson Gonçalves veio de uma geração em que os casais tinham muitos filhos: seus avós tiveram oito, e seu pai, quatro. Ele, por enquanto, tem apenas uma garotinha de 4 anos e meio. No entanto, tem uma visão mais otimista. Acha que, como hoje as pessoas não se casam jovens e, consequentemente, têm filhos mais tarde, a família pode ter um nível econômico melhor, já que o casal está mais estabilizado profissionalmente. Assim, pode gastar com pediatra, produtos importados, babá. "Mas não é a realidade da classe pobre", ressalva. Para Gonçalves, as famílias acabam optando por ter um filho só porque, dessa forma, podem gastar mais e melhor com ele. Cristiana Vieira

Um comentário:

Anônimo disse...

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