15 de jul de 2012

O que nos motiva?


Essa curta pergunta exige um contato direto com o nosso íntimo, que é claro muitas vezes se encontra fechado por pura proteção. 
Na correria do dia a dia a nossa vida se tornou diferente do que naturalmente desejaríamos fazer com ela se não tivéssemos nascido já com tantos compromissos e obrigações burocráticas.
“Mal nascemos e temos que sair corendo atrás do dinheiro como única opção de vida! Crueldade? Mas é fato”.
Então quando perguntarmos o que nos motiva, pode ser que a resposta esteja baseada mais em sacear necessidades do que em descobrir o que verdadeiramente anima a nossa essência. 
“É isso que quero! Descobrir o que me motiva, descobrir o que gosto de fazer, mas ainda não sei… e nem sei por onde começar!” Se esse é o seu caso tente refletir sobre o que toca o seu íntimo, te alegra e te satisfaz. 
Essa coisa difícil de descobrir os antigos chamavam de talento, essa ação que nos entusiasma, que temos prazer em praticar e que de alguma forma nos desafia e por isso ela brilha de uma maneira diferente aos nossos olhos. A grande questão é se abrir pra coisas super improváveis, pois elas também podem ser talentos e a coragem de assumí-los define o começo desse caminho.
Muitos de nós não nos permitimos descobrir nossos talentos e nem o que nos motiva, não pensamos sobre isso, não temos muitas vezes tempo. Entretanto não podemos deixar passar! Simples assim, não podemos esquecer que temos uma função a cumprir e sem isso nossa vida não tem sentido.
Religião, talvez seja uma das veias mais fortes dessa tentativa em explicar o que nos motiva, mas as religiões são diferentes entre si, se misturaram à política durante os séculos ou milênios de existência, criaram dezenas regras ou histórias pra explicar como devemos nos comportar.
Talvez seja hora de menos explicações e mais ações, talvez todos esses ensinamentos e informações que hoje estão nas nossas mãos possam elucidar um caminho único para cada um, um caminho baseado no que cada um tem de melhor e todos temos algo de bom que em geral são os próprios talentos, mesmo que a gente não queira reconhecer. Devemos buscar por eles agora e ter a coragem de aceitá-los o mais rápido possível, pois essa é a maneira mais bela de nos motivarmos e de quebra contribuirmos com a sociedade em que vivemos!
Seu melhor pode ser sorrir, pode ser falar, pode ser juntar pessoas, pode ser pensar, escrever, desenhar, sonhar… não importa, sempre há alguém precisando do que você tem de melhor. O mundo é feito das diferenças, que temperam e dão graça à todas as coisas. Não necessariamente temos que fazer dos nossos talentos o trabalho principal ou fonte de renda, pois isso pode em alguns casos nos desestimular por associar-se à luta pela sobrevivência e não mais com algo que nos dê prazer. Façamos algo de útil com o pouco tempo livre que nos resta, e vamos atrás dos nossos talentos!
E aí, o que te motiva?
Danilo España

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