20 de nov de 2013

4 razões para você (tentar) parar de comer batata frita

Douradas, sequinhas, frescas e crocantes. Se não fossem as pesquisas e as informações nutricionais, seria difícil de acreditar que algo tão saboroso como uma porção de batata frita é, na verdade, quase que um veneno para o corpo. E essa preocupação é válida não só para quem está de dieta.


De acordo com a nutricionista Bianca Evans, essas guloseimas são prejudiciais em suas diversas formas: desde a batata pré-frita e congelada até os salgadinhos industrializados, passando pela versão descascada, cortada e frita em casa. Por isso, maneiras alternativas de preparo, como cozinhar e assar no forno, são maneiras bem-vindas de manter parte do sabor sem afetar a saúde, segundo ela. A seguir você confere o que há de tão perigoso nessa delícia, ainda mais quando consumida em excesso.
Gorduras saturadas
Tanto as batatas pré-fritas congeladas quanto as tipo chips são ricas em gordura saturada. Dependendo da marca, uma xícara de batata palha, por exemplo, pode ter 20 gramas de gorduras totais, o que representa mais de 35% do valor diário de referência de consumo, em uma dieta de 2.000 calorias. Essa mesma quantidade pode levar 10g de saturadas (45% do VDR).
Uma porção de 50 gramas de batata chips pode ser ainda pior, já que há marcas em que há quase 20 gramas de gordura, sendo 17 gramas do tipo saturado (quase 80% do indicado por dia). Já uma porção de 85 gramas de batata inglesa frita em casa (12 tirinhas) tem 10 gramas de gorduras (quase 20% do VDR).
Esse excesso é prejudicial ao organismo já que, além de engordar, pode provocar problemas cardiovasculares, nas artérias e no coração, aumentar o colesterol ruim (LDL), a pressão arterial e provocar doenças como diabetes.
Gorduras trans
A conservação das batatas industrializadas (pré-fritas, servidas em redes de fast-food ou do tipo salgadinho) depende, em alguns casos, das gorduras trans (formadas pelo processo de hidrogenação dos óleos vegetais). Esse tipo de ácido graxo é um dos grandes vilões da saúde, pois é capaz de aumentar o colesterol ruim e abaixar o nível de colesterol bom (HDL), além de estar associado à incidência de câncer e de doenças cardiovasculares.
Diante desses riscos, diferentes marcas têm se esforçado para não usar a gordura hidrogenada para retardar o perecimento dos produtos, mas ainda há aquelas que utilizam o método. “As batatas congeladas costumam ter muitos conservantes e gorduras trans. Se você descongelar e deixar fora da geladeira, elas ainda vão demorar a estragar. Além disso, elas são também muito mais calóricas”, afirma a nutricionista Bianca Evans.
Sódio em excesso
O sódio é outro ingrediente muito presente nas receitas de batatas industrializadas e que faz mal se houver exagero. “A conservação delas é feita com sal e gordura”, diz Bianca. Em quantidade excessiva, esse ingrediente pode levar ao aumento de pressão arterial, aumentando o risco de infarto, AVC (acidente vascular cerebral), insuficiência renal e cardíaca, doenças neurológicas, aneurisma, problemas respiratórios e retenção de líquidos.
A mesma xícara de batata palha mencionada anteriormente possui 200 miligramas de sódio (8% do valor diário referencial), por exemplo. A outra versão frita industrializada é ainda pior, com quase 290 miligramas da substância (pouco menos de 12% do VDR).
Carboidratos que podem engordar
Esse alimento tem outro fator que prejudica principalmente aqueles que estão em briga constante com a balança. De acordo com a nutricionista, a batata inglesa tem um alto índice glicêmico, ou seja, quando é ingerida, se transforma rapidamente em açúcar no organismo. Isso faz com que haja picos de liberação de insulina no sangue, o que contribui para o aumento da gordura corporal.
Uma alternativa sugerida por Bianca Evans é substituir esse tipo pela batata-doce. Apesar do nome, essa variação tem um índice glicêmico mais baixo e libera mais lentamente a glicose, mantendo baixo o nível de insulina. “É bom lembrar também que a batata é substituta do arroz e do macarrão. Então, se for comer batata, é bom não consumir outros tipos de carboidrato”, afirma a especialista.
Luciana Carvalho

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