29 de fev. de 2008

Embalagens com 3, 6 e 12


Um homem caminha por uma drogaria com seu filho de dez anos.
Aconteceu de eles passarem pela seção de preservativos e o menino perguntou:
- O que é isso, pai?
O pai responde:- São os chamados preservativos, filho... Os homens usam pra fazer sexo seguro.
- Ah, tá..., respondeu o menino, pensativo. Sim, eu já ouvi falar disso nas aulas de saúde física na escola.
Ele olha para a prateleira, apanha um pacote de três preservativos e pergunta:
- Por que tem três nesse pacote?
O pai responde:- Esses são para garotos do Segundo Grau. Uma para a Sexta, uma para o sábado e uma para o Domingo.
- Legal, diz o menino.
Agora ele pega um pacote com 6 e pergunta:
- E esses? Para que servem?- Esses são para garotos da Faculdade, o pai responde. Duas para a sexta, duas para o sábado e duas para o domingo.
- Uau! - exclamou o menino.
Então quem usa estes? perguntou o menino, apanhando um pacote com 12.
Com um suspiro de desalento, o pai responde:
- Estes são para os homens casados.
-Uma para janeiro, outra para fevereiro, outra para março......e assim por diante , até dezembro.
Enviado pelo Dr. Gustavo e seu notório saber jurídico.

A Idade de ser feliz


Existe somente uma idade para a gente ser feliz.

Somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los, a despeito de todas as dificuldade e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores.
Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo novo, de novo e de novo, e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se Presente, também conhecida como agora ou e tem a duração do instante que passa...
Mário Quintana
Picture by Laurent Brunhoff

Pensamentos de Deus



Eu quero conhecer os pensamentos de Deus; o resto são detalhes.
Albert Einstein

Inhoque da fortuna


Muitos acreditam na simpatia do nhoque da fortuna, que, a cada mês, tem mais simpatizantes, seja pela esperança ou pela oportunidade de partilhar com amigos este momento de ilusão


Conta a história que São Pantaleão, num dia 29 de dezembro, vestido de andarilho, perambulava por um vilarejo, em algum lugar da Itália. Com fome, bateu à porta de uma casa e pediu comida. Foi recebido por um casal que, mesmo com certa desconfiança, o convidou para sentar-se à mesa com eles. Como eram pobres e os tempos eram difíceis, não tinham muito o que comer.

O único alimento eram nhoques, que dividiram com o Santo: sete nhoques para cada um. São Pantaleão comeu, agradeceu a acolhida e se foi.

Para a grande surpresa, ao retirar a mesa, o casal encontrou em baixo dos pratos moedas de ouro.
A simpatia é simples: coloca-se uma nota de qualquer valor sob o prato com nhoque. Pode ser dólar, real ou qualquer moeda estrangeira. Em seguida fique de pé e concentre-se para iniciar o ritual. No prato, separe sete nhoques e coma um a um.

Para cada nhoque, faça um pedido diferente. Depois, sente-se e saboreie o restante do prato, de preferência com um bom vinho italiano. 

O dinheiro colocado sob o prato deve ficar guardado até o próximo dia 29, para garantir a fartura. 

Outros dizem que deve ser dado a alguém que necessite ou usado quando for feita nova simpatia.

28 de fev. de 2008

O Intrigante Iraque


Você sabia que a terra onde se disputa uma guerra com interesses mundiais em razão do petróleo possui memoráveis histórias e mitos da civilização?
Se você não sabe, veja a seguir:


Que o jardim do Éden era no Iraque.
Noé construiu a Arca no Iraque.

Mesopotâmia, onde agora é o Iraque, foi o berço da civilização.

A palavra Mesopotâmia significa "entre dois rios", mais exatamente entre os Rios Tigre e Eufrates.

A torre de Babel ficava no Iraque.

Abraão era de Ur, que ficava no sul do Iraque.


A esposa de Isaac, Rebeca, era de Nahor, que ficava no Iraque.
Jacó encontrou-se com Raquel no Iraque.

Jonas rezou em Nínive, que ficava no Iraque.

A Assíria, que ficava no Iraque, conquistou as dez tribos de Israel.


Babilônia, que ficava no Iraque, destruiu Jerusalém.

Daniel esteve na cova dos leões. Onde? No Iraque!

Baltazar, rei de Babilônia, viu a "escrita na parede" no Iraque.
Nabucodonosor, rei da Babilônia, carregou os judeus prisioneiros através do Iraque.

Ezequiel fez suas orações no Iraque.
Os Reis Magos eram do Iraque.

Pedro também fez orações no Iraque.

O "império do homem", descrito na Revelação, era a chamada Babilônia, uma cidade do Iraque.
O nome Iraque significa "País com Raízes Profundas".


Certamente o Iraque é um país com raízes profundas e de enorme importância na Bíblia.

Exceto Israel, nenhuma outra nação tem mais história e profecias associadas a ela do que o Iraque. Israel é a terra mais mencionada na Bíblia.

Mas você sabe qual a segunda? Isso mesmo! Iraque, que, na Bíblia, corresponde a nomes como Babilônia, terra de Shinar, Mesopotâmia.
Agora, uma informação no mínimo curiosa:

Sabendo que a América é representada por uma águia, como será que o Bin Laden interpretou o seguinte trecho do Corão:

(..." aquele descrito como o filho da Arábia será acuado por uma águia amedrontadora. As garras da águia serão sentidas por todas as Terras de Alá e Lot, quando alguns dos povos tremerão no desespero e no júbilo. Quando as garras da águia limparem as terras de Alá, haverá Paz. " ) - Corão (9:11).

Prestou atenção no número do verso do Corão? 9:11 (setembro, 11)

A escolha da profissão


A escolha de uma profissão é o primeiro calvário de todo adolescente. Muitos tios, pais e orientadores vocacionais acabam recomendando "fazer o que se gosta", um conselho confuso e equivocado. Empresas pagam a profissionais para fazer o que a comunidade acha importante ser feito, não aquilo que os funcionários gostariam de fazer, que normalmente é jogar futebol, ler um livro ou tomar chope na praia.

Seria um mundo perfeito se as coisas que queremos fazer coincidissem exatamente com o que a sociedade acha importante ser feito. Mas, aí, quem tiraria o lixo, algo necessário, mas que ninguém quer fazer? Muitos jovens sonham trabalhar no terceiro setor porque é o que gostariam de fazer. Toda semana recebo jovens que querem trabalhar em minha consultoria num projeto social. "Quero ajudar os outros, não quero participar desse capitalismo selvagem."
Nesses casos, peço que deixem comigo os sapatos e as meias e voltem para conversar em uma semana.

É uma arrogância intelectual que se ensina nas universidades brasileiras e um insulto aos sapateiros e aos trabalhadores dizer que eles não ajudam os outros. A maioria das pessoas que ajudam os outros o faz de graça. As coisas que realmente gosto de fazer, como jogar tênis, velejar e organizar o Prêmio Bem Eficiente, eu faço de graça. O "ócio criativo", o sonho brasileiro de receber um salário para "fazer o que se gosta", somente é alcançado por alguns professores felizardos de filosofia que podem ler o que gostam em tempo integral.

O que seria de nós se ninguém produzisse sapatos e meias, só porque alguns membros da sociedade só querem "fazer o que gostam"? Pediatras e obstetras atendem às 2 da manhã.
Médicos e enfermeiras atendem aos sábados e domingos não porque gostam, mas porque isso tem de ser feito. Empresas, hospitais, entidades beneficentes estão aí para fazer o que é preciso ser feito, aos sábados, domingos e feriados. Eu respeito muito mais os altruístas que fazem aquilo que tem de ser feito do que os egoístas que só querem "fazer o que gostam". Então teremos de trabalhar em algo que odiamos, condenados a uma vida profissional chata e opressiva? Existe um final feliz. A saída para esse dilema é aprender a gostar do que você faz. E isso é mais fácil do que se pensa. Basta fazer seu trabalho com esmero, bem feito.

Curta o prazer da excelência, o prazer estético da qualidade e da perfeição. Aliás, isso não é um conselho simplesmente profissional, é um conselho de vida. Se algo vale a pena ser feito na vida, vale a pena ser bem feito. Viva com esse objetivo. Você poderá não ficar rico, mas será feliz. Provavelmente, nada lhe faltará, porque se paga melhor àqueles que fazem o trabalho bem feito do que àqueles que fazem o mínimo necessário. Se quiser procurar algo, descubra suas habilidades naturais, que permitirão que realize seu trabalho com distinção e o colocarão à frente dos demais. Muitos profissionais odeiam o que fazem porque não se prepararamadequadamente, não estudaram o suficiente, não sabem fazer aquilo que gostam, e aí odeiam o que fazem mal feito. Sempre fui um perfeccionista.

Fiz muitas coisas chatas na vida, mas sempre fiz questão de fazê-las bem feitas. Sou até criticado por isso, porque demoro demais, vivo brigando com quem é incompetente, reescrevo estes artigos umas quarenta vezes para o desespero de meus editores, sou superexigente comigo e com os outros. Hoje, percebo que foi esse perfeccionismo que me permitiu sobreviver à chatice da vida, que me fez gostar das coisas chatas que tenho de fazer. Se você não gosta de seu trabalho, tente fazê-lo bem feito. Seja o melhor em sua área, destaque-se pela precisão. Você será aplaudido, valorizado, procurado, e outras portas se abrirão. Começará a ser até criativo, inventando coisa nova, e isso é um raro prazer. Faça seu trabalho mal feito e você odiará o que faz, odiando a sua empresa, seu patrão, seus colegas, seu país e a si mesmo.
Stephen Kanitz

Jack Welch

O caso de Jack Welch e a radical transformação que fez na GE é um dos modelos mais comentados em direção de empresas.

Welch comenta que perder é horrível:

As empresas perdedoras não fazem nada.
As pessoas têm medo porque não oferecem segurança no trabalho.
As vencedoras, em troca dão.
A pessoa ganha quando define aonde quer chegar e luta por isso.
As vítimas nunca ganham.
Não se pode ganhar todo tempo.
Ao longo de uma carreira, as vezes se passa de príncipe a porco com suma facilidade.
Eu fui porco muitas vezes.

Estes são alguns dos segredos que desenvolveu durante sua gestão:

1. Aproveite o poder da mudança:
- A diferença de outros líderes, Welch amava a mudança, achava-a excitante, audaz e inclusive libertadora. Novos produtos. Novos competidores. Cada dia tinha um ambiente de negócios diferente. A única pergunta que enfrentava o líder era: que vai fazer em resposta a esse meio mutante?

2. Defronte a realidade:
- A arte de dirigir se reduz a algo simples. Determinar e enfrentar a realidade em relação as pessoas, situações, produtos; depois, atuar com decisão e rapidez nessa realidade. Pense quantas vezes postergamos as coisas, confiando em que melhorarão. A maior parte dos erros que cometemos ocorreram por não estar dispostos a enfrentá-los, vendo-os diretamente no espelho da realidade, e depois tomando a ação correta.
3. Menos e tem mais:
- Ele é muito claro a respeito do que se quer e do que não se quer de um administrador. Em definitivo quer que os administradores administrem menos; quer que vigiem menos, supervisionem menos, para dar a seus funcionários mais liberdade, e quer que nos níveis inferiores da companhia se tomem mais decisões.

4. Os negócios são simples:
- Os negócios são muito simples.
As pessoas que tentam fazê-los complexos só conseguem sair feridas. A gente sempre subestima a complexidade dos negócios. Não é uma ciência aeroespacial.
Elegemos uma das profissões mais simples do mundo. A maior parte das empresas globais têm três ou quatro competidores críticos, e se sabe quem são e não há muitas coisas que possa fazer com um negócio. Não é como se elegesse entre duas mil opções.
HSM Management

27 de fev. de 2008

Degustação de vinho em Minas


- Hummm...
- Hummm...
- Eca!!!- Eca?!
Quem falou Eca?
- Fui eu, sô! O senhor num acha que esse vinho tá com um gostim estranho?
- Que é isso?! Ele lembra frutas secas adamascadas, com leve toque detrufas brancas, revelando um retrogosto persistente, mas sutil, queenevoa as papilas de lembranças tropicais atávicas...-
Putaquepariu sô! E o senhor cheirou isso tudo aí no copo?!
- Claro! Sou um enólogo laureado. E o senhor?
- Cebesta, eu não! Sou isso não senhor!! Mas que isso aqui tá mecheirando iguarzinho à minha egüinha Gertrudes depois da chuva, láisso tá!
- Ai, que heresia! Valei-me São Mouton Rothschild!
- O senhor me desculpe, mas eu vi o senhor sacudindo o copo e enfiando o narigão lá dentro. O senhor tá gripado, é?
- Não, meu amigo, são técnicas internacionais de degustação entende? Caso queira, posso ser seu mestre na arte enológica. O senhor aprenderá como segurar a garrafa, sacar a rolha, escolher a taça, deitar o vinho e, então...
- E intão moiá o biscoito, né? Tô fora, seu frutinha adamascada!
- O querido não entendeu. O que eu quero é introduzi-lo no...
- Mais num vai introduzi mais é nunca! Desafasta, coisa ruim!
- Calma! O senhor precisa conhecer nosso grupo de degustação. Hoje,por exemplo, vamos apreciar uns franceses jovens...
- Hã-hã... Eu sabia que tinha francês nessa história lazarenta...
- O senhor poderia começar com um Beaujolais!
- Num beijo lê, nem beijo lá! Eu sô é home, safardana!
- Então, que tal um mais encorpado?
- Óia lá, ocê tá brincano com fogo..
- Ou, então, um suave fresco!
- Seu moço, tome tento, que a minha mão já tá coçando de vontade de meter um tapa na sua cara desavergonhada!
- Já sei: iniciemos com um brut, curto e duro. O senhor vai gostar!
- Num vô não, fio de um cão! Mas num vô, memo! Num é questão de tamanho e firmeza, não, seu fióte de brabuleta. Meu negócio é outro, qui inté rima com brabuleta...
- Então, vejamos, que tal um aveludado e escorregadio?
- E que tal a mão no pédovido, hein, seu fióte de Belzebu?
- Pra que esse nervosismo todo? Já sei, o senhor prefere um duro emacio, acertei?
- Eu é qui vô acertá um tapão nas suas venta, cão sarnento! Engulidô de rôia
!- Mole e redondo, com bouquet forte?
- Agora, ocê pulô o corguim! E é um... e é dois... e é treis! Num corre, não, fiodaputa! Vorta aqui que eu te arrebento, sua bicha fedorenta!
Luiz Fernando Veríssimo
Picture by Andrea Laliberte

O preço do dinheiro


O que o dinheiro faz por nós não compensa o que fazemos por ele
Gustave Flaubert
Picture by Lyubov Popova

BBB


Começa mais um BBB Big Brother Brasil 2008

Como funciona o esquema: 29.000.000 (vinte e nove milhões) de ligações do povo brasileiro votando em algum candidato para ser eliminado.
Vamos colocar o custo da ligação a R$ 0,30 (trinta centavos) e só.
Então, teremos: R$8.700.000,00. Isso mesmo! Oito milhões e setecentos mil reais, que o povo brasileiro gastou (e gasta), em cada paredão !

Suponhamos que a Rede Globo tenha feito um contrato "50% por 50%", ou seja,"meio a meio" com uma operadora de telefonia. Noves fora nada, então, ela embolsou R$ 4.350.000,00 (quatro milhões trezentos e cinquenta mil). Repito: Somente em um único paredão!
Alguém poderia ficar indignado com a Rede Globo e a operadora de telefonia ao saber que as classes menos letradas e abastadas da sociedade, que ganham mal e trabalham o ano inteiro, ajudam a pagar o prêmio do vencedor e, claro, as contas dessas empresas.

Mas o "x" da questão, caro leitor, não é esse. É saber que paga-se para obter um entretenimento vazio, que em nada colabora para a formação e o conhecimento de quem dela desfruta; mostra só a ignorância da população, além da falta de cultura e até vocabulário básico dos participantes e, consequentemente, daqueles que só bebem nessa fonte.
Certa está a Rede Globo. O programa BBB dura cerca de 3 meses, ou seja, o "sábio público" tem ainda várias chances de gastar quanto dinheiro quiser com as votações.
Aliás, algo muito natural, para quem gasta mais de R$ 8.000.000,00, repito, *** oito milhões de reais *** numa só noite! Coisa de país rico como o nosso, claro!

Nem a UNICEF (órgão das Nações Unidas para a infância), quando faz o programa CRIANÇA ESPERANÇA (este também tem a história da dedução do Imposto de Renda, mas fica para outra ocasião), com um forte apelo social, arrecada tanto dinheiro.
Vai ver, deveriam bolar um "BBB Unicef". Mas, tenho dúvidas se daria audiência. Prova disso, é que na Inglaterra, pensou-se em fazer um BBB só com gente inteligente. O projeto morreu na fase inicial, de testes de audiência.

Qual o motivo do fracasso? O nível das conversas diárias foi considerado muito alto, ou seja, o público não se interessaria.
Programas como BBB existem no mundo inteiro, mas explodiram em audiência em países de 3º mundo. Um país como o nosso, onde o cidadão vota para eliminar um bobão ou uma bobona qualquer, mas não se lembra em quem votou na última eleição.

Que vota numa legenda política sem jamais ter lido o programa do partido, mas que gasta seu escasso salário num programa que acredita ser de extrema utilidade para o seu desenvolvimento pessoal e, que não perde um capítulo sequer do BBB para estar bem informado na hora de pagar pelo seu voto.
Que eleitor é esse? Depois, não adianta dizer que político é ladrão, corrupto, safado, etc. Quem os colocou lá? Claro, o mesmo eleitor do BBB!

A Rede Globo continuará enchendo-se de glória e dinheiro com o patrocínio de canalhices ao vivo e a cores de 14 candidatos, a um grande prêmio, vitória pela maior habilidade em agirem como devassos das relações com o próximo, enquanto a sociedade der audiência a esse tipo de patifaria televisiva, a falência da família e dos valores morais e éticos não vão mais retroceder.
Estejam certos de uma coisa: os iletrados e os aprendizes, vítimas da falência da cultura, da educação e da família, terão dezenas de horas de puro deleite de como ser falso, mentiroso, infiel, hipócrita, leviano, canalha, com todos os derivativos da falta de ética e imoralidade estando à mostra.

Mas o contribuinte não deve ligar mesmo, ele tem condições financeiras de juntar R$ 8 milhões em uma única noite para se divertir, ao invés de comprar um livro de literatura, filosofia ou de qualquer entretenimento televisivo relevante para melhorar a sua articulação, a sua autocrítica e a sua consciência.
A Rede Globo sabe muito bem disso. Os autores das músicas: "Egüinha Pocotó" e "O Bonde do Tigrão", sabem muito bem disso; o Gugú e o Faustão também;

Não é maldade nem desabafo. É constatação mesmo!

Como disse certa feita François Rabelais, escritor e padre francês :
"A ignorância é a mãe de todos os males". E durma com um barulho deste.
Enviado pela Psicóloga Lúcia Vieira, morena, destas de parar o trânsito.

26 de fev. de 2008

Have you really ever loved a woman?


Em uma exposição de fotografias, ouvi a seguinte frase do fotografo:

“Para fotografar nu feminino, é preciso gostar de mulher".
Eu sorri, porque na minha cabeça aquilo parecia meio óbvio, mas antes que qualquer um fizesse algum comentário, ele completou:
Não se trata de gostar de mulher no sentido sexual, ter tesão por mulher nua, essas coisas.
Isso pode ter também.
Mas, se trata de gostar de mulher, em um sentido mais profundo.
Gostar do universo feminino.
Observar que cada calcinha é única, tem uma rendinha diferente e ficar entretido com isso - afirmou.
Não basta ser heterossexual, o machão latino.
Para gostar de verdade de uma mulher, são necessários outros requisitos que são raros.

Por isso a mulherada anda insatisfeita.

Sensibilidade é fundamental.
Paciência também.
O homem que não tem paciência para escutar a necessidade que a mulher tem de falar, ou sensibilidade para cativá-la a cada dia, não gosta de mulher.
Pode gostar de sexo com mulher.
O que é bem diferente.
Gostar de mulher é algo além.
É penetrar em seu universo, se deliciar com o modo com que ela conta todo o seu dia, minuto por minuto, quando chega do trabalho.
Ficar admirando seu corpo, ser um verdadeiro devoto do corpo feminino, as curvas, o cabelo os seios.
Mas também cultuar a sagacidade feminina, sua intuição, admirar seu sorriso, que é muito mais espontâneo que o nosso.
Gostar de mulher é fazê-la feliz.
Levar flores sem nenhum motivo a não ser o de ver seu sorriso.
É escutar pacientemente todas as queixas.
O homem que gosta de mulher não está preocupado em quantas mulheres ele comeu durante a vida, mas sim, com a qualidade do sexo que teve.
Quantas mulheres ele realizou sexualmente, fazendo-as se sentirem desejadas, amadas, únicas, deusas, na cama e na vida.
O homem que gosta de mulher, não come mulher.
Ele penetra não só no corpo, mas na alma, respirando, sentindo, amando cada pedacinho do corpo, e, é claro, da personalidade.
"Para viver um grande amor é necessário ser de sua dama por inteiro", afirmou Vinícius de Moraes no poema;
Para amar verdadeiramente uma mulher, o homem deve ser totalmente fiel, traí- la, jamais!
Amá-la até a raiz dos cabelos.
Admirá-la, se deixar apaixonar todo dia pelo seu sorriso ao despertar e principalmente conquistá-la, seduzi-la, como se fosse a primeira vez.
O homem que não tem paciência, nem tesão, nem competência para lhe seduzir várias e várias vezes, esse, não se iluda ele não gosta nem um pouco de mulher.
Conquistar o corpo e a alma de uma mulher é algo tão gratificante que tem que ser tentado
várias vezes.
Só que alguns homens, os que não gostam de mulher, querem conquistar
várias mulheres.
Os que gostam de mulher é que conquistam várias vezes, a mesma mulher.
E isso nos gratifica, nos fortalece e nos dá uma nova dimensão.
A dimensão da poesia, do amor e em última instância, do impenetrável universo feminino.
Gostar de mulher e penetrar em seu universo, não é torná-las cativas, e, sim, libertá-las, admirá-las em sua insuperável liberdade.
Uma das músicas com que mais me identifico é “Have you really ever loved a woman”
do cantor Bryan Adams. A música foi tema do filme Don Juan de Marco, e em uma tradução livre, quer dizer “Você já amou realmente uma mulher?".
Em toda a música o cantor fala sobre a necessidade de se conhecer os pensamentos femininos,
sonhos, dar-lhe apoio, para amar realmente uma mulher.
Essa música é perfeita.
Como se vê, gostar de sexo com mulher, é fácil. Gostar realmente de mulher, é dificílimo!
Enviado pela Lucilene Barbalho direto do Pará (terra de mulheres bonitas)
Picture by Pablo Picasso

25 de fev. de 2008

Exigências crescentes


O indivíduo mais limitado pode ser completo, se se move dentro das fronteiras das suas capacidades e das suas disposições pessoais. Pelo contrário, acontece que aquilo que noutros são qualidades incomparáveis, podem ser obscurecidas, apagadas ou mesmo aniquiladas, se se desfaz aquele equilíbrio imprescindível.

E este mal há-de tornar-se ainda mais evidente nos tempos modernos; pois quem será capaz de satisfazer as exigências de um presente que não pára de crescer e que aliás cresce cada vez mais depressa?
Goethe
Picture by Marc Chagall

Sofrer antecipadamente


O homem que sofre antes de ser necessário, sofre mais do que o necessário
Séneca
Picture by Vasily Kandinsky

Dependência masculina


O homem deve à mulher tudo quanto fez de belo, de insigne, de espantoso, porque da mulher recebeu o entusiasmo; ela é o ser que exalta. Quantos moços imberbes, tocadores de flauta, não celebraram já o tema? E quantas pastoras ingénuas não o ouviram também?

Confesso a verdade quando digo que a minha alma está isenta de inveja e cheia de gratidão para com Deus; antes quero ser homem pobre de qualidades, mas homem, do que mulher - grandeza imensurável, que encontra a sua felicidade na ilusão. Vale mais ser uma realidade, que ao menos possui uma significação precisa, do que ser uma abstracção susceptível de todas as interpretações.

É, pois, bem verdade: graças à mulher é que a idealidade aparece na vida; que seria do homem, sem ela? Muitos chegaram a ser genios, heróis, e outros santos, graças às mulheres que amaram; mas nenhum homem chegou a ser genio por graça da mulher com quem casou; por essa, quando muito, consegue o marido ser conselheiro de Estado; nenhum homem chegou a ser herói pela mulher que conquistou, porque essa apenas conseguiu que ele chegasse a general; nenhum homem chegou a ser poeta inspirado pela companheira de seus dias, porque essa apenas conseguiu que ele fosse pai; nenhum homem chegou a ser santo pela mulher que lhe foi destinada, porque esse viveu e morreu celibatário.

Os homens que chegaram a ser genios, heróis, poetas e santos cumpriram a sua missão inspirados pelas mulheres que nunca chegaram a ser deles.
Se a idealidade da mulher fosse positivamente, e não negativamente, um fator de entusiasmo, inspiratriz seria a mulher à qual o homem, casando, se unisse para toda a vida. A realidade fala-nos, porém, outra linguagem. Quero dizer que a mulher desperta, sim, o homem para a idealidade, mas só o torna criador na relação negativa que mantém com ele. Compreendidas assim as coisas, poderá efectivamente dizer-se que a mulher é inspiradora, mas a afirmação direta não passa de um paralogismo em que só a mulher casada pode acreditar.

Quem ouviu alguma vez dizer que uma mulher casada tivesse conseguido fazer do marido um poeta? A mulher inspira o homem, sim, mas durante o tempo que for vivendo até a possuir. Tal é a verdade que está escondida na ilusão da poesia e da mulher. Que o homem não possua a mulher, isso é o que pode ser entendido de várias maneiras. Ou está ainda na luta para a conquistar, e assim se disse que a donzela entusiasmou o amante a ponto de fazer dele um cavaleiro, mas nunca se ouviu dizer que um homem se tornasse valente por influência da mulher com quem casou. Ou está convencido de que nunca lhe será possível casar com ela, e assim se diz que a donzela entusiasmou e despertou a idealidade do amante que se manifestou capaz de cultivar os dons espirituais de que porventura era portador. Mas uma esposa, uma dona de casa, tem tantas coisas prosaicas com que se preocupar, que nunca desperta no marido a idealidade.
Soren Kierkegaard
Picture by Amedeo Modigliani

24 de fev. de 2008

Teve a manha

Desafie a Rotina


As rotinas dirigem nosso destino, gostemos ou não. Freqüentemente, nós pensamos em rotina como algo monótono e indesejável. Mesmo assim, todos nós temos rotinas, e nem todas são ruins! Enquanto existem certas rotinas e hábitos que gostaríamos de mudar, como fumar e comer demais, há outras que nos levam a crescer e melhorar.

Recentemente, tive a oportunidade de tirar longas férias. Quando eu retornei, percebi que havia parado de fazer várias rotinas de exercícios. Mesmo sabendo que esses exercícios são muito benéficos, após negligenciá-los por várias semanas, voltar a essa rotina foi uma tarefa difícil. Há um estudo que afirma que são necessários 21 dias para se estabelecer um hábito positivo, e apenas três dias para perdê-lo.

Mesmo que na verdade leve um pouco mais ou menos de tempo, essa é uma boa diretriz. Saber o que devemos fazer é fácil; fazer isso é outra estória!Como podemos encontrar a energia e a força de vontade para estabelecer rotinas que nos beneficiarão, enquanto eliminamos aquelas que não nos beneficiam? Mesmo não tendo a "resposta definitiva", posso dizer que há algo que todos podemos fazer para chegar a essa utopia. Quando incluimos o desafio como parte de uma rotina, nós automaticamente adicionamos um elemento que nos permite obter mais prazer da atividade.

Essa idéia é compatível com os estudos de Mihaly Csikszentmihalyi e Martin Seligman a respeito da felicidade. Seus estudos incluem a investigação de centenas de milhares de pessoas ao redor do mundo, de todas as classes sociais e de diversas faixas etárias. Eles concluem que somos mais felizes quando trabalhamos por um ideal nobre. Descansar tomando sol numa praia, sem nada para fazer, tem o seu valor. Mas por estranho que pareça, entretanto, não é nessa hora que somos mais felizes! Podemos Desafiar a Rotina para alcançar mais felicidade e "fluidez" em nossas vidas.

Fazer mais exercícios e comer menos é uma decisão que tomamos freqüentemente. Infelizmente, esses maravilhosos desejos são muitas vezes abandonados como nada mais que boas idéias. A falta de ação é resultado daquela famosa frase: "Vou começar na Segunda-feira". Uma maneira de se fechar essa lacuna é estabelecer e conquistar pequenos objetivos realistas. Vejamos um exemplo. Se alguém não fez exercícios durante todo o ano passado, é realista pensar que essa pessoa começará afazer exercícios todo dia a começar da próxima Segunda-feira?

Enquanto tudo é possível, isso não é provável. Se queremos começar a fazer exercícios, podemos começar com pequnas coisas. Por exemplo, podemos iniciar o dia com um alongamento antes de levantar da cama. Podemos ir pelas escadas, mesmo que seja por um ou dois andares, ao invés de tomar o elevador. Podemos recolher nossas coisas, ao invés de empurrá-las pelo chão. Nesse caso o desafio deve ser: "o que eu posso fazer para colocar um pouco de exercício em tudo o que faço?" Quando estabelecemos objetivos atingíveis, aos poucos chegamos longe! Nossos hábitos e rotinas atuais são o resultado de muitos anos de experiência. Enquanto não é realista pensar que podemos mudar todos os nossos maus hábitos, e transformá-los rotinas benéficas já amanhã, dar pequenos passos para Desafiar a Rotina faz com que usemos nossas mentes em nosso benefício, e não em nosso detrimento.

Todos sabemos o que devemos fazer. Não é o que sabemos, mas o que fazemos,que é importante. Quando transformamos nossas rotinas num jogo e procuramos uma nova maneira de torná-las mais interessantes, nós alcançamos dois objetivos. Primeiro, entramos num estado de "fluidez", que nos leva à felicidade; em segundo lugar, estabelecemos rotinas que criam poder e energia. Desafie a Rotina hoje, para realizar muito mais amanhã.
Rob McBride
Picture by Henri Matisse

Grande Sertão Veredas


Médico e diplomata, o escritor mineiro João Guimarães Rosa (1908 - 1967) é um dos mais importantes exemplos nacionais de autor que consegue ser, ao mesmo tempo, regional e universal.

Embora o cenário de seus textos seja geralmente o sertão mineiro, seu domínio vocabular e as questões existenciais que levanta conferem a sua obra uma densidade que atinge leitores de todo o planeta.

Escrito em 1956, "Grande Sertão: Veredas" reúne as principais qualidades do escritor mineiro, principalmente o uso da linguagem popular e regional, muito influenciada pela língua falada. Isso sem contar uma das características do autor: a invenção de palavras e o desenvolvimento dos mais variados tipos de construções sintáticas.

O narrador é o jagunço Riobaldo, que conta suas aventuras pelo sertão a um ouvinte mais letrado que ele. A imensidão da paisagem cria um contraponto com a pequenez do homem e a sua dificuldade de se relacionar com o entorno e com os outros seres humanos. Riobaldo, durante três dias, relata a sua história, repleta de episódios de lutas entre bandos rivais de jagunços e as forças repressoras oficiais. Após a morte da mãe, é levado para a fazenda de seu padrinho. Embora comece a estudar, logo aceita o convite para integrar o bando de Zé Bebelo. Combate, assim, o célebre Hermógenes e, posteriormente, deserta, ingressando em outro bando, onde conhece Reinaldo.

Surge entre os dois uma grande amizade. Tornam-se companheiros inseparáveis de luta e Reinaldo revela seu verdadeiro nome, Diadorim. O relacionamento entre os dois tem episódios memoráveis, como o momento em que Riobaldo conhece Otacília, por quem se apaixona. Diadorim, então, em acalorada discussão, chega inclusive a ameaçá-lo com um punhal. Essa relação ambígua é de grande lirismo, pois o narrador não sabe como lidar com o sentimento de afeto que tem por um homem. Paralelamente, pouco a pouco, Riobaldo ganha importância entre os jagunços, assumindo a liderança do bando.

Em uma das principais cenas do livro, próximo a Veredas-Mortas, nome altamente significativo em seu simbolismo de limite entre a vida e a morte, Riobaldo faz, como o célebre personagem Fausto, um pacto com o diabo. Ele quer vencer os traidores que causaram diversas mortes aos colegas de luta. A grande revelação do romance ocorre quando Diadorim enfrenta Hermógenes. Ambos morrem em combate e Riobaldo descobre então que o companheiro jagunço era, na verdade, uma mulher, chamada Maria Deodorina da Fé Bettancourt Marins, filha de um célebre líder de jagunços, Joca Ramiro.

Findas as aventuras e a descoberta inesperada, Riobaldo adoece. Ao se recuperar, recebe a notícia da morte de seu padrinho e herda duas fazendas. Aprofunda então uma questão que o acompanhava: teria ele feito mesmo um pacto com o diabo, conseguindo sobreviver a numerosas emboscadas e traições? O compadre Quelemém de Góis responde brilhantemente sua dúvida: "Tem cisma não. Pensa para diante. Comprar ou vender, às vezes, são as ações que são as quase iguais..."Frases como "o sertão é do tamanho do mundo" e "viver é perigoso" pontuam um romance que, acima de tudo, levanta importantes questões sobre a vida e a relação do homem com Deus, o diabo e a morte. As veredas do ser humano são tratadas com extrema sutileza e, enfocadas numa linguagem ímpar, oferecem densa reflexão sobre as célebres perguntas da filosofia ocidental: De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos?

Oscar D'Ambrosio

João Guimarães Rosa


Grande renovador da prosa de ficção, João Guimarães Rosa marcou profundamente a literatura brasileira. Nascido na cidade de Cordisburgo (MG) em 27-6-1908, formou-se em Medicina na cidade de Belo Horizonte (1930). Após clinicar algum tempo nos confins do Estado mineiro, onde aprendeu os segredos e as falas do sertão que marcariam sua obra, entrou para a carreira diplomática (1934), indo servir em Hamburgo, Baden-Baden, Lisboa, Bogotá e Paris. Dividido entre a literatura e a carreira diplomática, fez longas viagens pelo interior de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Bahia, anotando os maneirismos de fala de jagunços, vaqueiros, prostitutas e beatas colhidos em conversas.
Assim revolucionou a prosa brasileira e foi aclamado pelo público e pelos críticos ao escrever seu primeiro livro de contos: Sagarana (1946). Combinando o erudito com o arcaico e com as expressões populares, transformou a semântica, subverteu a sintaxe e apresentou ao leitor quase um novo idioma para contar as histórias da gente do sertão. Mais tarde publicou Corpo de Baile (1956), um conjunto de sete novelas, e o livro mais polêmico da literatura brasileira do século XX – Grande Sertão: Veredas (1956). Na construção da personagem principal (Riobaldo), fundiu o cotidiano com o requintado, o regional com o erudito, o folclore com a cultura livresca, o real com o fantástico e superou o regionalimo ao compor, numa narrativa épica/mítica, a própria condição humana.
Ainda vieram Primeiras Histórias (1962), reunindo 21 contos curtos, e Tutaméia (1967), conjunto de 40 contos. Faleceu no Rio de Janeiro, três dias depois de tomar posse na Academia Brasileira de Letras. Posse esta que sempre adiara, temendo a emoção de vestir o fardão da Academia. Faleceu no Rio de Janeiro em 19-11-1967.

23 de fev. de 2008

Conhece-te a ti mesmo, será?


Conhece-te a ti mesmo. Máxima tão perniciosa quanto feia.
Qualquer pessoa que se observe cessa o seu próprio desenvolvimento.
A lagarta que tentasse 'conhecer-se bem' jamais se tornaria uma borboleta.
André Gide
Picture by André Derain

Serenidade importante


Um pedaço de pão comido em paz é melhor do que um banquete comido com ansiedade.
Esopo
Picture by Ernst Ludwig Kirchner

O tolo

O tolo possui uma grande vantagem sobre o homem de espírito; está sempre contente consigo mesmo
Napoleão Bonaparte
Picture by Marc Chagall

Qualidade de vida


Entrar em contato com a qualidade da vida em todos os momentos e em todas as coisas, mesmo sendo pequenas, é um segredo. A palavra-chave é qualidade. A maioria de nós vê a realidade apenas pela quantidade. Adoramos quantidade e nos esquecemos do valor da qualidade.
A quantidade, embora necessária, é apenas a margem do rio da vida. A água que faz certo o que somos é a qualidade. Quantidade é o quantum. Vemos a vida quase que inteiramente sob esse prisma. “Quantos filhos você tem?” “Quanto você ganha?” “Quanto tempo de casados?” “Quantos anos de estudo?” “Quanto tempo de profissional?”
A forma quantitativa do caminho do dinheiro é boa para os negócios, mas não para as relações de amor, de afeto e de vida. A visão apenas da quantidade, a luta apenas para a acumulação de coisas e pessoas torna nossa existência enfadonha. O apego e a retenção são os frutos dessa visão. O ter nos aprisiona e cansa, se não estiver casado com o ser. Viver com qualidade não é ser perfeito, fazer tudo certo.
Qualidade é como levamos a vida, é a inteireza e totalidade no lidar com o mundo. Na quantidade, a ordem é: possua o máximo e seja perfeito. Não erre. Na qualidade, a ordem é: seja inteiro no que estiver fazendo, naquilo que estiver vivendo, por mais banal que seja. Envolva-se de corpo e alma em tudo que estiver à sua volta. A marca da novidade está na vitalidade com que nos comprometemos. O amor com que trabalhamos e nos relacionamos, a intensidade com que realizamos nossas tarefas, a emoção com que nos defrontamos com o bom e o ruim garantem a percepção que tudo é novo a cada dia.
Fazer o que gostamos e passar a gostar daquilo que somos obrigados a fazer, pela realidade, é o único caminho para que o tédio não tome conta de nossas vidas. Fazer mecanicamente as coisas, sem consciência, nos induz ao enfado e a fazer tudo mais ou menos. Na vida, temos devoções e obrigações. Levar a sério as devoções, por mais bobas que possam parecer às outras pessoas, e tornar leves as obrigações, por mais duras que sejam, pelo do envolvimento, é viver com qualidade como se hoje fosse o nosso primeiro dia na vida, ou então como se fosse o último.
Antônio Roberto
Picture by Giorgio de Chirico

22 de fev. de 2008

Rally

O que ficarão são as lembranças


Faz que cada hora da tua vida seja bela.
O mínimo gesto é uma lembrança futura.
Claude Aveline
Picture by Peter Wileman

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Pode-se ficar alegre consigo mesmo durante certo tempo, mas a longo prazo a alegria tem de ser compartilhada por duas pessoas.
Henrik Ibsen
Picture by Mark Rothko

Adversidades


7 lições para crescer com elas

Não estamos livres de problemas. Muitas vezes, eles acontecem para que você tenha oportunidade de viver grandes experiências e, com isso, aprender alguns ensinamentos. Veja algumas lições que você precisa saber sobre as adversidades:

1. Sempre teremos problemas. Em alguns momentos, eles serão maiores e em outros, menores, mas sempre existirão.

2. A forma como lidamos com os problemas é o que nos diferencia das outras pessoas. Você pode ser convidado para administrar uma empresa devido à maneira como administra sua vida pessoal. As empresas precisam de pessoas centradas, focadas e com habilidades para lidar com as adversidades que surgem todos os dias e com as mais variadas formas.

3. Não conte seus problemas para qualquer um. A maioria das pessoas não se importa com eles e outras ficam felizes com a infelicidade alheia. Não é bom para o seu marketing pessoal que muitos saibam de suas dificuldades, principalmente quando forem financeiras.

4. Acredite que o problema pode ser resolvido. Não desista, lute, pense e procure de todas as maneiras um meio de resolver ou amenizar.

5. Se um problema tem solução, não sofra e não se desgaste com ele, afinal ele pode ser resolvido. Mas se você tentar de todas as maneiras e não conseguir solucioná-lo, não sofra; assuma as conseqüências e siga em frente.

6. Independentemente do problema, o peso de suas conseqüências diminuirá e quando isso acontecer, você se sentirá mais preparado e fortalecido.

7. Todos já ouviram falar em Davi, que derrotou o gigante Golias. Davi era pequeno, franzino, um homem aparentemente fraco se comparado a outros. Entretanto, possuía um profundo relacionamento com Deus, buscava sempre sua direção, não tomava atitudes sem sua orientação e não decidia de acordo com o conselho dos homens – tinha muita convicção de que nunca seria abandonado.
Robson Dutra

É um erro associar auto-estima ao sucesso


Voltando à questão das origens do problema da perda da auto-estima natural, é importante enfatizar que a criança aprende muito por imitação. Ela percebe como os outros se comportam e procura se comportar da mesma forma, ou o mais parecido que consegue.

Quando uma criança vive num ambiente no qual é estimada e valorizada, ela aprende deste exemplo. "Papai e mamãe gostam de mim, os outros gostam de mim, eu vou gostar de mim também." É uma reação instintiva, faz parte da natureza do aprendizado e coincide com a atitude natural de auto-estima.

Mas a grande maioria dos pais tem medo de que o filho saiba o quanto eles o amam. Simplesmente por que sabem que estão muito vulneráveis a este amor. Minha experiência de pai me mostrou que meu amor pelos meus filhos é absoluto. Gosto deles apenas porque são meus filhos e os amo tanto quanto a mim mesmo. Eles são partes de mim, que se destacaram, têm vida própria e gosto deles de graça. Gosto incondicionalmente, ou seja, não estabeleço condições. Não gosto deles apenas quando tiram nota boa ou quando são bonitos ou quando se comportam bem. Gosto deles sempre. Fico triste, aborrecido se eles não correspondem a alguma expectativa que tenho. Mas sei que este aborrecimento não diminui o meu amor por eles. E tenho - como todos os pais e mães têm também - medo de que eles saibam disso e pensem que se o pai e a mãe gostam deles mesmo quando se comportam mal, mesmo quando tiram nota baixa, então eles podem fazer qualquer coisa.

Este tipo de medo leva os pais a esconderem do filho o quanto eles gostam dele. Em conseqüência, os pais começam a dizer para os filhos que não gostam deles quando se comportam mal, que só gostam deles quando tiram boas notas e quando são obedientes. A criança começa a ter esta informação equivocada de que o amor que recebe é condicionado a coisas variadas como seu comportamento, sua beleza, etc, de que ela merecer e conquistar este amor. O que, já sabemos, não é verdade.

Na medida que a criança entende desta forma e aprende esta lição, passa a copiar este modelo como referência e começa também dizer para si mesma que só pode se gostar se... E aí este 'se' começa a estabelecer condicionamentos: ..se for uma pessoa bem sucedida, ... se for uma pessoa bonita, ... se agradar os pais fazendo o que eles esperam. Isto resulta em um prejuízo permanente da auto-estima.

A partir daí, as pessoas, crianças e adultos, todos os que passaram por este tipo de aprendizado em maior ou menor grau começam a condicionar o amor por si mesmo a determinadas exigências do tipo: 'se eu não for bonito, inteligente'; 'se não conseguir passar no vestibular', etc, não gosto de mim. A pessoa fica derrotada na sua auto-estima. Vemos constantemente jovens e adolescentes que não conseguiram sucesso em algum tipo de desafio ou de exigência que eles se fizeram ou que lhes foi feita e ficam arrasados, com a auto-estima baixa. O que se ganha com isso? O que ganhamos quando torpedeamos a auto-estima dos nossos filhos?

É muito importante que o filho saiba que gostamos dele mesmo se ele não passar no vestibular, mesmo se ele ou ela estão namorando uma pessoa que achamos que não vale a pena, que não merece.... Podemos distinguir perfeitamente bem o que é ficar contente com um comportamento e o que é amar ou deixar de amar. Isto significa separar, colocar em dois pontos completamente diferentes do nosso coração, o que é o nosso amor pelo nosso filho e o que é a nossa satisfação com ele e com o comportamento dele. Quando separamos isto conseguimos também ensinar os nossos filhos a separar o que é a auto-estima do que é o sucesso. E a auto-estima não fica mais dependendo do sucesso, da realização, da conquista, do atendimento às exigências. Quando auto-estima (ou o amor próprio) fica independente, o amor volta a ser de graça.

O processo de recuperação da auto-estima consiste em desmentir os valores equivocados que nos foram ensinados e que estabelecem o sucesso como condição para gostarmos de nós mesmos. Somente com esforço e atenção é que seremos capazes de, com o tempo, reavermos a possibilidade de nos querermos bem independentemente de quem somos. Voltarei ao assunto para desenvolver uma reflexão sobre este processo de recuperação da auto-estima.

Luiz Alberto Py
Picture by Dongregory

21 de fev. de 2008

A difícil escolha de um homem


Um homem tinha três namoradas e não sabia com qual delas deveria se casar.

Resolveu, então, fazer um teste para ver qual estava mais apta a ser sua mulher. Tirou R$ 15 mil do banco, deu R$ 5 mil para cada uma e disse:
- Gastem com o que quiserem.

A primeira foi ao shopping, comprou roupas, jóias, foi ao cabelereiro, salão de beleza, etc.. Voltou para o homem e disse:
- Gastei todo o seu dinheiro assim para ficar mais bonita para você,para lhe agradar. Tudo isso porque amo você.

A segunda foi ao mesmo shopping, comprou roupas para ele, um cd player,uma televisão tela plana, dois pares de tênis para jogar basquete, tacos de golfe e filmes pornô. Voltou para o homem e disse:
- Gastei todo o seu dinheiro assim para lhe fazer mais feliz, lhe agradar. Tudo isso porque amo você.

A terceira pegou o dinheiro e aplicou em ações da Vale. Em três dias duplicou o investido, retornou os R$ 5 mil para o homem e disse:
- Apliquei o seu dinheiro e ganhei o meu. Agora posso fazer o que quiser como meu dinheiro. Tudo isso porque eu amo você.

Então o homem pensou,
Pensou...Pensou...Pensou...Pensou...
Pensou...Pensou...Pensou...Pensou...
Pensou...Pensou...Pensou...Pensou...
Pensou...Pensou...Pensou...Pensou...
Pensou...Pensou...Pensou...Pensou...

(homens demoram para pensar...)

Pensou...Pensou...Pensou...Pensou...
Pensou...Pensou...Pensou...Pensou...
Pensou...Pensou...Pensou...Pensou...
Pensou...Pensou...Pensou...Pensou

E escolheu aquela que tinha a bunda maior!
Homem é tudo igual mesmo!

Saber Viver


Não sei...
Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura...
Enquanto durar
Cora Coralina
Picture by Max

O falcão, o morcego e o zangão


Se você colocar um falcão em um cercado com um metro quadrado e inteiramente aberto por cima, o pássaro, apesar de sua habilidade para o vôo, será um prisioneiro. A razão é que um falcão sempre começa seu vôo com uma pequena corrida em terra. Sem espaço para correr, nem mesmo tentará voar e permanecerá um prisioneiro pelo resto da vida nessa pequena cadeia sem teto.

O morcego, criatura notavelmente ágil no ar, não pode sair de um lugar nivelado; se for colocado em um piso completamente plano, tudo que ele conseguirá fazer é andar de forma confusa, dolorosa, procurando alguma ligeira elevação de onde possa se lançar.

Um zangão, se cair em um pote aberto, ficará lá até morrer ou ser removido. Ele não vê a saída no alto; por isso, persiste em tentar sair pelos lados, próximo ao fundo. Procurará uma maneira de sair onde não existe nenhuma, até que se destrua completamente, de tanto atirar-se contra o fundo do vidro.

Há pessoas como o falcão, o morcego e o zangão: atiram-se obstinadamente contra os obstáculos, sem perceber que a saída está logo acima.

Fidel conduziu regime derrotado pela História


Não dá para se falar de Fidel como se fosse um morto, ainda que as idéias que ele defende tenham sido sepultadas em quase todas as partes do mundo. O comandante em chefe deixa de comandar mas, conforme escreve, continuará sendo ouvido.

Lembro-me de algumas ocasiões nas quais estive, como jornalista, nas cercanias de Fidel. Uma das mais divertidas foi durante uma conferência de cúpula ibero-americana em Oporto, Portugal. Fidel passava carrancudo pelo bolo dos jornalistas quando foi avisado por nós, repórteres, que o ditador Pinochet acabara de ser confinado à prisão domiciliar enquanto visitava a Inglaterra.

El comandante parou, virou-se para nós com um sorriso maroto e disse: “pero esto, sí, me interesa”. Nem ele disfarçou o motivo: se a moda de mandar prender ditador latinoamericano em viagem pega….

Como enviado especial a Berlim Oriental estava no camarote da imprensa dentro do Palácio do Povo, em outubro de 1989 – o último grande encontro de todos os líderes comunistas amigos da então URSS. Menos de três anos depois, estavam todos fora da foto – menos Fidel.

Sobreviveu ao maior coveiro de regimes socialistas na História recente, o Papa João Paulo II. Em visita ao Vaticano, Fidel não se importou nem um pouco em posar para a célebre pintura do Juízo Final. Sua frase mais famosa foi pronunciada ainda antes de tomar o poder em Cuba: “a História me absolverá”.

Dificilmente Fidel escapará de um julgamento bastante duro. O teste é saber que capacidade o regime cubano terá de sobreviver a quem o criou e conduziu com mão de ferro. Se a História nos ensina qualquer coisa, os exemplos a mão são contundentes. Nenhum dos regimes socialistas (a Coréia do Norte é a exceção) sobreviveu a seus criadores.

Da mesma maneira, nenhum regime socialista “reformou-se” e continuou socialista (a China que o diga). As transições parecem ter sido ditadas a) pelo tipo de sistema que o país da órbita soviética vivia antes de ter sido sovietizado; b) por cultura e religião. A regra é simples, mas ajuda em boa parte a entender os caminhos que foram tomados pelas ex-repúblicas soviéticas na Europa do leste, por exemplo, ou na Ásia Central (ou no Cáucaso).

Fidel conduziu até o ponto de quase ruptura um regime derrotado pela História. Para mim, justificar a repressão a idéias ou opiniões dissidentes com base nos avanços sociais é absolutamente inaceitável. Nossos princípios, especialmente os de direitos humanos, têm de ter aplicação universal. Caso contrário, não são princípios.

Da mesma maneira, é possível entender quais circunstâncias (especialmente a burrice de seguidas administrações americanas) levaram Fidel a percorrer os caminhos de seu socialismo de um homem só. Mas “o embargo”, “as conspirações da CIA” não servem mais, hoje, para tornar simpático um regime interessado apenas na própria sobrevivência.
Sem dúvida Fidel fez História. E foi derrotado por ela.

William Waack

20 de fev. de 2008

O Amor


Por que é que gozamos com cada nova beleza que descobrimos no que amamos? Porque cada nova beleza nos dá a inteira e total satisfação de um desejo. Se a queremos sensível ela será sensível. Se em seguida a queremos orgulhosa como a Émilie de Corneille, embora estas duas qualidades sejam provavelmente incompatíveis, ela aparece imediatamente com uma alma romana.
É esta a razão moral porque o amor é a mais forte das paixões. Nas outras, os desejos têm que se acomodar às tristes realidades; nesta, são as realidades que se apressam a identificar-se com os desejos; ela é, portanto, a paixão em que os desejos violentos têm uma maior realização.
Stendhal
Picture by Hector Bernabó Carybé

Watergate

Ao final de cinco meses de investigações e debates, a Comissão de Justiça da Câmara dos Representantes, por uma expressiva maioria, decidiu recomendar a destituição de Richard Nixon da presidência dos Estados Unidos. Desde a ratificação da Constituição americana, em 1789, uma dúzia de altos funcionários federais sofreu processo de impeachment e apenas um presidente, Andrew Johnson, em 1868, chegou a ser processado. Mais de um século depois, Nixon dava a impressão, na semana passada, de um presidente em frangalhos.

Enclausurado, imobilizado na Casa Branca, acessível apenas a alguns raros assessores, invisível para a população americana, ele parecia sem rumo e sem estratégia para enfrentar seus adversários. As próprias sessões transmitidas por TV da Comissão da Justiça, com sua longa ladainha de acusações contra o presidente, já representaram um severo golpe para o chefe da Casa Branca.

O caso, que ficou conhecido como Watergate, teve início na madrugada do dia 17 de junho de 1972. A porta que dava acesso ao Comitê Nacional do Partido Democrata foi arrombada. Lá dentro, cinco homens usando luvas cirúrgicas carregavam máquinas fotográficas e pequenos transmissores. O objetivo da invasão, descoberto mais tarde, era instalar aparelhos de escuta eletrônica nas salas. Um ex-assessor do presidente disse que ele vinha gravando todas as conversas na Sala Oval da Casa Branca desde 1971.

Durante as investigações, foram divulgadas ao público algumas conversas de Nixon, repletas de palavrões, o que fez ir ao chão a aura de integridade da presidência. No total haviam 4.000 horas de gravação, mas o presidente usou de todas as manobras possíveis para preservá-las. E negou, até o último momento, que tivesse algum conhecimento sobre a invasão, e que tenha tentado obstruir o caminho dos investigadores. Mas, por fim, surgiu um material que provava exatamente o contrário. Barry Goldwater, um senador super-conservador, foi quem deu o toque a Nixon, em 7 de agosto de 1974, de que o impeachment estava prestes a ser aprovado pelos líderes do Congresso. Nixon renunciou no dia seguinte.

O ex-presidente, então, preparou uma maneira de restaurar, o máximo possível, sua vida pública. Em seu livro autobiográfico “Na Arena”, um dos nove que escreveu, ele descreve seu drama: “Ninguém havia ido tão alto e caído tão baixo”. Durante os anos em que foi presidente, Nixon visitou Pequim, foi para Moscou, depois para Paris (onde fez o acordo de cessar-fogo com o governo do Vietnã). Em 1992, pediu e conseguiu, sem grandes problemas, dinheiro para ajudar a salvar a nascente democracia na Rússia. Aproveitou para fazer as pazes com a imprensa.

Sua vida, dali em diante, foi confortável, mas sem luxos. Para não dar margens a especulações sobre a origem do seu patrimônio financeiro, durante anos ele recusou qualquer cachê oferecido por seus discursos, diferente de colegas que tiveram nessa prática uma boa fonte de renda. Nos últimos anos, o presidente gostava de caminhar pelas redondezas de onde morava, em Nova York, enquanto ainda estava escuro, e passava o resto do dia na biblioteca, lendo e escrevendo. Nixon morreu em abril de 1994, aos 81 anos, em conseqüência de um derrame cerebral.

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