30 de mai de 2009

A mais recente revolução cultural chinesa é sexual

Que tal este como exemplo de que tudo o que vai volta? A China comunista, que gostava de acusar as sociedades ocidentais de comportamento decadente, agora está lutando para lidar com sua própria perversão. Poucos dias atrás, autoridades de Chongqing, uma cidade de mais de 5 milhões de pessoas, ordenaram a demolição do primeiro parque de diversões do país com um tema sexual. Chamado de "Love Land", o parque ia abrir em outubro. Contudo, depois que fotos de algumas das atrações chegaram à internet, as autoridades enviaram equipes de demolição para derrubar o lugar. Lu Xiaoqing, que desenvolveu o parque, disse que "Love Land" foi criado para melhorar a consciência sexual e a vida sexual das pessoas. Como pretendia fazer isso não está claro. Certamente não com um manequim em tamanho exagerado do corpo de uma mulher da cintura para baixo coberto apenas com uma calcinha vermelha. Mas isso foi o que ele colocou em cima do placar rotatório de "Love Land" na entrada do parque. Tampouco seria uma preocupação com a qualidade do sexo na cabeça que o levou a colocar um display de uma genitália gigante. Nem poderia estar tendo pensamentos beneficentes quando afixou pias a réplicas coloridas de traseiros nus em cima de pernas nuas de salto alto. Lu disse que havia muita coisa boa para ver e fazer em seu parque sexual, como mostras sobre a história do sexo e sessões de práticas sexuais em outros países. Contudo, quando as autoridades comunistas olharam o "Love Land" de perto, só o que viram foi vermelho (com trocadilho). No que concerne a decadência, a China parece estar a caminho de superar o Ocidente. Estudantes do distrito universitário de Pequim, capital da China, fazem fila abertamente para conseguir três horas em motéis "discretos", segundo artigo do "USA Today" do início do ano. A disseminação desses esconderijos sexuais provavelmente deixaria envergonhado Mao TseTung, líder revolucionário sexualmente prolífico da China que morreu em 1976. O sexo é a força motora da mais recente revolução cultural chinesa. Com este despertar sexual, veio uma série de problemas, desde o aumento de doenças sexualmente transmitidas a um número crescente de abortos e de crimes sexuais. Duas histórias recentes no principal jornal em língua inglesa do país, o "China Daily", ressaltam como a China está lutando com a prostituição. Um artigo disse que Yuan Li, de 37, acusada de forçar meninas de até 11 anos a fazerem sexo com homens, enfrenta pena de morte. Os homens envolvidos, porém, recebem apenas um tapa no pulso se os promotores não conseguirem provar que sabiam que suas vítimas tinham menos de 14 anos. Foi isso que aconteceu com Lu Lumin, funcionário da receita da província de Sichuan de 47 anos. Ele foi multado em US$ 730 (cerca de R$ 1.500) recentemente após convencer as autoridades que não sabia que a garota que pagara para ter sexo tinha apenas 13 anos. Se este fato não faz você querer gritar, o seguinte deveria: a pena para estupradores na China é de apenas três a 10 anos se sua vítima tiver 14 anos ou mais. A China se tornou uma importante força política e econômica no palco mundial. Mas, com sua ascensão, a China desenvolveu alguns dos mesmos problemas que afligem as nações que há muito se afastaram do governo totalitário e da supressão de liberdades individuais. Hoje, na medida em que a China se torna uma sociedade mais aberta - apesar de não ser um bastião da democracia- deve encontrar o equilíbrio social e moral que precisa para evitar a sandice que destrói os países por dentro muito antes de serem derrubados por forças externas. DeWayne Wickham - Usa Today

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