30 de nov. de 2008
Motivação nobre
Plena mulher
Envolvimento verdadeiro
Quero fazer muito sexo
A professora aposentada Jane Juska tinha 66 anos e um jejum sexual que durava três décadas quando decidiu publicar um anúncio incomum num jornal de literatura de Nova York:
“Antes de completar 67 anos – no próximo mês de março –, eu gostaria de fazer muito sexo com um homem de quem eu goste”.
Quando as respostas dos pretendentes começaram a chegar, Jane teve o luxo de poder escolher. Ela separou as cartas, como conta no livro, em montinhos de sim, não e talvez. Escolheu os mais originais e equilibrados – já que sua caixa postal recebeu até mensagens pornográficas e fotografias de nu frontal.
Em pouco tempo, ela deixou de lado a educação vitoriana do Meio-Oeste americano, a dor dos fracassos amorosos, os problemas de excesso de peso e da queda pela bebida para seguir até o aeroporto onde esperaria o primeiro candidato. “Foi o momento em que tive mais medo. Quase desmaiei quando vi que ele carregava uma caixa com objetos que faziam barulho. Pensei: ‘São brinquedos sadomasoquistas!’. Depois, descobri que eram garrafas de vinho”, diz.
Depois de Jonah, de 82 anos – o primeiro –, não parou mais com os encontros. Jane não mede palavras para relatá-los. Um dos candidatos, mal se apresentaram, pegou em seu traseiro. Outro pediu que ela apoiasse seus seios na mesa do restaurante – e os apalpou. Houve até quem tenha roubado sua calcinha. Ela também fala de masturbação e gosta de expor seu desejo pelo sexo masculino, fazendo referências ao corpo dos homens, em especial o traseiro. A maioria deles beirava ou passava dos 60 anos.
Mas houve Graham, de 32, segundo ela um sósia do galã David Duchovny, de Arquivo X, que depois se tornou um grande amigo. “Eu me diverti muito”, afirma. No meio de tanta diversão, apaixonou-se. Robert, porém, tinha outro relacionamento – além de dores insuportáveis na coluna, o que tornava o sexo mais difícil.29 de nov. de 2008
Nosso problema
Escrever é esquecer
Francisco José de Goya y Lucientes
Francisco José de Goya y Lucientes (Fuendetodos, Aragón, 1746) é, ao lado de nomes como Velázquez, Dalí e Picasso, um dos maiores nomes da pintura espanhola.
Seu nome é grande não só por seu talento, mas também por sua entrega à emoção e ao momento, quando focamos os temas abordados por ele.
Em um de seus mais famosos quadros, “Os Fuzilamentos do Três de Maio de 1808”, o artista retrata apenas homens se matando, sem que saibamos quem está vencendo, quem está perdendo. A irracionalidade das guerras, enfim. Goya começou a pintar aos 13 anos, e aos 17 mudou-se para Madri. A capital era o melhor lugar para artistas em busca de projeção, haja vista a monarquia opulenta da Espanha e o generoso patronato das artes existente na época.
As “canvas” (cartões pintados a óleo), utilizadas na confecção de tapeçarias, eram sua especialidade nesses primeiros anos na capital. Aos 18 e aos 20 anos Goya tentou, sem sucesso, entrar para a Academia de Belas Artes de Madri. Após uma viagem à Itália, volta para a Espanha e, em 1773, casa-se com Josefa, irmã do pintor Francisco Bayeu que, ainda em Zaragoza, havia sido seu tutor.Mas foi somente em 1780, quando já tinha mais de 30 anos, que Goya começa a se destacar na profissão, sendo finalmente eleito membro da Academia de Belas Artes.
Em 1785 recebe sua primeira encomenda importante: fazer um retrato de uma nobre duquesa. Em 1789, após Carlos IV ser coroado, torna-se um dos pintores da câmara do rei, e é a partir daí que sua carreira, finalmente, começa a “decolar”. Goya já passava dos 40. Nesse período os retratos e as composições iriam marcar a carreira desse artista.
Ainda que, por vezes, não executasse com perfeição todos os detalhes de rostos e corpos, Goya era extremamente feliz no uso das cores e ao expressar os estados psicológicos dos retratados.
É como se “penetrasse” nas mentes de seus personagens, trazendo para a tela marcas do caráter e do estado de espírito dessas pessoas.
E essa habilidade se tornaria ainda mais tocante depois que o pintor perdeu por completo a audição.Em 1792 Goya fica gravemente enfermo, após contrair uma doença misteriosa que lhe paralisa os movimentos temporariamente, além de lhe causar cegueira parcial e total surdez.
Abalado e psicologicamente frágil, ao se recuperar dá início a uma mudança na maneira de pintar, passando a usar cores mais escuras e a trabalhar com temas ora sombrios, ora fantasiosos, ora extremamente realistas e cruéis. A ocupação da Espanha pelas tropas francesas, lideradas por José Bonaparte (irmão de Napoleão), e a guerra civil que se seguiu, ajudaram a fazer do artista uma pessoa mais introvertida e perturbada.
Goya seria ainda condecorado com a Ordem Real da Espanha em 1811, recebendo uma medalha do próprio José Bonaparte. Mudou-se para Bordeaux em 1823 e, três anos depois, se demitiu do cargo de pintor da corte espanhola. Uma vida reclusa na França lhe era então mais importante. Lá o artista morreria, aos 82 anos, de uma parada cardíaca. Deixou dezenas de “cartões”, tapeçarias, afrescos, telas e cerca de 300 gravuras.
28 de nov. de 2008
Amigo da Onça
Dois caçadores conversam em seu acampamento:
- O que você faria se estivesse agora na selva e uma onça aparecesse na sua frente?
- Ora, dava um tiro nela.
- Mas, e se você não tivesse nenhuma arma de fogo?
- Bom, então eu a matava com meu facão.
- E se você estivesse sem o facão?
- Apanhava um pedaço de pau.
- E se não tivesse nenhum pedaço de pau?
- Subiria na árvore mais próxima!
E se não tivesse nenhuma árvore?
Sairia correndo.
E se você estivesse paralisado pelo medo?
Então, o outro, já irritado, retruca:
Mas, afinal, você é meu amigo ou amigo da onça?
Péricles morreu de forma trágica. Na noite de 31 de dezembro de 1961, ele escreveu 2 bilhetes reclamando da solidão, fechou todas as portas do seu apartamento e ligou o gás. Antes, o último gesto do criador do Amigo da Onça foi colocar um aviso na porta, escrito à mão: “Não risquem fósforos”.Transformar o próprio coração
4 passos para dominar a ansiedade
Viver com a mente agitada, aflita com o que pode acontecer entre o agora e o daqui a pouco e com a sensação de que alguma coisa está errada. Sentir a respiração acelerada e o coração batendo mais forte.
Todo mundo já passou por isso. Por mais incômodo que seja, não há mal em experimentar um pouco de apreensão e expectativa em momentos específicos, como aquele que antecede um novo trabalho. “Na dose certa, a ansiedade nos impulsiona e nos ajuda a buscar soluções para os contratempos”, diz Leonardo Gama Filho, psiquiatra, chefe da psiquiatria do Hospital Municipal Lourenço Jorge, no Rio de Janeiro. O problema aparece quando, dia após dia, sem um motivo aparente, você é vítima desses sintomas. Sentir um misto de medo e agitação tem o seu valor e garantiu a evolução da nossa espécie. “No tempo das cavernas, por exemplo, a ansiedade sinalizava que era hora de tomar uma atitude – se defender ou atacar”, explica Mariângela Savóia, psicóloga do Ambulatório de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Nos dias de hoje, entretanto, o risco iminente de ser surpreendida por um animal selvagem não existe mais, ainda assim, por causa das tarefas a cumprir e dos papéis a desempenhar, muitas de nós vivemos com a sensação de que o perigo está à espreita Segundo dados do Ambulatório de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, 25% da população tem, teve ou terá o transtorno de ansiedade – sendo que há três mulheres para cada homem com o problema. Esse quadro aparece quando o sentimento fica fora de controle e pode se manifestar na forma de fobias ou até mesmo como a síndrome do pânico. Os sintomas são fisiológicos (como taquicardia e falta de ar), comportamentais (quando você evita lugares e pessoas) e psicológicos (uma sensação de inquietude).
Entre uma leve apreensão e o transtorno diagnosticado, existe um estado intermediário – e é desse que vamos ajudá-la a sair. É aquela ansiedade que não compromete profundamente a sua vida, mas atrapalha as relações, porque você vive sob tensão. O desconforto aumenta sempre que se sente mais requisitada, como no fim do ano. Se está nesse estágio, calma, ainda dá para virar o jogo. Coloque em prática as dicas a seguir e passe a encarar a vida com mais equilíbrio! 1. E se...
Avalie probabilidades Seja sincera consigo mesma e veja qual é a probabilidade real do seu pensamento ser coerente com a realidade. Se você pensa, por exemplo, que pode perder o emprego por causa da crise econômica mundial, avalie qual é o risco disso realmente acontecer. Uma vez que ocorra, imagine qual é a possibilidade de você ficar sem teto do dia para noite.
Faça esse questionamento com qualquer pensamento negativo que aparecer. Coloque fé no seu valor Olhe para sua capacidade.
Se o pior acontecer, quem disse que não haveria chances de se reerguer? Se muita gente passa por isso, por que você seria a única a não reagir? Ao fazer esse exercício, consegue olhar com mais clareza para o presente e ter uma previsão menos ameaçadora do futuro mais próximo. Com isso, o nível de ansiedade diminui.
2. Respire certo! Reservar um tempinho para prestar atenção na respiração, no movimento do seu tórax, tira o foco dos pensamentos e faz você se conectar também com o seu corpo. Isso, por si só, já a aproxima da realidade e tem um efeito muito relaxante.
- Sente-se em um local confortável. - Coloque a mão sobre o abdômen.
- Inspire bem lentamente, tentando levar o ar para a parte de baixo dos pulmões – até sentir a mão apoiada no abdômen subir. - Perceba que, ao inspirar, o abdômen se expande e o seu peito quase não se move.
- Expire – pelo nariz ou pela boca.
- Repita dez vezes. Para manter um ritmo lento e constante, conte até quatro para inspirar e também para expirar. 3. Seja flexível
Ao ter um problema, olhe para ele “Fazer de conta que uma situação desagradável não existe, só afasta mais você da realidade e também rouba tempo para resolver a questão da melhor maneira”, fala a especialista. Foque sua atenção na situação Independentemente da emoção que determinado contratempo traz a você, concentre seus esforços em buscar uma solução, em vez de se perder em devaneios, questionando o seu valor só porque tem uma adversidade. Acredite que você está mais forte Guarde cada problema resolvido como repertório para sua vida. Ninguém gosta de ter problemas, mas, se você passa por eles, sai mais forte e melhor preparada para os próximos – que sempre virão! 4. Rasge a fantasia de mulher-maravilha!
27 de nov. de 2008
2 caminhos para a humanidade
Quem sou eu?
Na zona de conforto
26 de nov. de 2008
Eu escolho
Não acredite...
Nenhum dia é igual a outro
Felicidade
25 de nov. de 2008
A boa educação
Quando encontrar alguém...
O amor comeu...
O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome. O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X.
Comeu meus testes mentais, meus exames de urina. O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água. O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome. O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas.
O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel. O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso. O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas.
Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala. O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão.
Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
A impontualidade do amor
Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha. Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada.
Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa? Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema.
Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio. O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você.
Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa. O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro.
Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito. A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados.
Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.
24 de nov. de 2008
S H A L O M
Shalom em hebráico significa: paz, integridade, calma, tranquilidade, saude, bem estar…
E esse é meu desejo para você
Agora e sempre:
Um intenso, Shalom, repleto de amor para que tenha felicidade em todos os momentos de sua vida.
Quando o amor acaba
23 de nov. de 2008
Auto-estima já
Uma panela de água e sal
A esposa no divã
Esse foi o início de uma histórica cumplicidade que só terminou em 1939 com a morte do psicanalista, aos 83 anos. Nas inúmeras biografias que foram publicadas postumamente sobre esse célebre neurologista, ela aparece como a esposa perfeita e a companheira ideal. Sempre obscurecida pela fama e importância do marido, Martha agora ganha voz no livro Madame Freud, de autoria da psicanalista francesa Nicolle Rosen.
Na obra (por meio de cartas trocadas com a jornalista americana Mary Huntington-Smith, personagem fictícia criada pela autora), conhecemos a esposa que abandonou a sua religião para atender ao desejo do marido e engravidou seis vezes em intervalos muito curtos (foram seis filhos em sete anos e meio) devido ao frêmito sexual do parceiro. Depois disso, entrou numa longa abstinência amorosa – Freud decidira abandonar o sexo (só com ela) para evitar novos filhos.
O livro é um romance histórico baseado em cartas que Martha trocou com amigos e familiares. Nicolle partiu desse material e criou uma ficção em que a esposa de Freud embarca numa viagem psicanalítica de autoconhecimento ao refletir sobre a sua vida. Esse é o recurso adotado pela autora para expressar as angústias e dúvidas que assombraram Martha quando ela se deu conta de que havia renunciado a sua vida em nome da carreira extraordinária de Freud. “Queria compreender por que me devotei completamente a uma vida e à execução de uma obra que não eram minhas”, escreve ela.
No entanto, o leitor não fica sabendo o que é ficção e o que é verdade – uma licença literária de Nicolle que enfureceu a Academia Francesa de Psicanálise, que considerou a obra “ultrajante” à memória de Martha Freud. O terror dos momentos iniciais da Segunda Guerra Mundial, que eclodiria no ano da morte de Freud, também está presente em diversas passagens da obra. Entre outras características “edificantes” da personalidade do criador da psicanálise ganham destaque no livro o fato de ele ter sido um ciumento patológico e homem apegado às formalidades. Tanto que não permitia à esposa chamar sequer o primo pelo primeiro nome.
Além disso, era ateu radical e teria dado um tapa nas mãos de Martha quando a viu acendendo velas numa data religiosa. Também determinou que ela fosse cremada, embora essa idéia não a agradasse – e após a sua morte ela permaneceu fiel a todos os seus desejos. O livro também reforça a idéia de que Martha sentia ciúmes da filha Anna, única da família a seguir os passos do pai na profissão e a administradora de seu legado científico. Há outros detalhes mais prosaicos, como a queixa de que Freud não gostava de banhar-se e de que a incomodava o forte odor de tabaco e suor no leito do casal. Há também trechos dispensáveis, como o que Martha fala sobre os últimos momentos antes da morte do marido: “Eu não consegui olhá-lo sem horror.
E ainda aquele cheiro terrível, até o cachorro dele se afastava.” O propósito da obra parece ser, todo o tempo, desfazer a imagem de que Martha se sentia honrada por ter vivido 53 anos ao lado de um homem tão extraordinário, como ela declarou após a morte de Freud. Mas a intenção da autora, segundo ela revelou em entrevistas, era levar ao divã, para um exercício psicanalítico, a testemunha mais fiel e confiável de Sigmund Freud.
22 de nov. de 2008
O Capital
Do que fujo e o que busco?
Natureza humana
Agressão - Wilhelm Reich
Toda manifestação positiva da vida é agressiva: o ato do prazer sexual assim como o ato de ódio destrutivo, o ato sádico assim como o ato de procurar alimento. Agressão é sempre uma tentativa de prover os meios para a satisfação de uma necessidade vital.
Assim, a agressão não é um instinto, no sentido estrito da palavra; consiste mais no meio indispensável de satisfação de todo impulso instintivo.
Este último é essencialmente agressivo porque a tensão exige satisfação.
21 de nov. de 2008
Marido carinhoso
Parte de um todo
Cada pessoa que passa na nossa vida
Decifra-me ou te devoro!
Simples caminhada traz inúmeros benefícios












