31 de out. de 2009

Judeu doador

Um judeu, de sangue raríssimo, doou ½ litro de sangue a um milionário muito doente. Para retribuir o gesto, o milionário deu-lhe uma BMW, 0 km. Dias depois, o milionário precisou de mais sangue. Avisou ao judeu, que super-depressa foi ao hospital. Seria preciso mais 1 litro. O judeu falou: - Se quiser, tire logo 3 litros. Assim feito. No dia seguinte o judeu recebe uma caixa do milionário contendo 3 esfirras. Ficou indignado!Foi cobrar do milionário uma explicação.. - Ora, da primeira vez, doei ½ litro e ganhei uma BMW.Na segunda vez, 3 litros e só ganhei 3 esfirras. Por quê? O milionário explicou: - Você esqueceu de que agora tenho sangue judeu?

Gestos ajudam a desenvolver inteligência


Ao entrar em um café movimentado, você provavelmente verá pessoas conversando e gesticulando. 

Um homem no balcão indica o café que deseja ─ xícara média, ─ e suas mãos assumem um formato familiar, mostrando o tamanho da xícara. Ao lado dele, duas irmãs riem. Enquanto uma delas conta uma história sobre sua viagem a Fernando de Noronha e todos os peixes que viu nos mergulhos que fez, suas mãos sacodem e se movem rapidamente no mar invisível à sua frente. 

O instinto de gesticular acompanhando a fala é fundamental para a natureza humana. Se você já questionou o porquê dos gestos, provavelmente pensou que gesticulamos para auxiliar na compreensão do que estamos querendo dizer. Indicar o tamanho de uma xícara ou a dose de uma bebida pode ajudar o balconista a entender exatamente o que você deseja. Mostrar onde o peixe se escondeu ou a velocidade com que ele se movimentou pode ajudar a amiga a criar uma imagem mais exata da sua percepção dos recifes locais. Mas, será que os gestos podem ter também outra finalidade? Muitos cientistas acreditam que os gestos podem ajudar o interlocutor e os movimentos das mãos ajudam a pensar. Cientistas se interessam cada vez mais pela relação corpo-pensamento, ou como nosso corpo dá forma a processos mentais abstratos. Os gestos estão no centro dessa questão. O debate se concentra no papel do movimento na aprendizagem, e nas pesquisas sobre como os alunos aprendem a resolver problemas de matemática na sala de aula. 

 A titulo de ilustração, considere o problema da soma: 3 + 2 + 8 = _ + 8. Um aluno pode criar uma forma de “v”, com o indicador e o dedo médio, entre os algarismos 2 e 3, enquanto tenta entender o conceito de “agrupamento”, somando os números adjacentes, técnica que pode ser usada para resolver o problema. Pesquisas anteriores mostraram que quando foi solicitado aos alunos para gesticular enquanto conversassem sobre problemas, aprenderam a resolvê-los de forma mais eficiente. Isso foi verificado, independentemente de se dizer aos alunos quais gestos fazer ou se os gestos eram espontâneos. 

Agora a questão é: como isso acontece? O novo estudo, conduzido por Susan Goldin-Meadow e Zachary Mitchell, da University of Chicago, e por Susan Wagner-Cook, da University of Iowa, teve como foco a resolução de problemas matemáticos por alunos de terceira e quarta séries do ensino básico. Os alunos treinados a utilizar a forma de “v”, ao resolver um problema como 3 + 2 + 8 = __ + 8, aprenderam a solucioná-lo com maior eficácia. Além disso, os alunos apresentaram melhor desempenho mesmo se treinados a empregar a forma de “v” em pares de números errados. Pelo simples ato de fazer o gesto o corpo sugere o conceito de “agrupamento”. 

 A questão então é: qual teria sido exatamente o procedimento que permitiu isso? Durante o estudo, todos os alunos memorizaram a frase “Quero deixar um lado igual ao outro”. Na ocasião, foi solicitado que os alunos dissessem a frase em voz alta quando fosse apresentado um problema a ser resolvido. Os autores sugerem que os alunos que gesticularam também tentaram criar uma correlação entre a fala e os gestos de forma a unir os dois significados. Esse procedimento poderia consolidar o novo conceito de “agrupamento” na mente dos alunos. O mesmo processo poderia ocorrer em qualquer situação em que a pessoa que fala e gesticula tenta entender, seja relembrando detalhes de eventos passados ou imaginando como montar uma bicicleta recém retirada da embalagem. 

O estudo tem implicações importantes para o campo da Psicologia Cognitiva. Historicamente, esse campo entende conceitos (os elementos básicos do pensamento), como representações abstratas que não contam com a fisicalidade. Essa noção, conhecida como dualismo cartesiano, agora está sendo desafiada por outra linha de pensamento, chamada Cognição Corporal, que entende conceitos como representações corporais baseadas na percepção, ação e emoção. 

Embora muitas evidências sustentem a visão da Cognição Corporal, até agora nunca existiu um relato detalhado baseado em experimentos de como a incorporação dos gestos desempenha um papel na aprendizagem de novos conceitos. O estudo também tem implicações práticas aos professores didáticas, que podem reformular sua didática para ensinar aos alunos novos conceitos utilizando gestos. Os resultados desse estudo podem não valer para os gestos feitos em bares e cafés que você costuma frequentar, no entanto, na próxima vez que conversar com uma amiga gesticuladora, pode ser interessante considerar como o movimento das mãos contribuem para dar forma aos pensamentos dela e aos seus.

O golpe do balão vazio

A não viagem de Falcon foi uma vigarice somada à falência ética e o anseio bocó de aparecer do pai Faz hoje dez dias que a família Heene deu o golpe do balão, no Colorado. O assunto deveria ter morrido assim que se descobriu que o menino Falcon Heene não estava a bordo daquele balão de fabricação doméstica, em forma de disco voador; mas a mídia é insaciável, e o episódio continua rendendo. Rendendo notícias (na quarta-feira a rede de TV ABC adiou sine die a reprise de um programa da série Wife Swap em que os Heenes deram o ar de sua brejeirice, sete meses atrás), especulações (Richard Heene, pai de Falcon e mentor da fraude, pode pegar entre 4 e 6 anos de cadeia), gozações na internet e até devaneios líricos sobre o ancestral desejo dos humanos de voar, de preferência para bem longe deste insensato mundo. Os devaneios são lícitos. O homem sempre quis, mesmo, imitar os pássaros (como o grego Ícaro), apreciar o mundo lá de cima (como os baloneiros de Júlio Verne), atravessar terras e mares pelo céu (como o padre Bartolomeu de Gusmão) ou simplesmente levitar e sumir (como a bela Remédios de Cem Anos de Solidão). Nem todos se deram tão mal quanto Ícaro, cujas asas de cera os raios solares derreteram no ar, e o padre paranaense Adelir de Carli, aquele patético Dick Kennedy de sotaina que morreu tentando bater o recorde de voo em balões de festa, em abril deste ano; e só um menino, Pascal Lamorisse, se deu maravilhosamente bem com os balões (um vermelho, outro laranja) que seu pai, o cineasta Albert Lamorisse, lhe pôs à disposição em dois marcos do cinema poético francês. Falcon, porém, não se ajusta a nenhum desses arquétipos. Escondido na garagem de sua casa, enquanto todos morriam de suspense em cadeia nacional e via satélite, foi apenas um falso herói, o cúmplice de uma pegadinha publicitária visando à concretização de um reality show, um inocente útil do pai. Certas pessoas fazem qualquer coisa para aparecer na televisão. Só não digo que Richard Heene foi às últimas consequências porque, afinal, não amarrou o filho ao balão. Seu parâmetro grego não é Dédalo, o pai de Ícaro, mas Heróstrato, aquele incendiário que destruiu o templo de Artemisa, em Éfeso, uma das sete maravilhas da Antiguidade, só para ganhar fama e ter seu nome para sempre lembrado. Por esse aspecto, a não viagem em balão de Falcon foi uma vigarice perfeitamente sintonizada com a falência ética corrente e o anseio bocó de se expor aos olhos da multidão, através do vídeo, como se aparecer na televisão fosse uma necessidade vital, como respirar, comer, beber e dormir; vale dizer, um encontro de Narciso com Heróstrato. A patranha talvez não renda um reality show exclusivo para os Heenes, mas já resultou num dos maiores hits do YouTube deste semestre, com o Hitler de Bruno Ganz, no filme A Queda, apostando tudo no sucesso da viagem em balão de Falcon e apavorado com a hipótese de que lhe possa suceder o que aconteceu com o dirigível Hindenburg, ao tentar aterrissar em Nova Jersey, em 1937. Fissurados em almas do outro mundo, discos voadores e seres extraterrenos, os americanos costumam embarcar com muita facilidade em mistérios criados ou alimentados pela imprensa, fraqueza que Edgar Allan Poe explorou até em sua obra jornalística. Em 13 de abril de 1844, o diário New York Sun anunciou a chegada em breve a Manhattan de um balão, batizado Victoria, que levaria apenas 75 horas para atravessar o Atlântico. Antes que os leitores descobrissem que se tratava de uma cascata, Poe providenciou a sua, publicando no jornal Columbia Spy, de Lancaster (Pensilvânia), um "diário de bordo" do capitão do Victoria, com a cobertura completa do frisson que seu pouso provocara em Nova York. Como se sabe, só em 1919 um balão conseguiria atravessar de fato o Atlântico, numa viagem que durou bem mais do que 75 horas. Se contemporâneos de Poe, os Heenes na certa teriam engolido o embuste do Victoria, se é que não o teriam inventado e repassado a notícia de sua vinda ao New York Sun. Richard e Mayumi formam um casal animado e telegênico, meio nerd, meio Mulder & Scully, dado a caçar tornados e ovnis; ou seja, tanto poderiam estar em Twister como em Encontros Imediatos do Terceiro Grau, e sua vida talvez fosse mais animada se morassem no Novo México, mais precisamente em Roswell. Por conta dessas peculiaridades spielberguianas é que desfrutaram seus primeiros momentos de notoriedade em Wife Swap, reality show criado há seis anos na Inglaterra, que, apesar do que o título sugere, não estende à cama o seu troca-troca temporário de esposas e maridos. Franquia adaptada com sucesso aos mais distintos lugares (no Chile, se chama ¿Quién Cambia Quién?), Wife Swap é uma gincana para testar a capacidade de adaptação e reajuste de casais, pais e filhos ao convívio com um estranho ou uma estranha, durante duas semanas. Richard, Mayumi e os meninos (sintomaticamente batizados com nomes de personagens de videogame) fizeram sucesso junto aos telespectadores, a despeito de uma gafe cometida por Richard que, a certa altura do programa, fez o seguinte comentário para a provisória sucedânea de Mayumi: "Todas as mulheres despencam depois dos 25". Mayumi, que já passou dos 25, é de origem japonesa. Aprecia todos aqueles esoterismos que acalentam a alma nipônico-robótica, sismologia, reencarnações - e a aproximaram de Richard. Nisso lembra a primeira-dama do Japão, Yukio Hatoyama, que jura ter viajado num ovni triangular até Vênus, nos anos 1970, e desse tour sideral deu detalhes num best seller. Yukio vangloria-se de quebrar o jejum "comendo um pedaço do sol" e de ter sido vizinha e amiga de Tom Cruise, em "outra encarnação" - em Tóquio. Para voar 80 km sobre o Colorado ela nem precisaria de um balão. Sérgio Augusto

30 de out. de 2009

O Poeta pede ao seu amor


Amor de minhas entranhas, morte viva, em vão espero tua palavra escrita e penso, com a flor que se murcha, que se vivo sem mim quero perder-te. 

O ar é imortal. A pedra inerte nem conhece a sombra nem a evita. 

Coração interior não necessita o mel gelado que a lua verte. Porém eu te sofri. 

Rasguei-me as veias, tigre e pomba, sobre tua cintura em duelo de kordiscos e açucenas. 

Enche, pois, de palavras minha loucura ou deixa-me viver em minha serena noite da alma para sempre escura. 
Federico Garcia Lorca


García Lorca era escritor, poeta e dramaturgo, um dos mais conhecidos literatos da língua espanhola. Criou o grupo de teatro "La Barraca". Socialistas sem esconder suas idéias, teve suas obras proibidas por Francisco Franco. 


Foi preso por ordem de um Deputado católico sob a alegação de que ele era "mais perigoso com a caneta do que outros com o revólver". 


Em 19/08/1936 foi executado pelos franquistas com um tiro na nuca na cidade de Granada, Espanha. Sendo assim uma das primeiras vítimas da Guerra Civil espanhola.

Vinde a mim

"Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e meu fardo é leve."

Sofrimento

Cada um de nós sofre inevitavelmente derrotas temporárias de formas diferentes, nas ocasiões mais diversas. Cada uma destas derrotas e adversidades traz consigo a semente de um amadurecimento ou benefício, pois todas as vezes que superamos uma adversidade nos tornamos mais fortes emocionalmente. A vida não esconde os sofrimentos da existência, como também não esconde as angústias que, admitindo ou não, enfrentamos momento após momento! Algumas pessoas preferem ter atitudes que lhes rouba o contato com a realidade. Há uma palavra para expressar esta maneira de lidar com os fatos: alienação. Negar a realidade, contudo, não a altera. O perigo de negar a realidade é o de transformar o verdadeiro em falso e o falso em verdadeiro, mas, mesmo assim, o que se nega não deixa de existir.. O sofrimento é um fator inerente à existência. A cada dia teremos que lidar com momentos inesperados, como perdas, traições, falsidades, mentiras, invejas, ciúmes etc., pois esta é a condição humana, mas também é a nossa chance de a cada sofrimento que superamos, como já disse, nos tornarmos mais fortes e melhores. As pessoas se frustram quando se vêem vitimas do sofrimento. Mas a verdade é que não há como fugir da experiência universal do sofrimento. Como bem escreveu o rabino Kushner: “Todos somos irmãos e irmãs no sofrimento. Ninguém chega até nós de uma casa que nunca conheceu a tristeza”. Antônio Roberto

29 de out. de 2009

Shiiittt!!

Café da manhã no McDonald´ s

Esta é uma bela história e é também uma história real. Sou mãe de três crianças (14, 12 e 3 anos) e recentemente terminei a minha faculdade. A última aula que assisti foi de sociologia. O professor dava as aulas de uma maneira inspiradora, de uma maneira que eu gostaria que todos os seres humanos também pudessem ser. O último projeto do curso era simplesmente chamado "Sorrir". A classe foi orientada a sair e sorrir para três estranhos e documentar suas reações... Sou uma pessoa bastante amigável e normalmente sorrio para todos e digo oi de qualquer forma. Então, achei que isto seria muito tranquilo para mim... Após o trabalho ser passado para nós, fui com meu marido e o mais novo de meus filhos numa manhã fria de Março ao McDonald's. Foi apenas uma maneira de passarmos um tempo agradável com o nosso filho... Estávamos esperando na fila para sermos atendidos, quando de repente todos a nosso redor começaram a ir para trás, e então o meu marido também fez o mesmo... Não me movi um centímetro... Um sentimento arrebatador de pânico tomou conta de mim, e me virei para ver a razão pela qual todos se afastaram... Quando me virei, senti um cheiro muito forte de uma pessoa que não toma banho há muitos dias, e lá estava na fila dois pobres sem-teto. Quando eu olhei ao pobre coitado, próximo a mim, ele estava "sorrindo". Seus olhos azuis estavam cheios da Luz de Deus, pois ele estava buscando apenas aceitação. Ele disse, Bom dia!, enquanto contava as poucas moedas que ele tinha amealhado. O segundo homem tremia suas mãos, e ficou atrás de seu amigo. Eu percebi que o segundo homem tinha problemas mentais e o senhor de olhos azuis era sua salvação.. Eu segurei minhas lágrimas, enquanto estava lá, parada, olhando para os dois. A jovem mulher no balcão perguntou-os o que eles queriam. Ele disse, "Café já está bom, por favor....", pois era tudo o que eles podiam comprar com as poucas moedas que possuiam... (Se eles quisessem apenas se sentar no restaurante para se esquentar naquela fria manhã de março, deveriam comprar algo. Ele apenas queria se esquentar)... Então eu realmente sucumbi àquele momento, quase abraçando o pequeno senhor de olhos azuis. Foi aí que notei que todos os olhos no restaurante estavam sobre mim, julgando cada pequena ação minha. Eu sorri e pedi à moça no balcão que me desse mais duas refeições de café da manhã em uma bandeja separada. Então, olhei em volta e vi a mesa em que os dois homens se sentaram para descansar... Coloquei a bandeja na mesa e coloquei minha mão sobre a mão do senhor de olhos azuis... Ele olhou para mim, com lágrimas nos olhos e me disse, "Obrigado!!" Eu me inclinei, acariciei sua mão e disse "Não fui eu quem fiz isto por você, Deus está aqui trabalhando através de mim para dar a você esperança!!" Comecei a chorar enquanto me afastava deles para sentar com meu marido e meu filho... Quando eu me sentei, meu marido sorriu para mim e me disse, "Esta é a razão pela qual Deus me deu você, querida, para que eu pudesse ter esperança!!"... Seguramos nossas mãos por um momento, e sabíamos que pudemos dar aos outros hoje algo pois Deus nos tem dado muito. Nós não vamos muito à Igreja, porém acreditamos em Deus. Aquele dia, me foi mostrada a Luz do Doce Amor de Deus. Retornei à aula na faculdade, na última noite de aula, com esta história em minhas mãos. Eu entreguei "meu projeto" ao professor e ele o leu. E então, ele me perguntou: "Posso dividir isto com a classe?" Eu consenti enquanto ele chamava a atenção da classe para o assunto. Ele começou a ler o projeto para a classe e aí percebi que como seres humanos e como partes de Deus nós dividimos esta necessidade de curarmos pessoas e de sermos curados. Do meu jeito, eu consegui tocar algumas pessoas no McDonald's, meu filho e o professor, e cada alma que dividia a classe comigo na última noite que passei como estudante universitária... Eu me graduei com uma das maiores lições que certamente aprenderei: Aceitação incondicional
Enviado pela Lucilene Barbalho

Partindo de menos lixo para lixo-zero

No Parque Nacional de Yellowstone, os copos transparentes e talheres brancos de plástico não são o lixo típico de uma lanchonete. Feitos de plásticos a base de plantas, eles se dissolvem como mágica quando aquecidos por mais de alguns minutos. No Ecco, um restaurante popular em Atlanta, os garçons não raspam mais os restos de comida dentro do lixo. Eles são jogados em cilindros de 18 litros e levados para uma pilha de compostagem nos fundos. E em oito de suas fábricas na América do Norte, a Honda está reciclando com tanta diligência que elas se livraram de todas as suas lixeiras. Em todos os Estados Unidos, uma estratégia antilixo conhecida como "lixo-zero" está deixando de ser exceção e se transformando em norma, ganhando espaço nas lanchonetes das escolas, parques nacionais, restaurantes, estádios e corporações. O movimento é simples na teoria, embora nem sempre o seja na prática: produzir menos lixo. Evite as embalagens de isopor ou qualquer outra que não seja biodegradável. Recicle ou transforme em composto tudo o que puder. Apesar de nascida do idealismo, a filosofia de lixo-zero está sendo incentivada por causa da dura realidade: a dificuldade cada vez maior de conseguir permissões para novos aterros sanitários e uma consciência de que os dejetos orgânicos nos aterros liberam metano que ajuda a aquecer a atmosfera da Terra. "Ninguém quer um aterro perto de casa, inclusive nas áreas rurais", disse Jon D. Johnston, chefe de gerenciamento de materiais para a Agência de Proteção Ambiental que está ajudando a liderar o movimento do lixo-zero no sudeste dos EUA. "Nós percebemos que o aterro é valioso e não podemos enterrar coisas que não precisam ser enterradas." Os norte-americanos ainda são os campeões incontestes do lixo, jogando cerca de 4,6 libras por pessoa por dia, de acordo com os números mais recentes da EPA. Mais de metade disso termina nos aterros ou incinerada. Mas lugares como a comunidade da ilha-resort de Nantucket oferecem um vislumbre do futuro. Quase sem espaço para aterro e preocupados com o custo de enviar o lixo de barco para o continente a 48 quilômetros de distância, eles implantaram uma rígida política de gerenciamento do lixo há mais de uma década, disse Jeffery Willett, diretor de obras públicas na ilha. A cidade, com o consentimento dos moradores preocupados com os aumentos dos impostos, obriga a reciclar não só itens que são normalmente reprocessados como o alumínio, vidro e papel, mas também pneus, pilhas e utensílios domésticos. Jim Lentowski, diretor-executivo da Fundação de Conservação Nantucket sem fins lucrativos e morador permanente da ilha desde 1971, disse que separar o lixo e entregá-lo ao complexo de reciclagem e disposição se tornou algo natural para a maioria dos moradores. O complexo também tem uma estrutura parecida com uma garagem onde os moradores podem deixar livros e roupas e outros itens reutilizáveis para outras pessoas levarem para casa. O estacionamento para cem carros do aterro é um ponto de encontro animado para os moradores locais, acrescentou Lentowski. "Na manhã de sábado durante a época eleitoral, os políticos ficam por lá e entregam broches de campanha", disse. "Se você quiser sentir como é a comunidade, este é um ótimo lugar para ir." Willet disse que apesar de a quantidade de lixo que os moradores da ilha produzem continuar a mesma, a proporção de lixo que vai para o aterro caiu para 8%. Por outro lado, os moradores de Massachusetts como um todo enviam uma média de 66% de seu lixo para os aterros ou incineradores. Apesar de Willett ter divulgado o modelo de Nantucket por todo o país, a maioria das comunidades ainda não têm a infraestrutura para estabelecer uma meta de lixo-zero. Além da dificuldade de persuadir os moradores e empresários a separarem seu lixo, muitas cidades grandes e pequenas não estão dispostas a fazer investimentos significativos em máquinas como composteiras que podem processar alimentos e lixo orgânico dos jardins. Mesmo assim as atitudes estão mudando, e cidades como San Francisco e Seattle estão à frente da transformação. Ambas adotaram planos para incentivar práticas de lixo-zero e estão coletando o lixo orgânico nas calçadas nas áreas residenciais para compostagem. Os resíduos alimentares, que segundo a EPA representam cerca de 13% do total de lixo em todo o país - e muito mais quando os recicláveis são levados em conta - são vistos como o próximo grande desafio. Quando os restos de uma maçã, o pão embolorado e a comida da semana passada vão para os aterros, eles não devolvem os nutrientes que retiraram do solo ao serem produzidos. Além disso, quando são selados nos aterros sem oxigênio, os materiais orgânicos soltam metano, um potente gás de efeito estufa, enquanto se decompõem. Se forem para a compostagem, entretanto, os alimentos podem se decompor e retornar para a terra como um adubo natural, sem produzir metano no processo. A Green Foodservice Alliance, uma divisão da Associação de Restaurantes da Geórgia, tem acrescentado restaurantes em toda Atlanta e periferia às suas áreas consideradas de lixo-zero. E novas companhias estão surgindo para atender ao crescimento da demanda dos restaurantes para o transporte de lixo para reciclagem e compostagem. Steve Simon, sócio do Fifth Group, companhia que é dona do Ecco e de quatro outros restaurantes na área de Atlanta, disse que a parte mais difícil de participar do programa da área de lixo-zero não é treinar sua equipe, mas sim encontrar transportadores confiáveis. "Agora há apenas dois na cidade, e nenhum deles tem mais de um ano de existência, então ainda é uma situação muito experimental", disse Simon. Ainda assim, ele disse que não tem muitas dúvidas de que o setor de transporte irá crescer e de que todos os cinco restaurantes eventualmente se tornarão lixo-zero. As embalagens também estão evoluindo rapidamente como parte do movimento de lixo-zero. Bioplásticos como os usados nos garfos de Yellowstone, feitos de produtos à base de plantas, como o amido de milho, que imitam plástico, são usados para fabricar um número cada vez maior de itens que podem ir para a compostagem. Steve Mojo, diretor-executivo do Instituto de Produtos Biodegradáveis, uma organização sem fins lucrativos que certifica esse tipo de produtos, disse que o número de companhias fabricando produtos compostáveis para fornecedores de serviços alimentícios dobrou desde 2006 e que muitos passaram a produzir itens como sacolas de compras e embalagens de alimentos. A transição para o lixo-zero, entretanto, tem seus armadilhas. Josephine Miller, uma funcionária ambiental de Santa Monica, Califórnia, que baniu o uso de isopor das embalagens, disse que alguns cidadãos têm inadvertidamente jogado as embalagens alternativas à base de plantas nas latas de lixo para reciclar, onde elas derreteram e colaram os outros itens. Yellowstone e outras instituições pediram às fábricas para marcar os itens biodegradáveis com uma faixa marrom ou verde. Mesmo com essas dicas claras no design das embalagens, os consumidores terão que ser educados a pensar no destino de tudo o que forem jogar fora se quiserem que a filosofia de lixo-zero seja bem sucedida, dizem autoridades ambientais. "A tecnologia existe, mas ainda é necessário um grande trabalho de educação", disse Johnston da EPA. Ele espera que as companhias e empresas privadas adotem a ideia mais rapidamente do que os cidadãos comuns porque o incentivo pode vir de uma pessoa que está no topo. "Levará muito mais tempo para que os americanos comuns adotem a compostagem", disse Johnston. "Atingir a minha casa e a sua é o maior desafio." Leslie Kaufman - The New York Times

28 de out. de 2009

Bobeirinhas básicas... descubra o nome dos filmes

Numa cidade haviam muitas motos Yamaha e só duas Honda. Qual o nome do filme? Poca Hondas O filho e o pai se despediram rapidamente. Qual o nome do filme? Tchau Pai, Tchau Filho Uma moça usava um grampo que começou a enferrujar. Ela então pediu a uma costureira que o forrasse. Qual o nome do filme? Forre este Grampo (quanta imaginação!) Um menininho tinha um gatinho chamado Tido, que toda noite dormia num Cestinho. Um belo dia, o menininho foi procura-lo e não o achou. Qual o nome do filme? O Cesto sem Tido Um homem aceitou um desafio de beber 1.000 latinhas de Coca-Cola de uma vez, ele tomou 999 latas e não agüentava mais. Qual o nome do filme? Mil São Impossível Um anão tinha o lábio inferior muito grande. Quando ele andava, seu lábio balançava de um lado para o outro. Qual o nome do filme? Anão que balança o beiço Era uma vez a pequena Marina que, para fugir da rotina da fazenda,resolveu pegar seu lindo pônei e ir passear nos campos silvestres. De repente, apareceu uma terrível manada de milhares de éguas em disparada e atropelou a menininha. Qual o nome do filme? Vinte mil éguas sobre Marina O sujeito vai à feira e sai com uma alface escondida na sacola. Qual o nome do filme? Alface Oculta Num lugar onde só existiam pizzas, as de aliche foram expulsas pelas de Ervilha. Qual o nome do filme? Aliche no país das más ervilhas Um chiclete conheceu uma chicletinha, se casaram e tiveram vários Chicletinhos. Qual o nome do filme? A Família Adams Um casal de piolhos se amavam muito e tiveram diversos filhotes. Qual e o nome do filme ? Lêndeas da Paixão Robin vivia enchendo o saco de seu irmão caçula. Até que este contou tudo para a sua mãe. Qual e o nome do filme ? Bate, mãe, em Robin Um homem e uma mulher, ambos sem os dois braços, decidiram casar, e algum tempo depois tiveram filho. Qual e o nome do filme ? Ninguém segura este bebê Um cara comeu um quilo de alho e depois escovou os dentes. Qual e o nome do filme ? Mudança de hálito Para comprar uma bola, um homem teve que escolher entre a vermelha e a azul. Ele escolheu a vermelha. Qual e o nome do filme ? Largou a Azul Um homem tinha como profissão cuidar de ursos. Certo dia ele largou a profissão. Qual o nome do filme ? O ex-ursista Numa festa de aniversario um menino insistiu com o pai para que pegasse uma bexiga para ele estourar. Qual o nome do filme ? Tó, estore! A Ana Maria Braga chamou a Hebe de perua. Qual o nome do filme? Olha quem está falando!

Sinta a alegria

Janet começou a reforma da cozinha cheia de medo, certa de que seria uma experiência difícil. Sabia que ter padrões altos de exigência poderia fazer com que tudo desse errado, e provavelmente o projeto seria uma fonte de frustração. Então Janet decidiu que em vez de ficar no seu ciclo de raiva e impaciência, ela teria uma experiência mais positiva com a reforma. Deixar clara sua intenção de sentir-se positiva a ajudou a compreender que a atitude que ela tinha em relação ao projeto determinaria não somente como ela se sentiria sobre o resultado, mas também quanto o processo seria recompensador. Ela entendeu que fazer amizade com os trabalhadores da obra seria um grande passo para apoiar sua percepção positiva.. Ela também argumentou que se poderia sentir satisfação à medida que o trabalho ia progredindo, então teria a mesma satisfação quando a cozinha estivesse pronta. Focou em ver o projeto por diferentes perspectivas a cada dia e isso lhe deu a chance de sentir-se feliz. Sua teoria provou-se verdadeira. “Quando vejo o espaço, pego um copo d’água ou cozinho, sinto-me feliz. A casa toda me faz mais alegre e única”, reflete Janet. Para sua surpresa, a reforma tornou-se uma experiência alegre do início ao fim. Como tornar a temerosa reforma da cozinha, ou qualquer outra circunstância potencialmente difícil, uma experiência enriquecedora? Mudando o padrão da mente e do coração em relação ao bem-estar e aos sentimentos de alegria.Você não tem de criar a alegria; essa é uma qualidade inata que já está dentro de você, como a capacidade de caminhar ou de ser gentil.. Na verdade, a alegria verdadeira está disponível o tempo todo, você pode conscientemente cultivar isso e deixá-la acessível. Todos temos nossa própria maneira de expressar alegria, que combina com nosso temperamento particular. De fato, a palavra “alegria” pode ser uma maneira de as pessoas simplesmente não se sentirem miseráveis. Aqueles que encontram “alegria” talvez prefiram outra palavra, “contentamento”, “deleite”, “felicidade” ou “vivacidade”. Pessoas que são verdadeiramente felizes não são felizes o tempo todo. As dez mil alegrias e os dez mil pesares, para usar a prática taoísta, são partes da tapeçaria da vida. Ser alegre não significa parar de sentir a extensão completa da emoção humana. Muitas vezes, a vida é dura. Você fica chateado. Uma pessoa querida fica doente ou morre. Sente estresse nas suas relações, nas finanças ou em uma agenda lotada de compromissos. Despertar sua alegria não significa negar uma dessas coisas. Ou melhor, aqueles que descobriram o segredo do bem-estar são capazes e centrados a ser completamente comprometidos, sejam quais forem as circunstâncias da vida. Embora você sinta uma sucessão de emoções, sabe que raiva, tristeza e medo são visitantes temporários. Com a prática, uma sensação de bem-estar pode tornar-se a linha de fundo que pode trazer mais que uma surpresa ocasional. Coloque a felicidade em primeiro plano Todos queremos ser felizes, mas muitos de nós não colocamos esse desejo como centro das nossas vidas. Pensamos que se tivéssemos sucesso, ou fôssemos ricos, ou bem-aceitos, a felicidade iria nos seguir. Mas para despertar a alegria natural, é essencial que conscientemente priorizemos a nossa intenção de ser felizes. Por exemplo, uma vez que Janet decidiu que queria que seu projeto fosse uma fonte de alegria, e não de frustração e ansiedade, ficou mais motivada a encontrar estratégias que iriam apoiá-la nessa intenção central. Quando deixamos clara nossa intenção para a felicidade, acessamos um lugar dentro de nós que quer ser verdadeiramente feliz. O próximo passo é entender onde a verdadeira felicidade está. Para experimentar o bem-estar genuíno, Buda encorajou a desenvolver o que ele chamava de estados da mente saudáveis. Esses estados, como gentileza e generosidade, têm uma qualidade expansiva; abrem o coração e criam mais alívio para a mente. Olhar com honestidade para quais estados contribuem para o alívio interno, e então cultivá-los, é parte importante do processo. Buda sugere acompanhar esses estados saudáveis e o natural estado de contentamento. Por exemplo, no meio de um casual ato de gentileza, você pode perceber o contentamento. Trazendo atenção plena às sensações geradas no corpo e na mente, você fortalece esse “contentamento conectado com o que é saudável”, como descreveu Buda. Mais do que “sentir-se bem”, aprende a reconhecer o que é sentir vontade de sentir-se bem. Por exemplo, uma prática que Buda recomenda é desenvolver bem-estar na simplicidade, ou o que eu chamo de “a alegria de deixar-se ir”. Isso é particularmente relevante se você tende a encher sua vida de compromissos com os quais não consegue lidar. Simplicidade pode significar trazer mais equilíbrio para uma vida lotada e ocupada. Para usar a simplicidade como uma prática de alegria, conscientemente escolha dizer não para o próximo convite tentador, ou decida não adicionar mais uma tarefa “importante” à sua rotina.. Com alguma prática, você não somente pode sentir-se feliz no momento como também desenvolve alegria como uma resposta habitual. Em um discurso, Buda explicou como os hábitos são criados: “Qualquer que seja o pensamento do praticante que ele reflete, isso será uma inclinação para a mente”. Você estará fazendo tanto rotinas agradáveis quanto desagradáveis com os hábitos de pensamento repetitivos. A neurociência moderna corrobora com isso: por meio da repetição, você fortalece caminhos neurais positivos no cérebro. Ao dirigir a mente para os pensamentos associados ao bem-estar, você começa a mudar o pensamento habitual. À medida que pratica estar presente por alguns momentos de alegria, isso nutre o espírito, promove bem-estar e esses momentos naturalmente surgem. Como Janet descobriu, “Mesmo em dificuldades e momentos desafiantes, há uma veia profunda de alegria sob aquele problema. Essa alegria é encontrada a qualquer momento que estou presente. Nunca experimentei essa alegria antes, mas agora sim. Aprendi a perceber uma alegria profunda em simplesmente estar viva”, diz. James Baraz

26 de out. de 2009

Artrite


Num ônibus, um padre senta-se ao lado de um sujeito bêbado que, com alguma dificuldade, lê o jornal. 
De repente, com uma voz um pouco empastada, o bêbado pergunta ao padre: 
- O senhor sabe o que é artrite? 
Irritado, o pároco responde, num tom irado:
- É uma doença provocada pela vida pecaminosa e sem regras: mulheres, promiscuidade, sexo, farras, excesso de consumo de álcool e outras coisas que nem ouso dizer! 
O bêbado calou-se e continuou com os olhos fixos no jornal. 
Alguns minutos depois, o padre achou que tinha sido muito duro com o bêbado e diz, tentando amenizar: 
- Há quanto tempo o senhor está com artrite?
- Eu?... Eu não tenho artrite! Segundo este jornal, quem tem é o Papa !

Mulher mais jovem e inteligente é chave para casamento longo

Raphael
Uma pesquisa britânica afirma que o segredo para os homens terem um casamento feliz e duradouro é escolher uma mulher mais inteligente e, no mínimo, cinco anos mais jovem. 

Essa combinação, segundo os pesquisadores da universidade britânica de Bath, é a que tem maior probabilidade de dar certo no longo prazo, especialmente se nenhum dos dois tiver sido divorciado no passado. 

O trabalho foi publicado na revista científica "European Journal of Operational Research". Os pesquisadores entrevistaram mais de 1,5 mil casais casados ou em relações estáveis. Após cinco anos, eles checaram quais casais ainda estavam juntos. 

Fatores objetivos 

Os cientistas descobriram que, em casos onde a mulher era mais velha que o marido em cinco anos ou mais, as chances de divórcio aumentaram para três vezes. Se a diferença de idade é invertida, com o homem mais velho do que a mulher, as chances de sucesso no casamento aumentam. 

 Outro fator é o grau de educação da mulher. 

Quanto maior a escolaridade da mulher, maiores são as chances de o casamento durar, segundo a pesquisa. Os casais em que nenhuma das pessoas foi divorciada também teriam mais chances de ficarem juntos por mais tempo. 

Mas casais em que apenas uma das pessoas foi divorciada são mais instáveis do que casais em que os dois já foram casados antes. 

Para Emmanuel Fragniere, o pesquisador que conduziu o trabalho, homens e mulheres escolhem seus parceiros "com base no amor, atração física, semelhança de gostos, crenças e atitudes, e valores em comum", mas fatores objetivos --como idade, educação e origem cultural-- também podem ajudar a diminuir os casos de divórcio. 
BBC

21 de out. de 2009

A falsa consciência ecológica

A farsa na propaganda, muitas vezes enganosa, vem da promoção de atributos complementares e da omissão de aspectos essenciais. Na onda atual de ser verde, acompanhamos um verdadeiro “tsunami” de produtos ditos ecológicos, empresas se dizendo protetoras do meio ambiente, todos querendo que os consumidores acreditem que praticam ações na direção de um mundo melhor. As empresas comprometidas de fato com a sustentabilidade não irão nadar nessa praia, mas para o tsunami não destruir tudo, é importante alertar para algumas estratégias que estão ocorrendo de maquiagem verde que acabam distorcendo a realidade. Uma verdadeira deseducação de nossa população está acontecendo graças à falsa consciência ecológica que vem sendo massivamente divulgada e promovida. O essencial é invisível aos olhos, quem não se lembra da frase do “Pequeno Príncipe”. A farsa na propaganda, muitas vezes enganosa, vem da promoção de atributos complementares e da omissão de aspectos essenciais que não estariam permitindo um julgamento completo por parte do consumidor. Assim, cabe perguntar como pode um briquete ser propalado como ecológico se pode vir de uma área de desmatamento florestal? Só porque é feito a partir de sobras lhe dá o direito de se apropriar do termo ecológico? E o agressivo desinfetante que tem sua embalagem feita de material reciclado pode ser estimulado seu consumo via “consciência ecológica”? E a água sanitária, só porque tem embalagem de PET reciclado pode ser promovida via ecologia? Claro que não, mas as coisas estão acontecendo desta forma: deseducação socioambiental. Divulgar apenas as características complementares, se o essencial for inexistente ou até mesmo negativo, é estimular a falsidade ecológica. E as confusões estão justamente aí, para parecer verde, vale tudo, até lâmpada que economiza energia feita com alto teor de mercúrio e sem instruções para o caso de avaria no seu manuseio. Do outro lado da gôndola está o cliente preocupado com o meio ambiente e que prefere produtos e serviços com responsabilidade socioambiental, segundo pesquisas. Mas, como todos sabem e vivenciam, não existe tempo hábil para que o próprio consumidor confira e questione cada produto que se diz ecológico. Essa é outra tendência apontada por pesquisas, o consumidor gostaria que o varejo atuasse como um filtro de compromisso com a verdade e a responsabilidade socioambiental. Mas, assumir este papel de validador requer ética e consciência de que é preciso educar e não reafirmar confusões alheias, involuntárias ou não. Sem ética não é possível ser sustentável. O consumidor precisa receber a informação correta, ser educado para a nova sociedade sustentável que se desenvolve. A onda verde não é passageira, ela traz muitas mudanças, comportamentos, costumes e novas posturas. As empresas que apostarem apenas em parecer verde irão morrer na praia, provavelmente poluída por elas mesmas. Newton Figueiredo

Sob o signo da intuição

Jung compara os pressentimentos a uma bússola interior – uma função psíquica que utiliza os cinco sentidos para produzir novas conclusões que não dependem da realidade concreta
Às vezes nos perguntamos se vale a pena dar ouvidos à voz interior que, como um alarme, pode sugerir algo inusitado ou mudanças de rumo em nossas vidas. Ou podemos acreditar que o apelo – vindo sabe-se lá de onde – não passa de cisma. O fato é que o modo como reagimos a esses “avisos” pode fazer toda a diferença em nosso cotidiano. E não são poucos os relatos a respeito.
Você provavelmente deve se lembrar dos comentários, logo após o terrível acidente que matou Airton Senna (1960-1994), em 1o de maio de 1994, em Ímola, na Itália. Quem compartilhava sua intimidade chegou a dizer que na noite anterior à fatídica corrida o piloto estava inquieto, arredio, como que prevendo algo que não soubesse explicar. O mesmo insight aconteceu com um dos integrantes da banda Mamonas Assassinas, o vocalista Dinho, que num vídeo amador deixou gravado seu mau presságio em relação àquela viagem, 2 de março de 1996, sem entretanto, dar a devida importância à sua percepção. As consequências dessas atitudes todos nós conhecemos. Também já passei por várias experiências semelhantes, e a mais marcante aconteceu anos atrás, numa viagem. Eu e uma amiga havíamos planejado férias de um mês, mas duas semanas depois de nossa partida tive uma noite péssima: sonhos terríveis me acordavam praticamente de hora em hora, como que impondo a decisão de antecipar minha volta para dali a dois dias. Foi o tempo necessário para despedir-me de minha irmã, que morreu exatamente na manhã seguinte ao meu desembarque em São Paulo. Tanto o senso comum quanto pesquisadores poderiam atribuir à minha percepção o rótulo de premonição, bruxaria. Mas é certo que algum atributo do nosso aparelho psíquico tem essa fantástica habilidade de enviar mensagens, que cada pessoa interpreta à sua maneira. É assim que a intuição age: segundos preciosos carregados de significado, e isso tanto para a vida afetiva quanto nas atividades profissionais. Todos nós temos a capacidade de registrar e compreender ou excluir essa linguagem de nossa vida. Chamada popularmente de sexto sentido, ela não é um predicado restrito às mulheres, embora muitos afirmem que nós somos mais intuitivas que os homens. Entretanto, há quem tenha maior ou menor facilidade para lidar com essa habilidade e desenvolvê-la que aparece nas mais variadas manifestações do nosso psiquismo: nos sonhos, nas sensações corporais, nos insights e nos atos criativos. Dizem que os gênios da música Ludwig van Beethoven (1770-1827) e Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) atribuíram à intuição suas maiores realizações. A intuição capta fragmentos das experiências de forma simbólica, imaginativa, de maneira que esses pequenos estilhaços possam ser organizados para compor uma espécie de vitral ou caleidoscópio, cuja combinação faz surgir um todo inovador. Mas para que essa nova informação aconteça deve-se abrir mão do raciocínio e da lógica, pois apesar de ela não se opor à razão, situa-se fora dos seus domínios. Enquanto uma procura organizar os fragmentos de forma coerente, a outra busca uma combinação harmoniosa, obtida pela via da imaginação, do relaxamento e da quietude. O psiquiatra Carl Gustav Jung (1875-1961) criador da psicologia analítica, chamou a prontidão para compor esse vitral, tirando o máximo proveito do jogo que se forma entre luzes e sombras, de intuição, no qual flashes criativos desvendam possibilidades. A intuição é nossa habilidade de perceber o que pode vir a acontecer; pressentir o que ainda não está visível e reconhecer potencialidades ainda não realizadas. Essa característica é muito comum em empresários audaciosos, que têm a ousadia de projetar e comercializar projetos inovadores; em jornalistas e editores que “farejam” no mercado qual título será bem aceito no ano que vem; nos corretores da bolsa de valores, cuja destreza em prever a alta de determinado papel no mercado fi nanceiro pode tornar seus clientes milionários; nos marchands, cuja capacidade de avaliar o potencial criativo de um pintor ou escultor surge antes mesmo que eles se deem conta da real qualidade de suas obras; em videntes, cartomantes, tarólogos e outros profissionais que trabalham com terapias alternativas, cuja extrema sensibilidade à atmosfera do lugar e às características das pessoas que os procuram, são capazes de revelar inúmeras coisas a seu respeito. Fruto de seu próprio processo individual e de um período que Jung chamou de “doença curativa”, descrito em sua autobiografia Memórias, sonhos, reflexões (1961) o capitulo “Confronto com o inconsciente”, no volume VI de suas obras completas no qual expõe a teoria dos tipos psicológicos, ajuda-nos a compreender o que, na época, o autor sistematizou sobre o psiquismo. Aliás, nunca mais se viu uma obra sua com tal característica, tão cientificista. Publicado em 1921, o texto é o resultado de quase 20 anos de trabalho na prática clínica e a primeira produção intelectual depois do seu rompimento com Freud. Nele, o psiquiatra suíço constata que além das muitas diferenças individuais na psicologia das pessoas, existem também diferentes maneiras de nos relacionarmos com os fatos cotidianos. No lugar de dividi-las em categorias, Jung tentou diferenciar os indivíduos por meio de suas singularidades, propondo duas atitudes e quatro movimentos psíquicos como os modos pelos quais a alma registra e reage às experiências da vida. Jung percebeu que o destino de uns é fortemente determinado pelos objetos de seu interesse, enquanto o de outros é regido pelo seu mundo interior, pela subjetividade. Isso faz com que as pessoas se inclinem naturalmente a lidar com a realidade sob a influência desses fatores. Ou seja, de um modo bem genérico, há quem tenha mais interesse pelo mundo dos objetos, dando a eles um valor preponderante que os atrai como um ímã (os extrovertidos) e aqueles cujo movimento psíquico não vai para o objeto, mas se volta para o sujeito e para seus próprios processos psicológicos (os introvertidos). Ao lado das duas atitudes predominantes (a extrovertida e a introvertida), Jung também constatou a preponderância e quatro movimentos psíquicos básicos: pensamento, sentimento, sensação e intuição, funções da consciência que se inter-relacionam com certo grau de mobilidade e fluidez, permitindo à pessoa experimentar todas as funções sem fixar-se naquela com a qual tenha mais familiaridade. Essa relativização das funções significa que não há um tipo puro, pois todas as atividades psíquicas são importantes para a vida saudável do indivíduo. Para tirar o máximo proveito da função intuitiva, ela precisa estar conectada com as outras funções, porque o pensamento é indispensável para organizá-la e só por meio da sensação somos capazes de realizá-la. Jung comparou a intuição a uma bússola interior – uma função psíquica na qual a percepção dos fatos se dá por meio do inconsciente, utilizando os cinco sentidos (visão, paladar, audição, olfato e tato) para chegar a uma nova conclusão, que não depende da realidade concreta. Para ele, a intuição é uma espécie de apreensão instintiva e seu conhecimento é dotado de certeza e convicção intrínsecas. A atividade imaginativa da intuição descortina novos horizontes e perspectivas indispensáveis ao nosso tempo, sendo o desenvolvimento dessa função uma das mais importantes tarefas da psicoterapia contemporânea. OLHAR DE LONGE Do verbo intuire, que significa olhar para dentro, a intuição não é uma sensação dos sentidos(apesar de se utilizar deles), nem um sentimento ou uma conclusão intelectual, ainda que também possa aparecer sob essas formas. Nele, qualquer conteúdo se apresenta como um todo acabado, sem que saibamos explicar ou descobrir como esse conteúdo chegou a existir. Jung menciona que o filósofo Bento de Spinoza (1632-1677) considerou a scientia intuitiva como a forma mais elevada de conhecimento, sendo sua exatidão atribuída a algum conteúdo que repousa no inconsciente. As pessoas que orientam sua atitude geral pelo princípio da intuição e, portanto, pela percepção por meio do inconsciente, pertencem ao tipo intuitivo. E assim como as demais funções, a intuição pode ser extrovertida ou introvertida, conforme seja a sua utilização: para o conhecimento ou contemplação interior, ou para fora, para as realizações e o desempenho. Segundo a psicóloga Marie-Louize von Franz (1915-1998), no livro A tipologia de Jung (1967), para a intuição “funcionar”, as coisas precisam ser olhadas de longe, ou de modo vago. Só assim é possível captar esse pressentimento vindo do inconsciente, porque quando o foco está voltado para os fatos da realidade exterior essa qualidade quase mágica não tem espaço para se manifestar. É por isso que os intuitivos quase sempre são imprecisos e vagos... Pessoas “visionárias”, no bom sentido, cujas habilidades ganham um papel indispensável no mundo competitivo. Tanto que, atualmente, as empresas valorizam um novo perfil de profissional: indivíduos com aptidão para identificar tendências sem precedentes e com boa noção intuitiva para extrair tendências coerentes de dados conflitantes; que tenham capacidade para pensar além dos limites convencionais; dotadas de habilidade para influenciar atitudes e opiniões, além de disponibilidade para abraçar as incertezas. É o que Katharine Cook Briggs e sua filha Isabel Briggs Myers – criadoras do Myers Briggs Type Indicator (indicador de tipos Myers Briggs)–, com base na tipologia junguiana, propõem como solução para o sucesso empresarial: a busca de profissionais capazes de descobrir novas formas de fazer as coisas, equilibrando um planejamento calculado com ações intuitivas. Ao emprestar do matemático Arquimedes de Siracusa (287-212 a.C.), a expressão “Eureca!”, o jornalista Nelson Blecher definiu com precisão o que a intuição significa para o mundo dos negócios. Em um artigo publicado em outubro de 1997, na revista Exame, ele apresenta inúmeros motivos para sua crescente valorização, entre eles a imprevisibilidade dos consumidores, a aceleração das mudanças econômicas e tecnológicas, que tornaram as coisas extremamente complexas, a exigência de soluções adequadas aos novos esquemas de produção e fontes de suprimentos. E se para essa habilidade inata do ser humano só existe um freio – aquele que nós mesmos colocamos –, a atitude fielmente junguiana para deixá-la seguir seu curso ou facilitar sua emersão da profundidade do inconsciente é um mergulho no autoconhecimento: um processo capaz de tirar da escuridão essa habilidade, ainda hoje, frequentemente menosprezada. Silvia Graubart

20 de out. de 2009

Mulher advogada


Quando Daniel descobriu que herdaria uma fortuna quando seu pai doente morresse, decidiu que precisava de uma mulher para virar sua grande companheira. 

Assim, em uma noite ele foi para o bar da OAB carioca onde procurou advogada mais bonita que já tinha visto. 

Sua beleza natural tirava seu fôlego. 
- Eu posso parecer um advogado comum, disse enquanto se aproximava da musa, mas em cerca de um mês ou dois, meu pai vai morrer, e eu herdarei 20 milhões de dólares...
Impressionada, a mulher foi para a casa com ele naquela noite e, três dias depois, se tornou sua madrasta... 

Mulheres são bem mais espertas do que os homens!

O caminho do meio

O monge Lucas, acompanhado de um discípulo, atravessava uma aldeia. Um velho perguntou ao asceta: — Santo homem, como me aproximo de Deus? — Divirta-se. Louve o Criador com sua alegria - foi a resposta. Os dois continuaram a caminhar. Neste momento, um jovem aproximou-se. — O que faço para me aproximar de Deus? — Não se divirta tanto - disse Lucas. Quando o jovem partiu, o discípulo comentou: — Parece que o senhor não sabe direito se devemos ou não devemos nos divertir. — A busca espiritual é uma ponte sem corrimão atravessando um abismo – respondeu Lucas. — Se alguém está muito perto do lado direito, eu digo ‘para a esquerda!’ Se aproximam-se do lado esquerdo, eu digo ‘para a direita!’. Os extremos nos afastam do caminho.
Paulo Coelho
Enviado pela querida Fatima Marques

Corruptos ou assassinos. Qual criminoso é pior?


O que é pior, o crime de corrupção ou o crime contra a vida? Essa pergunta às vezes é interpretada em termos de classes sociais. 


Corruptos são ricos; assassinos cruéis, pobres. Criminosos de colarinho-branco furtam dinheiro público e assim impedem a construção ou manutenção de hospitais e escolas. Matam, ou pelo menos geram ignorância. Contudo, seu crime é cometido à distância. 


Eles, pessoalmente, não matam ninguém, não torturam, não se sujam. Outros criminosos roubam, olham a vítima na cara, espancam-na, às vezes a matam com crueldade. O dano que fazem aos cofres públicos é pequeno. 


Se medirmos o custo social de seus crimes, provavelmente é menor do que o dos criminosos elegantes e educados de cima. Há várias maneiras de lidar com essa distinção. Podemos dizer que os primeiros criminosos, os ricos que furtam a todos nós, não representam perigo para nossa segurança física. São pessoas de convívio social possível. 


A pior pena para eles é forçá-los a devolver o dinheiro furtado. É provável que não lhes sobre nada. Dificilmente usarão da força bruta contra alguém. Não precisariam ir presos, a não ser, claro, como exemplo e também para persuadi-los a devolver o que subtraíram. Essa é a tese de parte razoável de nossa imprensa: só deve perder a liberdade quem representa risco para a segurança (basicamente, física) dos outros. Mas nem todos concordam com isso. 


Porque desse modo vai para a cadeia o pé de chinelo, digamos assim, e não o grande criminoso. Imaginemos a seguinte situação: um país, devido à corrupção, tem um péssimo sistema de Educação e oferece poucas oportunidades aos mais pobres. Parte destes acaba indo para a criminalidade. Então, quem punir? Irão presos os pobres que assaltaram, estupraram, mataram. Já os ricos que roubaram dinheiro público devolverão o que puderem e terão uma pena alternativa. Isso está correto, se as pessoas forem presas em função de sua periculosidade - isto é, do potencial de perigo que representam para a sociedade. 


Mas é injusto, se perguntarmos quem causou essa situação torta. Porque ficarão soltos os maiores responsáveis, os causadores da calamidade, e serão presas pessoas que, não houvesse a corrupção, talvez não fossem para o caminho do crime hediondo. Mais um ponto, aqui. O sistema penal obedece a uma lógica dupla. Por um lado, pune em função do passado. Não é justo condenar alguém que não tenha cometido um crime. A justiça, neste caso, é retributiva, isto é, retribui o mal que foi feito. 


Mas a característica que enobrece a justiça moderna é não pensar só no passado, e sim no futuro. Deve-se pagar pelo que se fez, mas deve-se, sobretudo, pensar no que vai acontecer de agora em diante. Isso quer dizer que alguém só deve ser preso, por exemplo, se assim evitarmos que cometa novos crimes, ou se dissuadirmos outras pessoas de o imitarem. Então, quem merece mais ir preso? O pobre cruel ou o rico corrupto? O diretamente mau ou o indiretamente malvado? Quem fez mal a alguns ou a multidões? Difícil essa opção. É evidente que, conforme eu formule a pergunta, induzirei mais uma resposta ou outra. Se perguntar quem é mais perigoso para encontrar na rua, é o bandido cruel. 


Se perguntar quem causou maiores males para a sociedade, é o rico corrupto. Impunidade Esta discussão, no Brasil, tem um quê de abstrata. Mas, nos Estados Unidos, Bernard Madoff foi condenado a 150 anos de prisão. Mesmo que viva ainda muito tempo, não deverá sair nunca da cadeia. Seu crime - furtar uma fortuna de ricos e de fundos de caridade - veio à luz em dezembro de 2008; foi condenado em sete meses. No Brasil, provavelmente nunca seria preso. O Supremo o soltaria, se um juiz o condenasse. Se um dia fosse julgado em última instância, algum detalhe processual o salvaria. Mas a discussão, em tese, continua válida. 


Porém, só à primeira vista a oposição aqui está entre direita e esquerda. Sim, porque a um olhar apressado parece que a cadeia para os violentos (isto é, os pobres) seria uma opção de direita. Os ricos protegeriam os seus, é essa a ideia. Só que está errada. O erro é que ladrões como Madoff não roubaram pobres - com exceção, talvez, de alguns fundos. Suas principais vítimas foram os ricos. Todos sabemos de ladrões de casaca que deram golpes na praça, prejudicando grandes empresas ou empresários, e soltos ficaram. Portanto, não prendê-los não é proteger os ricos. É, justamente, não protegê-los... 


Há uma discussão clássica a respeito. Na Inglaterra do século XVIII, como em vários países europeus, a pena de morte se aplicava a muitos delitos hoje tidos por leves - como o furto, digamos, de uns R$ 20. Um historiador comentou que isso provava o caráter de classe de uma justiça que enforcava os pobres. Foi fácil contra-argumentar que quem rouba ricos pega valores bem mais altos: um furto de R$ 20 é um crime contra pobres. Portanto, a Justiça da época podia até perseguir os pobres, mas não por este argumento - que mostra justamente que ela protegia a propriedade, ainda que pequena, dos pobres. Mas o debate daqui é difícil de resolver. Procurei expor duas posições. Tentarei uma conclusão provisória. 


Defender penas altas para quem agride fisicamente outra pessoa é uma reação talvez mais frequente das pessoas. E há uma razão para isso. Quem "mata rindo", para citar o codinome de um bandido particularmente odioso, vai muito longe na desumanização. Uma pessoa que, quanto mais sua vítima implora, mais a agride, é alguém a quem falta o mínimo de contato social. O corrupto Bernie Madoff talvez tenha, em comparação, uma dificuldade maior de ser tão desumano - de olhar na cara a sua vítima e de gozar com seu sofrimento. Talvez o grande ladrão goze apesar do sofrimento alheio. Talvez o criminoso cruel goze graças ao sofrimento do outro. Não deixa de ser uma diferença.
Renato Janine Ribeiro

18 de out. de 2009

Carona depois do 60 anos

Enviado pelo Luiz Antônio, Nonõ. Gente da melhor qualidade.

Geração playstation: os desafios continuam

Como fazer a geração playstation escrever, ler, raciocinar?
A característica que domina essa geração é a busca pela informação instantânea. Desafio que atinge não só os pais, mas as escolas, que não percebem a mudança acentuada de comportamento desses jovens.
Se por um lado a família - hoje pouco presente em casa - não consegue entender o que seus filhos pensam, por outro a escola ainda não encontrou a fórmula certa da equação. Insiste no modelo antigo, que obriga as crianças a escreverem textos longos e ao decoreba.
As tradicionais provas discursivas de antes não se encaixam mais na realidade atual. É preciso dar oportunidade para que os estudantes escrevam da forma que gostam. Estaria exagerando se falasse em redações com 140 caracteres, como funciona no Twitter? Pode ser, mas a geração playstation absorve informações com a mesma rapidez que as troca com as pessoas ao seu redor.
Eles estão condicionados a esse formato de 140 caracteres. Certo ou errado, o fato é que para essa geração fica cada vez mais difícil se concentrar em textos longos. Os próprios teclados dos celulares impedem de escrever muito e o MSN, , principal meio de comunicação dessa faixa etária, tem um formato que induz a mensagens curtas, compactas; praticamente indecifráveis para as gerações anteriores.
Precisamos encontrar uma maneira de convencer essas crianças da geração playstation de que ler é bom. Quem sabe o “Kindle” - leitor eletrônico de livros da Amazon.com - seja útil nessa difícil tarefa? Como na minha época de vestibular, todo mundo quer um resumão. Reproduzir os conteúdos na íntegra talvez não seja a solução. Mas o e-book é modernoso, funciona como uma espécie de prancheta digital, e, certamente, chamará a atenção dessa geração.
Outro dia, quando perguntei à filha de uma amiga sobre o que ela achava do Kindle, seus olhos brilharam. Para minha surpresa, ela disse que detestava livros - o que é uma unanimidade entre seus colegas de escola - por terem muitas páginas e nunca se chegar ao final da história. Entretanto, a possibilidade de ter mais uma parafernália tecnológica a seduz. Foi quando ela disparou: “é muito mais divertido!” Acredito que sua mãe não vai achar, ainda mais pelo preço - cerca de mil reais para o consumidor brasileiro.
Ainda perplexo com tudo isso que tenho visto, só posso afirmar que não tenho as respostas, só preocupações e indagações. Segue, então, o debate!
Juio Sergio Cardozo

De silvícola à Sua Excelência


As eleições de 2010 nos reservam a novidade histórica das candidaturas indígenas à Câmara dos Deputados e às Assembleias Legislativas. 


Índios de várias nações e línguas anunciaram nessa semana consultas que estão fazendo junto a diferentes tribos para definir metas e rumos de seu movimento. Eles esperam eleger cinco deputados federais e constituir uma bancada indígena, além de deputados estaduais em 19 Estados.

Eles já têm 90 vereadores e 5 prefeitos. As populações indígenas são a última parcela do povo brasileiro a conquistar o direito de representação política. Dos 700 mil índios brasileiros, apenas 150 mil conseguiram o título de eleitor, atravessando barreiras legais e adquirindo o direito de votar e ser votado. 


Só houve, entre nós, a exceção da representação política das populações indígenas no período do Brasil Holandês, sob o governo do conde Maurício de Nassau, numa espécie de conselho de representantes dos índios para o trato dos temas de seu interesse. Mas desde o período colonial até aqui tem sido longo e trágico o caminho das populações indígenas para ter o reconhecimento de sua humanidade e, mais recentemente, de seus direitos políticos. Durante a colônia, foi frequente a dúvida quanto aos índios terem alma ou não. Eu mesmo, durante os anos 1970 e 1980, quando fazia pesquisa na Amazônia, ouvi em diferentes povoados do sertão, muito próximos de aldeias indígenas, afirmações diretas de negação da condição humana ao índio. Só muito lentamente e muito tardiamente o Parlamento brasileiro reconheceu os índios como personagens da lei e como sujeitos de direito. A primeira vez em que se tornaram presença numa Constituição brasileira foi em 1934, definidos como silvícolas, habitantes da selva, do mesmo universo dos animais, numa sociedade que por largo tempo tem considerado os citadinos como sendo os únicos humanos e cidadãos. As populações caipiras, descendentes dos mestiços de branco e índia, ainda hoje são objeto de anedota. 


A mera obrigação da União quanto à incorporação dos índios à comunhão nacional desaparece na Carta Constitucional de 1937 e reaparece na Constituição de 1946, apesar da experiência da Marcha para o Oeste, durante o governo Vargas, quando os irmãos Vilas Boas, seus participantes, tiveram seus primeiros encontros com nativos. No entanto, dessa experiência humana nascerão formas mais efetivas de proteção aos índios, na perspectiva de sua manutenção isolada da sociedade nacional, como meio de tê-los protegidos do convívio com os brancos e das concepções genocidas que dele tinham. 


É sob a égide dessas concepções limitadas que, já na vigência do regime militar de 1964, se dá a grande expansão econômica da fronteira da sociedade nacional sobre o que veio a ser definido como Amazônia Legal, dois terços do território brasileiro, com estímulos econômicos e fiscais do governo federal para derrubada da mata e abertura de fazendas, geralmente de gado. Populações desconhecidas foram contatadas pela primeira vez e, com frequência, o contato se deu no cenário de verdadeira guerra interétnica, como ocorreu com os índios waimiris-atroaris, no Amazonas e em Roraima.

A disseminação de doenças de branco, como a gripe, provocou reduções demográficas que não raro chegaram à metade da tribo contatada. Povos arredios e valentes, como os panarás, do norte de Mato Grosso e sul do Pará, foram reduzidos à mendicância. Muitos outros grupos tribais foram culturalmente aniquilados nos 20 anos de duração da ditadura. Darcy Ribeiro, em seu livro essencial Os Índios e a Civilização, diz com razão que o contato com os índios tem sido feito pelos piores representantes da sociedade brasileira. No sistema de classificação dos índios xavantes, os brancos estão na mesma categoria da onça, porque animal violento e predador. 


Nesse período, em nome da luta pela democracia surgiu também a luta pelos direitos humanos e foi nessa chave que a Igreja Católica reformulou radicalmente sua pastoral indígena, relativizando o missionarismo de conversão, que nos vinha desde o período colonial, em favor de uma prática missionária de proteção e fortalecimento da identidade tribal de cada grupo. Os luteranos seguiram essa mesma linha.

Os antropólogos, e as organizações que criaram nesse sentido, foram fundamentais no andamento de um significativo combate cultural contra a ideia reducionista e violenta de um índio genérico, própria do difundido equívoco ideológico de um país que seria formado por três raças: brancos, negros e índios. Nossos índios estão distribuídos por 220 etnias, que falam 180 línguas, uma rica diversidade cultural e social de concepções da condição humana e da relação entre o homem e a natureza e não simplesmente entre o índio e a selva. 


Apenas na Constituição de 1988 os índios foram objeto de várias referências e de um capítulo inteiro relativo a seus direitos, consequência da ação dos setores que atuaram em seu favor e da própria ação de vários grupos indígenas que já durante o regime militar haviam descoberto o caminho de Brasília e o sentido de percorrê-lo. Foi nesse duplo movimento que o índio se propôs à consciência nacional como sujeito da diversidade cultural e, portanto, da diversidade política.

Se o movimento de agora quer dizer que os índios finalmente chegam ao Brasil político com voz própria, quer dizer também que os políticos brasileiros terão que passar por intenso aprendizado de convivência política multicultural. O que será complicado porque a maioria dos nossos senadores e deputados não está minimamente preparada para isso. A própria língua portuguesa se tornará relativa, para que não ocorra o que ocorreu com o xavante Mário Juruna, primeiro índio eleito deputado federal (1983-1987), que quase foi cassado por ter usado, numa afirmação relativa ao caráter de um político, a língua portuguesa imprecisa e maliciosa, de duplo sentido, na suposição de ser ela uma língua precisa como são as línguas indígenas. 
José de Souza Martins

17 de out. de 2009

Eu quero é água!


Um velho ditado diz que você é o que você come. 


Mas talvez seja mais apropriado dizer que você é o que você bebe. Pois seu corpo é composto de 60% de água e os líquidos participam de praticamente todos os processos orgânicos. 


Quando você está desidratado, perde força muscular, a digestão complica e até transar se torna mais difícil. Isso mesmo: para que o pênis fique rígido, não basta estar com uma mulher espetacular ou ter pensamentos sacanas. 


É preciso que o sangue, flua rapidamente para o órgão. E uma menor quantidade de sangue no organismo dificulta esse deslocamento. Sem água, nenhuma reação química acontece dentro do corpo. Além de manter o volume e a pressão do sangue, ela preenche as células, carrega nutrientes, elimina toxinas, regula a temperatura, lubrifica as juntas. 


Em casos extremos, a desidratação leva à morte. "O sangue fica mais grosso, comprometendo a irrigação renal e, em conseqüência, a filtragem de toxinas", explica o clínico-geral Ricardo Botticini Peres, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. É raro adultos saudáveis correrem o risco de literalmente morrer de sede: as maiores vítimas são crianças e idosos. Mas beber menos líquido do que o necessário pode trazer uma série de problemas: Sua pele resseca - As rugas se acentuam e aparecem cravos e espinhas, já que as toxinas do organismo não são eliminadas adequadamente. Seu intestino faz greve - As fezes ficam mais secas e endurecidas, dificultando sua eliminação. Você fica tonto e desmaia - A pressão cai em decorrência da redução do volume de sangue em circulação. Sua boca seca - As mucosas, de modo geral, tornam-se secas e mais frágeis. Ocorrem sangramentos no nariz e os olhos ficam vermelhos. A produção de saliva também diminui. Pedras se formam nos seus rins - Não se pode afirmar que o surgimento de pedras nos rins ocorra exclusivamente porque se bebe pouco líquido. 


Deve-se levar em conta a predisposição genética e a alimentação. Mas é fato que, para prevenir crises renais, beber bastante água é fundamental. Seu corpo todo dói - Desidratado, o organismo não aproveita bem as vitaminas e os sais minerais. Eles se acumulam em algumas partes do corpo e outras ficam deficientes, o que causa cãibras e perda da força muscular. 


QUANTO BEBER, AFINAL? 
Existe uma teoria que diz ser necessário tomar oito copos de água por dia, mas essa afirmação é generalista demais. A necessidade varia de pessoa para pessoa e até de um dia para o outro, de acordo com a temperatura, a alimentação e o metabolismo. A ingestão recomendada é de 3 litros por dia. Homens precisam de 20% a mais que as mulheres porque sua superfície corporal geralmente é maior. 


"Assim, perdem mais líquido por meio da transpiração", explica o médico Ricardo Botticini Peres. Então como saber quando é hora de beber? Fácil: quando a sede chegar. Mas não espere até ficar morrendo na seca. É melhor responder rápido à menor necessidade do corpo, já que a sensação de sede começa quando o organismo está de 1% a 2% desidratado. "Antecipe-se a ela quando vai falar muito, praticar atividade física ou permanecer num ambiente onde a umidade do ar é baixa", diz a nutricionista Vanderli Marchiori, da Associação Paulista de Nutrição. 


"Nessas situações, o ideal é beber líquido pelo menos a cada duas horas", avisa. Não adianta tomar copos e copos de uma vez só. O estômago só tem capacidade para 12 mililitros/ hora por quilo de peso da pessoa. Mais do que isso pesa. Ou seja, um homem de 70 quilos pode tomar na boa quatro copos. E não é preciso só consumir água: sucos e chás também são ótimos hidratantes. Esqueça a cerveja e os energéticos: são opções que acabam roubando líquido do organismo, porque a primeira - como toda bebida alcoólica - é diurética e a segunda contribui para o aumento da transpiração. Para determinar a quantidade que você precisa ingerir, pese-se três ou quatro manhãs seguidas em jejum. Se você perder meio quilo por dia, isso significa que tomou menos líquido que o necessário no dia anterior. Beba 400 mililitros de água ou suco logo pela manhã para cada 40 gramas perdidos e ajuste seu consumo diário até que o peso fique estável.


SUA COMPANHEIRA DE MALHAÇÃO 
Uma boa hidratação é fundamental para a performance em qualquer esporte. A atividade física aumenta a perda de líquido (tanto pela transpiração quanto pela respiração). Essa perda precisa ser recuperada para não comprometer o rendimento. Se no dia-a-dia dá para esperar a sede aparecer, na prática esportiva é preciso se adiantar a ela. Um dos motivos é que o líquido leva até 60 minutos para viajar do intestino aos músculos. 


Estudo realizado em 2007 pelo Colégio Americano de Medicina Esportiva (EUA) demonstrou que a desidratação não prejudica só a habilidade física mas também a concentração. Os pesquisadores fizeram um grupo de 11 jogadores de basquete caminhar por cerca de meia hora a uma temperatura de 40 graus e, em seguida, entrar na quadra sem beber nenhum líquido. Resultado: foi que a falta de hidratação causou declínio na vigilância dos esportistas. "Junto com o suor, o organismo perde minerais que precisam ser repostos", avisa Botticini Peres. 


"Por isso, quando a atividade ultrapassa uma hora, o ideal é recorrer às bebidas isotônicas, que contêm sódio, potássio, magnésio e também glicose, importante na absorção dos minerais." Às vezes, a vontade de beber água nem aparece, como no caso de quem pratica natação. A sede é controlada pelo volume de sangue no centro do corpo e, quando ele cai, uma mensagem segue para o cérebro, que dispara essa sensação de secura. Na piscina, a pressão da água faz com que o sangue saia da superfície da pele e vá para o centro do corpo, enganando o mecanismo da sede. Por isso, os nadadores não devem se descuidar. Perdem líquido da mesma forma, embora muitas vezes o organismo demore para perceber isso. 


Por outro lado, água demais também atrapalha o desempenho esportivo - e em casos extremos pode até matar. No quadro chamado hiponatremia, o excesso de líquido provoca a queda da quantidade de sódio no corpo e o inchaço das células. A maior parte delas consegue se adaptar à mudança, mas as do cérebro não. Daí surgem as conseqüências: vômito, dor de cabeça, cansaço, tontura, fraqueza muscular e até convulsão. A hiponatremia afeta principalmente maratonistas e triatletas. O perigo maior é que corredores de longa distância atribuem os sintomas à desidratação e ingerem mais água, agravando a situação. 


No fim dos anos 90, o médico neozelandês Dale Speedy conduziu um estudo detalhado com os atletas do Ironman, em Auckland, e verificou que 18% deles chegavam ao fim da competição com hiponatremia. O teste para saber se isso está acontecendo com você é pesar-se antes e depois de correr. O peso ao final nunca deve ser maior que o do começo, mas sempre igual ou ligeiramente abaixo. A Associação de Diretores Médicos de Maratonas Internacionais estipula que os corredores não devem tomar mais de 770 mililitros de líquido por hora durante uma corrida. 


COMO CONSUMIR LÍQUIDO SE VOCÊ FAZ ATIVIDADE FÍSICA 
Antes do exercício Quem vai fazer seu treino normal de musculação só precisa ter o cuidado de estar bem hidratado. Para um treino mais intenso, como uma corrida de longa distância, recomenda-se beber meio litro de água uma hora e meia a duas horas antes. Durante o exercício "Ao praticar atividades físicas menos intensas, tome um copo de água a cada 20 minutos", recomenda o médico Antonio Sérgio Tebexreni, chefe do Check-up Fitness do Laboratório Fleury, em São Paulo. 


"Durante exercícios intensos que durem mais de uma hora, a melhor opção são os isotônicos, que hidratam e ao mesmo tempo mantêm o equilíbrio de sal." Depois do exercício Beba até sentir-se saciado. Mas o ideal é se pesar antes e depois da atividade e tomar o líquido correspondente a 150% do peso perdido (se perdeu 300 gramas, beba 450 mililitros). Opte por água, isotônicos e sucos. Como nessa fase é importante recuperar a energia, os goles devem ser acompanhados de alimentos ricos em carboidratos, como pães e massas. 


 VOCÊ TEM SEDE DE QUÊ? 
Na hora de se hidratar, escolha as opções mais saudáveis e de melhor custo-benefício ÁGUA PURA. É quase sempre a melhor opção. Nem precisa ser de garrafa: a filtrada é segura. Laudos mostram que a água fornecida pelos órgãos públicos é confiável, desde que a caixa e o sistema hidráulico estejam limpos. As engarrafadas na fonte são ricas em minerais. Algumas marcas, porém, são apenas água comum que passa por processo de purificação antes de ser engarrafada. Cheque o rótulo para saber. Custo: $ Benefício:***** 


ÁGUA COM GÁS. Hidrata tanto quanto a sem gás. Se for naturalmente gaseificada (com origem em fontes naturais), é uma boa pedida. Se gaseificada artificialmente, com adição de carbonato, pode atacar o esmalte dos dentes. Custo: $ Benefício:***** 


 SUCOS. Hidratam bem e são ricos em vitaminas e fibras. Os melhores para matar a sede são os de frutas cítricas, de melancia e de melão. Evite os mais consistentes, como o de mamão, antes do exercício: podem pesar no estômago. Custo: $$$ Benefício:***** 


ÁGUA-DE-COCO. É o melhor hidratante. Como um soro natural, repõe vitaminas e minerais. Deve ser consumida com cuidado por hipertensos (é rica em sódio) e por quem está de dieta (um copo tem 80 calorias). Custo: $$$ Benefício:***** 


ISOTÔNICOS. Repõem minerais para quem pratica esporte por mais de uma hora (é comum perder, além de água, sódio e potássio). Mas são calóricos e, se consumidos em excesso, podem sobrecarregar os rins. Custo: $$$$ Benefício:**** 


CHÁ GELADO. Há versões em lata e garrafa, à base de mate, chá verde e chá branco. Hidratam ou desidratam, dependendo da planta, da quantidade e do consumo. O verde, por exemplo, hidrata. Mas em excesso pode desidratar, porque aumenta a saída de minerais e eletrólitos. Os enriquecidos com potássio são bons para tomar durante e depois dos exercícios físicos. Custo: $$$ Benefício:** 


ÁGUA SABORIZADA. A adição de adoçantes e aromatizantes fazem lembrar um suco de fruta muito diluído. Só que a ingestão em excesso dessas substâncias pode fazer mal. Custo: $$ Benefício:** 


REFRIGERANTES. Um ou dois copos por dia não fazem mal. Mas não substituem a água. Também contêm aromatizantes e outras substâncias químicas. Alguns trazem cafeína, que, em excesso (mais de cinco copos por dia), contribui para a desidratação. Custo: $$ Benefício:** 


BEBIDAS ENERGÉTICAS. Não são bons hidratantes e podem até produzir o efeito contrário. Contêm taurina e cafeína, estimulantes que levam a uma perda maior de água pela transpiração e respiração. Custo: $$$$ Benefício:* 


CERVEJA. Mata a sede, mas não está bem colocada no ranking da hidratação, pelo efeito diurético. Custo: $$$ Benefício: *
Ana Gonzaga

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