31 de jan. de 2008

Seu sucesso


Você é totalmente perfeito e seu sucesso na vida será diretamente proporcional à sua habilidade de aceitar esta verdade sobre você mesmo.
Robert Anthony
Picture by Katharine Gracey

Os cidadãos e a filosofia


Os cidadãos não terão alívio do mal, meu querido Glauco, nem a raça humana, creio, a não ser que os filósofos governem as cidades ou que os que hoje chamamos de reis e governantes estudem filosofia verdadeira e genuinamente, até que o poder político e a filosofia coalesçam e as diversas natureza dos que hoje perseguem alguém até a exclusão do outro sejam forçosamente impedidas de fazê-lo.
Sócrates, segundo Platão
Picture by Georgia O'Keeffe

Não te esqueças de que a tua frase é um ato


Não te esqueças de que a tua frase é um ato. Se desejas levar-me a agir, não pegues em argumentos. Julgas que me deixarei determinar por argumentos? Não me seria difícil opor, aos teus, melhores argumentos. Já viste a mulher repudiada reconquistar-te através de um processo em que ela prova que tem razão?

O processo irrita. Ela nem sequer será capaz de te recuperar mostrando-te tal como tu a amavas, porque essa já tu a não amas. Olha aquela infeliz que, nas vésperas do divórcio, teve a ideia de cantar a mesma canção triste que cantava quando noiva. Essa canção triste ainda tornou o homem mais furioso. Talvez ela o recuperasse se o conseguisse despertar tal como ele era quando a amava. Mas para isso precisaria de um gênio criador, porque teria de carregar o homem de qualquer coisa, da mesma maneira que eu o carrego de uma inclinação para o mar que fará dele construtor de navios.

Só assim cresceria essa árvore que depois se iria diversificando. E ele havia de pedir de novo a canção triste. Para fundar o amor por mim, faço nascer em ti alguém que é para mim. Não te confessarei o meu sofrimento, porque ele te faria desgostar de mim. Não te farei censuras: elas irritar-te-iam justamente. Não te direi as razões que tu tens para amar-me, porque não as tens. A razão de amar é o amor. Também não me mostrarei mais, tal como tu me desejavas. Porque tu já não desejas esse. Se não, amar-me-ias ainda. Mas educar-te-ei para mim. E, se sou forte, mostrar-te-ei uma paisagem que fará de ti meu amigo.
Antoine de Saint-Exupéry
Picture by John O'Brien

Pratique a competição saudável


A competição é salutar quando serve de parâmetro para clarear nossos objetivos e servir de alavanca para o crescimento pessoal. Quando observamos o sucesso de um colega ou uma empresa concorrente, podemos retirar desse exemplo preciosas lições a ser aproveitadas no aperfeiçoamento profissional. Com base nessa análise, podemos descobrir o que falta em nós para alcançar resultados tão positivos.
Marianita Xavier Crenitte
Picture by Michael O'Toole

30 de jan. de 2008

O corvo e o coelho


Um corvo está sentado numa árvore o dia inteiro sem fazer nada.
Um pequeno coelho vê o corvo e pergunta:
- "Eu posso sentar como você e não fazer nada o dia inteiro?"
O corvo responde, sorrindo:
- "Claro, porque não?"
O coelho senta no chão embaixo da árvore, e relaxa.
De repente uma raposa aparece e come o coelho.

Conclusão:
Para ficar sentado sem fazer nada, você deve estar no topo.
Picture by Carol Saxe

Coragem


Coragem é dar um passo em direção a uma área de dificuldade sem uma solução em mente mas sentindo que a vitória está adiante. É dizer o que você acredita, sem diluir, sem desejar aprovação, sabendo que um pensamento profundamente conectado com o seu ideal é forte suficiente para resistir oposição. Mantenha os olhos fixos no alvo mesmo que mil distrações tentem desviar você. Coragem é poder.
Brahma Kumaris

29 de jan. de 2008

Lagrimas


As lágrimas são o supremo sorriso.
Stendhal

Educação


O fim supremo da educação é o discernimento especializado em todas as coisas - o poder de diferenciar o bem e o mal, o genuíno do impostor, e de preferir o bem e o genuíno ao mal e ao impostor.
Samuel Johnson
Picture by Ansel Adams

Tomada de decisão


Boa parte dos erros de avaliação na hora de decidir ocorre por falta de informação ou de formação.

A maioria dos erros se deve à forma como as pessoas decidem, ou seja, ao processo adotado para tomar decisão.

“Tão importante quanto escolher direito é aprender a fazer isso.”
Esse requisito se tornou tão essencial à sobrevivência.

Os homens possuem uma capacidade natural de analisar e solucionar problemas e foi graças a essa capacidade que sobrevivemos aos inúmeros predadores que nos devorariam facilmente.

Descobriu-se que as pessoas começam a discussão de um problema pela conclusão, geralmente já apontando uma saída pela qual tenham simpatia. Infelizmente simpatiza-se pela primeira solução viável que vem à cabeça.

Recomenda-se cautela a respeito de pensar um problema. As melhores decisões costumam ser tomadas de forma disciplinada, até mesmo com ajuda de lápis e papel. Os estudiosos recomendam que as pessoas não apenas analisem os prós e contras de cada opção em jogo mas redijam cada uma delas em colunas separadas como forma de avaliá-las, de tê-las sempre diante dos olhos. Elas exigem que as pessoas se esforcem. O importante é que pesquise e anote as conclusões da pesquisa. Tais procedimentos não garantem o sucesso, mas minimizam o risco do processo decisório.

A idéia básica é reduzir a subjetividade a sua porção necessária. A adoção de uma metodologia reduz a impulsividade das decisões e dá a quem vai decidir condições objetivas para fazer um julgamento pessoal de cada possibilidade em jogo.
É onde entra a chamada intuição.

Muitos se referem à intuição como uma capacidade sobrenatural que alguns teriam de prever o futuro ou fazer adivinhações. A ciência define a intuição como a contribuição pessoal dos indivíduos para a solução dos problemas. “Pessoas mais bem treinadas e mais bem formadas têm mais condições de intuir o rumo a seguir.”

Praticamente todos os processos que envolvem a tomada de decisão importante chegam a um ponto em que as dúvidas concretas foram esclarecidas, mas ainda assim não há meios de optar por este ou aquele caminho. Segundo cientistas há um componente biológico no processo de tomada de decisões. No caminho de seu desenvolvimento o homem aprendeu primeiro a se defender e só depois a examinar o problema. Decisões são fruto de momento histórico, de valores, de crenças e dos preconceitos vigentes.

Mapa e território


Vivemos em dois mundos: em um mundo de acontecimentos que percebemos diretamente.

É um mundo muito pequeno, constituído estritamente pela seqüência de coisas que realmente vimos, ouvimos, percebemos, isto é, pelo fluxo de acontecimentos que estão sempre passando através de nossos sentidos.

Em termos de experiência pessoal, a África não existe desde que nunca tenhamos estado lá. É através de relatos e relatos de relatos que recebemos a maior parte dos conhecimentos. Chamamos de mundo verbal a esse mundo que nos chega através das palavras, em oposição ao mundo extensional, que conhecemos ou somos capazes de conhecer através de experiência própria. Esse mundo verbal deve estar em relação com o mundo extensional, assim como um mapa deve estar em relação com o território que supostamente representa.

Se a criança chega a vida adulta, tendo na mente um mundo verbal que razoavelmente se aproxima do mundo extensional encontrado ao seu redor estará mais adequada para os acontecimentos. O seu mundo verbal já a instruiu sobre o que deve esperar. Se todavia cresce tendo em mente um mapa falso, isto é , se cresce com a mente abarrotada de erros distorções, estará constantemente esbarrando em dificuldades, desperdiçando esforços. Algumas pessoas vivem em um mundo que tem pouquíssima semelhança com o mundo extensional.

Por mais belo que seja um mapa torna-se inútil ao viajante, se não mostra exatamente a relação dos lugares entre si, e a estrutura do território. O mesmo acontece com a linguagem. Por meios de relatos errôneos, imaginários, ou por falsas inferências, podemos criar mapas que nada têm a ver com o mundo extensional.
Existem dois modos de introduzir mapas falsos em nossas mentes: recebendo-os de outras pessoas ou criando-os por conta própria, mediante a interpretação errônea de mapas verdadeiros.
Samuel I. Hayakawa
Picture by Gayle Ullman

28 de jan. de 2008

Tudo depende do contexto


Fim de tarde, um ginecologista aguarda sua última paciente que não chega.
Depois de 45 minutos, ele supõe que não virá mais, e resolve tomar um gim tônica para relaxar antes de voltar para casa. Instala-se confortavelmente numa poltrona e começa a ler o jornal quando toca a campainha.
É a paciente que chega e com os olhos cheios de lágrimas, pede desculpas pelo atraso.
- Não tem importância, imagine - responde o médico - Olhe, eu estava tomando um gim tônica enquanto esperava.
Quer um também?
- Aceito com prazer - responde a paciente aliviada.
Ele lhe serve um copo, senta-se na sua frente e começam a bater papo.
De repente ouve-se um barulho de chave na porta do consultório.
O médico tem um sobressalto, levanta-se bruscamente e diz:
- Minha mulher! Rápido, tire a roupa e abra as pernas!

O caboquim


O caboquim cordô cêdo, ispriguíçô, lavô as mão na gamela, limpô uzói, sinxugô, tomô café, pegô a inxada, sivirô pra muié i falô:
- muiééé, tô in trabaiá.
Quano q'êle saiu da casa, ao invêiz di í prá roça, ele subiu num pé di manga i ficô iscundidim.
De repente pareceu um negão, ele foi inté upé di manga i nem si percebeu q'o caboquim tava lá inriba.
Pegô u'a manga...chupô, pegôta, i mais ôta..., i a muié du caboquim chegô na jinela e gritô:- Póvim, ele já foi!
O negão largô as manga i sinfurnô denda casa du caboquim.
O caboquim, danado de réiva, desceu da árve, pegô um facão e intrô na casa.
Quan q'ele abriu a porta ele viu o negão chupando as teta da muié, intonsi levantô u facão e falô: - Vai morrêêêêê negão!!!
E num é q'o negão puxô dum 38 da cintura, i pontô pro caboquim falano:
- Por que eu vou morrer?
E o cabuquim respondi:
- Uai, cê chupô trêis manga e agora tá mamando leite.
Assim tu vai morrê, manga cum leite faiz mar, uai !!!!!

A Riqueza das Nações


Todo indivíduo necessariamente trabalha no sentido de fazer com que o rendimento anual da sociedade seja o maior possível. Na verdade, ele geralmente não tem intenção de promover o interesse público, nem sabe o quanto o promove.
Ao preferir dar sustento mais à atividade doméstica que à exterior, ele tem em vista apenas sua própria segurança; e, ao dirigir essa atividade de maneira que sua produção seja de maior valor possível, ele tem em vista apenas seu próprio lucro, e neste caso, como em muitos outros, ele é guiado por uma mão invisível a promover um fim que não fazia parte de sua intenção.
E o fato de este fim não fazer parte de sua intenção nem sempre é o pior para a sociedade. Ao buscar seu próprio interesse, freqüentemente ele promove o da sociedade de maneira mais eficiente do que quando realmente tem a intenção de promovê-lo.
Adam Smith
Picture by Kerne Erickson

27 de jan. de 2008

O farmaceutico


Um rapaz vai a uma farmácia e diz :
- Tem preservativo? Minha namorada me convidou para jantar esta noite na casa dela.

O farmacêutico dá-lhe o preservativo e o jovem sai .

De imediato, volta, dizendo:
Senhor, dê-me outro. A irmã da minha namorada é uma gostosona, vive cruzando as pernas na minha frente.
Acho que também vai rolar....
O homem dá o preservativo ao jovem .

Ele volta, dizendo:
Quero outro. A mãe da minha namorada também é boa pra caramba. A velha vive se insinuando, deve ser mal amada, e como eu hoje vou jantar lá na casa delas...

Chega a hora da comida e o rapaz está sentado à mesa com a namorada ao lado, a mãe e a irmã à frente.

Neste instante entra o pai da namorada .

O rapaz baixa imediatamente a cabeça, une as mãos e começa a rezar:
- Senhor, abençoa estes alimentos, blá,blá.. Damos graças por estes alimentos...
Passa-se um minuto e o rapaz continua de cabeça baixa rezando:
- Obrigado Senhor...blá,bla...
Passam-se cinco minutos :
- Abençoa Senhor este pão...
Todos se entreolham surpreendidos, e a namorada lhe diz ao ouvido:
Meu amor, não sabia que você era tão religioso...
- E eu não sabia que o teu pai era farmacêutico!

Conclusão:
Não comente os planos estratégicos da empresa com desconhecidos, porque essa inconfidência pode destruir a sua própria organização.
Picture by Botero

A vida


Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas...
Luis Fernando Verissimo

Amor materno


O amor de mãe por seu filho é diferente de qualquer outra coisa no mundo.

Ele não obedece lei ou piedade, ele ousa todas as coisas e extermina sem remorso tudo o que ficar em seu caminho.
Agatha Christie
Picture by Maurice Denis

Johnny Beira-Mar


Tem coisas que os jornais matutinos deveriam evitar, não por uma questão de propriedade jornalística mas por mero respeito à saúde dos leitores, que folheiam o diário logo ao acordar, durante o café da manhã. Caso explícito é um artigo da Folha desta quarta-feira, 23 de janeiro, de autoria do ex-traficante João Estrella.

O personagem inspirou o ótimo filme Meu Nome Não é Johnny, e parece estar agora sofrendo da estranha perversão que acomete aqueles dotados de fama repentina, de se achar inteligentes e acreditar que suas opiniões são relevantes sobre todo e qualquer assunto. Nosso Johnny repete a cantilena de que os criminosos de estrato social inferior são mais vítimas do que culpados:

“O jovem pobre e criminoso também não está preocupado com isso [a violência gerada pelo consumo de drogas] -e tem lá os seus motivos. Ele faz parte de uma parcela da população que, além de ser massacrada pela miséria, ainda é esculachada pela polícia, enganada por políticos e jogada na marginalidade mesmo quando não é bandida, pois marginal é aquele que não participa da comunidade, aquele que é excluído. Esses cidadãos, que são os mais combatidos e que não têm direito a cela especial, são mais vítimas do que culpados.”
O raciocínio é duplamente tortuoso – pobreza não redime ninguém dos seus atos, assim como não o condena, e se os pobres são inocentes a priori, os criminosos de classe média, como Estrella, são duplamente culpados e, no caso específico dele, deveria ter cumprido sua pena num presídio, não em manicômio. Mas, enfim, o pensamento é torto mas não é original.
Originais são as partes em que o articulista exime a sua atividade pregressa – o tráfico de entorpecentes – de culpabilidade, dizendo que os “drinks” são um problema maior. Na sua sintaxe particular: “Então... Temos o álcool, que, se não me engano, aparece em primeiro lugar na lista de destruição: homicídios, acidentes”.
Johnny arremata dizendo “quem dera nossos
maiores problemas fossem os ecstasys que a rapaziada toma nas festas e que estão na mídia o tempo todo”, no que eu concordo totalmente. Problema muito maior que o ecstasy é um ambiente intelectual em que as pessoas são culpadas e inocentadas de acordo com sua classe social e em que traficantes internacionais de drogas recebem uma pena ridícula de dois anos de confinamento e ainda se acham no direito de vir a público dizer a nós, que trabalhamos e suamos todos os dias dentro da lei, que somos, como sociedade, tão responsáveis pelo problema da violência do tráfico quanto aqueles que matam, roubam e violam para preservar sua lucratividade no tráfico de drogas.
Menas, Johnny. Menas.
Gustavo Ioschpe

26 de jan. de 2008

Chifre compensador


Um sujeito, voltando de uma viagem de negócios, entra em um táxi no aeroporto.
Enquanto se dirigiam para casa, ele perguntou ao taxista se ele topava ser testemunha.
Ele suspeitava que a esposa estava tendo um caso e pretendia flagrá-la no ato. Chegaram silenciosamente à casa e subiram pé ante pé até o quarto..
O marido acendeu as luzes, arrancou o cobertor e lá estava a esposa dele na cama com outro homem.
O marido colocou a arma na cabeça do homem nu.
A esposa gritou: - Não faça isto! Este homem tem sido muito generoso! Eu menti para você quando disse que herdei dinheiro. Foi ele quem pagou o Audi que eu comprei para você. Ele pagou também o nosso iate novo. Foi ele quem comprou e mantém a nossa casa em Angra e comprou o título da Sociedade do Clube Rural!
Movendo perplexo a cabeça para os lados, o marido abaixou a arma. Olhou para o motorista e perguntou: - O que você faria?
- Eu o cobriria logo com o cobertor, antes que ele pegue um resfriado.

Feminina


Eu queria ser mulher pra me poder estender
Ao lado dos meus amigos, nas banquettes dos cafés.
Eu queria ser mulher para poder estender
Pó de arroz pelo meu rosto, diante de todos, nos cafés.
Eu queria ser mulher pra não ter que pensar na vida
E conhecer muitos velhos a quem pedisse dinheiro
-Eu queria ser mulher para passar o dia inteiro
A falar de modas e a fazer «potins» - muito entretida.
Eu queria ser mulher para mexer nos meus seios
E aguçá-los ao espelho, antes de me deitar
-Eu queria ser mulher pra que me fossem bem estes enleios,
Que num homem, francamente, não se podem desculpar.
Eu queria ser mulher para ter muitos amantes
E enganá-los a todos - mesmo ao predileto -
Como eu gostava de enganar o meu amante loiro, o mais esbelto,
Com um rapaz gordo e feio, de modos extravagantes...
Eu queria ser mulher para excitar quem me olhasse,
Eu queria ser mulher pra me poder recusar...
Ah, que te esquecesses sempre das horas
Polindo as unhas -A impaciente das morbidezas louras
Enquanto ao espelho te compunhas...
A da pulseira duvidosa
A dos anéis de jade e enganos
-A dissoluta, a perigosa
A desvirgada aos sete anos...
O teu passado, sigilo morto,
Tu própria quase o olvidaras
-Em névoa absorto
Tão espessamente o enredaras.
A vagas horas, no entretanto,
Certo sorriso te assomaria
Que em vez de encanto,
Medo faria.
E em teu pescoço
- Mel e alabastro
-Sombrio punhal deixara rasto
Num traço grosso.
A sonhadora arrependida
De que passados malefícios
-A mentirosa, a embebida
Em mil feitiços
Mário de Sá-Carneiro
Picture by William Bouguereau

Prêmio maior


De longe, o maior prêmio que a vida oferece é a chance de trabalhar muito e se dedicar a algo que valha a pena.
Theodore Roosevelt

O verdadeiro amor ao outro é fruto do amor a si mesmo.


O verdadeiro amor ao outro é fruto do amor a si mesmo. Quem não se ama, não se respeita, não luta pelos próprios interesses e não amará de verdade a outra pessoa. Não há incompatibilidade entre o amor a si mesmo e o amor ao próximo. No evangelho está escrito: “Amar ao próximo como a si mesmo”. Infelizmente nos ensinaram, desde cedo, a nos sacrificarmos pelas pessoas através da renuncia às próprias necessidades, como prova de amor.

Esse comportamento leva à depressão. A bondade excessiva, ou seja, aquela que para ser praticada tem de nos prejudicar, não é sadia e traz muitas conseqüências para os relacionamentos. A principal delas é a cobrança. Mães que se sacrificam pelos filhos, esposas que abrem mão das próprias necessidades pelos maridos, amigos que só pensam nos outros, mais cedo ou mais tarde, irão cobrar o sacrifício feito. É claro que devemos ser bondosos para com os outros, mas também verdadeiros. Dizer “não” faz parte da relação amorosa. A verdade é tão importante quanto a bondade. Todo “não” que dermos a alguém que for um “sim” para nos é sagrado.

E por que tanta dificuldade em negar alguma coisa para alguém? Primeiro, por causa do sentimento de culpa. Quando crianças, em geral, éramos obrigados a sempre agradar os pais. Quando isso não ocorria, éramos muitas vezes culpados ou castigados. Aí nasceu o sentimento de culpa. Parece que quando damos um “não”, estamos sendo egoístas e maldosos. O que não é verdade, afinal, estamos apenas sendo verdadeiros. O segundo motivo é o medo de não sermos amados. Queremos comprar o amor das outras pessoas com a nossa submissão. É como se estivesse escrito na nossa cabeça: “Agrade sempre”. Não vale a pena ser amado dessa forma. O amor principal, origem de um relacionamento, é o amor que devemos ter a nos mesmos. O amor ao outro é transbordamento de nossa auto-estima, e não fruto de nossa auto-aversão.
Antônio Roberto

25 de jan. de 2008

Nestor e a vizinha


Um homem está entrando no chuveiro enquanto sua mulher acaba de sair e está se enxugando. A campainha da porta toca.

Depois de alguns segundos de discussão para ver quem iria atender a porta a mulher desiste, se enrola na toalha e desce as escadas.

Quando ela abre a porta, vê o vizinho Nestor em pé na soleira.

Antes que ela possa dizer qualquer coisa, Nestor diz:
- Eu lhe dou 3.000 reais se você deixar cair esta toalha!
Depois de pensar por alguns segundos, a mulher deixa a toalha cair e fica nua. Nestor então entrega a ela os 3.000 reais prometidos e vai embora.

Confusa, mas excitada com sua sorte, a mulher se enrola de novo na toalha e volta para o quarto. Quando ela entra no quarto, o marido grita do chuveiro:
- Quem era?
- Era o Nestor, o vizinho da casa ao lado, diz ela.
- Ótimo! Ele lhe deu os 3.000 reais que ele estava me devendo?
Conclusão:
Se você compartilha informações a tempo, pode prevenir exposições desnecessárias.

A necessidade de ser previdente


Aquele que não prevê as coisas longínquas expõe-se a desgraças próximas.
Confúcio
Picture by Pinar Paputçu

Relatos de uma Vida... assim dita...


Por um tempo pensei que a vida fosse se tornar uma vida deverdade, como diria o amigo Leonardo: "Algo esplêndido, sensacional, coisa de lôco", porém, contudo, todavia, sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver; um projeto não terminado, uma conta a ser paga, a mensalidade da faculdade atrasada, aquela linda mulher que dispensa comentários.
Putz!!! pensava aí sim, a vida de verdade começaria, por fim, cheguei à conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.

Essa perspectiva que me ajuda a ver que não existe um caminho para a felicidade.

"A felicidade é o caminho! "

"Pode até parecer fraqueza... mas que seja fraqueza então..." como diria Lulu Santos na canção, nostálgico??? ou clichê??? vai saber... sendo assim, aproveite todos os momentos que você ainda mais se você tem alguém especial, especial o suficiente para gastar seu tempo, " e lembre-se que "o tempo não espera ninguém".

Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade;
Até que você volte para a faculdade;
Até que você perca 5 quilos;
Até que você ganhe 5 quilos;
Até que você tenha tido filhos;
Até que seus filhos tenham saído de casa;
Até que você se case;
Até que você se divorcie;
Até sexta à noite; Até segunda de manhã;
Até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova;
Até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos;
Até o próximo verão, outono, inverno;
Até que você esteja aposentado;
Até que aquela música toque;
Até que você esteja sóbrio de novo; hehehe...
Até que você morra...
e decida que não há hora melhor para ser feliz do que agora mesmo...

Lembre-se: "Felicidade é uma viagem, não um destino"
Texto Adaptado por Renato Miguel
Picture by Shelley Xie
Renato é persona da melhor qualidade (se eu tivesse irmã solteira, certamente iria querer que ele casasse lá em casa)

A felicidade como objetivo comum


Todos os homens buscam a felicidade.
E não há exceção. Independentemente dos diversos meios que empregam, o fim é o mesmo.
O que leva um homem a lançar-se à guerra e outros a evitá-la é o mesmo desejo, embora revestido de visões diferentes.
O desejo só dá o último passo com este fim.
É isto que motiva as ações de todos os homens, mesmo dos que tiram a própria vida.
Blaise Pascal
Picture by Pablo Picasso

Sabedoria


A marca da sabedoria é ler corretamente o presente e marchar de acordo com a ocasião.
Homero
Picture by Claude Monet

24 de jan. de 2008

Quem nunca te abandonará


Você está aniquilado?
Sente-se sozinho e abandonado?
Está convencido, que ninguém se interessa por você?
Acredita que ninguém está dando a mínima para o fim do teu casamento e pouco se importa pelo teu divorcio?
Você pensa que ninguém repara nos teus sucessos ou nos teus fracassos ou que tua vida ou tua morte nada significam para os outros?
Você está errado!
Existe alguém que se interessa muito por você e acompanha todos teus passos.
Quando todos tenham te abandonado, os fiscais da Receita Federal continuarão pensando em você !

Amigo de verdade


Um amigo é alguém que gosta de você, apesar do seu sucesso
Winston Churchill
Picture by Stacy Dynan

Góticos


Um gótico britânico que levava sua namorada pela coleira na região de West Yorkshire, no norte da Inglaterra, foi impedido de entrar em um ônibus porque o motorista temia pela segurança dos passageiros. Dani Graves, de 25 anos, e sua noiva, Tasha Maltby, de 19, alegam que foram discriminados pela empresa de ônibus Arriva.
O casal afirma que foi expulso de um ônibus e impedido de entrar em outro. A companhia afirma que outros passageiros poderiam correr riscos caso o ônibus tivesse que frear de repente. A Arriva disse ainda que coloca a segurança de seus passageiros em primeiro lugar e acrescentou que está investigando a queixa do casal.
"A Arriva leva a sério qualquer alegação de discriminação e questionou o motorista do ônibus a respeito da acusação de Graves", disse o diretor de operações da companhia de Yorkshire, Paul Adcock. "Nossa primeira preocupação é com a segurança do passageiro e, embora o casal seja bem-vindo em qualquer viagem de nossos ônibus, pedimos que a senhorita Maltby retire a coleira antes de embarcar", acrescentou a empresa.
"Pode ser perigoso para o casal e para outros passageiros se o motorista tiver que frear repentinamente e a senhorita Maltby estiver usando a coleira", diz o comunicado. A companhia também informou que vai enviar a Graves "um pedido de desculpas por qualquer incômodo causado pela forma com a questão foi tratada".
BBC

A viagem da descoberta


A viagem da descoberta não consiste em achar novas paisagens, mas em ver com novos olhos.
Marcel Proust
Picture by A. Phillips

Nove passos para a criatividade máxima


Um dos assuntos mais discutidos hoje em dia é a Criatividade.
Afinal, ser criativo é importante para todos ou apenas para profissionais de determinadas áreas? Se for importante mesmo, como fazer para desenvolver e maximizar o seu potencial criativo ?

Em primeiro lugar, ser criativo é fundamental. Independente da sua atividade profissional, a criatividade é que vai fazer com você possa resolver problemas, identificar oportunidades e atingir resultados diferenciados.
Diante disso, voltamos a segunda pergunta: como e o que fazer?

Para simplificar seu caminho rumo a criatividade, você pode adotar alguns comportamentos no seu dia a dia que certamente vão exercitar e potencializar sua criatividade. Veja abaixo nove dicas simples e práticas:

1. Exercite o seu cérebro
Existem diversas maneiras de você exercitar o seu cérebro. Uma das mais divertidas que eu conheço é o desenvolvimento do ambidestrismo. Ambidestrismo é a capacidade de fazer tudo com as duas mãos com a mesma eficiência. Para praticar, tente fazer algumas atividades do dia a dia como escovar os dentes e comer com a sua mão não dominante. Fazer malabarismo também pode ser uma excelente ferramenta. O importante é buscar atividades que exijam muita coordenação e ações simultâneas.

2. Faça todos os dias a pergunta mágica
Essa é uma idéia simples, mas muito eficaz. Para cada atividade do seu dia faça a pergunta: "como é que eu poderia fazer isso de maneira diferente, de forma a maximizar meus resultados?"

3. Evite julgamentos prematuros
O inimigo número um da criatividade é o julgamento prematuro. Durante a fase de geração de novas idéias, evite qualquer tipo de avaliação da praticidade ou eficácia da mesma. Deixe a idéia evoluir. Muitas novidades fantásticas surgiram de idéias aparentemente malucas.

4. Descubra seu local criativo
Você já parou pra pensar aonde e quando você cria mais? Isso pode fazer uma enorme diferença. Que atividade deixa você mais criativo. Algum lugar especial? Eu, pr exemplo, tenho muitas idéias quando estou correndo ou mesmo meditando. E você?


5. Anote todas as idéias
Todos temos idéias todos os dias. O grande problema é que elas se perdem no caminho porque não são anotadas. Quantas vezes você já teve uma grande idéia no caminho para o trabalho e a esqueceu completamente quando chegou lá? Anote, anote, anote...

6. Use a diversidade como arma
Busque sugestões de pessoas diferentes. Trabalhe em grupo. Junte pessoas de diferentes áreas, diferentes origens e diferentes níveis de conhecimento sobre o assunto. Essa complementaridade vai maximizar o processo criativo.

7. Estabeleça uma meta
Uma das formas mais eficazes de criar é estabelecer metas. Estabeleça metas de inovações para tudo. Nos meus cursos sempre me surpreendo com a diferença entre o número de idéias que surgem quando peço o máximo de idéias possível, comparado ao número que vem quando peço pelo menos 10. A cota mínima faz com você vá além, pois se existe a meta, seu cérebro sabe que é possível. Experimente.

8. Arrisque
Correr riscos faz parte do processo criativo. Criar é correr riscos e sair da zona de conforto. Arrisque-se a ter novas idéias, arrisque-se a apresentá-las na sua empresa, arrisque-se a insistir, arrisque-se ...

9. Medite
Deixei por último a ferramenta mais poderosa. Meditar já deixou de ser uma atividade religiosa ou esotérica. Os benefícios da meditação já forma comprovados cientificamente. Para a criatividade, nada pode ser melhor. Nossa mente vive lotada de informações e inutilidades. Quando você medita, você limpa sua mente, abrindo espaço para que as novas idéias surjam e floresçam na sua mente. Bastam vinte minutos por dia pra que você sinta a diferença.

Como você pode ver, são receitas simples e práticas. Parece fácil, e é.
O difícil é ter isso como prioridade e não perder o foco na implementação em função das demandas do dia a dia. Esse é o desafio Se você tiver a disciplina, criatividade não vai ser problema.
Arthur Diniz
Picture by Ruth Franks

23 de jan. de 2008

O fazendeiro


Um fazendeiro resolve colher algumas frutas em sua propriedade, pega um balde vazio e segue rumo às árvores frutíferas.
No caminho ao passar por uma lagoa, ouve vozes femininas que provavelmente invadiram suas terras.
Ao se aproximar lentamente, observa várias belas garotas nuas se banhando na lagoa, quando elas percebem a sua presença, nadam até a parte mais profunda da lagoa e gritam:
- Nós não vamos sair daqui enquanto você não deixar de nos espiar e for embora.
O fazendeiro responde:
- Eu não vim aqui para espiar vocês, eu só vim alimentar os jacarés!

Conclusão:
A criatividade é o que faz a diferença na hora de atingirmos nossos objetivos mais rapidamente.
Picture by Judy Richardson

Empreendorismo


A economia emergente baseia-se no conhecimento, na imaginação, na curiosidade e no talento.

E se pudéssemos aprender a explorar as ricas e maravilhosas diferenças entre as pessoas?

Uma empresa capaz de explorar a singularidade de cada um de seus mil funcionários (ou 10 ou 10 mil) seria extremamente poderosa?

De forma negativa, uma empresa que não descobre como usar as curiosidades especiais de seu pessoal não estará fada a ter problemas?
Tom Peters

'Natureza feminina' desconstruída

No momento em que se comemora, mais para discretamente, dentro dos muros universitários franceses, o centenário de nascimento de Simone de Beauvoir, não há como fugir de certas verdades estabelecidas, que não são idéias feitas, no sentido pejorativo de Flaubert, mas têm a ver com a força da evidência.
A primeira delas é que 'não se nasce mulher', o célebre enunciado de O Segundo Sexo, que ainda está em nossos ouvidos, mais de meio século depois de sua formulação, em 1949, data da publicação do então escandaloso livro, que se permitia tocar na sexualidade da forma mais direta, e ainda por cima, apontar a misoginia dos mulherengos surrealistas, vai desconstruir para sempre a assim chamada 'natureza feminina'.

Muito antes de Jacques Derrida e sua suspeição sistemática da inocência dos discursos 'logofalocêntricos', temos aí, deliciosamente cunhada em forma de máxima, que aliás também se antecipa à boutade lacaniana segundo a qual 'não existe A mulher', a ressonante denúncia de que a 'feminilidade', e tudo o que vem com ela, o 'eterno feminino' e o 'mistério feminino', nada mais são que palavras com que se estigmatiza a mulher. São armadilhas que a aprisionam numa suposta diferença original, a exemplo do que também se faz com o judeu e com o negro, para melhor transformá-la no 'outro', entendido como ameaçador. Mesmo quando na boca dos poetas, são o álibi mesmo da opressão e da tutela exercidas milenarmente sobre a mulher.

Daí a não menos célebre oração coordenada, que imediatamente arredonda o axioma: 'Não se nasce mulher, se é transformado nisso.' (On ne nat pas femme: on le devient). A segunda evidência é que essa obra magistral, monumental e fulgurante, que convoca a biologia, a antropologia, a história, os imaginários artísticos e até mesmo a psicanálise vienense, então em vias de implantação, para estabelecer um imenso dossiê, ao revés do qual responder, sem apriorismos, à pergunta 'o que é uma mulher?', constitui-se na fundação mesma do feminismo moderno. Ela é o ponto de partida de tudo o que se segue em matéria de estudos de gênero e processos de libertação.

A própria Betty Friedan, em seu tempo, o reconhecia. O fato é tão mais digno de nota quanto Um Teto Todo Seu de Virginia Woolf - em que vibra uma outra proferição feminista famosa sobre a irmã de Shakespeare, que se tivesse existido e porventura fosse tão genial quanto o criador de Hamlet, ainda assim nunca teria chegado a se equiparar ao mano, porque fatalmente teria sido destinada à alienação do casamento - antecede O Segundo Sexo de exatos 20 anos.Não deixa de ser perturbador que a intervenção que vem antes, e com tal assinatura, fique em segundo plano, e seja a segunda a que celebramos como a inaugural. Não só porque as reflexões de Virginia Woolf, por exemplo, sobre como Jane Austen e as irmãs Bronte escrevem mal porque escrevem como mulheres, são, por seu turno e a seu modo, supremamente instigantes, mas porque, como muitos concordam em dizer, é nos países protestantes que o feminismo vai se mostrar mais forte, porque se está aí longe do culto à Virgem, logo, das idealizações mariais do feminino. Realizado aos 41 anos de Beauvoir, como um trabalho da maturidade, que veio a ser o mais clássico dentre seus muitos clássicos, O Segundo Sexo desmente todas essas razões. E se tivermos em mente a grande crise das categorias genéricas com que estamos envolvidos hoje, como atestam as paradas gays, podemos pensar que ao seu milagre se soma ainda uma perfeita atualidade. Há um trecho no primeiro tomo em que Beauvoir fala da delicadeza feminil das odaliscas, notando que isso não impede seu lesbianismo.

É uma verificação sutil, difícil de se fazer na entrada dos anos 50, que livra as viragos dos signos obrigatórios da virilidade e, muito embora Beauvoir acompanhe Sartre em seu desgosto por Freud, vai ao encontro do freudismo, quando desfaz o elo entre anatomia e destino sexual. Além do mais, essa é uma espécie de previsão das inversões sem o espetáculo da inversão, tais como as conhecemos agora que elas saíram da surdina e dos espaços exóticos confinados. Não é de estranhar, pois, que, no arredondar dos 100 anos de nascimento, quando surge mais uma biografia de Beauvoir feita por uma mulher - desta vez, Huguette Bouchardeau, notória feminista e ex-ministra do Meio Ambiente no governo socialista de Laurent Fabius - tudo isso venha à baila.Mas felizmente para os amantes da literatura e do pensamento de linha francesa, não se trata só disso.

Há mais que a promoção da mulher, e de modo geral, mais que a defesa das belas causas - o anticolonialismo, as campanhas contra a guerra da Argélia, as denúncias do apartheid, a execração do anti-semitismo -, todas abraçadas em pacto com Sartre e com a plataforma de Sartre, a pôr na conta das contribuições da autora de Memórias de Uma Moça Bem Comportada (1958). A começar pelo memorialismo, justamente. Roland Barthes notou que Proust impôs o memorialismo ao século 20. Se não os reduzirmos à paixão política, os escritos de Beauvoir, associando reflexividade e estilo, para levantar uma história das mulheres que passa pela sua própria história de mulher, devem figurar entre o que de mais refinado se fez neste campo, no novecentos.Não enclausurar Beauvoir em nenhuma gaveta conceitual é uma justiça que faz o Colóquio Internacional Beauvoir 2008, que acaba de ocorrer em Paris, na sede do Collège des Universités, sob a direção de ninguém menos que Julia Kristeva (que no entanto não inclui Beauvoir em sua trilogia O Gênio Feminino, de 1999, dedicada a Hannah Arendt, Melanie Klein e Colette).
Assim, quem passar os olhos no programa, disponível no site http://2008beauvoir.blogspot.com, verá que, mais que a introdutora dos gender studies, que depois se tornariam a mania das universidades norte-americanas, e mais que a companheira e a seguidora de Sartre, que não deixa de referi-lo quando, na segunda parte de O Segundo Sexo, põe em marcha a premissa de que a existência precede a essência, partindo para investigar não a feminilidade em abstrato, mas a vida real das mulheres de carne e osso, a Simone de Beauvoir que hoje se cultua intramuros é principalmente a escritora e a filósofa.

E melhor dizendo, a escritora-filósofa. As duas coisas inseparavelmente e, como diriam os franceses, à part entière, quer dizer, sem que uma empane o brilho da outra. Tudo como na grande tradição francesa a que se filia a escola sartriana, aquela que começa com Montaigne e continua com estes romancistas, contistas e dramaturgos que foram Voltaire, Rousseau e Diderot. Círculo, aliás, poupado no cortante dossiê beauvoiriano, já que o 18 francês convida a olhar a mulher de modo fraterno e igualitário e, se inaugura o discurso sobre a natureza, abrindo caminho para as formalidades burguesas, nem por isso aprisiona o feminino na natureza diversa que a caça às bruxas, ainda em prática na França no século da Grande Revolução, por isso mesmo, perseguia como adversa.

Há inúmeros ângulos de ataque ao legado de Beauvoir nos diferentes painéis do colóquio de Kristeva. O mais longo dos fóruns, que repassa todas as questões sobre as quais Beauvoir filosofou - a mulher, a sexualidade, a ambigüidade, a alteridade, o amor, a amizade, o próprio envelhecimento, o próprio Sartre -, se intitula Écrire l'Intime (Escrever a Intimidade). É nesse campo temático que vamos encontrar Claude Lanzman, colaborador de Le Temps Modernes e realizador de Shoah (1985), filme que surpreendeu o mundo ao levar para o cinema, do modo mais estilizado, na contramão das convenções de sobriedade antiartística do gênero testemunho, a discussão contemporânea sobre a representação da catástrofe.
Dessa administração do horror absoluto, que resulta tanto mais comovente quanto é teatral, Beauvoir foi a primeira a dizer que era pura poesia, dando a entender com isso que o conhecimento do mundo em volta passa pela sua transfiguração, e lançando com isso luzes sobre ela mesma.Mas como não se poderia esquecer também, em tal momento, que além de um feminismo e de uma filosofia produzida com estilo, a herança de Beauvoir encerra ainda uma afirmação da atitude, graças à qual o existencialismo se performa a si mesmo - e tão mais vigorosamente, neste caso, podemos pensar, quanto envolve uma mulher -, é igualmente feliz que Philippe Sollers, como bom entendedor do assunto que é, entre noutro ponto das discussões, com uma conferência sobre Les Amours de Beauvoir.Do que será que falará este homme à femmes?

Ficamos aguardando desde já a publicação dos anais do encontro, tão mais curiosos quanto sabemos que há caminhos fascinantes a percorrer igualmente aí. A palavra 'amores', no plural, que refere à relação aberta com Sartre, é particularmente interessante para marcar a coerência de quem ousou irritar-se com Breton e companhia por tanto buscarem nas mulheres 'a mulher'. Nos surrealistas como em D.H. Lawrence, Montherlant e até em Stendhal, embora menos em Stendhal, cujas mulheres se masculinizam, Beauvoir vê trabalhar, junto com a platonização dos sujeitos femininos, o que chama de 'orgulho fálico'. É outra tese das mais contemporâneas.
E diga-se que Beauvoir a soube defender com tal brio e tal fôlego que não podemos descartá-la rapidamente, com um piparote, pondo-a no saco de gatos que Harold Bloom, com razão, chama de 'escola do ressentimento'.Sem falar que os casos paralelos de Beauvoir, entre outros com Lanzman, com quem ela chegou a morar, também não podem ser tomados como simples réplicas feminis ao comportamento de Sartre. Na verdade, até por ser boa comentadora da literatura, Beauvoir sabe que o amor é extraconjugal e, no fundo, descortês. Afinal, toda a cortesia, cujas canções estão na origem de todas as figurações românticas da paixão, nada mais é que um imenso flerte com o adultério, a julgar pelo fato de que as impossíveis senhoras em volta das quais giravam os trovadores medievais, estavam todas encasteladas e eram todas casadas! A psicanálise ensina que era justamente por isso que eram desejadas.

Em suas brilhantes Contribuições à Psicologia do Amor - existem três delas -, Freud assinalou a existência de duas correntes inconciliáveis, que fazem com que o objeto a que se dirigem os sujeitos apaixonados não esteja nunca lá. A corrente terna, dos homens que amam mulheres que não desejam tanto assim carnalmente, e a corrente dos homens que desejam carnalmente mulheres a que não dedicam um amor verdadeiramente gentil.O não casamento heróico de Beauvoir enfrenta essa tensão. Talvez por isso, como nas melhores histórias de amor, ela esteja hoje enterrada ao lado de Sartre, no cemitério de Montparnasse.
Leda Tenório da Motta

22 de jan. de 2008

Abra um sorriso ­ e o coração


Sorria, seja prestativo e bem-humorado.
Se conseguimos nos tornar um ouvinte que melhora a auto-estima dos outros, as pessoas vão naturalmente nos procurar e depositarão confiança em nós
Gerald Michaelson, Steven Michaelson
Picture by Peter Ellenshaw

Confúcio


Deixa o caráter ser formado pela poesia, fixado pelas leis do bom comportamento, e aperfeiçoado pela música.
Confúcio

Quando se ama...


A vida não começa quando se nasce, começa quando se ama !
Pablo Neruda

A galinha afetuosa


Gentil galinha, cheia de instintos maternais, encontrou um ovo de regular tamanho e espal­mou as asas sobre ele, aquecendo-o carinhosa­mente. De quando em quando, beijava-o, enter­necida. Se saia a buscar alimento, voltava apressada, para que lhe não faltasse calor vitalizante. E pensava, garbosa: - "Será meu pintainho! será meu filho!"

Em formosa manhã de céu claro, notou que o filhotinho nascia, robusto. Criou-o, com todos os cuidados. No entanto, em dourado crepúsculo de verão, viu-o fugir pelas águas de um lago, sobre as quais deslizava contente. Chamou-o, como louca, mas não obteve resposta. O bichinho era um pato arisco e fujão. A galinha, desalentada por haver chocado um ovo que lhe não pertencia à família, voltou muito triste, ao velho poleiro; todavia, decorrido algum tempo e encontrando outro ovo, repetiu a experiência. Nova criaturinha frágil veio à luz. Protegeu-a, com ternura, dedicou-se ao filho com todas as forças, mas, em breve, reparou que não era um pintainho qual fora, ela mesma, na infância.

Tratava-se dum corvo esperto que a deixou em doloroso abatimento, voando a pleno céu, para juntar-se aos escuros bandos de aves iguais a ele. A desventurada mãe sofreu muitíssimo. Entretanto, embora resolvida a viver só, foi surpreendida, certo dia, por outro ovo, de delicada feição. Recapítulou as esperanças maternas e chocou-o. Dentro em pouco, o filhote surgia. A galinha afagou-o, feliz, mas, com o transcurso de algumas semanas, observou que o filho já crescido perseguia ratos à sombra. Durante o dia, dava mostras de perturbado e cego; no entanto, em se fazendo a treva, exibia olhos coruscantes que a amedrontavam. Em noite mais escura, fugiu para uma torre muito alta e não mais voltou. Era uma coruja nova, sedenta de aventuras.

A abnegada mãe chorou amargamente. Porém, encontrando outro ovo, buscou ampará-lo. Aninhou-se, aqueceu-o e, findos trinta dias, veio à luz corpulento filhote. A galinha ajudou-o como pôde, mas, em breve, o filho revelou crescimento descomunal. Passou a mirá-la de alto a baixo. Fez-se superior e desconheceu-a. Era um pavãozinho orgulhoso que chegou mesmo a maltratá-la. A carinhosa ave, dessa vez, desesperou em definitivo. Saiu do galinheiro gritando e dispunha-se a cair nas águas de rio próximo, em sinal de protesto contra o destino, quando grande galinha mais velha a abordou, curiosa, a indagar dos motivos que a segregavam em tamanha dor.

A mísera respondeu, historiando o próprio caso. A irmã experiente estampou no olhar linda expressão de complacência e considerou, cacarejando:- Que é isto, amiga? não desespere. A obra do mundo é de Deus, nosso Pai. Há ovos de gansos, perus, marrecos, andorinhas e até de sapos e serpentes, tanto quanto existem nossos próprios ovos. Continue chocando e ajudando em nome do Poder Criador; entretanto, não se prenda aos resultados do serviço que pertencem a Ele e não a nós, mesmo porque a escada para o Céu é infinita e os degraus são diferentes. Não podemos obrigar os outros a serem iguais a nós, mas é possível auxiliar a todos, de acordo com as nossas possibilidades. Entendeu?

A galinha sofredora aceitou o argumento, resignou-se e voltou, mais calma, ao grande parque avícola a que se filiava. O caminho humano estende-se, repleto de dramas iguais a este. Temos filhos, irmãos e parentes diversos que de modo algum se afinam com as nossas tendências e sentimentos. Trazem consigo inibições e particularidades de outras vidas que não podemos eliminar de pronto. Estimaríamos que nos dessem compreensão e carinho, mas permanecem imantados a outras pessoas e situações, com as quais assumiram inadiáveis compromissos. De outras vezes, respiram noutros climas evolutivos.

Não nos aflijamos, porém. A cada criatura pertence a claridade ou a sombra, a alegria ou a tristeza do degrau em que se colocou. Amemos sem o egoísmo da posse e sem qual­quer propósito de recompensa, convencidos de que Deus fará o resto.
Francisco Cândido Xavier (Ditado pelo Espírito Neio Lúcio)
Picture by Tseng-Ying Pang

21 de jan. de 2008

Sonho do mineiro !

















Igreja de São Franscisco de Assis em Belo Horizonte projetada por Oscar Niemeyer às margens da lagoa da Pampulha.

O amor e o poder


Onde reina o amor, não há vontade de poder, e onde domina o poder, falta o amor.
Um é a sombra do outro.
Carl Gustav Jung
Picture by James Tissot

A imaginação e o possível


Tudo o que uma pessoa pode imaginar, outras podem tornar realidade.
Júlio Verne
Picture by Jack Vettriano

Você é Especial


Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é imprescindível á todos. Só você pode evitar que ela vá ao fracasso. Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você. É importante que você sempre se lembre de que ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções.
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros. Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios,incompreensões e períodos de crise. Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. É beijar os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que elesnos magoem. Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de você. É ter maturidade para falar: "eu errei". É ter ousadia para dizer "me perdoe". É ter sensibilidade para confessar: "eu preciso de você". Ser feliz é ter a capacidade de dizer "eu te amo".

Desejo que a vida seja um canteiro de oportunidades para você. Que nas suas primaveras você seja amante da alegria. Que nos seus invernos seja amigo da sabedoria. E, quando você errar o caminho, recomece tudo de novo. Pois assim você será cada vez mais apaixonado pela vida. E descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Aproveitar as perdas para refinar a paciência, as falhas para esculpir a serenidade. Usar a dor para lapidar o prazer e os obstáculos para abrir as janelas da inteligência. Jamais desista de si mesmo. Jamais desista das pessoas que você ama. Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível.
Porque você, você é especial! Pessoas especiais sabem dividir seu tempo com os outros. São honestas nas atitudes, são sinceras e compassivas, e sabem que o amor é parte de tudo. Pessoas especiais têm coragem de se doar aos outros, sem nenhum interesse oculto. Não têm medo de ser vulneráveis, acreditam que são únicas e gostam de ser quem são. Pessoas especiais se importam com a felicidade dos outros e os ajudam aconquistá-la. Pessoas especiais são aquelas que realmente tornam a vida mais bela e mais feliz.
Picture by Lowell Herrero

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